Judiciário

Maíra Cardi é condenada novamente a pagar indenização de R$ 50 mil após xingar médico paraibano

Maíra Cardi foi condenada novamente, dessa vez na esfera cível, a pagar uma indenização de R$ 50 mil por xingar um médico em uma live em suas redes sociais. A influenciadora, que é coach de emagrecimento, foi criticada pelo médico ao estimular a prática de jejum por longos períodos e respondeu com ofensas em uma live.

A situação aconteceu em uma live no perfil da influenciadora em abril de 2021. À época, ela havia sido criticada pelo médico Bruno Cosme, da Paraíba, que é nutrólogo, por recomendar o jejum intermitente como auxílio no processo de emagrecimento. Maíra, que não é profissional de saúde, usa as redes para falar de emagrecimento e chegou a vender cursos.

Após a crítica, Maíra se posicionou em uma live em seu perfil em que ofendeu o médico chamado Bruno de ‘doutor de merda’ e ‘senhor rato’, alegando que ele ‘só queria likes’. Após a ação, o médico acionou a justiça.

Em outra decisão, publicada em diário oficial no dia 7 de outubro, a justiça condenou a influenciadora por calúnia e difamação, crimes que cabem até nove meses de detenção. No entanto, reverteu a prisão em multa de nove salários mínimos, cerca de R$ 24,2 mil.

Na nova decisão, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Maíra Cardi foi condenada a pagar a indenização por danos morais. Durante o processo, ela teria solicitado o segredo de justiça, considerando ser figura pública. No entanto, a Justiça indeferiu o pedido.

A defesa da digital influencer alegou, nos autos do processo, que não há provas de que a fala feita por ela teria sido direcionada ao médico paraibano. No entanto, conforme a sentença, o dano moral, neste caso, dispensa citação do sobrenome, “mesmo porque, se assim o fosse, estaríamos permitindo que as pessoas se utilizassem de alcunhas e subterfúgios para ofenderem os outros, sem parecerem estar ofendendo”.

G1

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Paraíba

Operação cumpre mandados contra grupo investigado por homicídios e controle territorial em João Pessoa

Foto: Reprodução / TV Cabo Branco

Uma operação da Polícia Civil da Paraíba e do Ministério Público da Paraíba foi deflagrada nesta quarta-feira (7) para investigar uma organização criminosa suspeita de envolvimento em homicídios e de controlar uma área na região de Irmã Dulce e localidades próximas, no bairro de Gramame, em João Pessoa.

Ao todo, são cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Justiça. A ação é realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital (DHPP-JP), com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) do MPPB e apoio da UNINTELPOL.

Segundo as investigações, o grupo teria usado ameaças e violência armada para controlar a área e intimidar moradores. A organização também é investigada por diversos homicídios, incluindo casos de decapitação e ocultação de cadáveres, além de possíveis desaparecimentos.

As apurações apontam ainda que o grupo teria uma divisão de funções entre os integrantes e recursos para dificultar a atuação das forças de segurança. As investigações continuam para esclarecer os crimes e identificar a participação de cada investigado.

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Paraíba

Lucas Ribeiro vence Cícero e Efraim em todos os bairros de JP; maior votação foi em Mangabeira

O governador reeleito Lucas Ribeiro (PP) venceu em todos os bairros e localidades de João Pessoa considerados no levantamento. Na capital, ele recebeu 205.190 votos, contra 147.422 de Efraim Filho (PL) e 80.502 de Cícero Lucena (MDB).

Entre as áreas analisadas, Mangabeira, considerada de forma consolidada, concentrou a maior votação absoluta de Lucas. O governador reeleito obteve 22.201 votos no bairro, contra 16.716 de Efraim e 9.140 de Cícero.

A diferença entre Lucas e Cícero em Mangabeira chegou a 13.061 votos, a maior vantagem registrada entre os dois candidatos no levantamento.

Já na comparação com Efraim Filho, a maior diferença apareceu no bairro dos Bancários. Lucas recebeu 14.218 votos, enquanto o candidato do PL teve 7.557, resultando em uma vantagem de 6.661 votos para o governador reeleito.

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Futebol

DEU RUIM: SAF do Botafogo-PB termina temporada com salários atrasados e cobranças de jogadores e ex-funcionários

Foto: Matheus Aquino/ge

A reta final da gestão de Fillipe Félix na SAF do Botafogo-PB é marcada por pendências financeiras. Segundo apuração do Blog do Pedro Alves, jogadores e ex-funcionários têm valores a receber, além de problemas no pagamento de contas do clube.

Nesta terça-feira (6), o elenco publicou uma carta cobrando parte dos salários de agosto e valores de premiação pela classificação para o quadrangular da Série C.

O ex-jogador Gabriel Tota, que deixou o clube em setembro, também move uma ação contra o Botafogo-PB. Segundo a defesa, são cobrados salários, direitos de imagem, férias, 13º, FGTS e outras verbas, em um valor de cerca de R$ 1,2 milhão.

O ex-técnico Bernardo Franco acionou a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) para cobrar valores acordados após sua saída.

Outro problema foi o corte de energia no CT da Maravilha do Contorno, após faturas em aberto.

Em entrevista à Rádio Tabajara, Fillipe Félix admitiu pendências em direitos de imagem, mas negou que os atrasos tenham prejudicado o elenco. O dirigente também afirmou estar negociando com novos investidores para a próxima temporada.

A gestão também é alvo de questionamentos sobre a transparência financeira da SAF, segundo informações do Blog do Pedro Alves.

Com informações do TH+ Tambaú

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Política

AÇÃO: MPE entra na Justiça contra 10 candidatos por derramamento de santinhos em oito cidades paraibanas

Foto: Jamarri Nogueira/CBN

O Ministério Público Eleitoral (MPE) da Paraíba ajuizou uma ação na Justiça Estadual contra 10 candidatos por derramamento de santinhos em oito cidades na Paraíba.

Os materiais de campanha foram encontrados nas proximidades de locais de votação durante o primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4). As ações foram apresentadas em Guarabira, Bayeux, Serraria, Campina Grande, Ingá, Santa Luzia, Serra Redonda e Cacimba de Dentro.

O MPE pede a aplicação de multas de R$ 2 mil a R$ 8 mil, previstas na Lei das Eleições. Segundo o órgão, o derramamento de santinhos constitui propaganda irregular em vias públicas e busca aumentar a exposição das candidaturas no momento da votação.

Os candidatos são acionados como beneficiários da propaganda e responsáveis pela produção, guarda e entrega dos materiais. O órgão afirma que eles devem orientar as pessoas encarregadas dos impressos a cumprir as regras eleitorais.

São alvo das ações: Segundo Domiciano, Tovar Correia Lima, Nabor Wanderley, Ruy Carneiro, Eduardo Carneiro, Munique Marinho de Lima Rolim, Felipe Leitão, Doutor Jhony, Raniery Paulino e Tibério Limeira.

Em paralelo, o MPE também busca responsabilização na esfera criminal para identificar quem executou diretamente o despejo dos materiais e outros possíveis envolvidos. Para isso, o órgão analisa imagens de câmeras e realiza outras diligências.

Em nota, o MPE afirmou que os santinhos são custeados pelas campanhas, na maioria dos casos com recursos públicos, o que faz do “descarte irregular” também um “desperdício de dinheiro público”.

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Paraíba

Davi, Pai que matou filho autista para não pagar pensão pede avaliação de insanidade mental na Justiça da PB


					Pai que matou filho autista para não pagar pensão pede avaliação de insanidade mental na Justiça
Pai que matou filho autista para não pagar pensão pede avaliação de insanidade mental na Justiça – Foto: TV Cabo Branco.

Davi Piazza Pinto, réu por ter matado o próprio filho autista, de 11 anos, dentro de um apartamento no ano passado, em João Pessoa, pediu uma avaliação de insanidade mental a 2ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri da Paraíba. Em depoimento para a Polícia Civil, à época do crime, ele disse que matou a criança por estar endividado e não querer pagar pensão alimentícia.

O Jornal da Paraíba teve acesso a um documento assinado pela juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão que pede ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) para se manifestar, no prazo de 10 dias, sobre o pedido da defesa para instaurar o procedimento. O órgão ainda não se manifestou.

Na Justiça, esse procedimento tem como finalidadese avaliar se o réu tinha capacidade de entender o que é certo ou errado no momento do crime e é realizado por uma junta médica, caso seja autorizado.

A juíza também estabeleceu que após a manifestação do MPPB o parecer do órgão volte para ela e, a partir disso, uma conclusão será tomada. O réu está preso em caráter preventivo. Na épóca do crime, ele se entregou para a Polícia Civil, na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina.

Em novembro do ano passado, Davi Piazza Pinto foi indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O crime de homicídio foi qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia, e pelo fato da vítima ser menor de 14 anos.

Relembre o caso

No ano passado, segundo a Polícia Militar, depois de matar o filho, Davi levou o corpo até o bairro Colinas do Sul, onde o enterrou em uma área de mata, nas imediações de uma antiga fábrica abandonada. O corpo foi encontrado dentro de um saco plástico preto, parcialmente coberto por terra, em uma cova rasa.

Desde o desaparecimento da criança, equipes da Polícia Militar realizaram buscas na região. A perícia ainda informou à TV Cabo Brancoque a criança apresentava uma queimadura no ombro, mas que, segundo os peritos, a marca teria sido causada pela exposição ao sol.

Enquanto isso, em Florianópolis, o suspeito se apresentou espontaneamente em uma delegacia e foi preso.

A Polícia Civil divulgou imagens registradas por câmeras de segurança que mostram o momento em que Davi Piazza sai do local onde o crime foi praticado em um carro de aplicativo, no Jardim Oceania. As imagens apontam o homem segurando uma trouxa de lençol. Segundo a Polícia Civil, o corpo da criança estava enrolado nesses lençóis.

Os motoristas por aplicativo, tanto o que levou o suspeito até o local onde o corpo foi enterrado, no Colinas do Sul, como o que transportou ele de volta, foram ouvidos durante o inquérito. Ainda segundo a Polícia Civil, ficou comprovado que o pai agiu sozinho e que o crime foi premeditado.

A causa da morte do menino foi asfixia. A informação foi divulgada pelo Instituto Médico Legal (IML) à época do crime.

Segundo o IML, a necropsia apontou que a criança foi morta por asfixia por sufocação. Outros exames, como o toxicológico, também foram feitos.

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Paraíba

Deputados eleitos em 2026 mudam perfil da ALPB, com mais mulheres e parlamentares de 45 a 49 anos

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A composição da Assembleia Legislativa da Paraíba muda de perfil entre 2022 e 2026. Dos 36 deputados eleitos neste ano, 8 são mulheres e 28 são homens. Em 2022, eram 6 mulheres e 30 homens.

A faixa etária que mais cresceu foi a de 45 a 49 anos: passou de 4 eleitos em 2022 para 10 em 2026. Também aumentou o número de deputados entre 35 e 39 anos, de 5 para 7. Já entre os eleitos de 40 a 44 anos, houve redução de 10 para 7.

A mudança também aparece entre os parlamentares mais velhos. A faixa de 55 a 59 anos caiu de 4 para 1 eleito, enquanto a de 60 a 64 anos passou de 4 para 1. Entre 65 e 69 anos, foram 3 eleitos em 2022 e 2 em 2026. Já a faixa de 70 a 74 anos passou de 1 para 2 deputados.

Outro dado é a redução dos extremos de idade. Em 2022, havia 2 eleitos entre 30 e 34 anos e um parlamentar entre 80 e 84 anos. Em 2026, há 1 deputado de 30 a 34 anos e nenhum eleito na faixa de 80 a 84 anos. Os dados são do DivulgaCandContas, do TSE.

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Brasil

Após indicar 11 nomes para o STF ao longo de três mandatos, Lula cogita tirar do presidente poder de indicação de ministros para a Suprema Corte

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após indicar 11 ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) ao longo de três mandatos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a discutir uma mudança no modelo de escolha dos integrantes da Corte.

Segundo o presidente nacional do PT, Edinho Silva, Lula questionou por que a indicação precisa ser uma atribuição exclusiva do presidente da República e levantou a possibilidade de ampliar a participação da sociedade no processo.

“Por que é o presidente da República que tem que indicar ministro do Supremo? Por que a sociedade civil não pode ser chamada para opinar?”, teria questionado Lula, segundo Edinho, em entrevista à CNN.

A ideia ainda está em discussão. De acordo com o dirigente petista, Lula pretende ouvir juristas antes de definir uma posição sobre uma eventual mudança. Atualmente, cabe ao presidente indicar os ministros, com aprovação do Senado.

Edinho também relacionou a crise envolvendo o Judiciário ao desempenho de Lula no primeiro turno das eleições. Segundo ele, parte da sociedade associou os problemas do STF ao governo federal, criando uma percepção de responsabilidade sobre o presidente.

Dos 11 ministros para o STF, quatro fazem parte da composição atual da Corte. São Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin  e Flávio Dino. O Supremo funciona atualmente com um magistrado a menos que o habitual devido à rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias ao cargo, em maio deste ano.

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CMJP

Dinho cobra “reciprocidade” de Leo após derrota e quer espaço na Prefeitura de João Pessoa


					Dinho cobra “reciprocidade” de Leo após derrota e quer espaço na Prefeitura de João Pessoa
divulgação/cmjp

O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Dinho Dowsley (MDB), decidiu cobrar a fatura política do prefeito Leo Bezerra (PSB) após a derrota nas urnas. Terceiro suplente do MDB na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Dinho quer agora espaço na gestão municipal e cobra do prefeito “reciprocidade” pela parceria política.

“Em política, a gente tem que ter reciprocidade. Se a gente é fiel, se a gente é parceiro, a gente precisa dos nossos espaços, precisa também de espaços políticos. Eu preciso saber qual o tamanho de Dinho. Tem que me respeitar. Eu tive 12 mil votos em João Pessoa. Precisamos fazer esse alinhamento político”, afirmou Dinho.

O vereador antecipou nesta terça-feira (6) que não deve mais concorrer ao cargo de vereador nas próximas eleições por “outros compromissos já firmado”. A partir do próximo ano, ele também perde o status de presidente do Legislativo, já que não pode concorrer a mais um biênio.

Dinho recebeu 22.611 votos na eleição para deputado estadual, mas não conseguiu uma das quatro cadeiras conquistadas pelo MDB na ALPB. Ficou atrás de Larúcia e Tovar e terminou como terceiro suplente da legenda.

A campanha ainda foi marcada por uma disputa judicial. Dinho concorreu sub judice depois de ter o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) com base em investigações de relações dele com facções criminosas.

Além da questão judicial, outro fator apontado nos bastidores para a derrota de Dinho foi a prioridade dada pela estrutura política ligada à Prefeitura de João Pessoa às campanhas de Hervázio Bezerra e Camila Toscano, respectivamente, pai e prima de Leo. Os dois foram eleitos para a ALPB juntamente como Felipe Leitão e Fábio Ramalho.

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Brasil

Futura foi o instituto que mais se aproximou do resultado das urnas no 1º turno da eleição presidencial

A pesquisa Futura foi a que mais se aproximou do resultado das urnas no primeiro turno da eleição presidencial de 2026, considerando a diferença entre os dois candidatos mais votados. Apenas Futura, Veritá e Palver acertaram qual candidato à Presidência que terminaria o 1º turno à frente.

O levantamento Futura ficou a apenas 0,33 ponto percentual da diferença registrada na votação oficial. Na sequência aparecem Veritá (1,38 p.p.), Paler (2,13 p.p.), Quaest (2,87 p.p.), Meio/Ideia (2,89 p.p.), AtlasIntel (4,77 p.p.), Datafolha (4,87 p.p.), Real Time Big (6,87 p.p.), Data BTG/Nexus (6,87 p.p.) e CNT/MDA (7,57 p.p.).

Na última pesquisa divulgada antes da eleição, a Futura apontava 44,8% para Flávio Bolsonaro e 42,6% para Lula, uma diferença de 2,20 pontos percentuais. Nas urnas, a vantagem foi de 1,87 ponto, com Flávio em 47,03% e Lula em 45,16%.

A pesquisa Futura ouviu 2 mil pessoas nos dias 2 e 3 de outubro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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Polêmica

De R$ 199 a R$ 15 mil: nova tabela de cartórios provoca reação e pressão sobre a Assembleia e TJPB

 

cartório
© ARQUIVO/FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

O que hoje custa R$ 199 poderá chegar a R$ 15.690. É essa conta que está provocando reação no mercado imobiliário da Paraíba diante da nova tabela de preços dos serviços notariais e de registro que tem previsão de entrar em vigor em janeiro de 2027.

A mudança está prevista na Lei Estadual nº 14.343/2026, de autoria do Tribunal de Justiça da Paraíba, e já mobiliza entidades ligadas ao mercado imobiliário e à construção civil.

O movimento ganhou força com um abaixo-assinado que pede à Assembleia Legislativa da Paraíba a revisão dos valores. O Creci-PB aderiu à mobilização e está convocando corretores de imóveis, familiares e parceiros para pressionar pela reavaliação da tabela.

A conta que assustou o mercado

Um dos exemplos apresentados em parecer técnico elaborado pelas entidades expõe o tamanho da preocupação: uma cobrança atualmente estimada em R$ 199 poderia alcançar R$ 15.690 com a nova sistemática.

A diferença representa mais de 78 vezes o valor atual.

Para o setor, a discussão vai muito além dos cartórios. O temor é que o aumento seja repassado para o consumidor e encareça operações como compra e venda de imóveis, registros, transferências e regularizações.

Em um mercado no qual o cidadão já precisa lidar com entrada, financiamento, impostos, escritura e registro, a possibilidade de uma nova despesa dessa magnitude acendeu o sinal de alerta.

Assembleia vira alvo da pressão

É justamente sobre os deputados estaduais que agora recai parte da pressão das entidades.

O abaixo-assinado solicita que a Assembleia Legislativa reveja a legislação antes que os novos valores passem a ser efetivamente cobrados.

A mobilização coloca os parlamentares diante de uma discussão incômoda: como equilibrar a remuneração dos serviços cartorários sem transformar atos necessários à vida civil e ao mercado imobiliário em uma conta proibitiva para o cidadão?

O setor quer que os números sejam reavaliados antes de janeiro de 2027.

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