Polêmica

Festival Lollapalooza é flagrado com trabalhadores ‘escravizados’ em São Paulo

O Festival Lollapalooza, que inicia nesta sexta-feira (24), em São Paulo, foi flagrado com trabalhos em situação análoga à escravidão. Nesta semana, cinco profissionais que ajudavam na preparação do evento foram resgatados. Eles trabalhavam por 12 horas seguidas como carregadores de bebidas.

“Depois de levar engradados e caixas pra lá e pra cá, a gente ainda era obrigado pela chefia a ficar na tenda de depósito, dormindo em cima de papelão e dos paletes, para vigiar a carga”, afirma J.R, um dos resgatados.

Quebrando as leis trabalhistas, os funcionários atuavam na informalidade, sem os devidos registros trabalhistas. De acordo com Rafael Brisque Neiva, auditor fiscal do Trabalho que participou da operação de resgate, os jovens entre 22 e 29 anos dormiam no chão de uma tenda de lona aberta e não recebiam papel higiênico e nem equipamento de proteção.

O Festival Lollapalooza é um dos principais do país e com atuações em diversos locais do mundo. Só em 2022, os shows movimentaram cerca de R$ 400 milhões. Os ingressos para este ano variam de R$ 1.300 a R$ 5.300. Dentre as atrações deste ano estão grandes nomes da música, como Billie Eilish, Lil Nas X, Drake, Rosália, Kali Uchis e muitos outros.

Mas já em 2019, o evento foi denunciado pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões do Estado de São Paulo (SATED-SP) por recrutar trabalhadores em situação análoga à escravidão, conforme reportagem da Folha de S. Paulo. Na época, moradores de rua foram recrutados por R$ 50, em turnos de 12h.

Carta Capital

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Polêmica

CASO FIJI: Promotor revela que se empresa não pagar clientes, dono deve ser alvo de ações na esfera cível e criminal

CRISE NA FIJI: Programador Bueno Aires é procurado pelo MP da PB e pode ser preso pela Polícia Federal - Blog do BG | PB
O promotor Sócrates Agra, disse, que aguarda o pagamento prometido pelo dono da Fiji, Bueno Aires aos clientes. O empresário se comprometeu a pagar seus clientes no prazo máximo dado para essa quinta-feira (23).

No entanto, segundo o promotor, se dono da FIJI não pagar os clientes, deverá ser acionado por crimes na esfera cível e criminal. “Não havendo o pagamento hoje, conforme ele se comprometeu, haveremos de analisar toda a documentação existente no procedimento para que possamos definir os próximos passos no tocante a esfera civil e criminal, onde iremos decidir sobre a existência de crimes na economia popular ou sistema financeiro”, explicou.

Após a Fiji Solutions atrasar saques de clientes, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) deu um prazo de 72 horas para que as aplicações de clientes sejam devolvidas.

Essa é mais uma empresa paraibana de Campina Grande de criptoativos que está sob os holofotes depois do escândalo de atrasos de pagamentos na Braiscompany. O procedimento contra a Fiji foi instaurado pelo MPPB na última quarta-feira (15) para acompanhar a suspeita de crise na empresa devido aos atrasos no repasse dos pagamentos aos clientes.

ClickPB

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Polêmica

ALERTA DE TRETA: Nilvan Ferreira denuncia supostos funcionários “fantasmas” na gestão de Cícero Lucena

Primeiro debate do 2º turno fica marcado pela troca de acusações entre Cícero Lucena e Nilvan Ferreira e propostas; veja os principais temas de confrontos - WSCOM
O ex-candidato ao Governo do Estado nas últimas eleições, o radialista Nilvan Ferreira denunciou, na tarde desta quinta-feira (23), a existência de funcionários “fantasmas” na gestão do prefeito Cícero Lucena. ” Tenho nome de médico que está em São Paulo fazendo residência, enquanto o povo sofre sem assistência na área de Saúde. E esse é só exemplo de como anda administração de João Pessoa”, disse o radialista durante entrevista a um programa de rádio na Capital.

Ainda na área de saúde, Nilvan Ferreira disse que falta até algodão nos postos de saúde e quem precisar de um atendimento médico na UPA não vai encontrar porque não tem médico, principalmente à noite. ” Enquanto isso, o prefeito mandou um milhão de reais para uma escola de samba de de São Paulo. Dinheiro este que poderia ter sido usado na compra de medicamentos”, destacou.

Para resolver os problemas existentes na área de saúde, Nilvan Ferreira defende uma gestão com planejamento. “Mas isso é difícil de acontecer, porque atual secretário de saúde não passa de um ‘fantoche’, pois quem manda na pasta é a filha do prefeito que também não resolve nada” disse o radialista ao denunciar ainda que a gestão de Cícero Lucena está ‘recheada’ de parentes que não resolvem nada, “enquanto o povo padece sem assistência em todas as áreas”, finalizou.

Paraíba.com

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Polêmica

Assessor denuncia prefeito praibano por usar carros da gestão em ‘alistamento eleitoral’

Prefeitura de Lucena entra na mira do TCE; Leo Bandeira aumentou o número de comissionados e contratados em 61% - Blog do Anderson Soares
Um assessor acusou o Prefeito de Lucena Leo Bandeira (Solidariedade) de usar carros da Secretaria de Saúde para fazer campanha eleitoral antecipada. O prefeito não quis se pronunciar.

O assessor, que não se identificou, divulgou um áudio explicando o caso. “Os carros estão sendo usados em transporte dos eleitores direto para o cartório eleitoral para fazer o primeiro título ou a transferência”, narra o assessor.

O prefeito Leomax da Costa Bandeira tem 46 anos, é casado, declara ao TSE a ocupação de servidor público federal e tem superior completo. Ele tem um patrimônio declarado de R$ 113.000.

Clickpb

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Polêmica

ALERTA DE TRETA: Termina, hoje, prazo para Fiji pagar clientes; Investidores fazem fila na sede da empresa em CG


Termina hoje (23), o  prazo dado para que a empresa Fiji devolva o dinheiro dos clientes investidores. Desconfiados da promessa, desde as primeiras horas da manhã de hoje, os clientes fazem fila na porta da empresa em Campina Grande.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) havia instaurado um procedimento administrativo contra a Fiji Solutions e da R4 Capitais, que negociam com criptomoedas na região de Campina Grande para averiguar a forma de atuação e preservar o consumidor em relação aos direitos de informação na relação de consumo.

Em nota, o Ministério Público informou na última terça-feira que a empresa se comprometeu a iniciar os pagamentos hoje. O órgão disse ainda que acompanha de perto as negociações entre os clientes e a empresa.

Ainda de acordo o MPPB, a empresa alegou  um problema com a exchange Kucoin, que estaria causando a paralisação dos pagamentos da empresa.

Blog do BG PB com Clickpb

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Polêmica

(VÍDEO) ‘ELES NÃO APRENDEM’ Ex-traders da Braiscompany publicam conteúdos em nova plataforma: “Estamos construindo um “legado”

 

Um grupo formado por ex-traders da Braiscompany publicaram hoje (22) os primeiros vídeos e conteúdos em uma nova plataforma de criptomoedas. “Estamos construindo um “legado”, diz uma das sócias da Legado Crypto formada por ex-funcionários da Geração Crypto (antiga plataforma educacional de Antônio Neto).

A plataforma Geração Crypto, encerrou as atividades nesta segunda-feira (20), mais de 30 dias após a Operação Halving, deflagrada pela Polícia Federal.

Em nota, os responsáveis pela página disseram que atuaram por 3 anos mostrando os potenciais de lucros do mercado de criptomoedas.

O perfil, que se anunciava como um portal do CNPJ Braiscompany, ainda afirmava ser possível obter lucros fáceis, de até 500% em seis meses.

Blog do BG PB

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Celebridades

Paraibano Cara de Sapato chega à delegacia para depor sobre importunação sexual no BBB

O ex-participante do Big Brother Brasil Antônio Carlos Coelho de Figueiredo Barbosa Júnior, conhecido como Cara de Sapato, chegou à Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá no início da tarde desta quarta-feira para prestar depoimento. O lutador e outro participante, o cantor Guilherme Aparecido Dantas Pinho, o MC Guimê, são investigados pelo crime de importunação sexual. Ambos teriam abusado da mexicana Dania Mendez durante uma festa dentro da casa do BBB, também em Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade, onde os três estavam confinados. Guimê e Cara de Sapato foram eliminados do programa na última quinta-feira, data em que o inquérito foi aberto.

Cara de Sapato chegou às 13h50. Ele entrou sem falar com os jornalistas. Já Guimê prestou depoimento na investigação, também na Deam Jacarepaguá, na última segunda-feira. Na ocasião, ele foi ouvido por cerca de 50 minutos. Ao chegar à delegacia, o cantor disse que estava “tentando resolver o caso”. Ambos foram intimados a prestar depoimento na última sexta-feira.

De acordo com o delegada Viviane da Costa Ferreira Pinto, titular da Deam de Jacarepaguá, as imagens do programa estão sendo analisadas. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o momento em que MC Guimê apalpa as nádegas de Dania e que Cara de Sapato tenta restringir os movimentos da estrangeira para beijá-la.

Os supostos abusos teriam ocorrido na Festa do Líder, na noite do último dia 15 quarta-feira. A participante estrangeira entrou na casa poucas horas antes, à tarde.

Em uma das cenas, enquanto Guimê, Dania, Sapato, Amanda e Domitila posavam para foto, a mão de Guimê encosta na região entre a cintura e o bumbum da mexicana. Eles se afastam um pouco após a foto e ficam conversando com Sapato e Domitila. Dania, então, olhando para Domitila e Sapato, coloca seu braço em volta do funkeiro, na altura do ombro dele.

Guimê volta a colocar as mãos no corpo dela, já encostando no bumbum. Em seguida, ele alisa as costas e o cabelo da participante, e volta a passar a mão no bumbum, enquanto a mão dela se mantém no ombro dele. Os dois se afastam novamente enquanto Dania dança, ainda olhando para Domitila e Sapato, e a mão de Guimê volta a encostar no bumbum da mexicana. Ela olha para trás, no sentido da mão dele, a afasta do corpo dela e encosta na mesa.

Em outra cena, no mesmo local e também conversando com Sapato e Domitila, Dania tira e segura a mão de Guimê, que estava próxima ao bumbum novamente. Ela levanta a mão dele e balança para cima, como se disfarçasse e dançasse, e diz a Domitila que Guimê “es mi novo best friend” (“é meu novo melhor amigo”, em tradução livre). Guimê ri após a fala da mexicana.

Já Cara de Sapato, no início da festa, conversou com Gabriel Santana sobre ter achado Dania bonita, mas que não faria nada por ter alguém fora do reality esperando por ele. “Muito linda, mas estou focado no jogo”, disse o lutador.

Porém, no fim da noite, Cara de Sapato voltou a conversar com Dania. Com a ajuda da tradução de Domitila, ele afirmou que “tentou dar uma bitoca nela e levou um fora”. Depois de um tempo, Cara de Sapato levou Dania para o Quarto Fundo do Mar e a abraçou.

Amanda foi até o cômodo para ver o brother. Assim que a sister saiu do local, Sapato finalmente consegue a “bitoca”, depois de um tempo abraçado forte com a mexicana. “Sapato atrevido”, disse a influenciadora, que tentou desviar do lutador.Dania se trocou para dormir e Sapato não parou de tentar beijá-la. O lutador a deitou na cama e puxou o edredom por cima da cabeça. “Está louco!”, disse a mexicana.

Em seguida, Sapato ficou por cima de Dania, afirmando que estava lutando jiu-jitsu com a sister. A produção precisou intervir e colocou um alerta de atenção. “Ela que começou!”, disse o lutador. As cenas incomodaram Domitila e Marvvila, que foram até o quarto conversar com Dania. As duas encorajaram a mexicana a se pronunciar caso se sentisse desconfortável com a postura de alguém na casa, e garantiram que a produção do reality leva a sério acusações de assédio dentro do Big Brother Brasil.

O Globo

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Polêmica

Bolsonaro se solidariza com Moro, cita caso Celso Daniel, relembra facada e acusa projeto de poder da esquerda

Bolsonaro diz que Moro é egoísta e não defende posições do governo sobre  pandemia - Brasil 247
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou, nesta quarta-feira (22/3), sobre o episódio envolvendo o senador Sergio Moro (União Brasil) e deu a entender que o suposto atentado, desmantelado pelas forças de segurança, seria “objetivo da esquerda” contra o político.

“Em 2002 Celso Daniel, em 2018 Jair Bolsonaro e, agora, Sergio Moro. Tudo não pode ser só coincidência. O Poder absoluto a qualquer preço sempre foi o objetivo da esquerda. Nossa solidariedade a Sérgio Moro, Lincoln Gakiya e famíliares. A CPMI assombra os inimigos da democracia”, escreveu Bolsonaro em uma rede social.

Amplamente divulgado na mídia, o caso de Celso Daniel marcou a história da política brasileira. Em 2022, ele foi sequestrado e morto por uma quadrilha que atuava na Favela Pantanal, na Zona Sul de São Paulo. Os investigadores descobriram que os executores do crime haviam entendido errado um comando do chefe e acabaram o matando.

No caso de Bolsonaro, ele foi vítima de um ataque à faca durante campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora. O criminoso, identificado como Adélio Bispo, agiu sozinho contra o então candidato e segue preso até os dias de hoje. Tanto Bolsonaro como aliados dizem que o homem agiu a mando de políticos da oposição, mas não há provas que sustentem a tese.

Metrópoles

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Polêmica

Justiça nega pedido de penhora de criptomoedas em ação trabalhista: “Não há regulação no Brasil”

Imagem da matéria: Justiça nega pedido de penhora de criptomoedas em ação trabalhista: "Não há regulação no Brasil"

Um credor de dívidas trabalhistas não pode fazer um pedido genérico para que a Justiça cheque se o devedor possui criptomoedas, de forma que os ativos possam ser penhorados.

De acordo com decisão recente da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 18ª Região (GO), o autor do processo deve apresentar um mínimo de evidências de que o ex-empregador negocia criptoativos.

Um dos pontos principais da decisão é que os desembargadores apontaram que a falta de regulamentação pelo Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários (CVM) inviabilizaria a busca via Sisbajud (Sistema de envio de ordens judiciais de bloqueio de valores eletronicamente).

Com base nisso, a Turma negou um pedido de expedição de ofícios para corretoras de criptomoedas para localizar ativos digitais dos devedores em uma execução trabalhista.

Para os desembargadores do TRT é papel do credor, tendo alguma prova de indício da comercialização de criptomoedas por parte do devedor, pedir a expedição de um ofício para obter informações da Receita Federal sobre esses investimentos para viabilizar a penhora.

No processo em questão, a execução está em andamento há cerca de seis anos e o trabalhador busca o pagamento de um crédito de cerca de R$ 6 mil.

No entanto, nem todas as instâncias da Justiça parecem concordar com essa visão: em fevereiro, a pedido do Ministério Público, um juiz concedeu a busca via Sisbajud a valores – tanto em contas bancárias quanto em corretoras de criptomoedas – guardados pelo casal de criadores da Braiscompany, acusados de criar uma pirâmide financeira de R$ 1,5 bilhão.

Na semana passada, o Ministério Público Federal (MPF) lançou o manual “Criptoativos: Persecução Patrimonial”, que passará a orientar a atuação de procuradores de todo o Brasil em investigações ligadas à cripto, principalmente as que envolvem apreensão de criptomoedas.

Antes da publicação o manual foi detalhado ponto a ponto em fevereiro a integrantes de várias instituições, como Câmara Criminal do MPF, Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise (Sppea/MPF), o Conselho Nacional de Justiça, a Polícia Federal e a Receita Federal.

Penhora de criptomoedas

Nesse processo específico em questão, o credor, um fncionário, pediu na primeira instância a expedição de ofícios para corretoras de criptomoedas, como uma medida executiva atípica, na tentativa de encontrar formas de receber seu crédito trabalhista do empregador.

Alegou não ter provas dos investimentos, mas devido a dificuldade em ter seu crédito pago, entendeu que haveria a possibilidade dos devedores usarem esse artifício para manter o patrimônio oculto. O pedido foi negado. O funcionário recorreu então ao tribunal, reafirmando as alegações.

A decisão foi mantida pela Segunda Turma, ao acompanhar o voto do relator, desembargador Platon Azevedo Filho. O magistrado considerou a possibilidade legal de se autorizar a penhora sobre as criptomoedas, pois se trata de um bem que possui valor estimável, conforme as regras processuais.

Porém, considerou difícil a viabilização da penhora do patrimônio virtual. “Trata-se de bens imateriais, identificados por meio de um código numérico gerado através de um banco de dados denominado blockchain (carteira de criptomoeda)”, destacou.

O relator registrou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem traçado propostas que buscam incluir as criptomoedas no sistema de convênios à disposição do Poder Judiciário. “No entanto, até o presente momento, tais iniciativas não se materializaram em opções à disposição da Justiça”, considerou.

Azevedo Filho registrou a existência de obstáculos para a satisfação do credor que persegue criptomoedas, as quais vão desde a própria localização do patrimônio, apropriação do bem pelo Estado e posterior conversão em moeda de curso forçado no país.

“É indispensável um mínimo de evidências, sob pena de buscas aleatórias por criptomoedas inviabilizarem a própria prestação jurisdicional e comprometerem, de forma difusa, a garantia constitucional da razoável duração do processo”, ponderou.

O desembargador disse que, no caso em tela, o credor não apresentou um mínimo de elementos que indiquem sejam os devedores operadores de criptoativos. Assim, para ele a decisão de origem estava correta e negou provimento ao recurso.

PortaldoBitcoin

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Mundo

Parlamento da Uganda aprova pena de morte para quem se identificar como LGBTQ+

Os legisladores de Uganda aprovaram, nessa terça-feira (21), algumas das leis anti-gays mais duras do mundo, tornando alguns crimes puníveis com a morte e impondo até 20 anos de prisão para pessoas que se identificam como LGBTQ+.

A nova legislação constitui mais uma repressão às pessoas LGBTQ+ em um país onde as relações entre pessoas do mesmo sexo já eram ilegais – puníveis com prisão perpétua. Ela visa uma série de atividades e inclui a proibição de promover e incitar a homossexualidade, bem como a conspiração para se envolver na homossexualidade, informou a Reuters.

De acordo com o projeto de lei, a pena de morte pode ser invocada para casos envolvendo “homossexualidade agravada” – termo amplo usado na legislação para descrever atos sexuais cometidos sem consentimento ou sob coação, contra crianças, pessoas com deficiência mental ou física, por um “ ofensor em série” ou envolvendo incesto.

A pessoa que comete o delito de homossexualidade agravada e é passível, mediante condenação, de sofrer a morte”, lê-se nas emendas, que foram apresentadas pela presidente para os assuntos jurídicos e parlamentares Robina Rwakoojo.

O legislador da oposição Asuman Basalirwa apresentou o Projeto de Lei Anti-Homossexualidade 2023 ao parlamento, dizendo que visa “proteger nossa cultura religiosa; os valores legais, religiosos e familiares tradicionais dos ugandenses dos atos que provavelmente promovem a promiscuidade sexual neste país”.

“O objetivo do projeto de lei era estabelecer uma legislação abrangente e aprimorada para proteger os valores familiares tradicionais, nossa cultura diversificada, nossas crenças, proibindo qualquer forma de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo e a promoção ou reconhecimento de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo”, disse Basalirwa nessa terça-feira (21).

O legislador Fox Odoi-Oywelowo se manifestou contra o projeto de lei, dizendo que “viola os padrões internacionais e regionais de direitos humanos estabelecidos”, pois “limita injustamente os direitos fundamentais das pessoas LGBTQ+”.

O grupo de defesa dos direitos Human Rights Watch (HRW) alertou no início deste mês que a lei violaria os direitos dos ugandenses.

“Uma das características mais extremas deste novo projeto de lei é que ele criminaliza as pessoas simplesmente por serem quem são, além de infringir ainda mais os direitos à privacidade e liberdades de expressão e associação que já estão comprometidos em Uganda”, pesquisador da HRW Uganda Oryem Nyeko disse em um comunicado que pedia aos políticos do país que “parassem de visar pessoas LGBT para obter capital político”.

Espera-se que o projeto de lei chegue ao presidente de Uganda, Yoweri Museveni, para aprovação. Museveni na semana passada ridicularizou os homossexuais como “desviantes”.

O sentimento anti-LGBTQ+ está profundamente enraizado na nação altamente conservadora e religiosa da África Oriental. Uganda ganhou as manchetes em 2009 quando apresentou um projeto de lei anti-homossexualidade que incluía uma sentença de morte para o sexo gay.

Os legisladores do país aprovaram um projeto de lei em 2014, mas substituíram a cláusula da pena de morte por uma proposta de prisão perpétua. Essa lei acabou sendo derrubada.

CNN

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