O senador Rogério Marinho questionou neste domingo (12) o motivo de o governo Lula rejeitar a criação da CPMI sobre os atos de 8 de janeiro.
Em publicação no Twitter, o parlamentar comentou a fala do senador petista Humberto Costa de que o governo “vai investir pesadamente” contra o requerimento para criação da comissão.
“O que querem esconder?”, perguntou Marinho.
O Palácio do Planalto, como mostramos, ameaçou não pagar emendas aos deputados de primeiro mandato que endossaram a investigação entre Câmara e Senado.
O Brasil registrou neste domingo (18) mais 40.237 pacientes recuperados do coronavírus, totalizando 18.023.512 pessoas curadas da doença.
Somente nos últimos 15 dias, o país registrou quase 1 milhão de recuperados. O país havia superado a barreira dos 17 milhões de curados no dia 3 deste mês, totalizando naquele dia 17.033.808 pessoas curadas.
O número de curados da doença representa 93% do total de casos acumulados.
A quantidade de pessoas curadas no Brasil é mais de 22 vezes superior ao número de casos ativos (810.848), que são os pacientes em acompanhamento médico.
No mundo, estima-se que 174,1 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram, de acordo com o site Wolrdometers.
Cinco países da Europa autorizam a entrada de brasileiros: Croácia, Eslováquia, França, Irlanda e Suíça. A maioria das nações do continente ainda tem restrições relacionadas à disseminação da covid-19 no Brasil e à circulação de variantes mais transmissíveis do vírus.
Só Suíça e França dispensaram medidas de quarentena e de testagem para os brasileiros totalmente imunizados contra o vírus. Ou seja, quem tomou as duas doses da vacina, ou recebeu a de dose única. Para os 2 países, passageiros vindo do Brasil que não estão completamente vacinados têm que apresentar o motivo da viagem, teste negativo e passar 10 dias de quarentena antes de sair às ruas.
A França aceita 3 das 4 vacinas em aplicação no Brasil para autorizar a entrada de viajantes. A CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, não está na lista. Cerca de 39% da população brasileira recebeu a CoronaVac segundo dados de domingo (18.jul.2021) do Localiza SUS plataforma do Ministério da Saúde.
Leia quais são os imunizantes aceitos para entrada de brasileiros em alguns países:
Foto: Poder 360
Para outros países do mundo a entrada de brasileiros ainda demanda o cumprimento de medidas preventivas à covid.
Em julho, o Catar e o Marrocos também passaram a aceitar brasileiros totalmente imunizados. Se essa condição for atendida, não é preciso fazer quarentena ou teste para entrar nos países. No começo do mês a Madeira também anunciou que está recebendo estrangeiros imunizados com qualquer vacina. O arquipélago de cerca de 780 km² localizado no Oceano Atlântico, 700 km a oeste da costa africana, é uma região autônoma de Portugal.
Não era só uma gripe. Também não foi um resfriado na segunda vez e nem na terceira. Nas últimas três vezes em que precisou procurar um hospital porque tinha febre e dores no corpo, a cozinheira Rebeka Araújo Pereira, 36, recebeu o mesmo diagnóstico: covid-19.
O resultado triplo não surpreendeu apenas Rebeka, mas também a médica: “Como não estava com os outros exames, ela achou que era mentira”, contou Rebeka.
A cozinheira, no entanto, guardou todos os exames do tipo RT-PCR —o mais preciso— e mostrou ao UOL. Os testes positivos datam de:
5 de dezembro de 2020,
6 de abril de 2021, e
5 de julho de 2021.
Uma semana sem paladar
Rebeka conta que tomava todas as precauções, saindo de casa só para ir ao supermercado e trabalhar. Mesmo com máscara e higienizando as mãos frequentemente, acabou contaminada e sentiu os sintomas em 25 de novembro. “Já era noite quando fiquei com muita febre. Foram três dias com dores no corpo”, conta.
No dia seguinte, procurou um hospital de campanha na cidade de São Vicente, no litoral paulista, onde mora. “Fiz o exame PCR, mas a médica disse que demorava 15 dias pra ficar pronto, então me mandou pra casa de quarentena”, lembra. Quando o isolamento acabou, ela não foi buscar o exame, e voltou a trabalhar. Três meses depois, voltou a sentir uma dor de cabeça persistente.
“Fui trabalhar mesmo assim, mas queimei a carne e uma colega precisou me avisar: ‘tá queimando!’. Como não havia tomado café naquele dia, foi só nessa hora que percebi que não estava sentindo nem cheiro e nem gosto.”.
Sistema imunológico mais fraco?
De acordo com o infectologista Noaldo Lucena, da Fundação de Medicina Tropical de Manaus,”é uma pessoa que deveria ter sido vacinada o mais rápido possível, porque talvez seu sistema imunológico tenha alguma deficiência que a torna mais sensível ao coronavírus”.
“Cada sistema imunológico é único. Mesmo os de gêmeos univitelinos são diferentes”, afirma. “Algumas pessoas são naturalmente resistentes a algumas doenças, como aquelas que não contraem HIV. Já outras são mais frágeis do que a média geral.”
O médico, que se infectou duas vezes por covid, diz que não basta ter anticorpos após a infecção. “Eles precisam ser eficientes: são os anticorpos neutralizantes, que devem existir em quantidade suficiente para combater o vírus”, explica. “Isso também é individual.”
Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde de julho, o primeiro caso de reinfecção por covid-19 foi identificado em dezembro do ano passado, quando um morador do Rio Grande do Norte foi contaminado novamente na Paraíba. Desde então, “foram registrados 37 casos de reinfecção no país em 12 unidades federadas.”
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou neste domingo (18) que ainda não errou “nenhuma” durante o combate à pandemia do coronavírus. A declaração foi dada a jornalistas logo depois de receber alta hospitalar. Bolsonaro ficou 5 dias internado no hospital Vila Nova Star, em São Paulo.
“Na Guerra do Pacífico, não tinha sangue para os feridos. Resolveram botar água de coco e deu certo. Tem que buscar alternativas [no combate à Covid]. Com todo o respeito: eu não errei nenhuma ainda. Até quando lá atrás eu zerei os impostos da vitamina D, nós não erramos em absolutamente nada“, disse o chefe do Executivo a jornalistas.
Segundo Bolsonaro, o tratamento alternativo ao Covid “não é chute, mas sim estudo“. Complementou que não entende o porquê de “criminalizarem qualquer possibilidade de se descobrir uma alternativa ou remédio contra Covid“.
O presidente também criticou a efetividade da Coronavc e citou a reinfecção do governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP). “A Coronavac, pelo o que tudo indica, está a com eficácia muito baixa. Olha no Chile. O próprio governador daqui pegou Covid pela 2ª vez, apesar dele dizer que respeitava todos os protocolos. Acabou com reinfecção, segundo ele disse“, afirmou Bolsonaro.
Bolsonaro ainda afirmou que pretende avançar os estudos sobre a proxalutamida para combater a pandemia, mesmo que “de forma ainda não comprovada cientificamente, tem curado gente“, disse.
O Brasil tem capacidade para imunizar 70% da população com as duas doses da vacina contra a covid-19 até dezembro, caso mantenha a média atual de um milhão de doses aplicadas por dia. A taxa é considerada ideal para que a vacina seja capaz de controlar a transmissão do vírus. No entanto, especialistas afirmam que o País precisa superar problemas como a imprevisibilidade na entrega de vacinas e a baixa adesão à 2ª dose para atingir a marca.
É preciso vacinar completamente cerca de 147 milhões de brasileiros para alcançar essa cobertura. Entre compras e doações, o Brasil terá 41 milhões de doses da Janssen, de aplicação única, até o fim do ano — 3,8 milhões já chegaram. Outras 106 milhões de pessoas terão de ser vacinadas no esquema de duas doses. Ao todo, o País deve aplicar 253 milhões de doses para imunizar 70% da população.
Considerando que o Brasil já aplicou cerca de 115,7 milhões de vacinas — entre 1ª dose, 2ª dose e dose única —, ainda precisamos aplicar 137,3 milhões de doses. Os dados são do Ministério da Saúde e podem ter defasagem. E o País tem vacinado um milhão de pessoas por dia, em média, há pelo menos um mês. Por isso, e com base nas entregas previstas para os próximos meses, estima-se que esse volume irá se manter.
O Brasil é o país com o maior gasto anual de dinheiro público com campanhas eleitorais e partidos em um ranking com 26 países. A comparação é feita pelo Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) e considera o orçamento dos fundos eleitoral e partidário.
A LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), aprovada pelo Congresso Nacional na 5ª feira (15), pode elevar o Fundo Eleitoral para R$ 5,7 bilhões. O novo valor faria o gasto com as eleições e os partidos políticos subir de US$ 446 milhões anuais para US$ 789 milhões anuais.
O valor antigo do Fundo Eleitoral já colocava o Brasil como líder no gasto público entre os países pesquisados. O novo valor amplia a distância para os outros países. O Brasil teria 2,5 vezes o gasto do 2º colocado no ranking, o México (US$ 307,08 milhões por ano). Em relação aos países da América do Sul, a distância é ainda maior. O Chile gasta US$ 23,27 milhões; a Argentina, US$ 12,52 milhões.
O pesquisador responsável pelo estudo, Luciano Irineu de Castro, afirma que “o sistema político brasileiro beneficia a si mesmo”. Ele diz que o controle popular pode ser uma forma de aproximar o país da realidade mundial.
O Fundo Eleitoral brasileiro é o principal mecanismo de financiamento dos candidatos. O financiamento de campanhas eleitorais por parte de empresas foi vetado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2015.
O valor do fundo é decidido pela LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e é dividido entre os partidos políticos que decidem como bancar as campanhas. Em 2020, ano de eleição municipal, o valor estabelecido foi de R$ 2 bilhões. Em 2018, nas eleições gerais, foi de R$ 1,7 bilhão.
A decisão do Congresso de quase triplicar o valor do fundo para a eleição de 2022 trouxe críticas de congressistas da oposição e do governo. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ainda pode vetar o aumento. O veto tem sido pedido por políticos e pela população nas redes sociais.
Em 2020, Bolsonaro ameaçou vetar o Fundo Eleitoral, na época de R$ 2 bilhões para as eleições municipais. Mas o presidente sancionou a LDO do ano sem nenhum veto.
A França anunciou neste sábado (17) que a entrada de turistas completamente imunizados contra a Covid-19 está liberada, independentemente do país de origem. Com isso, viajantes brasileiros também poderão ir ao país.
Será aceita a entrada apenas de pessoas que receberam doses de imunizantes aprovados pela agência de saúde europeia: os da AstraZeneca, Moderna, Pfizer ou Janssen. Além disso, é preciso esperar sete dias entre a segunda dose e a viagem, ou 28 dias no caso de aplicação do imunizante da Janssen, de dose única.
Segundo Caroline Putnoki, diretora para América do Sul da À Tout France, agência oficial de desenvolvimento turístico do país, será preciso apresentar o certificado da vacina e uma declaração de que o viajante não possui sintomas nem teve contato com pessoas com Covid.
Detalhes sobre como estrangeiros poderão emitir o “passe sanitário” para frequentar lugares de cultura e lazer, além de como será o controle de viagens de crianças ainda não foram anunciados.
Antes da mudança, passageiros vindos do Brasil só poderiam entrar no país caso tivessem um motivo válido, chamado de “imperioso”, como reagrupação familiar ou residência na França.
O Brasil dobrou o número de armas nas mãos de civis em apenas três anos, de acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta quinta-feira (15).
Em 2017, segundo a Polícia Federal, o Sistema Nacional de Armas (Sinarm) contabilizava 637.972 registros de armas ativos. Ao final de 2020, o número subiu para 1.279.491 – um aumento de mais de 100%.
Além disso, o número de pessoas físicas que pediram registros para atuarem como caçadores, atiradores desportivos e colecionados (os chamados CACs) ao Exército Brasileiro aumentou 43,3% em um ano: de 200,1 mil pessoas, em 2019, para 286,9 mil, em 2020.
O crescimento no número de registros ocorreu no Brasil como um todo, mas em algumas unidades da federação o aumento foi muito maior que a média nacional. Onze unidades tiveram aumento superior aos 100% desde 2017, como o Distrito Federal, que saltou de 35.693 registros para 236.296 em 2020, um aumento de 562%.
Além de novas pessoas se cadastrando para ter armas, houve também um aumento do arsenal. Decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro e a formalização da PF, em agosto de 2020, para a compra de quatro armas de fogo por pessoa, fizeram com que mais armas entrassem em circulação. Foram registradas 186.071 armas novas por civis, um aumento de 97,1%.
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