A Receita Federal libera nesta terça-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).
O lote é o maior da história em quantidade de contribuintes contemplados (9.585.797). Serão pagos R$ 16 bilhões em créditos.
O valor pago será igual ao do primeiro lote de restituição deste ano, registrado no dia 29 de maio deste ano.
A consulta pode ser feita a partir das 9h, pelo site da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda” e depois “Consultar minha restituição”
Também é possível consultar pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones,
“O volume recorde de pagamentos reforça o esforço do órgão em tornar o processo de restituição cada vez mais rápido, eficiente e abrangente”, explica a Receita.
O crédito bancário será realizado no dia 30 de junho. Do total, R$ 4.494.204.020,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:
Idosos acima de 80 anos: 155.060 restituições
Idosos entre 60 e 79 anos: 1.106.923 restituições
Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 106.294 restituições
Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 507.768 restituições
Outras 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes sem prioridade legal, mas que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber via PIX.
Se a construção civil é um dos pilares da economia, o alerta da indústria mostra que algumas rachaduras começam a aparecer na base do crescimento brasileiro. E os reflexos podem chegar também aos canteiros de obras da Paraíba.
Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria aponta que a construção civil perdeu participação na economia brasileira e viu sua produtividade cair cerca de 20% nos últimos 30 anos.
O estudo revela que, enquanto outros setores avançaram em tecnologia e eficiência, a construção enfrenta dificuldades para modernizar processos, qualificar mão de obra e elevar a capacidade de produção.
O resultado é uma redução da competitividade de um setor que historicamente tem grande peso na geração de empregos, investimentos e renda em todo o país.
Construção continua gigante, mas cresce menos
A construção civil responde por milhões de empregos diretos e indiretos no Brasil e movimenta uma extensa cadeia produtiva, que vai da indústria de cimento ao comércio de materiais de construção.
No entanto, segundo a CNI, a perda de produtividade limita o potencial de crescimento do setor, reduz a capacidade de execução de obras e aumenta custos, fatores que acabam impactando empresas, consumidores e governos.
Especialistas apontam que o cenário é resultado de décadas de baixa adoção tecnológica, informalidade, burocracia e dificuldades para capacitar trabalhadores em larga escala.
Reflexos na Paraíba
Na Paraíba, o tema ganha relevância porque a construção civil vem sendo um dos motores da atividade econômica, especialmente em cidades como João Pessoa e Campina Grande.
Nos últimos anos, a expansão imobiliária da capital paraibana impulsionou novos empreendimentos residenciais, comerciais e turísticos, fortalecendo a geração de empregos e atraindo investimentos de outras regiões do país.
Por outro lado, uma construção civil nacional menos produtiva pode significar custos maiores para obras públicas e privadas, além de pressionar preços de imóveis e reduzir margens das empresas do setor.
Para um estado que aposta no crescimento urbano, no turismo e na atração de investimentos, o aumento da eficiência da construção se torna uma questão estratégica para sustentar o ritmo de desenvolvimento.
Oportunidades para a economia paraibana
Apesar do alerta, o estudo também abre espaço para oportunidades.
A digitalização de projetos, o uso de inteligência artificial, a industrialização de processos construtivos e a qualificação profissional aparecem como caminhos para recuperar produtividade.
Na Paraíba, empresas que conseguirem incorporar novas tecnologias poderão ganhar competitividade em um mercado cada vez mais disputado, especialmente diante da expansão imobiliária observada no litoral e em polos urbanos do estado.
Além disso, programas de qualificação podem ajudar a suprir a demanda crescente por profissionais especializados, um desafio recorrente relatado por construtoras e incorporadoras.
O que estánofundamentodaedificação
A construção civil tem efeito multiplicador sobre diversos segmentos da economia. Quando o setor cresce, impulsiona emprego, consumo, arrecadação e investimentos.
Por isso, a perda de produtividade apontada pela CNI vai além dos canteiros de obras. Ela representa um desafio para a capacidade do Brasil de expandir infraestrutura, reduzir custos e acelerar o crescimento econômico.
Na Paraíba, onde a construção tem ajudado a transformar o cenário urbano e atrair novos investimentos, a discussão sobre eficiência pode ser tão importante quanto a quantidade de empreendimentos lançados.
As micro e pequenas empresas da Paraíba geraram mais de seis em cada 10 empregos no estado no mês de abril. É o que mostra o estudo do Sebrae realizado a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foram 1.220 vagas contra 900 criadas por médias e grandes empresas no período.
No acumulado de janeiro a abril deste ano, já foram criados no estado 2.036 vagas, com predomínio absoluto das MPEs com 6,2 mil postos de trabalho criados contra 2,8 mil vagas encerradas (saldo negativo) nas empresas médias e grandes.
Em nível nacional, as micro e pequenas empresas geraram mais de oito em cada dez vagas de emprego formal no último mês de abril. De um universo de 85,8 mil postos de trabalho, as MPEs responderam por 84% do total. O resultado é mais de 25 pontos percentuais (p.p) acima da performance dessas empresas no mês de março, quando criaram 58,5% dos empregos no país. Esse é o melhor desempenho das micro e pequenas empresas na geração de empregos em 2026.
O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, comenta que a contribuição das micro e pequenas empresas na manutenção do nível de empregabilidade da economia segue sendo uma das maiores características e forças desse segmento.
“Ao longo dos últimos anos, as MPEs continuam respondendo ao desafio de gerar inclusão e renda para milhões de trabalhadores. É fundamental assegurar as condições necessárias de políticas públicas para que elas mantenham esse papel estratégico para o país”, destaca.
Entre os setores de atividade, o setor de Serviços continua liderando a geração de novas vagas no estado com 864 vagas em abril, contra 221 da Construção e 81 empregos do Comércio.
“A Paraíba vem experimentando um ciclo de desenvolvimento contínuo, crescente e sustentável muito importante. Isso cria um ambiente favorável ao estímulo de aberturas de novos negócios. É o que o Sebrae tem buscado apoiar”, afirma o superintendente do Sebrae/PB, Luiz Alberto Amorim.
Entre o rio e o mar, o Bessa segue consolidando sua posição como um dos bairros mais valorizados e procurados de João Pessoa. Tradicional na história da capital paraibana, a região, que ao longo dos anos deu origem aos bairros Aeroclube e Jardim Oceania, continua em expansão e registra um dos maiores índices de valorização imobiliária da cidade. De acordo com o índice FipeZAP, o Bessa valorizou 15,8% em 2025, expandindo também para o mercado de hotelaria.
O desempenho reflete uma combinação de fatores que vão desde a localização privilegiada, em uma região de praia, dotada de infraestrutura urbana e opções de lazer, até o crescimento do comércio e da oferta de serviços no lugar.
A urbanização do bairro, que teve início na década de 1950 e transformou a região em um dos principais polos residenciais da cidade. O crescimento populacional acompanha esse desenvolvimento. Segundo dados publicados pelo jornal A União, o número de moradores aumentou 142% entre 2000 e 2022, mostrando o interesse pela região.
“O Bessa ao longo dos anos conseguiu reunir qualidade de vida, infraestrutura e uma oferta cada vez mais completa de comércio, serviços e lazer. É um bairro que atende às necessidades do dia a dia de quem está por lá e, ao mesmo tempo, oferece opções de entretenimento, atraindo pessoas de toda a cidade, o que contribui para seu crescimento e valorização”, destaca a diretora comercial do Grupo Holanda, Evani Holanda.
Além da praia e do complexo de parques Parahyba, que oferecem infraestrutura de lazer para todas as idades, o Bessa também abriga shoppings e uma diversidade de opções gastronômicas, que contempla ainda uma vida noturna ativa. À noite, o bairro ganha movimento com uma oferta de estabelecimentos que variam entre o tradicional e o sofisticado.
Com cinco décadas de atuação em João Pessoa, o Grupo Holanda investe em áreas consideradas estratégicas de desenvolvimento. Ao longo de sua trajetória, a empresa entregou mais de 20 empreendimentos em bairros como Tambaú, Cabo Branco, Miramar e Jardim Luna, apostando em projetos de alto padrão, design contemporâneo e soluções alinhadas às novas demandas de moradia e hotelaria.
Residencial hoteleiro – Agora, o grupo amplia sua presença chegando ao Bessa com o desenvolvimento de um empreendimento localizado entre o Caribessa e a Orla do Bessa e totalmente pé na areia. O Holanda Gold Hotel Praia Bessa, que ainda está em fase de lançamento, seguirá o modelo já adotado pela construtora de residencial hoteleiro, combinando, serviços de hotelaria cinco estrelas e praticidade para os proprietários.
Neste tipo de empreendimento, o proprietário adquire uma unidade e pode fazer uso do imóvel ou disponibiliza-la para locação, com toda a operação sendo gerenciada pela administradora hoteleira, que cuida desde o processo de limpeza e zeladoria, até a comercialização das diárias. “O investimento é seguro e a gestão da operação é por nossa conta, unindo praticidade e rentabilidade em um dos endereços mais cobiçados da capital nordestina que mais cresce no segmento turístico”, explicou a diretora do grupo.
Segundo Evani, a escolha do bairro para receber o novo projeto está alinhada à visão de continuidade da valorização da região. “Nosso objetivo é oferecer um empreendimento que acompanhe essa valorização contínua do Bessa, agregando serviços, conforto e uma experiência diferenciada tanto para quem deseja morar quanto para quem busca investir”, afirma.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) informou que a bandeira tarifária seguirá amarela em junho. Com isso, permanece o acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos na conta de luz.
De acordo com a Agência, a medida ocorre devido ao período seco no país, que reduz a geração de energia pelas hidrelétricas e aumenta a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo maior.
“De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração. Em maio, foi acionada a bandeira amarela e essa situação permanece para o mês de junho”, pontuou a ANEEL.
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT-SP), reafirmou, em entrevista à BBC News Brasil, sua posição favorável à chamada taxa das blusinhas, um imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, criado em 2024 e revogado em ano eleitoral.
Haddad disse que não mudou de opinião sobre a medida, apesar do recuo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que considerou o imposto uma ação necessária para proteger a indústria nacional. “Eu não mudei de opinião porque eu ouvi todos os governadores, todos os líderes partidários, a indústria, o comércio e cheguei a essa conclusão.”
Segundo Haddad, a taxa foi criada para equiparar a tributação entre lojas físicas e virtuais. Ele argumenta que uma loja física não pode pagar mais impostos que uma virtual, posição apoiada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que apontou a preservação de empregos como um dos efeitos da medida.
Receita Federal espera receber 496 mil declarações de Imposto de Renda na Paraíba.. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
A Paraíba encerrou o período de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 sem alcançar a estimativa projetada pela Receita Federal. Até o fim do prazo, às 23h59 da sexta-feira (29), foram enviadas 497.103 declarações, enquanto a expectativa era de 497.797 documentos.
Os números indicam que pelo menos 694 contribuintes paraibanos obrigados a declarar não cumpriram a obrigação dentro do prazo estabelecido e agora poderão ser penalizados com multa por atraso.
Além do pagamento da penalidade, a falta da declaração pode causar transtornos em diversas situações do dia a dia, como na obtenção de crédito, contratação de financiamentos, comprovação de renda e realização de operações bancárias.
Maioria dos contribuintes terá restituição
Os dados da Receita Federal mostram que mais da metade dos paraibanos que entregaram a declaração têm valores a receber.
Do total de documentos enviados no estado:
56% apontaram imposto a restituir;
24,3% resultaram em imposto a pagar;
19,6% não apresentaram saldo de imposto.
A ferramenta de declaração pré-preenchida foi utilizada por 48,5% dos contribuintes, enquanto o modelo simplificado foi adotado por 53,4% dos declarantes.
As declarações retificadoras, enviadas para corrigir informações após a transmissão inicial, representaram 8% do total recebido pela Receita na Paraíba.
O levantamento aponta ainda que a idade média dos contribuintes foi de 48 anos. As mulheres responderam por 48,5% das declarações apresentadas.
Também foram registradas 245 declarações finais de espólio e 125 declarações de saída definitiva do país.
Calendário da restituição
A Receita Federal informou que os pagamentos das restituições do Imposto de Renda 2026 serão realizados em quatro lotes. O primeiro foi pago em 29 de maio, enquanto os demais seguem o seguinte cronograma:
30 de junho;
31 de julho;
31 de agosto.
Quem precisa declaraR?
Estavam obrigados a declarar os contribuintes que receberam, em 2025, rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, além daqueles que se enquadraram em outras regras estabelecidas pela Receita Federal.
Também precisavam prestar contas pessoas que receberam rendimentos isentos superiores a R$ 200 mil, realizaram operações na bolsa de valores, tiveram receita bruta rural acima de R$ 177.920, possuíam bens e direitos superiores a R$ 800 mil ou receberam rendimentos do exterior.
A orientação da Receita é para que os contribuintes que perderam o prazo façam a entrega da declaração o quanto antes, reduzindo os impactos da multa e regularizando a situação junto ao Fisco.
Um levantamento do Procon-JP identificou uma variação de até R$ 0,47 no preço da gasolina entre os postos de combustíveis de João Pessoa, nesta semana. O órgão também produziu um ranking com os menores valores encontrados.
A pesquisa foi realizada em 109 postos da Capital e acompanhou as oscilações no preço da gasolina comum, gasolina aditivada, diesel comum, diesel S10, etanol e gás natural.
Os valores da gasolina vão de R$ 6,18, no Posto GP Oil, no bairro de José Américo, até R$ 6,65, no Posto Opção do Distrito Industrial. Esses preço representam a cobrança por pagamento à vista.
Para a modalidade cartão, a diferença representa R$ 0,42. Os números oscilam entre R$ 6,27, no Posto Expressão, em Tambaú, e R$ 6,69, nos Postos São José de Cruz das Armas e Castelo Branco.
Confira posto com menores valores dos combustíveis:
O empresário Flávio Rocha fez um alerta grave sobre a proposta de fim da escala 6×1 que tramita no Congresso Nacional com o apoio do governo federal. Segundo projeções da companhia, a medida vai forçar um aumento geral de até 13% nos preços dos produtos para o consumidor.
“No caso do varejo, o impacto é maior, porque o setor é mais dependente de mão de obra. Então, imaginamos que o custo vá subir na casa de 18% a 20%”, declarou Flávio durante o Fórum Brasil 2026.
Segundo informações do InfoMoney, o herdeiro do Grupo Guararapes e dono da Riachuelo avisou que o comércio será obrigado a repassar esse rombo para os preços ou iniciar uma onda de demissões para preservar as margens.
Segundo ele, o maior perigo recai sobre as pequenas e médias empresas, que hoje são as maiores geradoras de empregos no país e não suportarão o impacto financeiro. Flávio apontou que a mudança engessa setores vitais que dependem de flexibilidade, como a indústria, restaurantes e salões de beleza.
Flávio disse que o tema está sendo conduzido puramente por “populismo” em ano eleitoral. Para ele, a esquerda ignora os impactos reais sobre a capacidade de contratação e a sobrevivência dos empresários que sustentam a economia.
O cerco contra o setor produtivo avançou após o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciar o cronograma de transição para forçar a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e desestruturar o modelo atual de escalas.
O crescimento acelerado do mercado imobiliário em João Pessoa tem provocado reflexos diretos no custo de vida da capital paraibana. Dados do setor imobiliário apontam que o metro quadrado na capital já gira em torno de R$ 8 mil, enquanto bairros valorizados da orla, como Cabo Branco, ultrapassam os R$ 12 mil.
Segundo o índice Fipezap, o preço médio do metro quadrado praticamente dobrou desde 2019, quando custava R$ 4,5 mil.
O crescimento populacional e a maior procura por imóveis têm transformado João Pessoa em um dos mercados imobiliários mais aquecidos do país. Com uma taxa de crescimento de 1,19% ao ano, a capital paraibana só ficou atrás de Boa Vista (RR), Palmas (TO), Florianópolis (SC) e Cuiabá (MT) no levantamento.
Isso representou um acréscimo de 110 mil novos moradores em 12 anos, o que posiciona a cidade como um dos principais polos de atração populacional do país hoje. Atualmente, João Pessoa tem 833.932 habitantes, segundo o cálculo mais atual IBGE.
Na prática, a valorização imobiliária tem pressionado o orçamento dos moradores. Os aluguéis acumulam reajustes acima da inflação, principalmente nos bairros próximos à orla, onde a demanda aumentou significativamente. O impacto já é percebido em diversos setores, desde serviços e alimentação até o trânsito e a infraestrutura urbana. Mas a conta sempre sobra para os moradores, que enfrentam dificuldades para acompanhar o ritmo de crescimento da cidade.
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