Brasil

Moraes manda bloquear contas de 43 empresas por atos antidemocráticos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio imediato das contas bancárias de 43 pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas em atos antidemocráticos contra o resultado das eleições.

A decisão, a qual o Metrópoles teve acesso, foi assinada no último sábado (12/11). De acordo com o magistrado, o bloqueio é “necessário, adequado e urgente, diante da possibilidade de utilização de recursos para o financiamento de atos ilícitos e antidemocráticos”.

Moraes também determinou que a Polícia Federal colha depoimentos de todas as empresas e pessoas listadas em até dez dias, além de indicar as diligências necessárias para apurar o caso.

Na decisão, o ministro citou o bloqueio de rodovias de todo o país por manifestantes bolsonaristas insatisfeitos com a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas. Moraes também pontuou o deslocamento de 115 caminhões para o QG do Exército, em Brasília, “com objetivo de reforçar atos criminosos”.

De acordo com o magistrado, os manifestantes desrespeitam o direito de reunião pacífica, previsto na Constituição. Moraes pontuou que os grupos querem “propagar o descumprimento e desrespeito ao resultado do pleito eleitoral”.

“Efetivamente, o deslocamento inautêntico e coordenado de caminhões para Brasília/DF, para ilícita reunião nos arredores do Quartel General do Exército, com fins de rompimento da ordem constitucional – inclusive com pedidos de ‘intervenção federal’, mediante interpretação absurda do art. 142 da Constituição Federal – pode configurar o crime de Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal)”, diz trecho da decisão.

Veja a lista de empresas com contas bloqueadas:

1. AGRITEX COMERCIAL AGRICOLA LTDA

2. AGROSYN COMERCIO E REP. DE INSUMOS AGRIC

3. AIRTON WILLERS

4. ALEXANDRO LERMEN

5. ARGINO BEDIN

6. ARRAIA TRANSPORTES LTDA

7. ASSIS CLAUDIO TIRLONI

8. BANCO RODOBENS S.A

9. BERRANTE DE OURO TRANSPORTES LTDA

10. CAIRO GARCIA PEREIRA

11. CARROCERIAS NOVA PRATA LTDA

12. CASTRO MENDES FABRICA DE PECAS AGRICOLAS

13. CERAMICA NOVA BELA VISTA LTDA

14. COMANDO DIESEL TRANSP E LOGISTICA LTDA

15. DALILA LERMEN EIRELI

16. DIOMAR PEDRASSANI

17. DRELAFE TRANSPORTES DE CARGA LTDA

18. EDILSON ANTONIO PIAIA

19. FERMAP TRANSPORTES LTDA

20. FUHR TRANSPORTES EIRELI

21. GAPE SERVICOS DE TRANSPORTES LTDA

22. J R NOVELLO

23. KADRE ARTEFATOS DE CONCRETO E
CONSTRUÇÃO

24. KNC MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

25. LEONARDO ANTONIO NAVARINI & CIA LTDA

26. LLG TRANSPORTADORA LTDA

27. M R RODO IGUACU TRANSPORTES EIRELI

28. MURIANA TRANSPORTES LTDA

29. MZ TRANSPORTES DE CARGAS LTDA

30. P A REZENDE E CIA LTDA

31. POTRICH TRANSPORTES – LTDA

32. RAFAEL BEDIN

33. ROBERTA BEDIN

34. SERGIO BEDIN

35. SINAR COSTA BEBER

36. SIPAL INDUSTRIA E COMERCIO LTDA

37. TIRLONI E TIRLONI LTDA-ME

38. TRANSPORTADORA ADRIJ LTDA ME

39. TRANSPORTADORA CHICO LTDA

40. TRANSPORTADORA LERMEN LTDA – EPP

41. TRANSPORTADORA ROVARIS LTDA

42. TRR RIO BONITO T. R. R. PETR. LTDA

43. VAPE TRANSPORTES LTDA

Metrópoles

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Judiciário

Maíra Cardi é condenada novamente a pagar indenização de R$ 50 mil após xingar médico paraibano

Maíra Cardi foi condenada novamente, dessa vez na esfera cível, a pagar uma indenização de R$ 50 mil por xingar um médico em uma live em suas redes sociais. A influenciadora, que é coach de emagrecimento, foi criticada pelo médico ao estimular a prática de jejum por longos períodos e respondeu com ofensas em uma live.

A situação aconteceu em uma live no perfil da influenciadora em abril de 2021. À época, ela havia sido criticada pelo médico Bruno Cosme, da Paraíba, que é nutrólogo, por recomendar o jejum intermitente como auxílio no processo de emagrecimento. Maíra, que não é profissional de saúde, usa as redes para falar de emagrecimento e chegou a vender cursos.

Após a crítica, Maíra se posicionou em uma live em seu perfil em que ofendeu o médico chamado Bruno de ‘doutor de merda’ e ‘senhor rato’, alegando que ele ‘só queria likes’. Após a ação, o médico acionou a justiça.

Em outra decisão, publicada em diário oficial no dia 7 de outubro, a justiça condenou a influenciadora por calúnia e difamação, crimes que cabem até nove meses de detenção. No entanto, reverteu a prisão em multa de nove salários mínimos, cerca de R$ 24,2 mil.

Na nova decisão, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Maíra Cardi foi condenada a pagar a indenização por danos morais. Durante o processo, ela teria solicitado o segredo de justiça, considerando ser figura pública. No entanto, a Justiça indeferiu o pedido.

A defesa da digital influencer alegou, nos autos do processo, que não há provas de que a fala feita por ela teria sido direcionada ao médico paraibano. No entanto, conforme a sentença, o dano moral, neste caso, dispensa citação do sobrenome, “mesmo porque, se assim o fosse, estaríamos permitindo que as pessoas se utilizassem de alcunhas e subterfúgios para ofenderem os outros, sem parecerem estar ofendendo”.

G1

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Judiciário

Acusados de matar diarista da PB no Rio de Janeiro são condenados a 76 anos de prisão

O juiz Flavio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, condenou nesta quarta-feira (16) a 76 anos, dois meses e 20 dias de prisão os pintores Jhonatan Correia Damasceno e William Oliveira Fonseca pelos assassinatos da idosa Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, e da diarista paraibana Alice Fernandes de Silva, de 51.

Elas foram mortas e degoladas dentro do apartamento de Martha, no Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O local ainda foi incendiado pelos criminosos, o que carbonizou o corpo das vítimas.

Na sentença, o juiz destacou a manutenção da prisão dos condenados e a extrema violência e crueldade do crime.

“O crime foi perpetrado com extrema e exacerbada crueldade – esgorjamento – contra duas mulheres indefesas, perpetrado em concurso de pessoas, dificultando, assim, eventual reação das vítimas, de longa duração do delito. Os réus ingressaram no apartamento da vítima Martha por volta das 13h30 e de lá saíram juntos por volta das 16h40 -, já que durante horas, as vítimas, antes de serem mortas, ficaram amordaçadas e amarradas, sofrendo, dessa forma, verdadeira ‘tortura’ física e moral”, escreveu na setença.

Ao saber da sentença, Diogo Fernandes, filho de Alice, diz que decisão traz um alívio muito grande para a família.

“Isso não vai trazer minha mãe de volta, mas dá a sensação de que a justiça foi feita, traz um alívio muito grande para a família. Agora, espero que eles fiquem bastante tempo na cadeia e cumpram pena por toda crueldade e barbaridade que fizeram”, disse Diogo ao g1.

Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, e a diarista Alice Fernandes da Silva, de 51, mortas no Flamengo — Foto: Reprodução/TV Globo
 Foto: Reprodução/TV Globo

Ele falou ainda que o julgamento rápido é importante para ajudar a aliviar a saudade da mãe.

“A gente tenta lidar com a saudade todo dia. Agora mesmo, vai chegar o Natal e não vamos tê-la conosco. Ela era tudo para nossa família, juntava todo mundo em volta dela. Vamos colocar uma foto dela na mesa da ceia, porque, ela não vai estar fisicamente, mas sempre vai estar com a gente”, disse Diogo emocionado.

O crime

Jhonatan Correia Damasceno e William Oliveira Fonseca mataram Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, e a diarista Alice Fernandes da Silva, de 51 anos, no dia 9 de junho. O caso, registrado como latrocínio – roubo seguido de morte -, revelou uma crueldade por parte dos criminosos que, degolaram as vítimas e tentaram colocar fogo no apartamendo, carbonizando os corpos.

Jhonatan já tinha sido contratado duas vezes para fazer serviços de pintura no apartamento de Martha. Aproveitando-se que já era conhecido no prédio, combinou o ataque à idosa com William.

Eles subiram ao apartamento, renderam, amarraram e amordaçaram as vítimas exigindo que Martha assinasse cheques no valor de R$ 15 mil. William foi ao banco e descontou os cheques. Ao retornar ao apartamento, os dois decidiram matar as vítimas.

Jhonatan foi preso no dia 10 de junho e confessou participação no crime, na delegacia. William se entregou à polícia no dia 11 de junho.

Ainda de acordo com a denúncia do Ministério Público, Jhonatan e William, se acusaram mutuamente pelo planejamento do duplo assassinato. William diz que Jhonatan teve medo de ser reconhecido, pois tinha trabalhado como pintor para a idosa e no prédio. Jhonatan alegou que William também ficou com receio do reconhecimento, por ter tirado a máscara. William admitiu ter matado as duas mulheres por ordem de Jhonatan, que foi responsável pelo incêndio no apartamento. Além do dinheiro, foram roubados joias e celulares que estavam no imóvel.

G1 RJ

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Judiciário

Moraes envia à PGR pedido de Calero para afastar ministro da Defesa

Forças Armadas cometem novo erro com relatório a Alexandre de Moraes | VEJA

O ministro Alexandre de Moraes encaminhou nesta quarta-feira (16) à Procuradoria Geral da República pedido do deputado Marcelo Calero para afastar o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira.

No pedido, protocolado em 11 de novembro, Calero alega que Nogueira tem feito declarações sobre supostas fraudes no processo eleitoral, agindo em benefício do presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

Ele lembra que o próprio Ministério da Defesa não apontou a existência de fraude eleitoral. Para o deputado, a permanência do ministro põe em risco a integridade física dos cidadãos que seriam “incentivados quase que involuntariamente” a apoiar a ruptura constitucional brasileira.

“A preocupação maior é que haja alguém num órgão como o ministério da Defesa insuflando essa atitude golpista. Ele faz questão de alimentar isso essa movimentação de desmoralização da democracia“, disse.

O Antagonista.

 

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Judiciário

Justiça Eleitoral multa Pedro Cunha Lima por ter impulsionado conteúdo negativo contra João Azevêdo

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) multou hoje, (14) o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), ex-candidato ao Governo do Estado nas eleições deste ano, por impulsionamento de conteúdo negativo no YouTube contra o governador João Azevêdo (PSB), durante a campanha eleitoral.

O pedido de liminar foi ajuizado pela Coligação Juntos pela Paraíba, formada por PSB, AGIR, PP, AVANTE, PMN, PSD, SOLIDARIEDADE, PODEMOS, REPUBLICANOS, PATRIOTA e PROS. O TRE-PB multou o parlamentar em R$ 5 mil.

O pedido de liminar afirma que o ex-candidato Pedro Cunha Lima “divulgou mediante impulsionamento pago na plataforma Youtube, no dia 22.10.2022, um vídeo com propaganda eleitoral negativa em desfavor do representante, com investimento no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) e que já conta com aproximadamente 10 mil visualizações”.

A Justiça eleitoral entendeu que o vídeo impulsionado não tem o objetivo de “promover ou beneficiar candidatos ou suas agremiações, mas, ao contrário, difundir ataques de conteúdo negativo contra à pessoa do representante, seu adversário político nas eleições de 2022”.

O conteúdo impulsionado já foi removido das redes sociais.

Com informações do blog do ninja

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Brasil

Em Nova York, Alexandre de Moraes volta a defender a regulação da mídia

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), afirmou nesta segunda (14) que “a democracia foi atacada no Brasil, mas sobreviveu”.

Ele fez uma breve fala na abertura da Lide Brazil Conference, organizada pelo grupo Lide, da família do ex-governador paulista João Doria, em Nova York. Do lado de fora do local do evento, no centro de Manhattan, há manifestantes criticando os ministros do Supremo e o sistema eletrônico de votação do Brasil.

Segundo Moraes, sem nominar o presidente Jair Bolsonaro (PL) ou seus apoiadores, “não é possível que as redes sociais sejam terras de ninguém”. “Isso começou aqui nos EUA, na extrema-direita, chegou ao Leste Europeu e depois ao Brasil”, disse.

“Se pretende não substituir o sistema político”, disse, sobre o que chamou de milícia digitais. “O que se pretende é substituir o sistema político. O que se pretende atacar é a própria democracia”, afirmou.

O ministro defendeu o Judiciário. “O Poder Judiciário atuou para chegarmos às vésperas do final do ano com a democracia garantida. A democracia foi atacada, aviltada, mas sobreviveu. O Judiciário não foi cooptado, não foi aumentado, foi uma barreira a qualquer ataque à liberdade”, disse.

“Supremo é o povo. O povo se pronunciou, e a eleição acabou, só cabe respeitar o resultado. O resto é espírito antidemocrático, quando não selvageria”, afirmou o ministro Luís Roberto Barroso, também presente. “Eu estive na COP-27 no Egito, não vejo por que não possa debater com empresários brasileiros”, afirmou, sobre a crítica à presença de magistrados no evento do Lide.

Ele tentou dissociar a atuação do STF da política. “Criou-se uma lenda no Brasil de que o Supremo Tribunal Federal é contra o presidente. Todos os presidentes tiveram queixas do Supremo, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff. A única diferença é que nenhum deles atacou o Supremo. Nós não temos lado, só o das instituições”, afirmou.

Barroso disse que “só não existe tensão entre o Poder Judiciário e o Executivo em países em que as cortes foram cooptadas”, citando Rússia, Hungria e Venezuela.

E delineou o que considera prioritário para o país. “Um país onde há gente passando fome precisa parar tudo e cuidar disso. E é preciso dar prioridade à educação básica. Quem acha que o problema da educação é a Escola sem Partido ou discutir se 1964 foi ou não golpe está assustado com a assombração errada e está nos atrasando na história”, afirmou.

“Mentir precisa voltar a ser errado de novo”, disse.

Folha de S. Paulo

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Brasil

Flordelis é condenada a 50 anos de prisão pelo homicídio do pastor Anderson do Carmo

A ex-deputada Flordelis foi condenada a 50 anos e 28 dias pelo homicídio do pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019. A pastora foi condenada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, além uso de documento falso e associação criminosa armada.

Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica de Flordelis, foi condenada a 31 anos e 4 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado e associação criminosa armada.

Rayane dos Santos, neta biológica da ex-deputada e Marzy Teixeira e André Luiz de Oliveira, filhos adotivos de Flordelis, foram inocentados. A decisão foi tomada pela 3ª Vara Criminal de Niterói após mais de seis dias de julgamento em júri popular.

“Entendemos que foi esse processo que formou uma pressão que levou a este fato dado”, avaliou Janira Rocha, que também faz parte da defesa de Flordelis.

“O placar foi bem apertado, não foi unânime a condenação dela”, afirmou o advogado Rodrigo Faucz, que também defende a ex-deputada.

O advogado assistente de acusação dedica a condenação de Flordelis à família de Anderson do Carmo, e disse que está satisfeita com a condenação e ainda chamou a ex-deputada de “chefe da organização criminosa”. Ele ainda afirmou ainda que não vai recorrer da absolvição de André Luiz, Marzy e Rayane.

Flordelis nega participação na morte do marido, o pastor Anderson do Carmo

A ex-deputada Flordelis disse durante o interrogatório que abusos que o pastor cometia dentro de casa foram a motivação para que fosse assassinado – abusos inclusive contra ela.

Flordelis voltou a negar, no entanto, que tenha envolvimento na execução. A ex-deputada lembrou que dois filhos – Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cézar dos Santos de Souza – foram condenados pela execução, mas disse que não poderia dizer quem foram os autores porque não estava na cena do crime.

“Eu não posso acusar ninguém, eu não estava presente no local, eu não vi. Eu não posso afirmar. Meu filho Flávio foi sentenciado e meu filho Lucas foi sentenciado.”

Flordelis se emocionou muito durante o interrogatório. Um dos jurados chegou a perguntar se o choro era real, e a ex-deputada confirmou que “sim”.

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Judiciário

Estado é condenado a realizar reforma em escola de Campina Grande

O Estado da Paraíba foi condenado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba a realizar a reforma e construção da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Murilo Braga, localizada no bairro Liberdade, em Campina Grande. o prazo estipulado é de 180 dias.

Entre o problemas que o Estado deve sanar estão a eliminação das goteiras/vazamentos e infiltrações em toda unidade escolar, construção do auditório, realização de reparos nas paredes, pintura, teto, piso, portão e muro, reforma nos banheiros e construção dos banheiros exclusivos para professores e servidores, implantação e execução do projeto de segurança e proteção contra Incêndio, bem como reforma da cozinha e construção do refeitório.

Caso a determinação não seja cumprida, pode ser cobrada uma multa de R$100 mil por cada mês de atraso na iniciação das obras, devendo ser inicializadas no prazo de 180 dias.

Ao recorrer da decisão, o Estado da Paraíba alega que a sentença se equivocou quanto às persistências das deficiências elencadas pelo Ministério Público, estando a escola em plena condição de funcionamento. Assevera que a sentença deve ser reformada, ao argumento de que o magistrado de 1º Grau ultrapassou os limites de sua competência, pois os atos em questão estão inseridos dentro da esfera de discricionariedade do Poder Executivo pela limitação de natureza orçamentária.

No exame do caso, a relatora do processo, Desembargadora Maria das Graças Morais Guedes, observou que os entes públicos não podem se esquivar de sua obrigação constitucional em assistir a seus cidadãos, principalmente, no que se refere à educação, direito fundamental do ser humano, negando-se a fornecer o básico de uma escola.

“Para garantir educação aos cidadãos, é preciso que o Estado implemente medidas mínimas que garantam a eficiente manutenção do aluno na escola capaz de assegurar o comparecimento de crianças e jovens no ensino, máxime quando tal direito/dever é previsto em tanto na Constituição Federal, como na própria Lei Orgânica do Estado”, pontuou.

O Estado ainda pode recorrer da decisão.

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Judiciário

Cabo Gilberto tem conta do Twitter suspensa pela justiça


O deputado federal  eleito Cabo Gilberto (PL) teve sua conta no Twitter retida por determinação da Justiça, nesta terça-feira (8). Durante sessão na Assembleia Legislativa, Cabo Gilberto criticou a “censura” e a “ditadura da toga”. “Os parlamentares estão sendo cassados das redes sociais”, afirmou.

Cabo Gilberto faz parte da base aliada de Bolsonaro e compartilhou imagens de bolsonaristas que protestam contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No último domingo, o ex-candidato a vice-presidente, Marcos Cintra, que disputou a eleição na chapa de Soraya Thronicke (União Brasil), teve sua conta suspensa no Twitter. No mesmo dia, os deputados federais Coronel Tadeu (PL-SP) e Major Vitor Hugo (PL-GO) também perderam suas contas.

Blog do BG PB

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Judiciário

Terceiro acusado de matar ex-prefeito de Bayeux é condenado a 18 anos anos de prisão

O terceiro homem acusado de assassinar o ex-prefeito de Bayeux, Expedito Pereira, foi condenado a 18 anos e 8 meses de prisão em regime fechado, nesta terça-feira (8). Gean Carlos Nascimento de Lima vai responder por homicídio qualificado. Outros dois homens envolvidos no crime já haviam sido julgados e condenados a 20 e 24 anos de prisão, respectivamente, em abril deste ano.

O ex-prefeito Expedito Pereira foi morto em dezembro de 2020, no bairro de Manaíra, em João Pessoa. Ele andava sozinho quando um homem em uma moto se aproximou e atirou nele, fugindo logo em seguida.

De acordo com Daniel Alisson, advogado do acusado, a defesa ainda irá conversar com o acusado e a família dele para decidir se vai recorrer da decisão.

O ex-prefeito de Bayeux e ex-deputado estadual da Paraíba Expedito Pereira (MDB) foi morto após ser baleado em dezembro de 2020, em João Pessoa. Expedito andava sozinho pelo bairro de Manaíra quando um homem em uma moto se aproximou e atirou nele, fugindo logo em seguida.

Após dois meses do crime, a investigação policial concluiu que o sobrinho de Expedito Pereira planejou a morte do tio por dinheiro. Leon Nascimento teria sido o executor, enquanto Gean Carlos da Silva Nascimento teria ido buscar a moto e entregar a arma que foi usada no crime.

Segundo a polícia, os autores do crime agiram para encobrir outras ações cometidas pelos suspeitos contra a vítima, como gastos excessivos dos bens materiais e posse do patrimônio do ex-gestor.

José Ricardo Alves, sobrinho de Expedito Pereira, foi condenado a 20 anos de prisão em regime inicial fechado. Já Leon Nascimento dos Santos foi condenado a 24 anos de prisão, em regime fechado. Os dois foram condenados pelo crime de homicídio qualificado.

G1

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