Trânsito

Semob recorre na Justiça para retomar cobrança da tarifa por excesso e evitar suspensão da Zona Azul em JP

Semob recorre ao TJ para retomar cobrança da tarifa por excesso e evitar suspensão da Zona Azul

João Pessoa A Superintendência de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP) acionou, no final da manhã desta terça-feira (09), o Tribunal de Justiça da Paraíba para tentar suspender o efeito da decisão da 1ª Vara de Fazenda Pública da Capital que barrou a cobrança da Tarifa Pós-Utilização a usuários da Zona Azul que não seguem o horário contratado. O recurso foi distribuído ao gabinete do desembargador Miguel de Britto Lyra Filho, da 3ª Câmara Cível.

Para a Semob, ao impedir a cobrança da “multa”, a juíza Andréa Gonçalves, “desconsiderou a higidez do processo licitatório [para contratação da Zona Azul], a natureza eminentemente civil da contraprestação e o risco severo de dano reverso à mobilidade urbana da Capital paraibana”.

A Autarquia diz, ainda, que o valor é cobrado como “contraprestação facultativa pelo uso do espaço público por período excedente ou sem ativação prévia”.

“A suspensão dessa cobrança, sob o pretexto de inexistência de repasse integral, desequilibra a equação financeira do contrato de concessão, gerando risco de paralisação do serviço e de responsabilização do Município por perdas e danos perante o consórcio privado”

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Paraíba registra aumento de quase 16% nas mortes no trânsito em cinco anos

 Paraíba registra aumento de quase 16% nas mortes no trânsito em cinco anos
 Foto: TV Cabo Branco. Gustavo Demétrio

A Paraíba registrou um crescimento de 15,7% no número absoluto de mortes no trânsito entre 2019 e 2024, de acordo com o Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado nesta terça-feira (26).

Entre 2019 e 2024, a Paraíba registrou aumento anual no número de mortes no trânsito. O crescimento ocorre após o estado ter contabilizado, em 2019, o menor número de óbitos desde o início da série histórica, em 2014, com 772 mortes.

  • 2019: 772 mortes
  • 2020: 788 mortes
  • 2021: 838 mortes
  • 2022: 854 mortes
  • 2023: 837 mortes
  • 2024: 893 mortes

O maior aumento registrado no período ocorreu entre 2023 e 2024, quando o número de mortes no trânsito cresceu 6,7% na Paraíba. O índice considera todos os óbitos provocados por acidentes terrestres, incluindo pedestres, ocupantes de veículos e outros envolvidos no trânsito.

Motocicletas concentram maioria das mortes no trânsito na Paraíba

A Paraíba está inserida no grupo de estados brasileiros onde os acidentes envolvendo motocicletas aparecem como principal fator de mortalidade no trânsito.

Nesse recorte do levantamento, os estados foram divididos em grupos com características semelhantes. Os dados são aproximados e não representam exatamente a realidade individual de cada unidade federativa, mas indicam o contexto em que a Paraíba está inserida.

Em 2024, os sinistros com motocicletas representaram entre 59,7% e 72,7% do total de mortes no transporte terrestre registradas no estado.

Paraíba registra menor taxa de homicídios em dez anos

A Paraíba registrou, em 2024, a menor taxa de homicídios da última década, segundo dados do Atlas da Violência 2026. Ao todo, foram contabilizadas oficialmente 1.058 mortes no estado, o equivalente a uma média de 25,7 assassinatos por 100 mil habitantes.

No recorte entre 2014 e 2024, o levantamento aponta redução de 31,8% no número absoluto de homicídios registrados na Paraíba. Já a taxa de mortes por 100 mil habitantes apresentou queda de 35,6% no mesmo período.

João Pessoa, Santa Rita e Patos aparecem entre cidades com mais homicídios estimados

Entre os municípios da Paraíba que aparecem no levantamento estão João Pessoa, Santa Rita e Patos. As cidades integram o ranking de taxas de homicídios estimados entre municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.

O Atlas da Violência considera como homicídios estimados a soma das mortes oficialmente registradas e dos chamados “homicídios ocultos”, termo utilizado para designar casos de mortes violentas subnotificadas ou que não foram inicialmente classificadas dessa forma.

No recorte das cidades do Nordeste presentes no levantamento, João Pessoa, Santa Rita e Patos aparecem entre os municípios com maiores índices de homicídios estimados em 2024.

  • Maranguape (CE) — 121 homicídios estimados
  • Jequié (BA) — 126 homicídios estimados
  • Maracanaú (CE) — 177 homicídios estimados
  • Caucaia (CE) — 267 homicídios estimados
  • Recife (PE) — 681 homicídios estimados
  • Santa Rita (PB) — 70 homicídios estimados
  • Fortaleza (CE) — 1.071 homicídios estimados
  • João Pessoa (PB) — 236 homicídios estimados
  • Patos (PB) — 28 homicídios estimados

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Trânsito

VÍDEO: Com tarifa mais cara do NE, ônibus de JP falta freio e passageiros sobem ladeira à pé

Usuários da linha 1008 (Valentina/Paratibe/Mussumago) relataram transtornos na manhã desta terça-feira (26) após um ônibus apresentar problemas mecânicos na região da ladeira que liga Mangabeira ao Valentina, em João Pessoa.

Segundo passageiros, o veículo teria apresentado falha relacionada ao sistema de freios, o que levou à interrupção da viagem. Sem alternativa no momento, usuários afirmam que precisaram subir o trecho da ladeira a pé para conseguir seguir trajeto.

A linha, de acordo com relatos de moradores, conta com apenas um veículo em operação, o que aumenta a preocupação em casos de falhas ou paralisações.

O episódio gerou críticas de passageiros, que apontam uma divergência entre a situação observada e as informações divulgadas pelo Sintur-JP sobre a renovação da frota de ônibus na capital.

João Pessoa possui atualmente uma das tarifas mais altas do Nordeste. A passagem inteira custa R$ 5,45, enquanto o serviço opcional (“geladinho”) sai por R$ 6,05. A meia-passagem é de R$ 2,72 para estudantes com carteira válida.

Em nota, o Sintur-JP informou que um ônibus da linha apresentou pane elétrica na região da Ladeira do Valentina. Segundo o órgão, o motorista parou o veículo para averiguação, alguns passageiros seguiram até o Terminal de Integração do 301 e embarcaram em outro ônibus.

Ainda conforme a nota, o veículo foi encaminhado para manutenção e outro carro da frota assumiu a operação da linha.

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Trânsito

Acidentes de moto geram mais de 10,6 mil atendimentos no Trauma de Campina Grande em 2025


					Acidentes de moto geram mais de 10,6 mil atendimentos no Trauma de Campina Grande em 2025
Acidentes de moto na Paraíba são causados, em sua maioria, por imprudência.. Silvia Torres/TV Cabo Branco

Os acidentes de motocicleta correspondem a cerca de 9% dos atendimentos feitos no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, no Agreste paraibano. Os dados são de uma apuração do Núcleo de Dados da Rede Paraíba, feita com base em informações repassadas pela assessoria da unidade hospitalar.

Em 2024, o hospital registrou 8.815 atendimentos relacionados a acidentes com motocicletas. O número colocou esse tipo de ocorrência como a segunda principal causa de atendimento da unidade, atrás apenas das quedas, que somaram 20.445 casos no mesmo período.

Já em 2025, os registros subiram para 10.685 atendimentos, um aumento de aproximadamente 21% em relação ao ano anterior. As quedas continuaram liderando o ranking das principais causas de atendimento, com 21.058 ocorrências.

Segundo os dados analisados pelo Núcleo de Dados da Rede Paraíba, a unidade realizou média de cerca de 29 atendimentos por dia relacionados a acidentes motociclísticos em 2025.

O coordenador da área vermelha do Hospital de Trauma de Campina Grande, Matheus Matos, detalhou os principais tipos de lesões observadas nos atendimentos.

“O trauma por motocicleta, visto que muitas vezes o paciente está sem capacete e, quando está usando o capacete, ele não usa de forma adequada, não tem o afivelamento correto do capacete, esses pacientes muitas vezes entram aqui com trauma crânio-encefálico grave. Outras lesões muito comuns também são as fraturas, fraturas de braço, de perna. Temos também trauma torácico e trauma abdominal fechado”, explicou o coordenador.

A unidade recebe pacientes de diferentes cidades da Paraíba. Apesar de a maioria dos casos ser de moradores de Campina Grande, Queimadas e Lagoa Seca, o hospital atendeu pacientes de 353 municípios em 2024 e de 398 cidades em 2025.

Além dos impactos na saúde pública, os acidentes de motocicleta também geram custos elevados para o sistema hospitalar.

Segundo Matheus Matos, o tempo médio de internação de uma vítima desse tipo de acidente é de aproximadamente quatro dias, nos casos sem necessidade de cirurgia ou lesões mais graves.

“Esse custo para o hospital gira em torno de R$ 6 mil. Porém, temos também os casos mais graves, os quais necessitam de intervenções cirúrgicas, muitas vezes mais de uma, internação em leito de UTI prolongado. Esse custo pode chegar até R$ 400 mil por paciente, dependendo da gravidade”, afirmou.

Trauma de João Pessoa tem média de média de 27 atendimentos por dia por acidentes de moto


					Acidentes de moto geram mais de 10,6 mil atendimentos no Trauma de Campina Grande em 2025
Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, para onde criança engasgada foi encaminhada. Ewerton Correia

Os acidentes de moto seguem entre as principais causas de atendimento no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, que registra média de 27 casos atendidos por dia. Os dados foram levantados pelo Núcleo de Dados da Rede Paraíba.

Segundo o levantamento, a unidade realizou 9.786 atendimentos relacionados a acidentes com motocicletas em 2024. Em 2025, o número permaneceu praticamente estável, com 9.787 ocorrências. Já nos três primeiros meses de 2026, o hospital contabilizou 2.375 atendimentos desse tipo.

Apesar da pouca variação entre os anos, os números chamam atenção pela frequência dos casos. Em 2025, o Hospital de Trauma de João Pessoa registrou média de quase 27 atendimentos diários de vítimas de acidentes de moto.

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FOTOS: Veja relatório do DNIT que reconhece falhas em obra milionária da triplicação da BR-230 em JP

 Relatório do DNIT reconhece falhas em sinalização de obras na BR-230 e fixa prazo para melhorias
Relatório do DNIT reconhece falhas em sinalização e estabelece data para correções. Reprodução DNIT

As obras da triplicação da BR-230, entre João Pessoa e Cabedelo, precisam de reforço nas equipes de trabalho e melhorias na sinalização temporária para evitar impactos no cronograma. É o que aponta o Relatório Mensal de Supervisão referente a março de 2026.

Segundo o documento, o consórcio responsável pela obra precisa melhorar a sinalização ao longo de todo o empreendimento. O documento destaca que a exigência não é recente. Segundo registros das tratativas, a cobrança por adequações na sinalização foi iniciada em novembro de 2024 e teve o prazo estendido até 31 de maio de 2026.

Na sexta-feira (15) da última semana, mais um carro caiu em uma vala próximo ao viaduto recém-inaugurado pelo Governo Federal. Em abril, em outro trecho das obras, um veículo também caiu dentro de um local em obras. Diversos outros acidentes já foram registrados ao longo do trecho de obras, inclusive com motociclistas.

Outro ponto de atenção envolve a estrutura operacional da obra. A equipe técnica responsável pela supervisão considera necessário reforçar trabalhadores mobilizados para garantir o cumprimento do cronograma, principalmente nas frentes de execução de viadutos e passarelas.

O relatório também aponta dois fatores considerados os principais entraves para o andamento dos serviços. O primeiro deles é a retirada de postes pela Energisa. Segundo a supervisão, a concessionária iniciou a remoção após visita do Ministério dos Transportes.

O segundo problema envolve a drenagem no quilômetro 2 da rodovia. Os serviços chegaram a ser iniciados ainda pelo 1º Batalhão de Engenharia de Construção, mas foram interrompidos por decisão judicial e seguem sem previsão de retomada.

A supervisão alerta que a falta da drenagem pode provocar novos alagamentos na via marginal direita, entre os quilômetros 2 e 2,8, situação que já teria ocorrido anteriormente.

A obra de triplicação da BR-230 começou em 2017, mas passou por paralisações, revisões e novos contratos ao longo dos anos. O relatório não estabelece uma data final para conclusão do empreendimento, mas afirma que os desafios identificados têm impacto direto no cronograma e na entrega das obras.

Confira trechos do relatório

 Relatório do DNIT reconhece falhas em sinalização de obras na BR-230 e fixa prazo para melhorias
Relatório aponta falhas na execução de obras de triplicação da BR-230. Reprodução DNIT
 Relatório do DNIT reconhece falhas em sinalização de obras na BR-230 e fixa prazo para melhorias
Relatório mostra cronograma para melhorias em sinalização. Reprodução DNIT

Resposta do DNIT

O DNIT informou que 73% do contrato das obras já está executado e que a previsão é que toda a pavimentação seja concluída ainda em 2026. As obras complementares, como passarelas e drenagem superficial, devem ser concluídas no início de 2027.

Segundo órgão, para que a obra avance dentro do previsto, é necessário que sejam feitas alterações no trânsito da rodovia. “É de amplo conhecimento, no entanto, que o município de Cabedelo não possui infraestrutura para receber o tráfego desviado. Nesse sentido, todos os serviços no âmbito da obra são realizados concomitantemente com o fluxo de veículos, salvaguardando o usuário por meio de desvios, sempre com duas faixas operacionais, de acordo com o que é estabelecido na diretriz de trabalho”, disse o órgão.

Com relação à sinalização, o DNIT informou que são realizadas vistorias frequentes por parte da empresa supervisora da obra, além de fiscalização técnica da autarquia “visando atender aos requisitos normativos estabelecidos e, também, a redução de impactos para a população que trafega pelo local”.

“Há, no entanto, desafios referentes à depredação de dispositivos de sinalização instalados no segmento. Assim, o DNIT realiza um constante trabalho de adequação da sinalização de obra, sempre que a necessidade é identificada”, disse.

CBN PB

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DE NOVO: Em menos de 1 ano, jornalista sofre segundo acidente de carro neste domingo em Santa Rita

O jornalista Clilson Júnior e sua esposa Marly sofrem acidente de carro na tarde deste domingo (17) no km 42 da BR-230, nas proximidades de Santa Rita.

Durante uma tentativa de ultrapassagem, o veículo acabou ficando preso, fazendo com que ele precisasse invadir a pista contrária.

Para evitar uma colisão com um caminhão que vinha na direção oposta, decidiu se desviar para o lado da vegetação. A mata impediu o carro de se mover mais, mas resultou na perda total do veículo. Marly saiu ilesa, enquanto o jornalista apresenta dores na região das costas.

Esta não é a primeira vez que o casal sofreu um acidente de carro.

Em julho do ano passado, na madrugada do domingo (6) em uma rodovia da cidade de Areia, no Brejo da Paraíba, Clilson e Marly estavam retornando do evento “Caminhos do Frio”, quando o veículo que os dois estavam acabou capotando várias vezes.

O casal foi levado para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Maly ficou em observação na área neurológica, enquanto Clilson sofreu um leve desvio na clavícula.

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Semob-JP bloqueia parcialmente trecho da Avenida Cabo Branco após risco de deslizamento em barreira

Foto: Reprodução

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP) realizou, neste sábado (2), o bloqueio parcial de um trecho no final da Avenida Cabo Branco. A medida foi adotada após identificação de instabilidade na barreira do Cabo Branco, em decorrência das fortes chuvas que atingem a capital paraibana.

De acordo com a Defesa Civil municipal, o bloqueio foi necessário para garantir a segurança de motoristas e pedestres diante do risco na área. O tráfego de veículos segue liberado de forma controlada, com orientação de agentes da Semob-JP no local.

Apesar da interdição parcial, o acesso aos restaurantes situados no final da avenida permanece liberado. Equipes da Semob-JP e da Defesa Civil seguem monitorando o trecho de forma contínua.

A recomendação é que os condutores redobrem a atenção e respeitem a sinalização instalada na via. A Prefeitura de João Pessoa informou que mantém equipes mobilizadas, por meio de diferentes órgãos, para acompanhar a situação e adotar medidas preventivas diante dos efeitos das chuvas.

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Quatro dias depois de inaugurado, viaduto do Renascer ainda continua em obras na Grande JP

Imagens da lateral do viaduto do Renascer, em Cabedelo

Na última quinta-feira (9), o ministro dos Transportes, George Santoro, inaugurou o primeiro viaduto do Renascer, em Cabedelo, promessa aguardada por muitos motoristas da Região Metropolitana de João Pessoa. No entanto, em vídeos enviados ao Portal MaisPB nesta segunda-feira (13), ainda é possível observar o trecho em obra.

No registro, é possível localizar materiais de construção na lateral da rodovia, barris sinalizadores de tráfego e um canteiro de obras para uso dos trabalhadores.

A obra foi contratada em 2017, mas os serviços foram paralisados em 2020. Em 2023, o Ministério dos Transportes fez uma nova licitação para retomar o andamento.

Durante a agenda na Paraíba, o ministro dos Transportes prometeu a entrega do segundo viaduto do trecho (no sentido João Pessoa/Cabedelo) para agosto. A inauguração foi a primeira das obras da triplicação da BR-230 a ser entregue.

“A triplicação ainda vai depender do outro trecho. Esse trecho aqui [sentido João Pessoa/Cabedelo] a gente acaba até agosto. E o trecho de lá [no sentido Cabedelo/João Pessoa] a gente inicia esse ano e vamos levar aí ainda mais um ano para concluir ele todo”.

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Cadastro para entregadores de moto garante 1 hora gratuita na Zona Azul em João Pessoa

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP) inicia, a partir desta segunda-feira (9), o cadastro dos trabalhadores da categoria motofrete que desejam ter acesso ao benefício de uma hora gratuita nas vagas destinadas às motos na Zona Azul Digital da Capital. A medida faz parte das Portarias nº 073/2026 e 074/2026, publicadas no Diário Oficial do Município.

Para se cadastrar, os motofretistas deverão acessar o portal eletrônico da Semob-JP (portal.semobjp.pb.gov.br) e preencher as informações solicitadas. Após o cadastro e validação dos dados, os profissionais poderão utilizar as vagas destinadas às motocicletas na Zona Azul Digital com gratuidade de até uma hora de permanência consecutiva, respeitando as regras estabelecidas pelas portarias. Uma vez aprovado, o cadastro terá validade de 12 (doze) meses, contados a partir da data de sua aprovação, sendo necessário realizar novo cadastramento após o término desse período para manutenção do benefício.

O superintendente de Mobilidade Urbana de João Pessoa, Marcílio do HBE, destacou que a iniciativa busca reconhecer a importância desses profissionais e ampliar o acesso organizado aos espaços públicos da cidade. “Estamos disponibilizando esse benefício para valorizar os trabalhadores do motofrete, que desempenham um papel essencial no dia a dia da cidade. A iniciativa integra um conjunto de medidas adotadas pela gestão municipal para melhorar a organização do estacionamento rotativo na Capital e atender diferentes perfis de usuários do sistema Zona Azul Digital”, afirmou.

De acordo com as normas estabelecidas pela Semob-JP, o uso da gratuidade é válido apenas para uma permanência consecutiva de até uma hora, sendo proibida a utilização contínua ou sucessiva da mesma vaga. Para ter acesso ao benefício, o profissional deverá comprovar habilitação, vínculo com plataforma ou serviço de entrega, além de estar com a documentação regularizada.

Para efetuar o cadastro, o requerente deverá atender aos seguintes requisitos e apresentar a respectiva documentação comprobatória:

  • Documento que comprove a propriedade ou posse da motocicleta;
  • Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) da motocicleta válido para o ano vigente;
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria “A”, emitida há pelo menos 2 (dois) anos e contendo a observação EAR – Exerce Atividade Remunerada;
  • Ter idade mínima de 21 (vinte e um) anos, Lei nº 12.009/2009;
  • Comprovar vínculo com plataforma digital ou empresa de entrega, com atuação mínima de 6 (seis) meses nos últimos 12 (doze) meses, consecutivos ou não.

Confira as ruas com vagas de longa permanência em João Pessoa:

Rua da Areia; Avenida Bandeirantes, Rua Deputado Barreto Sobrinho, Rua Avelino Cunha, Avenida Monsenhor Walfredo Leal, Rua Desembargador José Peregrino, Avenida João Luiz Ribeiro de Morais, Rua Monsenhor Sabino Coelho, Rua Professora Alice de Azevedo, Avenida Eurípedes Lavares, Avenida Tabajaras e Avenida Francisca Moura.

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MP vê “falta de informações” no sistema da Zona Azul de JP e vai apurar irregularidades

Zona Azul em João Pessoa – Foto ilustrativa

O Ministério Público da Paraíba instaurou, nesse domingo (22), um procedimento para apurar irregularidades na regulamentação da Zona Azul de João Pessoa, estacionamento rotativo que opera no Centro e nas orlas de Manaíra, Tambaú e Cabo Branco.

Para o órgão, ainda há informações pendentes em relação ao impacto sobre trabalhadores e servidores públicos que precisam estacionar em locais gerenciados pelo sistema.

“Não obstante os elementos já colhidos, permanecem pendentes informações técnicas e documentais relevantes, especialmente quanto ao estudo de impacto sobre trabalhadores e servidores públicos do Centro, eventual implantação de zonas de longa permanência, política de acesso para idosos, pessoas com deficiência e população sem acesso digital, além de dados operacionais e estatísticos do funcionamento do sistema”, citou no procedimento a promotora Cláudia Cabral, da Promotoria de Meio Ambiente e Patrimônio Social da Capital.

Por isso, o MP convocou uma reunião para o dia 3 de março, às 10h, com o secretário de Administração de João Pessoa, o superintendente executivo de Mobilidade Urbana (Semob-JP), o procurador-geral do município, o presidente da Câmara de Dirigentes Logistas de João Pessoa, e um representante da empresa que gere a Zona Azul na Capital, para debater novas medidas.

Um dos pontos a ser discutido é o tempo de permanência dos veículos nas vagas de estacionamento instaladas no Centro da cidade, já que foi apontada pelo Ministério Público a necessidade de mais orientações e informações aos motoristas sobre essas regras.

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