A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa (Procon-JP)notificou uma operadora de telefonia para que esclareça, em até 24 horas, a suspensão e a intermitência do sinal registradas em diversos pontos da Capital. O problema, que vem afetando usuários desde a última terça-feira (25), tem causado transtornos, sobretudo para quem depende da linha telefônica para atividades profissionais.
De acordo com o secretário Junior Pires, o órgão recebeu “inúmeras reclamações” sobre a falta de estabilidade no serviço. Ele destacou que a interrupção de um serviço essencial deve ser previamente comunicada aos consumidores. “A suspensão de um serviço importante como telefonia deve ser justificada junto aos usuários pela empresa, com antecedência. Sabemos que boa parte dos clientes da operadora depende desse serviço para as tarefas do dia a dia”, afirmou.
A notificação enviada pelo Procon-JP solicita explicações detalhadas sobre o que teria provocado a falha. Para o secretário, é fundamental que os consumidores sejam informados. “É justo que, pelo menos, os consumidores saibam o motivo de não receberem nenhum aviso prévio sobre a interrupção”, frisou.
Junior Pires acrescentou que o Procon-JP está seguindo todos os trâmites legais para apurar as causas do problema. “Iniciamos pela notificação, mas, se a justificativa não contemplar a realidade do momento, veremos que outras medidas vamos tomar”, alertou.
O 2Wai é um aplicativo para criar “HoloAvatars”, como a empresa chama os avatares, que não se limitam a pessoas já falecidas. A startup afirma que é possível gerar um “HoloAvatar” de “personagens”, como um personal trainer, escritor, agente de viagem ou até astrólogo.
Quando é de alguém que já faleceu, ele só pode ser criado se houver um vídeo gravado antes da morte — com a pessoa falando e se movimentando. A partir dessas imagens, a IA amplia o repertório do “gêmeo digital”, que, segundo o 2Wai, consegue falar como a pessoa real, reconhecer o usuário e lembrar informações passadas.
A empresa afirma que o app suporta mais de 40 idiomas, mas não diz se o português do Brasil está disponível. Por enquanto, o 2Wai está funcionando apenas para iPhone (iOS) nos EUA, mas chegará “em breve” a modelos Android.
O serviço é totalmente gratuito atualmente, mas eles dizem que “assinaturas e compras dentro do app podem ser incluídas no futuro”.
Página do 2Wai na App Store. — Foto: Reprodução/App Store
Especialista ouvida pelo g1 alerta para o risco de dependência e para a “ilusão de realidade” ao usar IAs, especialmente durante o processo de luto.
“A mesma tecnologia que oferece companhia pode gerar confusão entre o real e o simulado, criar dependência afetiva e, em alguns casos, amplificar a angústia”, analisa Mariana Malvezzi, psicóloga e psicanalista da faculdade ESPM.
🔎 Grief tech: a técnica de replicar alguém que já morreu de forma digital com IA é conhecida como grief tech (“tecnologia do luto”, em português). Plataformas desse tipo criam o que chamam de “clones digitais” ou “gêmeos digitais” que permitem conversar e interagir com versões virtuais de pessoas que já morreram.
“Essa ilusão da IA pode minar a autonomia emocional, afastar o enlutado de rituais do luto e dificultar o movimento de simbolização, que é reconhecer a morte e, aos poucos, ressignificá-la”, completa a especialista.
Um em cada quatro brasileiros se imagina usando inteligência artificial para conversar com familiares já falecidos, aponta uma pesquisa da ESPM realizada neste mês para ao Dia de Finados. O levantamento ouviu 267 participantes que perderam entes queridos nos últimos dois anos.
Tecnologia do tipo se espalha
O uso de IA para “reviver” pessoas falecidas tem se tornado cada vez mais comum. Em maio, o g1 mostrou o caso de uma versão de inteligência artificial de uma vítima de homicídio que “marcou presença” em um julgamento no Arizona, nos EUA.
A versão da vítima criada por IA disse ao atirador que lamentava que eles tivessem se encontrado no dia do crime, naquelas circunstâncias, e afirmou que, em outra vida, os dois poderiam ter sido amigos, segundo a agência Associated Press.
A queda do Cloudflare na manhã desta terça-feira (18) provocou uma onda de instabilidades que atinge alguns dos maiores serviços da internet. Plataformas como X (antigo Twitter), ChatGPT, Amazon, Canva e até sites de monitoramento, como o DownDetector, ficaram indisponíveis ou apresentaram mensagens de erro durante boa parte da manhã.
O problema, reconhecido pela própria empresa em sua página global de status, gerou efeitos em escala mundial.
O que é o Cloudflare
Cloudflare é uma empresa de infraestrutura digital responsável por proteger e gerenciar o tráfego de mais de 24 milhões de sites. Seu principal serviço funciona como uma espécie de “escudo”, filtrando ataques cibernéticos, distribuindo conteúdo de forma inteligente e garantindo que páginas fiquem acessíveis mesmo diante de picos inesperados de acessos.
Em muitos casos, quando um site “cai”, na verdade é o Cloudflare, e não o endereço original, que enfrenta falhas.
Problemas nesta terça
De acordo com relatos compilados pelo DownDetector, os problemas começaram por volta de 8h50, no horário de Brasília. Paradoxalmente, o próprio DownDetector chegou a sair do ar, indicando que a instabilidade atingia sistemas fundamentais do ecossistema digital.
Nos primeiros relatos, plataformas como X exibiam mensagens de erro ao recarregar o feed, enquanto o ChatGPT alertava usuários para “desbloquear” uma ferramenta ligada ao Cloudflare, evidenciando a origem da falha.
Cloudflare reconhece problema
Na página oficial de incidentes da empresa, publicada às 8h48, o Cloudflare reconheceu “erros generalizados de 500” em sua rede global, além de falhas no painel de controle e na API.
No comunicado, a companhia afirmou estar investigando a extensão do problema e buscando mitigar seus efeitos. Em atualizações posteriores, repetiu que ainda avaliava o impacto total e mantinha equipes mobilizadas.
Entenda o erro
Esse tipo de erro, o chamado “500”, indica falhas no servidor responsável por processar requisições. Como milhões de sites dependem das ferramentas da empresa para funcionar, o efeito dominó se instalou rapidamente.
Em redes sociais, usuários de diferentes países relataram a impressão de que “a internet inteira tinha caído”. Em serviços protegidos pela plataforma, tentativas de carregamento resultavam em páginas em branco ou alertas de indisponibilidade.
Além de redes sociais e assistentes virtuais, outros serviços amplamente usados também apresentaram instabilidade. Em alguns casos, clientes do Cloudflare tiveram até dificuldade para abrir chamados de suporte, já que o próprio provedor de atendimento enfrentava problemas técnicos.
A repercussão foi imediata. No Brasil e no exterior, publicações se multiplicaram em redes como Threads, onde internautas brincaram sobre “alguém ter tropeçado nos cabos do servidor”. Já veículos internacionais, como BBC e New York Times, confirmaram que a falha era global e afetava setores variados — de redes sociais a jogos online, como League of Legends, além de serviços de streaming e empresas de inteligência artificial.
Uma investigação conduzida pela Tenable Research, empresa especializada em segurança cibernética e gestão de exposição digital, revelou sete vulnerabilidades graves no ChatGPT-4o, algumas das quais permanecem presentes até o ChatGPT-5.
Essas falhas, apelidadas coletivamente de “HackedGPT”, permitem que criminosos virtuais burlem mecanismos de proteção e acessam dados pessoais, históricos de conversa e memórias armazenadas pelos usuários da ferramenta.
De acordo com o relatório da Tenable, as vulnerabilidades permitem roubo de dados, manipulação de respostas e persistência de ataques dentro do sistema de IA. Em alguns casos, basta que o usuário faça uma pergunta ou clique em um link para que o modelo seja comprometido, sem que o ataque seja perceptível.
A pesquisa, liderada pelo engenheiro sênior Moshe Bernstein, descreve uma nova categoria de ameaça chamada injeção indireta de prompt. Esse tipo de ataque insere instruções ocultas em sites aparentemente inofensivos, comentários de blog ou textos formatados.
Quando o ChatGPT acessa esses conteúdos durante a navegação, ele pode ser enganado a executar comandos maliciosos, expondo informações do usuário.
Entre as sete falhas identificadas, algumas chamam atenção pela gravidade:
Injeção indireta de prompt por sites confiáveis: o ChatGPT lê comandos escondidos em páginas legítimas e passa a executá-los.
Ataques “0-clique” e “1-clique”: o comprometimento ocorre sem interação direta ou com apenas um clique em um link malicioso.
Injeção de memória persistente: códigos maliciosos podem ser armazenados na memória de longo prazo da IA, permanecendo ativos mesmo após o encerramento da sessão, o que possibilita vazamentos contínuos de informações em futuras conversas.
Omissão de segurança e ocultação de conteúdo:erros de validação e formatação permitem mascarar comandos maliciosos, enganando tanto o modelo quanto o usuário.
Essas falhas afetam principalmente as funções de navegação web e memória do ChatGPT, recursos que interagem com a internet em tempo real e guardam informações pessoais para melhorar respostas futuras.
Caso exploradas, as brechas podem vazar dados sigilosos armazenados nas conversas, bem como informações conectadas a outros serviços, como Google Drive e Gmail.
Bernstein destacou que o HackedGPT revela uma fraqueza estrutural nos grandes modelos de linguagem, que ainda não sabem distinguir de forma segura quais informações externas devem ser confiadas.
Segundo ele, “essas falhas isoladamente parecem pequenas, mas juntas formam uma cadeia completa de ataque, da injeção e evasão ao roubo e persistência de dados”.
A OpenAI foi informada das descobertas dentro de um processo de divulgação responsável, corrigindo parte dos problemas, embora algumas vulnerabilidades permaneçam ativas. A Tenable alerta que, enquanto essas brechas não forem totalmente sanadas, usuários e empresas correm riscos reais de privacidade.
Como medidas preventivas, a Tenable recomenda que as equipes de segurança tratem as ferramentas de IA como superfícies de ataque ativas, revisem integrações com outros sistemas, e monitorem sinais de comportamento anômalo, como respostas incomuns, links suspeitos ou acessos a dados não solicitados. Também orienta a isolar as funções de memória e navegação do ChatGPT e reforçar a validação de URLs.
Para os pesquisadores, a lição principal vai além das falhas técnicas: é necessário mudar a forma como a inteligência artificial é protegida. “Não basta confiar na IA; precisamos governá-la”, afirmou Bernstein. “Esses sistemas devem ser testados continuamente, com salvaguardas que garantam que trabalhem para nós, e não contra nós.”
Um novo golpe chamado SORVEPOTEL está se espalhando rapidamente pelo WhatsApp, e o Brasil é o principal alvo. O vírus chega por meio de uma mensagem com um arquivo ZIP que parece ser um orçamento, comprovante ou documento importante.
Quando a vítima abre o arquivo no computador, principalmente em máquinas com Windows, o vírus se instala e começa a enviar automaticamente as mesmas mensagens para os contatos pelo WhatsApp Web. Esse envio em massa pode até levar ao bloqueio da conta da vítima por spam.
Segundo a empresa de segurança digital Trend Micro, já foram identificados 477 casos, sendo 457 no Brasil. O ataque tem atingido não só pessoas comuns, mas também órgãos públicos e empresas privadas.
O vírus é projetado para se manter ativo e invisível: ele se copia para a inicialização do Windows, garantindo que volte a funcionar sempre que o computador é ligado.
Como se proteger
Para evitar ser vítima desse golpe, é importante tomar algumas precauções como:
Desativar downloads automáticos no WhatsApp;
Bloquear transferências de arquivos em apps pessoais nos dispositivos corporativos;
Treinar funcionários para evitar abrir anexos suspeitos, mesmo de contatos conhecidos;
Usar canais oficiais e seguros para trocar documentos de trabalho.
O ChatGPT foi o aplicativo mais baixado no Brasil em junho de 2025, somando 5,2 milhões de instalações nas lojas App Store e Google Play, segundo dados da AppMagic. O número representa um crescimento de 18% em relação a maio, consolidando o app de inteligência artificial no topo do ranking pelo segundo mês consecutivo.
A principal surpresa da lista foi o ReelShort, app de minisséries filmadas na vertical, que saltou da oitava para a terceira posição, após um aumento de 37% nos downloads, atingindo 4,1 milhões de instalações.
Já o Temu, marketplace que vinha se mantendo entre os mais baixados, caiu da segunda para a quinta colocação após registrar uma queda de 12% nos downloads, passando de 4,2 milhões para 3,7 milhões.
Outro destaque foi a volta dos apps Nubank e Shopee ao top 10, substituindo o Meu INSS e o jogo Garena Delta Force. O app da previdência social havia crescido em maio por conta do escândalo dos descontos não autorizados em aposentadorias, mas teve queda de 55% nos downloads em junho, somando 1,5 milhão de instalações.
O Google se manifestou sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira (26/6), de responsabilizar as redes sociais por conteúdo ilícito publicado por usuários, em caso da não remoção de material ofensivo, mesmo sem ordem judicial. A empresa manifestou preocupação com as mudanças que, segundo nota divulgada após a sessão, “podem impactar a liberdade de expressão e a economia digital”.
“Ao longo dos últimos meses, o Google vem manifestando suas preocupações sobre mudanças que podem impactar a liberdade de expressão e a economia digital. Estamos analisando a tese aprovada, em especial a ampliação dos casos de remoção mediante notificação (previstos no Artigo 21), e os impactos em nossos produtos. Continuamos abertos ao diálogo”, afirmou a empresa por meio de uma nota distribuída para a imprensa.
Embora o STF tenha estabelecido a responsabilização das redes sociais em relação aos conteúdos ilícitos, ficou mantida a necessidade de decisão da Justiça quando se tratar de crime contra a honra. Este ponto foi previsto no voto do ministro Luís Roberto Barroso.
O placar do STF para determinar a responsabilização das redes sociais em relação aos conteúdos ilícitos foi de 8 votos a 3. A questão da responsabilização sobre conteúdos nas redes sociais foi discutida no âmbito do artigo 19 do Marco Civil da Internet. A decisão do STF abordou o ponto que limita a responsabilidade dos provedores de aplicações de internet por conteúdo de terceiros, além do que exige ordem judicial para remoção do conteúdo, com especificação do que deve ser removido.
Repercussão
A decisão do STF tem repercussão geral. Isto implica que ela será aplicada para outros casos similares que venham a ser deliberados pelo Judiciário brasileiro. “O Tribunal não está legislando. “O (STF) está decidindo dois casos concretos que surgiram. Está decidindo critérios até que o Legislativo defina critérios sobre essa questão”, disse o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso.
Veja quais são as cidades que possuem maior e menor acesso à internet na Paraíba.. Agência Brasil
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que 13,10% da população não possui acesso à internet na Paraíba dentro de seu domicílio. O dado faz parte do recorte do Censo 2022, divulgado na quinta-feira (12).
Além dos dados sobre a população com acesso à internet na Paraíba dentro de casa, o Censo 2022 tem números de domicílios com internet. O Jornal da Paraíba reuniu uma lista com as dez cidades com mais e menos domicílios com acesso à internet na Paraíba. Confira abaixo:
Cidades com mais domicílios com acesso à internet na Paraíba
João Pessoa: 91,21%
Campina Grande: 88,67%
Santa Luzia: 85,93%
São João do Rio do Peixe: 83,63%
Santa Rita: 83,6%
Guarabira: 82,58%
Picuí: 82,05%
São Bento: 78,4%
Remígio: 75,85%
Mogeiro: 68,64%
Cidades com menos domicílios com acesso à internet na Paraíba
WhatsApp e as redes sociais Instagram e Facebook estão apresentando problemas e deixando milhões de usuários sem comunicação na tarde desta quarta-feira (11).
De acordo com o site Downdetector, usuários das plataformas começaram a relatar o problema por volta das 15h.
Às 15h20, o site já havia registrado mais de 52 mil notificações de usuários do WhatsApp alegando que estavam com problemas para enviar mensagens. Os relatos estão concentrados na região Nordeste. João Pessoa e Campina Grande estão entre as áreas com mais registros de ocorrências.
Até a publicação desta matéria, a empresa Meta, responsável pelo gerenciamento das plataformas, não havia explicado o motivo do problema.
Portal Correio
As rede sociais do diretório do Partido dos Trabalhadores (PT) foram hackeadas e tiveram publicações relacionadas à possíveis golpes com criptomoedas divulgadas, na manhã desta segunda-feira (21).
Quem acessou o perfil do PT da Paraíba na manhã de hoje pode ver uma publicação contendo uma captura de tela de um texto que teria sido divulgado pelo bilionário Ellon Musk em outra rede social, dando dicas de como ter lucro com criptomoedas.
Pouco mais de uma hora após o post, as contas voltaram ao domínio do PT, que confirmou a invasão.
“Na manhã desta segunda tivemos a enorme surpresa de ter os nossos perfis em todas as redes sociais rackeados. Conseguimos agir o mais rápido possível na recuperação. Agradecemos a compreensão de todos/as”, publicou o partido.
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