Saúde

Acelerar áudios e vídeos aumenta ansiedade e prejudica saúde mental, diz pesquisa

O hábito cada vez mais comum de ouvir áudios e assistir vídeos em velocidades de 1,5x ou 2x, pode trazer impactos negativos à saúde mental. Segundo uma pesquisa do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), 31,6% dos brasileiros entre 18 e 24 anos já receberam diagnóstico de ansiedade. A pressa em consumir conteúdos digitais pode contribuir para o aumento desse quadro.

De acordo com a psicóloga da Hapvida, Rosimery Santos, ouvir mensagens ou assistir vídeos acelerados pode provocar sintomas como síndrome do pensamento acelerado, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), dificuldade de espera, problemas de comunicação e déficit de clareza na expressão verbal. Ela explica que as pessoas passam a perder o propósito real dos conteúdos consumidos e, consequentemente, desenvolvem pensamentos e ações mais ansiosos.

Rosimery aponta que ao longo do tempo a pessoa não consegue mais acompanhar conteúdos em velocidade normal, afetando não apenas a saúde mental, como também a capacidade de concentração. “As consequências vão desde dificuldades de atenção, até a perda do repertório aprendido ao longo da vida, além de crises de ansiedade, desregulação emocional e defasagem na aprendizagem. Outro ponto é que, com o tempo, esse comportamento também pode comprometer a comunicação interpessoal, tornando as pessoas mais impacientes”, alerta.

O cérebro também sofre alterações com a repetição desse costume. Segundo a psicóloga, acostumar-se a consumir tudo acelerado faz com que o ritmo normal pareça “lento demais”, o que gera impaciência em outras áreas da vida. “A aceleração não fica restrita apenas ao conteúdo digital. Ela se generaliza para outros contextos, tornando pouco prazeroso diminuir o ritmo”, completa.

Blog do BG PB

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Saúde

Doses mais altas de Mounjaro chegam ao Brasil em setembro e outubro

Foto: Reprodução

A farmacêutica Eli Lilly anunciou nesta segunda-feira (15) a chegada de dosagens mais altas de Mounjaro no mercado brasileiro. De acordo com a empresa, canetas com concentrações de 7,5 mg e 10 mg de tirzepatida, o princípio ativo do medicamento, serão disponibilizadas nas farmácias já na segunda quinzena de setembro e na segunda metade de outubro, respectivamente.

Com isso, os pacientes brasileiros passam a contar com quatro dosagens de Mounjaro: 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg e 10 mg. Todas foram estudadas e aprovadas em eficácia e segurança.

A tirzepatida é uma molécula agonista duplo de GLP-1 e GIP, hormônios gerados no intestino e liberados depois das refeições. Isso significa que o medicamento tem a capacidade de estimular a ação tanto do GLP-1 quanto do GIP, aumentando a produção de insulina pelo pâncreas para manter o controle do açúcar no sangue, além de atuar na redução do apetite.

“Estamos entusiasmados de poder trazer as novas dosagens para o mercado local. A Lilly é uma empresa com mais de 100 anos de história e experiência em cardiometabolismo e por isso sabemos o impacto do tratamento para os pacientes com diabetes tipo 2, e obesidade, que agora devem contar com doses ainda mais potentes para atender suas necessidades médicas individualizadas”, explica Felipe Berigo, Diretor Executivo de Cardiometabolismo da Lilly no Brasil, em comunicado divulgado à imprensa.

CNN

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Saúde

Paraíba registra mais 4 mortes por dengue e 7 mil casos de arboviroses

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (Gevs), divulgou, nesta segunda-feira (8), mais um boletim epidemiológico com o balanço de arboviroses no estado. No período de 1º de janeiro a 30 de agosto de 2025, foram registrados 7.036 casos prováveis de arboviroses, sendo 5.859 de dengue, 508 de chikungunya, 17 de zika e 652 de febre oropouche.

De acordo com o boletim, em relação ao mesmo período do ano passado, observa-se uma redução de 52,64% para os casos prováveis de dengue. Já para os casos prováveis de chikungunya houve uma redução de 65,77%, e quanto aos casos prováveis de zika, foi registrada uma redução de 77,92%.
Até o momento, foram confirmados quatro óbitos para dengue, sendo três no município de João Pessoa e um em São Domingos do Cariri. E dois óbitos para Chikungunya, sendo um em Campina Grande e um na cidade de Prata.

A técnica responsável pelas arboviroses na SES, Carla Jaciara, reforça a importância dos cuidados que a população precisa ter para combater o mosquito Aedes Aegypti,  transmissor da dengue, zika e chikungunya. “Precisamos manter sempre a vigilância sobre as medidas de prevenção dessas doenças e lembrar que elas começam nas nossas casas. É nosso dever eliminar, de forma adequada e correta, os focos que acumulam água, a exemplo de garrafas, tampas, cascas de ovo, folhas, jarros e ficar atentos às datas da coleta de lixo. Se cada um fizer a sua parte, todo mundo sai ganhando!”, alertou.

“Ao apresentar sintomas sugestivos dessas doenças, é oportuno que o cidadão não se automedique, mas sim procure o serviço de saúde o mais rápido possível para que receba o atendimento necessário e o seu caso não se agrave. Na unidade de saúde, irão coletar a amostra e encaminhá-la para o Lacen, laboratório de referência, para que o caso seja tratado de forma adequada”, ressaltou Carla Jaciara.

Sintomas das arboviroses: 
Dengue – febre alta; dores musculares e articulares, de cabeça, atrás dos olhos; podendo ocorrer náuseas e vômitos, manchas vermelhas na pele; fadiga e fraqueza)

Chikungunya – febre alta; dores musculares; dores articulares intensas; inchaço nas articulações; podendo haver manchas vermelhas na pele; dor de cabeça; fadiga e cansaço

Zika – febre mais baixa ou ausente; manchas vermelhas na pele; coceira; conjuntivite não purulenta; dores leves nas articulações; dor de cabeça; náuseas e vômitos.

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Saúde

Duas unidades de saúde são interditadas por problemas de estrutura em Santa Rita



					Duas unidades de saúde são interditadas por problemas de estrutura em Santa Rita
CRM-PB/Divulgação

Duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Santa Rita foram fiscalizadas pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) e tiveram a equipe de médicos eticamente interditada nesta terça-feira (2).

O Jornal da Paraíba tentou entrar em contato com a equipe de comunicação da prefeitura de Santa Rita, via mensagens, mas não obteve retorno até a última atualização desta notícia.

 

As unidades de saúde interditadas foram o PSF Farmacêutico Antônio Azevedo e o PSF Aldeny Montenegro. Os atendimentos médicos nas duas unidades estão suspensos até que as inconformidades apontadas pelo CRM sejam corrigidas.

Falta de estrutura e insalubridade



					Duas unidades de saúde são interditadas por problemas de estrutura em Santa Rita
CRM-PB/Divulgação

Na unidade Aldeny Montenegro, no bairro Popular, a equipe do CRM-PB constatou que não há privacidade para o ato médico e para o paciente, já que o consultório possui apenas “meia parede”.

De acordo com o CRM-PB, a estrutura de atendimento das unidades de saúde é inadequada, pois não existe confidencialidade do ato médico, tendo em vista que a consulta pode ser ouvida e vista pelas pessoas presentes na recepção do local. Estas irregularidades já tinham sido apontadas em uma vistoria realizada no mês de julho deste ano, mas não foram corrigidas.

Já o PSF Farmacêutico Antônio Azevedo vem funcionando há cerca de um ano e meio com mofo e infiltrações nas paredes do consultório médico, além do teto do consultório de enfermagem e do banheiro dos funcionários estar com grave comprometimento estrutural.



					Duas unidades de saúde são interditadas por problemas de estrutura em Santa Rita
CRM-PB/Divulgação

As inconformidades apontadas em fiscalização nas unidades de saúde oferecem risco à saúde dos usuários e dos profissionais.

“A interdição ética de uma unidade de saúde é o último recurso adotado pelo CRM-PB. Infelizmente, as UBSs apresentam problemas sérios que precisam ser resolvidos o mais breve possível, como apontamos desde o mês de julho. Como não foram tomadas as providências necessárias, fizemos a interdição”, afirmou o presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza

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Saúde

Paraíba registra 4 casos de agressões a médicos em agosto que cobram segurança

Uma onda de violência contra profissionais de saúde na Paraíba tem gerado preocupação entre as entidades médicas. De acordo com o Sindicato dos Médicos da Paraíba (SIMED-PB), apenas no mês de agosto, foram registrados quatro casos de agressão na Paraíba.

O Sindicato dos Médicos da Paraíba (SIMED-PB) e o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) solicitaram, para esta quinta-feira (4), uma reunião com diversas autoridades para discutir medidas de segurança. A intenção é reunir Secretarias de Saúde do Estado e de João Pessoa, Guarda Municipal, Secretaria da Segurança Pública, Ministério Público da Paraíba e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde da Paraíba (COSEMS-PB).

O objetivo da reunião é traçar um plano de ação eficaz para garantir a segurança dos profissionais de saúde e evitar que novos casos de violência ocorram.

Casos registrados em agosto

O último caso de agressão foi a uma médica na UPA de Cruz das Armas, em João Pessoa, no dia 28/08. Ela atendia um paciente mais grave quando foi atacada por uma pessoa que queria ser atendida no mesmo instante. A médica foi salva por uma plantonista administrativa, mas ficou emocionalmente abalada.

A falta de um esclarecimento eficaz à população sobre os níveis de classificação para ordem do atendimento associado a uma precária segurança presencial como também a falta de estrutura logística, gera uma sobrecarga de trabalho e são apontados como os principais motivos para as agressões, segundo o SIMED-PB.

Em uma visita à UPA de Cruz das Armas, no último sábado, Dr. Tarcísio Campos e o coordenador médico do Núcleo de Acadêmicos e Médicos Jovens do sindicato, Dr. Fernando Melo Neto, constataram a presença de apenas um pediatra no plantão. Esse tipo de situação, segundo eles, acarreta longas esperas e aumenta a tensão entre pacientes e profissionais.

Um outro caso de violência contra uma médica foi registrado em uma Unidade de Saúde de Patos. Um médico também foi vítima de violência em uma Policlínica de Bayeux e precisou ser escoltado pela polícia para conseguir registrar um Boletim de Ocorrências. Ainda este mês, um fisioterapeuta foi agredido num hospital de João Pessoa e o agressor estava armado, segundo depoimento prestado pelo profissional de saúde.

Medidas sugeridas pelo SIMED-PB
1- Campanhas de esclarecimento para população sobre a classificação de risco e o tempo de espera, utilizando inclusive as tvs na área de espera.
2- Guardas municipais presentes nas unidades e na porta da entrada, como também próximos aos consultórios médicos.
3- Instalação de botão de pânico em cada consultório e nas áreas de observação amarela e vermelha.
4- Vigilância de câmeras para todas unidades de atendimento.
5- Cadastro de pessoas (nas unidades) com um histórico de que costumam perturbar a ordem.

“Essas são algumas medidas importantes e urgentes que também vamos sugerir durante a reunião no próximo dia 04. Tenho certeza que os profissionais de saúde vão poder contar com os gestores para amenizar essa situação. Não podemos mais esperar que uma tragédia aconteça. É hora de unir forças e agir, oferecer melhores condições de trabalho e segurança aos profissionais de saúde e também um melhor atendimento à população”, finalizou Dr. Tarcísio Campos.

MaisPB

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Saúde

Ministério da Saúde paga R$ 2,7 bilhões com medicamentos judicializados e teme explosão de custos

Foto: Matheus Brasil/Ministério da Saúde/Divulgação

As despesas do Ministério da Saúde para fornecer medicamentos a pacientes que obtêm decisões favoráveis na Justiça alcançaram R$ 2,73 bilhões em 2024 e o governo Lula (PT) teme crescimento exponencial do gasto com a chegada de novas drogas.

Esse tipo de gastos vem crescendo. O ministério afirmou à Folha, em processo baseado na Lei de Acesso à Informação, que pagou R$ 1,8 bilhão em 2022 para fornecer medicamentos por ordens judiciais. Essa cifra tem subido mais de R$ 400 milhões por ano, alcançando R$ 2,24 bilhões em 2023 e R$ 2,73 bilhões no último ano. Na comparação de 2022 a 2024, a alta foi de 50%.

Apenas cinco medicamentos foram responsáveis por quase metade dos pagamentos. Para pacientes, porém, acionar a Justiça pode ser a única forma de ter acesso a remédios ainda não oferecidos na rede pública, em muitos casos para doenças graves e raras.

Um dos produtos que gera maior preocupação ao governo é o elevidys, terapia genética voltada a crianças com distrofia muscular de Duchenne, comprado por R$ 14,6 milhões. Em julho, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu o registro do produto por incertezas sobre a sua segurança, mas o ministério ainda é obrigado a comprá-lo por decisões judiciais.

A Saúde calcula que desembolsaria cerca de R$ 3 bilhões para fornecer a droga a todos os 213 pacientes que têm ações ativas na Justiça por acesso ao elevidys.

Para Antoine Daher, presidente da Febrararas (Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras), parte do custo da judicialização se dá pela demora do ministério em fornecer medicamentos já aprovados pela Anvisa.

“O paciente primeiro procura alguma alternativa terapêutica no SUS. Quando ele vê que não tem, faz um pedido administrativo, seja na secretaria local ou no Ministério da Saúde. Então recebe negativa e ingressa com uma ação judicial, porque a Constituição dá esse direito para ele”, afirma Daher, que é pai de um adolescente com síndrome rara.

Secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda afirma que a chegada de terapias avançadas, e de alto custo, torna imprevisível o impacto orçamentário para entrega dos medicamentos.

Segundo Massuda, o ministério busca alternativas para ampliar o acesso aos tratamentos, como negociar preços com a indústria e a produção no Brasil das tecnologias. Ele diz ainda que buscar a Justiça é um direito do paciente, mas que há casos em que os processos são abusivos.

“O problema é o uso da judicialização para fazer com que preços abusivos de medicamentos sejam adotados, explorando a dor das pessoas que precisam dos tratamentos e colocando o governo para arcar com o custo de medicamentos que muitas vezes estão em fase experimental”, disse o secretário.

Folha de S.Paulo

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Saúde

HÉTEROFLEX: Cresce número de homens que sentem atração por outros homens, mas se dizem héteros

Foto: Reprodução

O termo “Héteroflex” está ganhando destaque ao descrever homens que, apesar de se identificarem como heterossexuais, sentem atração por outros homens e buscam relações sexuais pontuais e sigilosas. Esse comportamento, observado por pesquisadores, desafia as definições tradicionais de identidade sexual e revela a complexidade da sexualidade humana.

Muitos desses homens mantêm sua identidade hétero, justificando que suas experiências não definem quem são. Essa prática ocorre em ambientes privados ou virtuais, longe dos espaços LGBTQIA+ tradicionais. Especialistas apontam fatores como repressão cultural e normas rígidas de masculinidade como influências nesse comportamento.

A discussão vai além da vida íntima, refletindo uma sociedade que ainda valoriza mais a aparência do que a verdade. Em pleno século XXI, o termo “heterossexual” pode vir com um asterisco, indicando exceções em certas circunstâncias.

ClickPB

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Saúde

UPAs de João Pessoa deixarão de conceder atestados médicos, diz secretário de saúde

O Secretário de Saúde de João Pessoa, Lus Ferreira afirmou  na tarde desta sexta-feira (18), que as Unidades de Pronto Atendimento de João Pessoa vão deixar de conceder atestados médicos.  “Aqueles que forem buscar atestados e renovação de receitas serão direcionados às Unidades Básicas de Saúde, as  UBS)”, disseo secretário.

“Estamos tentando, de forma educativa, fazer uma triagem na porta das UPAs, classificados como azul, por exemplo, procurem a UBS. Ainda não estávamos com urgência muito grande em relação a isso devido a escassez de UBS que funcionavam a noite, mas agora com essa expansão que teremos no atendimento da atenção primária, faremos isso de forma mais enfática. Então, ir para UPA só para renovar receita, pegar atestado, paciente não vai ser atendido, será direcionado ao local correto. A procura por atestados acontece principalmente pré feriado, sextas-feiras e segundas-feiras”, explicou o secretário.

De acordo com Luís Ferreira, a maioria de pacientes que causam superlotação nas UPA’s são pessoas que poderiam ser atendidas nas UBS’s, casos que não são urgentes.

“Isso é muito presente em João Pessoa. A nossa superlotação nas UPAs geralmente é de pacientes classificados como azuis e verdes, que poderiam esperar até 240 minutos para um primeiro atendimento, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). São pacientes que eram para serem atendidos nas Unidades Básicas de Saúde e nos ambientes de menor complexidade. Os pacientes que precisam realmente de um atendimento na UPA são atendidos de imediato, classificados como vermelho e laranja, entram direto e não esperam”, detalhou Luís Ferreira.

Segundo o secretário municipal de saúde, a ideia é que os pacientes que desejam solicitar atestados não cheguem até os médicos das UPA’s, e sim aos enfermeiros que vão direcionar as pessoas para locais adequados.

“O médico tem total autonomia para atestar qualquer coisa de um paciente. O atesto é um documento de fé pública, é verdadeiro até que se prove o contrário. Os conselhos de medicinam vieram com muita ressalva a obstrução do ato médico em dar um atestado, é uma decisão que tem que ser do médico. A nossa ideia é que isso nem chegue ao médico. Na triagem, que é realizada por um profissional de enfermagem, o paciente que for classificado como azul, no caso dos atestados, ele não chegue nem a passar pelo médico, ele seja direcionado para o local específico para ele, iriam para os UBS que funcionariam a noite ou no outro dia”, concluiu o secretário.

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Saúde

Casos de SRAG caem na maior parte do país, mas Paraíba ainda registra nível de alerta

 Casos de SRAG caem na maior parte do país, mas Paraíba ainda registra nível de alerta
(Foto: Rizemberg Felipe)

O boletim semanal InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (17), no Rio de Janeiro, pela Fundação Oswaldo Cruz, indica diminuição do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na maior parte do país, embora permaneçam altos. Todas as 27 unidades da federação apresentaram tendência de queda ou estabilidade nos casos de SRAG nas últimas seis semanas. No entanto, a maioria delas ainda registra incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com destaque para os estados da Região Norte, como Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima; do Nordeste, como Alagoas, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Sergipe; e do Centro-Sul, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O estudo também mostra que crianças pequenas são as mais afetadas pela SRAG, com o vírus sincicial respiratório (VSR) como principal causador.

A análise verificou que, entre os idosos, a influenza A é a principal responsável por hospitalizações e óbitos. Desde o início do ano, 7.660 pessoas morreram vítimas de SRAG no Brasil.

A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, diz que, apesar da diminuição dos casos de SRAG associados à influenza A e VSR na maior parte do país, a incidência de SRAG continua elevada: “Por isso a vacina contra a gripe é fundamental para que a gente consiga reduzir ainda mais o número de casos graves provocados pelo vírus”, argumenta.

Os dados mostram que o VSR segue como o principal vírus associado aos casos de SRAG em crianças pequenas, seguido do rinovírus e da Influenza A. Nos idosos, a Influenza A é o principal motivo de hospitalizações e óbitos por SRAG. O vírus também se destaca na incidência e mortalidade nas crianças pequenas.

Embora o rinovírus supere a influenza A em número de internações entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, o VSR continua sendo o principal responsável por casos graves em crianças.

Apesar de apresentar sinais de estabilização ou redução em alguns locais, os casos associados ao VSR permanecem em níveis elevados de incidência na maioria dos estados, com exceção do Piauí, Tocantins e Distrito Federal, onde a situação apresenta melhora.

Morte entre idosos

A mortalidade por SRAG é mais elevada entre os idosos, especialmente devido à influenza A, que segue como a principal causa de hospitalizações e óbitos nessa faixa etária. Apesar da tendência geral de redução, há sinais de retomada do crescimento de casos de SRAG em idosos em Minas Gerais e no Pará, embora ainda não seja possível identificar o vírus responsável por esse aumento nesses estados.

Entre os estados, os casos de SRAG nos idosos associados à influenza A seguem em níveis de incidência de moderado a alto na maioria das unidades da região Centro-Sul (exceto Goiás, Distrito Federal e Rio de Janeiro), além de alguns estados do Norte (Amapá, Pará, Rondônia e Roraima) e do Nordeste (Alagoas, Sergipe, Maranhão e Paraíba).

Estados

Apesar da maioria dos estados apresentarem tendência de queda, Roraima é o único estado onde ainda há aumento de SRAG nas crianças pequenas, associado ao VSR. Na Paraíba, observa-se aumento de SRAG nos idosos, associado à influenza A.

Em Alagoas, há sinais de retomada do crescimento de SRAG em crianças, também associado ao VSR. Além disso, Minas Gerais e Pará mostram indícios de retomada ou início de aumento de SRAG nos idosos, embora ainda não seja possível identificar o vírus responsável.

Observa-se um leve aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave por Covid-19 entre os idosos no Rio de Janeiro, porém sem impacto no total de hospitalizações. “Esse aumento ainda é leve. Precisamos aguardar para ver se ele vai se sustentar. Reforçamos a importância da vacinação contra a Covid-19, fundamental para mantermos baixos os níveis de hospitalizações e óbitos caso ocorra uma nova onda. Lembrando que alguns grupos como idosos e imunocomprometidos precisam tomar doses de reforço a cada seis meses”, argumenta Tatiana Portella.

Mortes no país

Até agora, em 2025, houve 7.660 óbitos por SRAG no país. Destes, 4.112 (53,7%) foram positivos para algum vírus respiratório, 2.828 (36,9%) tiveram resultado negativo e 154 (2%) ainda aguardam confirmação laboratorial.

Entre os óbitos, a maioria (54,7%) foi causada por influenza A, seguida por Covid-19 (23,3%), VSR (10,7%), rinovírus (10,2%) e influenza B (1,7%).

*Com Agência Brasil

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Saúde

Brasil volta à lista dos países com mais crianças não vacinadas

Foto: Mike Sena/Ministério da Saúde

O Brasil voltou a integrar a lista dos 20 países com maior número de crianças não vacinadas no mundo. Os dados são de relatório divulgado nesta terça-feira (15) pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e pela OMS (Organização Mundial da Saúde), com base em informações de 2024.

O país havia deixado o ranking em 2023 depois de avanços na cobertura vacinal. No entanto, com a piora no último ano, retornou à lista, ocupando agora a 17ª posição global.

Em 2024, cerca de 229.000 crianças brasileiras não receberam nenhuma dose da DTP, conhecida como vacina tríplice bacteriana e administrada como vacina pentavalente pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações). O imunizante protege contra difteria, tétano e coqueluche. Em 2023, eram 103.000 crianças nessa condição.

A DTP é considerada um dos principais indicadores de acesso à imunização de rotina. A ausência da 1ª dose classifica a criança como “zero dose”, ou seja, que não recebeu nenhuma vacina. Na região da América Latina, só o México apresentou número absoluto maior de crianças não vacinadas em 2024, com 341.000 registros. Globalmente, o Brasil ficou atrás de países como Mianmar, Costa do Marfim e Camarões.

CENÁRIO GLOBAL

Em 2024, 89% das crianças no mundo (cerca de 115 milhões) receberam ao menos uma dose da DTP, e 85% (aproximadamente 109 milhões) completaram as 3 doses.

Em relação a 2023, cerca de 171.000 crianças a mais receberam ao menos uma vacina e 1 milhão a mais completaram o esquema de 3 doses da DTP. Segundo a OMS, “embora os avanços sejam modestos, eles indicam progresso contínuo dos países em proteger as crianças, mesmo diante de desafios crescentes”.

Apesar dos avanços, 14,3 milhões de crianças ainda não receberam nenhuma dose de vacina, e outras 5,7 milhões foram apenas parcialmente imunizadas. Em 2024, nenhuma das 17 vacinas monitoradas atingiu a meta mínima de 90% de cobertura.

De acordo com a OMS, a falta de acesso à imunização está relacionada a diversos fatores, como falhas na oferta de serviços, desigualdade territorial, conflitos armados, instabilidade política e desinformação sobre vacinas.

Poder 360

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