Saúde

Fiocruz: 72,5% das mortes por SRAG estão relacionados à influenza A

Foto: Tony Winston/Agência Brasília

O boletim semanal InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (29), indica que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza A têm atingido níveis de incidência de moderada a muito alta em jovens, adultos e idosos. O documento destaca a alta mortalidade de idosos e crianças de até dois anos de idade, em consequência da doença.

O vírus tem maior incidência em crianças pequenas, seguida pela população idosa. Entre os óbitos, nas últimas quatro semanas, o maior número de vítimas positivas da doença foi de 72,5% para influenza A; 1,4% para influenza B; 12,6% para VSR; 9,7% para rinovírus; e 5,9% para Sars-CoV-2.

O boletim indica que as hospitalizações por Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que atingem sobretudo as crianças pequenas, têm apresentado início de queda nos estados de São Paulo, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Já a influenza A apresenta estabilização da doença no Mato Grosso do Sul e no Pará, embora os casos da doença ainda permaneçam em níveis altos de incidência nesses estados.

Os dados laboratoriais por faixa etária indicam que o aumento dos casos de SRAG nas crianças de até 4 anos tem sido impulsionado principalmente pelo VSR. O rinovírus e a influenza A têm contribuído para o aumento dos casos de SRAG na faixa etária de até 4 anos, assim como nas crianças e adolescentes de 5 a 14 anos. Já a influenza A tem sido o principal vírus responsável pelo aumento dos casos de SRAG entre adultos e idosos e jovens a partir dos 15 anos.

A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella ressalta a importância da vacinação diante do atual cenário epidemiológico e reforça que é fundamental levar as crianças, os idosos e outros grupos prioritários para se vacinarem contra o vírus.

“A vacina ainda leva por volta de uns 15 dias para fazer efeito, então quanto antes esse grupo tomar a vacina, melhor”, avaliou a especialista.

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Saúde

Casos de síndromes gripais crescem em João Pessoa com mais de 30 mortes

Imagem: Kleide Teixeira / Secom-JP

O aumento de casos de síndromes respiratórias (SG) e síndromes respiratórias aguda grave (SRAG) acende um alerta e profissionais de saúde orientam sobre as causas, riscos e como as pessoas podem se proteger. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) apontou um aumento de 63,5% nos atendimentos pediátricos por SRAG entre fevereiro e abril, com destaque para João Pessoa, Campina Grande, Sousa e Queimadas.

Em João Pessoa, segundo a Vigilância Epidemiológica do Município, nos primeiros quatro meses deste ano, foram registradas nas Unidades Sentinelas 16.921 casos notificados para síndromes gripais. Desses, 296 foram casos graves, sendo 124 positivos para algum vírus respiratório, o que corresponde a 42%, resultando em 31 óbitos. “A procura por vacinação está baixa, principalmente para quem faz parte dos grupos prioritários e o aumento da procura nos serviços de saúde tem preocupado ainda mais os profissionais de saúde”, destacou Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização da Prefeitura de João Pessoa.

A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz também traz o alerta de que a Influenza A segue em crescimento na maior parte do país, especialmente na região Centro-Sul, mas também em diversos estados do Norte e Nordeste. Dados apontam ainda para aumento de casos em diversos estados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que mantém impacto expressivo nas hospitalizações de crianças de 2 a 4 anos e na mortalidade até os 2 anos.

A Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza foi ampliada para toda a população a partir de seis meses de idade e a Prefeitura de João Pessoa segue fazendo o alerta para a importância da vacinação nos grupos prioritários. A baixa vacinação em crianças preocupa os profissionais de saúde, considerando os riscos das doenças respiratórias e casos de hospitalizações, especialmente entre este público, que é mais suscetível ao desenvolvimento de formas graves da gripe, bronquiolite ou pneumonia.

Cobertura vacinal – De acordo com o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal no Brasil entre os grupos prioritários, que inclui crianças menores de seis anos, idosos e gestantes, é de 32,45%. Na Paraíba, a cobertura está em 34,59% e em João Pessoa esse número representa 16,69%. Na Capital, o maior percentual de imunização é de idosos, com 19,15%. A cobertura vacinal em crianças soma 11,19% e nas gestantes 17,85%.

“Todas as unidades de saúde da família do Município contam com salas de vacinas modernas e equipadas para atender a toda a população. Dispomos também de pontos móveis promovendo vacinação até as 21h. A campanha contra a gripe foi ampliada e as doses estão disponíveis para todos a partir dos seis meses idade. Portanto, convocamos a população, principalmente os pais de crianças menores de cinco anos, a levarem seus filhos e garantir esse cuidado”, destacou Fernando Virgolino.

Influenza – Devido à mudança dos vírus, é necessário a vacinação anual contra a gripe, a forma mais eficaz de prevenção contra a doença e suas complicações. A constante mudança dos vírus influenza requer um monitoramento global e frequente reformulação da vacina.

Todos os imunizantes disponíveis das campanhas ativas (Covid-19 ou Influenza) podem ser administrados simultaneamente com qualquer outro que faz parte do calendário de rotina, em qualquer intervalo de tempo, na faixa etária de seis meses de idade ou mais. A Covid-19 e a Influenza continuam sendo ameaças para a saúde pública, especialmente para as pessoas não vacinadas.

Onde se vacinar – A caderneta de vacinação pode ser atualizada nas unidades de saúde da família (USFs) que funcionam das 7h às 11h e das 12h às 16h. Outros serviços estão localizados nas policlínicas municipais e no Centro Municipal de Imunização (CMI), no bairro da Torre, onde a imunização fica à disposição do público no horário das 8h às 16h.

João Pessoa segue mantendo o funcionamento de três postos móveis, do meio-dia até as 21h. Esses pontos estão localizados no Home Center Ferreira Costa, no Shopping Sul e no Shopping Tambiá.

Para ter acesso à vacinação, o cidadão deve apresentar um documento oficial com foto ou certidão de nascimento da criança ou adolescente, além do Cartão SUS e o cartão ou caderneta de vacina.

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Saúde

Venda de tadalafila no Brasil cresce 20 vezes em 10 anos e bate recorde

Foto: Reprodução/TV Globo

A venda de tadalafila é quase 20 vezes maior agora do que há dez anos no Brasil, segundo um levantamento exclusivo obtido pelo g1. Para ter uma ideia, de cada 1 comprimido que era vendido antes, hoje são 20. Só em 2024 foram vendidos 64 milhões de unidades do medicamento – um recorde.

Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda da Metbala, uma gominha à base do medicamento que vinha sendo divulgada por um influenciador. O produto ajuda a explicar a alta no interesse pela “tadala” no país, puxada justamente pelo hype nas redes sociais, onde ganhou fama de recurso para “turbinar” o sexo e até promessas de que poderia aumentar o tamanho do pênis – o que não é verdade.

A tadalafila é um medicamento usado para tratar a disfunção erétil e está no mercado desde os anos 2000. Ela veio para substituir a sildenafila, o popular viagra, com ação prolongada e menos efeitos colaterais.

O medicamento saiu de um tabu para o destaque das prateleiras nos últimos anos, com vendas recordes. Segundo o levantamento da Anvisa a pedido do g1, o número saltou de 3 milhões de unidades vendidas em 2015 para 64 milhões em 2024.

Os números mostram apenas os remédios à base de tadalafila produzidos por farmacêuticas e não incluem o mercado de medicamentos manipulados. Ou seja, o volume pode ser ainda maior.

As redes sociais ajudam a explicar esse aumento. São milhares de vídeos de jovens e adolescentes contando que usam a “tadala”, como foi apelidada, antes de dates, de qualquer sexo e às vezes todos os dias. O medicamento virou até música, com o refrão: sabe qual é o segredo para aguentar a noite todinha? Tadalafila.

A “tadala” é vendida sem retenção de receita. Com o fácil acesso, as farmácias relatam vender dezenas de caixas por dia. Segundo especialistas, estima-se que o país tenha cerca de 16 milhões de homens com disfunção erétil, e a fama do remédio ajudou quem tinha a doença, mas sentia vergonha de se medicar ou buscar ajuda.

A disfunção erétil é uma doença que se caracteriza pela dificuldade de ter ou manter uma ereção satisfatória para a penetração. A doença é diferente de episódios em que não se consegue ter uma ereção. A frequência é que determina a doença.

No entanto, o número de diagnósticos não cresceu a ponto de acompanhar a alta nas vendas. Com isso, o que médicos e psiquiatras explicam é que os dados revelam a insegurança de homens e a pressão pela performance no sexo.

g1

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Saúde

Paraíba aplica mais de 39 mil doses em “Dia D” de vacinação contra a Influenza

Neste sábado (10), foi realizado o Dia D de Divulgação e Mobilização para a vacinação contra a Influenza e a Multivacinação na Paraíba. A ação contou com a participação do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (SES), em parceria com o Ministério da Saúde e a Prefeitura de Cabedelo, e teve como ponto principal a Praça Durval Portela de Andrade, em Intermares. Ao todo, 751 locais foram mobilizados em todo o estado, com a aplicação de 39.484 doses, sendo 25.688 contra a influenza e 13.796 referentes a outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.

A iniciativa faz parte da estratégia de vacinação de 2025, iniciada em 31 de março, e seguirá até o dia de 30 de maio, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal contra a gripe e outras doenças imunopreveníveis no território paraibano. Os 10 municípios que mais vacinaram, neste Dia D, foram: João Pessoa (6.749 doses); Campina Grande (3.294 doses); Patos (1.621 doses); Sapé (1.330 doses); Sousa (1.213 doses); Cabedelo (932 doses); Bayeux (810 doses); Monteiro (806 doses); Princesa Isabel (738 doses) e Guarabira (695 doses). Os dados são parciais e levam em consideração as informações de 199 municípios.

Desde o início da campanha, a Paraíba tem se destacado no cenário nacional. Atualmente, o estado está com uma cobertura acima de 22% dos grupos prioritários de crianças, gestantes e idosos. Esse índice é superior à média nacional. De acordo com o secretário de Saúde da Paraíba, Ari Reis, os números reforçam o compromisso da gestão estadual com a saúde pública.

“Esse resultado expressivo é fruto do comprometimento do Governo do Estado com a imunização da população, especialmente em um momento marcado por desinformação e campanhas de desincentivo à vacinação. Esse esforço ativo tem sido fundamental para convencer mães, pais e responsáveis a levarem crianças, jovens, adultos e idosos aos postos de saúde”, enfatizou o secretário que, na ocasião, também visitou a Unidade de Saúde da Família (USF) de Intermares.

Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, que acompanhou a ação da SES-PB no município de Cabedelo, vacinar contra a gripe é essencial para prevenir casos graves, internações e o aumento de síndromes respiratórias agudas. “A campanha é uma mobilização nacional que destaca a importância da imunização como ato de proteção individual e coletiva. Após um período de queda na cobertura vacinal no Brasil, o país tem avançado desde 2023 e busca retomar os índices ideais, entre 90% e 95%, como referência mundial no Programa Nacional de Imunizações”, ressaltou.

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Saúde

Brasil teve 1 morte por AVC a cada 7 minutos em 2025

Foto: iStock

O acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame, é uma das principais causas de morte no Brasil. Somente em 2025, entre os dias 1º de janeiro e 5 de abril, o quadro foi responsável pela morte de 18.724 pessoas, segundo dados do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil. O número é o equivalente a uma morte a cada sete minutos ao longo do ano. Além disso, em 2024, foram registrados 84.878 óbitos.

Entre 1990 e 2021, os AVCs provocaram 7,3 milhões de mortes em todo o mundo e projeções indicam que a condição poderá causar quase 10 milhões de mortes anualmente até 2050.

Embora os números possam assustar, especialistas destacam que a incidência de casos tem diminuído. Mesmo com o envelhecimento da população — o que naturalmente tem elevado os números absolutos de casos —, a taxa de incidência global caiu 21,8% nas últimas três décadas, e a de mortalidade, 39,4%. No Brasil, as quedas foram de 47,7% e 62,2%, respectivamente.

Ainda assim, o AVC continua sendo um desafio para as políticas públicas, especialmente em três áreas: prevenção, tratamento e reabilitação. Tanto que os avanços já obtidos parecem ter estagnado ou mesmo regredido em alguns países. No Brasil, de 2015 a 2021, a redução média anual foi de apenas 0,75%, ante 2,09% no apanhado de 1990 a 2021.

Diante do cenário, representantes de governos, organizações internacionais e especialistas em saúde lançaram em abril a Coalizão Mundial de Ação contra o AVC (Global Stroke Action Coalition, em inglês). A entidade emitiu um chamado urgente à ação para enfrentar as crescentes desigualdades relacionadas à condição.

Uma das coordenadoras do grupo é a neurologista brasileira Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC. Segundo ela, o País se destaca com ações do Sistema Único de Saúde (SUS), como uso de trombolítico (medicamento que desfaz o trombo ou coágulo sanguíneo, permitindo a circulação), protocolos para agilidade no tratamento e a criação de 119 centros especializados no atendimento ao AVC, financiados pelo Ministério da Saúde.

Mas ainda há muito a melhorar. “O Brasil está à frente de muitos países por ter políticas públicas gratuitas de prevenção e reabilitação, mas ainda enfrentamos desafios”, diz Sheila.

A desigualdade regional é um dos maiores obstáculos: 77% dos centros de AVC estão no Sul e Sudeste, segundo a Rede Brasil AVC. Um estudo publicado na Frontiers Neurology estimou que, em instituições sem esses centros, a taxa de mortalidade chegou a 49%, contra 17% onde havia estrutura adequada.

Outra melhoria buscada pela coalizão global é o diagnóstico precoce. A maioria dos casos está ligada a fatores de risco modificáveis, principalmente a hipertensão. Por isso, a proposta é que todo paciente tenha sua pressão aferida ao chegar ao posto de saúde.

“Hipertensão é o principal fator de risco, mas somente 20% das pessoas que têm a condição são diagnosticadas. Por outro lado, gerenciar a hipertensão por si só poderia reduzir a taxa de AVC pela metade”, diz a médica.

A reabilitação também precisa de atenção. Os especialistas dizem que sobreviventes e cuidadores devem participar da formulação de políticas e ter acesso facilitado a terapias. “O paciente pode ficar com sequelas após um evento como esse, por isso precisa de reabilitação física, fisioterapia, reabilitação da fala, mas muitas vezes não consegue acesso rápido a essas medidas”.

Outras demandas da Global Stroke Action Coalition são o desenvolvimento de planos nacionais de ação para AVC e o compromisso em financiar intervenções inovadoras. Por fim, há o entendimento de que o cuidado com o quadro deve ser contínuo.

“Controlar a pressão arterial, promover hábitos saudáveis e garantir que o paciente tenha acesso à reabilitação são partes de uma mesma estratégia. O cuidado com o AVC não começa no hospital e nem termina na alta. Ele precisa ser contínuo, integrado e acessível em todas as fases, desde a prevenção até a reintegração do paciente à vida cotidiana”, defende Sheila.

Estadão Conteúdo

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Saúde

Novo efeito colateral do Ozempic chama atenção: ‘Boca de Ozempic’

Foto: Reprodução

Uma dermatologista de Nova York identificou um novo efeito colateral ligado ao uso do Ozempic: a chamada “boca de Ozempic”. A Dra. Michele Green contou ao Daily Mail que vem observando, em vários pacientes, perda acentuada de gordura facial, principalmente ao redor da boca. “Isso resulta na formação de linhas finas, rugas, flacidez da pele e papada”, explicou.

Segundo ela, essa condição — considerada parte da já conhecida “cabeça de Ozempic” — envelhece a aparência e é provocada pelo esvaziamento da gordura subcutânea.

O tratamento inclui estímulo de colágeno, mas os resultados são temporários e demorados. A médica ainda citou celebridades como Sharon Osbourne e Rebel Wilson como possíveis exemplos da alteração estética.

Paulo Mathias

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Metade dos brasileiros diz ter diminuído consumo de álcool no último ano, diz Datafolha

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Quando se trata do consumo de álcool, a população brasileira se divide meio a meio entre os que dizem consumir a substância (51%) e os que não o fazem (49%).

Num balanço do consumo do último ano, mais da metade (53%) dos que ingeriram bebidas alcoólicas dizem que o consumo diminuiu, enquanto 12% observaram aumento do consumo e 35% avaliam que não houve mudança. Entre os brasileiros que não bebem, 48% bebiam e pararam e 52% nunca beberam.

Os dados são de uma pesquisa Datafolha feita entre os dias 8 e 11 de abril, com 1.912 entrevistados em 113 municípios de todas as regiões do Brasil. As respostas dizem respeito aos maiores de 18 anos, marco da maioridade no país e momento a partir do qual a venda de álcool é permitida. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Média de consumo anual dos brasileiros

Os brasileiros, que têm uma média de consumo anual de álcool estimada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 7,7 litros, beberam em média 4,5 doses da substância na semana anterior à pesquisa Datafolha. Para o levantamento, uma dose é entendida como um copo, lata, taça ou drinque de bebida alcoólica.

Dentre os que dizem consumir álcool, 10% beberam 11 ou mais doses na semana anterior ao levantamento, 13% consumiu de seis a dez doses, 16%, de três a cinco doses e 19% consumiu até duas doses. Cerca de 36% disseram não ter consumido álcool no período e 5% não responderam.

Frequência de consumo

Com relação à frequência de consumo, 3% dos brasileiros que bebem álcool o fazem de cinco a sete dias na semana, 3% de três a quatro vezes em uma semana, 20% o fazem de uma a duas vezes na semana, 10%, uma vez a cada 15 dias e 13% ingerem bebidas alcoólicas uma vez por mês ou menos.

A percepção do consumo foi, no geral, positiva. A grande maioria (81%) avalia que consome bebidas alcoólicas na medida adequada e apenas 18% dizem consumir em excesso. Dentro desse percentual, 11% dizem beber mais do que deveriam e 7% acham que bebem muito mais do que deveriam.

No Brasil, a faixa etária dos 18 aos 34 anos lidera a ingestão de bebidas alcoólicas. Entre eles, 58% dizem consumir álcool. Na faixa seguinte, dos 35 a 44 anos, o percentual cai para 55%. A queda se acentua entre os que têm de 45 a 59 anos, dos quais 46% dizem beber. Entre os que têm 60 anos ou mais, 35% dizem ingerir álcool.

O consumo entre os jovens menores de idade, de 16 a 17 anos, apareceu na pesquisa em contabilização separada dos dados gerais. Nessa faixa, 27% dizem ingerir álcool.

Por gerações

Segundo o levantamento Copo Meio Cheio da empresa de pesquisa Go Magenta, 28% da geração X (nascidos entre 1965 e 1980) começou a beber antes dos 18 anos, percentual que subiu para 37% na geração Y (ou millennials, nascidos entre 1981 e 1996) e para 48% na geração Z (nascidos entre 1997 e 2012).

Por gênero

A relação com bebidas alcoólicas também é impactada pelo gênero. Segundo a pesquisa Datafolha, os brasileiros bebem mais do que as brasileiras. Entre os homens, 58% consomem bebidas alcoólicas. Entre as mulheres, o percentual cai para 42%.

Mesmo entre os que dizem não beber, 61% dos homens já consumiram bebidas alcoólicas, índice que fica em 40% entre as mulheres.

 

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Saúde

Casos de virose disparam em João Pessoa; São mais de 7.500 registros

Pessoas
Aumento de viroses está ligado à alta transmissibilidade dos vírus (Foto: Reprodução/PMJP)

 

O número de pessoas com sintomas gripais e gastrointestinais cresceu de forma acelerada em João Pessoa nos dois primeiros meses de 2025. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, apenas as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos Bancários e de Cruz das Armas somaram cerca de 7.500 atendimentos relacionados a quadros de virose.

O volume é considerado muito acima do esperado para o período, e o município já atua em estado de alerta.

As viroses têm se manifestado com sintomas diversos, que vão desde tosse e coriza até náuseas, dores abdominais e diarreia. Segundo o médico clínico geral Ian Torres, o aumento está ligado à alta transmissibilidade dos vírus, somada a fatores como calor intenso, aglomerados típicos do verão e más condições de higienização de alimentos e da água. Além disso, restaurantes e locais com ar-condicionado podem se tornar ambientes propícios à disseminação dos vírus, especialmente quando não há cuidados básicos de higiene.

O médico alerta que, como nas viroses não há tratamento específico, a principal medida é a prevenção: lavar as mãos com frequência, evitar contato com pessoas infectadas e, quando necessário, o uso de máscaras por quem apresenta sintomas. O especialista lembra que sintomas como empachamento, diarreia e dor abdominal nem sempre são causados por bactérias, e em muitos casos os exames laboratoriais indicam infecções virais, que se resolvem com hidratação e cuidados clínicos básicos.

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Saúde

Cientistas começam a testar anticoncepcional masculino em humanos

Foto: Getty Images

Apesar de existirem vários métodos contraceptivos para mulheres — a maioria com efeitos colaterais e riscos para a saúde –, os anticoncepcionais masculinos até hoje não estão disponíveis nas farmácias. Para dar mais um passo em direção a uma alternativa para eles, cientistas americanos começaram a testar um medicamento em humanos.

O YCT-529 é um tratamento não hormonal e reversível que evita a produção de esperma, mas sem afetar os níveis de testosterona — isso significa que a libido do usuário não é afetada. O produto foi testado em ratos e primatas e apresentou 99% de eficácia contra gravidez das parceiras.

A técnica começou a funcionar em duas semanas de uso em macacos, e chegou ao pico de eficácia em ratinhos depois de quatro semanas. Quando o tratamento foi suspenso, os camundongos recuperaram a fertilidade em seis semanas, e os primatas, em 10 a 15 semanas.

Os testes de fase 1 em humanos, que verificam se a droga é segura, já foram completados, e agora o medicamento está na segunda etapa de exames. Um grupo maior de voluntários na Nova Zelândia está verificando se o YCT-529 é eficaz. Os resultados devem sair ainda este ano.

“Um anticoncepcional masculino seguro e eficaz vai oferecer mais opções de controle de fertilidade para os casais. Ele também permitirá uma responsabilização mais igualitária no planejamento familiar e na autonomia reprodutiva dos homens”, afirma o pesquisador Gunda Georg, da Universidade de Minnesota, em comunicado à imprensa.

O desenvolvimento do anticoncepcional masculino é feito em parceria entre as universidades de Minnesota e Columbia e a empresa YourChoice Therapeutics. Os resultados dos testes em animais foram publicados na revista Communications Medicine, do grupo Nature, em março.

Metrópoles

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Saúde

João Pessoa promove ‘Dia D’ de vacinação e convoca a população neste sábado

Foto: Secom-PB

No próximo sábado (12) é ‘Dia D’ estadual de mobilização vacinal. Todos os serviços da Rede Municipal de Saúde de João Pessoa estarão abertos para atender a população para atualização da caderneta de vacinação. Atenção especial para os grupos prioritários que podem receber a dose que protege contra Influenza e para prevenção contra o HPV, destinada para pessoas entre 9 e 19 anos, e contra a dengue, crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

“Neste sábado trabalharemos para atender a população com a avaliação da caderneta de vacinação e colocando o documento em dia. Fazemos uma convocação e alerta para as pessoas que fazem parte do grupo prioritário para tomar a vacina contra Influenza e, crianças e adolescentes aptos a tomar a vacina que protege contra o HPV e a dengue”, destacou Danielle Melo, gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde.

“É importante os pais e responsáveis estarem atentos a caderneta da criança ou cartão de vacina. No documento podem haver anotações feitas pelos profissionais de saúde com indicação de aprazamentos, que são os com agendamentos para próxima visita ao serviço de saúde e, essas observações geralmente são feitas a lápis, que indica a data da próxima vacinação. Essa atenção dos pais é muito importante, o que ajuda a manter a vacinação da criança em dia e, consequentemente, a criança protegida”, ressaltou a gerente.

HPV – Na Rede Municipal de Saúde, a vacinação é destinada para meninas e meninos de 9 a 14 anos e outros grupos específicos definidos pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), a exemplo de mulheres e homens que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos, vítimas de abuso sexual e pessoas imunocompetentes.

Também fazem parte do grupo para prevenção usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de HIV, com idade de 15 a 45 anos, que não tenham tomado a vacina HPV ou estejam com esquema incompleto (de acordo com esquema preconizado para idade ou situação especial); e pacientes com Papilomatose Respiratória Recorrente/PRR a partir de 2 anos de idade. Até o dia 17 de junho, essa proteção estará disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos.

Dengue – A vacina contra a dengue está disponível para o público entre 10 e 14 anos de idade. O imunizante contém vírus vivos atenuados da dengue e induz a respostas imunológicas contra os quatro sorotipos do vírus. A vacina é aplicada em um esquema de duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Influenza – Os grupos definidos pelo Ministério da Saúde para a estratégia de vacinação contra a Influenza nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste em 2025 são o prioritário (crianças de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes; idosos com 60 anos ou mais) e o especial (puérperas; povos indígenas; quilombolas; pessoas em situação de rua; trabalhadores da Saúde; professores do ensino básico e superior; profissionais das forças de segurança e salvamento; profissionais das forças armadas; pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso; trabalhadores portuários; trabalhadores dos Correios; população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade).

Todos os imunizantes disponíveis das campanhas ativas (Covid-19 ou Influenza) podem ser administrados simultaneamente com qualquer outro que faz parte do calendário de rotina, em qualquer intervalo de tempo, na faixa etária de seis meses de idade ou mais. A Covid-19 e a Influenza continuam sendo ameaças para a saúde pública, especialmente para as pessoas não vacinadas.

Documentação – Para vacinação é necessário levar, além do cartão de vacina, os documentos comprobatórios de cada grupo. Os profissionais que se enquadram na ampliação dos grupos prioritários deverão apresentar documento de identificação com foto e comprovante (declaração, carteira do conselho de classe ou contracheque) de vínculo com a empresa ou instituição onde atua. Já pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais deverão apresentar laudo médico.

Locais para vacinação em João Pessoa no sábado (12) – ‘Dia D’:

Home Center Ferreira Costa

Horário: 8h às 16h


Shopping Sul

Horário: 10h às 16h

Shopping Tambiá

Horário: 9h às 16h

Vacinas de campanha:

– Influenza: Crianças de seis meses a menores de 6 anos e grupos prioritários;

– Covid-19: Crianças menores de 5 anos e grupos prioritários;

– HPV: Campanha de atualização para o público de 9 a 19 anos;

– Atualização do calendário de rotina

Policlínicas Municipais e Centro Municipal de Imunização

Horário: 8h às 12h

Unidades de Saúde da Família (USFs)

Horário: 8h às 12h

Vacinas de campanha:

– Influenza: Crianças de seis meses a menores de 6 anos e grupos prioritários;

– Covid-19: Crianças menores de 5 anos e grupos prioritários;

– HPV: Campanha de atualização para o público de 9 a 19 anos;

– Dengue: adolescentes de 10 a 14 anos;

– Atualização do calendário de rotina.

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