
Em 4 de julho, um suplente de vereador da cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa (PB), foi morto com 17 tiros. Willian do Nascimento Lira tinha 42 anos.
A vítima disputou as últimas eleições, no município, como Elton Lira, como era mais conhecido e ficou com vaga de vereador suplente. Ele foi executado no Campo do Jaburuzão, no distrito de Bebelândia, com tiros de pistola e espingarda. Os suspeitos fugiram do local e estão sendo procurados.
Entre janeiro e junho de 2023, 26 lideranças políticas foram assassinadas no Brasil e 14 familiares dessas pessoas foram mortas no país. Os dados são do Grupo de Investigação Eleitoral (Giel) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Ao todo, lideranças políticas e parentes foram vítimas de 217 casos de violência, que incluem ameaças, agressões, homicídios, atentados e sequestros, no período.
O Giel começou a acompanhar os casos de violência política no Brasil e janeiro de 2019. De lá para cá, até junho deste ano, foram contabilizadas 1.775 ocorrências gerais. O levantamento do grupo considera como lideranças políticas cidadãos com cargos eletivos — como presidente, senadores, governadores, deputados estaduais e federais, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores —, funcionários da administração federal e municipal, ex-políticos e pré-candidatos.
Dos 40 assassinatos a lideranças políticas e seus parentes, cinco foram na Bahia, estado que lidera a lista. Em seguida, estão Piauí e Rio de Janeiro, com quatro casos cada. Dez unidades federativas não registraram homicídios de lideranças políticas no primeiro semestre de 2023 — Acre, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Pará, Roraima, Rio Grande do Sul, Sergipe, São Paulo e Tocantins.
R7
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