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MPPB diz que Hytalo Santos se aproveitou de vulnerabilidade de crianças e famílias

Ao solicitar diligências contra o influenciador Hytalo Santos, o Ministério Público da Paraíba disse que paraibano investigado se aproveitou das condições de crianças e famílias para a prática de “adultização de adolescentes, consistente na indução precoce a comportamentos e performances sexualizadas, empregada como estratégia deliberada de engajamento digital e rentabilização econômica.”

“Os indícios são de aproveitamento da vulnerabilidade social e emocional de algumas crianças e adolescentes e de vulnerabilidade econômica dos pais destes, induzindo as crianças e adolescentes a participar de poses, coreografias e danças eróticas ou erotizadas para divulgação nas redes sociais, mediante promessa de recompensas”, argumenta o MP, em documento que o Blog Wallison Bezerra teve acesso.

Uma nova busca e apreensão foi autorizada ontem (13) pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da Vara da Infância e Juventude. Para o magistrado, os fatos narrados pela Promotoria são “graves” e demonstram a necessidade “urgente do Poder Judiciário para apurar tal prática criminosa”.

Na decisão, que corre em segredo de Justiça, mas o Blog teve acesso, Rudimacy citou “a presença de estrutura organizada, com movimentações financeiras e logística de apoio, voltada a manter as práticas criminosas, com possibilidade de ocultação de provas, daí o caráter urgente da medida”.

“A fumaça do bom direito resta clarividente pelos fortes indícios da prática de vários crimes como FAVORECIMENTO E ALICIAMENTO DE MENORES- EXPOSIÇÃO ERÓTICA DE MENORES NA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES – OFENSA A DIGNIDADE SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES. “ADULTIZAÇÃO” E EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTOJUVENIL, bem como pela violação de direito das crianças e dos adolescentes”, assinalou o juiz.

Além de buscas no endereço residencial de Hytalo, foram autorizados também a apreensão nos prédios onde funcionam as empresas gerenciadas pelo paraibano e de seu marido, conhecido como Euro.

“Em caso de resistência ou necessidade, fica deferida ordem de arrombamento, com a finalidade de apreensão de quaisquer evidências, físicas e digitais, relacionadas aos crimes narrados pelo Ministério Público, assim como outros, em especial, integração de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude processual e lavagem de dinheiro”, autorizou o juiz, destacando que as medidas também podem ser cumpridas em quartos de hotéis, motéis e outras hospedagens temporárias.

Em nota divulgada mais cedo, a defesa de Hytalo disse que ele estava em São Paulo, onde cumpre atividades profissionais.

Pagamento às famílias dos menores

O Ministério Público também informou à Justiça a forte suspeita de “pagamento de remuneração aos pais dos adolescentes, a fim de que estes fiquem sob o domínio do Hitalo Santos, para que as rotinas dos adolescentes sejam publicadas em fotos e vídeos, com exposições em performances de danças com conteúdo sexual, em que menores aparecem com roupas minúsculas e inadequadas”.

Para o MP, Hytalo Santos “utiliza a exposição da sensualidade/sexualidade dos adolescentes sob seus cuidados como forma de monetizar e impulsionar suas redes sociais, gerando rendimentos/ganhos para si”.

O que diz Hytalo

O influenciador paraibano Hytalo Santos se manifestou nesta quinta-feira (14) pela primeira vez desde que passou a ser investigado por suposta adultização de menores em vídeos publicados nas redes sociais. Em nota, divulgada pela CNN, ele negou as acusações de exploração de crianças ou adolescentes e afirmou confiar que “a verdade prevalecerá”.

“Repudio categoricamente qualquer acusação de exploração de menores. Minha trajetória pessoal e profissional sempre foi guiada pelo compromisso inabalável com a proteção de crianças e adolescentes”, disse em nota.

Hytalo afirmou ainda que está em São Paulo, mas segue à disposição da Justiça. “Esclareço que jamais me ocultei ou obstruí investigações. Estou em viagem a São Paulo há mais de um mês e permaneço, desde o início, à disposição das autoridades para todo e qualquer esclarecimento, confiando que a verdade prevalecerá sobre qualquer tentativa de distorção”.

Na nota divulgada pela defesa, Hytalo reafirmou a “integridade e indignação diante de falsas acusações”. “Não aceitarei que minha imagem e meu trabalho sejam manchados por narrativas infundadas, e seguirei defendendo, com firmeza, a verdade e os valores que sempre nortearam minha vida.”

“Todos os esclarecimentos necessários à Justiça serão prestados nos autos do processo”, finaliza o influenciador no comunicado oficial.

BG com MaisPB

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Leonardo Quintans é nomeado novo Procurador-geral de Justiça da Paraíba



					Governador nomeia Leonardo Quintans como novo Procurador-geral de Justiça da Paraíba

O governador João Azevêdo (PSB) já assinou o ato de nomeação do promotor Leonardo Quintans Coutinho para o cargo de procurador-geral de Justiça da Paraíba no biênio 2025-2027. O anúncio da escolha foi feito nesta quarta-feira (6) durante a solenidade de cessão do Casarão dos Azulejos, em João Pessoa, para instalação do Museu da Justiça Eleitoral.

O governador disse que assinou o ato pouco antes de se dirigir ao local do evento, confirmando, assim, as expectativas de que iria respeitar a vontade da maioria e escolher o mais votado pelos integrantes do Ministério Público da Paraíba.

A lista tríplice dos candidatos à vaga foi encaminhada ao chefe do Executivo na semana passada, após eleição geral. Leonardo Quintans foi o mais votado, com 56,47% dos votos, seguido por Rodrigo Marques da Nóbrega, com 17,63%, e Aristóteles de Santana Ferreira, com 14,60%.

A posse do novo procurador-geral, em substituição ao procurador Antônio Hortêncio, deve ocorrer no dia 1º de setembro.

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LEI DO GABARITO: Construtora Dimensional é alvo do MP por descumprir limite de altura de prédio na Grande JP

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou mais uma ação civil pública em razão do descumprimento da “Lei do Gabarito” e da violação à ordem urbanística e ambiental. Desta vez, a ação foi interposta em face da construtora Dimensional Construções Ltda, devido a irregularidades constatadas no gabarito de altura das edificações do empreendimento imobiliário “Vivere Home Resort”, localizado na faixa costeira do município de Cabedelo.

A Ação 0808345-92.2025.8.15.0731 foi proposta pelo 3° promotor de Justiça de Cabedelo, Francisco Bergson Gomes Formiga, que atua na defesa do meio ambiente. Nela, o MPPB requer, diante da gravidade dos fatos e do risco de consolidação definitiva da situação irregular, a concessão de tutela provisória de urgência para que seja determinado o embargo total da obra, que atualmente está embargada de forma parcial.

Ainda em caráter liminar, pede também a suspensão de qualquer licença emitida pelo Município de Cabedelo referente à construção; a imposição de multa diária de R$ 10 mil, em caso de descumprimento, e a proibição de novas vendas, cessões ou alienações de unidades até decisão judicial final.

Investigação

A ação tramita na 3ª Vara Mista de Cabedelo e é um desdobramento do Inquérito Civil 001.2025.055811, instaurado a partir da Notícia de Fato 001.2025.055811-3, para apurar irregularidades no gabarito de altura das edificações do empreendimento “Vivere Home Resort”.

De acordo com o promotor de Justiça, a Secretaria Municipal de Controle do Uso e Ocupação do Solo de Cabedelo constatou divergência relevante entre os projetos aprovados e a execução da obra, com ultrapassagem dos limites legais de altura em três blocos. No Bloco A, a ultrapassagem foi de 1,52 metro no primeiro trecho; no Bloco B, de 2,95m no segundo trecho e no Bloco C, de 3,41m no terceiro trecho, totalizando área construída fora do gabarito legal.

Proteção do meio ambiente

Bergson explicou que a Constituição Federal, em seus artigos 182 e 225, impõe ao poder público o dever de proteger o meio ambiente e ordenar o desenvolvimento urbano e que a construção em desacordo com o ordenamento urbanístico configura dano coletivo à ordem urbanística. “Não há dúvidas que o empreendimento descumpriu os limites legais de altura. A inobservância do gabarito de altura não constitui simples irregularidade administrativa, mas violação grave à ordem urbanística e à proteção da paisagem natural e ambiental da orla paraibana, que é tutelada pelo artigo 229 da Constituição Estadual”, acrescentou.

Segundo ele, a concessão de medida liminar para suspensão dos atos administrativos de regularização do empreendimento imobiliário está amparada no princípio da precaução, que impõe ao poder público o dever de agir de forma proativa e conservadora diante de riscos potenciais de dano ao meio ambiente. “A zona costeira da Paraíba se destaca nacional e internacionalmente pela especial proteção que lhe é garantida, através da limitação da altura das edificações. Essa disciplina assegura beleza paisagística, areação adequada, incidência solar nas praias, entre outros benefícios”, argumentou.

Demolição

Além dos pedidos liminares, o MPPB requereu, no mérito, que a ação seja julgada procedente para declarar a ilegalidade das construções realizadas em desacordo com o gabarito da orla marítima no empreendimento “Vivere Home Resort” e para condenar a construtora à demolição das áreas excedentes ao limite legal, no prazo máximo de 90 dias, sob pena de multa diária.

Pede também que a construtora seja condenada a apresentar projeto atualizado de regularização da parte remanescente da obra, em conformidade com a legislação urbanística vigente, no prazo de 30 dias; que pague as custas e demais encargos processuais e que o Município de Cabedelo seja intimado para informar se tem interesse em ingressar na ação como terceiro interessado, nos termos do artigo 119, II, do Código de Processo Civil.

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Veja resultado da lista tríplice para procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba; veja números da votação

Na tarde desta quinta-feira (31), foi realizada a votação para o cargo de procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba no biênio 2025-2027.

A votação poderia ser feita de forma online, no site eleicao.mppb.mp.br.
Ao todo, 220 promotores e procuradores estiveram aptos a votar.
Veja números:

Quem preferiu utilizou o computador disponibilizado no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em João Pessoa, onde também está reunida a comissão eleitoral, presidida pelo procurador José Guilherme Lemos.
Os candidatos foram:
•Leonardo Quintans Coutinho (promotor de Justiça de Sapé)
•João Geraldo Carneiro Barbosa (procurador de Justiça)
•Rodrigo Marques da Nóbrega (promotor de Justiça de João Pessoa)
•Aristóteles de Santana Ferreira (procurador de Justiça)
Blog do BG PB

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MP recomenda manter arquivamento do caso Ana Sophia por falta de novas provas; família pede reabertura



					MPPB recomenda manter arquivamento do caso Ana Sophia por falta de novas provas

O Ministério Público da Paraíba recomendou manter o arquivamento do inquérito que investigava o desaparecimento de Ana Sophia, ocorrido há dois anos no distrito de Roma, em Bananeiras. Segundo o promotor Edmilson de Campos Leite Filho, responsável pelo parecer, a decisão é baseada na ausência de fatos novos que justifiquem a reabertura do caso.

A Polícia Civil concluiu o inquérito após a morte do principal suspeito, Tiago Fontes. Segundo as investigações, Ana Sophia foi vítima de um crime premeditado, motivado por razões sexuais. Dois anos após o desaparecimento, a família solicitou a reabertura das investigações. O corpo da menina nunca foi encontrado.

O promotor Edmilson de Campos Leite Filho afirmou ao Jornal da Paraíba que todas as linhas investigativas foram devidamente exploradas pela Polícia Civil e pelo próprio MPPB. Segundo ele, todos os caminhos apontaram que Tiago Fontes foi o autor do homicídio contra a menina.

“As outras linhas também foram foram traçadas, foram efetivamente encaminhadas pela polícia judiciária e pelo Ministério Público no decorrer da investigação e todos os caminhos, todas as linhas investigativas apontaram para o Tiago Fontes como o autor do terrível homicídio que vitimou Ana Sophia”, afirmou o promotor.

Segundo o promotor, a alegação de que o corpo da criança não foi localizado não configura, por si só, não justifica a reabertura das investigações. Ele também afirmou que ouvir novamente testemunhas não representa um fato novo.

“A gente não tem uma linha investigativa nova, e a alegação de que o corpo da criança não foi encontrado, não faz com que essa essas investigações possam ser reabertas”, afirmou o promotor.

O parecer será agora encaminhado à Justiça, que decidirá se acata ou não a recomendação do Ministério Público.

Família pede a reabertura das investigações

Dois anos após o desaparecimento da menina Ana Sophia, de 8 anos, no município de Bananeiras, na Paraíba, a família pede a reabertura do inquérito que investigou o caso. João Simplício e Maria do Socorro, pais da menina, afirmam que não concordaram com o arquivamento do inquérito policial e querem que novas diligências sejam realizadas.



					MPPB recomenda manter arquivamento do caso Ana Sophia por falta de novas provas
Mãe de Ana Sophia, Maria do Socorro, lamenta nunca ter conseguido sepultar a filha. Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Em nota, a Polícia Civil afirmou que o caso foi devidamente elucidado e que a investigação foi conduzida com rigor técnico, resultando na produção de provas periciais e testemunhais, que tornaram possível a identificação do autor do crime.

Ainda segundo a polícia, diversos recursos investigativos e tecnológicos, contando ainda com o apoio da Polícia Federal, contribuíram com elementos periciais relevantes. A Polícia Civil também informou que o relatório final foi acolhido pelo Ministério Público, que determinou o arquivamento do caso, considerando a solidez das provas reunidas.

A defesa da família questiona a condução da investigação e aponta falhas na apuração inicial. Os advogados afirmam que várias pistas e informações relevantes deixaram de ser consideradas, e defendem a abertura de novas linhas investigativas, além da reoitiva de testemunhas.

“Encontramos muitos fatos que deixaram de ser analisados, muitas pistas que não foram seguidas. Então, decidimos que é necessário que se reabra esse inquérito”, afirmou a advogada Vera Franco.

Por causa do sigilo do inquérito, eles afirmam que não podem dar detalhes sobre o que é questionado pela família.

Relembre o caso



					MPPB recomenda manter arquivamento do caso Ana Sophia por falta de novas provas
Tiago Fontes é o único suspeito do desaparecimento de Ana Sophia. Tiago Fontes é o único suspeito do desaparecimento de Ana Sophia

Segundo as investigações, Ana Sophia saiu de casa por volta das 12h e foi até a casa de uma amiga. No entanto, ao chegar lá, a menina não estava em casa, então ela voltou.

Por volta das 12h36, uma câmera de segurança filmou Ana Sophia passando na calçada de um mercadinho. Cerca de 150m adiante, um vulto foi visto entrando numa casa e, segundo análise da perícia, as medidas batem com a da criança. Já o local coincidia com a entrada da casa de Tiago Fontes. Esses foram os últimos registros dela em vida.

Tiago Fontes é o único suspeito do desaparecimento de Ana Sophia. O delegado Aldrovilli Grisi informou que a família de Ana Sophia vivia em um imóvel alugado pelo sogro de Tiago, que morava em frente à residência da família da menina. O suspeito frequentava a casa do sogro.

“Ele tinha conhecimento da rotina da família de Ana Sophia. E aí vem os detalhes, corroborados em depoimentos, de um olhar, de uma cultura injusta com a mulher”, disse Aldrovilli Grisi.

As investigações encontraram no celular de Tiago buscas sobre decomposição de corpo humano, estágios de putrefação e quanto tempo um fio de cabelo perde a capacidade de ser identificado por um DNA. O homem também buscou pelo caso da criança Júlia, da Praia do Sol, que foi encontrada num poço assassinada pelo padrasto.

A Polícia Civil concluiu também que o crime foi premeditado, após pesquisas encontradas no celular do investigado, que foi encontrado morto em novembro, conforme explicou o delegado Diógenes Fernandes, que também atuou nas investigações. “Tiago planejou o crime quatro meses antes. Em março ele já pesquisava como matar asfixiada uma criança de 7 anos, idade de Sophia na época”, informou o delegado.

No dia 12 de setembro, a Polícia Civil divulgou que Tiago Fontes estava desaparecido. Ele foi visto saindo de casa após uma vistoria realizada em sua residência, como parte das investigações.

Quase dois meses depois, em novembro, o corpo dele foi encontrado em uma área de mata em Bananeiras. Buscas por Ana Sophia chegaram a ser feitas no local, mas a menina não foi encontrada.

O corpo do suspeito foi encontrado sem sinais de hematomas ou perfurações, mas em avançado estado de decomposição, junto de uma garrafa de bebida alcóolica e uma cama feita com capim, numa área de mata fechada, por trabalhadores rurais. Nas palavras técnicas dos investigadores, ele cometeu uma “autoeliminação”.

JornalPB

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MPPB

MPPB constata irregularidades em instituições de idosos em Bayeux

O Ministério Público da Paraíba e demais órgãos integrantes do Comitê Interinstitucional de Fiscalização das Instituições de Longa Permanência para Pessoas Idosas realizaram, nesta quarta-feira (16/07), inspeção em três instituições no município de Bayeux.

A fiscalização, acompanhada pela 3ª promotora de Justiça de Bayeux, Ana Guarabira de Lima Cabral, teve como objetivo verificar as condições de abrigamento das pessoas e atende a procedimentos instaurados pela Promotoria de Justiça daquele município.

De acordo com a promotora Ana Guarabira, foram encontradas instalações inadequadas com umidade e mofo nas paredes; excesso de leitos por cômodo; insuficiência de número de banheiros e ausência de espaço recreativo.

Também foram constatadas a aplicação de medicações injetáveis sem material para socorro e estabilização do paciente; acessibilidade inadequada aos espaços, bem como nos banheiros; e a insuficiência de cuidadores considerando o grau de dependência do idoso. Segundo a promotora, foi verificada a inobservância da RDC nº 502 da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) e nenhuma das instituições fiscalizadas possui autorização de funcionamento sanitário emitida pela Agevisa/PB.

Providências

No estabelecimento com a situação mais grave, faltavam higiene básica, instalações adequadas e cuidadores suficientes para os idosos. Além disso, foi encontrada uma funcionária que trabalhava em troca de lugar para morar com a filha, em situação análoga à escravidão.

A Agevisa notificou o local para, em 24 horas, providenciar a remoção de todos os idosos para outra instituição de longa permanência ou retorno ao ambiente familiar.

A promotora informou, ainda, que já tramitam ações civis públicas  (0802709-27.2021.815.0751, 08030046420218150751, 0802879-96.2021.816.0751) solicitando que as irregularidades sejam sanadas ou o fechamento das instituições em caso de continuidade das irregularidades. “Os laudos dos órgãos fiscalizadores que foram conosco na inspeção serão colecionados nos autos dos processos para tomada de providências”, complementou a promotora Ana Guarabira.

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Promotor cita exposição de criança à ‘dança sensual’ e abre investigação sobre show de Neiff na PB

O promotor Stoessel Wanderley de Sousa Neto, do Ministério Público da Paraíba, determinou a abertura de um inquérito para apurar série de irregularidades no show do cantor Anderson Neiff na cidade de Cubati, no último domingo (13). Dentre os fatores que levaram o órgão a investigar a apresentação estão à exposição de crianças de adolescentes a músicas com teor sexual e a morte de um jovem de 17 anos durante o evento.

Em seu despacho, Wanderley cita a participação de uma menina de 11 anos que foi chamada ao palco para dançar para o público presente, lembrando que o cantor perguntou à garota: “qual é a coisa que mais gosto de fazer na minha vida?”, tendo a resposta ecoada pelo público e pela criança “trair”. Neiff então acrescenta “trair, isso é hobby”.

O promotor também aponta letras de músicas cantadas durante o show, como “nós não se arrepende, na safada/casada é sem pano” e “sou traficante, trafico mesmo”.

Para o Ministério Público, há a “flagrante exposição pública da menina, agravada pela divulgação do ato através internet, tendo a menor realizado exibição de danças sensuais em duas músicas apresentadas pelo grupo, inclusive ao lado da dançarina “Larissa”, em ambiente inquestionavelmente impróprio para uma criança”.

Stoessel lembra o caso envolvendo um assassinato, levantando uma “grave falha de segurança em permitir a entrada de uma arma branca no evento e a presença de crianças e adolescentes no local, nitidamente em desconformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o que também configura grave omissão da organização do evento, que teve apoio da prefeitura municipal, sem mencionar na caracterização de omissão dos pais/responsável a ser apurada em procedimento próprio”.

O promotor determinou a citação de todos os responsáveis pelo evento, incluindo o prefeito José Ribeiro.

Veja a nota divulgada pelo MPPB

O Ministério Público da Paraíba, por meio do promotor de Justiça Stoessel Wanderley de Sousa Neto, em substituição na Promotoria de Justiça Cumulativa de Soledade, instaurou inquérito civil para apurar a responsabilidade dos organizadores do evento realizado no último domingo (13/07) na cidade de Cubati, que teve um adolescente assassinado, pessoas feridas e, ainda, a denúncia de uma criança exposta a situação inadequada à infância, no palco da festa.

Também foi instaurado um procedimento administrativo, para acompanhar a situação familiar da criança e se houve omissão dos pais ou responsáveis.

A parte criminal está sob responsabilidade da Polícia Civil.

MaisPB

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MPPB e instituições assinam acordo para reforçar proteção a mulheres vítimas de violência

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Em um esforço conjunto para fortalecer a rede de proteção à mulher e combater o feminicídio na Paraíba, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) celebrou, nesta terça-feira (15/07), um histórico protocolo de intenções com o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), a Defensoria Pública da Paraíba (DPE-PB) e as Secretarias de Estado da Segurança e da Defesa Social (SESDS), da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH) e da Administração Penitenciária (Seap). A parceria visa a instituir um fluxo interinstitucional para a gestão, a avaliação e a fiscalização da monitoração eletrônica de autores de violência doméstica e familiar, uma medida crucial para garantir a segurança das vítimas.

A cerimônia de assinatura foi realizada na sede do MPPB, em João Pessoa, e teve a participação do procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto; do presidente d do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Frederico Coutinho; da defensora pública geral, Maria Madalena Abrantes; do secretário da Administração Penitenciária, João Alves, da secretária da Mulher e Diversidade Humana, Lídia Moura; dos promotores de Justiça Ricardo Alex Almeida Lins (coordenador do Centro de Apoio Operacional em Matéria Criminal) e Liana Espínola de Carvalho (coordenadora do Núcleo de Gênero, Diversidade e Igualdade Racial); da coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do TJPB), juíza Maria Aparecida Gadelha; da chefe de gabinete da Delegacia-Geral da Polícia Civil, Maíra Roberta Araújo, da coordenadora das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, Maria Sileide de Azevedo, e do secretário executivo de Administração Penitenciária.

O Protocolo de Intenções estabelece uma série de ações coordenadas para a implementação eficaz da monitoração eletrônica, recentemente alterada pela Lei Federal nº 15.125/2025.

O procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, destacou o compromisso do Ministério Público com a proteção das mulheres. “Assumimos a responsabilidade de exercer a fiscalização da implementação do sistema de monitoramento eletrônico, zelando para que ele atenda, de forma efetiva, aos objetivos de proteção às mulheres em situação de violência”, afirmou. Ele salientou ainda a importância da união de esforços dos diversos órgãos, cada um nas suas atribuições, para prestar um melhor serviço à sociedade.

A iniciativa representa um marco na luta contra a violência de gênero no Estado, alinhando-se a normativas nacionais e internacionais, como a Lei Maria da Penha e a Convenção de Belém do Pará. O protocolo busca integrar operacionalmente os diversos órgãos do sistema de justiça e segurança pública, para assegurar que as medidas protetivas de urgência sejam cumpridas com rigor.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional em Matéria Criminal (CAOCrim), promotor de Justiça Ricardo Alex Almeida Lins, enfatizou a atuação proativa da instituição. “O compromisso do Ministério Público é atuar firmemente na apuração de eventuais falhas ou violações no sistema de monitoramento eletrônico que possam comprometer a segurança das mulheres atendidas e acompanhar, em cada localidade, os casos de violação das medidas protetivas, zelando pela célere responsabilização dos autores”, declarou.

Além da fiscalização, o MPPB terá um papel fundamental na conscientização da sociedade. A coordenadora do Núcleo de Gênero, Diversidade e Igualdade Racial (Gedir), promotora de Justiça Liana Espínola Pereira de Carvalho, ressaltou a importância da educação em direitos. “Vamos atuar na conscientização e na educação em direitos, informando as mulheres sobre seus direitos e os mecanismos de proteção disponíveis, bem como sobre a importância da denúncia e do acompanhamento das medidas protetivas”, pontuou.

Instituições parceiras

O desembargador Frederico Coutinho reafirmou o compromisso do TJPB de atuar no combate a esse tipo de violência junto com os órgãos parceiros. “É nosso compromisso darmos as mãos e nos unirmos, cada vez mais, na busca de tentar coibir essa chaga que é a violência contra a mulher. Não podemos permitir que isso se alastre. Fico muito feliz, quando vejo iniciativas que buscam resguardar a cidadania, no caso aqui, a cidadania da mulher. Tenho certeza de que, com a ajuda de todos os órgãos, vamos enfrentar com vontade, cada vez maior, de solucionar esse tema. Contem com o Judiciário”, disse.

A defensora pública geral, Maria Madalena Abrantes, ressaltou a união de esforços de todos. “É muito especial, quando todo o sistema de justiça se une nessa luta contra a violência contra a mulher. Nossa parte, como Defensoria, é cuidar dos agressores nos nossos grupos reflexivos, com a parceria de todos vocês, dando conhecimento sobre a Lei Maria da Penha, mostrando as sequências da agressão. Essa reunião aqui me dá esperança para trabalharmos por um mundo cada vez melhor”.

A chefe de gabinete da Delegacia-Geral, Maíra Araújo, ressaltou a importância do protocolo. “É muito importante essa cooperação, porque somos mais fortes, quando estamos juntos. É responsabilidade do Estado a salvaguarda dos direitos dessas mulheres e o combate a esse tipo de violência. Gostaria de agradecer a cooperação de cada um, a parceria de cada um, pois é imprescindível trabalharmos juntos e fortalecer essa parceria”.

A secretária Lídia Moura falou sobre a articulação do MP para reunir as instituições em torno desse objetivo comum. “Quero agradecer ao Ministério Público pelo trabalho de aproximação das instituições, de busca de cooperações, de diálogo conosco. Esse é um momento importante. Fico muito feliz, quando vejo um órgão como o Ministério Público se debruçar, para encontrar um caminho, buscar juntar tantos entes para que possamos monitorar, fazer um fluxo, fazer cumprir a determinação judicial do monitoramento”.

Atribuições dos parceiros

Para que o sistema funcione de maneira integrada, o protocolo detalha as responsabilidades de cada órgão. O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) se compromete a estabelecer procedimentos ágeis para a concessão de medidas protetivas que incluam o monitoramento, encaminhando as decisões à Central de Monitoramento e compartilhando dados estatísticos essenciais para o planejamento das políticas públicas.

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) terá a incumbência de coordenar a Central de Monitoramento Eletrônico, garantindo a instalação e manutenção das tornozeleiras nos agressores. Além disso, deverá fornecer relatórios periódicos ao Ministério Público e ao Poder Judiciário e manter uma equipe técnica capacitada para o acompanhamento contínuo dos monitorados.

A Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SESDS) assegurará o atendimento prioritário das ocorrências de violação das medidas protetivas. Em conjunto com a SEAP, instituirá um protocolo para o acionamento rápido da polícia pela Central de Monitoramento em caso de incidentes. A capacitação de policiais civis na abordagem de gênero também é uma de suas atribuições.

A Defensoria Pública do Estado (DPE-PB) atuará em uma frente preventiva, promovendo grupos reflexivos de homens acusados no contexto da violência doméstica, buscando coibir a reincidência e a ocorrência de feminicídios. A instituição também vai colaborar no fortalecimento da rede de atendimento às mulheres e na capacitação de profissionais do sistema de justiça.

Por fim, a Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH) ficará responsável por promover ações de formação e sensibilização sobre violência de gênero para os profissionais envolvidos. A pasta também instruirá as equipes do “Programa Integrado Patrulha Maria da Penha”, para que contribuam com o acompanhamento das mulheres cujos agressores estejam sendo monitorados, orientando-as e identificando possíveis problemas na execução da medida.

A assinatura do termo, que terá vigência de 24 meses, simboliza uma resposta unificada do Estado paraibano à grave questão do feminicídio, gerando um impacto de esperança e demonstrando um comprometimento sólido com a vida e a segurança das mulheres.

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Fotógrafos que atuam em letreiro no Busto de Tamandaré devem se registrar

A Prefeitura de João Pessoa vai lançar um edital, nos próximos dias, para regularizar e inscrever os fotógrafos que atuam no letreiro “João Pessoa”, localizado no Busto de Tamandaré, na Praia de Cabo Branco. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Marmuthe Cavalcanti (Republicanos), nesta terça-feira (8).

“A gente vai lançar um edital para inscrever os fotógrafos, para poder utilizar aquele espaço que é do letreiro, que está havendo uma série de contratempos e problemas naquela área de uso para fotografias. Enfim, a gente vai abrir um edital nesses próximos dias e vai registrar os fotógrafos para poder usar aquele espaço identificados junto à prefeitura”, revelou.

No final do ano passado, a Prefeitura Municipal de João Pessoa editou um decreto para regulamentar a utilização do letreiro. A ação ocorreu em contravenção a atuação de empresas que geravam “constrangimentos” a turistas que visitavam o espaço e relataram incômodos com a atuação de uma empresa que oferecia serviços de filmagem e fotografia com drones no ponto turístico.

Segundo testemunhas, na época, a empresa estaria organizando filas de clientes, cercando o espaço com funcionários uniformizados e impedindo o livre acesso de outras pessoas ao ponto turístico.

TAC 

O Ministério Público da Paraíba realizou, nesta terça-feira (8), uma coletiva para anunciar o reordenamento do Termo de Ajustamento de Conduta, documento que alterou as regras para atuação de ambulantes na orla de João Pessoa.

O Termo de Ajustamento de Conduta sobre as medidas que devem ser adotadas na orla de João Pessoa foi celebrado entre a Prefeitura e Ministério Público em julho de 2023. A proposta foi disciplinar passeios e atividades comerciais, esportivas e artístico-culturais na faixa da orla marítima do Cabo Branco e de Tambaú.

Veja os principais pontos do documento:

Permissão e regras para uso da área

Foi verificado pelo inquérito civil e confirmado pela Sedurb a falta de documentação relativa às autorizações de utilização por particulares dos equipamentos e espaços públicos. No TAC, o Município assume o compromisso de, em até 60 dias, “regularizar todas as permissões de uso dos bens públicos, destinadas à exploração comercial em barracas, quiosques ou ilhas edificadas na orla de Cabo Branco e Tambaú, mediante outorga dos instrumentos de permissão de uso e ocupação do solo urbano”. A validade da outorga será de até cinco anos e o TAC estabelece as condicionantes para isso.

O acordo assumido prevê que o horário de funcionamento dos quiosques, barracas e ilhas deverá ser das 5h a 00h, com encerramento de todas as atividades. A execução de música ao vivo é permitida até às 23h, sempre observando o limite de som e os decibéis permitidos. Também há exigências específicas quanto à geração e manejo de resíduos sólidos e líquidos, cujo plano de descarte e coleta deverá ser encaminhado em até 30 dias ao MP.

Mesas, cadeiras e sombrinhas e outros equipamentos e objetos não poderão ser dispostos na faixa da areia adjacente ao estabelecimento e na calçada da orla. Os equipamentos permitidos deverão ser retirados até às 17h. Os estabelecimentos não podem cobrar pelo uso dos banheiros dos quiosques e ilhas ou restringir esse uso aos clientes e funcionários, entre outras normas.

MaisPB

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Fiscalização contra atuação irregular de ambulantes na orla de JP será endurecida, diz MP

Promotora Cláudia Cabral durante coletiva de imprensa em João Pessoa (Foto: João Pedro Gomes/MaisPB)

A Prefeitura de João Pessoa, o Ministério Público da Paraíba e as Forças de Segurança vão endurecer as fiscalizações para coibir o trabalho irregular de ambulantes na orla de João Pessoa, principalmente no trecho entre Cabo Branco e Tambaú. Foi o que disse, na manhã desta terça-feira (08), a promotora Cláudia Cabral. Durante entrevista coletiva, Cabral reforçou que apesar de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ter sido celebrado entre as partes sobre o reordenamento na praia, o que inclui a regularização dos trabalhadores, a procura de profissionais para que atuem de forma regular foi baixíssima.

“Houve um edital aberto em maio e foi deserto. Das 100 vagas para atuação na faixa de areia, apenas 80 se cadastraram. No calçadão, das 100 vagas três compareceram. Vai ser aberto um novo edital. Clamo a você ambulante, você pai de família que quer trabalhar, que faça a sua inscrição. É a melhor medida para proteção do seu trabalho. As ações de fiscalização vão continuar. Existe uma comissão pra isso. Todo trabalho educativo foi feito e está sendo feito. Houve muito diálogo. Agora, tem que colocar em prática todas as medidas [previstas no TAC]. Dois anos se passaram e a coisa só evoluiu para pior”, afirmou a promotora.

A entrevista acontece poucos dias após um grupo de trabalhadores informais realizar um protesto contra as medidas. De acordo com Cláudia, o trabalho de ambulante continua permitido, desde que as regras sejam seguidas. Uma das medidas, por exemplo, é vender os produtos de forma volante, sem ficar parado, o que causa transtornos a quem transita e traz consequências ao meio ambiente.

“O ambulante vai poder vender a mercadoria, mas não pode ter ponto físico, carrinhos, barracas, uso de fonte de calor, porque ali é uma zona sensível, zona de desfrute de toda população. Uma zona que está disponível hoje e tem que está disponível daqui a 100 anos. Pode ser ambulante volante. As pessoas precisam se adaptarem. Passando por todos critérios administrativos. Clamo aos ambulantes que compareçam a esse novo edital que vai ser lançado. Todos vão ter os crachás deles, a identificação”, destacou.

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