
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, faz um trabalho “bom” ou “ótimo” para 1 em 4 eleitores que o conhecem bem ou de ouvir falar, segundo pesquisa PoderData. Já 22% dos entrevistados consideram a condução de Haddad “ruim” ou “péssima”. Outros 23% disseram não saber.
A pesquisa foi realizada de 2 a 4 de abril de 2023. Portanto, do 92º ao 94º dia do 3º mandato de Lula –poucos dias depois da apresentação do novo teto de gastos. Em 30 de março, o ministro da Fazenda apresentou o marco fiscal –chamado por integrantes do governo de “novo arcabouço fiscal”– que será adotado durante a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A regra limita alta de gastos a 70% da elevação da receita e pretende zerar o deficit do país até 2024.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 2 a 4 de abril de 2023, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 233 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
Fernando Haddad, neste momento, é o ministro com mais visibilidade e que comanda a área mais sensível no governo Lula. A pesquisa PoderData mostra seu ponto de partida no mapa da opinião pública –e, no futuro, a viabilidade de uma eventual candidatura sua ao Planalto. Nesse momento, a pesquisa mostra o “ponto zero” de Haddad.
Se o governo Lula parece ainda não ter mostrado a que veio nos olhos do eleitorado, com Haddad isso tem ainda mais intensidade: as taxas altas de “regular” e “não sei” indicam que o ministro tem o benefício da dúvida, mas seu nome também não tem grande carga positiva inicial.
HADDAD X GUEDES
Em 2020, ainda no governo de Jair Bolsonaro (PL), o PoderData questionou os entrevistados sobre a avaliação do então ministro da Economia, Paulo Guedes. Diferentemente de Haddad, à época, Guedes tinha avaliação bem próxima à do então presidente. Enquanto o desempenho do chefe do Executivo era “ótimo”/“bom” para 39% dos eleitores, Guedes tinha aprovação de 34%.
Sem pandemia e 3 anos depois, a situação com Haddad é outra. O trabalho de Lula tem a mesma taxa de avaliação positiva de Bolsonaro em 2020: 39%. Entretanto, a aprovação do trabalho de Haddad tem taxa 15 p.p. mais baixa que a do chefe do Executivo atual.

Poder360







Foto: Reprodução/Min. Fazenda
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