Polêmica

Plano para alargamento de praias na Paraíba avança sob críticas

Praia em João Pessoa - Foto: RAFAEL PASSOS/SETUR/PB
A prefeitura de João Pessoa avança com um projeto de contenção da erosão na orla da cidade –que deve incluir o alargamento artificial da faixa de areia em até quatro praias da capital paraibana, replicando experiências de aterros em outras cidades litorâneas do país.

O projeto é uma das prioridades do prefeito Cícero Lucena (PP), mas enfrenta resistência de ambientalistas, estudiosos e movimentos sociais. No início do mês, se tornou objeto de um inquérito civil do Ministério Público Federal.

A proposta deve contemplar algumas das praias mais conhecidas de João Pessoa. Quatro trechos estão sob estudo: as praias de Manaíra, Bessa, Jacarapé e o trecho entre o Cabo Branco e a Ponta do Seixas, contornando a Falésia do Cabo Branco.

A intenção de alargar as praias foi anunciada pelo prefeito Cícero Lucena em outubro de 2021, com a justificativa de interromper a erosão e abrir espaços para fazer obras viárias. Em fevereiro, durante entrevista na Câmara Municipal de João Pessoa, o prefeito reiterou opção pelo aterro.

O projeto só começou a avançar em abril deste ano, quando a prefeitura contratou para fazer os estudos básicos a empresa catarinense Alleanza Projetos e Consultoria, a mesma responsável pelo alargamento da praia em Balneário Camboriú (SC). A empresa foi contratada por R$ 275,5 mil na modalidade carta-convite. Está prevista a elaboração de um projeto conceitual que inclua proteção costeira e urbanização das áreas aterradas. O trabalho deve ser entregue em um prazo de até 90 dias.

Um mês antes da contratação, Lucena e secretários municipais visitaram a cidade catarinense. Em Balneário Camboriú, a obra de alargamento da praia custou R$ 66,8 milhões, durou nove meses e aumentou a faixa de areia de 25 para 70 metros. Em João Pessoa, a estimativa inicial de custo para as obras nos quatro trechos é de R$ 200 milhões. Levando também em conta o pacote de obras viárias e de infraestrutura na orla, o orçamento chegaria a R$ 400 milhões.

A despeito das estimativas, a prefeitura informa que só os estudos vão apontar qual será a melhor alternativa em cada região da orla, e que não necessariamente adotará a engorda da faixa de areia.
Rubens Falcão, secretário municipal de Infraestrutura e responsável pelo projeto, diz que o foco central da prefeitura é reduzir o impacto do avanço do mar. Também destaca que o projeto será tocado sem pressa, com debate público e autorização dos órgãos competentes.

Desde gestões anteriores, a prefeitura da capital paraibana estuda formas de contenção da erosão na orla. Uma das opções avaliadas foi a construção de um quebra-mar a cerca de 200 metros da costa, mas houve um entendimento de que haveria um alto impacto ambiental.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Welison Silveira, diz que o alargamento da faixa de areia é visto com bons olhos pela gestão municipal, sobretudo para a praia de Manaíra, onde há uma demanda de requalificação da orla com ampliação da pista e do calçadão.
“Todos os estudos apresentados nas gestões passadas indicam que alargamento das praias é uma das soluções menos impactantes do ponto de vista ambiental”, afirma Silveira.

Para a região da falésia do Cabo Branco, o prefeito chegou a indicar a possibilidade de construção de uma pista contornando a barreira que ligaria o Cabo Branco até a Ponta do Seixas, região conhecida por ser o extremo oriental da América do Sul.

O secretário Welison Silveira, contudo, diz que um possível aterro na região é improvável. A área abriga a sede da Estação Cabo Branco, complexo projetado por Oscar Niemeyer que inclui o Museu da Ciência, além de equipamentos turísticos como o Farol do Cabo Branco e o Bosque dos Sonhos.

A proposta de aterro nas praias é criticada por especialistas, que defendem a realização de estudos mais aprofundados em toda a costa da Paraíba e um diagnóstico ambiental completo antes de iniciar as obras.

“A nossa crítica não é sobre a engorda da praia em si, mas sobre a forma como está sendo feita, sem um estudo adequado. O estado e Pernambuco, por exemplo, sofrem há mais de duas décadas com obras que foram malfeitas e mal dimensionadas”, afirma Saulo Vital, professor do Departamento de Geociências da UFPB (Universidade Federal da Paraíba)

Na avaliação do professor, é preciso conhecer a dinâmica da costa para identificar quais as melhores soluções de mitigação da erosão. O prazo de 90 dias também é apontado como curto para chegar a um diagnóstico completo.

Também há o temor de possíveis impactos em áreas sensíveis da costa, sobretudo nas praias do Bessa e Manaíra, região de desova das tartarugas-de-pente, espécie considerada em perigo pelo Ministério do Meio Ambiente.

“Existem recifes que ficam perto da costa e são usados como áreas de alimentação das tartarugas”, explica a bióloga Danielle Siqueira, presidente da Associação Guajiru, que atua na preservação das tartarugas marinhas na região.

O Ministério Público Federal instaurou um inquérito civil para apurar a engorda da orla e destacou a ausência de informações claras dos gestores municipais sobre o projeto. A prefeitura diz que vai prestar as devidas informações e trabalhar em sintonia com a Procuradoria. No campo político, a proposta foi criticada por possíveis adversários de Cícero Lucena na eleição do próximo ano.

O deputado federal Ruy Carneiro (PSC) disse que “fazer engorda da praia apenas por fazer” é uma atitude irresponsável, e acusa a gestão municipal de investir milhões no projeto sem realizar um estudo de impacto ambiental.

Cida Ramos (PT), deputada estadual, disse que vê o projeto como um primeiro passo para a reverter a legislação municipal que impede a construção de prédios com mais de três andares na orla. O ex-prefeito e deputado Luciano Cartaxo (PT) classificou a possível engorda das praias como um “crime ambiental”.

FolhaSP

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Política

Hugo Motta cria comissão para analisar PEC da redução da maioridade penal

Marina Ramos/Camara dos Deputados

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou nesta segunda-feira (6) a comissão especial responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em caso de crimes graves.

A medida destrava a tramitação da PEC, depois de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ter aprovado em junho a admissibilidade da proposta.

A criação de uma comissão especial é uma das etapas previstas na tramitação de uma PEC no Congresso. O colegiado será responsável por aprofundar o debate sobre o tema, incluindo a realização de audiências públicas e a consulta a especialistas.

Ao final dos trabalhos, a comissão deverá votar um relatório com a indicação de aprovação ou rejeição, antes que a proposta possa levada ao plenário da Câmara. Ainda não está decidido quem será o relator da PEC da maioridade penal.

A proposta a ser analisada altera o artigo 228 da Constituição para incluir a previsão de que a maioridade penal – idade a partir da qual uma pessoa pode ser julgada e condenada por crimes comuns, por exemplo – é atingida aos 16 anos, e não aos 18 anos, como estabelece o texto atual.

Pelas normas atuais, pessoas abaixo de 18 anos são inimputáveis e estão submetidas a uma legislação diferenciada.

Após Motta ter autorizado a instalação da comissão especial sobre o tema, os partidos deverão indicar os integrantes do colegiado. O prazo inicial para a análise e apresentação de modificações ao texto da PEC é de 10 sessões do plenário.

O colegiado tem o tempo máximo de até 40 sessões plenárias para aprovar um parecer final. Após esse período, o presidente da Câmara pode levar a PEC para votação diretamente no plenário, segundo o regimento interno.

Agência Brasil

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Paraíba

Inmet emite alerta de baixa umidade do ar para mais de 90 cidades da Paraíba

Foto: Reprodução

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta terça-feira (7), um alerta amarelo de baixa umidade do ar para 92 cidades da Paraíba. O aviso é válido das 12h às 18h do mesmo dia.

Durante o período, a umidade relativa do ar deve ficar entre 30% e 20%. Segundo o órgão, há baixo risco de incêndios florestais e de problemas de saúde.

O Inmet recomenda que a população beba bastante água, evite atividades físicas intensas nas horas mais quentes e se proteja do sol. Em caso de necessidade, a Defesa Civil pode ser acionada pelo 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Municípios sob alerta amarelo

  1. Água Branca
  2. Aguiar
  3. Amparo
  4. Aparecida
  5. Areia de Baraúnas
  6. Belém do Brejo do Cruz
  7. Bernardino Batista
  8. Boa Ventura
  9. Bom Jesus
  10. Bom Sucesso
  11. Bonito de Santa Fé
  12. Brejo do Cruz
  13. Brejo dos Santos
  14. Cachoeira dos Índios
  15. Cacimba de Areia
  16. Cacimbas
  17. Cajazeiras
  18. Cajazeirinhas
  19. Carrapateira
  20. Catingueira
  21. Catolé do Rocha
  22. Conceição
  23. Condado
  24. Coremas
  25. Curral Velho
  26. Desterro
  27. Diamante
  28. Emas
  29. Ibiara
  30. Igaracy
  31. Imaculada
  32. Itaporanga
  33. Jericó
  34. Joca Claudino
  35. Juru
  36. Lagoa
  37. Lastro
  38. Livramento
  39. Mãe d’Água
  40. Malta
  41. Manaíra
  42. Marizópolis
  43. Mato Grosso
  44. Maturéia
  45. Monte Horebe
  46. Nazarezinho
  47. Nova Olinda
  48. Olho d’Água
  49. Ouro Velho
  50. Passagem
  51. Patos
  52. Paulista
  53. Pedra Branca
  54. Piancó
  55. Poço Dantas
  56. Poço de José de Moura
  57. Pombal
  58. Princesa Isabel
  59. Quixaba
  60. Riacho dos Cavalos
  61. Salgadinho
  62. Santa Cruz
  63. Santa Helena
  64. Santa Inês
  65. Santa Luzia
  66. Santana de Mangueira
  67. Santana dos Garrotes
  68. Santa Teresinha
  69. São Bentinho
  70. São Bento
  71. São Domingos
  72. São Francisco
  73. São João do Rio do Peixe
  74. São José da Lagoa Tapada
  75. São José de Caiana
  76. São José de Espinharas
  77. São José de Piranhas
  78. São José de Princesa
  79. São José do Bonfim
  80. São José do Brejo do Cruz
  81. São José do Sabugi
  82. São Mamede
  83. Serra Grande
  84. Sousa
  85. Taperoá
  86. Tavares
  87. Teixeira
  88. Triunfo
  89. Uiraúna
  90. Várzea
  91. Vieirópolis
  92. Vista Serrana

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Política

“Vamos colocar em pauta novamente”, diz Zema ao defender novo julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe

crédito: Reprodução/Redes Sociais

O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, afirmou na segunda-feira (6/7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria passar por um novo julgamento no processo em que foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Apesar de dizer que defende a democracia, Zema questionou a atuação do STF no caso e defendeu uma reavaliação do processo.

A declaração foi dada durante entrevista ao grupo Derrubando Muros. Ao falar sobre a anistia a Bolsonaro, o ex-governador de Minas Gerais afirmou: “Talvez deveria ter rejulgamento [do ex-presidente] para avaliar. Vamos colocar em pauta novamente, aprofundar com pessoas mais isentas”.

Zema também afirmou considerar que o processo teve influência política. “Agora, na minha opinião, teve mais condução política do que jurídica [no julgamento]”, declarou.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado. O julgamento foi relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, que é alvo de críticas de Zema.

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Polêmica

ÁUDIO: “RODADA, FEIA E BARANGA” Prefeita de Bayeux Tacyana Leitão dispara ofensas contra suplente nas redes sociais

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Portal BG PB (@blogdobgpb)

A prefeita de Bayeux, Tacyana Leitão, expôs uma suplente de vereador nas redes sociais após um comentário sobre a derrota da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Sem economizar nas palavras, a prefeita disparou ofensas e chamou a suplente de “rodada”, “feia” e “baranga”.

O caso teve início quando a suplente comentou uma publicação da prefeita e afirmou que a derrota do Brasil aconteceu por causa do “pé frio” da gestora. Em resposta, Tacyana escreveu: “Você é nojenta e amante de todos os homens casados de Bayeux.”

Na sequência, a prefeita voltou a responder: “Teu problema comigo é que [você] deu em cima de Felipe [Leitão] e claro que ele jamais iria querer você. Rodada não, se amostra. Mas, muita mulher casada de Bayeux infelizmente sofreu na sua mão.”

Após a troca de mensagens, um áudio atribuído à prefeita também passou a circular nas redes sociais. Na gravação, Tacyana volta a atacar a suplente e a acusa de “roubar dinheiro” de pessoas para viajar à França. Em outro trecho, afirma: “Eu sou maravilhosa, eu sou linda, eu sou prefeita, eu tenho feito um trabalho incrível para Bayeux. E tu, quem és? Ninguém.”

Felipe Leitão, citado por Tacyana, é deputado estadual e marido da prefeita. A troca de mensagens aconteceu nos comentários de uma publicação no Instagram e repercutiu nas redes sociais.

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Política

Exército entrega armas de Bolsonaro à PF e informa falta de duas

crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. O batalhão também comunicou que duas das oito armas não foram entregues porque não estavam sob sua guarda.

A entrega foi determinada pelo ministro após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente.

De acordo com a defesa de Bolsonaro, todo o armamento do ex-presidente está guardado nas instalações do Exército.

Na última sexta-feira (3), Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão das armas que estão registradas em nome do ex-presidente.

A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e afirmar que as armas estão legalizadas, o ministro entendeu que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Agência Brasil

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Paraíba

MAIS UM: Segundo suspeito de matar dono de loja de celulares durante assalto é preso

Reprodução

A Polícia Civil da Paraíba prendeu, nesta segunda-feira (6), o segundo suspeito de envolvimento na morte do empresário Bruno Silva de Melo, morto durante um assalto no bairro José Américo, em João Pessoa.

O homem, de 32 anos, conhecido como “Ninja”, foi localizado no bairro de Oitizeiro, na Capital. Segundo a polícia, ele foi reconhecido por duas testemunhas oculares do crime.

Durante a ação, os agentes também apreenderam as vestimentas utilizadas pelo suspeito no dia do crime. (Arraste para o lado)

Ele foi encaminhado para a Cidade da Polícia Civil de João Pessoa, onde permanece preso e vai passar por audiência de custódia.

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Copa do Mundo

Fim do sonho para Cristiano Ronaldo: Espanha marca nos acréscimos e está nas quartas

Foto: Getty

A Espanha superou Portugal por 1 a 0 nesta segunda-feira (6), em Dallas, e se classificou para a fase de quartas de final da Copa do Mundo de 2026. O resultado também marcou o último jogo do craque Cristiano Ronaldo na história do torneio.

O craque de 41 anos, que confirmou que esta seria a sua última Copa do Mundo, encerra sua trajetória em Mundiais com seis participações.

Ele se despede como o único jogador a marcar sem seis edições do torneio. Ao todo, são 11 bolas na rede pelo torneio de seleções. Ele disputou as Copa de 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026.

Com informações da CNN  e UOL

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Paraíba

Prefeitura manda paralisar obras do antigo Lixão do Roger e após graves falhas da empresa Cetus


					Prefeitura manda paralisar obras do antigo Lixão do Roger e aponta graves falhas da empresa
Vista de cima do antigo Lixão do Roger em 1997

A Prefeitura de João Pessoa determinou a paralisação imediata das obras de recuperação e requalificação ambiental do antigo Lixão do Roger. A primeira etapa do Parque Ambiental do Roger estava sendo executada pelo Consórcio Cetus Lomacon João Pessoa, como parte do Programa João Pessoa Sustentável.

Segundo a gestão municipal, a obra foi paralisada para preservar o interesse público e evitar a continuidade de irregularidades apontadas em pareceres técnicos da Unidade Executora do Programa João Pessoa Sustentável (UEP).

De acordo com a documento, publicado no Diário Oficial do Município da sexta-feira (3), a fiscalização constatou inadimplemento contratual grave, contínuo e considerado material por parte da empresa, incluindo:

  • descumprimento do cronograma físico-financeiro
  • atraso na execução das metas ambientais previstas no contrato
  • falhas no cumprimento das obrigações relacionadas à recuperação da área.

O documento também afirma que as irregularidades representam risco iminente de dano ambiental e de prejuízo ao erário, caso a execução da obra permanecesse nas condições atuais.

A administração municipal informou que a paralisação decorre do início do processo administrativo de rescisão do contrato, previsto na Lei de Licitações e no próprio instrumento contratual.

Resposta da empresa

Ao Conversa Política, o Consórcio Cetus Lomacon João Pessoa informou que existem medições em aberto que ainda estão em processo de análise e tratativas junto à administração municipal. “Além disso, a empresa está em negociação com a atual gestão para a finalização da obra em um prazo estimado de dois meses, aguardando a aprovação e o alinhamento necessários para a retomada e conclusão dos serviços. Reafirmamos nosso compromisso com a execução do contrato e permanecemos à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários”, diz a nota.

O que acontece a partir de agora

Enquanto durar a suspensão, o consórcio deverá manter os sistemas de controle ambiental funcionando para evitar impactos decorrentes da área do antigo lixão, preservar a vigilância do canteiro de obras, garantir a segurança do local e colaborar com a fiscalização municipal.

Além disso, a Prefeitura encaminhou o caso à comissão processante competente para apuração de eventual aplicação de penalidades administrativas, que podem incluir multas, rescisão unilateral do contrato e declaração de inidoneidade para contratar com o poder público, assegurados o contraditório e a ampla defesa.

A ordem administrativa estabelece ainda que ficam suspensos a execução do contrato e todos os prazos contratuais até decisão definitiva sobre o processo de rescisão.

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Brasil

Moraes manda Exército entregar armas de Bolsonaro à PF em até 48 horas

Fotos: Rosinei Coutinho/SCO/STF e Adriano Machado/Reuters

O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta segunda-feira (6) que o Comando do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, entregue à Polícia Federal, em até 48 horas, as oito armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro que estão sob custódia da unidade.

Inicialmente, Moraes havia determinado que a defesa de Bolsonaro fizesse a entrega do armamento. No entanto, após os advogados informarem que as armas estão guardadas pelo Exército, o ministro transferiu a responsabilidade diretamente ao comando militar.

A defesa também informou que duas armas da marca Caracal já haviam sido entregues em 2023 por determinação do Tribunal de Contas da União. Moraes determinou ainda que a Polícia Federal confirme se esse armamento está, de fato, sob sua guarda. Na última sexta-feira (3), o ministro também revogou o Certificado de Registro de CAC de Bolsonaro.

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Paraíba

Operação São João prende 122 pessoas e reduz furtos e roubos na Paraíba

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A Operação São João 2026 consolida o modelo de atuação da Segurança Pública da Paraíba, baseado na integração entre inteligência, tecnologia, policiamento ostensivo e resposta operacional. Durante 33 dias de festejos, as forças de segurança (Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros de Militar) atuaram de forma coordenada com os Centros Integrados de Comando e Controle (CICC) em 1.979 eventos realizados em 174 municípios, garantindo tranquilidade para milhões de pessoas e alcançando resultados expressivos na prevenção e no enfrentamento da criminalidade.

Entre os principais resultados está a prisão de 122 pessoas durante os festejos realizados em todo o Estado. Desse total, 90 prisões ocorreram na 2ª Região Integrada de Segurança Pública (Parque do Povo e Galante) e 32 na 3ª Região Integrada de Segurança Pública, durante o São João de Patos.

Na 2ª Reisp, onde acontece o Maior São João do Mundo, 53 prisões tiveram apoio direto das tecnologias utilizadas pelo CICC, entre elas o reconhecimento facial, videomonitoramento e monitoramento eletrônico de pessoas submetidas a medidas judiciais, enquanto 37 prisões foram realizadas pela atuação ostensiva da Polícia Militar.

Na 3ª Reisp, em Patos, quatro das 32 prisões também tiveram apoio das tecnologias empregadas pelo Centro Integrado de Comando e Controle, evidenciando a expansão do modelo de segurança integrada adotado pela Secretaria da Segurança e da Defesa Social em todo o Estado.

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