Economia

João Pessoa tem segunda maior alta no valor da cesta básica no mês de fevereiro



					João Pessoa tem segunda maior alta no valor da cesta básica no mês de fevereiro
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo. Laerte Cerqueira

João Pessoa foi a segunda capital brasileira com a maior alta no valor da cesta básica entre os meses de janeiro e fevereiro de 2026. O ranking foi divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (DIEESE) nesta segunda-feira (9).

De acordo com a análise do DIEESE, 14 capitais apresentaram aumento do valor do conjunto de alimentos básicos, e 13 apresentaram diminuição. O valor da cesta em João Pessoa teve um aumento de 2,03%, ficando atrás apenas de Natal (RN) que registrou 3,52%.

O valor da cesta em João Pessoa no mês de fevereiro foi R$ 618,73. Os produtos com maior aumento nos preços médios foram:

  1. Tomate: 13,86%
  2. Feijão carioca: 9,21%
  3. Carne bovina de primeira: 2,26%
  4. Pão francês: 1,35%
  5. Farinha de mandioca: 0,60%

Já os produtos que apresentaram queda no valor durante o período foram:

  1. Açúcar cristal: -4,26%
  2. Banana: -4,10%
  3. Arroz agulhinha: -2,39%
  4. Leite integral: -2,17%
  5. Café em pó: -1,99%
  6. Óleo de soja: -1,26%
  7. Manteiga: -1,11%

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o trabalhador precisou comprometer 41,26% da renda para adquirir a cesta básica em João Pessoa no mês de fevereiro. Isso equivale a 83 horas e 58 minutos trabalhados para a compra da cesta básica.

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Economia

Brasileiros já pagaram R$ 800 bilhões em impostos em 2026

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O total de impostos pagos pelos brasileiros em 2026 chegou à marca de R$ 800 bilhões neste sábado (7). O levantamento é do Associação Comercial de São Paulo, responsável pelo painel do Impostômetro, que contabiliza tributos arrecadados nas esferas federal, estadual e municipal.

Segundo os dados, apenas nos últimos dez dias foram arrecadados cerca de R$ 100 bilhões em impostos. Em 26 de fevereiro, o painel indicava que o volume de tributos pagos pelos brasileiros havia alcançado R$ 700 bilhões neste ano.

Enquanto isso, a plataforma Gasto Brasil aponta que as despesas do governo já ultrapassaram R$ 1 trilhão no mesmo período, indicando um avanço expressivo dos gastos públicos em 2026.

O estado de São Paulo concentra a maior parte da arrecadação, respondendo por cerca de 37,4% de todos os tributos pagos no país, o equivalente a mais de R$ 286 bilhões até agora.

A projeção do Impostômetro indica que o total arrecadado deve subir mais R$ 100 bilhões nos próximos dez dias, podendo alcançar R$ 900 bilhões ainda na primeira quinzena de março.

Com informações do Diário do Poder

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Economia

Projeto de lei propõe cobrar IPVA pelo peso do veículo; entenda

trânsito em são paulo

Uma Proposta de Emenda à Constituição pretende alterar a base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que passaria a considerar apenas o peso do veículo, e não mais o valor de mercado. A proposta, que é apoiada por 204 deputados, está em análise na Câmara dos Deputados.

O texto também estabelece um teto para a cobrança do imposto: o valor total não poderá exceder 1% do valor de venda do automóvel. Além disso, a PEC autoriza os estados a criarem descontos para veículos menos poluentes.

Atualmente, o IPVA é cobrado pelos estados com base no valor de mercado do veículo (Tabela Fipe), com alíquotas que variam entre 1% e 4%.

Justificativa

Os autores argumentam que o modelo atual do IPVA é uma anomalia, pois taxa continuamente um bem que se desvaloriza. Eles citam exemplos de países como Estados Unidos e Japão, onde a tributação considera critérios físicos (como peso) e não o preço.

Próximos passos

A PEC 3/26 será encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) para análise da admissibilidade. A proposta será submetida em seguida a uma comissão especial, onde precisará ser aprovada por maioria simples, e depois segue para apreciação do Plenário.

Agência Câmara

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Economia

Guerra no Oriente Médio pode aumentar preços de remédios no Brasil

Conheça os 6 remédios mais vendidos no Brasil | Jovem Pan

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (3) que o conflito em curso no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, pode impactar os preços de medicamentos no Brasil.

Segundo ele, a situação é preocupante e pode provocar aumento de custos, principalmente por causa de efeitos na cadeia global de produção e distribuição de insumos farmacêuticos.

A declaração foi dada durante visita a uma farmacêutica em Valinhos (SP), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Padilha explicou que o Ministério da Saúde monitora conflitos internacionais por causa dos reflexos no abastecimento.

“Todo conflito bélico, a gente sempre monitora essa situação. Por isso que é todo o esforço para que a gente possa produzir todas as etapas de produção no Brasil, para a gente ficar totalmente imune a qualquer conflito bélico, a qualquer oscilação cambial”, disse.

O ministro destacou que, embora muitos medicamentos sejam produzidos no país, parte dos princípios ativos é importada.

“Vários produtos que são produzidos mesmo aqui no Brasil, os princípios ativos vêm, por exemplo, da Índia, que pode ter circulação afetada. Você tem uma parte que a cadeia logística vem por aeroportos do Oriente Médio. Então, você pode ter até uma mudança de rota, isso pode impactar nos custos”, afirmou.

Para Padilha, guerras afetam a saúde de forma direta e indireta. “Toda guerra faz muito mal à saúde, porque mata pessoas, faz com que os países direcionem seus recursos que vão para a saúde para defesa, para comprar armas, para soltar mísseis, e atrapalha também a circulação de produtos”, declarou. Ele acrescentou que o atual conflito “pode fazer mal à saúde global, não só do Brasil, mas do mundo inteiro”.

Lula critica gastos com guerras

Durante a visita, Lula também comentou o cenário internacional e criticou os investimentos em armamentos.

“O Estado não tem que ser o produtor, ele não tem que ter a fábrica. O que ele tem é que ser o indutor, o que ele tem é que criar política de crédito, financiamento e ajudar na produção, porque quando beneficia as pessoas, todo mundo ganha, e a gente salva a vida. Sobretudo nesse instante em que, se vocês ligarem a televisão agora, está falando de morte. Se você ligar a televisão de noite, está falando de guerra. Se você ligar a televisão de manhã, está falando de morte, está falando de drone, está falando de mísseis, está falando de invasão”, disse o presidente.

“Aqui, nós estamos falando de salvar vida. Isso aqui é um drone de remédio para o povo brasileiro. Isso aqui é o nosso míssil. Não o míssil para matar, o míssil para salvar”, disse o presidente, ao exibir caixas de medicamentos que podem custar até R$ 6.000 por seringa, mas são oferecidos gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

R7

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Economia

PIB: Brasil deixa grupo das 10 maiores economias do mundo em 2025; veja ranking

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que o PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025. No quarto trimestre, a alta foi de 0,1% sobre o trimestre anterior — o 39º melhor desempenho entre 50 países, segundo a Austin Rating.

Com isso, o Brasil encerrou 2025 como a 11ª maior economia do mundo, deixando o grupo das dez maiores. De acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional, o país deve manter essa posição em 2026. A Austin estima o PIB brasileiro em US$ 2,268 trilhões no ano passado.

Segundo a consultoria, a queda no ranking se explica principalmente pela valorização média da moeda russa em 2025, que impulsionou a Rússia. Para 2026, a expectativa é de crescimento de 1,7%, com menor peso do agro e recuperação de indústria e serviços.

Ranking do PIB mundial em 2025 (em dólares)

  1. Estados Unidos – 26,1% do PIB mundial

  2. China – 16,6%

  3. Alemanha – 4,3%

  4. Japão – 3,6%

  5. Índia – 3,5%

  6. Reino Unido – 3,4%

  7. França – 2,9%

  8. Itália – 2,2%

  9. Rússia – 2,2%

  10. Canadá – 1,9% (2.278 bilhões de dólares)

  11. Brasil – 1,9% (2.268 bilhões de dólares)

No quarto trimestre, o Brasil superou economias como Canadá (-0,2%), Coreia do Sul (-0,3%), Noruega (-0,3%) e Irlanda (-0,6%), mas cresceu menos que Estados Unidos (1,4%), China (1,2%), Arábia Saudita (1,1%) e México (0,9%).

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Economia

EUA X IRÃ: Petrobras nega risco de desabastecimento, mas admite aumento de preços do combustíveis no país

A petroleira disse que apenas com muita antecedência conseguiria atender os pedidos - Por Marta Nogueira

Em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, a Petrobras informou quesuas operações permanecem seguras e com custos competitivos, amparadas por rotas alternativas fora da área de conflito.

“Os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”, afirmou a companhia, em nota. Segundo a estatal, não há, neste momento, risco de interrupção nas importações ou exportações.

Apesar da avaliação da empresa, agentes do setor de combustíveis veem espaço para pressão sobre os preços domésticos nos próximos dias.

O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, afirmou que a Petrobras deve aguardar que a “poeira se assente” antes de tomar qualquer decisão, mas ponderou que já é esperado um movimento de alta por parte de refinarias privadas.

Porque o estreito de Ormuz é importante

Em resposta à morte do aiatolá Ali Khamenei, o governo do Irã anunciou nesta segunda-feira (2) o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar qualquer navio que tentar passar lá.

O estreito é uma das rotas mais estratégicas para a exportação global de petróleo, conectando grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Um eventual bloqueio ameaça interromper cerca de um quinto do fluxo mundial da commodity e pressionar ainda mais os preços do petróleo bruto.

“Acho que não é o fato da confirmação do fechamento da ameaça de bombardear navios que se atrevam a cruzar o Estreito de Ormuz, acho que isso não vai impactar em novo aumento de preço, acho que já está precificado”, explica.

Ele avalia que o conflito pode se arrastar por “algumas semanas”, quiçá “meses”. “Com isso, a minha expectativa é de que o preço do petróleo vai ficar flutuando entre 80 dólares o barril, talvez um pouco mais, mas que não deve retornar aos 60,65 como a gente via no passado”, disse.

Em meio à crise, os preços internacionais do petróleo chegaram a subir até 13%, ultrapassando US$ 82 por barril, o maior nível desde janeiro de 2025.

G1

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Economia

Após repercussão negativa, governo Lula derruba alta de imposto para smartphones e eletrônicos

Depois da grande repercussão negativa no Congresso e nas redes sociais, o governo federal decidiu revogar parte do aumento do imposto de importação sobre produtos eletrônicos e bens de capital anunciado no início do mês.

A medida foi aprovada nesta sexta-feira (27) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), vinculado à Câmara de Comércio Exterior (Camex).

A decisão restabelece as alíquotas anteriores para 15 produtos de informática, incluindo smartphones e notebooks. A Camex também zerou a tarifa de importação para 105 itens classificados como bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) e produtos das áreas de informática e telecomunicações.

Nos dois casos, a redução de tarifas de importação ocorre por meio do mecanismo de ex-tarifário, que reduz alíquotas para itens sem produção de similar ou equivalente no Brasil.

Smartphones

Com o recuo, a alíquota de importação de smartphones retorna a 16%. A proposta anterior previa elevação para 20%. Em alguns casos, o aumento poderia chegar a até 7,2 pontos percentuais.

Também tiveram as tarifas restabelecidas produtos como notebooks, que retornam à alíquota original de 16%; gabinetes com fonte de alimentação (10,8%); placas-mãe (10,8%); mouses e track-balls (10,8%); mesas digitalizadoras (10,8%) e unidades de memória SSD (10,8%).

Segundo o governo, as alterações passam a valer a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União. A lista completa de produtos beneficiados está disponível no site da Camex.

Desgaste político

O aumento inicial atingia cerca de 1,2 mil itens e gerou reação de parlamentares da oposição e de setores empresariais, que alertaram para possível impacto nos preços ao consumidor.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vinha defendendo a medida sob o argumento de proteção à indústria nacional e de correção de distorções no comércio exterior. Ele esclareceu que mais de 90% dos produtos afetados são produzidos no Brasil, e o aumento só atingia produtos importados.

No caso de eletrônicos produzidos ou montados no país com insumos importados, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) esclareceu que os componentes seriam beneficiados pelo mecanismo de drawback, que reduz o Imposto de Importação de insumos usados para fabricar produtos destinados à exportação.

O governo estimava arrecadar até R$ 14 bilhões em 2026 com a elevação das alíquotas. A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão consultivo do Senado, previa receita maior, de R$ 20 bilhões neste ano.

Pressão política

Diante da pressão política, o Executivo optou por um recuo parcial. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a decisão acolheu pedidos protocolados por empresas até 25 de fevereiro e já estava prevista nas regras de ex-tarifário, mecanismo que permite zerar imposto para produtos sem similar nacional. A pasta informou que as alíquotas mais altas anunciadas no início do mês não chegaram a entrar em vigor.

Os 105 produtos que tiveram a tarifa reduzida a zero permanecerão com isenção por 120 dias. Novas revisões poderão ocorrer nas próximas reuniões do Gecex, que delibera mensalmente sobre realinhamentos tarifários.

Agência Brasil

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Economia

Estatais têm déficit de R$ 4,9 bilhões em janeiro, o maior da história para o mês, diz BC

Imagem: Anton Petrus / Getty Images

As estatais registraram déficit de R$ 4,9 bilhões em janeiro de 2026. O resultado consta no relatório “Estatísticas Fiscais” divulgado pelo BC (Banco Central) nesta sexta-feira (27). Em termos nominais, ou seja, sem valores corrigidos pela inflação, é o maior déficit da história para o mês.

Veja a trajetória do resultado primário das estatais para janeiro:

  • janeiro de 2021: superávit de R$ 445,8 milhões;
  • janeiro de 2022: superávit de R$ 4,4 bilhões;
  • janeiro de 2023: déficit de R$ 2,2 bilhões;
  • janeiro de 2024: déficit de R$ 1,7 bilhão;
  • janeiro de 2025: déficit de R$ 1 bilhão;
  • janeiro de 2026: déficit de R$ 4,9 bilhões.

No mês, as estatais federais foram deficitárias em R$ 3,17 bilhões. Veja:

  • estatais federais: déficit de R$ 3,17 bilhões;
  • estatais estaduais: déficit de R$ 2,23 bilhões;
  • estatais municipais: déficit de 13 milhões.

O rombo das estatais federais é registrado em um momento de crise financeira nos Correios. De acordo com o Tesouro Nacional, o empréstimo de R$ 10 bilhões desembolsado pelos bancos para cobrir parte do rombo dos Correios corresponde pela maior fatia (78%) do saldo devedor das operações de crédito garantidas pela União, entre as empresas estatais.

CNN Brasil

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Economia

Aumento de impostos sobre eletrônicos é tiro no pé do governo Lula e no bolso dos cidadãos

Foto: Reprodução

A oito meses da eleição, o governo Lula volta a colocar a questão do aumento de impostos no centro do debate, ao elevar a tributação sobre componentes eletrônicos. Não se trata de um ajuste restrito a importadores ou a um nicho industrial. Hoje, praticamente toda a população depende de celulares, computadores e tablets para trabalhar, estudar, empreender, fazer operações financeiras, se comunicar e ter momentos de lazer. Quando a política fiscal incide sobre uma engrenagem tão intrincada no cotidiano das pessoas comuns, o efeito não é apenas técnico, mas sim político, porque toca diretamente a rotina de milhões.

O ponto central não é apenas a medida em si, mas o contexto simbólico em que ela se insere. Ao longo do mandato, foi se consolidando nas redes a percepção de que o governo Lula tem uma grande disposição para elevar tributos e muita má vontade em reduzir gastos. Independentemente de dados fiscais ou justificativas econômicas, essa foi a leitura que ganhou força como marca política. Um espaço narrativo que a direita ocupa de forma inversa, batendo na tecla de que é preciso reduzir a carga tributária.

Os dados da AP Exata Inteligência em Dados ajudam a dimensionar esse movimento. Em um recorte de cerca de 10 mil publicações feitas nesta quarta-feira, é possível perceber o impacto que a viralização do tema produziu de imediato. A rejeição ao presidente subiu 0,2 ponto e a aprovação caiu 0,2, gerando variação de 0,4 ponto, em poucas horas.

No debate específico sobre o aumento do imposto, a reprovação alcança 74,3%, a aprovação fica em 6,8% e 18,9% das menções são neutras, concentradas na difusão da informação. Excluído o bloco meramente informativo, o cenário se torna ainda mais contundente, com 91,6% de rejeição contra 8,38% de apoio. Algo que, às vésperas das eleições, deixa qualquer marketeiro em desespero.

A oposição percebeu rapidamente o potencial estratégico do assunto e agiu em tom crítico uníssono ao longo do dia. Parte da direita se apressou, estrategicamente, em direcionar a narrativa ao público gamer, um segmento jovem altamente conectado e com grande capacidade de produção e disseminação de conteúdo. Ao associar imposto e videogames e computadores, a crítica ganhou linguagem própria e atravessou as bolhas ideológicas, fazendo com que o debate se estabelecesse no terreno emocional de um grupo muito expressivo no ambiente online.

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O desafio do governo, portanto, se tornou menos contábil e mais narrativo. Não basta defender a medida com argumentos de proteção à indústria nacional ou ligados à saúde contábil do País, se a percepção dominante é a de encarecimento generalizado.

Desta vez, o apelido “Taxxad”, usado pela oposição para carimbar o ministro Fernando Haddad, deixou de soar apenas como ironia militante e encontrou ressonância ampla no debate público. Já não se trata mais de uma decisão politicamente equivocada do Ministério da Fazenda, mas sim de um tiro no bolso dos cidadãos e no pé do próprio governo.

Estadão

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Economia

Fim da escala 6×1 pode reduzir PIB, renda, empregos e empresas, diz estudo do FGV Ibre

Foto: reprodução/Wikipedia

O fim da escala 6×1 e a implementação de jornada de trabalho de 36 horas semanais em discussão no Congresso Nacional podem gerar uma redução do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de 6,2% se forem adotadas de forma imediata, sem regras de transição ou instrumentos para diminuição do impacto no mercado de trabalho.

A simulação ainda avalia que o custo da proposta sem adoção de ferramentas para atenuar o impacto da redução de jornada pode ocasionar em queda de renda per capita, fechamento de empresas e até mesmo perda de empregos.

Os efeitos foram apurados por um estudo do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) assinado pelos professores Fernando de Holanda Barbosa Filho e Paulo Peruchetti.

Os pesquisadores usaram bases de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), considerando apenas a mão de obra como fator de produção e levando em conta o valor agregado à economia (que inclui informações do mercado formal e informal).

“É um exercício sobre os efeitos que as empresas podem enfrentar se nenhum instrumento for adotado para amenizar o aumento de custo de mão de obra que pode ocorrer de um dia para o outro”, explicou Barbosa Filho.

Atualmente, três PECs estão em debate no Congresso. A mais recente está na Câmara e implementa a jornada 4×3 sem transição (totalizando 36 horas por semana). Também na Câmara, outra proposta já tramita desde 2019 e prevê a diminuição gradual da jornada atual de 44 horas semanais num prazo de 10 anos até alcançar as 36 horas.

A proposta mais antiga é do Senado Federal. Ela está pronta para votação no plenário (sem data marcada) e determina redução imediata para 40 horas semanais (escala 5×2). E nova queda escalonada em quatro anos até 36 horas semanais (4×3).

Perdas

Com base em dados de 2024, o estudo apurou que o custo da hora trabalhada pode crescer 22%, se comparado ao pago na jornada de 44 horas por semana.

A queda na geração de riqueza varia entre os segmentos da economia e estão quantificados sem a previsão de ganhos de produtividade no período.

Os setores com maior perda de valor agregado com a adoção da nova jornada são: transportes (-14,2), indústria extrativa (-12,6%), comércio (-12,2%), Siup (serviços industriais de utilidade pública, -10,6%) e serviços de informação e comunicação (-10,5%).

O trabalho do FGV Ibre chama atenção para a dificuldade de se contar com ganhos de produtividade para ajudar na recomposição de custos das empresas.

É que entre 2012 e 2024, segundo o IBGE, a taxa nacional de crescimento da produtividade horas do trabalho foi zero. A estagnação no país se repetiu entre 2018 e 2024 e dos 12 segmentos pesquisados apenas Siup (5%), agropecuária (3,3%), construção (1,8%) e outros serviços (1,2%) alcançaram taxas positivas.

Com base no crescimento histórico dos ganhos de produtividade, apenas a agropecuária conseguiria compensar a perda de valor agregado com o aumento no custo de mão de obra.

E mesmo quando a simulação projeta um crescimento de 2% na produtividade hora do trabalho, apenas 2 dos 12 segmentos iriam alcançar a compensação.

Mão de obra

Os pesquisadores ainda apontam alguns impactos para a mão de obra. A redução de horas trabalhadas no comércio pode afetar a remuneração de quem recebe comissões por vendas.

Com base em dados oficiais, o estudo apontou que os trabalhadores com maior escolaridade (nível médio completo/superior incompleto e superior completo) seriam os beneficiados com aumento real de salário.

Pelos dados de 2024, esses grupos têm jornadas semanais maiores (39,3 e 38,9) enquanto trabalhadores sem instrução ou com fundamental incompleto já estão próximos da futura jornada (36,2).

Fernando de Holanda lembra que, na Constituição de 1988, o Brasil reduziu a jornada de trabalho máxima de 48 horas para 44 horas semanais. Apesar do corte grande, não houve ganhos de produtividade com a medida.

CNN Brasil

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