Um protesto interditou, nesta segunda-feira (10), a Avenida Cruz das Armas, em João Pessoa. Moradores fecharam a via com pneus e atearam fogo por um jovem de 22 anos que foi baleado por um policial militar durante uma abordagem no último sábado (8).
O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas, que se espalharam rapidamente pela pista. O trânsito na região ficou parcialmente bloqueado. A Polícia Militar também foi enviada ao local para conter os manifestantes e restabelecer a ordem.
Durante o protesto, um homem que passava pela calçada foi agredido. Segundo testemunhas, um manifestante derrubou a vítima, que caiu e bateu a cabeça no chão.
O ato teve início após a repercussão do caso em que um policial militar teria atingido, por engano, um trabalhador de espetinho durante uma abordagem a um suspeito que estava em uma moto. O disparo acertou o jovem, que foi socorrido pelos próprios policiais e levado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde permanece internado em estado grave.
A Polícia Militar informou que o caso foi registrado na delegacia e será alvo de uma apuração interna para esclarecer as circunstâncias do disparo.
Através de uma nota, publicada no site da instituição, a Reitoria da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) apresentou nesta terça-feira (04) uma nova proposta para tentar colocar um fim no movimento grevista dos professores. A Reitoria propõe um deságio de 40% dos retroativos dos docentes e o pagamento do restante em 24 meses.
A proposta avança um pouco em comparação com o que foi apresentado pelos representantes do Governo do Estado, recentemente. O Governo ofereceu um deságio de 40% e o parcelamento em 30 vezes.
No geral, a proposta apresentada pela Reitoria não tem sido vista com bons olhos pelos profeossores. É que os demais pontos da pauta dos grevistas ainda continuam fora das negociações – a saber: a realização de concursos para docentes, recomposição salarial (22% de déficit desde 2019) e o cumprimento da Lei de Autonomia.
Eles já rejeitaram o deságio em outros momentos.
Os docentes, contudo, irão discutir a proposta nesta quarta-feira (05). A depender da posição da categoria, poderemos começar a ter, ou não, uma luz no fim do túnel para o fim da greve.
Confira a nota da Reitoria
A Reitoria da Universidade Estadual da Paraíba vem, por meio desta nota, informar a comunidade acadêmica e população em geral sobre os recentes acontecimentos relativos ao contexto de negociação entre o Governo do Estado e o movimento grevista da classe docente da UEPB, deflagrado em 22/9/2025.
Neste sentido, a Reitoria reitera seu compromisso democrático com a pauta do movimento grevista e a continuidade do diálogo com o Governo do Estado, buscando, fundamentalmente, soluções para o término da greve, que já soma 45 (quarenta e cinco) dias de paralisação das atividades acadêmicas.
Primeiramente, destaca-se que, em 28 de outubro de 2025, ocorreu, na Procuradoria Geral do Estado da Paraíba (PGE), uma reunião para tratar do acordo referente ao pagamento dos valores retroativos das progressões funcionais dos técnicos administrativos da Instituição.
O encontro contou com as presenças da Reitora Celia Regina Diniz, da Vice-Reitora Ivonildes Fonseca, do Chefe de Gabinete Luciano Albino, do Procurador-Geral Thales Linhares e do Assessor da Reitoria Ítalo Vilarim. Pelo Governo do Estado, participaram o Procurador-Geral do Estado Fábio Brito e o Secretário de Planejamento Gilmar Martins.
Nesse mesmo contexto, ainda cabe destacar que houve um diálogo prévio com o Secretário Cláudio Furtado, da SECTIES, sobre as condições para negociação com os segmentos técnico-administrativo e docente. A pauta inicial da reunião tratou da regularização documental referente ao pagamento dos retroativos para as duas categorias interessadas.
Durante a discussão, a Reitora Celia Regina Diniz demonstrou sensibilidade e visão institucional ao propor a extensão do acordo aos docentes da Universidade, ampliando a pauta inicial. A sugestão visava assegurar isonomia no tratamento dado às categorias, oferecendo aos docentes condições idênticas às já acordadas com os técnicos.
A proposta incluía, portanto, uma melhoria significativa: a redução do prazo de quitação dos valores retroativos da progressão funcional. Com efeito, a medida representa um avanço relevante nas negociações e um passo importante para o encerramento da greve docente.
Diante da nova proposta, os representantes do Governo recomendaram que ela fosse encaminhada diretamente ao Governador João Azevedo, o que foi prontamente atendido por meio do Ofício nº 252/2025/GR. O ofício enviado ao chefe do Poder Executivo apresentou solicitação formal para que o pagamento dos retroativos de todos os servidores da UEPB – técnicos e docentes – fosse efetivado com prazo reduzido, menor que as 30 (trinta) parcelas acordadas anteriormente.
A postura diplomática e propositiva da Reitoria, marcada pela busca do entendimento e pela transparência na condução, foi essencial para o avanço das tratativas. Após as negociações, o Governador João Azevedo acolheu a proposta, reconhecendo o esforço da Reitoria em buscar uma solução viável para o impasse, ao mesmo tempo exequível para o Estado e justa para seus servidores; mas, em especial, propositiva para o fim da greve, sinalizando o parcelamento em 24 (vinte e quatro) vezes.
Portanto, a proposta apresentada pelo Governo é a atualização do valor retroativo pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), aplicação de deságio de 40% sobre este valor e pagamento em 24 parcelas para técnicos e docentes.
A Reitoria ainda informa que os demonstrativos dos valores retroativos às progressões funcionais de janeiro/2018 a maio/2023 dos Técnicos Administrativos e dos Docentes já estão disponíveis para consulta no Sistema Unificado de Administração Pública (SUAP), assegurando transparência e celeridade no acompanhamento das informações por parte dos servidores e servidoras.
Com essa iniciativa, a Reitoria reafirma sua postura dialógica, democrática e responsável, demonstrando que a negociação é sempre o caminho mais eficaz para alcançar soluções concretas e sustentáveis. O resultado obtido reflete não apenas a competência da equipe da Gestão Administrativa da Universidade, mas, também, o compromisso com a valorização dos servidores e a estabilidade institucional da UEPB.
A Reitoria expressa, assim, seu reconhecimento ao Governo do Estado pelo atendimento à proposta apresentada!
Em tempo oportuno e como ato contínuo às negociações, destaca-se a necessidade de valorização da Lei de Autonomia Financeira 7.643/2004, com o objetivo de consolidar sua atualização, considerando os desafios contemporâneos da estrutura atual da Universidade.
Portanto, a Reitoria também se compromete com a composição de uma mesa técnica formada pela Gestão Administrativa da Universidade e por representação dos segmentos docente, técnico e discente, com a finalidade de apresentar soluções e definir junto com o Governo estadual uma proposta viável à sustentabilidade orçamentária e financeira de nossa Universidade Estadual da Paraíba.
Diante do exposto, a Reitoria apresenta esta proposta para o fim da greve e retorno das atividades acadêmicas normais, após apreciação e decisão da categoria.
Os profissionais de saúde do município de João Pessoa realizam, na próxima quarta-feira (29 de outubro), uma assembleia geral em frente à Secretaria Municipal de Saúde, localizada na Avenida Júlia Freire, no bairro da Torre. O encontro está marcado para as 9h e foi convocado pelos sindicatos que representam a categoria.
A assembleia tem como principal objetivo discutir pautas trabalhistas e administrativas, além de deliberar sobre possíveis ações de mobilização. Entre os temas que devem ser debatidos estão reajuste salarial, data-base, condições de trabalho e o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).
Os sindicatos também devem tratar da convocação de profissionais concursados e da aprovação de um calendário de paralisação.
De acordo com a convocatória, os servidores estão sendo orientados a comparecer vestidos de preto, em sinal de protesto.
A assembleia, segundo a organização, faz parte do esforço das entidades representativas em ampliar o diálogo com a gestão municipal e reivindicar melhorias para os trabalhadores da área da saúde.
Vereadores paraibanos irão fazer um ‘Ato por Justiça’ na próxima quarta-feira (01), em frente à Assembleia Legislativa do Estado, na Capital. Eles cobram solução para as investigações em torno do assassinato do vereador de Jacaraú, Peron Filho, e também da tentativa de homicídio que teve como alvo o vereador Guga Moov Jampa.
A mobilização está sendo articulada pela Federação das Câmaras Municipais do Estado da Paraíba (FECAMPB).
Semana passada, o presidente da entidade, vereador Félix Júnior, que preside a Câmara de Santa Luzia, entregou um convite do Ato ao presidente Adriano Galdino (Rep).
“Esse ato é um grito da sociedade paraibana contra a impunidade. Não podemos aceitar que crimes tão graves fiquem sem resposta”, assinalou ao Blog o presidente da FECAMPB, Félix Júnior.
A expetactiva é de que centenas de parlamentares, de vários municípios paraibanos, participem do movimento.
Movimentos sociais, grupos e partidos políticos de esquerda participaram, na manhã deste domingo (21), em João Pessoa, de uma manifestação contra a chamada “PEC da blindagem”, aprovada pela Câmara dos Deputados. Os manifestantes também protestam contra o PL da anistia.
Convocada pelas redes sociais, a manifestação foi capitaneada na Paraíba pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e também conta com a participação de artistas locais. É o primeiro ato com a deputada estadual Cid Ramos no comando da legenda em âmbito estadual. Ela participa do ato.
Os manifestantes se concentraram no Busto de Tamandaré, a partir das 09h, e carregaram cartazes com críticas à PEC da blindagem, aprovada com o apoio da maior parte da bancada paraibana, e que dificulta os caminhos para a punição de um congressista.
Entre os manifestantes, também havia bandeiras do PT, do PC do B, do movimento LGBTQ+ e da campanha do presidente Lula. Também havia algumas bandeiras do Brasil.
A maioria dos manifestantes usava roupas vermelhas, em referência às causas da esquerda.
Yanca OliveiraManifestação de esquerda no Busto de Tamandaré, em João Pessoa. Yanca OliveiraYanca Oliveira
Os participantes da manifestação também carregaram faixas contra a anistia aos envolvidos nos atos de 08 de janeiro de 2023, condenados pelo STF por tentativa de golpe de Estado. A anistia também foi aprovada pela Câmara. O texto, agora, trata da “dosimetria” das penas.
Moradores de Lucena, na Grande João Pessoa, despejaram lixo na frente do prédio a Prefeitura Municipal em protesto à falta de coleta.
Desde a quarta-feira passada, os resíduos estavam se acumulando, contrariando o calendário oficial da prefeitura, que prevê a coleta às segundas, quartas e sextas-feiras, segundo a moradora Sayonara Lopes.
A situação se agravou, com sacos de lixo sendo rasgados por animais e catadores, espalhando os detritos pelas ruas. Adriana Melo, uma das moradoras, desabafou: “Ontem [quarta-feira, dia 17] fez uma semana da falta de coleta de lixo, e os moradores ficam sem saber o que fazer. Na sexta colocamos o lixo fora, mas não passou nas datas previstas. Na rua principal de Camaçari teve recolhimento, mas não entrou no bairro. Estou com lixo na lixeira da rua desde sexta passada e já tem mais dentro de casa agora.”
A mesma reclamação partiu de Ioná Mariano, também moradora. Ela notou que a situação em Camaçari é a pior da cidade. “Parece até de propósito,” disse.
Os moradores, que levaram recadinhos com o lixo, afirmaram que o ato é apenas o primeiro de uma série de ações para pressionar o prefeito Léo Bandeira. Eles exigem não apenas a regularização da coleta de lixo, mas também a resolução de problemas como o saneamento básico, a iluminação pública e a retirada de animais das ruas.
Os professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) decidiram, em assembleia nesta quinta-feira (18), deflagrar greve a partir da próxima segunda-feira (22).
A categoria aponta como principais motivos a crise orçamentária da instituição, o não pagamento do retroativo das progressões e o descumprimento da Lei de Autonomia por parte do Governo da Paraíba.
Na semana passada, os docentes já haviam realizado paralisações e mobilizações para pressionar o Estado a abrir diálogo. Segundo a ADUEPB, ainda não houve resposta aos pedidos de audiência com o governador João Azevêdo e secretários do governo.
A paralisação das atividades acadêmicas começa na segunda-feira e segue sem prazo para terminar.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cotado para ser candidato a presidente no ano que vem, reafirmou, neste domingo (7), o apoio a candidatura de Jair Bolsonaro (PL).
“Só tem um candidato para nós, que é Jair Messias Bolsonaro”, disse, em ato na Avenida Paulista. Bolsonaro, no entanto, está inelegível por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). “Eu tenho certeza que ele indo para urna, ele vai vencer às eleições”, afirmou.
Tarcísio defendeu uma anistia ampla, para incluir Bolsonaro, aos condenados por tentativa de golpe de Estado. “Essa festa não está completa porque Jair Messias Bolsonaro não está conosco”, disse. Em outro momento, ele mandou um recado para o presidente da Câmara, Hugo Motta: “Paute a anistia.”
O governador também citou que a defesa dos réus do núcleo crucial do golpe apontaram cerceamento de defesa. Segundo ele, isso mostra que o julgamento não está sendo imparcial. O núcleo crucial, que inclui Bolsonaro, começou a ser julgado na semana passada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). “Ninguém aguenta a tirania de um ministro”, disse, em alusão ao ministro Alexandre de Moraes. “Nós não vamos aceitar que nenhum ditador diga o que a gente tem que fazer”, disse em outro momento.
“É tudo muito frágil, como vamos admitir uma condenação? Só há uma forma de resolver isso: anistia”, defendeu. O governador esteve em Brasília na semana passada para tentar pressionar que anistia seja pautada no Câmara dos Deputados.
Motoristas de João Pessoa se mobilizam nesta sexta-feira (22) contra os recentes aumentos nos preços dos combustíveis na capital. A ação de protesto consiste em abastecer os veículos com apenas R$ 0,50, parcelando o pagamento no cartão de crédito e exigindo a emissão da nota fiscal.
Nos últimos dias, a população foi surpreendida com reajustes de até R$ 0,40 por litro, mesmo sem anúncio de aumento por parte da Petrobras. O caso levantou suspeitas de prática abusiva e chamou a atenção do Legislativo Municipal.
Ainda nesta sexta, a Câmara de João Pessoa realiza uma audiência pública para discutir o tema com órgãos de fiscalização, consumidores e representantes do setor. Também tramita na Casa um pedido de abertura de CPI dos Combustíveis, apresentado pelo vereador Guguinha Moov Jampa (PSD), que busca investigar a possível existência de cartel entre os postos da capital.
Os comerciantes da Feira de Oitizeiro, localizada no bairro Funcionários I, em João Pessoa, realizam uma manifestação, no início da tarde desta segunda-feira (28), em protesto contra a interdição de seus estabelecimentos por conta do início das obras de requalificação do espaço.
O protesto bloqueou as duas vias da região, com feirantes queimando pedaços de madeira e outros materiais, impedindo a passagem de veículos nos dois sentidos. Os comerciantes alegam que não foram devidamente ouvidos pela Prefeitura Municipal de João Pessoa antes da execução do projeto, que prevê mudanças internas na estrutura da feira.
Um dos principais pontos de insatisfação é a possível transferência dos comerciantes para as margens da BR-230, durante o andamento das obras. Os feirantes pedem uma audiência com o prefeito Cícero Lucena para discutir alternativas e garantir que suas atividades não sejam prejudicadas.
“A gente não é contra o prefeito, não. A gente só quer que ele escute a gente. A gente quer o mercado organizado, limpo, direitinho, para ficar bem para todo mundo. A gente quer que eles nos escute”, disse uma das feirantes durante o protesto.
Até o momento, a Prefeitura de João Pessoa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
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