O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) negou por 6×1, na tarde desta segunda-feira (04), a cassação do mandato da prefeita de Bayeux, Luciene Gomes (PDT), por abuso de poder político nas eleições de 2020, quando a gestora foi reeleita. Apesar de ser absolvida da punição principal, Luciene deverá pagar uma multa de R$ 10 mil. Ela e o vice, Clecitoni Francisco haviam sido acusados de abuso de poder na entrega de cestas básicas e contratação de servidores durante o período vedado pela legislação eleitoral.
“Sempre confiei em Deus, na força das minhas orações e na certeza que a justiça ao final ia ser feita. Agradeço a todo povo de bem de minha cidade que sempre este comigo nos momentos difíceis. Agora é hora de seguir em frente e o trabalho não vai parar. Bayeux segue num novo tempo”, disse a prefeita Luciene Gomes.
Luciene também fez questão de agradecer todo o empenho e o trabalho dedicado dos seus advogados Manolys Passerat, Walter Agra e Francisco Fidelis.
Votos – O julgamento da prefeita se deu depois de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) proposta pela coligação Bayeux Unida Contra a Corrupção, formada pelos partidos Democratas (hoje União Brasil), PV, PSL (hoje União Brasil), PSC e PMB.
O relator do caso, juiz Fábio Leandro, optou por manter a cassação do diploma de Luciene, além de aplicar a inelegibilidade e uma multa. Quanto ao vice, o relator rejeitou a inelegibilidade, mas manteve a cassação do diploma e a multa.
Na sequência, houve uma divergência da desembargadora Agamenilde Dias, seguida pelo juízes José Ferreira Ramos Júnior, Bianor Arruda Roberto D’Horn, Maria Cristina Santiago e pela presidente da Corte, Maria de Fátima Bezerra Maranhão.
Com ParlamentoPB

Foto: Reprodução



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