Judiciário

ABUSO DE PODER: Ministério Público dá parecer favorável à cassação da prefeita de Bayeux

Divulgação

O Ministério Público Eleitoral (MPE) emitiu parecer favorável sobre o pedido de cassação da prefeita de Bayeux, Luciene Gomes, e do vice, Clecitoni Francisco de Albuquerque Silva, em virtude da prática do abuso de poder político com viés econômico durante as eleições de 2020, o que configura crime eleitoral.

Eleita por meio de eleições indiretas na Câmara Municipal em agosto de 2020, a então vereadora Luciene Gomes sucedeu o ex-prefeito Berg Lima, que renunciou ao cargo após decisão da Justiça. De acordo com o Ministério Público, Luciene usou seu mandato tampão para contratar diversos servidores comissionados. O órgão calcula que, somente em agosto, 288 pessoas foram nomeadas, fazendo esse número saltar para 410 já no mês seguinte, com remuneração calculada em R$ 830.530,35, ou seja, um aumento equivalente a 42,36%.

“Foi alegado que o gestor que antecedeu Luciene Andrade fez algumas contratações as vésperas de sair do cargo (é sabido por todos que até do dia 15/08/2020 eram permitidas contratações por excepcional interesse público), o que em parte é verdade, inclusive esse assunto foi objeto de ação de improbidade impetrada pelo Ministério Público contra ex-gestores de Bayeux, mas infelizmente esses dados foram retirados deste processo a pedido da parte ré, o que dificulta a busca da verdade real”, diz trecho do documento.

Opinião dos leitores

  1. Para o bem do nosso povo, Esperamos que a justiça seja realmente justa, coerentr. arquiva mas esse processo da nossa pr3feita de Bayeux..

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Judiciário

TREZE HORAS DE JULGAMENTO: Policiais militares acusados de torturas e mortes são absolvidos pela justiça

Foto: TJPB

Após 13 horas de julgamento, nove policiais militares acusados de torturarem e matarem dois homens, são absolvidos pelo Tribunal do Júri de João Pessoa nesta quinta-feira (9). O caso teria acontecido em agosto de 2009, em Santa Rita, na Grande João Pessoa.

Segundo a denúncia do Ministério Público, os policiais militares interceptaram um ônibus coletivo, determinaram que todos os ocupantes descessem do veículo, foram revistados e em seguida liberados, à exceção de Givaldo José Bezerra, conhecido como Júnior de Sapé, e Alex de Oliveira Freitas, que ficaram em poder dos militares.

As vítimas teriam sido conduzidas para um matagal existente por trás do Fórum de Santa Rita, ocasião em que foram espancadas, torturadas e mortas pelos policiais que ocultaram os cadáveres.

Os jurados entenderam que o fato não existiu e absolveram os nove réus. Para o advogado dos militares, Aécio Farias, a absolvição dos acusados demonstra que os policiais foram perseguidos durante 12 anos. “A justiça foi feita!”, concluiu.

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Judiciário

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: Homem acusado de espancar esposa com cipó vai permanecer preso

 

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba manteve a condenação de um homem a pena de um ano e cinco meses de detenção pelo crime de violência doméstica, após agredir sua esposa com golpes de cipó em suas nádegas.

O Desembargador Carlos Martins Beltrão Filho afirmou que a vítima confirmou que o acusado chegou em casa de madrugada, alterado, por haver ingerido bebida alcoólica, e bateu com o cipó em suas nádegas. Ela ainda relata que voltou a conviver com o réu porque é o pai de suas filhas.

No entanto, o relator afirmou que o exame de corpo de delito atesta escoriações na nádega esquerda e também na perna esquerda, compatível com a versão da vítima, e com a caracterização do delito de lesão corporal.

Ele ainda pode recorrer da decisão.

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Brasil

TSE libera uso de Pix para gastos de campanha nas eleições de 2022

Foto: Divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta-feira uma resolução que permite o uso do Pix para gastos de campanha, desde que a chave de identificação seja o CPF ou o CNPJ.

A medida foi uma sugestão feita pelo Conselho Federal de Contabilidade durante as audiências públicas que o TSE realizou ao longo do ano, com o objetivo de discutir as regras para a eleições de 2022.

Relator da proposta, o ministro Edson Fachin disse que o Pix é um “meio de transferência eletrônica de dinheiro que permite a identificação do emissor e do destinatário da ordem de pagamento”.

Segundo ele, desde que observada a cautela de se utilizar como chave o CPF ou o CNPJ, “a proposta deve ser acolhida”. Os demais ministros concordaram. O Pix já era adotado pelo tribunal como meio de pagamento das multas aplicadas a quem não votou nas eleições.

A Corte também começou a discutir se a votação em 2022 deve ou não ser encerrada simultaneamente em todo o país, independentemente do fuso. Atualmente, no Acre, por exemplo, as eleições terminam duas horas depois, em relação ao horário de Brasília.

Quanto a esse ponto, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, pediu vista. Ele disse que quer consultar o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) antes de decidir como votar. Ele afirmou que o caso será retomado na próxima sessão, na terça-feira.

“A resolução endereça uma questão que foi problemática em eleições passadas. O horário de término no Acre, duas horas depois da maior parte dos Estados, obrigou a que se retivesse a divulgação dos resultados até a conclusão das eleições no Acre”, disse Barroso.

De acordo com ele, “essas duas horas de silêncio, num quadro polarizado, de eleições apertadas, costuma gerar indevidamente no imaginário social, ao menos de alguns, teorias conspiratórias e preocupações diversas”.

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OPERAÇÃO RECIDIVA: Cinco pessoas são condenadas por irregularidades na construção de ginásios no sertão

Foto: Reprodução

A Justiça Federal condenou cinco réus por irregularidades em execução de obras de quadras poliesportivas no município de Imaculada (PB), em mais uma sentença no âmbito da Operação Recidiva. Dineudes Possidônio, Charles Willames, Francisco de Assis Ferreira Tavares, Mílton Barbosa de Freitas e José Serafim Sobrinho terão de cumprir penas de prestação de serviços à comunidade e pecuniárias.

Segundo a denúncia do MPF, havia uma construtora de fachada que venceu a licitação para executar obras de duas quadras poliesportivas no padrão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sendo uma na zona urbana e outra na zona rural de Imaculada, orçadas em mais de R$ 1 milhão. Os autos revelam que, apesar de terem sido liberados R$ 509.712,48 para a construção das duas quadras, o que corresponde a 50% do total previsto para o repasse de recursos federais (R$ 1.019.424,96), constatou-se que as obras apresentavam situação crítica, com a estrutura metálica executada em desconformidade com o projeto, inclusive com graves vícios construtivos a comprometer a sua segurança e durabilidade, ocasionando a perda total dos serviços executados e alto grau de superfaturamento.

Uma fiscalização da CGU, realizada de 30 de julho a 3 de agosto de 2018, desvendou mecanismos de desvio de recursos públicos empregados pelos demandados na ação. Segundo a controladoria, havia inconsistências nos processos que indicam que foram realizados pagamentos sem a devida conferência/atesto da efetiva realização dos serviços realizados. As fraudes foram comprovadas também por meio de interceptações telefônicas e de análises bancárias autorizadas pela Justiça.

A operação – Deflagrada em novembro de 2018 pela unidade do MPF em Patos (PB), em esforço investigativo conjunto com a CGU e Polícia Federal, a Operação Recidiva indica a existência de uma organização criminosa que tinha o objetivo de fraudar licitações públicas (em obras de construção civil) em diversos municípios paraibanos, bem como do Ceará, Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte, além de desviar recursos públicos, lavar dinheiro público desviado e fraudar os fiscos federal e estadual.

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Brasil

Ex-pastor da Igreja Episcopal Apocalipse é condenado por estuprar tesoureira

Foto: Reprodução

O ex-pastor da Igreja Episcopal Apocalipse, no Distrito Federal, Alfredo Vieira Nascimento Neto foi condenado pela 2ª Vara Criminal de Ceilândia, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios nesta segunda-feira (6) por estuprar uma fiel quando ainda era pastor da comunidade religiosa.

A vítima frequentava a igreja e exercia a função de tesoureira. Informações do processo mostram que a mulher foi estuprada pelo pastor em sua própria casa, quando estava com anemia. O homem foi até a residência sob argumento de buscar um relatório sobre dízimo. Segundo a vítima, ele não tinha o costume de ir até lá. No dia do crime, em maio de 2018, o pastor forçou a entrada na casa da fiel e a estuprou.

O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) indicou vestígios de sêmen no vestido da vítima. O homem foi expulso da função de pastor após a denúncia da mulher.

A 2ª Vara Criminal de Ceilândia condenou Neto a 8 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial fechado. O ex-pastor respondeu ao processo solto e permanecerá em liberdade enquanto recorrer da pena, segundo a sentença.

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Judiciário

Mendonça vai herdar 911 processos de Marco Aurélio Mello no STF e terá voto desempate em questões polêmicas

O novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, vai herdar 991 processos que estavam sob relatoria do seu antecessor, o ministro aposentado Marco Aurélio Mello — que se retirou da Corte em julho deste ano.

O recém-chegado magistrado participará do julgamento de temas considerados polêmicos — alguns deles abordarão questões como o bloqueio de perfis de bolsonaristas nas redes sociais, a prisão após condenação em segunda instância e os direitos da comunidade LGBTQIA .

Durante sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, que aprovou seu nome — depois ratificado pelo plenário da Casa —, Mendonça foi questionado pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES) sobre o casamento homoafetivo e, na resposta, sinalizou que defenderia os direitos da população LGBTQIA . O novo ministro será obrigado a dar o voto de desempate no julgamento que analisa se as detentas transexuais e travestis têm o direito de optar por cumprir a pena em presídios destinados aos gêneros com os quais se identificam.

A ação foi apresentada pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros. O caso foi encaminhado ao plenário virtual do Supremo, onde o julgamento foi suspenso depois do empate em 5 a 5. O presidente do STF, Luiz Fux, aguardava a nomeação do 11º ministro para marcar a data de retomada da votação, que deverá ser incluída no calendário de 2022.

Mendonça também vai participar de votações de interesse do governo Bolsonaro, como o marco temporal para demarcação de terras indígenas — ao qual o Palácio do Planalto é favorável — e a derrubada dos decretos de flexibilização armamentista.

Correio Braziliense

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Paraíba

DUBAI: Procurador afirma que decisão do STF não permite que famílias voltem para o local

Foto: Reprodução

A Procuradoria do Município de João Pessoa afirmou na noite desta segunda-feira (29) que a decisão do Ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal está sem efeito, já que as famílias desocuparam o local no mesmo dia da operação.

“A decisão apenas suspendeu a ordem de desocupação, que inclusive perdeu o objeto, já que a desocupação foi feita no mesmo dia. Eles pediram pra voltar, mas o Ministro não acatou esse pedido”, acrescentou o Procurador-Geral Bruno Nóbrega.

Na decisão, o ministro pede uma solução rápida para situação dos moradores alojados em três ginásios públicos da Capital. “Não há informações nos autos a respeito do eventual encaminhamento dos invasores que necessitem a local adequado para acolhimento, com especial atenção e proteção aos idosos, enfermos, portadores necessidades especiais, crianças, adolescentes e gestantes; ou mesmo notícia da eventual adoção de ações imediatas relativas à acomodação adequada, quando necessário, inclusive a concessão do aluguel social, o que a principio, fere as condicionantes definidas na ADPF 829-MC”, disse Moraes.

O ministro do STF determinou que a Prefeitura de João Pessoa e o Governo da Paraíba prestem informações sobre a capacidade de assentar as famílias que estão desalojadas.

Com informações de Maurílio Júnior

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Paraíba

Alexandre de Moraes suspende desocupação na Comunidade Dubai, em João Pessoa

Foto: Polícia Militar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar nesta segunda-feira (29) determinando a ordem de suspensão da desocupação na Comunidade Dubai, em João Pessoa.

O magistrado determinou, no entanto, que a Prefeitura de João Pessoa e o Governo da Paraíba prestem informações sobre a capacidade de assentar as famílias que estão desalojadas.

A ação foi movida pelo Conselho Estadual dos Direitos Humanos da Paraíba. O grupo de advogados pediu que a Suprema Corte suste os efeitos da decisão da justiça paraibana, impedindo a retirada de moradores do local e a demolição das moradias construídas em uma reserva ambiental.

A liminar pedia que os moradores que possivelmente se encontrem no local desocupado tenham o direito de continuar no espaço, assim como o retorno das famílias que foram alocadas para abrigos, caso desejem.

Na semana passada, o Juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, atendendo a uma Ação Civil Pública impetrada pela Prefeitura de João Pessoa, determinou a desocupação imediata da área que passou a ser chamada de comunidade do Dubai 1, em Mangabeira VIII, na zona sul de João Pessoa.

 

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Judiciário

DEU RUIM: Conversa pessoal de desembargadores vaza em sessão: “A loira é do Xisto”

Desembargadores da 1ª Câmara Criminal do TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) deixaram vazar uma conversa pessoal antes da sessão de quinta- feira.

Na conversa, eles parecem falar sobre um encontro e um deles diz que levará mulheres para conhecer os colegas de Corte. A conversa, que foi apagada do canal do TJ-PR no YouTube, começou quando o desembargador aposentado Antônio Loyola Vieira fala de um encontro marcado com 2 magistrados da Corte, que também participam da videochamada.

Em seguida, é chamado de “tratante” pelo desembargador Paulo Edison de Macedo Pacheco, presidente da 1ª Câmara, por ter faltado a um outro encontro entre os magistrados. Assista (43s):

 

Loyola diz que não pôde ir, mas que tentaria estar presente no próximo encontro. Pacheco então diz: “Vou levar as duas lá para você ver. Uma para você e uma para o Xisto. A loira é do Xisto”. Em seguida, uma pessoa não identificada informa que a sessão já está ao vivo. A transmissão é cortada na sequência.

Xisto, mencionado pelo presidente da 1ª Câmara, é o desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira, que também integra a 1ª Câmara Criminal do Tribunal paranaense. Ele não diz nada no diálogo. Embora aposentado, Loyola entrou na videochamada antes do início da sessão para conversar com seus ex-colegas de TJ-PR. Em nota, o Tribunal de Justiça do Paraná disse que não comentará o episódio. “O Tribunal de Justiça acompanha o caso e, por enquanto, não vai comentar o assunto”, afirmou a assessoria da Corte.

Poder 360

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