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MP investiga barulho de festas no Clube dos Médicos em JP

A rotina de festas e eventos com som alto no Clube dos Médicos, no bairro Jardim Oceania, virou caso de investigação formal do Ministério Público da Paraíba (MPPB). O órgão converteu um procedimento preparatório em Inquérito Civil para apurar a poluição sonora e a perturbação do sossego relatadas por vizinhos do estabelecimento, especialmente idosos de condomínios residenciais do entorno.

A decisão foi tomada pela 42ª Promotoria de Justiça de João Pessoa, por meio do promotor Edmilson de Campos Leite Filho, após constatar que, embora o local possua licenças operacionais prévias, os abusos sonoros em áreas abertas continuam sendo alvo de constantes reclamações da comunidade local.

A fiscalização apontou ao menos cinco ocorrências policiais por perturbação do sossego no entorno do clube em um único ano. No entanto, o Ministério Público destacou que as vistorias técnicas anteriores, realizadas por órgãos como a Sudema, ocorreram em momentos em que não havia festas em andamento, o que impediu a medição precisa do nível de decibéis emitido pelas caixas de som no auge dos eventos.

A Promotoria exigiu novos esclarecimentos à Semam, à Sudema e à própria diretoria do Clube dos Médicos. As entidades deverão apresentar documentos atualizados, planos de controle acústico e o cronograma dos próximos eventos, enquanto os órgãos ambientais foram orientados a realizar fiscalizações com medição de ruído no momento exato em que as festas estiverem acontecendo.

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MP cria ações para destravar 62 creches inacabadas e melhorar alfabetização em municípios da Paraíba

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) iniciou duas ações voltadas à educação infantil no estado. Uma delas vai acompanhar a situação de 62 creches que estão com obras paradas ou inacabadas, enquanto a outra será voltada à alfabetização de crianças em 54 municípios paraibanos.

No caso das creches, o levantamento do MPPB identificou unidades que ainda não foram concluídas, mesmo com recursos já disponibilizados. Segundo o órgão, a conclusão dessas obras pode resultar na abertura de, aproximadamente, 4,6 mil novas vagas para crianças no estado.

Nos próximos dias, promotores de Justiça vão realizar diligências nos municípios para verificar os motivos que levaram à paralisação das obras. A intenção é buscar soluções para destravar os trabalhos e permitir que as unidades sejam colocadas em funcionamento.

A segunda frente de atuação do MPPB será direcionada a 54 municípios que não alcançaram a meta de alfabetização prevista para 2025, de acordo com o Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

Em alguns municípios, o percentual de crianças alfabetizadas ainda apresentou queda em comparação com 2024.

O Ministério Público pretende acompanhar de perto a situação para identificar possíveis problemas pedagógicos e, ainda, auxiliar na construção de soluções junto às redes de ensino.

Para isso, o CAO Educação disponibiliza documentos e análises técnicas, além de modelos de recomendações e Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) adaptados às necessidades de cada município.

Em 2026, segundo o MPPB, já foram disponibilizados 390 documentos para auxiliar os promotores na atuação relacionada à educação.

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Prefeito Antônio Justino vira alvo do MP por nomeação do genro em cargo de R$ 5,7 mil, na Paraíba

O prefeito de Dona Inês, Antônio Justino, virou alvo do Ministério Público da Paraíba (MPPB) por causa da nomeação do genro em um cargo que chega aos R$ 5,7 mil mensais de remuneração. A informação foi verificada nesta sexta-feira (21) através do Diário Eletrônico do MPPB.

Segundo o documento, o genro do prefeito é nomeado no cargo de ‘diretor de departamento’. Ainda segundo o Ministério Público, embora o cargo possua natureza de livre nomeação e exoneração, há possiblidade de enquadramento como nepotismo.

“Não possui natureza política, situação que violaria frontalmente os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e igualdade previstos no artigo 37 da Constituição Federal, indo de encontro ao entendimento consolidado na Súmula Vinculante número 13 do Supremo Tribunal Federal”, informou o MPPB.

De acordo com o promotor Erik Bethoven de Lira Alves, a Prefeitura de Dona Inês recebeu, no dia 1o de junho, um ofício do MPPB, onde o órgão cobra esclarecimentos e o envio de documentações comprovando a nomeação, mas não recebeu resposta.

Com a situação, o promotor resolveu instaurar procedimento preparatório para aprofundar as investigações. O documento também pede que o prefeito apresente as seguintes documentações:

  • Informações ou documentação acerca da data da união ou casamento civil entre o servidor investigado e a filha do prefeito;

  • Documentação pertinente para a apuração da regularidade contratual do servidor.

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Lei do Gabarito: MP investiga ampliação de hotel Netuanah na praia de Cabo Branco

Hotel Netuanah, localizado na Avenida Cabo Branco

André Firmino – Portal MaisPB

O Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB) instaurou um Inquérito Civil para investigar a execução de obras de reforma e ampliação no Hotel Netuanah, localizado na Avenida Cabo Branco. O documento, ao qual o Portal MaisPB teve acesso, foi assinado pelo promotor Francisco Bergson Gomes Formiga Barros, da 43ª Promotoria de Justiça de João Pessoa.

A medida decorre de denúncias apontando que a construção estaria avançando com o acréscimo não autorizado de dois novos pavimentos e área de lazer na cobertura, em potencial desacordo com os limites de altura (gabarito) e recuos previstos pela legislação de proteção da orla marítima.

Embora o empreendimento possua um alvará de reforma emitido em 2019, a fiscalização da Secretaria de Planejamento de João Pessoa (SEPLAN) confirmou que as intervenções em andamento extrapolam o projeto originariamente aprovado e carecem de autorização urbanística vigente, o que motivou a emissão prévia de auto de infração e termo de embargo por parte do município.

Entre as medidas ordenadas pelo promotor, está a requisição de fiscalização presencial com relatório fotográfico para verificar o cumprimento efetivo do embargo, além da remessa dos autos ao setor de engenharia do MPPB para mensurar os impactos sobre o sombreamento, a ventilação e a paisagem costeira.

O Ministério Público avaliará o ajuizamento imediato de Ação Civil Pública com pedido de liminar para determinar a paralisação das intervenções e a adequação ou demolição das estruturas excedentes.

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MP pede demolição parcial do edifício WAY e cobra R$ 19,5 milhões da Brascon

O 43º promotor de Justiça da Capital, Francisco Bergson Formiga, ajuizou nesta segunda-feira (27) uma Ação Civil Pública contra a Construtora Cobran Ltda. (Brascon) e o Município de João Pessoa, alegando irregularidades na construção do Edifício Way, na orla da Capital. A ação pede a adequação do prédio aos limites legais de altura ou a demolição da área excedente, além do pagamento de R$ 19.598.650,93 por danos ambientais, urbanísticos e paisagísticos.

De acordo com o Ministério Público, pareceres técnicos emitidos durante a análise do projeto apontaram que a edificação ultrapassava o gabarito permitido para a faixa da orla. Mesmo assim, a Secretaria de Planejamento (Seplan) expediu o alvará de construção em dezembro de 2019, utilizando como justificativa a existência de outro empreendimento com características semelhantes.

A petição afirma ainda que, ao longo da execução da obra, a Prefeitura não adotou medidas para impedir a continuidade da construção, apesar dos laudos técnicos indicarem incompatibilidade entre o empreendimento e os parâmetros urbanísticos aplicáveis à área protegida.

Além da adequação da edificação, o Ministério Público requer a proibição de novas intervenções no imóvel, a averbação da ação nas matrículas das unidades, a identificação dos proprietários e ocupantes e a preservação de toda a documentação técnica do empreendimento para instrução do processo.

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RADARES IRREGULARES: Semob de João Pessoa é alvo de investigação do Ministério Público

Medidores de velocidade em vias de João Pessoa — Foto: PMJP/Divulgação

André Firmino – MaisPB

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou, nesta sexta-feira (24), um inquérito civil para investigar irregularidades na implantação de equipamentos de fiscalização eletrônica de velocidade pela SEMOB/JP. O documento é assinado pelo promotor Francisco Bergson Gomes Formiga Barros, da 43ª Promotoria de Justiça de João Pessoa.

No documento, os equipamentos teriam sido implantados sem observância das exigências previstas na Resolução CONTRAN nº 798/2020, ‘especialmente e quanto à existência de estudos técnicos, histórico de acidentes, sinalização e critérios técnicos para definição dos respectivos locais’.

O MP destacou que ainda era necessário verificar se a instalação dos radares ocorreu como parte de uma política pública de mobilidade urbana e segurança viária ou se representou apenas uma ação administrativa de fiscalização de trânsito. Também pretende analisar a compatibilidade dos equipamentos com o Plano Diretor, o Plano de Mobilidade Urbana e o planejamento territorial de João Pessoa.

Como diligências, o Ministério Público determinou:

  • À SEMOB/JP: apresentação do Plano Municipal de Segurança Viária (se existente), estudos que justificaram os pontos dos radares, documentos sobre a integração dos equipamentos com a política de mobilidade urbana e informações sobre a participação do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana.
  • À SEPLAN: esclarecimentos sobre a previsão dos radares no Plano Diretor ou Plano de Mobilidade Urbana, estudos de planejamento urbano utilizados e qual órgão definiu tecnicamente os locais de instalação.
  • Ao DETRAN/PB: informações sobre eventual participação na escolha dos locais, estudos de segurança viária e recomendações técnicas feitas ao município.

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Zona Azul JP: MP é contra recurso da Semob por retorno da cobrança de R$ 30

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) se manifestou no último dia 16 pelo desprovimento do recurso apresentado pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob) e defendeu a manutenção da decisão que suspendeu a cobrança da Tarifa (R$ 30) de Pós-Utilização (TPU) do sistema de estacionamento rotativo da Capital, a Zona Azul.

O parecer foi emitido no Agravo de Instrumento apresentado pela Semob contra decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, que concedeu tutela de urgência em ação popular movida por Giovanni José do Nascimento Pereira.

Para o Ministério Público, ainda não há elementos suficientes para afastar a conclusão do juiz de primeiro grau. O órgão avalia que a natureza jurídica da Tarifa de Pós-Utilização e a forma de funcionamento do sistema precisam ser analisadas durante a instrução do processo.

O parecer destaca que permanece em discussão se a TPU representa apenas a remuneração pelo uso do estacionamento rotativo ou se, na prática, possui caráter sancionatório, hipótese que exigiria análise mais aprofundada sobre a compatibilidade da cobrança com o Código de Trânsito Brasileiro.

O Ministério Público também entendeu que não ficou demonstrado, neste momento, o risco de prejuízo imediato alegado pela Semob para justificar a suspensão da decisão judicial. Segundo o órgão, eventual impacto financeiro sobre o contrato poderá ser avaliado no decorrer da ação.

Outro ponto destacado é que, caso a cobrança seja considerada ilegal ao final do processo, a manutenção da tarifa durante a tramitação da ação poderá atingir um número indeterminado de usuários.

O parecer será analisado pela 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba, responsável pelo julgamento do recurso. A manifestação do Ministério Público não tem efeito vinculante e serve como subsídio para a decisão dos desembargadores.

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BEACH CLASS: MP pede inquérito policial contra condomínio por despejo de fezes na praia de Camboinha

Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar a apuração sobre o lançamento irregular de esgoto nas galerias pluviais e na orla de Camboinha, em Cabedelo. A investigação envolve o Condomínio Residencial Beach Class Residence.

O procedimento foi instaurado no último dia 13 pelo promotor de Justiça Ailton Nunes Melo Filho após o encerramento do prazo da notícia de fato que tratava do caso. O objetivo é acompanhar a requisição de instauração de inquérito policial e fiscalizar a regularização do sistema de esgotamento sanitário do condomínio.

De acordo com documentos da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), o condomínio teria lançado efluentes diretamente na rede de drenagem da orla. Relatório de fiscalização e análise técnica apontaram índices de coliformes termotolerantes de 8 milhões de UFC por 100 mililitros, em desacordo com os parâmetros ambientais e com potencial de causar danos à saúde pública e à vida marinha.

Na portaria, o Ministério Público informa que já havia requisitado a abertura de inquérito policial à Polícia Civil em março deste ano, mas ainda não recebeu confirmação da instauração do procedimento. Diante disso, determinou nova cobrança à autoridade policial e o acompanhamento das medidas destinadas a interromper o lançamento de esgoto e apurar eventuais responsabilidades

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Funesc é acionada pelo MPPB por falhas de segurança no Espaço Cultural

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O Ministério Público da Paraíba (MPPB) entrou com uma ação civil pública contra a Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) para exigir a regularização do sistema de combate a incêndio do Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa.

Segundo o MPPB, uma fiscalização do Corpo de Bombeiros identificou falhas no sistema de segurança em outubro de 2025. As irregularidades não foram corrigidas, mesmo após recomendações do órgão.

Na ação, o Ministério Público pede que a Funesc apresente, em até 15 dias, um cronograma das obras e um plano para reparar os equipamentos. Também solicita que o sistema de combate a incêndio seja regularizado em até 60 dias.

Em caso de descumprimento, o MPPB pede que a Justiça aplique multa diária à Funesc.

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MP amplia punição e afasta torcidas organizadas do Botafogo-PB dos estádios

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O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ampliou a punição das torcidas organizadas Jovem e Fúria, do Botafogo-PB, após os confrontos registrados no último domingo (12), na área externa do Estádio Almeidão, em João Pessoa. As torcidas ficarão suspensas por mais dois jogos e não poderão se aproximar a menos de cinco quilômetros dos estádios onde as partidas serão realizadas.

A decisão foi tomada pelo Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudetor) e vale para os jogos contra o Santa Cruz, no dia 8 de agosto, e o Guarani, em 22 de agosto. Além da proibição de acesso aos estádios, os integrantes das organizadas também estão impedidos de utilizar faixas, bandeiras, instrumentos musicais ou qualquer item que identifique as torcidas durante o período da suspensão.

Segundo o MPPB, a medida é uma resposta à confusão envolvendo torcedores do Botafogo-PB e do Confiança, que mobilizou a Polícia Militar e deixou feridos. O caso será discutido em reunião com as forças de segurança, e o Ministério Público informou que poderá defender o banimento definitivo das duas torcidas, além da responsabilização dos envolvidos e da adoção de novas medidas para reforçar a segurança nos próximos jogos.

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