Paraíba

ORÇAMENTO BILIONÁRIO: LOA 2022 chega à Câmara com previsão de receita de R$ 3,06 bilhões

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Chegou à Câmara Municipal de João Pessoa nesta terça-feira, 26, o Projeto de Lei do Orçamento Anual da Prefeitura Municipal de João Pessoa, exercício de 2022. A primeira de três leituras da LOA 2022 foi feita hoje em plenário durante a sessão ordinária. A previsão global da Receita Municipal é de R$ 3.063.025.411,00 (três bilhões, sessenta e três milhões, vinte e cinco mil e quatrocentos e onze reais). Esse valor representa um acréscimo de 9,45% em relação à Lei Orçamentária de 2021.

Ainda nesta terça-feira, a íntegra da LOA 2022 foi disponibilizada no site da Câmara Municipal de João Pessoa, aqui, para que o documento pudesse ser consultado pelos vereadores e por qualquer cidadão interessado na matéria.

De acordo com a prefeitura de João Pessoa, o acréscimo nos valores do orçamento deste ano é fruto da perspectiva de aumento nas Receitas Ordinárias Municipais, pela retomada das atividades econômicas após um período em que a economia foi fortemente afetada pela Pandemia do Coronavírus, bem como do aumento nos Repasses dos Recursos de Operações de Crédito ao longo do exercício financeiro de 2022, em especial os recursos advindos do Banco Interamericano de Desenvolvimento-BID ao Programa João Pessoa Sustentável e das Transferências Voluntárias (Convênios).

A Lei Orçamentária Anual de 2022 ainda vai tramitar na Comissão de Finanças, Orçamento, Obras e Administração Pública (CFO) da Câmara e será aberta à apresentação de emendas dos vereadores que serão selecionadas pelo relator da peça, a ser designado na Comissão.

Confira a previsão de despesa por área:

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Economia

DIFERENÇA DE R$ 34,00: Procon-JP registra variação acima de 39% no preço da cesta básica

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A variação no preço da cesta básica Grande chega a 39,54%, oscilando entre R$ 87,61 (DoDia – Aeroclube) e R$ 122,25 (Manaíra – Manaíra), diferença de R$ 34,64, registra pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor no dia 25 de outubro. O Procon-JP traz preços de quatro tipos de conjuntos de alimentos (cestas Grande, Média, Pequena e Especial) coletados em oito supermercados da Capital.

Na cesta Grande são encontrados os seguintes alimentos: achocolatado (200g); 2 quilos de açúcar; 2 quilos de arroz; 2 pacotes de biscoito Cream Cracker (400g cada); café (250g); 1 quilo de farinha de mandioca; 1 quilo de feijão carioca; 2 pacotes de fubá (500g cada); 1 carne enlatada (300g); 1 lata de milho/ervilha (200g); 2 pacotes de leite em pó (200g cada), 3 pacotes de macarrão parafuso (500g cada); 1 molho de tomate (340g); 2 óleos de soja (900ml cada); 1 quilo de sal; 1 lata de salsicha (280g); e 1 lata de sardinha/atum (125g).

Cesta Média – A variação no preço da cesta Média chega a 38,99%, com a diferença sendo registrada a R$ 23,43, com preços entre R$ 60,09 (Menor Preço – Bairro dos Estados) e R$ 83,52 (Carrefour – Aeroclube). Os alimentos encontrados neste tipo de cesta são: 2 quilos de açúcar, 1 quilo de arroz, 1 pacote de biscoito Cream Cracker (400g), 1 pacote de café (250g), 1 quilo de farinha de mandioca, 1 quilo de feijão carioca, 2 pacotes de fubá (500g cada), 2 pacotes de leite em pó (200g cada, 1 lata de milho/ervilha (200g), 2 pacotes de macarrão espaguete (500g cada), 1 molho de tomate (340g), 1 óleo de soja (900ml), 1 quilo de sal, 2 latas de sardinha/Atum (125g).

Cesta Pequena – A pesquisa do Procon-JP encontrou diferença de R$ 11,78 nos preço da cesta Pequena, com variação de 22,34%, oscilando entre R$ 52,72  ( Menor Preço – Bairro dos Estados) e R$ 64,50 (Manaíra  Manaíra). Os produtos encontrados na cesta são um quilo de açúcar, 1 quilo de arroz, 1 pacote de biscoito Cream Cracker (400g), 1 pacote de café (250g), 1 quilo de farinha de mandioca, 1 quilo de feijão carioca, 1 pacote de fubá (500g), 2 pacotes de leite em pó (200g cada), 1 pacote de macarrão espaguete (500g), 1 molho de tomate (340g), 1 óleo de soja (900ml), 1 quilo de sal, 1 lata de sardinha/atum (125g).

Cesta Especial – A variação da cesta Especial está em 21,50%, a menor de toda pesquisa, com diferença no preço de R$ 30,39, oscilando entre R$ 141,35 (DoDia – Aeroclube) e R$ 171,74 (Latorre – Torre). A cesta tem alimentos como achocolatado (200g), 1 quilo de açúcar, 1 quilo de arroz, um pacote de aveia (450g), 1 biscoito Cream Cracker (400g), 1 biscoito Maizena (350g), 1 pacote de café (250g), uma dúzia de ovos, 500g de carne de charque.

A cesta Especial traz, ainda, doce de goiaba (300g), farinha de mandioca (1 kg), feijão carioca (1 kg), 2 pacotes de fubá (500g cada), uma lata de milho/ervilha (200g), 2 pacotes de leite em pó (200g cada), 3 pacotes de macarrão parafuso (500g cada), manteiga (250g), massa para tapioca (1 kg), massa para bolo (400g), molho de tomate (340g), 2 óleos de soja (900ml cada), pão de caixa (400g), sal (kg), salsicha em lata (280g), sardinha/atum (125g), e vinagre (250ml).

Os supermercados – A pesquisa levantou preços em oito supermercados: Santiago e Latorre (Torre); DoDia e Carrefour (Aeroclube); Extra (Epitácio Pessoa); Supermercado Cestão (Geisel); Manaíra (Manaíra); e Menor Preço (Bairro dos Estados).

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Economia

CRESCIMENTO: Construção civil prevê alta de 5% no PIB, a maior em 10 anos

Foto: Divulgação

Mesmo com a instabilidade nos preços de insumos e na taxa de juros do país, a construção civil deverá ter, em 2021, o maior crescimento para o setor nos últimos 10 anos. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) reviu a expectativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) da área para 5%. A previsão anterior era de 4% no ano. Se a previsão for confirmada, será o melhor desempenho desde 2012.

O percentual foi revisto porque houve mudança favorável em diversos pontos, inclusive na geração de empregos. Apesar do alto índice de desemprego no Brasil – 14,4 milhões de desempregados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) –, o mercado de trabalho formal da construção vem se destacando com resultados positivos há oito meses consecutivos.

Dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho, mostram que o setor gerou, de janeiro a agosto de 2021, quase 238 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. Também o melhor resultado para o período desde 2012.

“A melhora das atividades da construção no terceiro trimestre deve-se ao incremento do financiamento imobiliário, à demanda consistente, ao avanço do processo de vacinação e à continuidade de pequenas obras e reformas. Se não fosse o cenário de aumento exagerado e a falta de insumos, o crescimento dos índices da construção civil em 2021 seria bem mais expressivo”, ressalta a economista da CBIC, Ieda Vasconcelos.

 

Metrópoles

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Economia

Preço da gasolina na refinaria acumula alta de 74% em 2021; diesel subiu 65,3%

Imagem: reprodução

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (25/10) que irá elevar mais uma vez os preços da gasolina e do diesel nas refinarias. É a segunda alta em menos de um mês. Com 15 reajustes no valor do litro da gasolina (11 para cima e quatro para baixo), o combustível acumula aumento de 73,4% apenas neste ano. O preço médio de venda passará, a partir desta terça-feira (26/10), de R$ 2,98 para R$ 3,19, alta de 7,04%.

O diesel teve o preço elevado de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, um aumento de 9,15%. Com isso, acumula alta em 2021 de 65,3% no valor exigido das distribuidoras.

Segundo a Petrobras, o reajuste foi necessário para “garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”.

A empresa afirmou ainda que a elevação nos preços é um reflexo da alta nos preços do petróleo no mercado internacional e da taxa de câmbio.

Em live feita na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já havia antecipado possível novo aumento no preço dos combustíveis.

Blog do BG com Metrópoles

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Economia

OPORTUNIDADES: Sine-JP oferta 144 vagas de emprego e inscreve para cursos gratuitos de capacitação profissional

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A semana começa com muitas oportunidades para quem vem buscando uma colocação no mercado. Além de estar oferecendo 144 postos de trabalho, o Sistema Nacional de Emprego de João Pessoa (Sine-JP) está inscrevendo para 192 vagas em cursos gratuitos de capacitação profissional. As inscrições para as qualificações iniciam nesta terça-feira (26) e se estendem até quinta-feira (28), das 9h às 12h, na sede do serviço.

Do total de vagas, 80 são para o curso de Assistente Administrativo; 16 para o de Excel Avançado; 48 para Informática para Rotinas de Trabalho; 16 para Costura de Malha em Máquina Industrial; e 32 para Pães Natalinos.

As inscrições vão acontecer presencialmente no Sine-JP, que fica localizado na Avenida João Suassuna, 49, na Villa Sanhauá, próximo à Praça Antenor Navarro, no Centro Histórico. Os candidatos precisam apresentar CPF, RG, comprovantes de residência e de escolaridade, e declaração de baixa renda, que pode ser preenchida no momento da inscrição.

Emprego – Já das 144 vagas de emprego disponíveis no período de 25 a 29, 30 são para instalador de linhas e aparelhos de telecomunicação. Os candidatos precisam residir em João Pessoa ou Cabedelo, ter Ensino Médio completo e possuir habilitação de motorista nas categorias A ou B.

Também há 18 vagas de alimentador de linha de produção, destinadas exclusivamente para Pessoas com Deficiência (PCD). Para concorrer, é necessário ter mais de 18 anos, ter baixa visão ou surdez parcial, e ser, preferencialmente, do sexo masculino.

No geral, o Sine-JP está oferecendo oportunidades para mais de 40 funções diferentes, entre elas, açougueiro, auxiliar de escritório, costureiro na confecção em série, cozinheiro, eletricista, mecânico, marceneiro, vendedor e vigilante.

Os interessados em qualquer vaga de trabalho oferecida devem acessar o link agendamentosinejp.joaopessoa.pb.gov.br para fazer o agendamento, bem como consultas ou atualização cadastral. O horário de atendimento é das 8h às 16h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (83) 98654-8525.

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Economia

AUXÍLIO BRASIL: Governo pede abertura de crédito de R$ 9,4 bilhões para o programa

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei (PL) que pede a abertura de crédito especial de R$ 9,4 bilhões para o Programa Auxílio Brasil. O despacho do presidente Jair Bolsonaro foi publicado hoje (25) no Diário Oficial da União.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência explicou que a proposta remaneja o saldo do Bolsa Família para o novo programa social. Os recursos são em favor do Ministério da Cidadania.

Instituído pelo governo em agosto, por meio da Medida Provisória nº 1.061/2021, o Auxílio Brasil substitui o Bolsa Família, que será extinto em novembro. O início dos pagamentos do novo programa coincide com o fim do auxílio emergencial, lançado no ano passado para apoiar famílias vulneráveis durante a pandemia e que terá a última parcela creditada este mês de outubro.

“O remanejamento evitará a esterilização de recursos orçamentários destinados à transferência de renda, que representa um dos instrumentos mais importantes de proteção social no país”, diz a nota.

Normas constitucionais

Ainda de acordo com a Presidência, o projeto de lei “está de acordo com a normas constitucionais e infraconstitucionais que regem a matéria, de modo que não afeta a regra de ouro, tampouco o Novo Regime Fiscal (EC 95/2016) [teto de gastos], e é compatível com a obtenção da meta de resultado primário, prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2021”.

Valor médio de R$ 400

O Auxílio Brasil deverá ser ampliado para 17 milhões de beneficiários, com um valor mínimo médio de R$ 400 por família, até o final do ano que vem. Desse valor, R$ 100 correspondem a aporte extra, fora do teto de gastos, em um total de R$ 30 bilhões. O valor médio do Bolsa Família, hoje, é de R$ 189.

Blog do BG com Agência Brasil

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Economia

Após 17 dias, Petrobras anuncia novo reajuste de combustíveis; alta vai até 9%

Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (25) um ajuste de preços de gasolina A e diesel A para distribuidoras. A mudança passa a valer a partir de terça-feira (26). O preço médio de venda da gasolina A da Petrobras, para as distribuidoras, terá reajuste médio de R$ 0,21 por litro, passando de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, que corresponde a uma alta de 7%.

Nas bombas, essa mudança deve impactar em uma alta R$ 0,15 por litro, segundo a estatal. O cálculo considera a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos.

Para o diesel A, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,28 por litro. Nas bombas, essa variação deve refletir numa alta de R$ 0,24 por litro, o equivalente a 9,15% O cálculo leva em conta a mistura obrigatória de 12% de biodiesel e 88% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos.

Os reajustes haviam sido adiantados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) neste domingo. O comunicado desta segunda-feira vem 17 dias após o último reajuste anunciado pela companhia, em 8 de outubro, quando a gasolina foi reajustada em 7,19% e o gás de cozinha, em 7,22%.

Defasagem dos preços – Mesmo com o aumento desta segunda-feira, vale dizer que ainda existe uma defasagem dos preços no Brasil em relação ao mercado externo. Até hoje de manhã, essa defasagem chegava a 21% no caso da gasolina e de 19% no caso do diesel, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Isso sinaliza que, além desses reajustes, o mercado ainda pode ter novas altas. Além disso, existe a perspectiva de que o Petróleo continue se valorizando, já que os maiores produtores da commoditie têm dado sinalizações de que não vão aumentar a oferta no mercado global.

Blog do BG com CNN Brasil

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Economia

VAI SUBIR: Copom decidirá nova taxa Selic nesta semana

Divulgação

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) vai se reunir, pela penúltima vez este ano, nos próximos dias 26 (terça-feira) e 27 (quarta) para decidir sobre uma nova alta na taxa básica de juros, a Selic. O Comitê já sinalizou que pretende aumentar novamente a taxa, que hoje está em 6,25% ao ano, em 1 ponto percentual, a exemplo do que fez nas últimas duas reuniões. Boa parte dos analistas, contudo, aposta numa elevação ainda maior.

A alta de juros é a principal ferramenta do Banco Central para tentar conter o custo de vida, já que o consumo é desincentivado e fica mais caro tomar crédito, por exemplo.
O mercado financeiro, no entanto, acredita que a intervenção deve ser mais ousada. Casas de análise e corretoras apontam que, diante do rápido avanço da inflação, o Copom deveria aumentar a taxa em 1,25 ou 1,5 ponto. Essa percepção ganhou força após o governo ter decidido, na semana passada, romper o teto de gastos para viabilizar um gasto extra de R$ 30 bilhões com o Auxílio Brasil, programa que o presidente Jair Bolsonaro quer implantar no lugar do Bolsa Família, criado no governo petista.
Correio Braziliense

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Economia

“VAMOS SAIR JUNTOS”: Bolsonaro diz que Guedes fica até o fim

Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou neste domingo (24) que o ministro Paulo Guedes (Economia) permanecerá no cargo até o fim de seu governo.

“A gente vai sair junto, fica tranquilo. Bem lá na frente”, disse o chefe do Executivo em entrevista a jornalistas no Parque de Exposições da Granja do Torto, em Brasília, ao lado do ministro.

Guedes chegou a ser criticado por parlamentares E membros do primeiro escalão do Governo por sua atuação na economia. Na semana passada, a imprensa nacional chegou a noticiar que ele sairia do governo Bolsonaro.

Folha de São Paulo

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Economia

Mercado prevê maior salto da taxa de juros em 21 anos com teto de gasto sob risco

As recentes movimentações econômicas e a chance de o governo furar o teto de gastos para pagar o Auxílio Brasil, programa idealizado para substituir o Bolsa Família, fizeram o mercado financeiro revisar suas apostas e prever a maior alta da taxa básica de juros desde 2002.

Na avaliação das instituições financeiras, o pagamento do novo benefício no valor de R$ 400 vai estimular a inflação e exigir um aumento dos juros em ao menos 1,25 ponto percentual na próxima quarta-feira (27), o que elevaria a Selic ao patamar de 7,5% ao ano.

Desde o início do século, a Selic só subiu mais de 1 ponto percentual em duas oportunidades: em junho de 2001 (de 16,75% ao ano para 18,25% ao ano) e em dezembro de 2002 (de 22% ao ano para 25% ao ano).

A alta de 1,25 ponto percentual da taxa básica de juros se tornou a aposta dos bancos Credit Suisse, JPMorgan e Morgan Stanley. O UBS BB foi mais arrojado e passou a prever que a Selic deve avançar 1,5 ponto percentual, a 7,75% ao ano.

A alternativa pela elevação da taxa de juros é o instrumento de política monetária mais utilizado para conter a inflação. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição das famílias para consumir e estimulam outras formas de investimento.

Somente em setembro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 1,16% e registrou a maior alta para o mês dos últimos 27 anos. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação dos preços superou os 10%.

O veredito a respeito do futuro da Selic será dado pelo Copom (Comitê de Política Monetária) na próxima quarta-feira (27), após o fechamento do mercado financeiro. A eventual decisão pela variação recorde ocorreria após cinco avanços consecutivos dos juros, que levaram a Selic ao atual patamar de 6,25% ao ano.

R7

Opinião dos leitores

  1. Tudo isso é pura especulação para os investidores ganharem rios de dinheiro. O governo federal não tem a intenção de furar o teto de gastos pois isso influiria num eventual crime de responsabilidade . A população é manipulada na falta de conhecimento. O mundo todo está sofrendo com os aumentos , grande parte devido à Pandemia, é boa parte devido a alta nos preços do petróleo que é o maior causador de inflação no mundo.

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