Paraíba

Justiça determina continuidade do processo licitatório da EMLUR

A juíza Silvanna Pires Moura Brasil decidiu nesta sexta-feira (26) dar prosseguimento a licitação da Emlur, para contratação emergencial de empresas terceirizadas para fazer a coleta de lixo em João Pessoa.

O processo licitatório foi encerrado no último dia 18 de novembro e, através de dispensa de licitação, foram contratadas duas empresas: SP Soluções Ambientais (R$ 16,32 milhões) e Naturalle Tratamento de Resíduos (R$ 22,82 milhões).

Porém, uma das empresas interessadas no processo licitatório, a Nordeste Construções Instalações e Locações Eireli decidiu recorrer à Justiça argumentando que o processo licitatório continha uma série de violações. De acordo com a empresa, a Emlur não teria agido com transparência.

Após a defesa da Emlur, a justiça, através da magistrada Silvanna Pires, acatou alegação da Autarquia Municipal de que as propostas apresentadas pelas empresas participantes e a respectiva ata

 

“ Inicialmente cumpre esclarecer que a empresa impetrante fora inabilitada em
razão de não atender ao exigido no Projeto Básico, conforme ata anexada … Analisando minuciosamente a documentação acostada, verifico que assiste razão ao impetrado. Isto porque, o argumento sobre o qual se funda o pedido do inicial, qual seja a ausência de transparência no procedimento de dispensa de licitação pela falta de publicidade dos atos, não se sustenta, conforme se infere da documentação acostada pelo impetrado, evidenciando que houve publicação das propostas apresentadas pelas empresas participantes e da respectiva ata de julgamento”, pontuou.

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Judiciário

FEMINICÍDIO: Corte internacional condena Brasil por crime cometido por ex-deputado da Paraíba

Divulgação

A Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Brasil por feminicídio em caso que envolve um ex-deputado e ceifou a vida de uma jovem com 20 anos à época. O órgão judiciário autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), condenou o país pelo crime cometido em 1998, na Paraíba.

A responsabilização do Brasil ocorre, segundo decisão da Corte, por discriminação no acesso à Justiça, falta de investigação e julgamento com perspectiva de gênero. Ainda está entre as justificativas o uso de estereótipos que desmereceram a vítima, além do uso indevido da imunidade parlamentar.

Ocaso em análise tratou da morte da jovem Márcia Barbosa de Souza, com 20 anos à época do crime. Ela foi morta por asfixia, em 17 de junho de 1998. O assassinato ocorreu após o encontro de Márcia com o ex-deputado estadual da Paraíba Aércio Pereira de Lima. Ele era do PFL, hoje DEM – partido que decidiu se fundir com o PSL para se tornar União Brasil.

Após o encontro, uma testemunha relatou ter visto o corpo de Márcia ser retirado de um carro e jogado em terreno baldio. Durante o processo e à época, Aércio Pereira de Lima negou o crime.

Embora o crime tenha ocorrido em 1998, o ex-deputado começou a ser julgado somente em 2003. Foi condenado, em 2007, a 16 anos de prisão, mas não chegou a cumprir pena, porque morreu meses após a sentença.

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Brasil

João de Deus é condenado a 44 anos de prisão por estupro contra quatro mulheres

Foto: Ed Alves/CB/D.A Press

A Justiça condenou o medium João de Deus a 44 anos de prisão por estupro contra quatro mulheres. A decisão é referente ao julgamento por crimes sexuais que teriam sido cometidos durante atendimentos espirituais em Abadiânia. Ele segue em prisão domiciliar.

De acordo com a decisão, assinada pelo juiz Marcos Boechat, os crimes aconteceram entre 2009 e 2018. João de Deus era acusado de crimes sexuais contra cinco mulheres. Em apenas um dos casos o réu não foi considerado culpado, por falta de provas. Além da prisão, a Justiça determinou o pagamento de indenizações às vítimas que variam de R$ 20 mil a R$ 75 mil.

De acordo com a sentença, assinada pelo juiz Marcos Boechat, os crimes aconteceram entre 2009 e 2018. Além da prisão, a Justiça determinou o pagamento de indenizações às vítimas que variam de R$ 20 mil a R$ 75 mil.

A defesa de João de Deus disse que ainda não foi informada da condenação. Porém, segundo os advogados, se a sentença tiver a mesma solução jurídica das anteriores, irá recorrer para as demais instâncias do Poder Judiciário.

Com informações do G1

Opinião dos leitores

  1. Só kkkkk eu não acredito. Não passa 3 anos. O Barroso solta ele. Aguardando só para ver ele em prisão domiciliar,autorização de O pequeno imperador de Roma. Aguarde.

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Paraíba

OPERAÇÃO RENT A CAR: Justiça mantém prefeito de Camalaú afastado por mais 180 dias

Foto: Reprodução

O prefeito de Camalaú, Alecsandro Bezerra dos Santos, conhecido como “Sandro Moco”, vai permanecer afastado do cargo por mais seis meses. A decisão é do desembargador Arnóbio Alves Teodósio, que acatou o pedido do Ministério Público.

O prefeito está afastado desde agosto de 2020, após ter sido alvo da operação Rent a Car do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba, que investigou fraudes na locação de veículos. Ele foi reeleito com 55,34% dos votos, em outubro de 2020.

A Operação Rent a Car apurou a ocorrência de crimes de falsidade documental, fraudes em licitação e desvio de recursos públicos na prefeitura do município de Camalaú. Os contratos fraudulentos provocaram um prejuízo aos cofres públicos no valor de R$ 314.690,62.

Os alvos da operação são suspeitos de planejar e executar engenho voltado para desviar recursos públicos do município, processado após prévia emissão de documentos falsos e locação fraudulenta de veículos do prefeito, sendo uma caminhonete e um caminhão, registrados em nome de “laranjas”.

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Paraíba

Justiça cassa mandatos de vereadores em Piancó por fraudes em cota de gênero

Foto: Reprodução

 

O juiz eleitoral Pedro Davi Alves de Vasconcelos, da 32ª Zona Eleitoral de Piancó cassou os mandatos de dois vereadores do Democratas e oito suplentes da Câmara Municipal de Piancó acusados de fraude na cota de gênero das Eleições Municipais de 2020. Na decisão, os vereadores Cícero Fábio da Silva e Priscila Batista de Almeida ficam inelegíveis por oito anos, contados a partir de 2020

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) foi ajuizada pelos candidatos Geraldo Ferreira de Souza e Wagner Ricardo Leite Brasilino e pelo partido Progressistas de Piancó contra a chapa do Democratas.

Tiveram os diplomas cassados os vereadores Cícero Fábio da Silva e Priscila Batista de Almeida e os suplentes Francisco Ferreira da Silva (1º suplente), Allan Derly Alves Pereira (2º suplente), Francisco Neudo Cazé (3º suplente). Tiveram os registros cassados Ezildo Silvestre da Silva (4º suplente), Alisson Augusto dos Santos (5º suplente), José Leite de Andrade (6º suplente), Josefa dos Santos (7º suplente), Karla Zenaide Azevedo Brasilino (8º suplente).

O juiz anulou todos os votos obtidos pelo partido Democratas na eleição em Piancó, um total de 2.287 votos, considerando que “desde a origem, encontram-se maculados.” O magistrado determinou, também, a retotalização dos votos para definição dos novos eleitos em substituição aos cassados e diplomação deles na Câmara de Piancó.

Veja decisão:

 

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Brasil

Lula perde recurso contra Regina Duarte em ação sobre fake news

Foto: Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os filhos Marcos Cláudio, Fábio Luis e Luis Cláudio perderam, nesta quarta-feira (24), um recurso no qual pediam a condenação da ex-secretária nacional da Cultura Regina Duarte.

Os quatro movem um processo judicial no qual pedem indenização da atriz. Lula e os filhos reclamam de uma publicação na qual Regina Duarte informava que a ex-primeira-dama Marisa Letícia tinha R$ 250 milhões em investimentos, o que não é verdade. O valor correto nas contas de Marisa era de R$ 26.281,74.

Nesta quarta, os desembargadores da 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios negaram o recurso para que Regina Duarte fosse condenada a pagar indenização de R$ 131.408 por danos morais.

Em abril deste ano, a 12ª Vara Cível de Brasília condenou parcialmente a atriz e ex-secretária nacional de Cultura, Regina Duarte. Conforme a decisão, ela teria de pedir desculpa por propagar uma notícia falsa sobre Marisa Letícia, ex-mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, morta em 2017.

No mês seguinte, Regina Duarte pediu desculpas “à memória de D. Marisa Letícia e à sua família”. “No dia 11 de abril de 2020, reproduzi no meu Instagram uma informação sobre o inventário do patrimônio da falecida D. Marisa Letícia Lula da Silva, que, apesar de ter sido obtida de fontes oficiais públicas e amplamente divulgada por meios de comunicação, veio posteriormente a revelar-se errada e eventualmente corrigida pelos órgãos judiciais relevantes”, escreveu.

Metrópoles

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Judiciário

JOÃO PESSOA SEM COLETA: Justiça suspende licitação da Emlur

Divulgação

A juíza Silvana Pires Moura Brasil, da Segunda Vara da Fazenda Pública da Capital deferiu o mandado de segurança impetrado pela empresa Nordeste Construções, Instalações e Locações Eireli -ME contra a Autarquia Municipal de Limpeza Urbana de João Pessoa (Emlur) e determinou a suspensão do processo licitatório por identificar uma série de violações, em especial com relação a falta de transparência quanto à publicação das atas e as análises de proposta. O valor do contrato supera os R$16 milhões de reais.

Na decisão foi proferida nesta terça-feira (23), a magistrada declara: “verifico que a ausência de adequada publicidade somados ao não fornecimento de informações suficientes para se formular proposta destinada à contratação com a Administração Pública de serviço de coleta de resíduos sólidos, mediante dispensa de licitação, violam o dever de transparência, além de restringirem a competitividade, com afronta direta ao princípio da isonomia e risco de prejuízo ao Poder Público. Deste modo, verifico ser plausível o pedido de liminar quanto à suspensão do processo licitatório. O periculum in mora é presumível, haja vista que o processo licitatório encontra-se em curso, de modo que não suspendê-lo aumenta a possibilidade de causar à impetrante prejuízo irreparável ou de difícil reparação”.

A Emlur tem o prazo de 10 (dez) dias para se manifestar e o Ministério Público tem também o mesmo prazo para dar vista ao processo.

Confira o documento com a decisão da Juíza:

DECISÃO – SEGUNDA VARA DA FAZENDA PUBLICA – COLETA DE LIXO EM JOAO PESSOA

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Judiciário

Delegado preso suspeito de envolvimento em morte de paraibano é solto pelo STJ

Foto: reprodução

O Superior Tribunal de Justiça determinou, na tarde desta terça-feira (23), a soltura do delegado, Oswaldo Resende Neto, preso suspeito da morte do empresário Gefferson Moura, na Paraíba.

O crime ocorreu em março deste ano em Santa Luzia, no Sertão paraibano. A prisão do policial civil sergipano havia sido determinada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. Ele foi denunciado pelo Ministério Público da Paraíba junto com  José Alonso Santana e o militar Gilvan Moraes de Oliveira, que estava cedido à Polícia Civil, após uma operação desastrosa que culminou com a morte do paraibano.

De acordo com a defesa do delegado, o STJ entendeu que não havia os requisitos necessários da prisão preventiva e que Osvaldo Resende Neto não oferecia risco à sociedade sergipana. O pedido também foi feito aos demais policiais, mas sobre esse outros ainda se aguarda uma decisão.

No dia em que Gefferson foi morto os policiais estavam em uma operação investigando um grupo que atua no roubo de cargas em Sergipe e que estava escondido na Paraíba. Os policias alegam ter deparado com um veículo em atitude suspeita e com o condutor armado com uma pistola. Gefferson teria reagido a abordagem e os policiais atiraram no motorista, que morreu após ser socorrido.

A família nega a versão apresentada pelos policias e diz que o empresário estava indo buscar o pai que estava doente de Covid-19 para levá-lo ao médico.

MaisPB

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Judiciário

Cármen Lúcia arquiva pedido de impeachment contra Paulo Guedes

Foto: Igor Estrela/ Metrópoles

A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, arquivou nesta terça-feira (23) um pedido de impeachment contra o ministro da Economia, Paulo Guedes, por deixar de comparecer a audiência na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, em junho.

O pedido foi apresentado em junho pelos deputados Kim Kataguiri (DEM-SP) e Elias Vaz (PSB-GO), que apontavam crime de responsabilidade do ministro em deixar de prestar esclarecimentos a respeito distorções apontadas pelo Tribunal de Contas da União nos dados da Previdência.

“Ausentes elementos que possam por em desvalia a conclusão do Procurador Geral da República, não compete ao Poder Judiciário desconstituir, sem base em indícios suficientes, a justificação para o não comparecimento da autoridade convocada, no dia e no local previamente marcados. Anote-se não se ter por demonstrado que a Câmara dos Deputados, pelos órgãos competentes, teria questionado, institucionalmente, o não atendimento à convocação, o que conduz à insuperabilidade da conclusão adotada pelo Procurador-Geral da República”, disse Cármen.

Apesar de a decisão ser datada do dia 9 de agosto, o STF informou que se tratou de um erro e que o texto foi assinado e publicado nesta terça-feira (23), mesmo dia em que Guedes compareceu à Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público para explicar sua offshore Dreadnoughts.

A empresa foi criada em setembro de 2014 e revelada pela série de reportagens Pandora Papers, investigação do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, na sigla em inglês) em parceria com o Poder360 e 149 veículos sobre finanças internacionais e paraísos fiscais.

Guedes deixou de responder diretamente algumas questões centrais sobre a sua offshore, que é declarada à Receita. O ministro defendeu que sua empresa em paraíso é “absolutamente legal”. Também admitiu que abriu a offshore para não pagar o imposto sobre fortunas.

 

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Judiciário

CNJ tem “apagão” de conselheiros e 2.914 ações estão paradas

A guerra política que deixa o Supremo Tribunal Federal (STF) com um ministro a menos desde julho deste ano também atinge o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O destaque para o imbróglio na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal (CCJ) tem sido para a demora de seu presidente, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), em pautar a sabatina do ex-advogado-geral da União André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para vaga de ministro do STF.

No entanto, a briga também atingiu em cheio o CNJ. Por falta de quórum, a Secretaria Processual da instituição estima que 2.914 processos estejam paralisados.

Com oito nomeações pendentes por falta de análise pelos novos conselheiros, o órgão tem apenas sete membros e não consegue, sequer, ter quórum para votar ações que podem punir juízes e estabelecer diretrizes para a Justiça brasileira. Com uma composição completa de 15 integrantes, o CNJ precisa de ao menos 10 membros para ter suas reuniões validadas.

As sabatinas na CCJ do Senado são marcadas pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). Ele argumenta que é necessário aguardar o arrefecimento da pandemia para dar prosseguimento às sabatinas.

No CNJ, os conselheiros têm mandatos de dois anos, com possibilidade de recondução por outros dois. Mesmo nos casos de renovação, o conselheiro precisa deixar o cargo e receber nova chancela do Senado Federal.

Deixaram os cargos a juíza Candice Lavocat Galvão Jobim, em 9 de setembro; o ministro Emmanoel Pereira, em 15 de setembro; o juiz Rubens de Mendonça Canuto Neto, a procuradora de Justiça Ivana Farina Navarrete Pen e os advogados André Luis Guimarães Godinho e Marcos Vinícius Jardim Rodrigues, em 22 de outubro; e o desembargador Luiz Fernando Tomasi Keppen e o juiz Mário Augusto Figueiredo de Lacerda Guerreiro​​, em 5 de novembro.

Aguardam sabatina para assumir o cargo de conselheiro, o ministro Vieira de Mello Filho, na vaga reservada para membro do Tribunal Superior do Trabalho (TST); a desembargadora federal Salise Monteiro Sanchotene, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4); o juiz Marcio Luiz Coelho de Freitas, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1); um membro do Ministério Público Estadual, que precisa ser indicado pela Procuradoria-Geral da República; e os dois advogados que são indicados pelo Conselho Federal da OAB.

Devido à falta de quórum, até agora, o CNJ deixou de realizar sessões por um mês e tem 2.914 processos parados. Nas sessões plenárias, são analisados e julgados processos disciplinares, resoluções e outros atos normativos importantes para a boa condução dos trabalhos da Justiça do Brasil.

Com informações Metrópoles

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