
O Superior Tribunal Militar (STM) deve analisar, após as eleições de outubro, os processos que tratam da perda de posto e patente de militares condenados por tentativa de golpe de Estado, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O início dos julgamentos deve ficar para depois das eleições por causa do calendário eleitoral e da tramitação dos processos. Integrantes da Corte avaliam que o período eleitoral pode influenciar as discussões e preferem analisar os casos em um cenário político mais estável. Também existe a possibilidade de uma eventual anistia aos condenados. O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, se eleito, pretende conceder anistia a Bolsonaro.
O recesso do Judiciário, que suspende os prazos processuais até o início de agosto, também contribui para o adiamento. Além disso, o STM aprovou um novo rito para esses processos, permitindo que as partes apresentem novos documentos, como materiais do STF e declarações de testemunhas sobre a conduta dos militares.
Cada processo tem um relator e tramita de forma individual, o que faz com que os julgamentos avancem em ritmos diferentes.
No caso de Bolsonaro, a defesa já apresentou suas manifestações. Agora, o relator deve elaborar seu voto e enviar o processo ao revisor. Depois dessa etapa, caberá à presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, definir a data do julgamento.
O STM não vai reavaliar a condenação aplicada pelo STF nem discutir culpa ou inocência. A análise será apenas sobre a permanência ou não do posto e da patente militar.


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