Educação

“Enem dos Concursos”: adiamento atrasa calendário, mas governo quer provas em 2024

Adiamento do 'Enem dos concursos' gera repercussão nas redes sociais |  Concursos | G1Foto: Wey Alves/Metrópoles

O governo Lula (PT) testaria, neste domingo (5), a primeira edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), apelidado de “Enem dos Concursos”, mas a prova foi adiada em função da situação do Rio Grande do Sul (RS), fortemente afetado pelas chuvas nos últimos dias. Segundo fontes do governo, o concurso será aplicado ainda em 2024, mas todo o calendário de contratação de novos servidores sofrerá impacto.

Com 2,1 milhões de inscritos, este é o maior certame público já realizado no país. Modelo novo de seleção pública, inspirado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o concurso vai selecionar, de uma só vez, 6.640 profissionais para ocupar cargos em 21 órgãos públicos federais.

A etapa de convocação para posse e realização de cursos de formação começaria em 5 de agosto, mas o cronograma deverá sofrer alterações com a nova data, que será anunciada “assim que houver condições climáticas e logísticas de aplicação da prova em todo o território nacional”, segundo o governo.

“De fato, a autorização do concurso no ano passado era justamente para cobrir a falta de pessoal que ocorre ainda em vários órgãos. A gente não tem noção do quanto se vá adiar [as contratações], porque depende de quando será a realização da prova”, admitiu a ministra da Gestão, Esther Dweck, em entrevista coletiva na sexta-feira (3/5).

Metrópoles

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Educação

Profissionais da educação decidem nesta semana se mantêm greve

Foto: Reprodução

Os professores e técnicos administrativos que atuam em instituições federais de ensino decidem nesta semana se retornam ou não às atividades. Na sexta-feira (19), as categorias receberam uma nova proposta do governo para encerrar a greve, que deve ser votada em assembleias que ocorrerão desta segunda-feira (22) até a quarta-feira (25).

A proposta do governo foi a mesma para as duas categorias:

  • 9% de reajuste salarial em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026;
  • reajuste do auxílio-alimentação, de R$ 658 para R$ 1.000;
  • reajuste do auxílio-saúde per capita, de R$ 144,38 para cerca de R$ 215;
  • reajuste do auxílio-creche, de R$ 321 para R$ 484,90;
  • mudanças na progressão de carreira.

O aumento do salário está muito aquém dos 37% de reajuste em 3 anos que pedem os técnicos administrativos e dos 22% solicitados pelos docentes. Em ambos os casos, a solicitação é que o aumento ocorra já em 2024, o que também não está contemplado na proposta.

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Poder360

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Educação

Governo Lula não retomou nenhuma das 3.700 obras de educação paradas

UFPB mapeia obras inacabadas visando estabelecer critérios para conclusão —  UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPBObra inacada na Universidade Federal da Paraíba

O governo Lula (PT) ainda não reiniciou nenhuma das 3.783 obras de educação básica paradas em todo país após quase um ano do anúncio de um grande plano para destravar as construções. O MEC (Ministério da Educação), comandado por Camilo Santana, não conseguiu fechar um único termo de compromisso com prefeituras para permitir a retomada.

Reiniciar obras paradas, sobretudo de creches, é uma promessa do presidente desde início do governo. Lula planeja eventos pelo país para inaugurações e o tema é tratado como prioridade no Palácio do Planalto. Até agora, no entanto, o MEC não deu início a nenhuma obra com recursos federais desde o início do governo. Somente foram finalizadas construções que já estavam em execução.

O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) diz, em nota, que a demora se deve porque o processo envolve várias etapas burocráticas, dependendo também de agilidade dos municípios. Afirma também que 46 projetos (1%) já estão prontos para assinatura do novo termo com o governo federal. Ligado ao Ministério da Educação, o fundo é responsável pelas transferências e repactuações dos contratos.

Essas quase 4.000 obras paradas, e que continuam abandonadas no governo Lula, estão em 1.664 municípios. Ao todo, 80% delas estão nas regiões Norte e Nordeste. Metade dos esqueletos de construções está em quatro estados: Maranhão, Pará, Bahia e Ceará —que foi governado por Camilo até 2022.

Em nota, o FNDE afirmou que a repactuação prevê “diligências técnicas iniciais e complementares, além de prazos amplos para que os entes possam ter tempo hábil de resposta”. No início do mês, o órgão publicou ato permitindo novo prazo limite para que os municípios respondam as diligências técnicas

“A retomada depende em larga medida da proatividade dos entes federativos no levantamento e envio da correta documentação e cumprimento de todas as etapas e diligências”, afirma o fundo.

O FNDE também disse que o lapso temporal entre a perda da vigência da medida provisória e a sanção da lei provocou maior demora no processo. “Atualmente, temos 875 obras em análise pelo FNDE, enquanto 2.662 estão em diligência, que é quando o ente já teve os documentos analisados pelo FNDE, mas precisa retornar corrigindo ou incluindo algo”, diz a nota.

Folha de São Paulo

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Educação

9,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever, aponta IBGE

ImagemFoto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Ao todo, 9,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais são analfabetas no Brasil — o que representa taxa de analfabetismo de 5,4% —, de acordo com dados presentes na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Educação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (22/3).

Em comparação com 2022, o índice do ano passado sofreu redução de cerca de 232 mil analfabetos na população brasileira.

Mais da metade (54,7%) das pessoas que não sabem ler e escrever mora no Nordeste, totalizando 5,1 milhões. Em seguida, aparece o Sudeste, que abriga 2,1 milhões (22,8%) dos analfabetos do país.

A Pnad Contínua Educação retrata o panorama educacional da população do Brasil, com os seguintes indicadores: analfabetismo, nível de instrução e número médio de anos de estudo, taxa de escolarização, abandono escolar de pessoas de 14 a 29 anos, entre outras abordagens.

Analfabetismo nas regiões do Brasil

O Nordeste e o Norte apresentaram as taxas de analfabetismo mais elevadas — 11,2% e 6,4%, respectivamente —, entre pessoas com 15 anos ou mais. Enquanto esses dados eram significativamente menores no Centro-Sul do Brasil.

Apesar da queda considerável de 0,5 ponto percentual, entre 2022 e 2023 (passando de 11,7% para 11,2%), o Nordeste é a única região que ainda não conseguiu cumprir a Meta 9, presente no Plano Nacional de Educação (PNE) — que prevê a redução da taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais para 6,5%.

O Brasil atingiu essa meta intermediária em 2017, enquanto Sul, Sudeste e Centro-Oeste alcançaram esse feito desde 2016. O Norte só cumpriu a meta 9 do PNE em 2022.

Metrópoles

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Educação

Ranking internacional aponta UFPB como a terceira melhor universidade do Nordeste

ufpb A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) é considerada a terceira melhor universidade do Nordeste. É o que aponta a 20ª edição do Webometrics Ranking of the World Universities. Em relação ao último levantamento divulgado em 2022, a UFPB avançou uma posição entre as melhores universidades nordestinas, pulando da quarta para a terceira posição. Houve avanços também no ranking global, com um salto de 43 posições, passando da 975ª para a 932ª colocação, dentre as mais de 32.000 instituições de ensino superior avaliadas. Com relação as universidades latinoamericanas, a UFPB ocupa a 32ª posição, e no recorte do ranking que considera apenas instituições de ensino superior nacionais, figura na 18ª colocação. A metodologia do ranking considera três métricas: visibilidade, em que é avaliado o impacto do material relacionado à instituição na internet, com base em conteúdos produzidos por fontes externas com links que marcam o portal da instituição; transparência, que considera o número de citações dos autores mais relevantes da Universidade em questão; e excelência, que se refere ao número de pesquisas entre as 10% mais citadas em cada uma das 27 disciplinas da base de dados Scimago. Ainda de acordo com o ranking, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) está em primeiro lugar, e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em segundo. Blog do BG PB

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Educação

Ministro diz que resultado do Sisu será divulgado no início da tarde

Foto: Rafa Neddermeyer

O Ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou que o resultado com os selecionados da primeira chamada do processo seletivo de 2024 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) deve ser publicado no início da tarde desta quarta-feira (31). A previsão foi apresentada pelo ministro durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A expectativa era de que o resultado fosse divulgado na terça-feira (30) por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Por volta das 14h, a página chegou a informar que a consulta já estava “em processo”, mas diante da alta demanda ocorreu um problema técnico no sistema e os protocolos de homologação tiveram de ser reiniciados.

“Nossa equipe de TI já está resolvendo o problema e o resultado deve ser publicado no início desta tarde”, disse o ministro durante o programa transmitido pelas rádios e TV do Canal Gov.

Diante da situação, Santana disse que, por conta do atraso da inscrição do Sisu, já está sendo estudada a possibilidade de se prorrogar as inscrições para o Programa Universidade Para Todos (Prouni) do primeiro semestre de 2024 – previstas para encerrarem nesta sexta-feira (1º).

“Talvez haja necessidade de prorrogar também por mais 24 horas o Prouni”, disse. “O importante é que temos feito um esforço enorme para todas essas datas e essas inscrições se anteciparem, porque nós vamos ter um início do ano letivo agora já em fevereiro e março deste ano, e garantir que o aluno já ingresse na universidade no início do semestre”, acrescentou.

Agência Brasil

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Educação

Problemas técnicos causam adiamento da divulgação do resultado do Sisu para esta quarta-feira

G1 - Portal do Sisu está instável e aparece como indisponível, dizem  candidatos - notícias em EducaçãoFoto: MEC/Divulgação

O Ministério da Educação (MEC) adiou a divulgação do resultado final do Sistema Unificado de Seleção (Sisu) de 2024 para esta quarta-feira (31) após o site apresentar problemas técnicos.

Inicialmente, o Sisu 2024 anunciaria na terça (30) os classificados para ingresso em cursos de Ensino Superior em universidades públicas. O Ministério da Educação também abriria, nesta mesma data, as listas de espera para quem não conseguiu uma vaga na primeira chamada.

O portal informou que a divulgação da lista de aprovados para as universidades públicas sairia até as 18h30, o que não ocorreu. Às 20h, o MEC divulgou nota informando o adiamento. Ainda não há previsão de horário.

“A Subsecretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação do MEC, área responsável pela operacionalização do Sistema de Seleção Unificada, identificou problemas técnicos no sistema e reiniciou os protocolos de homologação, adiando a divulgação dos resultados definitivos do Sisu 2024 para esta quarta-feira, 31, em horário a ser divulgado”, comunicou a pasta.

O dia foi marcado por ansiedade e cobrança dos estudantes nas redes sociais. Pela manhã, o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior chegou a ser aberto para consulta, mas logo foi fechado. Na segunda, o governo federal divulgou que o resultado seria divulgado “no período da tarde”.

Este ano o programa oferta 264.181 vagas, em 6.827 cursos de graduação, de 127 instituições públicas de educação superior participantes.

Os selecionados na chamada regular do Sisu deverão realizar matrícula ou registro acadêmico na instituição na qual forem admitidos no período de 1º a 7 de fevereiro de 2024. Cabe ao candidato observar as condições, os procedimentos e os documentos para matrícula, bem como se atentar para os dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição, em edital próprio.

O Globo

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Educação

Estudante diz ter tirado “nota mil” na redação do Enem e vira caso de polícia; nota indicada no site do exame é 680

Foto: reprodução

O estudante Igor Kleyverson, de 23 anos, se pronunciou nas redes sociais sobre a polêmica em que está envolvido. Ele divulgou nesta semana que é um dos estudantes “nota mil” na redação do Enem, mas sua nota indicada no site do exame é 680. O aluno de Escada, interior de Pernambuco, diz que houve um erro no sistema e sua nota foi alterada.

“Estou dando minha cara a tapa porque não tenho nada a esconder”, declarou Igor, que diz ter contratado um advogado para cuidar do caso. Ele chegou a gravar um vídeo com o diretor do cursinho em que estuda, celebrando a nota máxima no Enem.

Em comunicado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nega esse tipo de modificação e informou que a nota realmente é 680.

Caso de polícia

A situação teve tanta repercussão que a Polícia Civil de Pernambuco abriu um inquérito e diligências estão acontecendo.

Uma das linhas de investigação é que Igor usou uma imagem falsa do sistema do Enem indicando a nota máxima na redação. O estudante nega a fraude. Em entrevista para o Jornal do Commercio, de Pernambuco, ele disse que a repercussão do caso está prejudicando sua família.

“Nós estamos aguardando uma resposta. Essa repercussão tem sido desastrosa, desde ontem não consigo comer direito, minha mãe está sem dormir. Todos nós estamos muito apreensivos e querendo saber o que realmente aconteceu”.

Metrópoles

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Educação

Projeto de lei quer proibir questões com ‘viés ideológico’ no Enem

O projeto foi proposto em novembro de 2023 e aguarda tramitação -  (crédito: Shutterstock/Reprodução)Foto: Divulgação

Um projeto de lei proposto pelo senador Cleitinho (Republicanos/MG) quer vetar a utilização de questões com “viés ideológico” no Enem, em cursos públicos e em vestibulares de universidades públicas. De acordo com a proposta, a banca examinadora poderá ser sujeita a multa e até suspensão em cinco anos na participação de concursos e vestibulares, caso não respeite a medida. O documento ainda precisa tramitar pelas comissões do Congresso, ser aprovado pela Casa e promulgado pelo presidente.

Em sua justificativa, o senador aponta que as avaliações devem buscar a imparcialidade, a fim de promover o “pensamento crítico, independente do viés ideológico dos examinadores”.

“Além de preocupar-nos com a doutrinação política e ideológica dentro das escolas, devemos também combater o uso de questões com viés ideológico no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), nos concursos públicos e nos vestibulares, considerando o fato de que esses exames deveriam selecionar os estudantes ou candidatos mais bem preparados de maneira imparcial”, defende Cleitinho no texto.

Como exemplo, o autor do PL cita uma questão da prova de Linguagens, Códigos e suas tecnologias do Enem 2023. A questão, de número 89 no caderno de cor branca (cada cor de caderno possui uma ordem diferente), dizia que “no Cerrado, o conhecimento local está sendo cada vez mais subordinado à lógica do agronegócio”, que “o capital impõe os conhecimentos biotecnológicos” e que “o modelo capitalista subordina homens e mulheres à lógica do mercado”. Na época, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) cobrou explicações do ministro da Educação, Camilo Santana, pois, segundo eles, a questão trazia uma “imagem negativa do agronegócio”.

Correio Brasiliense

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Educação

Reitor Valdiney Gouveia critica redução de R$ 10 milhões no orçamento da UFPB: “pode inviabilizar funcionamento”

Reitor Valdiney Gouveia critica redução de R$ 10 milhões no orçamento da UFPB: "pode inviabilizar funcionamento"

O reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Valdiney Gouveia, disse estar preocupado com a redução dos repasses feito pelo governo federal para a instituição no último ano. Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta terça-feira (16), o professor revelou que teme pelo risco do funcionamento, alertando que pode ficar comprometido.

“No último governo Bolsonaro, a UFPB teve um orçamento de R$ 137 milhões de verbas discricionárias, e no primeiro ano do atual governo, o valor foi R$ 153 milhões. Nosso montante definido é de R$ 143 milhões. Dá um total de R$ 10 milhões a menos nos repasses nesse governo. O valor voltou a cair, e isso sem falar na correção da inflação, porque se você colocar a inflação a desvalorização é ainda maior”, disse.

Ainda segundo ele, caso o Governo Federal não complemente o orçamento definido para este ano, “a redução do orçamento para as universidades fará com que não tenham condições de funcionamento”, destacou.

Blog do BG PB com Clickpb

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