Judiciário

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: Homem acusado de espancar esposa com cipó vai permanecer preso

 

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba manteve a condenação de um homem a pena de um ano e cinco meses de detenção pelo crime de violência doméstica, após agredir sua esposa com golpes de cipó em suas nádegas.

O Desembargador Carlos Martins Beltrão Filho afirmou que a vítima confirmou que o acusado chegou em casa de madrugada, alterado, por haver ingerido bebida alcoólica, e bateu com o cipó em suas nádegas. Ela ainda relata que voltou a conviver com o réu porque é o pai de suas filhas.

No entanto, o relator afirmou que o exame de corpo de delito atesta escoriações na nádega esquerda e também na perna esquerda, compatível com a versão da vítima, e com a caracterização do delito de lesão corporal.

Ele ainda pode recorrer da decisão.

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Brasil

TSE libera uso de Pix para gastos de campanha nas eleições de 2022

Foto: Divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta-feira uma resolução que permite o uso do Pix para gastos de campanha, desde que a chave de identificação seja o CPF ou o CNPJ.

A medida foi uma sugestão feita pelo Conselho Federal de Contabilidade durante as audiências públicas que o TSE realizou ao longo do ano, com o objetivo de discutir as regras para a eleições de 2022.

Relator da proposta, o ministro Edson Fachin disse que o Pix é um “meio de transferência eletrônica de dinheiro que permite a identificação do emissor e do destinatário da ordem de pagamento”.

Segundo ele, desde que observada a cautela de se utilizar como chave o CPF ou o CNPJ, “a proposta deve ser acolhida”. Os demais ministros concordaram. O Pix já era adotado pelo tribunal como meio de pagamento das multas aplicadas a quem não votou nas eleições.

A Corte também começou a discutir se a votação em 2022 deve ou não ser encerrada simultaneamente em todo o país, independentemente do fuso. Atualmente, no Acre, por exemplo, as eleições terminam duas horas depois, em relação ao horário de Brasília.

Quanto a esse ponto, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, pediu vista. Ele disse que quer consultar o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) antes de decidir como votar. Ele afirmou que o caso será retomado na próxima sessão, na terça-feira.

“A resolução endereça uma questão que foi problemática em eleições passadas. O horário de término no Acre, duas horas depois da maior parte dos Estados, obrigou a que se retivesse a divulgação dos resultados até a conclusão das eleições no Acre”, disse Barroso.

De acordo com ele, “essas duas horas de silêncio, num quadro polarizado, de eleições apertadas, costuma gerar indevidamente no imaginário social, ao menos de alguns, teorias conspiratórias e preocupações diversas”.

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Sem categoria

OPERAÇÃO RECIDIVA: Cinco pessoas são condenadas por irregularidades na construção de ginásios no sertão

Foto: Reprodução

A Justiça Federal condenou cinco réus por irregularidades em execução de obras de quadras poliesportivas no município de Imaculada (PB), em mais uma sentença no âmbito da Operação Recidiva. Dineudes Possidônio, Charles Willames, Francisco de Assis Ferreira Tavares, Mílton Barbosa de Freitas e José Serafim Sobrinho terão de cumprir penas de prestação de serviços à comunidade e pecuniárias.

Segundo a denúncia do MPF, havia uma construtora de fachada que venceu a licitação para executar obras de duas quadras poliesportivas no padrão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sendo uma na zona urbana e outra na zona rural de Imaculada, orçadas em mais de R$ 1 milhão. Os autos revelam que, apesar de terem sido liberados R$ 509.712,48 para a construção das duas quadras, o que corresponde a 50% do total previsto para o repasse de recursos federais (R$ 1.019.424,96), constatou-se que as obras apresentavam situação crítica, com a estrutura metálica executada em desconformidade com o projeto, inclusive com graves vícios construtivos a comprometer a sua segurança e durabilidade, ocasionando a perda total dos serviços executados e alto grau de superfaturamento.

Uma fiscalização da CGU, realizada de 30 de julho a 3 de agosto de 2018, desvendou mecanismos de desvio de recursos públicos empregados pelos demandados na ação. Segundo a controladoria, havia inconsistências nos processos que indicam que foram realizados pagamentos sem a devida conferência/atesto da efetiva realização dos serviços realizados. As fraudes foram comprovadas também por meio de interceptações telefônicas e de análises bancárias autorizadas pela Justiça.

A operação – Deflagrada em novembro de 2018 pela unidade do MPF em Patos (PB), em esforço investigativo conjunto com a CGU e Polícia Federal, a Operação Recidiva indica a existência de uma organização criminosa que tinha o objetivo de fraudar licitações públicas (em obras de construção civil) em diversos municípios paraibanos, bem como do Ceará, Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte, além de desviar recursos públicos, lavar dinheiro público desviado e fraudar os fiscos federal e estadual.

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Brasil

Ex-pastor da Igreja Episcopal Apocalipse é condenado por estuprar tesoureira

Foto: Reprodução

O ex-pastor da Igreja Episcopal Apocalipse, no Distrito Federal, Alfredo Vieira Nascimento Neto foi condenado pela 2ª Vara Criminal de Ceilândia, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios nesta segunda-feira (6) por estuprar uma fiel quando ainda era pastor da comunidade religiosa.

A vítima frequentava a igreja e exercia a função de tesoureira. Informações do processo mostram que a mulher foi estuprada pelo pastor em sua própria casa, quando estava com anemia. O homem foi até a residência sob argumento de buscar um relatório sobre dízimo. Segundo a vítima, ele não tinha o costume de ir até lá. No dia do crime, em maio de 2018, o pastor forçou a entrada na casa da fiel e a estuprou.

O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) indicou vestígios de sêmen no vestido da vítima. O homem foi expulso da função de pastor após a denúncia da mulher.

A 2ª Vara Criminal de Ceilândia condenou Neto a 8 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial fechado. O ex-pastor respondeu ao processo solto e permanecerá em liberdade enquanto recorrer da pena, segundo a sentença.

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Judiciário

Mendonça vai herdar 911 processos de Marco Aurélio Mello no STF e terá voto desempate em questões polêmicas

O novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, vai herdar 991 processos que estavam sob relatoria do seu antecessor, o ministro aposentado Marco Aurélio Mello — que se retirou da Corte em julho deste ano.

O recém-chegado magistrado participará do julgamento de temas considerados polêmicos — alguns deles abordarão questões como o bloqueio de perfis de bolsonaristas nas redes sociais, a prisão após condenação em segunda instância e os direitos da comunidade LGBTQIA .

Durante sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, que aprovou seu nome — depois ratificado pelo plenário da Casa —, Mendonça foi questionado pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES) sobre o casamento homoafetivo e, na resposta, sinalizou que defenderia os direitos da população LGBTQIA . O novo ministro será obrigado a dar o voto de desempate no julgamento que analisa se as detentas transexuais e travestis têm o direito de optar por cumprir a pena em presídios destinados aos gêneros com os quais se identificam.

A ação foi apresentada pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros. O caso foi encaminhado ao plenário virtual do Supremo, onde o julgamento foi suspenso depois do empate em 5 a 5. O presidente do STF, Luiz Fux, aguardava a nomeação do 11º ministro para marcar a data de retomada da votação, que deverá ser incluída no calendário de 2022.

Mendonça também vai participar de votações de interesse do governo Bolsonaro, como o marco temporal para demarcação de terras indígenas — ao qual o Palácio do Planalto é favorável — e a derrubada dos decretos de flexibilização armamentista.

Correio Braziliense

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Paraíba

DUBAI: Procurador afirma que decisão do STF não permite que famílias voltem para o local

Foto: Reprodução

A Procuradoria do Município de João Pessoa afirmou na noite desta segunda-feira (29) que a decisão do Ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal está sem efeito, já que as famílias desocuparam o local no mesmo dia da operação.

“A decisão apenas suspendeu a ordem de desocupação, que inclusive perdeu o objeto, já que a desocupação foi feita no mesmo dia. Eles pediram pra voltar, mas o Ministro não acatou esse pedido”, acrescentou o Procurador-Geral Bruno Nóbrega.

Na decisão, o ministro pede uma solução rápida para situação dos moradores alojados em três ginásios públicos da Capital. “Não há informações nos autos a respeito do eventual encaminhamento dos invasores que necessitem a local adequado para acolhimento, com especial atenção e proteção aos idosos, enfermos, portadores necessidades especiais, crianças, adolescentes e gestantes; ou mesmo notícia da eventual adoção de ações imediatas relativas à acomodação adequada, quando necessário, inclusive a concessão do aluguel social, o que a principio, fere as condicionantes definidas na ADPF 829-MC”, disse Moraes.

O ministro do STF determinou que a Prefeitura de João Pessoa e o Governo da Paraíba prestem informações sobre a capacidade de assentar as famílias que estão desalojadas.

Com informações de Maurílio Júnior

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Paraíba

Alexandre de Moraes suspende desocupação na Comunidade Dubai, em João Pessoa

Foto: Polícia Militar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar nesta segunda-feira (29) determinando a ordem de suspensão da desocupação na Comunidade Dubai, em João Pessoa.

O magistrado determinou, no entanto, que a Prefeitura de João Pessoa e o Governo da Paraíba prestem informações sobre a capacidade de assentar as famílias que estão desalojadas.

A ação foi movida pelo Conselho Estadual dos Direitos Humanos da Paraíba. O grupo de advogados pediu que a Suprema Corte suste os efeitos da decisão da justiça paraibana, impedindo a retirada de moradores do local e a demolição das moradias construídas em uma reserva ambiental.

A liminar pedia que os moradores que possivelmente se encontrem no local desocupado tenham o direito de continuar no espaço, assim como o retorno das famílias que foram alocadas para abrigos, caso desejem.

Na semana passada, o Juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, atendendo a uma Ação Civil Pública impetrada pela Prefeitura de João Pessoa, determinou a desocupação imediata da área que passou a ser chamada de comunidade do Dubai 1, em Mangabeira VIII, na zona sul de João Pessoa.

 

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Judiciário

DEU RUIM: Conversa pessoal de desembargadores vaza em sessão: “A loira é do Xisto”

Desembargadores da 1ª Câmara Criminal do TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) deixaram vazar uma conversa pessoal antes da sessão de quinta- feira.

Na conversa, eles parecem falar sobre um encontro e um deles diz que levará mulheres para conhecer os colegas de Corte. A conversa, que foi apagada do canal do TJ-PR no YouTube, começou quando o desembargador aposentado Antônio Loyola Vieira fala de um encontro marcado com 2 magistrados da Corte, que também participam da videochamada.

Em seguida, é chamado de “tratante” pelo desembargador Paulo Edison de Macedo Pacheco, presidente da 1ª Câmara, por ter faltado a um outro encontro entre os magistrados. Assista (43s):

 

Loyola diz que não pôde ir, mas que tentaria estar presente no próximo encontro. Pacheco então diz: “Vou levar as duas lá para você ver. Uma para você e uma para o Xisto. A loira é do Xisto”. Em seguida, uma pessoa não identificada informa que a sessão já está ao vivo. A transmissão é cortada na sequência.

Xisto, mencionado pelo presidente da 1ª Câmara, é o desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira, que também integra a 1ª Câmara Criminal do Tribunal paranaense. Ele não diz nada no diálogo. Embora aposentado, Loyola entrou na videochamada antes do início da sessão para conversar com seus ex-colegas de TJ-PR. Em nota, o Tribunal de Justiça do Paraná disse que não comentará o episódio. “O Tribunal de Justiça acompanha o caso e, por enquanto, não vai comentar o assunto”, afirmou a assessoria da Corte.

Poder 360

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Judiciário

STF inicia votação sobre portaria que proíbe demissão de não vacinados contra a Covid-19

O plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta sexta-feira (26) a votação para a derrubada ou manutenção de trechos da portaria do Ministério do Trabalho e Previdência que impedia que empresas obrigassem seus empregados a tomar a vacina contra a Covid-19. O placar está 3 a 0 pela queda da medida no momento.

O relator, ministro Luís Roberto Barroso, votou a favor de sua liminar que derrubava os dispositivos da portaria. “Diante do exposto, voto pelo referendo da cautelar, a fim de suspender os dispositivos impugnados, com ressalva quanto às pessoas que têm expressa contraindicação médica, fundada no Plano Nacional de Vacinação contra Covid-19 ou em consenso científico, para as quais deve-se admitir a testagem periódica.”

Barroso foi acompanhando pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes. O prazo para protocolar os votos termina em 3 de dezembro. Ainda faltam os pareceres do presidente Luiz Fux e dos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Nunes Marques, Cármen Lúcia, Rosa Weber e Dias Toffoli.

Entenda o caso

O Ministério do Trabalho publicou uma portaria em edição extra no Diário Oficial da União no dia 1º de novembro, proibindo que empresas exijam comprovante de vacinação no ato da contratação ou manutenção do emprego do trabalhador.

A portaria cita o artigo 7º da Constituição Federal que proíbe qualquer prática discriminatória no ato de contratação por motivos de “sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, deficiência, reabilitação profissional, idade, entre outros”, considerando que o pedido de certificado de vacinação, bem como a demissão por justa causa motivada pela recusa, são também “segregacionistas”.

O ministro Luís Roberto Barroso decidiu, em 12 de novembro, pela suspensão de trechos da portaria do Ministério do Trabalho e Previdência que determinava que empresas não poderiam exigir comprovantes de vacinação contra a Covid-19 dos funcionários.

Barroso fez exceção para pessoas que e têm expressa contraindicação médica à vacinação, sendo que essas pessoas deverão passar por testagens periódicas.

“A Portaria MTPS nº 620/2021 proíbe o empregador de exigir documentos comprobatórios de vacinação para a contratação ou manutenção da relação de emprego, equiparando a medida a práticas discriminatórias em razão de sexo, origem, raça, entre outros. No entanto, a exigência de vacinação não é equiparável às referidas práticas, uma vez que se volta à proteção da saúde e da vida dos demais empregados e do público em geral”, diz Barroso em sua decisão.

CNN Brasil

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Judiciário

PGR envia o relatório da CPI da Covid ao STF e pede providências

A Procuradoria-Geral da República enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) o relatório da CPI da Covid-19. O documento enviado aos gabinetes dos magistrados da Corte pede abertura de investigação e aponta crimes de autoridades e de pessoas comuns. Entre os citados estão o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o da Defesa, Braga Netto.

A PGR pede ainda que trechos do relatório que apontam crimes de pessoas sem foro privilegiado sejam enviados à Justiça comum. De acordo com informações obtidas pelo R7, o documento já está no gabinete de seis ministros. As ações ficarão sob relatoria das ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber e dos ministros Luís Roberto Barroso, Nunes Marques, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

A CPI aponta 80 nomes que estão, pela investigação dos senadores, envolvidos diretamente com o agravamento e omissões da crise sanitária que atingiu o país com a chegada do novo coronavírus. Entre os indiciados estão representantes da Precisa Medicamentos, do plano de saúde da Prevent Senior e deputados federais, como Eduardo Bolsonaro, Osmar Terra, Bia Kicis, Carla Zambelli e Carlos Jordy.

A partir de agora, os ministros podem autorizar diligências solicitadas pela PGR, além de outras ações para aprofundar as investigações. A tendência é que depoimentos, documentos e oitivas da CPI sejam aproveitados para imputar crime aos acusados.

R7

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