Política

TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER: Prefeito de Santa Rita raspa cabeça em apoio à deputada e esposa Jane Panta

O prefeito de Santa Rita, Emerson Panta (PP), compartilhou nesta segunda-feira (10), nas suas redes sociais, um momento emocionante.

Em apoio a sua esposa, a deputada estadual Jane Panta (PP), que vem enfrentando uma batalha contra o câncer de mama, o gestor raspou a cabeça, em sinal de solidariedade à esposa.

“Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença – sempre estaremos juntos @drajanepanta ! Eu e a família que construímos com a base sólida do amor e do companheirismo. Um amor que dá gestos. O afeto em ação”, escreveu o prefeito.

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Política

”Quem fez o ‘L’ já se arrependeu”, diz Cabo Gilberto sobre os 100 dias do governo Lula

Com o pé no PL de Bolsonaro, Cabo Gilberto anuncia apoio a Nilvan ao governo

O terceiro mandato do presidente do Brasil  Luiz Inácio Lula da Silva completa 100 dias nesta segunda-feira (10) e o desempenho do gestor divide opiniões. A principal luta do presidente tem sido conseguir apoio para dar encaminhamento de pautas no congresso nacional. E esse apoio é bastante necessário, já que ele enfrenta oposição ferrenha da oposição, sobretudo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O deputado paraibano Cabo Gilberto, por exemplo, classificou o governo como desastroso e que espera dias melhores. “Um desastre. Milhares de pessoas que fizeram o L estão arrependidos. Um governo que prometeu muito e nada fez”.

Em pouco mais de três meses, o destaque da gestão foi, principalmente, a retomada de programas sociais da gestão anterior do próprio presidente e da ex-presidenta Dilma Rousseff, mas que haviam sido abandonados ou tiveram forte redução orçamentária nos últimos anos.

Outras promessas e metas de campanha ainda dependem de mais tempo e do Congresso Nacional para deslanchar.

Clickpb

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Brasil

PODER DATA: Avaliação de Haddad é pior que a de Lula; Veja números

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, faz um trabalho “bom” ou “ótimo” para 1 em 4 eleitores que o conhecem bem ou de ouvir falar, segundo pesquisa PoderData. Já 22% dos entrevistados consideram a condução de Haddad “ruim” ou “péssima”. Outros 23% disseram não saber.

A pesquisa foi realizada de 2 a 4 de abril de 2023. Portanto, do 92º ao 94º dia do 3º mandato de Lula –poucos dias depois da apresentação do novo teto de gastos. Em 30 de março, o ministro da Fazenda apresentou o marco fiscal –chamado por integrantes do governo de “novo arcabouço fiscal”– que será adotado durante a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A regra limita alta de gastos a 70% da elevação da receita e pretende zerar o deficit do país até 2024.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 2 a 4 de abril de 2023, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 233 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Fernando Haddad, neste momento, é o ministro com mais visibilidade e que comanda a área mais sensível no governo Lula. A pesquisa PoderData mostra seu ponto de partida no mapa da opinião pública –e, no futuro, a viabilidade de uma eventual candidatura sua ao Planalto. Nesse momento, a pesquisa mostra o “ponto zero” de Haddad.

Se o governo Lula parece ainda não ter mostrado a que veio nos olhos do eleitorado, com Haddad isso tem ainda mais intensidade: as taxas altas de “regular” e “não sei” indicam que o ministro tem o benefício da dúvida, mas seu nome também não tem grande carga positiva inicial.

HADDAD X GUEDES

Em 2020, ainda no governo de Jair Bolsonaro (PL), o PoderData questionou os entrevistados sobre a avaliação do então ministro da Economia, Paulo Guedes. Diferentemente de Haddad, à época, Guedes tinha avaliação bem próxima à do então presidente. Enquanto o desempenho do chefe do Executivo era “ótimo”/“bom” para 39% dos eleitores, Guedes tinha aprovação de 34%.

Sem pandemia e 3 anos depois, a situação com Haddad é outra. O trabalho de Lula tem a mesma taxa de avaliação positiva de Bolsonaro em 2020: 39%. Entretanto, a aprovação do trabalho de Haddad tem taxa 15 p.p. mais baixa que a do chefe do Executivo atual.

Poder360

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Brasil

Presidente do PL, Valdemar Costa Neto é internado em Brasília

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sentiu um mal-estar neste domingo, 9, e foi internado no Hospital Sírio Libanês, em Brasília. Ele passará por um cateterismo nesta segunda-feira, 10, porque teve dor no peito quando estava numa viagem pelo Nordeste.

Segundo a assessoria do PL, Costa Neto está bem e foi internado por precaução. Ex-deputado, o presidente do PL aposta agora numa estratégia que prevê viagens do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle pelo País, com o objetivo de reforçar o partido. Os dois são filiados ao PL, que tem planos de eleger 1.000 prefeitos em 2024.

Bolsonaro retornou recentemente de Orlando, nos Estados Unidos, onde permaneceu três meses, e hoje é presidente de honra do PL. Michelle, por sua vez, comanda o PL Mulher.

Costa Neto quer que Bolsonaro seja novamente candidato ao Palácio do Planalto, em 2026. Mas, se o ex-presidente ficar inelegível – uma vez que é alvo de processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF) –, Costa Neto defende a candidatura de Michelle. Bolsonaro não aprova ideia e já disse que ela “não tem vivência política”.

Estadão

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Brasil

Lula chega aos 100 dias de governo sem base consolidada nem marca petista no Congresso

Nesses três meses e meio de governo, Lula adotou novas políticas públicas e relançou programas sociais — alguns de forma turbinada — como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e o Mais Médicos, por exemplo. Contudo, nenhuma das iniciativas passou ainda por votação no Congresso. Portanto, não houve a análise de texto que dependesse ou mostrasse a força da base aliada do presidente. O teste está por vir nos próximos meses.

A primeira prova de fogo diz respeito à aprovação de Medidas Provisórias (MPs) editadas por Lula, que inclusive formalizam e embasam grande parte das iniciativas adotadas pela administração federal, como os próprios programas citados acima.

O governo se vê em meio a um conflito em torno do modelo de tramitação das MPs entre as cúpulas da Câmara dos Deputados e do Senado, e busca salvar seus textos antes que percam o efeito a partir de junho. As MPs têm força de lei assim que publicadas no Diário Oficial da União, mas precisam ser aprovadas em até 120 dias pelo Congresso para que não tenham a validade encerrada.

Sem conseguir resolver o impasse, o governo até conseguiu um acordo para a análise dos conteúdos de 12 das 13 primeiras MPs de Lula. No entanto, parte será transformada em projetos de lei de urgência e emergência ou incorporada a outros textos em tramitação. O caminho será mais longo e dependente de uma base aliada no Parlamento para que as MPs sejam aprovadas com o mínimo de mudanças.

A expectativa do governo é que as primeiras comissões mistas para as MPs comecem a funcionar nesta semana. A previsão inicial era que a instalação fosse em 4 de abril, mas foi adiada por risco de falta de quórum perto do feriado de Páscoa e últimos ajustes na negociação do governo com a cúpula do Congresso.

O retorno das comissões mistas na tramitação de MPs pode ajudar a gestão de Lula no sentido de equilibrar a análise dos textos entre Câmara e Senado – onde há um ambiente mais pró-governo –, já que os colegiados são formados por 12 deputados e 12 senadores. Ou seja, com o mesmo peso entre ambas as Casas Legislativas.

Cenário da base de apoio na Câmara e no Senado
Líderes governistas avaliam que contam com uma maioria dentre os 81 senadores que dê até para tocar Propostas de Emenda à Constituição (PECs) na Casa, a depender do tema, embora ainda prefiram não arriscar. As PECs precisam do apoio de ao menos três quintos tanto da Câmara quando do Senado: 308 deputados e 49 senadores.

Na Câmara, porém, a situação é mais volátil e nebulosa. Os 464 dentre os 513 deputados federais que reelegeram Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara, com o apoio do governo, não são a base aliada de Lula na Casa.

Atualmente, a base de apoio a Lula é formada pelos partidos PT, PCdoB, PV, MDB, PSD, PDT, PSB, Psol, Rede, Avante e Solidariedade. Somados, são cerca de 220 deputados.

O União Brasil, partido formado a partir da fusão do Democratas com o PSL (pelo qual Jair Bolsonaro foi eleito em 2018), figura como a maior incógnita de votação até o momento. Apesar de ter três ministérios, a legenda se diz independente e abriga vários parlamentares com histórico de anos de antipetismo.

Além disso, o governo ainda aposta em atrair deputados tidos como independentes e até mesmo de siglas de oposição que não são tão fieis ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), principal antagonista a Lula na política nacional.

O Republicanos, por exemplo, é uma das siglas que se coloca como independente e que está na lista de prioridades das tentativas de aproximação do governo. Com 42 deputados, o partido recentemente formou um bloco parlamentar com o PSD e MDB — que apoiam o governo Lula –, fato que deu esperanças ao governo de conseguir mais votos da legenda.

O governo tem tido mais dificuldade de entrar nas bancadas do agronegócio, da segurança pública e evangélica. Há diálogo com parlamentares desses grupos, porém, a maioria deles não está alinhada com a gestão petista.

Até aqui, o Planalto tem apostado nas moedas de troca mais tradicionais da política brasileira para atrair os congressistas: distribuição de emendas do Orçamento e cargos, principalmente no segundo e no terceiro escalão da administração pública federal.

Diferentemente do governo Bolsonaro, o presidente Lula defendeu que mais políticos ocupassem cargos de destaque na Esplanada dos Ministérios. MDB, PSD e União Brasil foram as principais siglas de centro e de direita que indicaram ministros.

O governo ainda busca tirar tanto poder sobre as emendas das mãos dos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A ideia é que o Planalto tenha maior controle sobre o tempo e destino da distribuição delas aos parlamentares.

Nos bastidores, ala de deputados reclama que recursos não foram distribuídos como acham que deveriam já ter sido. A previsão é que os parlamentares sejam mais contemplados às vésperas de votações importantes no Congresso para o governo, como no caso de MPs e da reforma tributária.

Sem marca petista no Congresso

Até o momento, não houve uma ideia gestada pelo governo Lula que tenha virado uma nova marca essencialmente petista no Congresso Nacional.

Uma série de medidas batizada como “pacote da democracia” anunciada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, em janeiro, após os atos criminosos do início do ano, não saiu do papel nem começou a tramitar.

Algumas das propostas do pacote, como a criação de uma Guarda Nacional permanente, no lugar da Força Nacional, já foram discutidas no Parlamento no passado e enfrentam resistências. Novas regras para as redes sociais, com o objetivo de combater fake news, devem ser incorporadas em um projeto em discussão, mas sem previsão de ser votado.

Nesses primeiros meses do ano, os aliados de Lula têm trabalhado em aprovar um novo marco fiscal e uma reforma tributária. A intenção do governo é aprovar ambas as matérias ao menos na Câmara ainda neste primeiro semestre. Se bem-sucedidas, devem se tornar as primeiras marcas do novo governo Lula aprovadas no Congresso.

Os assuntos de que tratam as Medidas Provisórias de Lula, caso aprovadas com o teor original dos textos editados pelo presidente ou mudanças mínimas, também têm o potencial de se tornarem marcas petistas que mostrem a força do governo no Congresso. Até porque grande parte é formada por reedições de programas de gestões petistas do passado ou políticas.

CNN

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Política

Comissão da Câmara tem mais de 9 mil projetos engavetados


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados tem mais de 9 mil projetos engavetados, aguardando análise dos parlamentares. O levantamento que aponta os números foi solicitado a pedido do novo presidente do colegiado, deputado Rui Falcão (PT-SP), que assumiu o comando da CCJ no último dia 15 de março.

Entre os projetos parados na CCJ estão os que versam sobre metodologias para a redução dos índices de violência nas escolas. O tema ganhou destaque nos últimos dias depois que dois ataques a escolas deixaram como vítimas fatais uma professora e quatro crianças, em dois estados diferentes.

“Juntando todos os projetos, temos mais de 9 mil propostas estocadas na CCJ. Estou designando relatores, mas esse é um processo demorado, e os líderes precisam ajudar a indicar os relatores”, disse ao Congresso em Foco Rui Falcão.

Cogressso em foco

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Brasil

AUGUSTO DE FRANCO: “O governo Lula continua no palanque”

O escritor Augusto de Franco, colunista de Crusoé, considera que, nestes primeiros 100 dias de mandato de Lula, o governo continua no palanque.

“Nós estamos vivendo uma prorrogação do processo eleitoral. Mas o governo Bolsonaro já não existe mais”, diz Franco. “Acontece que, na falta de projetos que causem o impacto que Lula e o PT gostariam, eles estão tentando manter vivo o embate com o bolsonarismo. Dá até a impressão que Bolsonaro é quem governa, e que o PT é a oposição.”

Em entrevista ao jornalista Rodolfo Borges, o escritor comenta o mote dos 100 dias de governo Lula, “o Brasil voltou“.

“O Brasil voltou. Esse é o lema da propaganda oficial, chapa-branca. Na verdade, o PT voltou. Mas o partido voltou numa situação muito diferente daquela em que ele esteve antes do impeachment de Dilma Rousseff, as condições objetivas para fazer o que o partido pretende não se reúnem mais“, diz Augusto de Franco. “O PT sabe que o Brasil mudou, o mundo mudou nesse período. Vinte anos depois não é a mesma coisa que o primeiro mandato de Lula. No entanto, a sigla acha que a sua volta reuniu as condições objetivas para o PT retomar a sua estratégia de conquistar a hegemonia sobre a sociedade, a partir do Estado controlado pelo partido.”

Veja entrevista completa:

O Antagonista

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Brasil

Autoridades ucranianas criticam proposta de Lula para acabar com a guerra


Foto: REUTERS/Adriano Machado

Autoridades ucranianas manifestaram, nas redes sociais, que o país não não fará concessões territoriais, em especial, com relação à Crimeia, em troca da paz. As declarações foram feitas um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugerir que a Ucrânia poderia ceder a península à Rússia.

“O que Putin quer? Ele não pode ficar com o território da Ucrânia. Talvez nem se discuta a Crimeia, mas, o que ele invadiu de novidade, vai ter que repensar”, afirmou o presidente.

No Facebook, o porta-voz da diplomacia da Ucrânia, Oleg Nikolenko, afirmou que a Ucrânia agradece os esforços do presidente Lula para encontrar uma solução para o conflito. No entanto, ele complementou: “Não há nenhuma razão legal, política ou moral pela qual temos de ceder pelo menos um centímetro de terra ucraniana”.

Nikolenko comentou ainda que qualquer esforço de mediação para restabelecer a paz deve ser baseado no respeito pela soberania do país.

O diplomata ucraniano aposentado Olexander Scherba também utilizou as redes sociais para criticar Lula. No Twitter, ele questionou se o chefe do Executivo brasileiro aplicaria a declaração a si mesmo.

“Presidente do Brasil Lula da Silva: ‘Zelensky não pode querer tudo!’ Defina ‘tudo’, por favor! A soberania da Ucrânia sobre sua própria terra? Você aplicaria esse princípio a si mesmo?”

CNN Brasil

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Paraíba

Prefeito paraibano vira alvo da “Malhação do Judas” após negar peixe na Semana Santa

Um boneco do prefeito da cidade de Capim-PB, Tiago Lisboa, foi confeccionado e colocado amarrado pelo pescoço em uma árvore, para a malhação do Judas da Semana Santa.

O argumento para justificar o fato de Tiago Lisboa ser “malhado” como o Judas esse ano é que diferente das cidades da região, o prefeito Tiago não teria distribuído o tradicional peixe da semana santa.

A “malhação de Judas” é uma tradição vigente em diversas comunidades católicas, que foi introduzida na América Latina pelos espanhóis e portugueses. Acontece, geralmente, na madrugada da sexta para o Sábado de Aleluia e simboliza a morte de Judas Iscariotes.

Consiste em surrar um boneco do tamanho de um homem, forrado de serragem, trapos ou jornal, pelas ruas e atear fogo a ele, normalmente ao meio-dia, mas em alguns locais o boneco é arrastado pelas ruas ainda pela madrugada.

No Brasil é comum enfeitar o boneco com máscaras ou placas com o nome de políticos, técnicos de futebol ou mesmo personalidades.

Até a manhã deste sábado (8) nem o prefeito e nem sua assessoria havia se pronunciado.

Blog do BG PB

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Brasil

Governo Lula descumpre transparência e não divulga despesas com viagens

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem atuado de forma contraditória com o que foi prometido durante a campanha eleitoral em relação à transparência. Respostas via Lei de Acesso à Informação (LAI) de pedidos feitos pelo Estadão não respeitam pareceres já divulgados pela Controladoria-Geral da União (CGU) e direcionamentos previstos na legislação. Uma das negativas foi do Ministério da Economia, que se recusou a compartilhar a lista de entradas e saídas do prédio da pasta durante os primeiros meses de 2023. O Ministério da Economia foi extinto por Lula, mas sua estrutura de gestão permanece, mesmo após a divisão entre as pastas da Fazenda, Gestão, Planejamento, Indústria e Povos Indígenas.

Para a Casa Civil da Presidência, a reportagem pediu acesso aos gastos das viagens nacionais e internacionais de Lula. Mas o pedido foi negado também.

Para justificar a negativa ao compartilhamento de dados sobre quem visitou o Ministério da Fazenda, a pasta afirmou que o conteúdo dos registros é “informação que gira em torno do conhecimento sobre informações pessoais” e que, para processar esses dados, teria um trabalho adicional. A decisão destoa do posicionamento de outros órgãos do governo, como Defesa, Turismo, Infraestrutura e Vice-Presidência, que enviaram os dados após receberem o mesmo pedido da Economia, por exemplo.

Nos últimos anos, a CGU emitiu diversos pareceres favoráveis à divulgação dos registros de entradas e saídas dos prédios públicos, afirmando que essas informações são públicas. Em fevereiro deste ano, o órgão reiterou a decisão.

A justificativa de trabalho adicional como negativa é amparada pelo artigo 13 da Lei de Acesso à Informação que define que não serão atendidas solicitações que exijam atividades a mais de análise, interpretação ou consolidação de dados. Entretanto, o mesmo artigo exige que, caso o órgão utilize dessa alegação, devem ser enviadas informações extras como a quantidade de horas necessárias para realizar o tratamento indicado. Na resposta ao pedido não foi enviado esse detalhamento.

No dia 29, o Estadão entrou com recurso para que a resposta do ministério fosse revista. O período de reavaliação foi finalizado na última terça-feira e a resposta foi uma nova negativa.

Viagens

Para a Casa Civil da Presidência da República, o Estadão pediu, por meio da LAI, acesso aos gastos das viagens nacionais e internacionais de Lula. Em resposta, o órgão afirmou que não poderia enviar essas informações devido, principalmente, ao artigo 24 da Lei de Acesso à Informação que define que “as informações que puderem colocar em risco a segurança do Presidente e Vice-Presidente da República e respectivos cônjuges e filhos(as) serão classificadas como reservadas e ficarão sob sigilo até o término do mandato em exercício ou do último mandato, em caso de reeleição”.

Entretanto, os gastos com viagens oficiais exigem prestação de contas, conforme a LAI, já que se utiliza de recursos oriundos de cofres públicos. No governo de Jair Bolsonaro, marcado por negar o acesso a centenas de informações públicas, os gastos com viagens eram divulgados, ao longo do mandato, pela Secretaria-Geral da Presidência.

Regra consolidada

Diretora de programas da organização Transparência Brasil, Marina Atoji avalia que a negativa em divulgar informações cujo acesso é garantido pela LAI evidencia dificuldades do governo em cumprir uma regra já consolidada. “Esse descompasso deixa a impressão de que a lei não está funcionando, seja por essa falta de padronização de entendimentos, seja pela negativa a dados básicos.”

Em nota, o Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas lembrou a publicação da CGU deste ano. “Exceção é reservada a informações pessoais sensíveis, como dados de visitantes de órgãos de defesa de direitos humanos ou hospitais.”

Cofundador da agência de dados especializada no acesso à informação Fiquem Sabendo, Bruno Morassutti defende um posicionamento mais enfático de Lula. “É importante que o presidente, na posição de chefe do Executivo, reitere a importância da transparência pública e tome as medidas para fazer com que as decisões antigas, contrárias ao acesso à informação, sejam revertidas, e, naqueles casos de órgãos que insistem em negar acesso à informação, punir esses agentes públicos”, disse. l

O que diz a lei

Esferas

A Lei de Acesso à Informação é aplicável aos três Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. Na esfera federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) é o órgão central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.

Regras

A lei institui como princípio fundamental que o acesso à informação pública é a regra, e o sigilo somente a exceção. Os pedidos de acesso à informação podem ser encaminhados por qualquer cidadão ou pessoa jurídica por meio de um sistema eletrônico.

Prazos

As respostas precisam ser enviadas pelos órgãos competentes em até 20 dias, prorrogável por mais 10 dias, mediante justificativa.

Identidade

Os órgãos e entidades públicas devem proteger as informações pessoais dos cidadãos que pedem acesso a informações públicas.

Estadão

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