Judiciário

STF torna Zambelli ré após perseguição com arma por 9 votos a 2

Foto: Vinicius Costa Martins/Brasil Independente

O STF (Supremo Tribunal Federal) conclui nesta segunda-feira (21) a análise que torna ré a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) sob acusação dos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e de constrangimento ilegal com emprego de arma.

Votaram pela abertura da ação penal 9 dos 11 ministros: Gilmar Mendes (relator), Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Rosa Weber e Luiz Fux.

A acusação do Ministério Público Federal foi feita após o episódio em que a deputada sacou e apontou uma arma para um homem no meio da rua em São Paulo, em 29 de outubro do ano passado, na véspera do segundo turno das eleições.

“Ainda que a arguida tenha porte de arma, o uso fora dos limites da defesa pessoal, em contexto público e ostensivo, ainda mais às vésperas das eleições, em tese, pode significar responsabilidade penal”, disse Gilmar em seu voto.

Folha de S. Paulo

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Judiciário

Hacker da Lava Jato é condenado a 20 anos de prisão por vazar mensagens

Walter DelgattFoto: Reprodução

A Justiça Federal condenou nesta segunda-feira (21) o hacker Walter Delgatti a 20 anos de prisão no processo da operação Spoofing, deflagrada pela PF (Polícia Federal) em 2019. A sentença foi proferida pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília. Cabe recurso.

Delgatti foi preso em 2019 por suspeita de invadir contas de autoridades no Telegram, entre elas, de integrantes da força-tarefa da Lava Jato, como o ex-procurador e deputado federal cassado Deltan Dallagnol (Podemos-PR).

Sentença

Além de Delgatti, mais 6 acusados também foram condenados pelas invasões de celulares. Além dos ex-procuradores da Lava Jato, o ex-ministro da Justiça e agora senador, Sergio Moro (União-PR), o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e conselheiros do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) também tiveram mensagens acessadas ilegalmente.

Na decisão, o juiz disse que Delgatti tinha a intenção de vender as conversas hackeadas da Lava Jato por R$ 200 mil à imprensa e rebateu declarações do hacker, que, durante as investigações, disse ter violado as conversas para “combater injustiças” que teriam sido cometidas durante a operação.

Prisão

No início deste mês, Delgatti foi preso pela Polícia Federal em função de outra investigação, a invasão aos sistemas eletrônicos do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Os policiais investigam se o ato foi promovido por Delgatti a mando da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). De acordo com as investigações, o hacker teria emitido falso mandado de prisão contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Poder360

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Judiciário

STF forma maioria para equiparar ofensa homofóbica a injúria racial

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para equiparar ofensas homofóbicas ao crime de injúria racial e, por conseguinte, ao de racismo nesta segunda-feira (21).

Assim, atos de homofobia se tornam crime inafiançável e imprescritível, com pena de prisão de dois a cinco anos, dobrada se cometido por duas pessoas ou mais.

A corte atende a pedido da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT).

Votaram pela equiparação o relator, ministro Edson Fachin, acompanhado dos ministros Dias Toffoli, Nunes Marques, Cármen Lúcia, Rosa Weber e Alexandre de Moraes.

O ministro André Mendonça se declarou impedido e absteve-se do voto.

Falta votar os ministros Luiz Fux, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Luis Roberto Barroso. O julgamento será encerrado ao final desta segunda.

O crime de injúria racial, que se refere a ataques à dignidade de uma pessoa, foi equiparado pelo STF ao de racismo, ou ofensa contra coletividade, ainda em 2019.

A punição para todos esses crimes está prevista em lei sancionada em janeiro deste 2023.

O Antagonista

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Judiciário

OPERAÇÃO SPOOFING: Hacker Walter Delgatti é condenado a 20 anos de prisão

Operação Spoofing: Walter Delgatti é condenado a 20 anos de prisão
O juiz da 10ª Vara Federal condenou Walter Delgatti Neto a 20 anos e 1 mês de prisão, em regime fechado, pelo vazamento das de conversas de autoridades ligadas à Operação Lava Jato revelado na Operação Spoofing.

O juiz Ricardo Augusto Soares Leite,  10ª Vara Federal, afirmou na sentença que é “inequívoca a posição de Walter como líder da organização criminosa, utilizando-se de facilidades que cada um dos denunciados poderia lhe proporcionar, situação que contribuiu para o sucesso da atividade criminosa.”

Delgatti já se encontra preso por ter invadido o sistema do Conselho Nacional de Justiça supostamente a pedido da deputada Carla Zambelli (PL-SP).  O caso está sob investigação da Polícia Federal.

“Verifico que sua culpabilidade deve ser avaliada em grau exasperado, já que seus ataques cibernéticos foram direcionados a autoridades públicas, em especial agentes responsáveis pela persecução penal, além da grande quantidade de alvos vítimas desta interceptação de comunicação telefônica (126 pessoas). É reincidente, conforme comprova sua ficha criminal, e possui outros registros penais”, diz trecho da sentença referindo-se à atuação de Delgatti.

Junto com o hacker, foram condenados:

Thiago Eliezer Martins Santos: 18 anos e 11 meses
Gustavo Henrique Elias Santos: 13 anos e 9 meses
Danilo Cristiano Marques: 10 anos e 5 meses
Suelen Priscila de Oliveira: 6 anos

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Brasil

Moraes proíbe general Cid de visitar o filho na prisão

O pai Mauro César Lourena Cid e o filho Mauro Barbosa Cid — Foto: Roberto Oliveira/Alesp; Bruno Spada/Câmara dos DeputadosFoto: Reprodução

O general Mauro Lorena Cid perdeu a autorização para visitar o filho, o tenente-coronel Mauro Cid, na prisão. A decisão de cancelar a autorização foi tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, depois que os dois, pai e filho, passaram a ser investigados pelo mesmo crime.

O ministro proibiu ainda o filho do general, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, de comunicar-se com os demais investigados no caso da venda e recompra nos Estados Unidos de joias recebidas de presente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro de autoridades estrangeiras.

A Polícia Federal descobriu que Mauro Cid vendeu joias nos Estados Unidos, como um relógio Rolex, no início deste ano quando foi junto com Bolsonaro para a Flórida, Estados Unidos. Depois da decisão do Tribunal de Contas da União, de que as joias tinham de ser devolvidas para a União, o tenente-coronel fez uma operação de recompra delas.

Agora, como os dois são investigados inclusive por formação de organização criminosa no caso das joias, o ministro Alexandre de Moraes decidiu cancelar a autorização para que o pai visitasse o filho na prisão. Ele está preso em dependências do Exército.

Nesta semana, o novo advogado de Mauro Cid, Cezar Bittencourt, disse que seu cliente vai confessar que vendeu o relógio Rolex e depois decidiu recomprá-lo para cumprir a determinação do TCU. Segundo o advogado, Bolsonaro pediu para que ele “resolvesse o caso do relógio”.

A estratégia do advogado é tentar inocentar o pai de Mauro Cid. Segundo ele, o general apenas emprestou a sua conta bancária para o filho fazer as negociações. Só que as investigações da PF mostram uma atuação bem maior no caso das joias do que a admitida por Cezar Bittencourt.

g1

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Brasil

Alexandre de Moraes inclui general de Lula entre investigados

Após 8/1, General Dias disse à cúpula do Planalto que câmera que o gravou  estava quebrada - Portal NDCFoto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes incluiu, nesta semana, o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general da reserva Gonçalves Dias no procedimento aberto que apura a conduta de militares em relação aos atos de vandalismo contra as sedes dos Três Poderes no dia 8 de Janeiro.

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, salienta que é necessário que as ações de GDias sejam investigadas, para isso, em abril, o partido apresentou uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) e no STF.

“Demonstramos na representação alguns indícios de que o ex-GSI incorreu em crime de prevaricação. Nada mais justo que o Poder Judiciário o inclua nas investigações. É preciso responsabilizar não somente quem depredou o patrimônio público, mas também quem eventualmente tenha feito vista grossa e deixou tudo aquilo ocorrer”.

Para a legenda, as imagens das câmeras de segurança demonstram que a omissão de Gonçalves Dias, que na época era Ministro-Chefe do GSI permitiu que graves danos fossem cometidos ao Palácio do Planalto, quando poderia ter adotado diversas medidas para mitigá-los ou atenuá-los, através da adoção de medidas de proteção a ser realizada por militares, os quais, como se percebe do vídeo, encontravam-se totalmente atordoados e sem um líder para indicar como proceder em situação de emergência e de urgência.

Francine Marquez, Diário do Poder

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Judiciário

Moraes autoriza quebra de sigilos bancário e fiscal de Jair Bolsonaro, Michelle e Mauro Cid

Foto: CARLOS MOURA/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do ex-ajudante de ordens da Presidência da República tenente-coronel Mauro Cid. O pedido foi feito na última semana pela Polícia Federal. As informações foram confirmadas por fontes da Record TV na corporação.

Nos últimos dias, investigações sobre supostas vendas ilegais de joias presenteadas por autoridades estrangeiras puseram Bolsonaro e a esposa dele na mira da PF.

Apesar de o ex-chefe do Executivo e Michelle não terem sido alvo da última operação sobre as joias, o relatório de investigação mostra que pode haver relação direta deles com o caso. O uso de avião público para transportar bens a serem vendidos nos Estados Unidos e as mensagens que organizam a entrega “em mãos” de US$ 25 mil ao ex-presidente estão entre os indícios encontrados.

O ministro Alexandre de Moraes vê “determinação” de Bolsonaro para o esquema. A defesa do ex-presidente afirmou que ele “jamais se apropriou ou desviou quaisquer bens públicos”. Em nota, a defesa diz também que Bolsonaro entregou joias “voluntariamente e sem que houvesse sido instado” ao Tribunal de Contas da União (TCU), episódio que ocorreu em março deste ano. Entre os itens de luxo devolvidos estão abotoaduras, um anel, um relógio, uma caneta e uma masbaha, objeto religioso.

Uma operação realizada na última sexta-feira (11) teve como alvo o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, além do tenente do Exército Osmar Crivelatti e do ex-advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef.

Na avaliação de Moraes, que liberou as buscas e apreensões de sexta, os dados analisados pela PF indicam a possibilidade de o Gabinete Adjunto de Documentação Histórica do Gabinete Pessoal da Presidência da República — órgão responsável pela análise e pela definição do destino de presentes oferecidos por uma autoridade estrangeira ao presidente da República — “ter sido utilizado para desviar, para o acervo privado do ex-presidente da República, presentes de alto valor, mediante determinação de Jair Bolsonaro”.

R7, por Natália Martins

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Judiciário

OPERAÇÃO LESA PÁTRIA: Paraibano tem prisão preventiva mantida em audiência de custódia

Ocorreu na tarde desta quinta-feira (17) a audiência de custódia do influenciador digital Rodrigo Lima, preso na manhã de hoje durante ação da Operação Lesa Pátria. Ele é acusado como um dos que financiaram e usaram o termo “Festa da Selma” para incitar os atos golpistas do dia 8 de janeiro.

A Justiça manteve a prisão preventiva de Rodrigo Lima. Ele segue preso na Superintendência Regional da Polícia Federal, em João Pessoa, aguardando mais desdobramentos do caso.

O ex-secretário da prefeitura de Bayeux é investigado, segundo a Polícia Federal,  pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado.

Ainda há na denúncia dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido e crimes da lei de terrorismo.

Em todo o país, foram executados 16 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva.

Fonte 83

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Judiciário

Banco Bradesco é condenado a indenizar cliente por cobrança de seguro sem autorização, na Paraíba

Tribunal de Justiça da Paraíba (Foto: divulgação/TJPB)

A Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba reformou sentença para condenar o Banco Bradesco ao pagamento da quantia de R$ 5 mil, a título de indenização por dano moral, pela cobrança de prêmio de seguro não contratado.

O banco também deverá restituir em dobro o que foi cobrado a mais do consumidor, de acordo com o voto do relator do processo, juiz convocado Inácio Jário Queiroz de Albuquerque.

“A quantificação do dano moral deve atender a critérios como a extensão do dano, a condição financeira de seu causador e vítima, atentando para o aspecto pedagógico da indenização, isto é, deve ser de tal envergadura que sirva de advertência para que o causador do dano e seus congêneres se abstenham de praticar tais atos futuros da mesma espécie”, afirmou.

O relator acrescentou que o quantum indenizatório mais adequado é a quantia de R$ 5 mil “por se mostrar mais ajustado aos parâmetros da razoabilidade e proporcionalidade”.

Da decisão cabe recurso.

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Judiciário

STJ retoma julgamento de ação que pode levar Robinho a cumprir pena no Brasil

STJ analisa recurso de defesa de Robinho após condenação por estupro - Jogada - Diário do Nordeste

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) retoma, nesta quarta-feira (16), a análise do processo em que o ex-jogador Robinho foi condenado a nove anos de prisão na Itália, por estupro.

A Corte Especial do STJ, formada pelos 15 ministros mais antigos, irá avaliar um pedido da defesa de Robinho para que o governo italiano forneça uma versão integral e traduzida do processo.

A defesa do ex-jogador tem argumentado que os documentos fornecidos até agora são insuficientes para que ocorra a homologação de decisão estrangeira – um processo para que sentenças produzidas no exterior possam ter efeito no Brasil. O STJ irá avaliar se a decisão italiana atende os requisitos para ser cumprida no Brasil.

O processo está sob relatoria do ministro Francisco Falcão, que já negou recurso anterior da defesa para que a Justiça italiana enviasse uma cópia integral, além de uma versão traduzida do processo.

Como o Brasil não extradita cidadãos do país, a Justiça italiana pediu a homologação de sua decisão, para que Robinho cumpra pena no Brasil.

CNN

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