Saúde

Brasil recebe primeiro lote de antídoto contra intoxicação por metanol

Foto: Governo de SP

O Ministério da Saúde recebe nesta quinta-feira (9) o primeiro lote de fomepizol, antídoto usado no tratamento de intoxicações por metanol — substância tóxica presente em bebidas alcoólicas adulteradas. Ao todo, chegaram 2,5 mil unidades, adquiridas de forma inédita pelo país por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O medicamento será incorporado ao estoque estratégico do Sistema Único de Saúde (SUS). A entrega ocorreu em cerimônia com a presença de representantes da pasta, da Anvisa e da Opas. O fomepizol é considerado um dos tratamentos mais eficazes para intoxicações causadas pelo consumo de bebidas falsificadas ou adulteradas.

Além do antídoto, a Anvisa autorizou a produção nacional de álcool etílico injetável (etanol), também usado no tratamento de intoxicação por metanol. A medida deve ampliar a oferta de etanol de grau farmacêutico no país.

Segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado na quarta-feira (8), o Brasil registrou 259 casos suspeitos de intoxicação por metanol. Desses, 24 foram confirmados e 5 resultaram em morte.

O estado de São Paulo concentra a maioria dos registros, com 201 casos — sendo 20 confirmados. Há ainda 11 mortes em investigação em quatro estados: Mato Grosso do Sul, Pernambuco, São Paulo e Paraíba.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Laudo sobre morte suspeita de intoxicação por bebida com metanol na Paraíba deve sair até esta segunda

A Secretaria de Saúde da Paraíba deve divulgar, até esta segunda-feira (6), o laudo sobre a morte de Raniel Dantas, de 32 anos, suspeita de intoxicação por bebida alcoólica adulterada com metanol. Raniel morreu nesse sábado (4) e é o primeiro caso suspeito de intoxicação por bebida adulterada em investigação na Paraíba.

De acordo com o secretário de Saúde, Ari Reis, as análises vão identificar se há substâncias associadas à intoxicação.

“As primeiras amostras deste paciente foram coletadas com a presença do IPC (Instituto de Polícia Científica). Elas seguem para análise, que vai medir se existem substâncias associadas à intoxicação. Esperamos que o laudo seja emitido em até 48 horas e já temos previsão de uma agenda na próxima segunda-feira na SES para elucidar o caso”, disse.

Informações dão conta que a vítima havia consumido bebida alcoólica nos últimos três dias. Inicialmente, Raniel foi internado no Hospital Regional de Picuí e, posteriormente, transferido para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde não resistiu após três paradas cardiorrespiratórias.

Além da investigação laboratorial, a SES acompanha operações de fiscalização em Baraúna, cidade de origem da vítima, realizadas neste sábado pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) e pela Polícia Civil. Essa ação desencadeou uma segunda operação de fiscalização na cidade de Picuí.

Este é o primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol registrado na Paraíba. A Secretaria orienta que a população evite consumir bebidas de origem desconhecida e procure atendimento médico imediato ao apresentar sintomas como náuseas, vômitos, dor abdominal, alterações visuais ou desorientação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

URGENTE: Paciente com suspeita de intoxicação por metanol morre na PB

Foto cedida pelo Blog do Márcio Rangel

O paciente de 32 anos com suspeita de intoxicação por metanol morreu na tarde deste sábado (4) no Hospital de Trauma de Campina Grande. Natural de Baraúna, ele havia dado entrada no Hospital Regional de Picuí e foi transferido em estado crítico, com suporte de múltiplos aparelhos. Durante o trajeto e na chegada ao Trauma, sofreu duas paradas cardíacas.

Segundo a SES, o paciente apresentava quadro clínico grave, compatível com ingestão de bebida com possível presença de metanol. Foram adotadas medidas de suporte intensivo e uso de antídoto específico, conforme os protocolos clínicos, mas o quadro se agravou e ele não resistiu.

“Apesar de todos os esforços das equipes médicas das duas unidades hospitalares, o paciente apresentou agravamento progressivo do quadro e não resistiu às complicações”, diz a nota.

A Secretaria informou ainda que a Polícia Civil e a Agevisa já estão em Baraúna, cidade de origem do paciente, para investigar a procedência da bebida e adotar as medidas sanitárias cabíveis.

Como resposta à gravidade do caso, a SES-PB criou um Grupo de Trabalho Interdisciplinar para reforçar a fiscalização e o monitoramento da possível circulação de bebidas adulteradas no estado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Ministério da Saúde confirma 113 registros de intoxicação por metanol

Até está sexta-feira (3), 113 casos de intoxicação por metanol após a ingestão de bebida alcoólica haviam sido registrados em todo o país, informou o Ministério da Saúde. A pasta começou a divulgar um boletim diário dos casos, com base nos dados enviados pelos estados.

Ao todo, são 11 casos confirmados e 102 em investigação. Na divisão por estados, São Paulo lidera com 101 registros (11 confirmados e 90 em investigação).

Também há casos suspeitos nos seguintes estados:

  • 6 em Pernambuco;
  • 2 na Bahia;
  • 2 no Distrito Federal;
  • 1 no Paraná;
  • 1 no Mato Grosso do Sul.

Do total de casos notificados, 12 resultaram em morte, das quais uma está confirmada no estado de São Paulo e 11 estão sendo investigadas.

Os óbitos investigados estão divididos pelos seguintes estados:

  • 8 em São Paulo;
  • 1 em Pernambuco;
  • 1 na Bahia;
  • 1 no Mato Grosso do Sul.

Informadas pelos Centros de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (Cievs) estaduais, as notificações de intoxicação por metanol foram repassadas ao Cievs nacional, que consolida os dados.

Agência Brasil 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Cantor Hungria é internado com suspeita de intoxicação por metanol

Foto colorida do cantor Hungria - Metrópoles

O rapper Gustavo da Hungria, 34 anos, conhecido como Hungria Hip Hop (foto em destaque), foi internado às pressas na manhã desta quinta-feira (2/10), no Hospital DF Star. A equipe do cantor confirmou que a principal suspeita é de intoxicação por metanol.

De acordo com boletim emitido pela unidade de saúde particular, o artista apresenta um quadro de cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica. O pai de Hungria, Manoel Neves, ao Metrópoles, disse que o filho deu entrada no pronto-socorro, que conta com aparato de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Ele agora está bem, longe do perigo”, tranquilizou Manoel.

Todos os sintomas do cantor de rapper são associados à intoxicação por metanol, que já matou seis pessoas em São Paulo – há um óbito confirmado e cinco sob suspeita.

Até o momento, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) não confirmou oficialmente nenhum caso de intoxicação por metanol na capital do país. A Polícia Civil do DF (PCDF), ao tomar conhecimento da notícia, enviou investigadores ao hospital para conversar com familiares do rapper e instaurar inquérito policial para apurar a origem da possível contaminação.

Hungria começou a passar mal na casa de amigos, em Vicente Pires. A bebida, uma garrafa de vodka, seria sido comprada em uma distribuidora da região adminisrativa.

Segundo a agenda de shows, Hungria faria um show nesta sexta-feira (3/10) em Ribeirão das Neves (MG), mas a apresentação foi cancelada.

A assessoria de imprensa do cantor se manifestou, por meio de nota, e reforçou que a condição dele ocorreu após ingestão de bebida adulterada, “em situação que remete aos casos recentemente noticiados em São Paulo”.

“Por orientação médica e com o objetivo de preservar sua saúde, os shows previstos para este final de semana serão remarcados. O artista permanece em acompanhamento e já está fora de risco iminente. Agradecemos a compreensão dos fãs, da imprensa e de todos os parceiros neste momento”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Acelerar áudios e vídeos aumenta ansiedade e prejudica saúde mental, diz pesquisa

O hábito cada vez mais comum de ouvir áudios e assistir vídeos em velocidades de 1,5x ou 2x, pode trazer impactos negativos à saúde mental. Segundo uma pesquisa do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), 31,6% dos brasileiros entre 18 e 24 anos já receberam diagnóstico de ansiedade. A pressa em consumir conteúdos digitais pode contribuir para o aumento desse quadro.

De acordo com a psicóloga da Hapvida, Rosimery Santos, ouvir mensagens ou assistir vídeos acelerados pode provocar sintomas como síndrome do pensamento acelerado, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), dificuldade de espera, problemas de comunicação e déficit de clareza na expressão verbal. Ela explica que as pessoas passam a perder o propósito real dos conteúdos consumidos e, consequentemente, desenvolvem pensamentos e ações mais ansiosos.

Rosimery aponta que ao longo do tempo a pessoa não consegue mais acompanhar conteúdos em velocidade normal, afetando não apenas a saúde mental, como também a capacidade de concentração. “As consequências vão desde dificuldades de atenção, até a perda do repertório aprendido ao longo da vida, além de crises de ansiedade, desregulação emocional e defasagem na aprendizagem. Outro ponto é que, com o tempo, esse comportamento também pode comprometer a comunicação interpessoal, tornando as pessoas mais impacientes”, alerta.

O cérebro também sofre alterações com a repetição desse costume. Segundo a psicóloga, acostumar-se a consumir tudo acelerado faz com que o ritmo normal pareça “lento demais”, o que gera impaciência em outras áreas da vida. “A aceleração não fica restrita apenas ao conteúdo digital. Ela se generaliza para outros contextos, tornando pouco prazeroso diminuir o ritmo”, completa.

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Doses mais altas de Mounjaro chegam ao Brasil em setembro e outubro

Foto: Reprodução

A farmacêutica Eli Lilly anunciou nesta segunda-feira (15) a chegada de dosagens mais altas de Mounjaro no mercado brasileiro. De acordo com a empresa, canetas com concentrações de 7,5 mg e 10 mg de tirzepatida, o princípio ativo do medicamento, serão disponibilizadas nas farmácias já na segunda quinzena de setembro e na segunda metade de outubro, respectivamente.

Com isso, os pacientes brasileiros passam a contar com quatro dosagens de Mounjaro: 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg e 10 mg. Todas foram estudadas e aprovadas em eficácia e segurança.

A tirzepatida é uma molécula agonista duplo de GLP-1 e GIP, hormônios gerados no intestino e liberados depois das refeições. Isso significa que o medicamento tem a capacidade de estimular a ação tanto do GLP-1 quanto do GIP, aumentando a produção de insulina pelo pâncreas para manter o controle do açúcar no sangue, além de atuar na redução do apetite.

“Estamos entusiasmados de poder trazer as novas dosagens para o mercado local. A Lilly é uma empresa com mais de 100 anos de história e experiência em cardiometabolismo e por isso sabemos o impacto do tratamento para os pacientes com diabetes tipo 2, e obesidade, que agora devem contar com doses ainda mais potentes para atender suas necessidades médicas individualizadas”, explica Felipe Berigo, Diretor Executivo de Cardiometabolismo da Lilly no Brasil, em comunicado divulgado à imprensa.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Paraíba registra mais 4 mortes por dengue e 7 mil casos de arboviroses

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (Gevs), divulgou, nesta segunda-feira (8), mais um boletim epidemiológico com o balanço de arboviroses no estado. No período de 1º de janeiro a 30 de agosto de 2025, foram registrados 7.036 casos prováveis de arboviroses, sendo 5.859 de dengue, 508 de chikungunya, 17 de zika e 652 de febre oropouche.

De acordo com o boletim, em relação ao mesmo período do ano passado, observa-se uma redução de 52,64% para os casos prováveis de dengue. Já para os casos prováveis de chikungunya houve uma redução de 65,77%, e quanto aos casos prováveis de zika, foi registrada uma redução de 77,92%.
Até o momento, foram confirmados quatro óbitos para dengue, sendo três no município de João Pessoa e um em São Domingos do Cariri. E dois óbitos para Chikungunya, sendo um em Campina Grande e um na cidade de Prata.

A técnica responsável pelas arboviroses na SES, Carla Jaciara, reforça a importância dos cuidados que a população precisa ter para combater o mosquito Aedes Aegypti,  transmissor da dengue, zika e chikungunya. “Precisamos manter sempre a vigilância sobre as medidas de prevenção dessas doenças e lembrar que elas começam nas nossas casas. É nosso dever eliminar, de forma adequada e correta, os focos que acumulam água, a exemplo de garrafas, tampas, cascas de ovo, folhas, jarros e ficar atentos às datas da coleta de lixo. Se cada um fizer a sua parte, todo mundo sai ganhando!”, alertou.

“Ao apresentar sintomas sugestivos dessas doenças, é oportuno que o cidadão não se automedique, mas sim procure o serviço de saúde o mais rápido possível para que receba o atendimento necessário e o seu caso não se agrave. Na unidade de saúde, irão coletar a amostra e encaminhá-la para o Lacen, laboratório de referência, para que o caso seja tratado de forma adequada”, ressaltou Carla Jaciara.

Sintomas das arboviroses: 
Dengue – febre alta; dores musculares e articulares, de cabeça, atrás dos olhos; podendo ocorrer náuseas e vômitos, manchas vermelhas na pele; fadiga e fraqueza)

Chikungunya – febre alta; dores musculares; dores articulares intensas; inchaço nas articulações; podendo haver manchas vermelhas na pele; dor de cabeça; fadiga e cansaço

Zika – febre mais baixa ou ausente; manchas vermelhas na pele; coceira; conjuntivite não purulenta; dores leves nas articulações; dor de cabeça; náuseas e vômitos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Duas unidades de saúde são interditadas por problemas de estrutura em Santa Rita



					Duas unidades de saúde são interditadas por problemas de estrutura em Santa Rita
CRM-PB/Divulgação

Duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Santa Rita foram fiscalizadas pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) e tiveram a equipe de médicos eticamente interditada nesta terça-feira (2).

O Jornal da Paraíba tentou entrar em contato com a equipe de comunicação da prefeitura de Santa Rita, via mensagens, mas não obteve retorno até a última atualização desta notícia.

 

As unidades de saúde interditadas foram o PSF Farmacêutico Antônio Azevedo e o PSF Aldeny Montenegro. Os atendimentos médicos nas duas unidades estão suspensos até que as inconformidades apontadas pelo CRM sejam corrigidas.

Falta de estrutura e insalubridade



					Duas unidades de saúde são interditadas por problemas de estrutura em Santa Rita
CRM-PB/Divulgação

Na unidade Aldeny Montenegro, no bairro Popular, a equipe do CRM-PB constatou que não há privacidade para o ato médico e para o paciente, já que o consultório possui apenas “meia parede”.

De acordo com o CRM-PB, a estrutura de atendimento das unidades de saúde é inadequada, pois não existe confidencialidade do ato médico, tendo em vista que a consulta pode ser ouvida e vista pelas pessoas presentes na recepção do local. Estas irregularidades já tinham sido apontadas em uma vistoria realizada no mês de julho deste ano, mas não foram corrigidas.

Já o PSF Farmacêutico Antônio Azevedo vem funcionando há cerca de um ano e meio com mofo e infiltrações nas paredes do consultório médico, além do teto do consultório de enfermagem e do banheiro dos funcionários estar com grave comprometimento estrutural.



					Duas unidades de saúde são interditadas por problemas de estrutura em Santa Rita
CRM-PB/Divulgação

As inconformidades apontadas em fiscalização nas unidades de saúde oferecem risco à saúde dos usuários e dos profissionais.

“A interdição ética de uma unidade de saúde é o último recurso adotado pelo CRM-PB. Infelizmente, as UBSs apresentam problemas sérios que precisam ser resolvidos o mais breve possível, como apontamos desde o mês de julho. Como não foram tomadas as providências necessárias, fizemos a interdição”, afirmou o presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Saúde

Paraíba registra 4 casos de agressões a médicos em agosto que cobram segurança

Uma onda de violência contra profissionais de saúde na Paraíba tem gerado preocupação entre as entidades médicas. De acordo com o Sindicato dos Médicos da Paraíba (SIMED-PB), apenas no mês de agosto, foram registrados quatro casos de agressão na Paraíba.

O Sindicato dos Médicos da Paraíba (SIMED-PB) e o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) solicitaram, para esta quinta-feira (4), uma reunião com diversas autoridades para discutir medidas de segurança. A intenção é reunir Secretarias de Saúde do Estado e de João Pessoa, Guarda Municipal, Secretaria da Segurança Pública, Ministério Público da Paraíba e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde da Paraíba (COSEMS-PB).

O objetivo da reunião é traçar um plano de ação eficaz para garantir a segurança dos profissionais de saúde e evitar que novos casos de violência ocorram.

Casos registrados em agosto

O último caso de agressão foi a uma médica na UPA de Cruz das Armas, em João Pessoa, no dia 28/08. Ela atendia um paciente mais grave quando foi atacada por uma pessoa que queria ser atendida no mesmo instante. A médica foi salva por uma plantonista administrativa, mas ficou emocionalmente abalada.

A falta de um esclarecimento eficaz à população sobre os níveis de classificação para ordem do atendimento associado a uma precária segurança presencial como também a falta de estrutura logística, gera uma sobrecarga de trabalho e são apontados como os principais motivos para as agressões, segundo o SIMED-PB.

Em uma visita à UPA de Cruz das Armas, no último sábado, Dr. Tarcísio Campos e o coordenador médico do Núcleo de Acadêmicos e Médicos Jovens do sindicato, Dr. Fernando Melo Neto, constataram a presença de apenas um pediatra no plantão. Esse tipo de situação, segundo eles, acarreta longas esperas e aumenta a tensão entre pacientes e profissionais.

Um outro caso de violência contra uma médica foi registrado em uma Unidade de Saúde de Patos. Um médico também foi vítima de violência em uma Policlínica de Bayeux e precisou ser escoltado pela polícia para conseguir registrar um Boletim de Ocorrências. Ainda este mês, um fisioterapeuta foi agredido num hospital de João Pessoa e o agressor estava armado, segundo depoimento prestado pelo profissional de saúde.

Medidas sugeridas pelo SIMED-PB
1- Campanhas de esclarecimento para população sobre a classificação de risco e o tempo de espera, utilizando inclusive as tvs na área de espera.
2- Guardas municipais presentes nas unidades e na porta da entrada, como também próximos aos consultórios médicos.
3- Instalação de botão de pânico em cada consultório e nas áreas de observação amarela e vermelha.
4- Vigilância de câmeras para todas unidades de atendimento.
5- Cadastro de pessoas (nas unidades) com um histórico de que costumam perturbar a ordem.

“Essas são algumas medidas importantes e urgentes que também vamos sugerir durante a reunião no próximo dia 04. Tenho certeza que os profissionais de saúde vão poder contar com os gestores para amenizar essa situação. Não podemos mais esperar que uma tragédia aconteça. É hora de unir forças e agir, oferecer melhores condições de trabalho e segurança aos profissionais de saúde e também um melhor atendimento à população”, finalizou Dr. Tarcísio Campos.

MaisPB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.