Polícia

Justiça prorroga prisão de delegado Braz Morroni investigado por corrupção

Operação policial apura esquema de desvio de entorpecentes e corrupção. Frame: Reprodução/TV Arapuan

A Justiça da Paraíba prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do delegado Braz Morroni e dos policiais Eduardo Jorge e Everton Silva, investigados por suspeita de integrar uma organização criminosa. A decisão foi da juíza Conceição Marciscano, da 2ª Vara Regional de Garantias, atendendo a um pedido da Polícia Civil e do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Segundo as investigações, o grupo é suspeito de desviar entorpecentes apreendidos, roubar drogas de traficantes para revendê-las a facções rivais e repassar informações sigilosas para evitar a prisão de criminosos. A prorrogação da prisão foi considerada necessária diante da complexidade da investigação e da análise do material apreendido.

Na decisão, a magistrada destacou que o elevado número de dispositivos eletrônicos recolhidos e a gravidade dos fatos justificam a manutenção da custódia dos investigados por mais um mês, enquanto as diligências continuam.

A juíza também negou o pedido da defesa de Braz Morroni para conversão da prisão em domiciliar por motivos de saúde. Segundo a decisão, não foram apresentados documentos que comprovassem a impossibilidade de atendimento médico na Penitenciária Especial do Valentina, onde o delegado está custodiado. Ainda assim, foi determinado que a unidade prisional assegure o acompanhamento médico do investigado.

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Polêmica

Furto de hidrômetros bate recorde na Grande João Pessoa e cresce 318% em junho

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A Grande João Pessoa registrou 268 furtos de hidrômetros em junho de 2026, o maior número desde o início da série histórica da Cagepa, em 2024. O total representa um aumento de 318% em relação a maio, quando foram contabilizados 64 casos.

Segundo a Cagepa, os furtos deixaram de atingir apenas residências e passaram a ocorrer também em condomínios e grandes empreendimentos. A retirada de hidrômetros de maior porte provoca vazamentos e pode comprometer o abastecimento de água em bairros inteiros.

De acordo com a companhia, os equipamentos são furtados por causa do cobre presente em sua composição, que é retirado para comercialização. A Cagepa orienta a população a observar movimentações suspeitas próximas aos cavaletes de água e denunciar furtos ou tentativas de retirada dos hidrômetros.

Em 2026, a evolução dos casos foi de 84 furtos em janeiro, 78 em fevereiro, 57 em março, 80 em abril, 64 em maio e 268 em junho, estabelecendo um novo recorde na série histórica.

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Polêmica

Dono do Bar do Cuscuz, empresário Jocélio Costa é alvo de operação que investiga lavagem de dinheiro ligada a apostas ilegais

O empresário Jocélio Costa, proprietário da rede Bar do Cuscuz, está entre os alvos de uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) na tarde desta terça-feira (30). A ação investiga um suposto esquema de jogos e apostas ilegais com indícios de movimentação de recursos provenientes da exploração do jogo do bicho.

Além de Jocélio Costa, também foram alvos da operação os influenciadores digitais Hytalo Santos e Israel Natã Vicente. Até o momento, os órgãos de investigação não detalharam qual seria a participação de cada um dos investigados no esquema apurado.

De acordo com o Ministério Público da Paraíba, a investigação apura, em tese, a prática dos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Os investigadores suspeitam que parte dos valores movimentados pelo grupo era paga semanalmente em espécie e teria origem em atividades relacionadas ao jogo do bicho.

Os mandados judiciais foram autorizados pela 1ª Vara Regional de Garantias e cumpridos em João Pessoa, Campina Grande e Recife, atingindo residências e empresas ligadas aos investigados. Segundo o Gaeco, a operação busca aprofundar a coleta de provas, rastrear o fluxo financeiro dos recursos sob suspeita e avançar nas investigações, que tiveram origem em um procedimento voltado à apuração da exploração da imagem de crianças e adolescentes por influenciadores digitais na internet.

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Polêmica

UNIMED-JP: MP investiga operadora após 3.399 reclamações e 47 multas aplicadas pela ANS

A Unimed João Pessoa passou a ser alvo de uma investigação do Ministério Público da Paraíba após dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontarem um elevado volume de reclamações de beneficiários, autuações e multas aplicadas à operadora nos últimos anos.

De acordo com a portaria que instaurou o procedimento preparatório, nessa terça-feira (30), a ANS registrou 3.399 reclamações contra a Unimed João Pessoa entre 2023 e 2026. As principais queixas envolvem dificuldades relacionadas ao acesso aos serviços de saúde e demora nos atendimentos.

O tema mais recorrente foi “Regras para Acesso aos Atendimentos”, com 1.189 registros, seguido por “Prazos Máximos para Atendimento”, que somou 625 reclamações.

Os dados também mostram que a operadora foi alvo de 112 autos de infração lavrados pela ANS entre 2023 e 2026. Desse total, 96 foram considerados válidos, resultando na aplicação de 47 multas, que juntas ultrapassam R$ 4,26 milhões.

Outro dado destacado pelo Ministério Público envolve a posição da operadora no Índice Geral de Reclamações da Saúde Suplementar (IGRMH). A Unimed João Pessoa ocupou a 134ª colocação nacional em 2023 e 2025, a 123ª posição em 2024 e melhorou para a 53ª colocação em 2026, conforme dados parciais da ANS.

Apesar da evolução no ranking, a investigação aponta preocupação com os indicadores relacionados à garantia de acesso aos serviços. Segundo o documento, o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) apresentou resultados considerados positivos nos últimos anos, mas o indicador específico de Garantia de Acesso (IDGA) permaneceu em nível inferior ao considerado satisfatório pela própria agência reguladora.

O Ministério Público também cita o elevado número de ações judiciais envolvendo a operadora na Paraíba, especialmente em demandas relacionadas à autorização de procedimentos médicos e hospitalares.

Diante dos números, a Promotoria de Defesa do Consumidor instaurou procedimento para apurar se há descumprimento recorrente das normas regulatórias da ANS relacionadas aos prazos de atendimento e autorização de procedimentos, além de possíveis impactos aos usuários dos planos de saúde.

A Unimed João Pessoa foi notificada para prestar esclarecimentos ao Ministério Público.

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Brasil

6×1: Demagogia eleitoreira do governo Lula custará R$35 bilhões aos municípios

Foto: Reprodução

O prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Sebastião Melo, irá apresentar o estudo de impacto econômico da medida eleitoral que pretende acabarcom a escalada semabak de trabalho 6×1, que ignorou todas as advertências para a irresponsabilidade da proposta.

De acordo com esse estudo, a demagogia eleitoreira deve provocar aumento de custos de cerca de R$ 35 bilhões ao ano para as prefeituras, por essa razão a FNP pretende defender uma regra de transição para os contratos públicos que permita a adequação das legislações orçamentárias municipais.

O estudo e a defesa da regra de transição serão apresentados nesta quarta (1º) durante a sessão de debates sobre a PEC 221, de 2019, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da chamada escala 6×1 no Brasil, no Senado Federal. A sessão está marcada para começar às 10h.

Também confirmaram presença os prefeitos de Curitiba, Eduardo Pimentel, Marcelo Zeitoune, de Boa Vista (RR), Gilvan Ferreira, de Santo André (SP) e Heron Guimarães, de Betim (MG).

Diário do Poder

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Judiciário

FEZ O “L” Justiça mantém multa a Lucas Ribeiro por gesto em agenda com Boulos na Paraíba

 TRE-PB mantém multa a Lucas Ribeiro por gesto "Faz dois L" em agenda com Boulos na Paraíba
divulgação/Secom-PB

O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu, por unanimidade, na sessão desta segunda-feira (29), manter a condenação do governador Lucas Ribeiro (PP), pré-candidato à reeleição, por propaganda eleitoral antecipada.

Com a decisão, foi referendada a liminar da desembargadora Helena Fialho, que aplicou multa de R$ 15 mil ao gestor. Ainda cabe recurso.

A ação foi proposta pelo MDB, partido que tem o ex-prefeito Cícero Lucena como pré-candidato ao Governo da Paraíba.

O julgamento foi iniciado no último dia 18 de junho, mas havia sido interrompido após pedido de vista do desembargador João Benedito, que teve dúvidas sobre o contexto em que ocorreu a manifestação atribuída ao governador. Ao apresentar o voto nesta segunda-feira, ele acompanhou integralmente a relatora.

Agenda com ministro de Lula

O caso teve origem em uma agenda institucional realizada em abril deste ano, com a participação de representantes do governo federal, entre eles o ministro Guilherme Boulos e outros aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante o discurso, Lucas Ribeiro utilizou a expressão “Faz 2 L”, em referência às iniciais de Lucas e Lula. O trecho foi amplamente divulgado por perfis nas redes sociais.

Ao votar, João Benedito afirmou que o fato de a manifestação ter ocorrido durante uma agenda institucional reforça o caráter irregular da conduta.

Análise da desembargadora

Na sessão em que o julgamento foi iniciado, Helena Fialho já havia sustentado que o conteúdo do vídeo não deixava dúvidas sobre a referência eleitoral. “Desde o primeiro momento em que vi o vídeo não me deixou dúvida de que o ‘Faz o L’ remetia a Lucas e Lula”, afirmou.

A relatora destacou ainda que a Justiça Eleitoral possui entendimento consolidado de que expressões com carga semântica equivalente aos pedidos explícitos de voto, as chamadas “palavras mágicas”, também podem caracterizar propaganda eleitoral antecipada.

Na decisão, Helena Fialho concluiu que o uso da expressão, associado a discursos sobre continuidade administrativa e compromisso coletivo, criou um contexto de viés eleitoral, extrapolando os limites permitidos para a pré-campanha e comprometendo a igualdade de oportunidades entre os futuros candidatos.

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Paraíba

Justiça suspende novas contratações temporárias na Educação de João Pessoa

 Justiça suspende novas contratações temporárias na Educação de João Pessoa
Bolsas de intercâmbio: veja como se inscrever no programa da rede municipal. Foto: Ascom PMJP/Divulgação.

Uma decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa determinou a suspensão imediata de novas contratações temporárias na Secretaria de Educação da Capital. A liminar atende um pedido em uma Ação Popular promovida pelo advogado Olímpio Rocha, representando candidatos que estão no cadastro de reserva de um concurso público para Educação municipal.

A juíza Andréa Gonçalves Lopes também determinou que o município não prorrogue contratos temporários que já ultrapassaram o prazo máximo de 24 meses.

Segundo a decisão, o município mantém 2.402 contratos temporários ativos na rede municipal de ensino, número superior ao de servidores efetivos – 2.060 profissionais.

Outro dado que chamou atenção é que 2.154 desses contratos permanecem ativos há mais de dois anos. Destes, 1.230 já ultrapassam uma década de vigência, situação que, conforme a decisão, reforça indícios de utilização de vínculos temporários para atender necessidades permanentes da administração pública.

A ilegalidade das contratações temporárias é reforçada pela análise de sua duração. O artigo 4º da Lei Municipal nº 14.375/2021 limita a contratação temporária ao prazo máximo de 12 meses, admitida uma única prorrogação por igual período. Essa prorrogação reiterada desvirtua os requisitos constitucionais estabelecidos no Tema de Repercussão Geral 612 do Supremo Tribunal Federal (RE 658.026/MG), que exige a predeterminação do prazo de contratação, a transitoriedade da necessidade, o caráter excepcional do interesse público“, diz a decisão.

Até agora a prefeitura ainda não se posicionou sobre o tema.

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Paraíba

Cidades afetadas pelas chuvas na PB seguem à espera de verba federal para reconstrução, diz Famup

 Cidades afetadas pelas chuvas na PB seguem à espera de verba federal para reconstrução, diz Famup Recursos prometidos pelo Governo Federal para reconstrução de municípios paraibanos atingidos pelas fortes chuvas registradas em maio, ainda não foram liberados, segundo o presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho.

Os prejuízos provocados pelas chuvas atingiram estradas, ruas, unidades públicas e residências, além de comprometerem a infraestrutura em diversas cidades do estado. Os municípios, segundo ele, receberam verbas para assistência social, mas seguem aguardando a liberação dos recursos prometidos pelo Governo Federal para a reconstrução.

George Coelho lembrou que equipes da Defesa Civil Nacional e do Ministério do Desenvolvimento Regional estiveram na Paraíba para avaliar os danos causados pelas precipitações. Após as vistorias, o Governo da Paraíba decretou estado de calamidade pública em 33 municípios, medida posteriormente reconhecida pelo Governo Federal.

Na ocasião, o ministro Waldez Góes solicitou aos prefeitos o envio de planos de trabalho para liberação dos recursos. De acordo com George, os projetos encaminhados enfrentam entraves burocráticos. “O que chegou até agora foi a parte de doação e alimentação”, afirmou.

Recursos do Estado

Ele ponderou que o Governo do Estado também atuou para garantir recursos destinados à recuperação de passagens molhadas e outras estruturas afetadas pelas chuvas, mas os municípios ainda precisam dos recursos federais.

No início de maio, o Governo da Paraíba anunciou o investimento de R$ 6 milhões em recursos para recuperar estradas que tiveram algum tipo de problema. O valor, no entanto, é insuficiente para atender a demanda de todos os municípios.

As chuvas intensas atingiram diversas regiões da Paraíba ao longo do mês de maio, provocando alagamentos, danos em estradas e prejuízos em equipamentos públicos e residências.

No último fim de semana, mais transtornos foram registrados após a ocorrência de chuvas no estado, provocando novos alagamentos e deixando famílias desalojadas.

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Paraíba

TRE-PB aplica multa de R$10 mil a Lucas e João por propaganda eleitoral antecipada


					TRE-PB aplica multa de R$10 mil a Lucas e João por propaganda eleitoral antecipada
divulgação/Secom-PB

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) determinou a remoção de um vídeo das redes sociais do governador Lucas Ribeiro (Progressistas) e do ex-governador João Azevêdo (PSB), apontando propaganda eleitoral antecipada. A decisão foi do desembargador Aluízio Bezerra Filho, que julgou procedente a ação movida pelo MDB.

No dia 15 deste mês, o MPE tinha se manifestado pela procedência da ação. O vídeo foi gravado em um hospital público em Cajazeiras, no Sertão, durante uma agenda oficial. Na gravação os dois aparecem exaltando as ações da gestão estadual.

No entendimento do MP e também do TRE, as falas dos dois, que são pré-candidatos ao Governo e ao Senado, extrapola os limites da pré-campanha, configurando propaganda eleitoral antecipada.

A decisão apontou que a conduta eleitoral ficou caracterizada no uso de “palavras-mágicas” nas falas dos dois pré-candidatos. Frases como “Conto com você!” e “Pra frente, sempre!” foram usadas por Lucas e João.

A utilização de bem público sensível, afetado à prestação de serviço essencial, como cenário de promoção político-eleitoral, somada à participação ativa dos representados e à difusão da mensagem em ambiente digital de amplo alcance potencial, acentua a reprovabilidade da conduta e evidencia violação à neutralidade administrativa e à paridade de armas entre os possíveis competidores”, diz a decisão.

Além da remoção do vídeo das redes sociais, o desembargador também aplicou uma multa individual de R$ 10 mil para Lucas Ribeiro e João Azevêdo.

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Copa do Mundo

VÍDEO: “EU TENHO 5” Paraibano Matheus Cunha provoca japonês que debochou do Brasil na Copa

O paraibano Matheus Cunha foi um dos personagens da classificação do Brasil às oitavas de final da Copa do Mundo. Depois da vitória de virada por 2 a 1 sobre o Japão, nesta segunda-feira (29), o atacante protagonizou uma provocação que rapidamente viralizou nas redes sociais.  

Assim que o árbitro encerrou a partida, Cunha caminhou em direção aos jogadores e ao banco de reservas japonês, abriu a mão mostrando os cinco dedos e gritou: “Eu tenho cinco”, em referência aos cinco títulos mundiais conquistados pela Seleção Brasileira.  

A reação ocorreu após uma semana de declarações confiantes da seleção japonesa. Antes do confronto, o atacante Kento Shiogai afirmou que “o Brasil não é mais o mesmo de antigamente”, fala que repercutiu no elenco brasileiro e serviu como combustível para a equipe. O capitão Marquinhos chegou a dizer que enxergou soberba nas declarações do adversário. 

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