Celebridades

Faustão recebe alta hospitalar após superar rejeição de rim transplantado

O apresentador Fausto Silva, de 73 anos, recebeu alta do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Faustão foi submetido a um transplante de rim no dia 26 de fevereiro após agravamento de doença renal.

O hospital informou que o comunicador “seguirá sob as orientações médicas”.

Fausto deu entrada no Albert Einstein em fevereiro, após agravamento de uma doença renal crônica. Ele foi chamado à unidade após o hospital ter sido acionado pela Central de Transplantes do Estado de São Paulo e realizado a avaliação sobre a compatibilidade do órgão doado.

O transplante foi realizado na manhã do dia 26 de fevereiro, e o apresentador deixou a UTI no dia seguinte. Em 15 de março, Faustão fez uma embolização após atraso na recuperação do novo órgão. O método é uma terapia minimamente invasiva em que se insere um pequeno cateter no interior do sistema linfático.

O transplante de rim aconteceu cerca de seis meses após o famoso passar por um transplante de coração. À época, ele foi incluído na lista de espera porque estava com um quadro de insuficiência cardíaca que pode provocar alterações renais.

Para receber essa e outras notícias acesse o grupo do BG PB no Whatsapp

Blog do BG PB com MaisPB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Não dormir o suficiente faz você se sentir de 5 a 10 anos mais velho, diz estudo

Foto: Burdun/Adobe Stock

Não dormir o suficiente pode fazer com que você se sinta de cinco a dez anos mais velho do que realmente é, dizem dois novos estudos publicados na terça-feira (2).

Questões de saúde e mobilidade também podem contribuir para se sentir mais velho antes do tempo, mas quando se trata de dormir, a falta disso foi a chave para se perceber velho, de acordo com os estudos publicados na revista Proceedings of the Royal Society B.

“O sono desempenha um papel causal na forma como os indivíduos idosos se sentem”, escreveu Leonie Balter, pesquisadora do sono na Universidade de Estocolmo, na Suécia, e autora principal de ambos os estudos, por e-mail à CNN.

A falta de energia e motivação pode certamente contribuir para se sentir mais velho, ao mesmo tempo que limita a capacidade de uma pessoa permanecer física e socialmente ativa, o que contribui para se sentir jovem, complementou a pesquisadora.

“Sono insuficiente induz sensação de sonolência. A sonolência é um importante estado motivacional que nos faz priorizar o sono e reduz nossos níveis de energia”, disse Leonie.

“A idade pode ser compreendida em múltiplas dimensões: cronológica, biológica e subjetiva”, pontuou o pesquisador do sono Dr. Chang-Ho Yun, professor de neurologia na Universidade Nacional de Seul, em Seongnam, Coreia do Sul, que não esteve envolvido nos estudos.

“No geral, essas descobertas ressaltam a importância do sono adequado na manutenção de uma idade subjetiva jovem, beneficiando potencialmente a saúde física e mental”, escreveu ele à CNN.

Sentir-se jovem é uma coisa boa, segundo a ciência. Tal sentimento tem sido associado em estudos sobre uma vida mais longa, uma menor taxa de demência, menos chance de depressão e características mais positivas, como otimismo, esperança e resiliência, além de melhor saúde física e mental.

Na verdade, as pessoas que se sentem mais jovens do que a sua idade têm maior probabilidade de ter cérebros compatíveis. Um estudo de junho de 2018 descobriu que pessoas mais velhas que se consideravam mais jovens tinham mais massa cinzenta no cérebro e pontuavam ser mais jovens em testes de idade cerebral.

Dois estudos, resultados semelhantes

Balter e seus colegas conduziram dois estudos. Um deles testou quão bem 429 pessoas com idades entre 18 e 70 anos dormiram em suas próprias casas no mês anterior. Para cada noite de sono insatisfatório durante esse período, as pessoas relataram sentir-se cerca de um quarto de ano, ou seja, três meses, mais velhas do que sua idade cronológica.

“Alterações no humor e sentimentos de fadiga também contribuem para a sensação subjetiva de envelhecimento”, disse Yun. “Essas alterações são manifestações típicas da privação de sono e podem agravar tanto a sonolência quanto a percepção da idade avançada.”

Contudo, se a pessoa tivesse dormido bem durante o mês, conseguiria sentir-se quase seis anos mais jovem, em média, do que a sua idade real.

Privação severa de sono

O segundo estudo realizado pediu a 186 dos mesmos participantes que dormissem num laboratório durante duas noites, certificando-se de que não dormiam mais de quatro horas por noite. A experiência subjetiva do envelhecimento era muito maior quando as pessoas experimentavam este grau de privação de sono: em média, as pessoas sentiam-se quase 4 anos e meio mais velhas do que realmente eram.

Com que rapidez as pessoas podem se recuperar de um sono insatisfatório e começar a se sentir mais jovens novamente?

“A resposta a essa pergunta é desconhecida. O que os nossos dados sugerem é que isso poderá acontecer muito rapidamente”, disse Balter. “Qualquer coisa que possa aliviar a sonolência pode ter um impacto imediato na idade subjetiva. No entanto, para efeitos mais substanciais e duradouros, é essencial garantir um sono suficiente.”

A sonolência foi monitorada no segundo estudo e, para cada aumento de unidade em uma escala de medida, as pessoas acrescentaram 1,23 anos à sua avaliação de envelhecimento.

O gênero não importava, mas o cronótipo do sono sim; as pessoas que adoram acordar cedo, muitas vezes chamadas de madrugadores, sentiram o impacto mais profundamente.

Os madrugadores classificaram-se como mais de cinco anos mais velhos que os tipos noturnos, também conhecidos como notívagos, e quatro anos mais velhos que os tipos intermediários, pessoas com um relógio biológico que não se ajusta a nenhum dos extremos. Quando os madrugadores dormiam até nove horas por noite, porém, eles se sentiam muito mais jovens.

Então, os madrugadores precisam dormir mais do que os notívagos?

“Estas descobertas apoiam que o sono, um fenómeno biológico vital, pode ser a chave para se sentir jovem”, escreveram Balter e os seus colegas no estudo.

Para melhorar o bem-estar geral, priorizar o sono adequado é fundamental, ressaltou Yun.

“Se você suspeita que sua privação de sono se deve a um distúrbio do sono, como insônia ou apnéia do sono, é crucial procurar avaliação e tratamento com um profissional de saúde”, disse ele.

“Lembre-se, uma boa noite de sono pode ajudá-lo a viver mais jovem.”

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Paraíba registra mais de 7 mil casos prováveis de dengue, chikungunya e zika em 2024

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou, nesta sexta-feira (5), o Boletim das Arboviroses. O documento apresenta o levantamento dos agravos causados pelo mosquito Aedes aegypti na Paraíba do início do ano até a 13ª semana epidemiológica – que compreende o período de 24 a 30 de março. Até o momento, os casos prováveis de arboviroses totalizam 7.201, sendo 6.374 para dengue, 741 para Chikungunya e 86 para zika. O órgão faz um alerta para que a população procure uma unidade de saúde ao sentir os primeiros sintomas.

De acordo com a técnica das arboviroses da SES, Carla Jaciara, em termos de porcentagem houve um aumento significativo de 207% para os casos de dengue, 83% para os casos de chikungunya e 132% para os casos de zika, isso se comparado com o mesmo período do ano passado. Ela destaca as ações que estão sendo realizadas pela Secretaria de Saúde para fortalecer o combate às arboviroses.

A Secretaria de Saúde do Estado vem elaborando e desenvolvendo ações voltadas especificamente ao controle da dengue, chikungunya e zika, como capacitações do manejo clínico, oficinas, instalação de armadilhas ovitrampas, reuniões virtuais, visitas técnicas aos municípios onde ocorreram óbitos ou que ainda estão com óbito em investigação, além da reestruturação da sala de situação onde são liberados informes diários sobre o cenário das arboviroses”, explicou.

Sobre os óbitos, a Paraíba apresenta três confirmados para dengue em Camalaú, Conde e Campina Grande, e dois para chikungunya, em Sapé e João Pessoa. Quatro óbitos seguem em investigação. Carla Jaciara destaca que os municípios precisam realizar as notificações de forma correta, e que, para isso, a Saúde vem realizando treinamentos e qualificações para os profissionais da atenção básica, para que saibam identificar e manejar acertadamente os casos suspeitos de arboviroses.

Em decorrência do período de elevadas temperaturas e chuvas torrenciais, a SES recomenda que os municípios intensifiquem as ações de modo integrado com diversos setores, como os setores de infraestrutura, limpeza urbana, Secretaria de Educação, de Comunicação e de Meio Ambiente e também outras áreas afins. E mais ainda, é importante que os gestores municipais busquem sensibilizar a população quanto ao autocuidado para a eliminação de criadores do mosquito Aedes aegypti, para que, assim, todos possam ficar atentos aos sintomas, e, quando necessário, procurar um serviço de saúde para identificar em tempo oportuno os casos suspeitos de arbovirose no território.

O Boletim também apresenta os dados do 1º Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) na Paraíba. Os 223 municípios realizaram o levantamento e, de acordo com os dados enviados, 166 municípios encontram-se em situação de alerta ou risco, e 57 em situação satisfatória.

Para receber essa e outras notícias acesse o grupo do BG PB no Whatsapp

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Brasil supera mil mortes por dengue em 2024

Brasília (DF), 29/02/2024 - Larvas são analisadas em laboratório da vigilância ambiental do DF para comprovação de que são do mosquito transmissor da dengue. Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilFoto: Divulgação

O Brasil superou mais de 1.000 mortes por dengue de janeiro até esta quarta-feira (3). De acordo com o Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, foram registrados 1.020 óbitos pela doença no país. Ao longo de 2023, o número de mortes por dengue chegou a 1.079.

Conforme o painel, 1.531 mortes estão sob investigação e os casos somam 2,6 milhões.

Nessa terça-feira (2), o ministério informou que oito unidades federativas brasileiras estão com tendência de queda no número de casos de dengue. São eles: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Roraima e Distrito Federal.

“Os estados que estão com queda foi onde houve o início da epidemia. Para esses, a gente pode dizer que o pior já passou”, disse a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, em entrevista coletiva.

Outros sete estados ainda permanecem com tendência de aumento: Alagoas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Em 12 estados, os números estão estáveis.

Apesar do cenário, o Ministério da Saúde diz que é preciso continuar a vigilância contra a doença.

arte dengue
Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Brasil passa de mil mortes por dengue em 2024 e se aproxima de recorde histórico

Foto: CDC

O Brasil passou de mil óbitos por dengue em 2024. Segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde atualizados nesta quarta-feira (03), o país registrou 1.020 mortes nas primeiras treze semanas deste ano.

Este é o terceiro maior número desde o início da série histórica, em 2000. O recorde de óbitos ocorreu em 2023, com 1.094. Já o segundo ano com maior número foi 2022 com 1.053.

No mesmo período do ano passado, em 3 meses, o Brasil tinha 388 mortes. Além disso, até o momento, 2.671.332 casos foram registrados nas primeiras treze semanas deste ano, uma taxa inédita. Em 2023, foram 589.294 casos entre as semanas 01 e 13.

Em fevereiro, a a secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, afirmou que a estimativa do Ministério da Saúde é que o país registre, neste ano, 4,2 milhões de casos.

Apesar disso, nesta semana, o governo afirmou que a maioria dos estados brasileiros já superou o pico de casos de dengue.

Das 27 unidades da federação, oito estão em “tendência de queda consolidada” e 12 estão em “tendência de estabilidade”.

Ao todo, 11 unidades da federação decretaram emergência por causa da dengue: Acre, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Amapá, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

JOÃO PESSOA: Expectativa de vida fica abaixo de 70 anos, aponta SUS

Praia do Cabo Branco, em João Pessoa (Foto: Maurílio Júnior)

Informações do Instituto Cidades Sustentáveis, que tem como base os dados do Sistema Único de Saúde (SUS), mostram que a expectativa de vida em João Pessoa está abaixo dos 70 anos. De acordo com o ranking, a capital da Paraíba aparece na 11ª posição do país, com média de 68 anos, atrás de Natal e Fortaleza no Nordeste.

Coordenador-geral do instituto responsável por coletar os dados, Jorge Abrahão aponta que “a idade média ao morrer é o resultado de uma combinação de fatores. É baixa, geralmente, porque existe um problema maior de mortalidade jovem e infantil, que são reflexos de problemas nas áreas da saúde, da violência, de educação, de saneamento, de habitação”.

Confira o ranking completo

– Belo Horizonte (MG): 72 anos;

– Porto Alegre (RS): 72 anos;

– Rio de Janeiro (RJ): 71 anos;

– Curitiba (PR): 70 anos;

– Florianópolis (SC): 70 anos;

– São Paulo (SP): 70 anos;

– Vitória (ES): 70 anos;

– Natal (RN): 69 anos;

– Fortaleza (CE): 68 anos;

– Goiânia (GO): 68 anos;

– João Pessoa (PB): 68 anos;

– Recife (PE): 68 anos;

– Belém (PA): 67 anos;

– Campo Grande (MS): 67 anos;

– Aracaju (SE): 66 anos;

– Cuiabá (MT): 65 anos;

– Maceió (AL): 65 anos;

– Salvador (BA): 65 anos;

– Teresina (PI): 65 anos;

– Rio Branco (AC): 64 anos;

– São Luís (MA): 64 anos;

– Porto Velho (RO): 61 anos;

– Manaus (AM): 59 anos;

– Palmas (TO): 59 anos;

– Macapá (AP): 58 anos;

– Boa Vista (RR): 57 anos.

Blog do BG PB com MaurílioJR

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Lei autoriza distribuição gratuita de medicamentos a base de cannabis em João Pessoa

Canabinoide
Cannabis (Foto: Maj. Will Cox/Released/Georgia Army National Guard)

Uma lei promulgada pela Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) e que já está em vigor autoriza as unidades de saúde públicas e privadas da Capital a distribuírem medicamentos a base de cannabis, de forma gratuita.

 

O texto estabelece que é direito do paciente receber medicamentos a base de canabidiol (CBD) ou tetrahidrocanabinol (THC) “desde que devidamente autorizado por ordem judicial ou pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, e prescrito por profissional médico acompanhado do respectivo laudo”.

A lei também especifica que o paciente deve estar inscrito e frequentando o serviço médico que prescreve o medicamento com acompanhamento no mínimo semestral – a ausência do paciente por mais de seis meses, desde que não justificada por motivos de saúde, vai implicar na suspensão do formecimento da medicação.

 

Uma lei nos mesmos moldes foi sancionada em maio de 2023 pelo prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, estabelecendo a política de distribuição de medicamentos a base de cannabis na cidade.

Para receber essa e outras notícias acesse o grupo do BG PB no Whatsapp

Blog do BG PB com Portal Correio

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Ministério da Saúde deixa faltar drogas para hanseníase e pacientes ficam sem tratamento

Foto: Geraldo Magela

O Ministério da Saúde vem enfrentando um cenário de escassez de medicamentos para hanseníase. Como resultado, pacientes de todo o país com a doença não conseguem iniciar ou acabam interrompendo o tratamento em todo o país.

Documento do ministério obtido pela Folha informa que os medicamentos usados no tratamento de primeira linha da hanseníase —poliquimioterapia e clofazimina— são doados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e ainda não foram recebidos.

O ministério disse em nota à reportagem que a OMS afirmou que houve atraso por problemas de produção e pelos problemas logísticos no transporte marítimo na região do Oriente Médio. A previsão é receber os produtos ainda em março.

No entanto, o Ministério da Saúde reconhece no documento que, em relação à clofazimina, os quantitativos recebidos no ano de 2023 já não eram adequados para suprir a demanda da rede por causa do aumento do consumo.

Entidades apontam que a distribuição irregular dos medicamentos já é observada desde o início da pandemia da Covid-19 e que a pasta não elaborou nenhum plano alternativo efetivo para lidar com o problema.

Em resposta à escassez, a pasta sugere no documento e em nota enviada à reportagem o uso de medicamento de segunda linha, conhecido como ROM (Rifampicina + Ofloxacino + Minociclina), em dose única mensal. Segundo a pasta, há respaldo científico para isso.

Mas especialistas apontam que os medicamentos de segunda linha oferecidos para suprir momentaneamente a situação não são eficazes para todos os tipos da doença. Além disso, que esses produtos também estão em falta em algumas regiões.

Francisco Faustino Pinto, coordenador nacional do Morhan (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase), disse que só há estudo científico de eficácia para a forma indeterminada da doença, não servindo para os outros tipos.

“[A recomendação de remédios de segunda linha] causa mais confusão que qualquer outra coisa. Apesar do discurso de posse da ministra Nísia [Trindade, da Saúde], que prometia destaque e abordagem transversal da hanseníase, observamos reduções orçamentárias e uma falta de avanço nesse sentido”, disse.

Para Marco Andrey Cipriani Frade, presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia e coordenador do Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária com ênfase em Hanseniase da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto, o Ministério da Saúde tem adotado abordagens “simplistas e irresponsáveis”, como a proposta do esquema ROM mensal, sem respaldo científico, além da mera escassez de medicamentos.

“Não tem havido esforços eficazes para assegurar a soberania do Brasil na produção ou aquisição desses e de outros fármacos essenciais para o tratamento da hanseníase”, afirmou Frade.

Os representantes das entidades acrescentam ainda que há um desconhecimento da pasta sobre a realidade local das unidades de saúde porque muitas não possuem também os medicamentos de segunda linha.

Essa escassez de medicamentos está afetando diretamente pacientes como o pintor Jairon Pereira Lima, 38, que aguarda desde fevereiro para iniciar o tratamento em Porto Nacional (TO), após a confirmação da doença.

Lima relata ter feito quatro visitas a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), sendo sempre informado de que o medicamento ainda não chegou. Ele descreve que a doença já está impactando significativamente sua qualidade de vida, pois sente fortes dores musculares.

“As manchas estão aumentando, e os sintomas da doença são bastante desconfortáveis. Há dias em que não consigo agachar devido à intensa dor muscular. A médica teve que prescrever remédios para aliviar a dor”, diz.

Folha de S. Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Taxa de suicídio entre crianças e jovens aumenta 3,7% no Brasil; No mundo, o índice caiu 36%

Foto: Photographee.eu/Adobe Stock

Na contramão da tendência global de queda no número de suicídios, um estudo da Fiocruz apontou que o Brasil registrou aumento de 3,7% nas taxas de suicídio e de 21% nos casos de automutilação de 2011 a 2022.

Apesar de o problema ser mais comum entre idosos, o aumento foi mais significativo no grupo de jovens de 10 a 24 anos: houve crescimento de 6% nas taxas de suicídio e de 29% nas taxas de autolesão. Enquanto a redução global de casos foi de 36%, nas Américas o aumento foi de 17%.

A constatação é de um amplo estudo realizado pelo Cidacs (Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde), da Fiocruz Bahia, em colaboração com pesquisadores de Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram mais de 1 milhão de dados disponíveis em 3 bases públicas: o SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), SIH (Sistema de Informações Hospitalares) e o Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Os resultados foram publicados na The Lancet Regional Health – Americas.

De acordo com a psicóloga Flávia Jôse Alves, pesquisadora do Cidacs, responsável pelo estudo, esse trabalho é parte do escopo de uma pesquisa maior, que avalia informações de saúde mental como um todo.

“As taxas de suicídio têm decrescido globalmente, mas no Brasil e na América Latina têm aumentado. Queríamos tentar entender como isso vem acontecendo e resolvemos cruzar as informações das 3 bases de dados públicas, que são totalmente independentes e não se conversam”, disse Flávia.

Após a análise estatística, um dos dados que chamou a atenção da pesquisadora é que os índices de suicídio registrados no período têm mantido um crescimento constante e não houve um aumento ou pico considerável durante a pandemia, ao contrário do que seria esperado por causa do aumento de casos envolvendo problemas de saúde mental. “O registro de suicídios permaneceu com uma tendência persistente ao longo do tempo”, afirmou a psicóloga.

Outro dado que chamou a atenção é que houve o aumento de registros em todos os grupos (indígenas, pardos, asiáticos, negros e brancos), mas o número de notificações e de mortes foi maior entre os indígenas e, dentre eles, houve menor taxa de hospitalizações.

Na avaliação da pesquisadora, os fatos sugerem que há a falta de acesso aos serviços de urgência e emergência, o que poderia atrasar as intervenções.

POR QUE O AUMENTO ENTRE OS JOVENS?

Em relação ao aumento de casos em pessoas cada vez mais jovens, Flávia disse que a pesquisa não avaliou os motivos, mas elenca algumas hipóteses que poderiam explicar: dentre elas, fatores socioeconômicos que impactam diretamente o acesso aos cuidados básicos de saúde, especialmente a saúde mental –isso inclui desde a falta de médicos especialistas na rede até a resistência em procurar ajuda quando o problema envolve saúde mental. Além disso, o isolamento social também é um fator que preocupa.

O psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein, concorda e ressalta que a falta de acesso ao médico especialista é um problema sério. “Ainda há um deficit de psiquiatras em muitas regiões do Brasil e, tirando as capitais e os grandes centros, há uma enorme escassez de especialistas, o que dificulta a adequada condução dos casos para que eles não evoluam para um grande sofrimento psíquico e, consequentemente, o suicídio”, declarou.

Kanomata afirma que o aumento mais expressivo dos casos na faixa etária mais jovem é algo que tem sido observado rotineiramente por colegas que trabalham com saúde mental. “São gerações mais atuais, muito diferentes das anteriores. São jovens que tiveram acesso a recursos, informações, educação, mas possuem um perfil mais imediatista. Eles tendem a ter um menor limiar, uma baixa tolerância à frustração, e esse também pode ser um dos motivos”, sugeriu o médico.

Além disso, Kanomata citou outros fatores de risco que podem ter aumentado ao longo do tempo –dentre eles os níveis de estresse e as autodemandas dos tempos atuais. “Antigamente não se falava em burnout e hoje ele é um transtorno reconhecido pela Organização Mundial da Saúde no CID 11. Estamos vivendo um momento em que talvez essas atuais gerações não estejam conseguindo lidar com o aumento do estresse”, declarou.

COMO IDENTIFICAR ALGUÉM EM RISCO? 

O psiquiatra diz que muitas vezes é possível identificar sinais que indicam que uma pessoa está em sofrimento psíquico intenso, como grau de humor mais entristecido, apatia, diminuição de interesses, falta de vontade, de energia, de disposição para realizar atividades básicas, prejuízos com o autocuidado, redução do contato social ou isolamento, alterações de apetite e de sono e discurso mais pessimista em relação à vida e ao futuro.

“São detalhes que, se aparecem de forma sustentada e se tornam constantes, merecem atenção, para que a pessoa procure profissionais da área da saúde mental, tanto psiquiatras quanto psicólogos”, declarou Kanomata.

Em caso de necessidade de apoio emocional, o CVV (Centro de Valorização da Vida) recebe ligações gratuitas por meio do telefone 188. O site Mapa da Saúde Mental também pode ser usado para encontrar um serviço mais próximo.

Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Nísia culpa o clima pela dengue e afirma que a vacina não vai solucionar a epidemia

ImagemFoto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, voltou a responsabilizar as “mudanças climáticas” pela epidemia de dengue no Brasil, nesta quarta-feira, 20. De acordo com dados da pasta, o Brasil alcançou ontem 1,8 milhão de casos da doença, um recorde histórico, além de 561 mortes.

Sobre a falta de doses para toda a população, Nísia disse que nenhum país tem em abundância a vacina japonesa Qdenga, a mais conhecida até o momento. Dessa forma, o governo federal está incentivando a produção nacional, por meio do Instituto Butantan. Não há, porém, data para um cronograma ser divulgado. “Está em processo, mas não temos ainda a definição precisa de quantas doses poderão ser produzidas, pois há várias questões técnicas que não vou comentar”, disse.

A ministra, contudo, disse que o imunizante em si não será o responsável por mitigar a crise sanitária. “A vacina é um instrumento importantíssimo a médio e longo prazo, mas não é a solução para essa epidemia, ainda mais uma que é aplicada em duas doses com intervalo de três meses”, disse, durante entrevista coletiva prevista para as 11 horas, mas que ocorreu quase uma hora depois.

“Parece que todos os problemas de saúde foram antecipados neste ano”, observou a ministra. “Isso não é por acaso. Tem a ver com fatores climáticos e ligados aos próprios vírus.” Nísia Trindade ficou pouco tempo e deixou cinco técnicos na mesa para apresentar dados e solucionar dúvidas.

Para receber essa e outras notícias acesse o grupo do BG PB no Whatsapp

Revista Oeste

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.