Economia

Casas Bahia encerra atividades em Patos e em Sousa, no Sertão da PB; 1,9 mil funcionários foram demitidos em todo o país

Foto: Marcos Oliveira/Patos Online
Foto: Marcos Oliveira/Patos Online

A Casas Bahia encerrou definitivamente suas atividades em Patos nesta sexta-feira (14), após cerca de oito anos de funcionamento no município. A unidade estava localizada na Avenida Solon de Lucena, no Centro da cidade.

Um comunicado fixado nas portas da loja informava inicialmente que o estabelecimento seria fechado nesta sexta-feira por “motivos sistêmicos”, indicando que as atividades poderiam ser retomadas posteriormente.

No entanto, a reportagem entrou em contato com uma das coordenadoras da unidade, que confirmou que o encerramento das atividades é definitivo. Segundo a funcionária, a empresa deverá divulgar oficialmente os detalhes sobre o fechamento da unidade.

“Encerramos nossas atividades, infelizmente. A empresa vai divulgar uma nota oficial ainda. Mas hoje encerramos as atividades dessa unidade na cidade de Patos”, informou.

Cerca de 16 funcionários foram afetados

Inaugurada em dezembro de 2018, a loja da Casas Bahia em Patos contava com aproximadamente 16 funcionários, que foram surpreendidos com o encerramento das atividades, assim como clientes que procuraram o estabelecimento nesta sexta-feira.

O fechamento da unidade também ocorre em meio a um processo de reestruturação da varejista em nível nacional.

Rede fecha centenas de lojas no país

Conforme informações divulgadas pelo Valor Econômico, o fechamento da unidade de Patos faz parte de um plano de reestruturação da Casas Bahia para reduzir prejuízos e enfrentar a pressão financeira provocada, entre outros fatores, pelos juros elevados.

A empresa anunciou o fechamento de 298 lojas físicas e a demissão de aproximadamente 1,9 mil funcionários em todo o país em agosto de 2026.

A varejista acumulou um prejuízo próximo de R$ 1,1 bilhão somente no primeiro trimestre de 2026. No período, o fluxo das lojas físicas também apresentou retração, com queda de 1,8% nas vendas presenciais.

Em contrapartida, as vendas digitais de produtos próprios cresceram 26% no início do ano, indicando uma mudança no perfil de operação da companhia.

Além de Patos, a unidade da Casas Bahia em Sousa, no Sertão da Paraíba, também encerrou as atividades. O mesmo movimento ocorre em municípios como Caicó (RN), Arcoverde, Salgueiro e Afogados da Ingazeira (PE).

Em outras regiões do país, unidades localizadas em cidades como Criciúma, Mafra e Ponta Grossa, no Sul do Brasil, também estão entre as lojas atingidas pelo processo de redução da rede física.

O encerramento da unidade em Patos marca o fim de uma presença de aproximadamente oito anos da Casas Bahia no comércio do município.

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Economia

Cesta básica tem queda de até 6,71%, em João Pessoa

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/ arquivo

O preço da cesta básica em João Pessoa caiu em julho, em comparação com o mês anterior. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgados nesta segunda-feira (10), a redução ficou entre 6,04% e 6,71%.

Com a queda, o valor médio da cesta básica na capital paraibana passou a R$ 644,04. O preço está entre os menores registrados no país nas capitais das regiões Norte e Nordeste.

Cesta básica mais barata do Nordeste

O levantamento também analisou os preços nas demais capitais nordestinas. Aracajuapresentou a cesta básica mais barata da região, com valor de R$ 594,07.

Na sequência aparecem Maceió (R$ 618,60), Natal (R$ 631,51) e João Pessoa (R$ 644,04).

Natal e Maceió tiveram as maiores reduções de preço entre todas as capitais analisadas, com quedas de 7,95% e 7,87%, respectivamente.

Salvador e Fortaleza também registraram recuos nos preços, acompanhando a tendência observada em João Pessoa, com reduções entre 6,04% e 6,71%.

Na contramão do cenário nacional, São Luís foi a única das 26 capitais analisadas que apresentou aumento no custo da cesta básica. Na capital maranhense, a alta foi de 0,3% em julho.

Preços de alimentos tiveram comportamentos diferentes

A pesquisa avaliou o comportamento dos produtos que compõem a cesta básica, formada por 12 itens nas regiões Norte e Nordeste e 13 na região Centro-Sul.

Entre os produtos analisados, batata, tomate, café e açúcar ficaram mais baratos na maioria das capitais.

Batata e tomate

A batata registrou quedas que variaram entre 15,55% em Cuiabá e 31,12% em Brasília.

O tomate teve redução de preço em 26 capitais. Segundo o levantamento, a queda está relacionada à maior oferta dos produtos, impulsionada pela intensificação da safra de inverno, pelas temperaturas favoráveis à maturação e pela melhora na produtividade.

Café em pó

O preço do café em pó caiu em 23 capitais, influenciado pela expectativa em relação à produção mundial e pela redução das exportações.

As principais quedas ocorreram em Campo Grande (5,19%) e Aracaju (3,74%).

Por outro lado, preocupações com o clima e o atraso na colheita provocaram aumentos no Rio de Janeiro (0,74%), Palmas (0,73%), Goiânia (0,68%) e Recife (0,29%).

Açúcar

O açúcar ficou mais barato em 20 capitais, com reduções entre 0,57% em Aracaju e 7,54% em Campo Grande.

O grande volume de cana-de-açúcar colhido contribuiu para a queda do preço do produto no varejo.

Carne bovina

O preço do quilo da carne bovina de primeira apresentou comportamento diferente entre as capitais.

O produto ficou mais barato em 14 cidades, com destaque para Florianópolis (2,94%) e Brasília (0,09%).

Em outras 12 capitais, houve aumento, influenciado pela oferta restrita de animais para abate e pelo desempenho das exportações.

As maiores altas foram registradas em Aracaju (2,15%) e Boa Vista (2,10%). Em Porto Alegre, o preço permaneceu estável.

Feijão

O preço do feijão subiu em 17 capitais e caiu em outras 10.

De acordo com o levantamento, o avanço da colheita aumentou a oferta do feijão-carioca, enquanto perdas registradas na segunda safra da região Sul restringiram a disponibilidade do feijão-preto.

Leite

O leite ficou mais caro em 21 capitais, com altas entre 0,25% em Belém e 6,27% em Boa Vista.

As baixas temperaturas registradas no campo afetaram negativamente a produção da matéria-prima, contribuindo para a elevação das cotações do leite longa vida.

Informações detalhadas sobre os preços individuais dos produtos podem ser consultadas nos sites da Conab e do Dieese.

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Economia

ATENÇÃO, CONSUMIDORES: Bandeira amarela é mantida em agosto e conta de luz terá cobrança extra

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira, 31, que a bandeira tarifária permanecerá amarela durante o mês de agosto. Com isso, os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) continuarão pagando um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos na conta de energia.

Esta será a quarta aplicação consecutiva da bandeira amarela. Segundo a Aneel, a decisão foi tomada devido ao período de estiagem registrado no país, que reduz os níveis dos reservatórios das hidrelétricas e aumenta a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, cuja geração possui custo mais elevado.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa, todos os meses, o custo da geração de energia elétrica no país. Mensalmente, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reavalia as condições de geração e define a operação do sistema, que determina a cor da bandeira aplicada.

Os valores cobrados são os seguintes: 

  • Bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • Bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • Bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, com a tarifa sofrendo acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.

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Economia

Governo Lula diz que nova tarifa dos EUA é ‘injustificada’ e que usará Lei da Reciprocidade

Presidentes Lula e Donald Trump, dos EUA – Foto: Reprodução /OHF News

O governo brasileiro reagiu às novas tarifas de 12,5% anunciadas pelos Estados Unidos sobre os produtos nacionais e classificou a medida como “arbitrária e injustificada”. Em nota divulgada há pouco, o Palácio do Planalto afirmou que vai iniciar “imediatamente os trâmites previstos na Lei da Reciprocidade e levará a disputa ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio”.

Segundo o governo, a investigação americana distorceu informações sobre o combate ao trabalho forçado no Brasil e utilizou o tema para justificar uma política comercial protecionista.

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Economia

Setai Grupo GP anuncia novas vagas de emprego em João Pessoa e Cabedelo

A construção civil segue em ritmo aquecido na Paraíba e está entre os setores que mais geram empregos formais no estado. O avanço de novos empreendimentos na capital e na região metropolitana tem impulsionado a contratação de mão de obra.

O Setai Grupo GP, segunda maior incorporadora do Nordeste, segue nesse movimento e anuncia a abertura de novas vagas para atuação em suas obras em João Pessoa e Cabedelo.

As oportunidades contemplam funções operacionais e técnicas, com foco em profissionais que já possuem experiência comprovada, além de vagas de estágio e de jovem aprendiz.

Vagas disponíveis

Engenheiro Civil – João Pessoa ou Cabedelo

Pré-requisitos: formação superior em Engenharia Civil; experiência mínima de 5 anos em edificações verticais de alto padrão; planejamento e orçamento de obra; domínio em leitura e interpretação de projetos; liderança em canteiro de obra; residência em João Pessoa ou Cabedelo, PB.

Estágio em Engenharia Civil – Jardim Oceania

Formação: estar cursando engenharia civil a partir do 4º período.

Conhecimentos técnicos desejáveis: leitura e interpretação de projetos (arquitetônico, estrutural, instalações e demais); conhecimentos em AutoCAD ou similar; conhecimento básico no pacote Office; afinidade com levantamentos de quantitativos.

Habilidades comportamentais: organização e atenção aos detalhes; boa comunicação escrita e verbal; proatividade e responsabilidade; facilidade para trabalhar em equipe.

Operador de Minigrua – Jardim Oceania

Requisito: curso de certificação na área e experiência comprovada em carteira.

Operador de CremalheiraJardim Oceania

Requisito: curso de certificação na área e experiência comprovada em carteira.

AlmoxarifeCabedelo

Requisito: experiência comprovada em obra.

Pedreiro de Alvenaria de Vedação

Requisito: experiência comprovada em carteira.

Pedreiro de Porcelanato

Requisito: experiência comprovada em carteira.

Pedreiro de Fachada

Requisito: experiência comprovada em carteira.

Pedreiro de Contrapiso

Requisito: experiência comprovada em carteira.

Ajudante de Carpintaria – Jardim Oceania

Requisito: experiência comprovada em carteira.

Jovem Aprendiz – Cabedelo

Requisito: ter entre 18 e 23 anos.

Como se candidatar para as vagas do Setai Grupo GP

Os interessados em participar do processo seletivo devem enviar currículo pelo WhatsApp (83) 99866-0026 ou pelo e-mail [email protected].

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Economia

Quilo da picanha pode variar até 174,98% em João Pessoa

O preço do quilo da picanha nacional pode variar até 174,98% em João Pessoa, segundo pesquisa divulgada pelo Procon-JP. O levantamento foi feito no dia 16 de julho em 19 supermercados e mercados públicos da Capital.

De acordo com o levantamento, o corte pode ser encontrado por R$ 40,00 no Açougue do Vando, no Mercado Central, e por R$ 109,99 no supermercado Rede Compras, no bairro do Aeroclube. A diferença entre o menor e o maior preço chega a R$ 69,99.

A pesquisa analisou os preços de 95 produtos, entre carnes bovinas, suínas, aves, miúdos, linguiças, bacon e ovos.

Além da picanha, o quilo da bisteca suína apresentou variação de 146,16%, com preços entre R$ 14,99, no Rede Compras (Aeroclube), e R$ 36,90, na Conficarnes, no Mercado de Mangabeira. A diferença é de R$ 21,91.

Já o quilo do contrafilé registrou variação de 108,54%, sendo encontrado por R$ 35,00 no Açougue do Vando, no Mercado Central, e por R$ 72,99 no Rede Compras (Aeroclube), uma diferença de R$ 37,99.

Quanto os preços do frango, a pesquisa registrou que o filezinho Sadia traz a maior variação, 56,37%, oscilando entre R$ 22,99, Latorre (Torre), e R$ 35,99, Açougue do Vando (Mercado Central), diferença de R$ 12,96.

O produto tem a maior diferença no filé de peito Sadia R$ 13,09, comercializado entre R$ 23,90 no Assaí Atacadista (Epitácio Pessoa), e R$ 36,99, Açougue do Vando – Box do Guará – Mercado Central. Uma ocilação de 54,77%.

No quesito ovos, a maior variação foi registrada na bandeja com 12 unidades de ovos brancos sem marca, que oscilou 60%, sendo comercializada entre R$ 7,50, no Box China Ovos (Mercado da Torre), e R$ 12,00, no Box do Guará (Mercado Central). A diferença é de R$ 4,50.

Já a maior diferença nominal foi encontrada na bandeja com 30 unidades da marca Avine, vendida entre R$ 17,99, no Latorre (Torre), e R$ 23,49, no Rede Compras (Aeroclube), uma diferença de R$ 5,50 e variação de 30,57%.

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Economia

Tarifaço deve atingir 36% das exportações do agronegócio para os EUA, diz CNA

Foto: SECOM RR

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos serão atingidas pela tarifa adicional de 25%, que entra em vigor na próxima quarta-feira (22).

Segundo a entidade, a ampliação da lista de produtos isentos reduziu o impacto da medida, deixando 63,5% das vendas do setor livres da nova cobrança. Entre os itens excluídos da tarifa estão pescados, mel e café solúvel.

Apesar das exceções, produtos como madeira, arroz, uva, ovos e açúcar continuam sujeitos à tarifa. Juntos, eles somaram cerca de US$ 4,6 bilhões em exportações brasileiras para os EUA em 2025.

A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, afirmou que a entidade recebeu o resultado da investigação americana com preocupação, mas destacou que a ampliação das isenções foi resultado da atuação da CNA e de outras entidades do setor junto ao governo dos Estados Unidos.

A confederação informou ainda que continuará defendendo a exclusão dos produtos do agronegócio da medida e buscará alternativas para reduzir os impactos sobre as exportações brasileiras.

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Economia

Segundo lote de restituição do IRPF 2026 pode ser consultado nesta terça

Receita antecipa liberação do programa do IRPF 2026 para download

A Receita Federal libera nesta terça-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

O lote é o maior da história em quantidade de contribuintes contemplados (9.585.797). Serão pagos R$ 16 bilhões em créditos.

O valor pago será igual ao do primeiro lote de restituição deste ano, registrado no dia 29 de maio deste ano.

A consulta pode ser feita a partir das 9h, pelo site da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda” e depois “Consultar minha restituição”

Também é possível consultar pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones,

“O volume recorde de pagamentos reforça o esforço do órgão em tornar o processo de restituição cada vez mais rápido, eficiente e abrangente”, explica a Receita.

O crédito bancário será realizado no dia 30 de junho. Do total, R$ 4.494.204.020,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

  • Idosos acima de 80 anos: 155.060 restituições
  • Idosos entre 60 e 79 anos: 1.106.923 restituições
  • Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 106.294 restituições
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 507.768 restituições

Outras 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes sem prioridade legal, mas que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber via PIX.

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Economia

Construção civil perde 20% de produtividade em 30 anos e encolhe no PIB: Veja impacto para a economia na PB

Foto: Reprodução

Se a construção civil é um dos pilares da economia, o alerta da indústria mostra que algumas rachaduras começam a aparecer na base do crescimento brasileiro. E os reflexos podem chegar também aos canteiros de obras da Paraíba.

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria aponta que a construção civil perdeu participação na economia brasileira e viu sua produtividade cair cerca de 20% nos últimos 30 anos.

O estudo revela que, enquanto outros setores avançaram em tecnologia e eficiência, a construção enfrenta dificuldades para modernizar processos, qualificar mão de obra e elevar a capacidade de produção.

O resultado é uma redução da competitividade de um setor que historicamente tem grande peso na geração de empregos, investimentos e renda em todo o país.

Construção continua gigante, mas cresce menos

A construção civil responde por milhões de empregos diretos e indiretos no Brasil e movimenta uma extensa cadeia produtiva, que vai da indústria de cimento ao comércio de materiais de construção.

No entanto, segundo a CNI, a perda de produtividade limita o potencial de crescimento do setor, reduz a capacidade de execução de obras e aumenta custos, fatores que acabam impactando empresas, consumidores e governos.

Especialistas apontam que o cenário é resultado de décadas de baixa adoção tecnológica, informalidade, burocracia e dificuldades para capacitar trabalhadores em larga escala.

Reflexos na Paraíba

Na Paraíba, o tema ganha relevância porque a construção civil vem sendo um dos motores da atividade econômica, especialmente em cidades como João Pessoa e Campina Grande.

Nos últimos anos, a expansão imobiliária da capital paraibana impulsionou novos empreendimentos residenciais, comerciais e turísticos, fortalecendo a geração de empregos e atraindo investimentos de outras regiões do país.

Por outro lado, uma construção civil nacional menos produtiva pode significar custos maiores para obras públicas e privadas, além de pressionar preços de imóveis e reduzir margens das empresas do setor.

Para um estado que aposta no crescimento urbano, no turismo e na atração de investimentos, o aumento da eficiência da construção se torna uma questão estratégica para sustentar o ritmo de desenvolvimento.

Oportunidades para a economia paraibana

Apesar do alerta, o estudo também abre espaço para oportunidades.

A digitalização de projetos, o uso de inteligência artificial, a industrialização de processos construtivos e a qualificação profissional aparecem como caminhos para recuperar produtividade.

Na Paraíba, empresas que conseguirem incorporar novas tecnologias poderão ganhar competitividade em um mercado cada vez mais disputado, especialmente diante da expansão imobiliária observada no litoral e em polos urbanos do estado.

Além disso, programas de qualificação podem ajudar a suprir a demanda crescente por profissionais especializados, um desafio recorrente relatado por construtoras e incorporadoras.

O que está no fundamento da edificação

A construção civil tem efeito multiplicador sobre diversos segmentos da economia. Quando o setor cresce, impulsiona emprego, consumo, arrecadação e investimentos.

Por isso, a perda de produtividade apontada pela CNI vai além dos canteiros de obras. Ela representa um desafio para a capacidade do Brasil de expandir infraestrutura, reduzir custos e acelerar o crescimento econômico.

Na Paraíba, onde a construção tem ajudado a transformar o cenário urbano e atrair novos investimentos, a discussão sobre eficiência pode ser tão importante quanto a quantidade de empreendimentos lançados.

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Economia

Micro e pequenas empresas respondem por seis em cada 10 vagas de emprego na Paraíba

As micro e pequenas empresas da Paraíba geraram mais de seis em cada 10 empregos no estado no mês de abril. É o que mostra o estudo do Sebrae realizado a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foram 1.220 vagas contra 900 criadas por médias e grandes empresas no período.

No acumulado de janeiro a abril deste ano, já foram criados no estado 2.036 vagas, com predomínio absoluto das MPEs com 6,2 mil postos de trabalho criados contra 2,8 mil vagas encerradas (saldo negativo) nas empresas médias e grandes.

Em nível nacional, as micro e pequenas empresas geraram mais de oito em cada dez vagas de emprego formal no último mês de abril. De um universo de 85,8 mil postos de trabalho, as MPEs responderam por 84% do total. O resultado é mais de 25 pontos percentuais (p.p) acima da performance dessas empresas no mês de março, quando criaram 58,5% dos empregos no país. Esse é o melhor desempenho das micro e pequenas empresas na geração de empregos em 2026.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, comenta que a contribuição das micro e pequenas empresas na manutenção do nível de empregabilidade da economia segue sendo uma das maiores características e forças desse segmento.

“Ao longo dos últimos anos, as MPEs continuam respondendo ao desafio de gerar inclusão e renda para milhões de trabalhadores. É fundamental assegurar as condições necessárias de políticas públicas para que elas mantenham esse papel estratégico para o país”, destaca.

Entre os setores de atividade, o setor de Serviços continua liderando a geração de novas vagas no estado com 864 vagas em abril, contra 221 da Construção e 81 empregos do Comércio.

“A Paraíba vem experimentando um ciclo de desenvolvimento contínuo, crescente e sustentável muito importante. Isso cria um ambiente favorável ao estímulo de aberturas de novos negócios. É o que o Sebrae tem buscado apoiar”, afirma o superintendente do Sebrae/PB, Luiz Alberto Amorim.

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