Polêmica

(VÍDEO) ‘CONFUSÃO’ Câmara de CG tira do ar sessão do empréstimo de US$ 52 milhões

A Câmara Municipal de Campina Grande tirou de suas redes sociais o vídeo com a transmissão da sessão extraordinária desta sexta-feira (31/3) para aprovar o empréstimo de US$ 52 milhões do prefeito Bruno Cunha Lima (PSD) junto ao Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata). A sessão foi cancelada após decisão judicial.

O oficial da justiça que levou a decisão ao presidente da Casa, Marinaldo Cardoso (Republicanos), enfrentou dificuldades para entrar no plenário. Isso só foi possível porque o vereador Pimentel Filho (PSD), líder da oposição, socorreu. Segundo o vereador Olímpio Oliveira (União Brasil), Marinaldo não quiser receber a decisão.

Forçado pela própria decisão e a repercussão dos acontecimentos, Cardoso cancelou a sessão, mas o vídeo com as imagens feitas pela Câmara no Youtube foram deletadas. Uma vergonha!

MaurílioJR

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Polêmica

“Dança, Prefeito, dança!” Ailton Gomes que ‘desceu até o chão’ e recebeu R$ 5,4 mil em diárias volta a dançar, na PB

O prefeito de Nova Palmeira, Ailton Gomes Medeiros, voltou a polemizar e dançou no meio da rua, nesta sexta-feira (31), para comemorar o seu retorno à Nova Palmeira. Ailton ficou marcado por aparecer ‘dançando até o chão’ na Marcha dos Prefeitos, em Brasília. O fato foi registrado em vídeo durante um jantar promovido pelo senador Efraim Filho, em Brasília, durante a 24ª edição da Marcha dos Prefeitos.

O prefeito comemorou o seu retorno a Nova Palmeira reunindo correligionários e eleitores no meio da rua para dançar ao som de um paredão. O prefeito demonstrou estar bastante satisfeito e não se incomodou com as críticas que foram feitas à sua performance em Brasília durante a semana.

Para participar da Marcha, Ailton embolsou R$ 5,4 mil em diárias, todas pagas pela prefeitura de Nova Palmeira. Antes do retorno, o prefeito usou as redes sociais para esclarecer a dança e afirmou que performance não passou de um momento descontraído e que voltou à Nova Palmeira com conquistas para a cidade.

Blog do BG PB com clickPB

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Polêmica

VÍDEO: Influenciadora da PB é acusada de aplicar golpes em site para ganhar dinheiro

A influenciadora paraibana Rhita Sampaio, que tem mais de 5 milhões de seguidores nas redes sociais, está sendo acusada de aplicar golpe ao divulgar falso aplicativo para seus seguidores ganharem dinheiro ao clicar em link ou dar curtidas na internet.

Em um vídeo que está viralizando nesta sexta-feira (31), o influenciador Guga Figueiredo, famoso por expor golpes na internet, mostra que Rhita chega a simular um saque da plataforma, que é falso. A transferência não ocorre da plataforma para conta da paraibana, na verdade é uma página fake em um site, que chega até a simular a notificação de recebimento no Nubank.

O site Faturando com Insta, sob o domínio faturandocominsta.online, e anteriormente sendo instapremiado.com, também divulgado por famosas como Bia Miranda, vice-campeã de ‘A Fazenda’, cria páginas falsas para os influenciadores simularem saques.

“Aparece uma tela falsa de saque em nome de Rhita, outra influenciadora que divulga golpes. Os golpistas fizeram uma página para a Rhita simular que estava sacando o dinheiro. Eu vou sacar o dinheiro para conta da Rhita”, diz Guga, ao clicar na opção e na tela mostrar a notificação falsa de recebimento no aplicativo bancário.

“Os golpistas não são fáceis, simulam tudo. Está mais que provado que todos os influenciadores que divulgam esses aplicativos de golpes estão cientes disso. Afinal, eles simulam um saque que não existe. Portanto, devem ser responsabilizados criminalmente por esses golpes”, finalizou.

PBJá

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Polêmica

ALERTA DE TRETA: MP não descarta pedido de prisão de sócios da Fiji e processo por dano coletivo

Diretores executivo e financeiro da FIJI prestam esclarecimentos e criticam diretor de tecnologia - Paraíba Todo Dia

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) está prestes a acionar a justiça contra a empresa Fiji Solutions e não descarta pedir a prisão dos sócios. Nesta sexta-feira (31), o promotor Sócrates Agra, responsável pelo caso, ressaltou que a documentação apresentada pelos sócios está sendo analisada “para verificar a tipificação penal que irá definir a competência jurisdicional”.

O promotor destaca ainda que o dano coletivo já está caracterizado para que a Justiça seja acionada.

A expectativa é de que a ação judicial seja protocolada até a próxima terça (04) ou quarta-feira (05).

Sócrates Agra ainda disse que o Ministério Público ainda está ventilando se irá requerer bloqueio das contas ou até mesmo o arresto dos bens dos sócios da Fiji Solutions. Ele declarou também que “no tocante à questão de pirâmide, estamos examinando os documentos constantes dos autos, objetivando a comprovação ou não desse fato”.

Os clientes da Fiji Solutions, empresa que atua com criptomoedas em Campina Grande, seguem sem saber quando terão seu dinheiro devolvido. Há alguns meses os clientes pararam de receber os rendimentos referentes às criptomoedas e começaram a temer estarem sendo vítimas de golpe financeiro.

Bueno Aires é o proprietário da Fiji Solutions e dirige a empresa ao lado de Emilene Marilia Lima, que é diretora executiva, e Breno Azevêdo, que é o diretor financeiro.

O promotor ressaltou ainda que “essa questão de possível prisão de algum dos sócios não está descartada, mas, será apreciada na esfera penal”.

Questionado sobre a possibilidade de fuga dos responsáveis pela empresa, tal qual aconteceu no caso Braiscompany, Sócrates Agra disse que “esse é um sentimento que tem sido despertado nos investidores sim, contudo, não sinto que ocorra, pois, estamos mantendo contanto diariamente com os sócios da Fiji”. Os sócios responsáveis pela Braiscompany nunca prestaram qualquer colaboração ou deram informações para poder solucionar os problemas dos investidores, de acordo com o promotor Sócrates Agra.

Sob o ponto de vista do promotor Sócrates Agra, não há necessidade de pedido de prisão no momento devido à colaboração dos sócios, assim como pelo fato deles serem facilmente localizáveis.

Tamanho do prejuízo financeiro

O Ministério Público já está de posse de todo o material de contabilidade da empresa assim como os dados dos investidores e clientes da Fiji Solutions, com os detalhes sobre investimentos e pagamentos. Ainda não há informação concreta sobre o montante de dinheiro envolvido no caso Fiji Solutions.

O promotor Sócrates Agra diss que a documentação apresentada ao Ministério Público segue sendo analisada para que o órgão tenha a estimativa concreta sobre a quantia de dinheiro empregada na Fiji.

De acordo com o promotor, não será necessário a criação de um cadastro dos investidores, “pois, todos esses dados já foram coletados pelo Ministério Público, ao contrário do que ocorre no caso Brascompany”.

A expectativa dos investidores é que o caso seja resolvido e que o dinheiro seja recuperado. Desde a última semana o Ministério Público mantém contato com os sócios da Fiji Solutions em busca das informações sobre a falta de pagamento e tentando a garantia de que o dinheiro dos investidores esteja resguardado.

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Polêmica

VÍDEO: Em audiência, Associação Comercial de CG cobra mais empenho sobre o caso Braiscompany

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande, Antônio Andrade, esteve na tarde desta quinta-feira, (30) na Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal de Vereadores de Campina Grande para discutir o caso Braiscompany.

Antonio Andrade foi convidado pela Casa de Félix Araújo não só para representar a ACCG, mas todas as entidades representativas de classe do setor produtivo. Na oportunidade, Andrade falou sobre os impactos nos segmentos do setor produtivo e as possíveis providências que todos os entes podem tomar para minimizar os danos causados e aqueles que ainda irão impactar a economia da cidade.

Durante a Audiência, o presidente Antônio Andrade discorreu sobre os impactos que a cidade tem sentido, mas apontou que a força do empreendedor campinense deverá superar a crise enfrentada. “Apesar do impacto negativo sentido, não se tem ainda a quantificação; o prejuízo não é maior por conta do espírito aguerrido dos empreendedores, que fazem de tudo para manter suas empresas gerando emprego e renda”, frisou.

Andrade ainda lembrou que o “rombo” de 1,5 bilhão representa a mesma cifra que foi aprovada na CMCG como orçamento da prefeitura municipal e também equivale a 10% do PIB campinense. “É preciso recorrer às vias judiciais, que não é fácil, mas temos que essencialmente trabalhar conjuntamente, ou seja, setor privado, e tantos outros órgãos para encontrar caminhos para contornar a grave crise que poderá vir”, finalizou.

Blog do BG PB com PBAgora

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MPPB

Caso Braiscompany: Clientes têm até hoje para registrar reclamações no MP

Caso Braiscompany: MP-Procon recebe 900 denúncias e prazo para queixas segue até 31 de março - Portal Correio

Termina hoje (31), o prazo para os consumidores com contratos com a Braiscompany realizarem o preenchimento do formulário online disponibilizado pelo MP-Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba) para cadastro de reclamações.

Desde o último dia 2 de março, o MP já recebeu aproximadamente 900 reclamações sobre o caso.

Conforme explicou o diretor-geral do MP-Procon, o promotor Romualdo Tadeu, a partir de abril o formulário online não estará mais disponível, pois será iniciada uma nova fase da investigação.

Ele explicou a necessidade de estabelecer aos consumidores uma data-limite para o envio de reclamações, tendo em vista os prazos previstos na lei para que o MPPB ingresse com ação civil pública contra a empresa.

Entenda o caso

Em fevereiro deste ano o MPPB instaurou o Inquérito Civil para apurar denúncias de consumidores sobre o descumprimento de contratos celebrados com a empresa de criptoativos “Braiscompany”, com sede em Campina Grande. As informações enviadas ao órgão ministerial estão sendo anexadas ao inquérito civil, que tramita em sigilo.

A investigação na Braiscompany

A operação investiga uma movimentação financeira de R$ 1,5 bilhão feita pela Braiscompany em criptoativos. Dois mandados de prisão foram expedidos tendo como alvos o empresário, Antônio Neto, e a esposa dele, Fabrícia Farias Campos, que continuam foragidos.

Na operação a Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e a suspensão parcial das atividades da empresa.

Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campina Grande, João Pessoa e São Paulo.

Blog do BG PB com JornalPB

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Polêmica

Zona Azul sem prazo para reativação em JP

Zona Azul de João Pessoa é extinta e sem data para implantação do novo modelo

Um novo projeto do serviço de estacionamento rotativo Zona Azul, em João Pessoa, não tem prazo para ser implantado. A informação é da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP).

O sistema anterior foi extinto há três anos e em 2021 foi anunciado pela Prefeitura de João Pessoa que o Zona Azul seria retomado no ano passado, o que acabou não ocorrendo. Enquanto isso, os motoristas disputam as poucas vagas de estacionamento nas avenidas e ruas do Centro da capital e ficam à mercê dos “flanelinhas”.

O antigo modelo de Zona Azul adotado em João Pessoa foi extinto em fevereiro de 2020 e segundo a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), a retirada buscava a implantação de um serviço mais moderno com ampliação do número de vagas.

Porém, até agora não existe data prevista para a chegada desse modelo de estacionamento nem os locais onde será implementado. Enquanto isso, os motoristas relatam dificuldades para estacionar nos espaços públicos e no caso do centro da cidade.

Sem a presença da gestão pública, os motoristas acabam pagando para estacionar valores que variam de R$ 2 a R$ 10, dependendo da região.

ENTENDA O CASO

Conforme a Semob-JP, o Sistema de Estacionamento Rotativo Zona Azul democratizava o uso do espaço, gerando maior rotatividade nas vagas de estacionamento em vias e logradouros públicos, principalmente em áreas comerciais ou serviços. Ele era administrado pelo órgão e havia a cobrança de R$ 1,50 pelo cartão de estacionamento, válido por duas horas.

Após a sua extinção, em 2020, um processo licitatório foi iniciado para a execução de um novo projeto. Segundo a Semob-JP, a capital possuía duas mil vagas e 30 logradouros com vagas da Zona Azul.

Entre os pontos de maior movimento de veículos, estão o Parque Sólon de Lucena, Rua Santo Elias, Rua 13 de Maio, Praça Venâncio Neiva, Praça João Pessoa, Praça 1817, Rua Visconde de Pelotas, Praça Rio Branco, Rua Duque de Caxias, Rua General Osório, Rua da República, Rua Maciel Pinheiro.

Com isso, a Semob-JP lançou em maio de 2021 um edital de chamamento público para empresas que tivessem interesse em prestar serviços relacionados à implantação, administração e modernização da nova Zona Azul.

Na época, o objetivo era implantar um sistema no centro da cidade, expandindo para outras áreas.

A proposta incluía um sistema eletrônico informatizado para o controle de uso das vagas de estacionamentos rotativos. A previsão inicial era que a Zona Azul retornasse até o final do primeiro trimestre de 2022 com seis mil vagas.

O sistema seria implantado, também, na Avenida Josefa Taveira, em Mangabeira, na orla de Tambaú e nas proximidades do Mercado Central, no centro. No caso do centro e na zona comercial de Mangabeira seriam cobrados R$ 3 por duas horas de estacionamento. Já na orla, a cobrança de R$ 3 por cinco horas de estacionamento.

O QUE DIZ A PREFEITURA

Em outubro do ano passado, o superintendente de Mobilidade Urbana da capital, Expedito Leite, informou que esse estacionamento estava envolvido em um processo iniciado ainda em 2021, cuja
proposta estava em análise no Tribunal de Contas. A Semob-JP ainda não havia chegado a fase de contratação.

Blog do BG PB com União

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Polêmica

CASO FIJI: Empresários e políticos paraibanos investiram ‘pesado’ na empresa de criptomoedas

O Ministério Público da Paraíba vai ajuizar uma ação civil pública contra a Fiji Solutions, uma empresa de Campina Grande que negocia criptomoedas.

O objetivo é garantir os direitos dos investidores, que estão sem receber seus rendimentos há cerca de 2 meses. O caso chama a atenção sobretudo depois de o golpe envolvendo a Braiscompany.

O MP deve ingressar com a ação até a próxima semana. O órgão está surpreso com a quantidade de empresários e políticos que investiram na financeira.

Alguns prazos dados pelo MP para que a Fiji apresentasse documentos suplementares para comprovação do impasse não foram cumpridos.

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Polêmica

Vídeo: Sede da Braiscompany em SP é esvaziada na ‘calada da noite’

Um vídeo flagrou a ação de pelo menos dois homens que entraram facilmente na sede da Braiscompany, em São Paulo, e removeram itens e bens do local. Até a última quarta-feira (29), todos os itens foram removidos do prédio, acabando com a operação paulista da empresa.

Nascida em Campina Grande, na Paraíba, a Braiscompany se espalhou pelo Brasil, enquanto prometia rendimentos fixos no mercado de criptomoedas. Com o casal Antônio e Fabrícia Ais comandando as operações, eles contavam com a ajuda de brokers na captação de novos investidores.

Muitos dos ex-brokers da Braiscompany defendiam a empresa, mesmo quando o atraso de saques aos clientes começou, no final de 2022.

Com o fechamento das sedes, tudo indica que o negócio acabou de vez, mesmo com alguns ainda defendendo a possível pirâmide financeira publicamente.

Enquanto clientes procuram na justiça alguma forma de reaver valores perdidos na Braiscompany, a empresa segue desocupando os imóveis que utilizou.

Um deles, em São Paulo, é mais um a ter todos os itens removidos do local, com um vídeo mostrando o início dos trabalhos.

De acordo com o material, que data do dia 26 de março de 2023, dois homens chegam na sede e começam a desocupar o local.

Entenda o fim da Braiscompany

Operando no mercado de criptomoedas, a Braiscompany surgiu em 2019, captando seus primeiros clientes, que acreditavam estar investindo em um negócio legítimo. Para convencer e captar novos clientes, a empresa alegava realizar a locação de criptoativos.

No ano de 2020, a empresa recebeu os primeiros indícios de fraude, quando a Operação Faraó de Tiago Reis denunciou publicamente a Braiscompany.

Desde então, a empresa tentou se defender e processou o fundador da Suno, em busca de passar uma falsa sensação de legalidade. Com suas operações se tornando mais famosas, o fundador da Braiscompany chegou a participar de uma audiência pública em Brasília, que discutia sobre golpes de criptomoedas.

Contudo, desde novembro de 2022, a Braiscompany começou a atrasar pela primeira vez os saques a clientes, situação que piorou no mês seguinte, em dezembro.

Ao entrar em 2023, nenhum cliente da empresa recebeu mais as promessas mensais fixas da empresa, o que escancarou a crise do possível golpe financeiro.

Com denúncias de investidores de todo o Brasil, a Polícia Federal deflagrou a Operação Halving contra o negócio em fevereiro de 2023, mas não encontrou os principais líderes, que seguem foragidos.

LiveCoins

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Polêmica

MAIS CALOTES: MP investiga foragido que deu golpe de R$ 200 milhões em investidores; confira empresa

Há uma semana, a Polícia Civil em Ribeirão Preto (SP) investiga a suspeita de estelionato praticado contra um grupo de pelo menos 500 pessoas investidoras no escritório B&B Capital, com sede na cidade. Segundo relato das vítimas, o total do rombo envolvendo as economias delas está estimado em R$ 200 milhões. Elas foram atraídas pela promessa de boa rentabilidade, acima da praticada no mercado.

De acordo com o grupo, o dono da empresa, André Luiz de Jesus Rosa, enviou uma mensagem aos funcionários no dia 21 de março informando que havia “quebrado” e que tinha fechado a empresa de investimentos.

De acordo com funcionários e vítimas, André está desaparecido desde então. Ele deixou um envelope para o irmão, que trabalhava na empresa.

A Polícia Civil impôs sigilo sobre a investigação. Um ex-sócio de Rosa também é apontado pelos clientes como responsável pelo escritório.

Quando B&B Capital foi fundada

Segundo a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), a empresa foi criada em junho de 2014, quando passou a atuar para assessorar e a prestar consultoria financeira e administrativa para empresas.

Na época, o nome de registro era Chrysostomo da Silva & Rosa, uma menção aos sócios Phelippe Augusto Chrysostomo da Silva e Andre Luiz de Jesus Rosa. O escritório ficava na Rua Marajó, 644, Vila Virgínia, zona Oeste de Ribeirão Preto.

Em 2020, o nome da empresa foi alterado para Jesus Rosa Consultorias, mas ela já era conhecida como B&B Capital.

O escritório funcionava até semana passada no bairro City Ribeirão, zona Sul da cidade.

Quem são os sócios

Desde dezembro 2020, a B&B Capital tem André Luiz de Jesus Rosa como único sócio da empresa. Segundo documento emitido pela Jucesp, ele passou a exercer a administração do escritório e a fazer retiradas mensais, a título de pro-labore, que é a remuneração paga em casos de sociedades.

Ainda de acordo com o documento, Phelippe Augusto Chrysostomo da Silva se retirou da B&B no fim de 2020. No entanto, clientes afirmam que ele continuava no negócio. Contratos assinados em 2021, por exemplo, foram firmados em nome da Chrysostomo da Silva & Rosa.

Phelippe Augusto Chrysostomo da Silva (à esquerda) e André Luiz de Jesus Rosa (à direita), sócios da B&B Capital em Ribeirão Preto, SP — Foto: Reprodução/Redes Sociais

A empresa pode atuar no mercado?

De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entidade vinculada ao Ministério da Fazenda que fiscaliza, normatiza, disciplina e desenvolve o mercado de valores mobiliários no Brasil, a B&B Capital e os sócios não têm autorização para exercício da atividade.

Em dezembro de 2016, a CVM determinou a suspensão da oferta de serviço de administração de carteira pela empresa e seus sócios.

Em nota publicada no site na época, a CVM informou que os sócios Rosa e Chrysostomo estavam sujeitos à multa de R$ 5 mil por descumprimento da determinação.

G1

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