Os bancários da Paraíba participam, nesta segunda-feira (17), de assembleias para definir os próximos passos da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026. Entre os principais pontos que serão submetidos à votação está a possibilidade de uma paralisação de 24 horas na quinta-feira (20).
A mobilização ocorre em meio ao impasse nas negociações entre os trabalhadores e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Proposta da Fenaban
Durante as assembleias, os bancários também deverão avaliar a proposta apresentada pela Fenaban, que prevê, segundo a categoria, o congelamento do piso de ingresso e um reajuste salarial dividido em três faixas.
A categoria questiona os termos apresentados e afirma que a proposta não atende às reivindicações dos trabalhadores.
Paralisação será decidida pelos bancários
Os trabalhadores deverão votar sobre a realização ou não da paralisação. Caso a proposta seja aprovada, as atividades serão interrompidas por 24 horas no dia 20 de agosto.
A decisão sobre a mobilização será conhecida após a conclusão das assembleias realizadas pelos sindicatos que representam os bancários no estado.
Os sindicatos orientam os trabalhadores a acompanharem os canais oficiais das entidades para consultar informações sobre horários, locais e formas de participação nas assembleias.
A Polícia Legislativa do Senado levou à delegacia, neste sábado (15), um homem suspeito de ameaçar o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pelas redes sociais. A informação foi confirmada a CNN Brasil pela própria Polícia Legislativa do Senado, que tem feito o monitoramento preventivo de senadores que são candidatos neste ano, como é o caso de Flavio.
A ameaça foi publicada na quinta-feira (13), em um comentário no Facebook sobre a visita de Flávio a Juiz de Fora (MG), prevista para segunda-feira (17). O autor escreveu “dessa vez deixa cmg” e utilizou emojis de faca. A cidade ficou marcada pelo atentado contra Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018.
Segundo a Polícia do Senado, o autor foi identificado como Lauro Cesar Costa Junior. A Justiça autorizou uma operação de busca e apreensão, cumprida neste sábado. Ele foi encaminhado à Delegacia de Juiz de Fora para prestar esclarecimentos.
A ameaça foi identificada durante o monitoramento preventivo de candidatos realizado pela Polícia Legislativa. Após Flávio formalizar uma representação criminal, os agentes realizaram diligências, preservaram as evidências digitais e encaminharam o caso ao Ministério Público de Minas Gerais.
Ainda segundo a polícia, o homem possui registros por agressão, lesão corporal, ameaça, vias de fato e atrito verbal.
Senado aprova projeto que endurece penas para crimes sexuais digitais contra menores. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
A estrutura disponível para o exercício do mandato na Câmara dos Deputados inclui, além do salário mensal de R$ 46 mil, a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), utilizada para despesas como passagens aéreas, combustível e telefonia. Na Paraíba, cada um dos 12 deputados federais conta atualmente com cerca de R$ 54 mil por mês em recursos da cota.
Mesmo com essa estrutura, cinco dos 12 deputados federais da Paraíba que disputam a reeleição em 2026 declararam à Justiça Eleitoral um patrimônio menor do que o informado nas Eleições 2022.
Murilo Galdino registra maior queda proporcional
Entre os parlamentares que declararam redução no patrimônio, Murilo Galdinoapresentou a maior queda proporcional.
Em 2022, o deputado declarou bens avaliados em R$ 2,07 milhões. Em 2026, o valor informado caiu para R$ 788,3 mil, uma redução de aproximadamente 62%.
Na sequência, aparecem:
Luiz Couto: redução de 45,1%;
Romero Rodrigues: queda de 25,2%;
Wilson Santiago: redução de 23,3%;
Wellington Roberto: diminuição de 4,3%.
Seis deputados declararam aumento de patrimônio
Por outro lado, seis parlamentares informaram à Justiça Eleitoral um patrimônio maior em 2026 do que o declarado quatro anos antes.
O maior crescimento foi registrado por Ruy Carneiro. O patrimônio declarado pelo deputado passou de R$ 660,9 mil, em 2022, para R$ 2,89 milhões em 2026, uma alta de aproximadamente 338%.
Mersinho Lucena também registrou aumento superior ao dobro. O patrimônio declarado passou de R$ 405 mil para R$ 854,8 mil, crescimento de 111%.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) ingressou, na manhã deste sábado (15), com uma Ação de Impugnação ao Registro de Candidatura (AIRC) de Janine Lucena (PSD), ex-secretária de Saúde de João Pessoa e candidata à primeira suplência do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que disputa a reeleição.
A ação foi apresentada pelo procurador-Regional Eleitoral, Marcos Queiroga, e considera elementos de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra Janine e outros investigados no âmbito da Operação Mandare.
Segundo o MPE, a denúncia aponta uma suposta relação entre Janine e integrantes da organização criminosa conhecida como Nova Okaida. O órgão afirma que a investigação descreve uma possível utilização do domínio territorial exercido pela facção para fins de atuação político-eleitoral.
Na ação, o procurador sustenta que Janine teria participado da estrutura da organização criminosa, intermediando demandas junto ao Poder Público e estabelecendo uma relação entre o grupo criminoso e interesses político-eleitorais.
O MPE ressalta que o pedido de impugnação não representa um julgamento antecipado da denúncia criminal. Para o órgão, no entanto, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) tem competência para adotar medidas destinadas a impedir eventual interferência de organizações criminosas no processo eleitoral.
Agora, caberá à Justiça Eleitoral analisar o pedido de impugnação e os argumentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral.
Janine Lucena integra a chapa de Veneziano Vital do Rêgo, candidato à reeleição para o Senado pela Paraíba.
Daniella Ribeiro, senadora da República. (Foto: Waldemir Barreto/Senado Federal)
O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) o indeferimento do registro de candidatura da senadora Daniella Ribeiro (PP) ao cargo de 1ª suplente de senador. Ela é candidata na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos).
A ação de impugnação foi protocolada neste sábado (15) pelo procurador regional eleitoral, Marcos Queiroga. No início da semana uma outra ação, assinada pelo advogado Olímpio Rocha, já tinha questionado o registro.
O argumento central é de que Daniella, por ser mãe do atual governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), estaria alcançada pela inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal.
Para o MPE, suplência não é reeleição.
O procurador sustenta que a Constituição permite a candidatura de quem já possui mandato eletivo e é candidato à reeleição. O problema, segundo o MPE, é que Daniella não está tentando renovar o mandato de senadora, mas concorrer a uma posição diferente: a de primeira suplente.
“A jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral utiliza a distinção entre titular e suplente em diferentes contextos. Em matéria de consultas, por exemplo, o TSE assentou que o suplente, por não possuir as prerrogativas do titular, não detém legitimidade para formular consulta à Corte Superior”, discorre o MPE.
“Assim, a aplicação da inelegibilidade ao caso concreto decorre não apenas da literalidade do art. 14, § 7º, da Constituição Federal, mas também se mostra coerente com sua finalidade. O dispositivo impede que o parentesco com o titular do Poder Executivo seja utilizado para viabilizar candidaturas diversas dentro da mesma circunscrição, ressalvando somente a continuidade de mandato eletivo já legitimamente obtido pelo próprio candidato mediante sua reeleição”, complementa Marcos Queiroga.
A manifestação cita decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) para sustentar que a exceção prevista no artigo 14, parágrafo 7º, deve ser interpretada de forma restritiva e alcança apenas quem já é titular de mandato e disputa a renovação do mesmo cargo.
Parentesco com o governador está no centro da ação
A Constituição estabelece restrições à candidatura, na mesma circunscrição eleitoral, de cônjuges e parentes de até segundo grau do presidente, governadores e prefeitos, ressalvando aqueles que já sejam titulares de mandato eletivo e estejam disputando a reeleição.
No caso analisado pelo MPE, Daniella é mãe de Lucas Ribeiro, atual governador da Paraíba, e pretende disputar uma vaga de suplente ao Senado pelo próprio Estado.
A Procuradoria Regional Eleitoral entende que os dois requisitos para a aplicação da exceção não estão presentes simultaneamente: Daniella é titular de mandato eletivo, mas não concorre à reeleição.
Advogados de Daniella ainda não foram notificados
A assessoria da senadora Daniella Ribeiro informou ao Blog, na manhã deste sábado (15), que os advogados dela ainda não foram notificados da ação de impugnação movida pelo MPE. De acordo com a assessoria, os advogados irão apresentar defesa após serem notificados da ação.
Segundo pesquisa da Quaest, divulgada na tarde desta sexta-feira (14/8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 43% das intenções de voto em um cenário de segundo turno nas eleições presidenciais de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que soma 40% das intenções. Os dois estão empatados tecnicamente.
Na pesquisa de julho, Lula tinha vantagem de 5 pontos percentuais em relação ao senador. A diferença caiu: Flávio oscilou positivamente e encurtou a distância, que agora está em 3 pontos percentuais.
Cerca de 13% dos entrevistados afirmaram ter intenção de votar em branco, nulo ou não comparecer às urnas, e 4% se dizem indecisos.
O levantamento também testou outros cenários de segundo turno contra o presidente Lula. Confira os números:
Lula 44% e Ronaldo Caiado, 37%
Lula 44% e Renan Santos, 36%
Lula 45% e Romeu Zema, 34%
No cenário testado para primeiro turno, o petista aparece com 38% das intenções, enquanto Flávio tem 31%. Veja os números:
Os candidatos Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Leonardo Avalanche (PRTB) e Wilson Grassi (Democrata) tiveram menos que 1% das intenções de voto.
A pesquisa, encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 12 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06773/2026.
Entre casas, carros e quantias em dinheiro, os bens dos candidatos chamam a atenção pela peculiaridade dos itens declarados. Candidatos a deputado e senador informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) patrimônios que vão desde sociedade em motel a milhares de reais em joias e obras de arte.
O Motel Las Vegas, localizado na cidade de Querência (MT), é um dos bens registrados por Fernando Gorgen, candidato a uma vaga na Câmara pelo Podemos. Com patrimônio estimado em mais de R$ 16 milhões, Gorgen declarou participação de 50% no empreendimento, avaliada em R$ 75 mil.
Mas o motel está longe de ser o único item que foge das declarações patrimoniais convencionais. Candidatos registraram desde participação de apenas 2,5% em um garanhão até um rebanho de bovinos e búfalos declarado por R$ 16 milhões. Há ainda quem tenha informado armas de fogo como patrimônio. Somados, os armamentos declarados por três nomes chegam a mais de R$ 123 mil.
Pistolas, revólveres e fuzis
Escolhido pelo partido Missão para integrar a chapa “puro sangue” de Renan Santos, Coronel Medina registrou uma pistola Taurus avaliada em R$ 12 mil.
Em disputas estaduais, o candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro Alexandre Knoploch (PL) apresentou uma coleção avaliada em R$ 66,4 mil. São sete armas declaradas, entre elas dois fuzis.
Joaquim Roriz Neto (PL), que busca vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal, declarou duas pistolas, dois revólveres e um fuzil. O conjunto foi informado à Justiça Eleitoral pelo valor de R$ 45 mil.
Jazigos em cemitérios
Nem todos os bens incomuns têm relação com luxo ou atividade econômica. Três candidatos registraram jazigos em suas declarações.
Lincoln Portela (PL-MG), candidato a deputado federal, informou possuir um jazigo perpétuo, avaliado em R$ 10 mil. Também candidato a deputado federal, Major Mecca (PL-SP) declarou um jazigo localizado no Cemitério Parque Jaraguá, com valor informado de R$ 8.990.
Serginho do Posto (PSD), por sua vez, registrou um jazigo com três gavetas, avaliado em R$ 18 mil. Ele é candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio Grande do Sul.
Rolex, joias e obras de arte
Entre os bens materiais, Val Marchiori (Republicanos-SP) informou R$ 800 mil em joias, quadros e objetos de arte. Já Vivian Naves (Republicanos-GO), candidata a deputada estadual, declarou nove quadros avaliados conjuntamente em R$ 110,1 mil.
Os relógios se destacam pelo valor. Rodrigo Sá (PP-AM) declarou um Rolex Submariner e um relógio da marca IWC. Os dois foram registrados pelo valor total de R$ 120 mil.
Candidato à reeleição na Câmara dos Deputados, Juninho do Pneu (PSDB-RJ) declarou um Rolex Yacht-Master de ouro, avaliado em R$ 89 mil. O mais caro entre os citados pertence a André Coelho (MDB-PA), candidato a deputado federal. Ele registrou um Patek Philippe de R$ 549 mil.
Meios de transporte, de milionários a econômicos
As embarcações também estão representadas. Jesus Alves (MDB-AM), candidato a deputado federal, declarou uma lancha de esporte e recreio avaliada em R$ 2,3 milhões.
Outro candidato do Amazonas à reeleição, o senador Eduardo Braga (MDB) apresentou uma combinação variada de patrimônio: um jet ski vermelho, um quadro da Fundação Oscar Niemeyer e um relógio. Juntos, esses itens foram avaliados em R$ 125 mil.
Somente em bens de transporte a deputada Magda Mofatto (PL-GO) reúne R$ 9,82 milhões. A candidata informou quatro caminhonetes, dois carros e dois helicópteros agrupados em uma única declaração patrimonial.
As declarações mostram que, além dos tradicionais automóveis, caminhonetes e imóveis, embarcações e objetos de coleção também compõem o patrimônio de candidatos.
Enquanto uns possuem milhões, outros declaram meios de transporte mais usuais. O deputado estadual Guilherme Cortez (Psol-SP), que busca vaga na Câmara, registrou uma bicicleta avaliada em R$ 1.000.
Mas também há quem invista no ciclismo. Gabriel (MDB), candidato ao governo de Minas Gerais, registrou quatro bicicletas que, somadas, estão avaliadas em R$ 35 mil.
A Casas Bahia encerrou definitivamente suas atividades em Patos nesta sexta-feira (14), após cerca de oito anos de funcionamento no município. A unidade estava localizada na Avenida Solon de Lucena, no Centro da cidade.
Um comunicado fixado nas portas da loja informava inicialmente que o estabelecimento seria fechado nesta sexta-feira por “motivos sistêmicos”, indicando que as atividades poderiam ser retomadas posteriormente.
No entanto, a reportagem entrou em contato com uma das coordenadoras da unidade, que confirmou que o encerramento das atividades é definitivo. Segundo a funcionária, a empresa deverá divulgar oficialmente os detalhes sobre o fechamento da unidade.
“Encerramos nossas atividades, infelizmente. A empresa vai divulgar uma nota oficial ainda. Mas hoje encerramos as atividades dessa unidade na cidade de Patos”, informou.
Cerca de 16 funcionários foram afetados
Inaugurada em dezembro de 2018, a loja da Casas Bahia em Patos contava com aproximadamente 16 funcionários, que foram surpreendidos com o encerramento das atividades, assim como clientes que procuraram o estabelecimento nesta sexta-feira.
O fechamento da unidade também ocorre em meio a um processo de reestruturação da varejista em nível nacional.
Rede fecha centenas de lojas no país
Conforme informações divulgadas pelo Valor Econômico, o fechamento da unidade de Patos faz parte de um plano de reestruturação da Casas Bahia para reduzir prejuízos e enfrentar a pressão financeira provocada, entre outros fatores, pelos juros elevados.
A empresa anunciou o fechamento de 298 lojas físicas e a demissão de aproximadamente 1,9 mil funcionários em todo o país em agosto de 2026.
A varejista acumulou um prejuízo próximo de R$ 1,1 bilhão somente no primeiro trimestre de 2026. No período, o fluxo das lojas físicas também apresentou retração, com queda de 1,8% nas vendas presenciais.
Em contrapartida, as vendas digitais de produtos próprios cresceram 26% no início do ano, indicando uma mudança no perfil de operação da companhia.
Além de Patos, a unidade da Casas Bahia em Sousa, no Sertão da Paraíba, também encerrou as atividades. O mesmo movimento ocorre em municípios como Caicó (RN), Arcoverde, Salgueiro e Afogados da Ingazeira (PE).
Em outras regiões do país, unidades localizadas em cidades como Criciúma, Mafra e Ponta Grossa, no Sul do Brasil, também estão entre as lojas atingidas pelo processo de redução da rede física.
O encerramento da unidade em Patos marca o fim de uma presença de aproximadamente oito anos da Casas Bahia no comércio do município.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu nesta sexta-feira (14) encaminhar para tramitação a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a PEC da Segurança Pública, duas das principais prioridades do governo Lula no Congresso.
A decisão ocorreu após uma nova reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio da Alvorada. Foi o terceiro encontro entre os dois em cerca de dez dias, sinalizando uma reaproximação depois do desgaste provocado pela rejeição, no Senado, da indicação de Jorge Messias ao STF.
As propostas terão tramitação pelo rito ordinário, passando pelas comissões e pelo plenário do Senado. A expectativa do governo é acelerar a análise antes das eleições de outubro.
Além das duas PECs, Alcolumbre também anunciou o encaminhamento do projeto que cria uma política nacional para minerais críticos e estratégicos.
A movimentação representa uma vitória política para o Planalto, que vinha pressionando pelo avanço das pautas consideradas estratégicas para a agenda de Lula em ano eleitoral.
Carteira de trabalho – (Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)
A taxa de desemprego na Paraíba caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice paraibano ficou igual à média nacional, que também terminou o período em 5,4%. No primeiro trimestre, a taxa no estado era maior, e o recuo chegou a 1,6 ponto percentual, uma das maiores reduções registradas entre as unidades da federação.
A queda na Paraíba ocorreu em um cenário de redução do desemprego em 13 estados. Nas demais unidades da federação, a taxa ficou estável.
Paraíba tem uma das maiores quedas do país
A redução de 1,6 ponto percentual coloca a Paraíba entre os estados que mais diminuíram a taxa de desemprego no segundo trimestre.
Entre as unidades que registraram queda, os maiores recuos foram:
Rio Grande do Norte: -1,9 ponto percentual;
Acre: -1,6 ponto percentual;
Paraíba: -1,6 ponto percentual;
Tocantins: -1,5 ponto percentual;
Alagoas: -1,3 ponto percentual;
Minas Gerais: -1,2 ponto percentual.
Na comparação com os demais estados, a Paraíba aparece com uma taxa intermediária. O menor índice foi registrado em Santa Catarina, com 2,1%, enquanto o maior ficou com o Amapá, que alcançou 9,8%.
Desemprego fica abaixo de 3% em cinco estados
No segundo trimestre, 11 das 27 unidades da federação apresentaram taxa de desemprego inferior à média nacional de 5,4%.
Cinco estados ficaram abaixo de 3%: Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
Além deles, também ficaram abaixo da média Paraná (3,1%), Minas Gerais (3,8%), Goiás (4%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5%).
A Paraíba empatou com São Paulo, ambos com taxa de 5,4%.
Diferenças entre estados
O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que as diferenças nas taxas de desemprego estão relacionadas a fatores como industrialização, evolução da atividade econômica e nível de instrução da população.
“Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, afirmou.
No cenário nacional, a taxa de desemprego passou de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo, segundo o IBGE.
Desemprego de longo prazo atinge menor nível da série
A Pnad Contínua também aponta uma redução no número de pessoas que estão há pelo menos dois anos procurando emprego.
No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas estavam nessa situação. Esse é o menor contingente de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, houve uma redução de 15,6% nesse grupo.
Mulheres e população preta e parda têm taxas maiores
Os dados também mostram diferenças na taxa de desemprego entre grupos da população.
Entre os homens, o índice ficou em 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, a taxa chegou a 6,4%.
Por cor, a taxa de desocupação foi de 6,9% entre pessoas pretas, 6,1% entre pardas e 4,2% entre brancas.
O IBGE não utiliza o termo “negro” na pesquisa. Entretanto, o Estatuto da Igualdade Racial considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.
Como o IBGE calcula o desemprego
A Pnad Contínua acompanha o mercado de trabalho da população com 14 anos ou mais. A pesquisa considera diferentes formas de ocupação, incluindo empregos com ou sem carteira assinada, trabalhos temporários e atividades por conta própria.
Pelos critérios do IBGE, é considerada desocupada a pessoa que não estava trabalhando e procurou efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa.
O levantamento visita aproximadamente 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
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