Polêmica

Viagem de ex-governador da Paraíba com avião do Estado em Réveillon no RJ é irregular, diz TCE

REUNIÃO-BANCADA-FEDERAL-GOVERNADOR-RICARDO-COUTINHO-2.jpg — A União - Jornal, Editora e Gráfica

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) reconheceu, no dia 31 de maio, irregularidades na viagem feita pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PT) com o avião oficial do Estado ao Rio de Janeiro entre 28 de dezembro de 2012 e 01 de janeiro de 2013, juntamente com a família, justamente no período de réveillon.

No voto, o conselheiro Oscar Mamede Santiago confirmou a análise feita pela auditoria do TCE e o Ministério Público de Contas, que apontaram a falta de “transparência dos compromissos públicos” de Ricardo que justificassem a necessidade do uso da aeronave.

No processo, a defesa de Ricardo afirmou que a viagem foi necessária para “fechar investimentos com a empresa de calçados Alpargatas S.A., formalizado por um protocolo de consolidação de benefícios financeiros e fiscais assinado em 30/12/2012” e que não houve custos de hospedagem e diárias para o Estado.

A auditoria considerou procedente a denúncia diante dos seguintes aspectos: a) presença de falhas em documentos oficiais; b) inexistência do necessário controle administrativo da movimentação do mencionado veículo pertencente ao Governo do Estado; e c) ausência de demonstração da inequívoca finalidade pública dos deslocamentos denunciados.

Inicialmente, o conselheiro Oscar chegou a votar para aplicação da multa de R$ 5 mil a Coutinho. André Carlo Torres, no entanto, ponderou que o ex-gestor não poderia ser responsabilizado por eventuais falhas de falta de transparência na viagem. “Eu tiro a multa. Acho que o governador não é o responsável direto”, disse Carlo.

Mamede, então, mudou o voto. “Quero reformar meu voto. Estou seguindo o voto do Ministério Público, mas, realmente, com o destaque feito pelo conselheiro André, eu excluo a multa”, afirmou.

O conselheiro Fernando Catão divergiu dos pares e votou pela aplicação da multa. “Não acontece nada no avião sem o conhecimento do governador”, frisou.

À época, o deputado Gervásio Maia (PSB), então opositor a Ricardo, denunciou a viagem na Assembleia Legislativa da Paraíba.

“O avião saiu de João Pessoa, pousou no Aeroporto Santos Dummont [no Rio de Janeiro], em seguida voou para Paraty, deixou o grupo e retornou para João Pessoa. Depois da virada do ano voltou ao Rio de Janeiro para buscar o grupo. O King Air do Estado teria feito duas viagens para bancar o turismo com o dinheiro do povo paraibano”, disse o hoje deputado federal.

Recomendação 

Na mesma sessão, os conselheiros aprovaram uma recomendação ao governador João Azevêdo (PSB) para que sejam adotadas medidas necessárias para ampliar a transparência nas viagens oficiais.

Eles sugeriram que seja elaborada um normativo “de regulamentação definitiva do uso de aeronaves oficiais por parte de autoridades públicas, bem como aprimorar o controle administrativo da agenda oficial do Chefe do Poder Executivo, com adoção de mecanismos relacionados aos princípios da segurança digital da informação, especialmente no que tange à autorização de acesso das operações realizadas pelos usuários, bem como à integralidade e disponibilidade dos dados armazenados”.

MaisPB

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Polêmica

(VÍDEO) ROUBO DE MILHÕES: criminosos invadem casa de Bueno Aires da Fiji, levam carro de luxo e outros pertences

De acordo com informações de vizinhos, a casa do sócio da FIJI Solutions foi invadida nesta segunda-feira (05).

De acordo com as primeiras informações, levaram um veículo e vários objetos do local, o carro seria um Audi Q5, avaliado em mais de R $500 mil reais.

As informações foram passadas por um vizinho, morador do condomínio Terras Alphaville, em Campina Grande, onde aconteceu o roubo.

Quais atividades realizadas pela Fiji Solutions?

A Fiji Solutions é um empresa gestora de contratos de criptomoedas. Ao iniciar sua relação com a empresa, o cliente cede o controle da porcentagem de criptomoeda que adquiriu por meio de uma empresa corretora, a chamada exchange. Segundo o MP, a Fiji parou de cumprir os pagamentos previstos em contrato em fevereiro deste ano.

Em março, o promotor de Justiça e diretor regional do MP-Procon em Campina Grande, Sócrates Agra, recomendou que a empresa Fiji Solutions fizesse os pagamentos atrasados em até 72 horas, mas os prazos não foram cumpridos.

Em depoimento ao MP na época, um dos sócios afirmou que estaria com problemas técnicos para autorizar os repasses. A recomendação exigiu que a empresa ache uma solução junto a exchange Kucoin para pagamento de clientes.

Blog do BG PB com PolêmicaPB

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Empresa responsável por palco do São João que desabou em Santa Rita é autuada pelo Crea-PB; entenda

 

A empresa responsável pela montagem do palco do São João de Santa Rita realizou a execução do serviço sem as documentações necessárias. A informação foi confirmada nesta terça-feira (6) pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (CREA-PB). O palco da festividade desabou nessa segunda (5).

O CREA-PB informou que a empresa contratada pela Prefeitura de Santa Rita não apresentou as Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs), documentos que indicam técnicos responsáveis por cada área da montagem do palco (som, cenografia, estrutura do palco). Sem esses documentos a empresa não poderia executar o serviço.

“A fiscalização do CREA-PB pôde constatar que a empresa responsável pelas obras de montagem da estrutura metálica estava com situação irregular junto ao Conselho, tendo sido devidamente autuada pelo fato. O CREA-PB vai oficializar junto à Prefeitura da cidade de Santa Rita, a orientação de que a empresa responsável pela execução dos serviços esteja com seu registro e o de seus profissionais devidamente efetuados e com as Anotações de Responsabilidade Técnica adequadamente executadas”, informou o CREA-PB.

O CREA-PB argumentou que não possui poder de embargar obras e age alertando possíveis prejuízos e danos que ameacem o interesse público.

“O CREA-PB, enquanto autarquia fiscalizadora das atividades profissionais nas várias modalidades da engenharia, agronomia e geociências, não tem poder para embargar obras e se responsabiliza pela execução do alerta aos interessados quando da ocorrência de possíveis prejuízos ou danos que ameacem o interesse público, cabendo às autoridades competentes as providências cabíveis”, disse o Conselho.

O CREA-PB disse que a empresa agiu irregularmente ao montar o palco sem as ARTs. Em resposta, o Conselho informou que “sim, por isso foram autuados”.

Clickpb

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Caso Braiscompany: Sócio de “Toin” entra na Justiça e cobra indenização de R$ 27 milhões

braiscompany

O caso Braiscompany ganhou mais um capítulo inusitado nesta semana. É que um dos principais homens de confiança do casal Antonio Neto Ais e Fabricia Ais, sócios fundadores da empresa, Mizael Moreira Silva entrou com uma ação na justiça do trabalho contra seus ex-patrões, pedindo nada mais nada menos que R$ 27 milhões em indenizações.

O detalhe é que Mizael é apontado como sócio administrador da empresa Geração Crypto, que faz parte do Império Econômico criado pela Braiscompany, e era responsável por, supostamente, oferecer cursos de trading com criptomoedas para investidores e entusiastas no mercado cripto.

O processo 1000670.55.2023.5.03.0027 corre em segredo de justiça na 2ª Vara do Trabalho, em São Paulo, mas caso ele ganhe a ação, por ser de ordem trabalhista, teria prioridade no recebimento dos valores solicitados.

Mizael Moreira Silva também ocupava o cargo de Chief Operation Officer (COO), uma espécie de diretor operacional da Braiscompany, e está sendo apontado em vários processos movidos por investidores contra a empresa como um captador de clientes.

Blog do BG PB com NotíciaCertaPB

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Ex-deputado recebe R$ 17 mil como agente de serviços gerais em prefeitura na Paraíba

Ludgério repudia ação de políticos que tentam pegar 'carona' na Covid-19 em CG: “Não se pode misturar política com a distribuição de máscaras” - Blog do Ninja

O ex-deputado estadual Manoel Ludgério (PSDB) tem chamado a atenção  pelo seu alto salário na Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG). Apesar de ser concursado no cargo de agente de serviços gerais, desde que deixou a Assembleia ele tem recebido um salário de R$ 17 mil.

O caso chama a atenção, já que os funcionários que exercem a função, do qual Ludgério é concursado desde 1990, recebem um salário mínimo. Outra denúncia que tem sido feita, é que mesmo com o alto salário o ex-parlamentar não tem dado expediente na Prefeitura de Campina Grande.

As informações estão disponíveis na plataforma Sagres, do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB).

O caso tem sido acompanhado por vereadores da oposição na Câmara de Campina Grande, que prometem denunciá-lo.  A esposa de Manoel, Ivonete Ludgério, ocupa uma das cadeiras parlamentares.

Manoel Ludgério disputou uma das cadeiras na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) nas Eleições 2022, pelo PSDB. Ele recebeu 23.492 votos válidos e é o primeiro suplente da Federação PSDB e Cidadania, que elegeu os deputados Fábio Ramalho, Camila Toscano e Tovar.

PBJá

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Vídeo: Estrutura do São João de prefeitura na Grande João Pessoa desaba às vésperas do início da festa

A estrutura do São João de Santa Rita desabou às vésperas do início da festa, que começará no dia 11 de junho. O registro foi feito por um morador da região e compartilhado via rede social pelo repórter Gustavo Chaves, conforme apurou o ClickPB nesta segunda-feira (5).

O assunto rendeu comentários no Instagram do repórter. “Já imaginou caindo sobre as pessoas”, comentou uma internauta. “Tome dinheiro jogado fora”, destacou outra pessoa. “Que perigo”, alertou outra internauta.

O São João 2023 em Santa Rita acontecerá de 8 de julho a 1º de julho e tem atrações caras na programação: Nattan, Xand Avião, Joelma, João Gomes, Simone Mendes, Tarcísio do Acordeon, Zé Vaqueiro e várias outras.

ClickPB

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Binance, corretora de criptomoedas da Braiscompany é processada nos Estados Unidos por cometer “teia de enganos”

 

A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos processou a Binance, e o presidente executivo da empresa,  Changpeng Zhao. A Binance é uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo e é corretora da Braiscompany, empresa sediada em Campina Grande que é suspeita de aplicar calote milionário contra milhares de investidores.

Quando o calote da Braiscompany ganhou repercussão os donos, Antônio Ais Neto e Fabrícia Ais, afirmaram que o problema com tinha relação com a Binance, que estaria “prendendo” o dinheiro da Braiscompany e dificultando transferências aos seus clientes.

A Comissão americana alegou que a Binance estava operando uma “teia de enganos” contra os clientes e agia inflando artificialmente o seu volume de negócios, além de desviar ativos dos clientes.

“Alegamos que as entidades Zhao e Binance se envolveram em uma extensa rede de enganos, conflitos de interesse, falta de divulgação e evasão calculada da lei”, afirmou o presidente da Comissão, Gary Gensler.

Em nota, a Binance afirmou que as alegações da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos são “completamente erradas”.

Clickpb

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Câmara instala CPI das pirâmides financeiras que utilizam criptomoedas, nesta terça-feira

Em meio ao 'inverno cripto', mercado aguarda aprovação da regulação pela  Câmara | Finanças | O Globo
Será instalada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (6) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar pirâmides financeiras que utilizam criptomoedas. A reunião está marcada para as 14 horas, no plenário 9.

Proposta pelo deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), com o apoio de 171 deputados, a CPI vai investigar 11 empresas identificadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que teriam realizado operações fraudulentas com uso de criptomoedas.

Essas empresas são acusadas de se utilizar de divulgação de informações falsas sobre projetos e promessa de rentabilidade alta ou garantida para atrair as vítimas e sustentar um esquema de pirâmide financeira.

A CPI terá prazo de 120 dias, prorrogável por até 60 dias. Criado em maio, o colegiado será formado por 32 titulares e 32 suplentes.

As comissões parlamentares de inquérito têm poderes de investigação semelhantes às autoridades judiciais. Podem convocar autoridades, requisitar documentos e quebrar sigilos pelo voto da maioria dos integrantes.

Blog do BG PB com Agência Câmara

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Após polêmica em Campina Grande, Governo da Bahia anuncia Flávio José como 1ª atração do São João de Salvador

Após polêmica em Campina Grande, forrozeiro Flávio José é anunciado como primeira atração do São João de Salvador | São João | G1

O artista paraibano Flávio José se envolveu em uma polêmica no último final de semana após ter o tempo do seu show reduzido na cidade de Campina Grande. No palco, o artista iniciou a apresentação explicando aos fãs que a organização pediu que ele diminuísse o número de canções. Após a repercussão negativa, o Governo da Bahia publicou nas redes sociais que o cantor Flávio José será a primeira atração da festa junina da cidade no dia 25 de junho, no Pelourinho.

Manchete do jornal “O Globo” menospreza Flávio José e forrozeiros se irritam

VÍDEO: Flávio José desabafa após ter horário do show reduzido no Maior São João do Mundo

A informação foi publicada pela Superintendência de Fomento ao Turismo baiana no Instagram, e mais detalhes, bem como as outras atrações para a festa na Bahia devem ser anunciados nos próximos dias.

O desabafo do artista no palco gerou um grande debate na mídia e causou indignação em fãs e defensores da cultura nordestina. O show do cantor, que deveria durar 1h30, durou apenas 1h10. A atração seguinte foi o cantor Gusttavo Lima, que se apresentou por mais de duas horas.

“Eu me sinto na obrigação de comunicar vocês que ao chegar aqui disseram que eu só podia cantar por 1h10. Então, se ficar alguma música do repertório que vocês estão pensando em ouvir e não vão ouvir, a culpa não é minha. Eu não tenho nenhum show pra sair daqui correndo pra fazer. Não foi uma ideia minha, entendeu? Infelizmente, são essas coisas que os artistas da música nordestina sofrem”, lamentou o artista.

A Prefeitura de Campina Grande publicou uma nota no Instragram pedindo desculpas ao artista e expressando solidariedade.

G1

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Plano para alargamento de praias na Paraíba avança sob críticas

Praia em João Pessoa - Foto: RAFAEL PASSOS/SETUR/PB
A prefeitura de João Pessoa avança com um projeto de contenção da erosão na orla da cidade –que deve incluir o alargamento artificial da faixa de areia em até quatro praias da capital paraibana, replicando experiências de aterros em outras cidades litorâneas do país.

O projeto é uma das prioridades do prefeito Cícero Lucena (PP), mas enfrenta resistência de ambientalistas, estudiosos e movimentos sociais. No início do mês, se tornou objeto de um inquérito civil do Ministério Público Federal.

A proposta deve contemplar algumas das praias mais conhecidas de João Pessoa. Quatro trechos estão sob estudo: as praias de Manaíra, Bessa, Jacarapé e o trecho entre o Cabo Branco e a Ponta do Seixas, contornando a Falésia do Cabo Branco.

A intenção de alargar as praias foi anunciada pelo prefeito Cícero Lucena em outubro de 2021, com a justificativa de interromper a erosão e abrir espaços para fazer obras viárias. Em fevereiro, durante entrevista na Câmara Municipal de João Pessoa, o prefeito reiterou opção pelo aterro.

O projeto só começou a avançar em abril deste ano, quando a prefeitura contratou para fazer os estudos básicos a empresa catarinense Alleanza Projetos e Consultoria, a mesma responsável pelo alargamento da praia em Balneário Camboriú (SC). A empresa foi contratada por R$ 275,5 mil na modalidade carta-convite. Está prevista a elaboração de um projeto conceitual que inclua proteção costeira e urbanização das áreas aterradas. O trabalho deve ser entregue em um prazo de até 90 dias.

Um mês antes da contratação, Lucena e secretários municipais visitaram a cidade catarinense. Em Balneário Camboriú, a obra de alargamento da praia custou R$ 66,8 milhões, durou nove meses e aumentou a faixa de areia de 25 para 70 metros. Em João Pessoa, a estimativa inicial de custo para as obras nos quatro trechos é de R$ 200 milhões. Levando também em conta o pacote de obras viárias e de infraestrutura na orla, o orçamento chegaria a R$ 400 milhões.

A despeito das estimativas, a prefeitura informa que só os estudos vão apontar qual será a melhor alternativa em cada região da orla, e que não necessariamente adotará a engorda da faixa de areia.
Rubens Falcão, secretário municipal de Infraestrutura e responsável pelo projeto, diz que o foco central da prefeitura é reduzir o impacto do avanço do mar. Também destaca que o projeto será tocado sem pressa, com debate público e autorização dos órgãos competentes.

Desde gestões anteriores, a prefeitura da capital paraibana estuda formas de contenção da erosão na orla. Uma das opções avaliadas foi a construção de um quebra-mar a cerca de 200 metros da costa, mas houve um entendimento de que haveria um alto impacto ambiental.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Welison Silveira, diz que o alargamento da faixa de areia é visto com bons olhos pela gestão municipal, sobretudo para a praia de Manaíra, onde há uma demanda de requalificação da orla com ampliação da pista e do calçadão.
“Todos os estudos apresentados nas gestões passadas indicam que alargamento das praias é uma das soluções menos impactantes do ponto de vista ambiental”, afirma Silveira.

Para a região da falésia do Cabo Branco, o prefeito chegou a indicar a possibilidade de construção de uma pista contornando a barreira que ligaria o Cabo Branco até a Ponta do Seixas, região conhecida por ser o extremo oriental da América do Sul.

O secretário Welison Silveira, contudo, diz que um possível aterro na região é improvável. A área abriga a sede da Estação Cabo Branco, complexo projetado por Oscar Niemeyer que inclui o Museu da Ciência, além de equipamentos turísticos como o Farol do Cabo Branco e o Bosque dos Sonhos.

A proposta de aterro nas praias é criticada por especialistas, que defendem a realização de estudos mais aprofundados em toda a costa da Paraíba e um diagnóstico ambiental completo antes de iniciar as obras.

“A nossa crítica não é sobre a engorda da praia em si, mas sobre a forma como está sendo feita, sem um estudo adequado. O estado e Pernambuco, por exemplo, sofrem há mais de duas décadas com obras que foram malfeitas e mal dimensionadas”, afirma Saulo Vital, professor do Departamento de Geociências da UFPB (Universidade Federal da Paraíba)

Na avaliação do professor, é preciso conhecer a dinâmica da costa para identificar quais as melhores soluções de mitigação da erosão. O prazo de 90 dias também é apontado como curto para chegar a um diagnóstico completo.

Também há o temor de possíveis impactos em áreas sensíveis da costa, sobretudo nas praias do Bessa e Manaíra, região de desova das tartarugas-de-pente, espécie considerada em perigo pelo Ministério do Meio Ambiente.

“Existem recifes que ficam perto da costa e são usados como áreas de alimentação das tartarugas”, explica a bióloga Danielle Siqueira, presidente da Associação Guajiru, que atua na preservação das tartarugas marinhas na região.

O Ministério Público Federal instaurou um inquérito civil para apurar a engorda da orla e destacou a ausência de informações claras dos gestores municipais sobre o projeto. A prefeitura diz que vai prestar as devidas informações e trabalhar em sintonia com a Procuradoria. No campo político, a proposta foi criticada por possíveis adversários de Cícero Lucena na eleição do próximo ano.

O deputado federal Ruy Carneiro (PSC) disse que “fazer engorda da praia apenas por fazer” é uma atitude irresponsável, e acusa a gestão municipal de investir milhões no projeto sem realizar um estudo de impacto ambiental.

Cida Ramos (PT), deputada estadual, disse que vê o projeto como um primeiro passo para a reverter a legislação municipal que impede a construção de prédios com mais de três andares na orla. O ex-prefeito e deputado Luciano Cartaxo (PT) classificou a possível engorda das praias como um “crime ambiental”.

FolhaSP

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