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Autoescola Rainha da Paz é alvo do MP por dificuldades na remarcação de aulas e cobranças indevidas

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um Inquérito Civil para apurar denúncias contra a Autoescola Rainha da Paz, em João Pessoa. A investigação foi motivada por reclamações sobre dificuldades na remarcação de aulas de reposição, ameaças de cobranças indevidas, falta de informações sobre datas e horários das aulas e atrasos na sua realização.

A portaria de instauração do inquérito foi assinada pela promotora de Justiça Priscylla Miranda Morais Maroja, que atua na Defesa dos Direitos dos Consumidores, e publicada no Diário Eletrônico do MPPB dessa quinta-feira (14).

Principais irregularidades apontadas

O MPPB recebeu denúncias de que a Autoescola Rainha da Paz estaria:
– Dificultando a remarcação de aulas de reposição;
– Ameaçando cobrar taxas indevidas pelos reagendamentos;
– Não fornecendo informações claras sobre datas e horários das aulas;
– Causando atrasos na realização das aulas.

A promotora destacou que tais práticas violam o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que garante o direito à transparência na prestação de serviços e proíbe vantagens excessivas ao fornecedor.

Medidas determinadas pelo MP

Para esclarecer os fatos, o MP determinou:

  • Notificação da Autoescola Rainha da Paz para que apresente defesa no prazo de 10 dias, incluindo o contrato de adesão da empresa, com informações detalhadas sobre datas, horários e reposição de aulas;
  • Convocação para audiência no dia 20 de março de 2025, às 08h, com a presença de representantes da autoescola, do DETRAN-PB e da reclamante Maria Elisângela Alexandre Moreira;
  • Publicação do extrato do inquérito no Diário Eletrônico do MPPB.

 

O inquérito tem como objetivo garantir o cumprimento das normas de defesa do consumidor e assegurar que os alunos da autoescola não sejam prejudicados por práticas abusivas.

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MP investiga despejo irregular de esgoto pela ANE em Santa Rita

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um inquérito civil para investigar denúncias de despejo irregular de efluentes sanitários nos rios de Santa Rita pela empresa Águas do Nordeste (ANE). A portaria nº 6/2025-6ª PJ, assinada pela promotora Miriam Pereira Vasconcelos, foi publicada nesta quarta-feira (12) e tem como objetivo complementar as apurações sobre o caso.

Entenda o caso

A denúncia foi feita por Nicola Majorana Lomonaco Segundo, apontando que, mesmo com redes de esgoto na cidade, a ANE estaria despejando resíduos nos rios. Em resposta ao MP, a empresa apresentou esclarecimentos sobre os seguintes pontos:

  • Rua Campos Sales (Alto das Populares): Ainda não há ligações ativas na rede de esgoto e, portanto, não há cobrança da tarifa de esgotamento sanitário. A ANE afirma que a ativação está prevista até o final de 2024.
  • Drenagem pluvial (Bairro Alto das Populares): A empresa alega que a drenagem é de responsabilidade pública e não faz parte do seu serviço. Foi identificada a presença de resíduos sólidos obstruindo o sistema.
  • Vídeos apresentados: Apontam para um problema conhecido da empresa, mas não esclarecem a origem nem definem a quem cabe a solução.

Diante disso, o MP expediu ofícios à ANE e à Secretaria de Meio Ambiente (SEMMA) para obter mais informações. Além disso, a Secretaria de Infraestrutura (SEINFRA) foi acionada, mas não respondeu ao ofício enviado pelo MP.

Inquérito para aprofundar investigações

O MP fundamentou a instauração do inquérito com base no artigo 225 da Constituição Federal, que garante o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado e prevê sanções a infratores. A promotoria destacou que o despejo irregular de esgoto tem causado alagamentos, mau cheiro e poluição, impactando diretamente a qualidade de vida da população.

A portaria determina as seguintes ações:

  • Reiteração do ofício à SEINFRA, com prazo de 10 dias para resposta. O documento será entregue pessoalmente e qualquer omissão poderá configurar crime, conforme a Lei 7.347/85.
  • Publicação do extrato do inquérito no Diário Oficial Eletrônico.
  • Designação de servidores para secretariar o procedimento administrativo, organizando notificações, ofícios e demais documentos do processo.

O inquérito segue em andamento e pode resultar em medidas legais contra os responsáveis, caso sejam confirmadas irregularidades

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MPPB investiga denúncia de padre sobre ‘bingo de mulheres’, na Paraíba

Ministério Público da Paraíba MPPB
Sede do MPPB em João Pessoa (Foto: Divulgação)

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) determinou a abertura de uma investigação sobre um suposto bingo onde mulheres eram oferecidas como prêmio em Lagoa de Dentro, no interior do estado. O caso foi denunciado pelo Padre Adauto Tavares, da Paróquia São Sebastião, durante uma Missa no último domingo.

Segundo o MP, o promotor de Justiça Rafael Garcia Teixeira, da Comarca de Jacaraú, informou que, entre as diligências, estão o contato com o padre que anunciou o fato a fim de coletar elementos mínimos que possam dar início à apuração, a exemplo de nomes de possíveis envolvidos, local da prática, envolvimento de crianças e adolescentes.

Em nota envida à imprensa, o MPPB também reitera a importância de que as denúncias de casos graves e violações de direitos não sejam genéricas, mas que apontem algum indício do crime ou irregularidade.

Blog do BG PB

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Cícero é alvo do Ministério Público por falhas no combate à poluição sonora em JP

Foto: Divulgação/Secom-PB

O Ministério Público da Paraíba ajuizou, nessa quarta-feira (26), uma ação civil pública contra o Município de João Pessoa requerendo a regularização do processo de licenciamento ambiental, a revogação das licenças concedidas de forma irregular a estabelecimentos e a aplicação de sanções ao Município e a agentes públicos, em razão da conivência e negligência no controle da poluição sonora na cidade.

A ação foi proposta pelo 42º promotor de Justiça de João Pessoa, Edmilson de Campos Leite Filho, que atua na defesa do meio ambiente. Ela tramita na 2ª Vara de Fazenda Pública da Capital e é um desdobramento de um procedimento administrativo instaurado pelo MPPB para acompanhar a atuação dos órgãos ambientais municipais no exercício do poder de polícia, sobretudo em relação à fiscalização e à repressão da poluição sonora e da perturbação do sossego provocadas por estabelecimentos comerciais, como bares, restaurantes e casas de festas.

Conforme explicou o promotor de Justiça, desde a sua instauração, o procedimento revelou uma série de irregularidades no processo de licenciamento ambiental conduzido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam-JP), que vinha adotando um procedimento administrativo simplificado e autodeclaratório para conceder licenças ambientais a estabelecimentos que utilizam aparelhos de som amplificados sem isolamento acústico adequado. Com isso, estabelecimentos potencialmente poluidores receberam autorização automática para funcionamento, sem a análise técnica adequada.

De acordo com o representante do MPPB, essa prática viola o artigo 56 da Lei Complementar Municipal nº 07/1995 (que exige isolamento acústico para bares e similares que promovem música ao vivo); a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente nº 237/1997 (a qual estabelece o licenciamento trifásico para atividades potencialmente poluidoras) e os princípios da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

Poluição sonora

O promotor de Justiça ressaltou as tentativas do MPPB em resolver o problema de forma consensual e administrativa. Ao longo de praticamente quatro anos, foram realizadas diversas audiências com os gestores para tratar do assunto

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Morre procurador de Justiça Valberto Lira, em João Pessoa

Valberto Cosme

(foto: arquivo/ClickPB)

Morreu nesta quarta-feira (26), o procurador de Justiça Valberto Cosme de Lira, aos 76 anos. Ele estava passando por problemas de saúde e acabou não resistindo. Nos últimos anos comandou a Comissão de Prevenção e Combate à Violência nos Estádios da Paraíba. Desde 2024, Valberto havia se aposentado do Ministério Público da Paraíba (MPPB), onde ingressou em 1981.

No órgão, Valberto também atuou como membro titular do Conselho Superior, no biênio 2019-2020. Valberto Cosme de Lira era natural de Umbuzeiro e iniciou suas atividades como promotor de Justiça substituto na Comarca de Conceição.

Até o momento não há detalhes sobre o horário e local do velório e sepultamento do procurador aposentado.

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SEM ACORDO: Justiça mantém suspenso ‘habite-se’ da Oceânica Construções, na orla de JP

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) realizou, nesta sexta-feira (21), uma audiência de conciliação para tentar resolver o impasse sobre a emissão do habite-se do empreendimento Oceânica Cabo Branco, da empresa Oceânica Construções e Incorporações Ltda. O encontro ocorreu no Fórum Cível de João Pessoa, mas não houve acordo entre as partes.

A audiência foi conduzida pelos juízes Jailson Shizue Suassuna e Giovanni Magalhães Porto, do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), por delegação do desembargador José Ricardo Porto, coordenador do Núcleo.

O caso teve início após o Ministério Público da Paraíba (MPPB) contestar a legalidade da construção, alegando que o prédio ultrapassa a altura permitida na orla de João Pessoa. Em julho de 2023, a desembargadora Maria das Graças Morais Guedes suspendeu a concessão do habite-se, justificando que a edificação desrespeita os limites estabelecidos pela legislação urbanística municipal e pela Constituição Estadual.

Segundo os autos, a construção apresenta 84 cm acima do permitido para a área onde está localizada. A magistrada argumentou que a obra, da forma como foi executada, causa impacto negativo ao meio ambiente, conforme apontado por órgãos municipais.

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OCA CONSTRUÇÃO: MP pede embargo em obra do prédio de luxo em Cabedelo

O Ministério Público da Paraíba recomendou, nesta quarta-feira (19), o embargo do prédio construído acima da altura permitida na praia de Areia Dourada, em Cabedelo, Região Metropolitana. A medida foi proposta durante audiência com representantes da Prefeitura de Cabedelo.

A audiência foi realizada no âmbito de um inquérito aberto no ano passado após o Ministério Público ser provocado “sobre possível construção de altura irregular em terreno localizado na rua Rodrigo Santiago de Brito Pereira, 150, Areia Dourada, Cabedelo/PB, de responsabilidade da OCA CONSTRUÇÃO E INCORPORAÇÃO LTDA”.

De acordo com a Promotoria de Justiça, uma vistoria preliminar feita pelo Núcleo de Apoio Técnico do MPPB constatou que, pelo menos, um prédio está acima da altura máxima permitida para a área. Assim, ficou deliberado que, em até sete dias, a Prefeitura realizaria uma fiscalização nessa construção a fim de constatar a irregularidade e embargar a obra.

“Esse trabalho está sendo feito em várias obras de Cabedelo. Nessa, especificamente, o Núcleo de Apoio Técnico do MPPB realizou uma vistoria e informou em relatório que estava localizado em trecho de restrição de altura máxima, que é de 24,75m, conforme Lei Complementar nº 031/2011. Ainda de acordo com essa análise técnica, a edificação já possui sua superestrutura finalizada, sendo possível aferir a altura de 27,47m, medida superior em 2,72m ao valor permitido. Concluímos, portanto, que a construção da edificação não atende à Lei do Gabarito e não cumpre a Constituição do Estado da Paraíba”, explicou Renata.

Conforme a representante do MPPB, foi solicitado, durante a audiência, que o Município realize, de forma imediata, a fiscalização no empreendimento, com a finalidade de averiguar as irregularidades apontadas no Relatório de Vistoria Técnica do NAT/MPPB. A promotora também recomendou que o Município de Cabedelo embargue, em até sete dias, a obra (que seria um prédio residencial), bem como impeça o avanço da construção irregular e determine a demolição parcial da edificação, caso a altura excedente comprometa a legalidade do projeto, comunicando à Promotoria de Justiça as providências adotadas.

Além disso, a Promotoria abriu um procedimento administrativo solicitando ao procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, a análise de controle concentrado da constitucionalidade da legislação de Cabedelo que, em tese, afronta a Constituição Estadual, em seu art. 229. Renata Luz também notificará a construtora responsável para que, no prazo de 10 dias, justifique a divergência entre o projeto aprovado e a construção executada.

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MP fecha o cerco contra ‘fantasmas’ e pede ponto eletrônico em prefeituras

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou aos prefeitos de Piancó, Nova Olinda, Aguiar, Olho d´Água, Igaracy, Catingueira, Santana dos Garrotes e Emas a adoção de providências para aprimorar o controle de frequência dos servidores municipais. A medida visa garantir o cumprimento dos princípios da eficiência e moralidade na Administração Pública, previstos no artigo 37 da Constituição Federal, e combater fraudes e “servidores fantasmas”.

As recomendações foram expedidas pela promotora de Justiça de Piancó, Vanessa Bernucci Pistelli, e integram procedimentos instaurados para verificar como é realizado, em cada município, o controle de frequência dos servidores públicos. Segundo a representante do MPPB, as investigações apontaram irregularidades como o preenchimento incorreto de folhas de frequência, o que impossibilita verificar os horários de entrada e saída do servidor para conferir o cumprimento de sua carga horária; o preenchimento ficto (mesmo horário de entrada em todo período apurado e ausência de saída e retorno do almoço) e até mesmo o não preenchimento dessas folhas.

“Ao longo de 2024, a Promotoria de Justiça de Piancó recebeu dezenas de denúncias de ‘servidores fantasmas’ em todos os municípios nos quais possui atribuição, e empreendeu esforços para investigar todas elas, chegando a descobrir que há servidores cujas folhas de ponto indicam que trabalharam em dois lugares diferentes ao mesmo tempo, outros que subtraíram as folhas da Secretaria da Administração e devolveram-nas preenchidas, além de um caso de uma servidora que prestava serviços em dois municípios, mas comprovadamente estuda Medicina, em período integral, no Estado de Pernambuco, a mais de 400 quilômetros de distância do local de sua lotação”, exemplificou.

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Câmara de vereadores Casserengue é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um inquérito civil, nesta quinta-feira (23), para apurar possíveis irregularidades nos pagamentos realizados pela Câmara Municipal de Casserengue.

A investigação foi motivada por indícios de que a Câmara não utiliza meios eletrônicos oferecidos por instituições financeiras oficiais para pagar fornecedores e a folha de pagamento dos servidores.

De acordo com o MPPB, pagamentos realizados fora dos sistemas eletrônicos dificultam o rastreamento dos destinatários finais, podendo ser usados para lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. Essa prática também fere os princípios da transparência e da responsabilidade na administração pública.

O Banco Central do Brasil e o Tribunal de Contas da União (TCU) já emitiram alertas sobre operações financeiras atípicas envolvendo entes públicos. Em um acórdão de 2008, o TCU considerou irregular a utilização de cheques nominais com saque em espécie, apontando que essa prática impede a identificação do destino dos recursos.

O inquérito tem como foco verificar se a Câmara de Vereadores de Casserengue utiliza sistema de ponto eletrônico para controlar a frequência dos servidores e se os pagamentos a servidores, fornecedores e prestadores de serviços são realizados exclusivamente por meios eletrônicos.

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CASO PADRE ZÉ: Gaeco denuncia secretários Tibério Limeira, Pollyanna Dutra e outras 14 pessoas



					Gaeco denuncia Tibério Limeira, Pollyanna Dutra e outras 14 pessoas no caso Padre Zé

				Tibério Limeira e Pollyanna

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público estadual, apresentou à Justiça mais uma denúncia do caso Padre Zé – que apura desvios que chegariam a R$ 140 milhões no Hospital Padre Zé e outras instituições ligadas à unidade na gestão anterior.

Dessa vez o MP denunciou a atual secretária de Desenvolvimento Humano do Estado, Pollyanna Dutra; o ex-secretário da pasta e atual secretário de Administração da Paraíba, Tibério Limeira; e outras 14 pessoas – uma delas gestor dos contratos firmados pelo Estado com as instituições, assim como o padre Egídio de Carvalho Neto.

A denúncia relata um suposto ‘esquema’ de pagamento de propina, classificado como “devoluções”, por parte de empresas que forneciam produtos para as instituições e eram contratadas para fornecer itens para o hospital e refeições para o Programa Prato Cheio.

Ainda conforme o MP, o gestor dos contratos e também os dois secretários teriam recebido propina por parte de dirigentes do Padre Zé.

A denúncia é de organização criminosa, mas o MP ressalta que “a denúncia abrange a unicamente imputação do crime de Organização Criminosa, tipificado no art. 2º da Lei nº 12.850/13. Esta acusação representa apenas parte de um esquema complexo e multifacetado, sendo os demais delitos perpetrados pela estrutura ora desvelada objetos outras ações penais, as quais são responsáveis por revelar a verdadeira extensão das atividades ilícitas em questão”.

O Gaeco relata um episódio de uma suposta entrega de R$ 50 mil a Tibério Limeira e R$ 70 mil a Pollyanna Dutra.

No caso de Tibério, os recursos teriam sido entregues a um motorista dele. A ex-diretora do hospital, Amanda Dantas, também denunciada, chegou a fotografar uma sacola onde estaria o dinheiro.

“Nesta senda, os já referidos cadernos de anotações de AMANDA DANTAS, encontrados na tesouraria do HPZ, apontam que TIBERIO LIMEIRA recebeu reiteradamente valores a título de propina. A então tesoureira do Hospital Padre Zé anotou repasses de dinheiro – em espécie -, os quais eram entregues a portadores da mais elevada confiança dos ora denunciados, a exemplo de TIBERIO LIMEIRA e MARINHO JUNIOR”, afirmam os promotores.

“Em outro episódio que começou no dia 18/03 e terminou no dia 19/03/2022, EGÍDIO NETO orienta AMANDA DANTAS a sacar R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) e deixar guardado para entregar a TIBÉRIO. No dia seguinte EGÍDIO DE CARVALHO NETO ordenou que AMANDA DANTAS contatasse TIBÉRIO LIMEIRA e avisasse para pegar uma encomenda sua (vinda de EGIDIO NETO). Ato contínuo, AMANDA DANTAS encaminha uma foto (imagem remetida em 19/03/2022 às 09:30h) mostrando como acondicionou a quantia de R$ 50.000,00 (encomenda de EGÍDIO NETO para TIBERIO LIMEIRA), tendo o então diretor do HPZ orientado para ela “passar fita e colocar em uma sacola” – diz outro trecho da denúncia.

No período compreendido entre 2021 e 2023 foram firmados 14 (quatorze) Termos de Colaboração para o Programa Prato Cheio, com vigência de até 06 meses, totalizando recursos liberados de R$ 21.124.000,00 (vinte e um milhões e cento e vinte e quatro mil reais), abrangendo ações nos municípios de João Pessoa, Guarabira, Campina Grande, Pombal e Cajazeiras.

“Nota-se uma prevalência/hegemonia das empresas vinculadas a KILDENN TADEU como fornecedoras dos itens ligados ao programa PRATO CHEIO – ALGUMAS INCLUSIVE CRIADAS NO ANO DE PARTICIPAÇÃO -, cujo montante total (apenas nos mencionados Termos de Colaboração) alcançou o montante de R$ 18.424.000,00 (dezoito milhões e quatrocentos e vinte e quatro mil reais)”, relata a denúncia.

Trechos de mensagens em um aplicativo de mensagens, interceptados pelos investigadores, apontam uma conversa entre o padre Egídio de Carvalho e Jannyne Dantas.

“Os dois tratam sobre a quantia que será repassada para POLLYANNA DUTRA. O valor destinado para YASNAIA POLLYANNA WERTON DUTRA é de R$ 70.000,00, e a diferença para aquele percebido por TIBERIO LIMEIRA decorreria do aumento do número de municípios atendidos pelo PROJETO PRATO CHEIO”, afirma o MP.

Outro lado

O Blog está tentando contato com as defesas dos denunciados. A secretária de Desenvolvimento Humano do Estado, Pollyanna Dutra, afirmou que nota que ainda não foi notificada sobre a denúncia.

“Ressalta-se que a conduta da Secretária Pollyanna Werton sempre foi retilínea, inexistindo qualquer mácula durante toda sua vida pública. Caso se confirme a existência de tal denúncia, será comprovada a ausência de participação da secretária em qualquer suposto ilícito”, diz a nota.

 

Veja a lista dos denunciados

EGIDIO DE CARVALHO NETO

JANNYNE DANTAS MIRANDA E SILVA

AMANDA DUARTE SILVA DANTAS

ANDREA RIBEIRO WANDERLEY

CARLOS TIBÉRIO LIMEIRA SANTOS FERNANDES

YASNAIA POLLYANNA WERTON DUTRA

IURIKEL SOUZA MARQUES DE AGUIAR

KILDENN TADEU MORAIS DE LUCENA

SEBASTIAO NUNES DE LUCENA

SEBASTIAO NUNES DE LUCENA JUNIOR

MARIANA INES DE LUCENA MAMEDE

MARIA CASSILVA DA SILVA

JOSÉ LUCENA DA SILVA

JOÃO FERREIRA DE OLIVEIRA NETO

FILLYPE AUGUSTO LIMA BEZERRIL

JOÃO DIOGENES DE ANDRADE HOLANDA

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