Saúde

‘Respiração anal’: conheça técnica japonesa que pode salvar vidas

Técnica pode ajudar pessoas com problemas respiratórios. — Foto: Reprodução/RPC

Já imaginou poder respirar por outro orifício? Esse mesmo que você está pensando. Pesquisadores japoneses desenvolveram uma técnica para levar oxigênio ao resto do corpo pela porta de trás.

O nome oficial da técnica é ventilação enteral. E consiste em bombear um líquido rico em oxigênio para dentro do intestino, um órgão cheio de veias prontas para absorver tudo e jogar para a corrente sanguínea.

O autor principal do estudo é o médico e pesquisador Takanori Takebe, um médico cujo foco principal era usar células-tronco para criar fígados em laboratório. Mas que resolveu tocar esse “side quest” depois que seu pai precisou ser intubado por causa de uma pneumonia.

E mais recentemente (e pela primeira vez na história), com humanos. Esse primeiro teste foi só para verificar a segurança da injeção e manutenção de um líquido no intestino humano. E os 27 homens que participaram dele conseguiram segurar o fluido por uma hora sem absorver o líquido em si nem sofrer efeitos adversos graves – a não ser uma ou outra flatulência.

E a ideia não poderia ter vindo de outro país. Afinal, segundo a mitologia japonesa, cada um de nós tem um shirikodama, ou uma “pequena bola no ânus”. Que não é um abscesso retal. Mas sim uma esfera que conteria a alma humana. Ao menos segundo algumas versões da lenda do kappa, um yokai, ou demônio que tem como objetivo roubá-la.

Ou seja, nesse cenário, a técnica dos pesquisadores poderia levar oxigênio direto para a nossa alma.

g1

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Saúde

Bar do Cuscuz e mais dois estabelecimentos são notificados pela Sudema por irregularidades ambientais

Quatro estabelecimentos foram notificados, nesta segunda-feira (12), por irregularidades ambientais, durante a operação Orla Limp, da Sudema, por meio da operação Orla Limpa. O segundo dia de operação ocorreu nesta segunda-feira (12), nos bairros de Tambaú, Cabo Branco e Manaíra, e resultou na notificação de quatro estabelecimentos

Bar do Cuscuz: Terá 72 horas para realizar reparos no sifão da caixa de gordura.

Panificadora Eldorado: Prazo de 15 dias para para readequação e impermeabilização da caixa coletora de esgoto do estabelecimento.

Confeitaria Lá Trufel: Tem três dias para realizar uma ligação correta da pia localizada no primeiro andar à rede principal de esgoto do estabelecimento.

Braseiro Restaurante e Churrascaria: Prazo de 15 dias para construir uma caixa de gordura.

Após o vencimento dos prazos estabelecidos, a Sudema realizará novas vistorias para verificar o cumprimento das exigências. O descumprimento das notificações poderá resultar em penalidades previstas na legislação ambiental vigente, incluindo autuação, embargo de atividades e a suspensão de licenças ambientais.

A próxima operação está prevista para a próxima quarta-feira (14), no bairro de Manaíra.

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Saúde

Paraíba registra quase 9 mil casos de arboviroses em um ano

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A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (Gevs), divulgou, nessa terça-feira (7), o balanço dos casos de arboviroses registrados no estado, com dados referentes ao período de 4 de janeiro de 2025 a 3 de janeiro de 2026.

De acordo com o boletim epidemiológico, foram registrados 8.963 casos prováveis de arboviroses na Paraíba. Desse total, 7.723 correspondem a dengue, 567 a chikungunya, 20 a zika e 651 a oropouche, evidenciando a circulação simultânea desses vírus no território paraibano.

No que se refere aos óbitos, o estado confirmou, no período analisado, nove mortes por dengue, sendo cinco no município de João Pessoa, uma em Campina Grande, uma em Solânea, uma em Tavares e uma em São Domingos do Cariri. A Paraíba registrou ainda dois óbitos por chikungunya, ocorridos nos municípios de Campina Grande e Prata.

A técnica responsável pela Vigilância das arboviroses da SES-PB, Carla Jaciara, destacou que as 1ª, 3ª e 7ª Regiões de Saúde apresentaram as maiores incidências de casos. Segundo ela, a atenção aos sintomas e a busca precoce por atendimento são fundamentais para reduzir complicações.

“É de extrema importância que a população esteja sempre atenta aos sinais de alerta e de gravidade, como febre, dor de cabeça, náuseas, manchas pelo corpo e, especialmente, dor abdominal, que é um sinal de alerta importante. Diante de qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar o serviço de saúde para que o caso seja notificado de forma oportuna”, explicou.

A técnica também reforçou o papel da população no enfrentamento das arboviroses. “Além de buscar atendimento, é essencial que cada cidadão faça sua parte, eliminando focos de água parada de forma contínua e assertiva, contribuindo diretamente para a redução do número de casos registrados em todo o estado”, completou Carla Jaciara.

De forma permanente, a SES-PB desenvolve ações integradas junto aos municípios e às Gerências Regionais de Saúde, com foco no monitoramento, supervisão e assessoramento das estratégias de prevenção e controle das arboviroses. Entre as iniciativas estão oficinas de qualificação para aplicação de inseticidas em pontos estratégicos, voltadas aos Agentes de Controle de Endemias e Supervisores de Campo, além de agendas específicas como Dias D de vacinação, ações educativas e atividades de orientação direta à população.

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Saúde

Pacientes com câncer de próstata demoram quatro meses para começar tratamento no SUS

Levantamento exclusivo feito pelo R7 Planalto revela demora por tratamentoMarcelo Camargo/Agência Brasil – arquivo

Quase 50% dos pacientes diagnosticados com câncer de próstata no SUS em 2024 demoraram mais de 60 dias para iniciar um tratamento adequado.

Ao todo, no ano passado foram 42 mil homens diagnosticados com neoplasia maligna da próstata, o câncer de próstata. Desses, 24% iniciaram tratamento antes de 60 dias, 27% não tiveram detalhamento do tempo de espera, e 49% demoraram mais de dois meses para iniciar o combate à doença.

Desses 49%, há aqueles que esperaram quase um ano para ter acesso a uma intervenção médica. Veja raio-x:

Metade dos diagnosticados precisam esperar mais de dois meses para tratamentoLuce Costa/Arte R7

Vale lembrar que desde 2012 está em vigor a Lei nº 12.732, que obriga o SUS a iniciar o tratamento de pacientes com câncer — seja cirurgia, radioterapia ou quimioterapia — em no máximo 60 dias após o diagnóstico confirmado por laudo patológico. O objetivo é evitar que esses pacientes fiquem em longas esperas que podem agravar o quadro de saúde.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que tem expandido a capacidade de diagnóstico e tratamento da doença. “Nos últimos dois anos (2023-2024), foram realizados mais de 547 mil diagnósticos de câncer – um crescimento de 20% em relação ao período anterior. Desde 2023, já foram adquiridos 53 aceleradores lineares no âmbito do Programa Radioterapia, desde 2023”, disse.

R7 Planalto

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Saúde

João Pessoa passa a oferecer exame de urodinâmica

Hospital Santa Isabel (Foto: Divulgação/Secom-PMJP)

O Hospital Municipal Santa Isabel (HMSI) passa a oferecer, a partir deste mês, mais um importante serviço aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se do estudo urodinâmico, um exame fundamental para o diagnóstico do mal funcionamento da bexiga, tanto em homens quanto em mulheres.

O serviço, que será entregue no próximo dia 29, é inédito na Rede Municipal de Saúde.

De acordo com o médico urologista Rafael Rebouças, que coordena o Serviço de Urologia do Hospital Santa Isabel, o estudo urodinâmico é muito importante para pacientes com aumento da próstata, mulheres e homens com incontinência urinária e pacientes com doenças neurológicas da bexiga.

“É uma gama de pacientes que vão se beneficiar com o estudo urodinâmico, que hoje é muito difícil de conseguir na rede pública. Agora, o Hospital Santa Isabel vai expandir esse atendimento, favorecendo os pacientes que têm patologias prostáticas ou vesicais”, destacou.

A diretora-geral do HMSI, a médica Adriana Lobão, comemorou a implantação do novo serviço, destacando sua importância para a parte urológica do homem e da mulher. “Nós vamos ofertar o serviço para os homens e as mulheres. Em relação às mulheres, esse exame é necessário em algumas patologias femininas”, explicou.

Ela ressaltou também que o Hospital Santa Isabel, com a oferta do estudo urodinâmico, aumenta o acesso da população ao exame, que atualmente atende a uma quantidade restrita de pacientes do SUS.

“Nós ficamos felizes em saber que estamos oferecendo mais um serviço para os pacientes do SUS, que estamos proporcionando ao paciente que está precisando do exame fazer de forma mais rápida, com a inauguração desse novo serviço. Na prática, estamos aumentando a possibilidade do paciente ter acesso a esse exame na Capital pelo SUS”, declarou

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Saúde

João Pessoa registra aumento de ISTs em idosos

Apesar de muitas pessoas manterem uma vida sexual ativa após os 60 anos, ainda é comum que os cuidados de prevenção não acompanhem essa fase da vida. A falta de proteção aumenta o risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e pode comprometer a qualidade de vida. Em João Pessoa, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem intensificado ações de conscientização voltadas ao público idoso.

Segundo a chefe do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais da SMS, Jessica Mendonça, os dados dos últimos dez anos mostram uma variação pequena , cerca de 0,01%, na incidência de ISTs entre idosos do município. Apesar do crescimento discreto, o cenário revela uma tendência contínua de aumento.

“Esse número não diminui a relevância do fenômeno. Ele aponta mudanças no comportamento da população idosa, que permanece sexualmente ativa, mas muitas vezes sem adotar medidas de prevenção. Além disso, a baixa incidência pode refletir subnotificação, já que idosos historicamente não são o foco de políticas de testagem ou campanhas preventivas”, explicou.

Jessica ressalta que o estigma sobre a sexualidade na terceira idade, mudanças nas práticas sexuais, percepção equivocada de baixo risco e falta de informação contribuem para que muitos idosos deixem de se prevenir. “Durante grande parte da vida adulta, o uso de preservativos não era um hábito comum. Isso dificultou a adoção desse cuidado, mesmo em novos relacionamentos. Há ainda uma falsa sensação de segurança e a ausência da preocupação com gravidez após a menopausa”, completou.

Prevenção e assistência

A Rede Municipal de Saúde oferece gratuitamente preservativos masculinos e femininos em Unidades de Saúde da Família (USFs), policlínicas, hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Para ampliar o acesso ao diagnóstico, idosos podem realizar testes rápidos para ISTs na Policlínica da Pessoa Idosa, nas policlínicas municipais e nas USFs. O Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids e Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA) também é referência no atendimento.

Além da distribuição de preservativos e testagens, equipes da SMS desenvolvem ações educativas em salas de espera da Atenção Básica e em eventos públicos, como blocos de Carnaval. Profissionais de saúde são orientados a abordar a sexualidade de forma acolhedora, sem tabus, respeitando o contexto social e emocional de cada paciente.

Serviço

Policlínica da Pessoa Idosa
Endereço: Praça Caldas Brandão, anexo ao Hospital Municipal Santa Isabel (HMSI)
Horário: Segunda a sexta, das 7h às 11h e das 13h às 17h

SAE/CTA
Endereço: Rua Alberto de Brito, 413, Jaguaribe – dentro do complexo da Policlínica Municipal de Jaguaribe
Horário: Segunda a sexta, das 7h às 11h e das 12h às 16h

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Saúde

Vacina inédita contra câncer de pulmão avança para testes em humanos e abre nova fronteira na prevenção

Foto: Freepik

A partir de 2026, a comunidade científica dará um passo inédito: começam os primeiros testes em humanos da LungVax, a primeira vacina do mundo desenvolvida para prevenir o câncer de pulmão. Criada pela Universidade de Oxford em parceria com a University College London, a pesquisa recebeu investimento de R$ 13 milhões e propõe uma estratégia inovadora: treinar o sistema imunológico para reconhecer e eliminar células pulmonares que começam a apresentar alterações suspeitas — antes mesmo da formação de um tumor.

A tecnologia usada na LungVax se baseia em um vetor viral não replicante, semelhante ao da vacina de Oxford/AstraZeneca. Dentro desse vetor, os pesquisadores inserem um fragmento de DNA que leva o organismo a produzir a proteína NY-ESO-1, marcador típico de células que iniciam mutações precoces. Ao expor o corpo a esse sinal antes da doença existir, a vacina cria um sistema de vigilância contínua, capaz de identificar e atacar possíveis focos de câncer logo no início — uma abordagem definida por especialistas como uma nova camada de proteção imunológica.

Os primeiros testes serão divididos em duas etapas. A fase 1, com 30 participantes, vai avaliar a segurança, possíveis efeitos colaterais e a dose ideal. Já a fase 2 deve envolver 560 voluntários com alto risco de desenvolver ou voltar a ter câncer de pulmão, permitindo identificar os primeiros sinais de eficácia. Inicialmente, a vacina será testada em pacientes já operados e em pessoas que participam de programas de rastreamento, mas especialistas afirmam que fumantes, ex-fumantes e grupos de risco podem ser considerados futuramente, caso os resultados sejam positivos.

O câncer de pulmão segue como o tipo que mais mata no mundo há três décadas, em parte pela dificuldade do diagnóstico precoce. Por isso, pesquisadores destacam o potencial transformador da LungVax, que aposta na prevenção antes que o tumor exista. Embora os especialistas enfatizem que o estudo está apenas no início e requer cautela, a expectativa é que a vacina inaugure uma nova geração de estratégias contra o câncer, focadas em impedir que a doença se forme.

Com informações do G1

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Saúde

UTI e Posto de Enfermagem do Hospital Pedro I são interditados em CG

Hospital Pedro I, em Campina Grande

O Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) interditou eticamente, na tarde desta sexta-feira (13), a Unidade de Terapia Intensiva Adulto, o Posto de Enfermagem e o Centro de Material e Esterilização do Hospital Pedro I, em Campina Grande. De acordo com o órgão, a medida se faz necessária diante de “graves falhas na estrutura”, uma vez que a unidade vem funcionando “condições inadequadas”.

Segundo a portaria de interdição, o hospital apresenta “precariedade de equipamentos, armazenamento incorreto de materiais críticos, registros irregulares de enfermagem, procedimento de rotina inadequado, deficiências na higiene e falta de privacidade nos cuidados aos pacientes”, o que, para o Conselho, acaba “comprometendo a qualidade da assistência e a segurança dos usuários”.

“As condições verificadas nos setores interditados representam risco iminente à integridade física e à saúde dos pacientes, além de afrontarem princípios fundamentais de dignidade, privacidade e direitos humanos, sobretudo pela exposição indevida durante procedimentos, ambiente insalubre e ausência de protocolos assistenciais seguros”, diz o texto.

O Conselho informou que a interdição ética constitui medida excepcional, porém necessária e proporcional diante da gravidade do cenário constatado, visando resguardar os direitos fundamentais dos pacientes, a integridade da equipe de enfermagem”.

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Saúde

Ministério da Saúde escolheu proposta mais cara para parceria da caneta emagrecedora

Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde firmou uma parceria com a EMS para produzir a chamada “caneta emagrecedora”, mesmo com proposta mais cara do que a concorrente Biomm, e excluiu projetos apresentados por laboratórios de São Paulo e Goiás. O contrato, assinado pela Farmanguinhos/Fiocruz em agosto, tem prazo de cinco anos e vincula o fornecimento futuro do medicamento ao SUS, sem licitação.

A informação é da coluna do Tácio Lorran, do Metrópoles. Apesar de a EMS ter obtido menor pontuação no critério preço, a empresa foi escolhida por já ter solicitado registro do medicamento na Anvisa, ainda em análise. O Ministério da Saúde afirmou que não participou diretamente do acordo e que não há compromisso formal de compra, embora a previsão tenha sido publicada no Diário Oficial da União. A Conitec, por sua vez, rejeitou a inclusão do medicamento na rede pública.

Propostas alternativas, apresentadas pela Fundação para o Remédio Popular (Furp) de São Paulo e pelo Iquego de Goiás, foram descartadas, segundo o governo, por descumprirem requisitos técnicos, como a ausência de transferência de tecnologia ou problemas na composição da parceria. Ambas estavam em análise de recurso desde julho de 2025.

O planejamento inicial da Farmanguinhos previa parcerias via PDP ou PDIL, modalidades que incluem transferência de tecnologia e avaliação rigorosa pelo TCU. No entanto, o contrato com a EMS foi formalizado como “parceria para pesquisa, desenvolvimento e inovação”, um rito mais simples. A Fiocruz afirma que pretende apresentar proposta de PDP em futura chamada pública e defende que o acordo com a EMS, embora mais caro, é o mais vantajoso para a administração pública.

Com informações do Metrópoles

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Saúde

AVC mata uma pessoa a cada seis minutos no Brasil

O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, figura atualmente como uma das principais causas de morte e incapacidade física no mundo. Dados da consultoria especializada em gestão de saúde e custos hospitalares Planisa indicam que, a cada 6,5 minutos, uma pessoa morre em razão do AVC no país.

Os números revelam ainda custos hospitalares relacionados ao tratamento do AVC no sistema de saúde brasileiro. Entre 2019 e setembro de 2024, foram contabilizadas 85.839 internações, com permanência média de 7,9 dias por paciente, resultando em mais de 680 mil diárias hospitalares.

Desse total de diárias, 25% foram em unidades de terapia intensiva (UTI) e 75% em enfermarias. No período analisado, os gastos acumulados chegaram a R$ 910,3 milhões, sendo R$ 417,9 milhões em diárias críticas e R$ 492,4 milhões em diárias não críticas. Apenas em 2024, até setembro, o montante já ultrapassava R$ 197 milhões.

O levantamento mostra que, ao longo dos anos, houve crescimento constante dos custos, que praticamente dobraram entre 2019 e 2023, passando de R$ 92,3 milhões para R$ 218,8 milhões. O aumento acompanha a alta no número de internações por AVC, que saltou de 8.380 em 2019 para 21.061 em 2023.

Entenda

De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. O quadro acomete mais homens e, quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de recuperação.

A pasta classifica como primordial estar atento a sinais e sintomas como confusão mental; alteração da fala e da compreensão; alteração na visão (em um ou em ambos os olhos); dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente; alteração do equilíbrio, tontura ou alteração no andar; e fraqueza ou formigamento em um lado do corpo.

O diagnóstico do AVC é feito por meio de exames de imagem que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do derrame cerebral – isquêmico ou hemorrágico. A tomografia computadorizada de crânio, segundo o ministério, é o método mais utilizado para a avaliação inicial, demonstrando sinais precoces de isquemia.

Os fatores de risco listados pela pasta incluem hipertensão; diabetes tipo 2; colesterol alto; sobrepeso; obesidade; tabagismo; uso excessivo de álcool; idade avançada; sedentarismo; uso de drogas ilícitas; e histórico familiar, além de ser do sexo masculino.

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