Judiciário

Oito ministros não se manifestam a favor de Moraes em sessão do STF

Foto: Antonio Augusto/STF

A sessão de reabertura das atividades do Judiciário foi marcada por discursos dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) favoráveis à soberania brasileira. As falas também incluíram palavras de solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes, sancionado nesta semana pelo governo dos Estados Unidos.

O decano Gilmar Mendes, o presidente Luís Roberto Barroso e o próprio Moraes fizeram discursos. Os ministros que não se manifestaram foram André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Edson Fachin, Nunes Marques e Luiz Fux.

Cármen Lúcia, contudo, se manifestou na abertura da sessão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o qual preside. A ministra afirmou que Moraes será lembrado na história pela sua atuação nas eleições de 2022.

Na noite anterior, uma reunião no Palácio do Planalto entre o presidente Lula e os magistrados da Corte também contou com ausências: seis dos onze ministros não compareceram.

Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça foram nomes ausentes em foto que pretendia mostrar unidade contra as punições dos EUA expedidas a Moraes.

Alguns, como Gilmar e Dino, também se manifestaram publicamente no dia em que as sanções foram aplicadas.

CNN Brasil

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Judiciário

TJ aprova criação de mais 150 cargos para assessores de juízes na Paraíba



					TJ aprova criação de mais 150 cargos para assessores de juízes na Paraíba
Laerte Cerqueira

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aprovou, essa semana, um anteprojeto que possibilita a criação de mais 150 cargos de assessores de juízes na Paraíba. Os cargos serão distribuídos para o 1º Grau e, segundo o TJ, seguem uma recomendação do CNJ.

A expectativa é de que o anteprojeto seja encaminhado para a Assembleia Legislativa nos próximos dias. A julgar pela tradição da Assembleia, deverá ser aprovado sem dificuldade.

Os novos assessores irão se somar aos já existentes, com prioridade para Varas que possuem atualmente grande quantidade de processos.

A medida atende, de acordo com o TJ, à determinação da Corregedoria Nacional de Justiça, que identificou, durante inspeção realizada em 2024, a necessidade de reforço no quadro de pessoal dos gabinetes de varas com competência plena.

“A proposta está alicerçada em dados concretos e atende à recomendação da Corregedoria Nacional, que apontou a insuficiência de assessores como fator crítico na produtividade do 1º grau”, considerou o presidente do TJ, desembargador Frederico Coutinho.

Nos últimos anos o TJ melhorou no quesito produtividade dos magistrados, mas ainda está longe da média nacional. No último ‘Justiça em Números’ o Tribunal paraibano ficou na 21ª colocação.

Impacto no orçamento

Do ponto de vista orçamentário, a Diretoria Financeira do Tribunal atestou a viabilidade da criação dos cargos, sem comprometer o equilíbrio fiscal – conforme o TJ.

O TJ espera superar o atual déficit estimado em 800 decisões por magistrado/ano, além de reduzir a taxa de congestionamento de processos e fortalecer projetos como o Gabinete Virtual de 1º Grau, o Grupo de Assessoramento Temporário e os Núcleos de Justiça 4.0.

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Judiciário

“Fugiu do país covardemente”, diz Gilmar Mendes sobre Eduardo Bolsonaro

Foto: Rosinei Coutinho

O ministro Gilmar Mendes, decano do (STF), Supremo Tribunal Federal, criticou na manhã desta sexta-feira (1º), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) por ter fugido “covardemente” do país e “difundir aleivosias contra o Supremo Tribunal Federal”.

Fala acontece no dia em que a Suprema Corte retoma os trabalhos do segundo semestre e se manifesta sobre as sanções dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e Alexandre de Moraes.

“Nos últimos dias temos acompanhado com perplexidade uma escalada de ataques contra membros do Supremo Tribunal Federal e assim contra toda a Corte e contra todo o povo brasileiro, de forma agressiva e totalmente inusual”, começou o decano.

“Os fatos recentes se revelam ainda mais graves, porque decorreram de uma ação orquestrada de sabotagem contra o povo brasileiro por parte de pessoas avessas à democracia, armadas com os mesmos radicalismo, desinformação e servilhismo que vem caracterizando sua conduta já há alguns anos”, continuou.

“Não é segredo para ninguém que os ataques a nossa soberania foram estimulados por radicais, inconformados pela sua derrota política nas últimas eleições presidenciais. Entre eles, um deputado que, na linha de frente do entreguismo, fugiu do país para covardemente difundir aleivosias contra o Supremo Tribunal Federal, um verdadeiro ato de lesa pátria”, declarou o ministro.

CNN

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Judiciário

Moraes rejeita atuação do governo Lula em sua defesa nos EUA

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), informou ao governo Lula (PT) que descarta, por ora, uma ação em sua defesa nos EUA.

Por determinação do presidente Lula (PT) e por sugestão de ministros do STF, a AGU (Advocacia-Geral da União) representaria Moraes diante da Justiça dos Estados Unidos para questionar a sanção financeira imposta pelo presidente Donald Trump.

O uso da estrutura da AGU em favor de Moraes tinha sido sacramentado após encontro fora da agenda de Lula com ministros do Supremo na noite de quarta-feira (30).

Moraes disse, no entanto, que dispensaria, por enquanto, a oferta. Durante jantar na noite desta quinta-feira (31), no Palácio da Alvorada, ele afirmou que não pretende estabelecer relação com os EUA. Não está descartada, no entanto, uma atuação da AGU em seu favor em âmbito internacional.

Mostrando-se tranquilo, segundo relato dos participantes do jantar, Moraes também minimizou a possibilidade de sofrer as sanções impostas pelo governo americano em território brasileiro. O magistrado disse ainda que não deixará de exercer seu trabalho diante da ameaça.

Presente ao jantar, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que respeitará a decisão de Moraes. A proposta do governo foi interpretada como mais um sinal da sintonia com o STF diante da interferência de Trump nos assuntos internos —especialmente em relação ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os pedidos por anistia para livrá-lo da possível condenação.

Como a ideia de um processo não foi descartada, o governo ainda espera o curso das decisões nos EUA. São duas hipóteses estudadas no governo para entrar com uma ação nos EUA contra a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes. Em uma delas, o Executivo pode contratar um escritório de advocacia nos EUA para representar diretamente o ministro.

Outra possibilidade é levar a Suprema Corte dos EUA a debater uma tese sobre a soberania das instituições brasileiras, incluindo o Judiciário, no contexto das sanções americanas contra o Brasil.

Participaram do jantar desta quinta além de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Edson Fachin, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, Jorge Messias, e o procurador-geral, Paulo Gonet.

A reação do governo brasileiro à sanção financeira anunciada por Trump contra Moraes tem sido calculada em detalhes. É resultado de articulações entre Lula, ministros do Supremo, representantes de bancos brasileiros e políticos.

O presidente recebeu na noite de quarta os ministros Barroso, Gilmar e Zanin.

Folha de S.Paulo

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Judiciário

Maioria do STF se recusou a assinar carta em defesa de Moraes

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes pressionou seus colegas para que todos assinassem uma carta em sua defesa na última quarta-feira (30). Moraes acabara de saber que o governo dos Estados Unidos estava impondo a ele uma punição estabelecida pela Lei Magnitsky, que veta qualquer atividade com instituições bancárias ou econômicas norte-americanas.

Não houve consenso. Segundo apurou o Poder360, mais da metade dos 11 ministros do STF considerou impróprio fazer um documento assinado por todos para contestar uma decisão interna dos Estados Unidos. Essa atitude dos colegas foi uma decepção para Moraes, que esperava ter unanimidade a seu favor.

Optou-se então por uma nota institucional e em tom ameno, assinada pelo presidente Corte, Roberto Barroso. O texto sequer menciona os Estados Unidos.

Pensou-se então em outra saída: um jantar no Palácio da Alvorada, na noite desta 5ª feira (31.jul.2025), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de anfitrião para os 11 ministros do STF. Seria uma repetição do que se viu depois do 8 de Janeiro de 2023, quando os integrantes das cúpulas dos Três Poderes foram juntos até a sede do Supremo em manifestação de solidariedade.

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Barroso foi comissionado por Lula para convidar todos os magistrados. Nova frustração. O quorum do jantar foi de apenas 6 dos 11 ministros –Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Roberto Barroso.

Faltaram ao encontro André Mendonça, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques.

Lula pretendia produzir uma foto para demonstrar unidade. Apareceriam ele e os 11 ministros do Supremo juntos, de mãos dadas e defendendo a soberania do Brasil. Esse é o lema da campanha publicitária que está nas ruas e promovida pelo Palácio do Planalto para ajudar a recuperar a popularidade do governo.

No final, só com 6 ministros, Lula acabou conseguindo demonstrar de forma clara um racha dentro do STF. A divisão de 6 a 5 já havia sido antecipada no horário do almoço de 5ª feira pela 2ª edição da newsletter Drive, exclusiva para assinantes e produzida pela equipe do Poder360.

Entre os 6 que compareceram, um foi a contragosto. Edson Fachin esteve no Alvorada só porque será o próximo presidente da Corte, daqui a menos de 2 meses. Achou que, mesmo contrariado, seria ruim do ponto de vista institucional faltar ao evento –até porque o seu vice será justamente Alexandre de Moraes.

Há um sentimento no STF de que Moraes está levando a todos na Corte para um caminho sem volta. Na decisão em que mandou colocar tornozeleira eletrônica no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro chegou a sugerir tacitamente que os Estados Unidos são “inimigos estrangeiros” do Brasil. Esse tipo de linguajar foi considerado impróprio pela maioria dos ministros.

Poder 360

 

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Judiciário

CASO BRAISCOMPANY: STJ nega habeas corpus e mantém prisão de Antonio Ais e Fabrícia

Fabrícia Campos e Antônio Neto Ais, donos da Braiscompany (Foto: Reprodução/ Instagram)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, no último dia 25, o recurso em habeas corpus apresentado pela defesa de Antonio Inácio da Silva Neto e a sua esposa Fabrícia Campos, fundadores da Braiscompany, que estão presos na Argentina e já condenados no Brasil por crimes relacionados ao sistema financeiro. O casal foi condenado a 150 anos de prisão. A decisão foi divulgada pelo advogado Artemio Picanço.

A defesa alegou incompetência da Justiça Federal, argumentando que as acusações dizem respeito a crimes contra a economia popular, o que, segundo os advogados, deveria ser julgado pela Justiça estadual. Apontaram ainda a existência de um inquérito paralelo em São Paulo que trata dos mesmos fatos, o que caracterizaria bis in idem (duplicidade de processos sobre o mesmo fato).

A defesa também solicitava a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por prisão domiciliar, sob o argumento de que os dois têm filhos menores de 12 anos.

No entanto, o STJ manteve o entendimento do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que já havia rejeitado o pedido.

Para o relator do caso, ministro Og Fernandes, há indícios concretos de crimes cometidos contra o sistema financeiro nacional, incluindo o uso indevido da logomarca da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para mascarar ilegalidades com criptoativos.

“Além dos delitos de estelionato praticados em detrimento das vítimas particulares, há elementos que demonstram a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional […], atraindo a competência para a Justiça Federal”, afirmou o ministro na decisão.

A Corte também considerou válidos os fundamentos para a prisão preventiva, destacando a fuga do casal do país como argumento suficiente para a manutenção da medida.

“A fuga do distrito da culpa é fundamento válido à segregação cautelar […]. A análise das justificativas apresentadas para a fuga ao exterior e o descumprimento das medidas cautelares demanda revolvimento fático-probatório, o que é inviável em habeas corpus”, acrescentou Og Fernandes.

Antonio Ais e Fabrícia Campos seguem presos e devem ser extraditados para o Brasil para responder aos processos em curso, que investigam um dos maiores esquemas de pirâmide financeira envolvendo criptoativos do país.

Com Maurilio JR

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Judiciário

Justiça Eleitoral rejeita contas de campanha de Nilvan Ferreira e determina devolução de mais de R$ 1 milhão



					TRE-PB rejeita contas de campanha de Nilvan Ferreira e determina devolução de mais de R$ 1 milhão

				Foto: Ascom. Foto: Ascom

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) rejeitou, nesta segunda-feira (28), as contas de campanha do comunicador Nilvan Ferreira, que disputou o governo do estado nas eleições de 2022 pelo PL e determinou que sejam devolvidos mais de R$ 1 milhão ao erário por irregularidades na prestação de contas.

A decisão da Corte foi unânime e seguiu entendimento do Ministério Público Eleitoral, com base em relatoria do juiz-membro do TRE-PB, Rodrigo Clemente de Brito Pereira.

Segundo o relator, Nilvan deixou de apresentar documentos essenciais para a comprovação dos gastos realizados com recursos do fundo partidário. Entre as ausências apontadas estão os extratos das contas bancárias destinadas à movimentação dos recursos, os documentos fiscais e os comprovantes das despesas eleitorais.

“O candidato recebeu R$ 1 milhão do fundo partidário e deixou de apresentar peças obrigatórias na sua prestação de contas, dentre as quais os extratos das contas bancárias destinadas à movimentação de recursos do fundo partidário, os extratos das demais contas bancárias e também os documentos fiscais e os contras comprobatórios de gastos eleitorais com recursos do fundo partidário”, destacou o relator, durante o julgamento.

Rodrigo Clemente justificou que a chapa de Nilvan terá que devolver o recurso do fundo partidário porque a maior parte do dinheiro foi usado num posto de gasolina, para pagamento imediato, sem comprovação de onde veio o recurso. “Esse recurso é classificado como de origem não identificada e deve ser devolvido”, destacou.

Ao Conversa Política, Nilvan Ferreira disse que a pessoa da área jurídica vai aguardar a publicação da decisão para recorrer. Atualmente o comunicador está filiado ao Republicanos.

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Quase metade dos brasileiros reprova trabalho do STF, diz instituto

O trabalho do Supremo Tribunal Federal é reprovado por 47% dos brasileiros, uma parcela levemente superior à dos que aprovam o desempenho da corte, que chega a 41%. Outros 12% não souberam ou não quiseram responder.

Os dados foram aferidos por uma pesquisa do instituto Nexus, realizada entre 14 e 20 de julho de 2025, com 2.021 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

O STF está sob os holofotes no momento em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados na suposta trama golpista.

A aprovação é mais alta entre pessoas mais velhas e de menor renda e escolaridade. Ela chega a 47% no segmento com mais de 60 anos e 51% no grupo com renda familiar de até 1 salário mínimo.

Por outro lado, a desaprovação é mais expressiva em perfis com maior renda e escolaridade. Entre quem tem ensino superior, 52% desaprovam a corte, parcela que chega a 58% nos que têm renda familiar de mais de 5 salários mínimos.

No recorte por regiões, a maior aprovação ao STF ocorre no Nordeste (53%), enquanto a menor se encontra no Sudeste (37%). Também há discrepâncias de gênero: 52% dos homens desaprovam o trabalho da corte, contra 42% das mulheres que têm visão negativa.

Folha de S. Paulo

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Judiciário

Juristas listam exageros em decisões de Moraes contra Bolsonaro

Foto: Ton Molina/STF

Juristas ouvidos pela CNN criticaram exageros em decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na última segunda-feira (21), Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro explicasse o descumprimento da proibição de usar redes sociais, uma das medidas cautelares impostas ao ex-presidente no âmbito da investigação pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução à Justiça e ataque à soberania nacional.

Após os advogados do ex-chefe do Executivo solicitarem explicações sobre a medida, o magistrado reiterou na quinta-feira (24) que Bolsonaro não está proibido de conceder entrevistas aos veículos de imprensa, mas de fazer o uso de redes sociais, de forma direta ou por meio de terceiros.

De acordo com Moraes, a medida cautelar será considerada descumprida caso haja a replicação, por parte de “terceiros”, com conteúdo de Bolsonaro nas redes relacionadas à determinação judicial.

Caio Paiva, professor e ex-defensor público, considera que o parecer trouxe esclarecimentos que poderiam ter sido feitos ainda nas primeiras decisões quanto às medidas cautelares. “Um episódio que deveria ter sido evitado pelo ministro, considerando todo o acompanhamento que há em torno do caso”, destacou.

Paiva, no entanto, considera que o episódio deixou saldo para o STF que não parece positivo, tendo em vista que Moraes considerou que houve descumprimento de medida cautelar, mas decidiu relevar.

Além da proibição de uso de redes sociais, Bolsonaro cumpre recolhimento domiciliar entre 19h e 7h, de segunda a sexta-feira, e em tempo integral aos finais de semana e feriados. E também é monitorado por tornozeleira eletrônica, além de não poder manter contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e nem se aproximar de sedes de embaixadas e consulados.

A questão foi referendada pela maioria da Primeira Turma do STF.

Para o ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello, a imposição de uso de tornozeleira a Bolsonaro é contrário à Presidência da República e bastaria o recolhimento de seu passaporte.

“Eu vejo, por exemplo, a colocação de tornozeleira no ex-presidente Bolsonaro como algo contrário à grande instituição, não contrário a ele, cidadão, mas contrário, principalmente, à grande instituição, que é a Presidência da República”, disse Marco Aurélio.

“Onde é periculosidade? Ah, bastaria recolher simplesmente o passaporte, como parece que já foi recolhido, do ex-presidente Bolsonaro. Mas tem-se a utilização de tornozeleira que alcança a dignidade em si da pessoa, que não deixa de ser uma medida cautelar apenadora, já que a liberdade de ir e vir do cidadão fica prejudicada”, seguiu.

O ex-presidente teve seu passaporte apreendido pela PF em fevereiro de 2024.

CNN

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Judiciário

Justiça da PB afasta tabelião René Moésia e instaura intervenção em cartório por retenção de verbas públicas

A Corregedoria-Geral de Justiça da Paraíba afastou o tabelião René Moésia e a substituta legal, Roberlita da Rocha Alves Moésia, por suspeita de retenção de verbas públicas no 1º Tabelionato de Notas e no Ofício de Registro de Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Cajazeiras. O afastamento foi determinado por meio de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado pela Portaria nº 01/2025 e publicada nesta terça-feira (23) no Diário da Justiça.

Segundo a Corregedoria, as investigações apontam que o cartório deixou de repassar valores recolhidos dos usuários para fundos públicos, como o Fundo Especial do Poder Judiciário (FEPJ) e o Fundo de Apoio ao Registro Civil das Pessoas Naturais (FARPEN). A situação já havia sido identificada em uma correição de 2022, mas não foi corrigida pelos responsáveis.

O corregedor-geral de Justiça, desembargador Leandro dos Santos, afirmou que o afastamento é necessário para garantir “uma apuração isenta e preservar a confiança da sociedade no serviço extrajudicial”. A juíza-corregedora auxiliar, Renata da Câmara Pires Belmont, destacou que a medida busca “garantir a segurança jurídica e o interesse público”.

Com o afastamento, um interventor será nomeado para administrar o cartório por 90 dias, prorrogáveis por mais 30, assegurando a continuidade dos serviços à população.

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