Saúde

ATENÇÃO: Paraíba registra 80% de ocupação em UTIs por síndromes respiratórias



					Paraíba registra 80% de ocupação em UTIs por síndromes respiratórias
Adolescente de 13 anos morreu com suspeita de influenza A – Foto: Divulgação. Leitos para pacientes com Covid-19 – Foto: Divulgação

A rede pública de saúde da Paraíba enfrenta um cenário de alta pressão assistencial, com cerca de 80% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ocupados por pacientes com síndromes respiratórias, tanto adultos quanto pediátricos. A informação foi confirmada pelo secretário de Estado da Saúde, Ari Reis, que também apontou que aproximadamente 70% dos leitos de enfermaria da rede estadual estão ocupados.

De acordo com o secretário, houve um aumento expressivo na procura por atendimento nos últimos dias. “Os prontos atendimentos triplicaram o número de demandas nessa última semana. Precisamos dar atenção a esse cenário e enfrentar esse período de sazonalidade, que ocorre todos os anos, mas que neste se apresenta mais grave, para evitar a sobrecarga da rede de saúde, tanto pública quanto privada”, afirmou.

João Pessoa decreta situação de emergência

Diante do avanço dos casos, a Prefeitura de João Pessoa decretou, na quarta-feira (1º), situação de emergência na saúde pública. A medida foi oficializada por meio do Diário Oficial do Município (DOM) e tem como base o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Segundo o documento, a decisão foi motivada por um “crescimento expressivo de atendimentos”, especialmente entre crianças e adultos, com impacto direto na demanda por leitos de UTI e por suporte ventilatório.

Medidas emergenciais para ampliar atendimento

Com o decreto, a gestão municipal passa a ter autorização para adotar medidas excepcionais com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento. Entre as principais ações previstas estão:

  • Dispensa de licitação para contratações emergenciais;
  • Requisição administrativa de bens e serviços;
  • Reorganização dos fluxos assistenciais na rede de saúde.

Além disso, o decreto prevê a mobilização de toda a estrutura da Secretaria Municipal de Saúde, priorizando o atendimento a pacientes com síndromes respiratórias, especialmente os casos mais graves.

Falta de dados detalhados locais

Apesar da confirmação do aumento de casos, o documento publicado no DOM não apresenta dados numéricos detalhados sobre a situação epidemiológica no município. A Secretaria Municipal de Saúde informou que os números atualizados devem ser divulgados apenas nesta quinta-feira (2).

Cenário pode evoluir

O decreto também prevê a possibilidade de edição de normas complementares para dar maior agilidade às ações durante o período de emergência. A medida poderá ser prorrogada, a depender da evolução do cenário epidemiológico.

Enquanto isso, autoridades de saúde reforçam a necessidade de atenção da população, especialmente em relação aos grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades, diante do aumento de casos de doenças respiratórias no estado.

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Saúde

João Pessoa decreta emergência na saúde por aumento de casos de síndromes respiratórias



					João Pessoa decreta emergência na saúde por aumento de casos de síndromes respiratórias
Foto: Secom/PA. Pesquisa com cerca de 2 mil pessoas vai ser feita para acompanhar quem já teve e vai ter Covid-19 no estado Foto: Secom/PA

O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), decretou situação de emergência em saúde por 90 dias diante do aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O ato foi publicado numa edição extra do Diário Oficial do Município desta terça-feira (31).

A decisão ocorre em meio a um cenário de aumento de doenças respiratórias em várias regiões do país, pressionando sistemas de saúde e exigindo respostas rápidas das gestões locais.

No decreto, Cícero considerou o “crescimento expressivo de atendimentos, especialmente entre adultos e pacientes pediátricos, com impacto direto na demanda por leitos de UTI e suporte ventilatório”.

A secretaria de Saúde de João Pessoa ainda não informou dados sobre os atendimentos registrados no município até o momento. Em entrevista à CBN, o secretário de Saúde, Ari Reis, já havia citado o aumento dos casos em hospitais públicos e privados da Paraíba, onde a ocupação dos leitos está entre 80% e 90%.

O que acontece com a decretação de emergência

Com o decreto, a gestão municipal poderá adotar medidas excepcionais para ampliar a capacidade de atendimento. Entre elas, estão:

  • Dispensa de licitação para contratações emergenciais
  • Requisição administrativa de bens e serviços
  • Reorganização dos fluxos assistenciais

Outras medidas no decreto

O texto também prevê a mobilização de toda a estrutura da Secretaria de Saúde para priorizar casos de SRAG, com foco na ampliação da rede e na garantia de assistência aos pacientes em estado mais grave.

Outro ponto destacado é a possibilidade de edição de normas complementares para dar agilidade às ações durante o período de emergência, que pode ser prorrogado conforme a evolução do cenário epidemiológico.

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Saúde

Bolsonaro está ‘inchado’ e ‘naturalmente irritado’ na UTI, diz Carlos após visita

jair-bolsonaro-chega-de-samu-ao-hospital-df-star-apos-passar-mal-na-papudinha—metropoles-2Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) visitou o pai, Jair Bolsonaro, no hospital DF Star, em Brasília, na noite deste domingo (15/3). O ex-presidente está internado na unidade de terapia intensiva há três dias com quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral.

Após visitar o pai, Carlos disse que Bolsonaro está “inchado” por conta dos antibióticos e “naturalmente irritado” com o quadro de saúde.

“Seu corpo está visivelmente muito inchado, em razão dos antibióticos, e seu estado psicológico segue naturalmente irritado diante de tudo o que está acontecendo”, disse.

O ex-vereador voltou a reforçar que o pai poderia ter morrido se não tivesse recebido atendimento médico rapidamente.

“Conversei com os médicos, que foram muito claros: mais uma ou duas horas no estado em que ele se encontrava e, muito provavelmente, a morte teria ocorrido. E sabemos que é exatamente isso que os canalhas querem”, disse Carlos.

O filho 02 voltou a pedir que o pai seja transferido para a prisão domiciliar para “preservação da sua vida”.

“O dia de hoje é, mais uma vez, extremamente doloroso. Um homem que jamais desviou um centavo dos cofres públicos encontra-se preso, enquanto verdadeiros bandidos estão soltos e dando ordens no Brasil”, afirmou.

Estado de saúde

O último boletim do estado de saúde de Bolsonaro foi divulgado pela equipe médica do hospital, na manhã deste domingo (15/3), e apontou evolução clínica e melhora da função renal.

No entanto, os marcadores inflamatórios no sangue tiveram uma nova elevação, o que ocasionou o aumento de antibióticos.

O boletim informou ainda que Bolsonaro segue com “suporte clínico intensivo e com intensificação da fisioterapia respiratória e motora” e que não há previsão de alta da UTI.

Metrópoles

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Saúde

CEO Jaguaribe inicia atendimentos de urgência nesta segunda-feira

Fotografia: Letícia Beatriz / PMJP

O Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) localizado no bairro de Jaguaribe estará realizando, a partir desta segunda-feira (16), atendimentos de urgência odontológicas no horário das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira. O novo serviço chega para reforçar uma assistência já prestada pelos Centros localizados nos bairros da Torre e Mangabeira.

O diretor geral do CEO Jaguaribe, Ítalo Sousa, destaca que a implantação do serviço de urgência odontológica na unidade de Jaguaribe amplia o acesso da população a um atendimento imediato.

“Estamos falando de um serviço localizado em uma região estratégica da cidade, próxima ao Centro e com grande circulação diária de pessoas. Agora, quem estiver enfrentando uma situação de dor intensa, trauma ou outra intercorrência odontológica pode procurar o serviço e receber o atendimento necessário. O CEO Jaguaribe está de portas abertas de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, justamente para acolher esses casos que não podem esperar”, explica Ítalo Sousa.

São caracterizadas como situações de urgência odontológica uma dor dental aguda, dor nos tecidos moles da boca relacionados, ou não, a processos infecciosos, abscessos (dentário ou periodontal) resultando em dor localizada e inchaço, fratura dental, entre outros procedimentos nos quais não são possíveis esperar para o atendimento agendado.

“Nesses casos, que surgem no dia a dia, exigem atendimento rápido e intervenção imediata do cirurgião-dentista, o usuário pode procurar diretamente o serviço de urgência. Já os tratamentos eletivos ou procedimentos básicos devem ser realizados na Unidade de Saúde da Família de referência, que é a porta de entrada para o acompanhamento regular da saúde bucal”, orienta o profissional.

Caso seja necessário, o paciente realizará o tratamento determinado para o caso apresentado ainda no Centro de Especialidade Odontológica e, ao finalizar, será acompanhado pelo dentista da Unidade de Saúde da Família (USF) em que é atendido rotineiramente.

Nos Centros de Especialidades Odontológicos localizados nos bairros da Torre e Mangabeira o atendimento para casos de urgência em saúde bucal funciona 24 horas.

Serviço

O CEO Jaguaribe está localizado dentro do complexo predial da Policlínica Municipal de Jaguaribe, na Rua Alberto de Brito, n°413, em bairro de mesmo nome. Para agendamento de consultas ou outras informações, o usuário pode entrar em contato através do telefone (83) 3213-7870.

Além dos casos de urgência, o CEO realiza atendimento dos casos mais complexos, que são encaminhados pelos dentistas das USF como cirurgia oral menor, endodontia (tratamento de canal), dentística (restaurações), radiologia, periodontia (tratamento da gengiva), estomatologia (diagnósticos de lesões da cavidade bucal), realização de biópsias e prótese dentária e serviços de odontopediatria e atendimento de pacientes com dor orofacial e DTM.

Também são realizados atendimentos especializados a pacientes com necessidades especiais, usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e de algumas Organizações não governamentais (ONGs) que atuam no seguimento da assistência psicossocial, bem como as crianças com doenças raras, além de atendimento pelo projeto Saúde do Trabalhador.

O atendimento das especialidades acontece de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h. Para o Saúde do Trabalhador o atendimento é das 17h às 19h.

Urgências odontológicas

Dor, com causa clínica ou radiográfica; edema (inchaço); hemorragia (sangramento); Fístulas e abcessos (bolhas próximas aos dentes); traumas (pancadas, quedas, entre outros); restauração quebrada nos dentes da frente; troca de curativo que tenha caído.

Atendimentos eletivos

Restauração, limpeza, raspagem de tártaro, profilaxia, retirada de pontos, extração dentária, aplicação de flúor, atendimentos básicos e de rotina.

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Saúde

Pesquisadora admite falhas em estudo sobre polilaminina e anuncia revisão do artigo científico

Foto: Reprodução/ TV Globo

A pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pelo estudo sobre a polilaminina — substância investigada como possível tratamento para lesões na medula espinhal — afirmou que fará uma revisão no artigo científico que descreve os primeiros testes em humanos. Segundo ela, o trabalho passará por ajustes na apresentação dos dados, correções técnicas e mudanças na forma como os resultados foram explicados.

A reportagem é do g1. O estudo foi divulgado inicialmente como pré-print, ou seja, uma versão preliminar publicada antes da revisão por outros cientistas. Tatiana explicou que o texto foi disponibilizado apenas para registrar a autoria da pesquisa e reconheceu que a redação do material precisava de melhorias.

Entre os pontos que serão corrigidos está um erro em um gráfico do estudo. Na versão atual, um paciente aparece com cerca de 400 dias de acompanhamento, embora o próprio artigo informe que ele morreu poucos dias após o procedimento. A pesquisadora disse que houve um erro de digitação e que os dados pertencem, na verdade, a outro participante do estudo.

Outro ajuste envolve a forma como resultados de exames de eletromiografia foram apresentados. Especialistas apontaram que alguns dados citados como indicativos de melhora não mostravam mudanças claras. Tatiana afirmou que uma das figuras será substituída por uma versão com dados organizados de forma mais precisa, mas destacou que os resultados gerais da pesquisa não serão alterados.

Apesar das correções, o tratamento ainda precisa passar por várias etapas para comprovar segurança e eficácia. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes clínicos regulatórios em humanos, que ainda não começaram. Especialistas afirmam que serão necessários estudos maiores e comparações com grupos de controle para confirmar se a polilaminina realmente é responsável pelas melhoras observadas em pacientes com lesão medular.

Com informações do G1

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Governo Lula desativa quase 1.900 leitos psiquiátricos em dois anos

O atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fechou mais de 2.800 leitos nas áreas de psiquiatria, obstetrícia e pediatria ofertados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

De 2023 a 2025, houve redução de 1.885 leitos psiquiátricos, 679 leitos obstétricos e 302 leitos pediátricos.

O levantamento foi feito pelo Farol da Oposição, do Instituto Teotônio Vilela, organismo de estudos e formação política do PSDB, a partir de dados públicos do Datasus e do IBGE. O Poder360 confirmou os dados nas plataformas públicas.

Em relação à abertura de novos leitos, houve queda de 30,6% em comparação com os 3 primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro (PL). Entre 2023 e 2025, foram abertos 7.050, enquanto que, entre 2019 e 2021, foram 10.163.

O pior desempenho da atual gestão é na oferta de leitos clínicos, que ficou quase inalterada. Foram abertas 627 unidades. Nos primeiros anos da gestão anterior, foram 20.278 só nesta especialidade.

Já o melhor desempenho foi dos leitos cirúrgicos, com 7.526 novas unidades desde 2023. No mesmo período do governo Bolsonaro, foram abertos 3.128.

Desde 2005, foram fechados 38.137 leitos ofertados pelo SUS. Passou de 354.666 para 316.529 no ano passado. O número de unidades disponíveis em 2025 foi o maior desde 2014.

Em nota ao Poder360, o Ministério da Saúde afirmou que, na atual gestão, o total de leitos do SUS aumentou em 10.057 unidades entre 2022 e 2025, revertendo “um cenário de queda constante nos últimos 15 anos”. A pasta destacou ainda “recorde histórico de cirurgias eletivas”, com 14,7 milhões de procedimentos realizados em 2025.

Poder360

 

O ministério declarou que a análise por especialidades deve considerar fatores como a Reforma Psiquiátrica e a “redução do tempo médio de internação”, e informou que o orçamento da Saúde Mental cresceu 70%, alcançando R$ 2,9 bilhões. Também citou investimentos em leitos neonatais e novas maternidades dentro de um “modelo humanizado de atendimento”.

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Saúde

Saúde descarta R$ 108 milhões em vacinas e medicamentos; parte ainda estava dentro da validade

Foto: Aline Massuca/Metrópoles

O Ministério da Saúde incinerou mais de R$ 108,4 milhões em vacinas, medicamentos e insumos ao longo de 2025. Desse total, 17,1% — cerca de R$ 18,5 milhões — ainda estavam dentro do prazo de validade no momento do descarte, segundo dados obtidos via Lei de Acesso à Informação.

As informações são da coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles. Entre os itens inutilizados estão medicamentos de alto custo, como anticorpos monoclonais usados no tratamento de câncer, além de vacinas contra a dengue e insumos adquiridos por decisão judicial. Há casos de produtos com validade até 2050 que também acabaram incinerados. Apesar da redução em relação aos anos anteriores, o volume segue acima do período pré-pandemia.

Nos três primeiros anos do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o montante descartado já chega a R$ 2 bilhões — valor mais de três vezes superior ao registrado em todo o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando foram incinerados R$ 601,5 milhões. O pico ocorreu em 2023, com R$ 1,3 bilhão em perdas.

Após auditoria, a Controladoria-Geral da União apontou falhas na gestão de estoques e recomendou medidas para melhorar controle, logística e monitoramento. O ministério afirma que as recomendações já foram cumpridas ou estão em fase final de execução e nega desperdício, alegando ressarcimento em casos de não conformidade técnica.

Segundo a pasta, a taxa de incineração em 2025 correspondeu a 1,48% do estoque total, com meta de redução para 1% em 2026. O governo atribui os descartes a fatores como judicialização, mudanças em protocolos médicos, variações epidemiológicas e exigências sanitárias que impedem o reaproveitamento de medicamentos devolvidos.

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Saúde

Quase mil pênis foram ‘mutilados’ pelo câncer em cinco anos no Brasil

Foto: Imagem de Darko Djurin por Pixabay

Mais de 2,9 mil homens tiveram o pênis amputado no Brasil entre 2021 e 2025 em decorrência do câncer de pênis. No mesmo período, a doença também levou à morte mais de 2,3 mil pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde.

Considerado um tipo de tumor raro, o câncer de pênis pode ser evitado com algumas atitudes simples: higiene adequada na região íntima, vacinação contra o HPV e cirurgia de postectomia (remoção do prepúcio).

“O câncer de pênis é um tumor totalmente evitável, muito ligado às condições de higiene. É preciso ensinar desde cedo os meninos a como lavar e seguir uma boa higiene na vida adulta”, explica o médico Ariê Carneiro, oncologista do Einstein.

Como evitar esse câncer mutilante?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) um dos principais pontos é a higiene correta. Quando o homem tem o prepúcio, isso acaba acumulando urina, que é ácida e pode causar fibrose (um acúmulo de tecido) e inflamações.

Os especialistas listam quatro ações que podem ajudar na prevenção:

Limpeza adequada do pênis com água e sabão puxando o prepúcio para higiene da glande. A limpeza deve ser realizada todos os dias e após as relações sexuais.

Tomar a vacina do HPV (no SUS, ela está disponível para alguns públicos. Na rede privada, qualquer pessoa pode tomar).

Realização da postectomia (retirada do prepúcio) quando essa pele que encobre a cabeça do pênis não permite a higienização correta. ‍

Uso de preservativo para evitar contaminação por ISTs, como o HPV.

Quais são os sinais de alerta?

A incidência do câncer de pênis aumenta com a idade, com pico entre 50 e 70 anos. Ainda assim, especialistas alertam que homens de qualquer faixa etária devem ficar atentos aos sinais.

Entre os principais sintomas estão:

  • feridas que não cicatrizam;
  • verrugas ou caroços persistentes;
  • secreção com odor forte sob o prepúcio;
  • áreas endurecidas ou avermelhadas;
  • sangramentos na glande;
  • coceira persistente.

Ao perceber qualquer alteração, o homem deve procurar atendimento médico.

Os médicos explicam que o diagnóstico precoce trata a maior parte dos pacientes e sem a necessidade de uma amputação total. Isso porque quando a doença está em estágio inicial, é possível retirar apenas o tumor e preservar o pênis.

“É preciso que o homem adote o hábito de ‘autoexame’. De olhar o pênis, tirar a pele para ver se tem alguma alteração e estar atento a qualquer sinal”, pontua o especialista.

g1

 

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Saúde

Câncer: 13 mil novos casos por ano devem ser registrados até 2028 na Paraíba



					Câncer: 13 mil novos casos por ano devem ser registrados até 2028 na Paraíba
Câncer: 13 mil novos casos por ano devem ser registrados até 2028 na Paraíba – Foto: Divulgação.

A Paraíba deve registrar 13.470 novos casos de câncer por ano até 2028, de acordo com estimativas divulgadas nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca).

De acordo com o instituto, o envelhecimento da população, a exposição a fatores de risco e o diagnóstico tardio ajudam a explicar o crescimento contínuo dos casos por câncer no Brasil.

A publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, elaborada pela Coordenação de Prevenção e Vigilância (CONPREV/INCA) aponta que o câncer mais recorrente na estimativa vai ser o de pele não melanoma, com previsão de 3.590 casos por ano no estado. Veja o ranking dos mais incidentes abaixo.

Na sequência, também de acordo com o Inca, o segundo tipo de câncer mais recorrente por ano até 2028 deve ser o de próstata, com 1.790 casos e o de mama feminina na sequência, com 1.640 casos a cada ano.

As projeções para os próximos anos consideram dados de registros de câncer de base populacional, mortalidade e modelos estatísticos de predição de curto prazo. O objetivo é apoiar o planejamento e a vigilância em saúde por até cinco anos, e não estabelecer séries históricas de incidência.

O INCA ressalta que as estimativas representam mais do que números e devem orientar políticas públicas para reduzir desigualdades e melhorar o cuidado oncológico no país.

Tipos de cânceres mais recorrentes na Paraíba por ano até 2028

  1. Pele não melanoma – 3.590 casos
  2. Próstata – 1.790 casos
  3. Mama feminina – 1.640 casos
  4. Outras localizações – 1.470 casos
  5. Traqueia, brônquio e pulmão – 580 casos
  6. Cólon e reto – 530 casos
  7. Estômago – 490 casos
  8. Glândula tireoide – 430 casos
  9. Colo do útero – 420 casos
  10. Fígado – 290 casos
  11. Linfoma não Hodgkin – 270 casos
  12. Leucemias – 270 casos
  13. Cavidade oral – 260 casos
  14. Sistema nervoso central – 210 casos
  15. Corpo do útero – 210 casos
  16. Pâncreas – 190 casos
  17. Esôfago – 170 casos
  18. Laringe – 160 casos
  19. Ovário – 160 casos
  20. Bexiga – 150 casos
  21. Pele melanoma – 120 casos
  22. Linfoma de Hodgkin – 70 casos

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Saúde

Hospitais de CG anunciam paralisação por falta de repasses: ‘Estamos no fundo do poço’

Hospital da FAP, em Campina Grande

Os hospitais privados que integram a rede complementar do SUS em Campina Grande entregaram, nesta segunda-feira (26), um ofício conjunto ao secretário de Saúde do município, Dunga Júnior, informando que serão “obrigados” a suspender as atividades a partir do dia 1º de fevereiro por conta dos atrasos nos repasses financeiros da administração municipal.

O presidente da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), Derlópidas Neves, que esteve nesta segunda com o secretário, avaliou que a situação financeira das unidades hospitalares “chegaram ao fundo do poço”.

“Chegamos ao fundo do poço. Se não tiver nenhuma resolutividade até o dia 1º de janeiro, que será o dia da paralisação, não temos condições [de funcionamento]. Não pode ser no dia 1º ele chamar para conversar. Já foi comunicado ao próprio Ministério Público da Paraíba, estivemos hoje com a promotora Adriana Amorim e cobramos a ela resolutividade”, disse o presidente da instituição.

“Nós temos nossos funcionários, muitos dos nossos hospitais estão sem pagar seus funcionários. Estamos chegando no fim”, acrescentou Derlópidas.

No documento, os representantes das instituições citaram “extrema preocupação” com o atraso da verba relativa aos contratos vigentes de Média e Alta Complexidade e demais pactuações.

“Diante da gravidade da situação e da ausência de regularização dos repasses, alertamos que os hospitais estarão obrigados a suspender, a partir de 1º de fevereiro de 2026, por absoluta impossibilidade financeira de manter o funcionamento mínimo necessário, o que acarretará impactos irreparáveis à população”, informaram no ofício.

De acordo com os hospitais, mesmo “com tentativas de de diálogo e das comunicações já encaminhadas ao secretário, persistem atrasos significativos, que vêm comprometendo gravemente a sustentabilidade operacional das instituições”.

As instituições alegam que o atraso no recurso impossibilita a quitação de salários de funcionários; impede o pagamento de fornecedores de medicamentos insumos e serviços essenciais; aumenta o risco de interrupção de serviços de alta complexidade, incluindo oncologia, hemodiálise, cirurgias e internações; e ameaça a continuidade das atividades assistenciais aos usuários do SUS.

No ofício, os representates legais das instituições ainda lembraram do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura de Campina Grande e o Ministério Público da Paraíba, quando a gestão se comprometeu a efetuar os repasses em até cinco dias após o recebimento dos recursos federais, inclusive emendas parlamentares.

“Solicitamos, portanto, providências urgentes dessa Secretaria, com adoção das medidas administrativas necessárias para restabelecer a normalidade dos repasses e garantir a continuidade dos serviços essenciais prestados pelos hospitais filantrópicos ao município”, frisaram os representantes.

Assinaram de forma conjunta o ofício o Hospital João XXIII – Sistema de Assistência Social e de Saúde (SAS), o Hospital Geral Antônio Targino – Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), Clínica Dr. Maia – Instituto Neuropsiquiátrico de Campina Grande, Clipsi Serviços Hospitalares e a Fundação de Olhos da Paraíba (FOP).

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