Cerca de 3 mil servidores da Prefeitura de Campina Grande iniciaram greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (1º). A categoria cobra reajuste salarial.
A paralisação foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema (Sintab) e deve atingir setores da administração municipal.
Segundo o sindicato, participam da greve garis, merendeiras, secretárias, servidores de serviços gerais e profissionais de apoio.
O presidente do Sintab, Franklyn Ikaz, afirmou que a categoria segue aberta ao diálogo com a gestão do prefeito Bruno Cunha Lima.
Trabalhadores da construção civil de João Pessoa realizam um protesto nesta quarta-feira (14) pela revisão da decisão que julgou inconstitucional a Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS), impondo a suspensão retroativa de seus efeitos. O ato foi realizado em frente ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon), o ato público acontece em defesa dos empregos na construção civil. No movimento, trabalhadores ergueram faixas com frases como: “Não é sobre números. É sobre trabalho, renda e dignidade. 120 mil empregos em risco.”
Alexandre Jubert, empresário da construção civil, disse que a anulação da LOUS afeta toda uma cadeia produtiva. “Para se ter uma noção, são 14 mil corretores de imóveis que vivem da venda. E não pode vender porque é um imóvel que é ilegal. Um comércio dependendo disso, um caçambeiro, um pintor, um gesseiro. É um problema social muito grave e nós esperamos ter solução disso na semana que vem”.
Segundo os construtores, em reunião com o Tribunal do Justiça nessa terça (13) ficou acordado que a situação da construção civil será colocada em pauta dia 21, após um parecer da Câmara Municipal, que deve ser encaminhado ainda nessa semana.
“Uma lei aprovada pela Câmara de Vereadores, sancionada pelo prefeito e que durante uma ano e oito meses não teve julgamento sobre ela, a gente entende que ela precisa ser respeitada. A gente defende não só os empregos atuais como os empregos futuros”, disse o presidente do Sinduscon, Ozaes Mangueira.
O setor da construção civil em João Pessoa anunciou a paralisação das atividades nesta quarta-feira (14). A mobilização é organizada pelo Sinduscon-JP e ocorre em protesto contra os efeitos da anulação da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS), declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça da Paraíba em dezembro de 2025.
Segundo o presidente do Sinduscon-PB, Ozaes Mangueira, a decisão judicial traz impactos diretos para empresas, comércio e setor financeiro, com risco de demissões. “A consequência para isso são as demissões, por consequência você tem que demitir”, afirmou.
A LUOS foi anulada após julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo Ministério Público da Paraíba, que apontou falhas no processo legislativo e flexibilização indevida de regras ambientais. Um relatório técnico da UFPB também indicou riscos como sombreamento excessivo, prejuízos à ventilação costeira e possibilidade de erosão.
O relator do processo, desembargador Carlos Beltrão, considerou a lei inconstitucional de forma formal e material, com efeitos retroativos. Representantes do setor, como Richard Lacerda, convocaram empresários e trabalhadores para participar das mobilizações previstas para os próximos dias.
O presidente do Sindconpetro-PB, Emerson Galdino, afirmou nesta quarta-feira (2) que os caminhoneiros de combustíveis da Paraíba não irão aderir à greve nacional convocada para quinta-feira (4). Ele disse que a mobilização “surgiu rápido demais” e não seguiu nenhum dos ritos obrigatórios, como assembleia, pauta definida ou deliberação com a federação.
Emerson afirmou que a categoria tem alto poder de paralisação — capaz de “parar o estado em 72 horas”, como ocorreu em 2018 — mas destacou que não aceita ser usada politicamente. Segundo ele, a convocação “tem mais cunho político do que reivindicação real” e não partiu de lideranças representativas.
O sindicalista também descreveu o desgaste da rotina dos caminhoneiros e o impacto sobre as famílias. “As esposas de caminhoneiro são viúvas de marido vivo”, declarou, citando jornadas exaustivas e dificuldades acumuladas pela categoria.
Apesar de rejeitar a greve agora, Emerson admitiu que uma paralisação organizada poderá acontecer no futuro, caso as condições não melhorem. “A base discute, mas esse ainda não é o momento”, afirmou.
Moradores do Bairro São José, em João Pessoa, voltaram a interditar, na tarde desta sexta-feira (21), o trecho da BR-230 próximo ao acesso ao Manaíra Shopping, na Capital.
Ontem, o grupo já tinha realizado um ato semelhante. Os manifestantes reclamam sobre a falta de água na localidade.
Por conta do manifesto, o trânsito ficou congestionado no sentido João Pessoa-Cabedelo.
A greve dos profissionais da saúde municipal de Campina Grande, aprovada na manhã desta quinta-feira (13) pelo SINTAB, foi suspensa poucas horas depois por decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). O desembargador Joás de Brito Pereira Filho atendeu a um pedido da Prefeitura e determinou o retorno imediato de enfermeiros, fisioterapeutas e médicos aos postos de trabalho.
O sindicato havia aprovado a paralisação por causa dos atrasos recorrentes nos salários pagos pelo município. Apesar disso, o magistrado considerou a greve ilegal por atingir um serviço essencial e por não haver um plano de contingência para manter o atendimento em UPAs, SAMU e UTIs.
Na decisão, Joás de Brito afirmou:
“Na ponderação entre o direito de greve, por mais legítimas que sejam as reivindicações, e o direito à saúde e à vida de toda uma coletividade, este último deve preponderar de forma absoluta.”
O descumprimento da ordem resultará em multa diária de R$ 50 mil ao sindicato.
A Justiça determinou ainda a intimação imediata do SINTAB e o acompanhamento do caso pelo Ministério Público. A Prefeitura deverá se pronunciar sobre os atrasos salariais que motivaram o movimento.
Os servidores da Saúdede Campina Grande decidiram realizar uma paralisação nesta quinta-feira (13). A decisão foi tomada durante assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (10), na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Campina Grande e do Agreste da Borborema (Sintab).
Segundo o sindicato, estiveram na assembleia desta segunda 17 representantes de categorias da Saúde, que foram favoráveis à paralisação. Além disso, os funcionários farão um ato público na público na Praça Clementino Procópio, no Centro, às 9h, seguido de uma caminhada pelas principais ruas da cidade.
Os servidores da Saúde reivindicam a criação de um calendário fixo de pagamento dentro do mês trabalhado, tendo em vista os recorrentes atrasos salariais por parte da Prefeitura de Campina Grande. De acordo com o Sintab, o município é o único que não possui previsão regulamentada de pagamento.
Os servidores também denunciam a falta de insumos básicos, como equipamentos de proteção individual (EPIs) nas unidades de saúde. O Sintab esclareceu que um indicativo de greve havia sido aprovado há três meses, mas o governo municipal não apresentou resposta às demandas da categoria. A expectativa é que a gestão municipal se manifeste acerca das reivindicações até a quinta-feira.
Um protesto interditou, nesta segunda-feira (10), a Avenida Cruz das Armas, em João Pessoa. Moradores fecharam a via com pneus e atearam fogo por um jovem de 22 anos que foi baleado por um policial militar durante uma abordagem no último sábado (8).
O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas, que se espalharam rapidamente pela pista. O trânsito na região ficou parcialmente bloqueado. A Polícia Militar também foi enviada ao local para conter os manifestantes e restabelecer a ordem.
Durante o protesto, um homem que passava pela calçada foi agredido. Segundo testemunhas, um manifestante derrubou a vítima, que caiu e bateu a cabeça no chão.
O ato teve início após a repercussão do caso em que um policial militar teria atingido, por engano, um trabalhador de espetinho durante uma abordagem a um suspeito que estava em uma moto. O disparo acertou o jovem, que foi socorrido pelos próprios policiais e levado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde permanece internado em estado grave.
A Polícia Militar informou que o caso foi registrado na delegacia e será alvo de uma apuração interna para esclarecer as circunstâncias do disparo.
Através de uma nota, publicada no site da instituição, a Reitoria da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) apresentou nesta terça-feira (04) uma nova proposta para tentar colocar um fim no movimento grevista dos professores. A Reitoria propõe um deságio de 40% dos retroativos dos docentes e o pagamento do restante em 24 meses.
A proposta avança um pouco em comparação com o que foi apresentado pelos representantes do Governo do Estado, recentemente. O Governo ofereceu um deságio de 40% e o parcelamento em 30 vezes.
No geral, a proposta apresentada pela Reitoria não tem sido vista com bons olhos pelos profeossores. É que os demais pontos da pauta dos grevistas ainda continuam fora das negociações – a saber: a realização de concursos para docentes, recomposição salarial (22% de déficit desde 2019) e o cumprimento da Lei de Autonomia.
Eles já rejeitaram o deságio em outros momentos.
Os docentes, contudo, irão discutir a proposta nesta quarta-feira (05). A depender da posição da categoria, poderemos começar a ter, ou não, uma luz no fim do túnel para o fim da greve.
Confira a nota da Reitoria
A Reitoria da Universidade Estadual da Paraíba vem, por meio desta nota, informar a comunidade acadêmica e população em geral sobre os recentes acontecimentos relativos ao contexto de negociação entre o Governo do Estado e o movimento grevista da classe docente da UEPB, deflagrado em 22/9/2025.
Neste sentido, a Reitoria reitera seu compromisso democrático com a pauta do movimento grevista e a continuidade do diálogo com o Governo do Estado, buscando, fundamentalmente, soluções para o término da greve, que já soma 45 (quarenta e cinco) dias de paralisação das atividades acadêmicas.
Primeiramente, destaca-se que, em 28 de outubro de 2025, ocorreu, na Procuradoria Geral do Estado da Paraíba (PGE), uma reunião para tratar do acordo referente ao pagamento dos valores retroativos das progressões funcionais dos técnicos administrativos da Instituição.
O encontro contou com as presenças da Reitora Celia Regina Diniz, da Vice-Reitora Ivonildes Fonseca, do Chefe de Gabinete Luciano Albino, do Procurador-Geral Thales Linhares e do Assessor da Reitoria Ítalo Vilarim. Pelo Governo do Estado, participaram o Procurador-Geral do Estado Fábio Brito e o Secretário de Planejamento Gilmar Martins.
Nesse mesmo contexto, ainda cabe destacar que houve um diálogo prévio com o Secretário Cláudio Furtado, da SECTIES, sobre as condições para negociação com os segmentos técnico-administrativo e docente. A pauta inicial da reunião tratou da regularização documental referente ao pagamento dos retroativos para as duas categorias interessadas.
Durante a discussão, a Reitora Celia Regina Diniz demonstrou sensibilidade e visão institucional ao propor a extensão do acordo aos docentes da Universidade, ampliando a pauta inicial. A sugestão visava assegurar isonomia no tratamento dado às categorias, oferecendo aos docentes condições idênticas às já acordadas com os técnicos.
A proposta incluía, portanto, uma melhoria significativa: a redução do prazo de quitação dos valores retroativos da progressão funcional. Com efeito, a medida representa um avanço relevante nas negociações e um passo importante para o encerramento da greve docente.
Diante da nova proposta, os representantes do Governo recomendaram que ela fosse encaminhada diretamente ao Governador João Azevedo, o que foi prontamente atendido por meio do Ofício nº 252/2025/GR. O ofício enviado ao chefe do Poder Executivo apresentou solicitação formal para que o pagamento dos retroativos de todos os servidores da UEPB – técnicos e docentes – fosse efetivado com prazo reduzido, menor que as 30 (trinta) parcelas acordadas anteriormente.
A postura diplomática e propositiva da Reitoria, marcada pela busca do entendimento e pela transparência na condução, foi essencial para o avanço das tratativas. Após as negociações, o Governador João Azevedo acolheu a proposta, reconhecendo o esforço da Reitoria em buscar uma solução viável para o impasse, ao mesmo tempo exequível para o Estado e justa para seus servidores; mas, em especial, propositiva para o fim da greve, sinalizando o parcelamento em 24 (vinte e quatro) vezes.
Portanto, a proposta apresentada pelo Governo é a atualização do valor retroativo pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), aplicação de deságio de 40% sobre este valor e pagamento em 24 parcelas para técnicos e docentes.
A Reitoria ainda informa que os demonstrativos dos valores retroativos às progressões funcionais de janeiro/2018 a maio/2023 dos Técnicos Administrativos e dos Docentes já estão disponíveis para consulta no Sistema Unificado de Administração Pública (SUAP), assegurando transparência e celeridade no acompanhamento das informações por parte dos servidores e servidoras.
Com essa iniciativa, a Reitoria reafirma sua postura dialógica, democrática e responsável, demonstrando que a negociação é sempre o caminho mais eficaz para alcançar soluções concretas e sustentáveis. O resultado obtido reflete não apenas a competência da equipe da Gestão Administrativa da Universidade, mas, também, o compromisso com a valorização dos servidores e a estabilidade institucional da UEPB.
A Reitoria expressa, assim, seu reconhecimento ao Governo do Estado pelo atendimento à proposta apresentada!
Em tempo oportuno e como ato contínuo às negociações, destaca-se a necessidade de valorização da Lei de Autonomia Financeira 7.643/2004, com o objetivo de consolidar sua atualização, considerando os desafios contemporâneos da estrutura atual da Universidade.
Portanto, a Reitoria também se compromete com a composição de uma mesa técnica formada pela Gestão Administrativa da Universidade e por representação dos segmentos docente, técnico e discente, com a finalidade de apresentar soluções e definir junto com o Governo estadual uma proposta viável à sustentabilidade orçamentária e financeira de nossa Universidade Estadual da Paraíba.
Diante do exposto, a Reitoria apresenta esta proposta para o fim da greve e retorno das atividades acadêmicas normais, após apreciação e decisão da categoria.
Os profissionais de saúde do município de João Pessoa realizam, na próxima quarta-feira (29 de outubro), uma assembleia geral em frente à Secretaria Municipal de Saúde, localizada na Avenida Júlia Freire, no bairro da Torre. O encontro está marcado para as 9h e foi convocado pelos sindicatos que representam a categoria.
A assembleia tem como principal objetivo discutir pautas trabalhistas e administrativas, além de deliberar sobre possíveis ações de mobilização. Entre os temas que devem ser debatidos estão reajuste salarial, data-base, condições de trabalho e o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).
Os sindicatos também devem tratar da convocação de profissionais concursados e da aprovação de um calendário de paralisação.
De acordo com a convocatória, os servidores estão sendo orientados a comparecer vestidos de preto, em sinal de protesto.
A assembleia, segundo a organização, faz parte do esforço das entidades representativas em ampliar o diálogo com a gestão municipal e reivindicar melhorias para os trabalhadores da área da saúde.
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