Um áudio vazado de uma conversa de WhatsApp vazou na manhã de hoje e mostra um policial penal paraibano se referindo às colegas com misoginia e transfobia. Ele se queixa de que as mulheres e “até as trans” teriam tratamento diferenciado nas escalas de trabalho.
O caso foi denunciado pela pré-candidata a deputada federal Lídia Moura (PSB), ex-secretária da Mulher e Diversidade Humana da Paraíba. Confira o áudio abaixo, assim como a denúncia feita por Lídia.
O policial autor das falas é Hubert Milanês Pessoa.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que tentou atuar para evitar a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Segundo ele, integrantes de sua equipe tentaram articular uma reação antes do anúncio norte-americano.
“Lula fez força para isso. Cavou o pênalti. Conseguiu. Chegou a tarifa contra os interesses do povo brasileiro”, disse o senador e pré-candidato à Presidência da República.
Flávio também mencionou novas tarifas aplicadas pela China sobre a carne brasileira exportada ao país. Segundo ele, a cobrança de 55% incide sobre volumes que ultrapassarem uma determinada cota.
A Polícia Civil da Paraíba pediu à Justiça a prisão preventiva do delegado Braz Morrone e dos policiais civis Everton Aires e Eduardo Jorge, presos temporariamente desde 2 de junho na Operação Perfidus.
No primeiro inquérito concluído, os três foram indiciados por subtração de entorpecentes e por elaborar um boletim de ocorrência com informações falsas para dar aparência de legalidade às ações investigadas.
Segundo a Polícia Civil, as provas apontam a participação dos investigados na retirada, distribuição e venda de drogas, além do recebimento do dinheiro obtido com o tráfico. O pedido de prisão preventiva foi baseado na gravidade dos crimes e nas provas reunidas.
Outros três inquéritos da Operação Perfidus seguem em andamento para apurar suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
A primeira-dama Janja da Silva afirmou, durante entrevista ao podcast Frente a Frente, da Folha de S.Paulo e UOL, que as críticas sobre uma suposta fama de “gastadeira” durante viagens são resultado de “misoginia pura”.
Segundo Janja, os gastos atribuídos a ela muitas vezes incluem despesas de toda a comitiva e explicou que o uso de classe executiva ocorre por orientação da Polícia Federal, devido ao esquema de segurança.
Ela também disse que as críticas são uma forma de atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Faz parte da estratégia política da extrema direita, e isso eu não tenho como combater”, declarou.
A primeira-dama afirmou ainda que presta contas de suas atividades, que todas as viagens têm agenda de trabalho e defendeu a aprovação do projeto que criminaliza a misoginia, em análise na Câmara dos Deputados.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil protocolou um ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pedindo que seja assegurada a comunicação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
O pedido considera que o senador tem direito a se comunicar com o ex-presidente por ser seu advogado e que essa comunicação é indispensável ao exercício da natureza técnica da advocacia
O documento foi apresentado após representação encaminhada pelo advogado Flávio Bolsonaro à Procuradoria Nacional de Defesa das Prerrogativas. Nesta segunda-feira (13), Moraes ordenou a suspensão de visitas de Flávio a Jair, após o senador divulgar em redes sociais uma carta do ex-presidente.
A divulgação, feita no sábado (11) representa, para o ministro do STF, desrespeito a determinação de afastamento de Jair Bolsonaro das redes sociais e desvio de finalidade no exercício do direito de visita.
Segundo a OAB, a manifestação tem caráter técnico e exclusivamente institucional e não ingressa no mérito da decisão judicial nem das circunstâncias que a motivaram. O objetivo, informa a OAB, é o de “assegurar o exercício da defesa técnica, em observância às prerrogativas da advocacia previstas no Estatuto da Advocacia”.
“A OAB está à disposição para defender as prerrogativas profissionais de todas as advogadas e de todos os advogados do país, independentemente de quem eles representem ou de qualquer circunstância relacionada ao caso concreto. Trata-se de assegurar direitos previstos em lei e indispensáveis ao pleno exercício da advocacia”, afirmou via assessoria o procurador nacional de Defesa das Prerrogativas da OAB, Alex Sarkis.
O ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestou sobre o ofício da OAB. Em sua decisão na segunda-feira, o ministro também determinou que o caso seja enviado ao Ministério Público Eleitoral para ciência e adoção das medidas cabíveis em função do período eleitoral.
No ano passado, Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista. Após passar por cirurgia, obteve autorização judicial para cumprir a pena em prisão domiciliar.
Adolescente foi baleado após pular muro de escola. Ewerton Correia/TV Cabo Branco
Um adolescente de 17 anos, que foi baleado neste sábado (11) após ser confundido com um assaltante por um policial militar à paisana em João Pessoa, disse que correu por pensar que era um assalto.
Em entrevista o adolescente, que não teve a identificação divulgada, relembrou o momento em que foi confundido com um criminoso após pular o muro de um cursinho pré-vestibular no colégio Sesquincentenário para deixar a aula mais cedo.
“Um assalto, sei lá, só não pensava que era um policial. Se fosse policial, se ele tivesse se comunicado ali mesmo, eu tinha parado. Pensei: ‘um carro fumê, pronto’. Pensei que ia roubar, até matar, e comecei a correr, quando eu escutei o barulho”.
O estudante contou também que estava saindo mais cedo para comprar um bolo para a mãe, porque era aniversário dela.
“Eu ia cortar o cabelo e era aniversário da minha mãe. De lá, eu ia passar em alguma padaria para comprar um bolinho para a gente comemorar, por isso que eu queria sair mais cedo”.
O estudante conta que o policial ainda pediu para olhar a mochila, que estava com um código no zíper. “Imediatamente, falei a senha, falei: ‘Pode olhar, aí só tem caderno, folha, lápis, tem meu cartão de passagem e meu celular, e pronto’. Eu só soube que ele era policial à paisana quando já tinha chamado a viatura”.
O adolescente foi socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o Hospital de Trauma de João Pessoa. Ele já recebeu alta e se recupera em casa.
O adolescente é atleta de judô e de wrestling, com participação em vários campeonatos. Recentemente, ele participou de um campeonato nacional de judô.
Entenda o caso
Momento em que adolescente foi baleado após pular muro de escola.. Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Um adolescente de 17 anos foi baleado, neste sábado (11), após ser confundido com um assaltante por um policial militar que estava à paisana no bairro Pedro Gondim, em João Pessoa.
Segundo um colega da vítima, o adolescente e um grupo de amigos pularam o muro de um cursinho pré-vestibular no Sesquincentenário para deixar a aula mais cedo. A movimentação chamou a atenção do policial militar, que perseguiu o grupo por algumas ruas.
Em um vídeo de um circuito de segurança, é possível ver o jovem correndo de um homem armado. Ao chegar a uma calçada, ele se rende, cai e leva um chute do policial.
O disparo atingiu o ombro do jovem. Após o ocorrido, o adolescente foi socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o Hospital de Trauma de João Pessoa.
Operação policial apura esquema de desvio de entorpecentes e corrupção. Frame: Reprodução/TV Arapuan
A Justiça da Paraíba prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do delegado Braz Morroni e dos policiais Eduardo Jorge e Everton Silva, investigados por suspeita de integrar uma organização criminosa. A decisão foi da juíza Conceição Marciscano, da 2ª Vara Regional de Garantias, atendendo a um pedido da Polícia Civil e do Ministério Público da Paraíba (MPPB).
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de desviar entorpecentes apreendidos, roubar drogas de traficantes para revendê-las a facções rivais e repassar informações sigilosas para evitar a prisão de criminosos. A prorrogação da prisão foi considerada necessária diante da complexidade da investigação e da análise do material apreendido.
Na decisão, a magistrada destacou que o elevado número de dispositivos eletrônicos recolhidos e a gravidade dos fatos justificam a manutenção da custódia dos investigados por mais um mês, enquanto as diligências continuam.
A juíza também negou o pedido da defesa de Braz Morroni para conversão da prisão em domiciliar por motivos de saúde. Segundo a decisão, não foram apresentados documentos que comprovassem a impossibilidade de atendimento médico na Penitenciária Especial do Valentina, onde o delegado está custodiado. Ainda assim, foi determinado que a unidade prisional assegure o acompanhamento médico do investigado.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher. A decisão foi comunicada ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto. Michelle ocupava o cargo desde 2023.
Em nota, a ex-primeira-dama afirmou que a saída foi decidida após uma reflexão ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o momento vivido pela família.
“Reuni-me com o presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar, integralmente, aos cuidados com o meu marido e minha filha”, afirmou.
O afastamento ocorre após uma série de embates públicos com Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.
Na nota, Michelle também destacou as ações realizadas durante sua gestão e afirmou ter formado “um grande exército de mulheres de bem que já começaram a transformar o Brasil e a corrigir os rumos da nossa Nação”.
Central de Polícia Civil de João Pessoa. Administrator
Um homem foi preso na manhã desta sexta-feira (26), em João Pessoa, durante uma operação da Polícia Civil. Ele é suspeito de aplicar golpes imobiliários que causaram um prejuízo estimado em R$ 15 milhões.
Segundo a corporação, o investigado é dono de uma construtora e vendia os mesmos apartamentos para várias pessoas e, nesse esqueme, fez cerca de 50 vítimas.
De acordo com o delegado Ademir Fernandes, responsável pela investigação, o principal esquema envolvia um prédio localizado no bairro do Portal do Sol, em João Pessoa, entregue em 2024. Após a conclusão da obra, o empresário passou a negociar cada apartamento com mais de um comprador.
“Ele fez o prédio e começou a vender cada apartamento para no mínimo três pessoas. O prédio foi entregue e há moradores. Só que quem registrou primeiro virou dono do imóvel. As pessoas que compraram depois, quando foram registrar, viram que o bem já estava no nome de outra pessoa”, explicou o delegado.
Um dos sócios do prédio chegou a ser investigado, mas foi identificado como vítima. Ele investiu no empreendimento e não teve retorno financeiro.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito também aplicava golpes nas capitais do Rio Grande do Norte e Pernambuco. Além dos apartamentos, o empresário também negociava outros imóveis e terrenos, atraía investidores e ficava com o dinheiro.
A investigação aponta ainda que o suspeito recebeu cerca de R$ 2 milhões de um ex-sogro. O valor não foi devolvido, e um apartamento pertencente ao familiar também teria sido vendido pelo empresário.
O homem foi intimado para prestar esclarecimentos e acabou preso durante o depoimento na Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF).
A Justiça da Paraíba converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante do empresário Cristian Dantas, suspeito de matar o engenheiro civil Rubens Fernando da Costa Filho, de 29 anos. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (22).
Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu na madrugada de domingo (21), após uma festa privada de São João em Lagoa Seca. A investigação aponta que uma discussão motivada por ciúmes terminou em tiros no estacionamento do evento. Rubens foi socorrido para o Hospital de Trauma de Campina Grande, mas não resistiu aos ferimentos.
Com a decisão judicial, Cristian Dantas permanecerá preso e deverá ser transferido para uma unidade prisional. Além da investigação por homicídio qualificado, ele também poderá responder por lesão corporal após denúncias de agressões feitas por familiares da vítima.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Campina Grande, que pretende concluir o inquérito nos próximos dias. Rubens Fernando foi sepultado em sua cidade natal, Guarabira.
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