Polêmica

Economista posta imagem de coletes da Braiscompany e ironiza: “Comprei um hoje”

O economista e influencer Tiago Reis, criador da casa de análises Suno Research, voltou a publicar sobre a Braiscompany em um tweet na noite de terça-feira (28). Com ironia, Reis postou uma imagem de dois coletes com o nome da empresa e escreveu: “Comprei um hoje”.

A Braiscompany, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal no último dia 16, é investigada por vários crimes, dentre eles, crime contra a economia popular, por supostamente atuar no ramo de criptomoedas como uma pirâmide financeira. Os responsáveis pela empresa, Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos, estão foragidos desde então.

A publicação de Tiago Reis gerou vários comentários críticos à Braiscompany, além de gargalhadas. “Toin vai te pegar”, brincou o usuário ‘@agiotadab3’, se referindo ao apelido que Ais ganhou nas redes sociais.

“Não se vê mais desses aqui em Campina Grande/PB”, escreveu ‘@ArthurSa13’. Campina Grande é onde fica a sede da Brascompany. “Cafona, hein”, brincou outro usuário, @ricardogavassi.

Um dos comentários parece ironizar um antigo embate entre Reis e a Braiscompany que supostamente teria gerado um processo na justiça, mas detalhes sobre isso nunca foram revelados. “Mais um processo a caminho!”, comentou ‘@evandrogalindo’

Em um tweet no último dia 9, Tiago Reis se defendeu de críticas que, segundo ele, vinha sofrendo de funcionários da Braiscompany, porque teria perdido um processo contra a empresa – algo que ele nega. “Hoje notificamos a Brais Company”, disse Reis no início da publicação.

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Polêmica

Sem dinheiro para dar entrada em processos, vítimas da Braiscompany pedem gratuidade à Justiça

Manhã Cripto: Braiscompany manteve empresa de fachada no Reino Unido; Solana retoma operações após pane e Bitget faz nova aposta no Brasil | Portal do Bitcoin
Sem dinheiro para bancar processos, clientes da Braiscompany estão solicitando à Justiça da Paraíba gratuidade em processos impetrados contra a empresa investigada por crimes contra o sistema financeiro e o mercado de capitais. As ações se multiplicam desde que a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Halving, no dia 16 de fevereiro, para investigar as supostas irregularidades.

URGENTE: Juiz decreta prisão preventiva dos donos da Braiscompany e manda avisar à Interpol

Várias ações foram impetradas nesta terça-feira (28), em que os clientes afirmam à Justiça estarem sem condições de bancar os processos, já que parte considerável de suas receitas foi comprometida com o investimento realizado junto à Braiscompany em contratos de cessão temporária de criptoativos.

Polícia Federal lança cadastro de vítimas da BraisCompany para auxiliar investigações

Apesar de entre os clientes da empresa haver pessoas com alto poder aquisitivo, casos que geram repercussão na imprensa, muitos são de classe média ou de baixa renda, pessoas humildes. De acordo com a maioria desses clientes, não é possível arcar com as custas do processo sem prejuízo do próprio sustento e das famílias.

CASO BRAISCOMPANY: Quem paga essa conta e de quem é a culpa?

Um exemplo é de uma professora de Campina Grande, que tinha dois contratos com a Braiscompany, no valor de R$ 60.000, e que parou de receber os recursos referentes ao “aluguel” dos criptoativos desde o mês de janeiro.  “Resta totalmente demonstrada a fragilidade do negócio firmado e a iminente possibilidade de grande prejuízo e impacto financeiro na vida da Autora, que teve seus sonhos frustrados e, agora, vê seu patrimônio prestes a ser lapidado”, diz a professora em um dos trechos da ação de rescisão contratual.

Outro caso é o de um empresário do município de Barra de Santa Rosa, no Curimataú do estado, que tinha um contrato de R$ 9 mil com a Braiscompany. Em pedido a Justiça, alega que não tem condições financeiras de bancar o processo.  “O Suplicante, não dispõe de renda certa que possa garantir mensalmente o sustento próprio e de sua família, para tanto, mister se faz que este Juízo, ao bom alvitre do que dispõe a lei 13.105/2015, art. 98 e seguintes do novo Código de Processo Civil”, disse.

Outro exemplo é de um representante comercial do Estado do Ceará, que investiu R$ 50 mil e alegou em ação à Justiça ter sido convencido e persuadido por representantes da empresa que tal investimento seria “rentável”. “Vale ressaltar que o Requerente é assalariado, não recebe um alto salário, apenas o suficiente para garantir o sustento de sua família e de seus filhos, desse modo, presume-se hipossuficiente”, disse.

Líderes da Braiscompany “rasparam” contas bancárias antes de fugir, diz Justiça

Blog do BG PB com PolêmicaPB

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Polêmica

ALERTA DE TRETA: Cícero Lucena diz que vai acionar Luciano Cartaxo na Justiça; entenda

Equipes de transição de Cícero Lucena e Luciano Cartaxo agendam primeira reunião
O prefeito de João Pessoa, Cicero Lucena (PP), disse nesta terça-feira (28) que vai acionar ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), na Justiça pela falas do ex-gestor sobre o projeto de engorda da Praia.  Cartaxo teria  dito que o projeto de engorda das praias seria uma forma do prefeito da capital beneficiar os grande construtores com a provável permissão de “espigões” na orla.

Cícero Lucena afirma que Cartaxo terá que explicar sobre a afirmação de que a Prefeitura Municipal de João Pessoa vai gastar R$ 200 milhões no projeto.

“Ele vai  dizer que tipo de benefício é esse. Uma coisa eu digo: quem disso cuida, disso usa”, declarou.

O prefeito voltou a dizer que ainda não há projeto sobre o assunto e a oposição se precipita em antecipar o debate. Ele anunciou ainda que vai fazer licitação para contratação de empresa para elaboração do estudo.

Paraíba.com

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Polêmica

Líderes da Braiscompany “rasparam” contas bancárias antes de fugir, diz Justiça

Dono da Braiscompany vendeu mansão luxuosa por R$ 12 milhões às pressas; veja fotos | Portal do Bitcoin
O casal de fundadores da Braiscompany, Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos, transferiram todo o dinheiro da maioria de suas contas bancárias antes que as autoridades agissem para bloquear os valores. Quando a Justiça foi procurar os fundos nos bancos nos quais eles mantinham contas, só encontrou R$ 199.

A dupla está foragida desde que a Polícia Federal deflagrou a operação Halving para derrubar a pirâmide financeira de R$ 1,5 bilhão construída pelo casal usando “aluguel” de Bitcoin. Assim como eles, o paradeiro de seus fundos também é desconhecido das autoridades.

A pedido do Ministério Público, o juiz Carlos Eduardo Leite Lisboa, do Tribunal de Justiça (TJ) da Paraíba, concedeu bloqueio de R$ 45,1 milhões nas contas bancárias do casal, bem como aplicações financeiras, valores e bens depositados ou custodiados em instituições financeiras.

As buscas por esses valores, no entanto, provou que eles já haviam “raspado” diversas as contas. Segundo o sistema Sisbajud – usado pela Justiça pra bloquear valores – foram encontrados apenas R$ 74 nas contas de Antônio Neto e R$ 125  nas de Fabrícia.

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Paraíba

BRAISCONFIDENCIAL: Perfil nas redes sociais abre a “caixa-preta” da Braiscompany; Veja relatos

Um perfil do Instagram chamado @braisconfidencial está funcionando com uma verdadeira “caixa-preta” e revelando segredos obscuros do funcionamento da empresa Braiscompany, que tem dado um prejuízo a milhares de clientes.

A página foi criada nesta segunda-feira (27) e já ultrapassou os 5 mil seguidores. Os usuários fazem perguntas sobre funcionários e pessoas importantes envolvidas com a empresa de criptomoedas e o perfil responde.

Detalhes da vida pessoal de Antônio Neto Ais e Fabrícia Ais, como supostas traições e o papel de cada um no rombo da empresa estão sendo expostos. Tem até político no meio.

Veja abaixo alguns prints:

O casal responsável pela Braiscompany segue foragido da Justiça e na lista vermelha da Interpol. Até o momento ninguém sabe o paradwiro dos dois. Estima-se que o prejuízo aos cerca de 10 mil clientes tenha ultrapassado os R$ 600 mil.

Blog do BG PB

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Polêmica

”Dinheiro investido na Braiscompany pode demorar mais de cinco anos para ser recuperado”, diz advogado especialista

É impressionante como todo vídeo da Braiscompany eles tentam imitar o  estilo do lobo de wall street e fica uma vergonha alheia gigantesca :  r/farialimabets
O pesadelo que vivência quem investiu na Braiscompany não está perto de acabar. É o que revela, o advogado especialista em dados, Gustavo Rabay. Segundo ele, mesmo após o golpe dado pelos donos da empresa nos milhares de investidores, nem tudo está perdido, como muitos chegam a acreditar em meio ao desespero.

Ele garante que existe a chance de recuperar o dinheiro, mas que pode demorar, no mínimo, cinco anos para serem recuperados.

“Agora o pagamento vai depender de muitos fatores. Alguns já tem ordem de penhora concedidas judicialmente, principalmente aqueles que já tinham pedido penhora antecipadamente com quebra de contrato terão uma chance mais célere de recebimento. Nos outros casos, quando os bens forem direcionados, por mais que demore, um dia será pago corrigido. Valores vão demorar, no mínimo, cinco anos para serem recuperados”, explicou, nesta segunda-feira (27).

Para o advogado, quem foi vítima precisa saber os passos adequados a serem tomados para evitar um problema ainda maior. “O primeiro passo é o Boletim de Ocorrência que deve ser feito na Delegacia Civil acerca do estelionato. Além disso, sabemos que após junho será possível enquadrar os acusados na hipótese de fraude com criptomoedas a que se refere o novo artigo 171-A, da Lei de Criptomoeda 14.478/2022. Depois de prestar a ocorrência, a vítima deve procurar um advogado especializado para iniciar o processo judicial, elegendo as vias corretas e adequadas para o caso”, orientou.

ALERTA DE TRETA: Braiscompany manteve empresa de fachada no Reino Unido

Confira o perfil ‘desconhecido’ de vítimas da Braiscompany

Blog do BG PB com Clickpb

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Polêmica

Braiscompany planejava inaugurar escritório luxuoso em cidade no interior da PB; confira detalhes

Investigados da Braiscompany sofrem bloqueio de mais de R$ 15 milhões em plataformas de criptomoedas - Blog do Anderson Soares
Não é novidade mais para ninguém a polêmica em que se envolveu a empresa paraibana de locação de criptomoedas Braiscompany. E a cada dia que passa, novidades acerca da empresa surgem nas redes sociais e imprensa.

Uma dessas novas informações é o novo prédio que a Braiscompany estava prestes a inaugurar na cidade de Monteiro, no Cariri paraibano, localizado na Av. Olímpio Gomes, uma das principais do município. Quem passa pelo local ainda pode ver a placa, que diz “Futuras instalações Braiscompany”.

No entanto, com a recente polêmica envolvendo a empresa, a inauguração, que estava prevista para as próximas semanas com uma grande festa, foi suspensa e o prédio pode se tornar um verdadeiro elefante branco.

Segundo denúncia anônimas, o empreendimento não é próprio de Antônio Neto Ais. Ele pertence a um grupo empresarial da cidade, onde estavam sendo construídas salas comerciais. No entanto, o dono da Braiscompany, em visita ao município, gostou das instalações e fez um acordo com esse grupo para transformar o prédio no futuro escritório.

Atualmente, a Braiscompany já atua em Monteiro, em uma sala comercial de menor tamanho, desde dezembro de 2021.

PolêmicaPB

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Polêmica

Justiça aponta BraisCompany como pirâmide financeira e determina ressarcimento a clientes

Fundador da Braiscompany, Antônio Neto Ais, em destaque

O juiz da 5ª Vara Cível da Capital, Onaldo Rocha de Queiroga, deferiu pedido de um investidor lesado pela BraisCompany, que não recebeu seus rendimentos desde quando firmou contrato com a corretora de criptoativos, em novembro do ano passado. Essa determinação tem um efeito inédito, pois é a primeira vez que no curso do processo, o cliente também aciona a Columbia Investimentos e Participações, seguradora de contratos junto à empresa de Antônio Neto Ais e Fabrícia Farias.

Investidor requereu a concessão da tutela antecipada para o bloqueio nas contas dos promovidos de R$ 100,4 mil, valor de seu investimento na BraisCompany. Além disso, também solicitou rescisão do contrato e a condenação dos réus em lucros cessantes.

“Em 10 de novembro de 2022, [investidor] firmou Contrato de Aluguel de Criptomoedas (ID 69316878) com a empresa promovida, com garantia de fiança da ré, Columbia Investimentos e Participações Ltda, no valor de R$ 100.489,63 ou B 1.05644000 bitcoins, com data de pagamento do aluguel para o dia 10 de cada mês. No entanto, não obstante o prazo informado, não houve, até a presente data, qualquer repasse dos alugueis nos moldes contratados. Assevera que, no intuito de solucionar amigavelmente a situação requereu à promovida que fornecesse uma data prevista de pagamento. Contudo, foi informado que não havia previsão para o pagamento”, explicou trecho da ação.

Pirâmide financeira

Em sua decisão, o juiz destacou inicialmente que a BraisCompany tem fortes indícios de ser uma pirâmide financeira, algo negado pelos empresários Antônio Neto Ais e Fabrícia Farias, juntamente com seus brokers, gerentes e traders.

“Em uma visão preliminar do feito, convém afirmar que existem fortes indícios de que este seja mais um, dentre os vários casos de pirâmides financeiras que lesam pessoas incautas e que desejam obter lucro fácil”, afirmou Queiroga.

Decisão favorável

O fato dos donos da BraisCompany estarem foragidos também foi citado na decisão. “Também é de conhecimento popular e midiático que os sócios administradores estão foragidos, ou seja, houve, em tese, um ilegítimo confisco de bens, lesando centenas de consumidores, muitos dos quais, já se encontram na arena judicial pleiteando seus direitos”, versa decisão judicial.

A partir do cenário apresentado, o juiz deferiu o pedido do investidor e determinou o bloqueio no SISBAJUD dos valores referentes ao investimento, no caso R$ 100 mil.

ParaíbaJá

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Polêmica

VÍDEO: Construção de prédio de luxo afeta volume do mar em Praia de JP

“Os privilégios de morar com o pé na areia”. É assim que a construtora Delta Engenharia anuncia um dos empreendimentos dela, o prédio Avoante – Luxo Descalço, que está no centro de críticas por ambientalistas e parte da população, na praia do Bessa, em João Pessoa.

Um vídeo gravado por uma moradora ganhou repercussão nas redes sociais, após mostrar a presença de um muro para conter o avanço do mar. Após a polêmica, a empresa se posicionou por meio de nota informando que tinha todas as autorizações necessárias para edificação.

Em dezembro do ano passado, a Delta divulgou um vídeo para seus clientes informando que ao receber o projeto arquitetônico, viu o “nível de complexidade para obra”.

“O primeiro item foi a contenção. Nós tínhamos que fazer uma contenção marítima, sabíamos da responsabilidade. Nossa engenharia foi buscar soluções duradouras, seguras, que tivessem o perfil da Delta. Segurança, estabilidade. Trouxemos para essa contenção, uma tecnologia holandesa. Fomos pioneiros”, disse.

O material mostra a presença de máquinas para colocação de concreto. Em determinados momentos, é possível ver que as ondas do mar ultrapassam o local onde foi instalada a contenção.

Confira a nota divulga pela empresa sobre a obra

A DELTA ENGENHARIA LTDA., vem através desta nota, responder postagens feitas em conta do Instagram, dando conta de críticas e xingamentos sobre a obra realizada por esta empresa, no empreendimento denominado AVOANTE, no Bessa, Nesta Capital.

​É bom registrar que a DELTA sempre esteve e sempre estará compromissada com a Engenharia, atendendo e seguindo as normas técnicas, respeitando todas as diretrizes no tocante às exigências Federais, Estaduais e Municipais.

​Prezamos pela transparência de todos os nossos processos de legalização e processos construtivos, pois é através da troca de informações que atingimos a melhoria contínua.

​No tocante à execução da contenção do empreendimento Avoante, ratificamos a informação que tal execução foi legalizada/autorizada pelos órgãos competentes: Prefeitura Municipal de João Pessoa, através da SEMAM; Marinha do Brasil, através da Capitania dos Portos da Paraíba; Governo do Estado da Paraíba, através da SUDEMA; CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba; Alvará de construção do empreendimento, através da Prefeitura Municipal de João Pessoa; Licença de instalação do empreendimento, através da SUDEMA.

​Diante do citado/relatado acima, ratificamos o nosso compromisso com a engenharia, com a Paraíba e com nossos clientes. ​Seguimos à disposição dos órgãos competentes e da sociedade paraibana para dirimir qualquer dúvida.

MaisPB

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Polêmica

Confira o perfil ‘desconhecido’ de vítimas da Braiscompany


No centro de uma nebulosa história que envolve recursos vultosos de investidores brasileiros e investigada por crimes contra o sistema financeiro e o mercado de capitais, a empresa paraibana Braiscompany, que para alguns já foi sinônimo de esperança e rentabilidade, agora se confunde com frustração e dor de cabeça para milhares de pessoas, de diferentes classes sociais.

De acordo com a Associação das Vítimas da Braiscompany, que tem o auxílio de advogados paraibanos, já são mais de 2.200 pessoas em busca de orientação jurídica em um perfil criado no Instagram. Em outro grupo, no WhatsApp, já são aproximadamente 600 vítimas, que interagem em busca de alguma informação, em meio ao silêncio desanimador de Antônio Inácio Silva Neto, o dono da empresa.

Ao contrário do que muita gente acredita, o perfil predominante daqueles que formam a Associação é de “pessoas humildes do interior nordestino”, revelou a defesa dessas vítimas. “Esses números aumentam vertiginosamente, todos os dias, ao passo que surgem novos desdobramentos da investigação que está em curso”, disse o advogado Gabriel Bulhões, que conduz a defesa juntamente com o paraibano Gustavo Rabay.

É fato público que, entre os investidores prejudicados pela empresa gerida por Antônio Inácio e Fabrícia Farias Campos, há muitos com alto poder aquisitivo, e também funcionários públicos, empresários e até influenciadores digitais, sendo esses os casos que geram maior repercussão nas redes sociais. Mas essa preocupação é compartilhada com milhares de pessoas anônimas e pobres.

“Diversas vítimas foram convencidas a buscarem viver apenas desse tipo de renda, como se fosse uma fórmula mágica da vida. Alguns até pediram demissão de seus empregos para aproveitarem as verbas da rescisão trabalhista para investirem toda a renda, reserva que tinha na Braiscompany”, explicou Bulhões.

Conforme apuração do Agenda Política, há relatos de microempresários, profissionais autônomos e até de pessoas desempregadas. Algumas venderam seus bens por acreditarem no potencial retorno prometido pela autodenominada “maior gestora de criptoativos da América”.

Como isso foi possível?

De acordo com a defesa das vítimas, a inserção do grupo no rol de “investidores” se deu porque, no final de 2022, quando o patamar mínimo dos contratos baixou para R$ 1 mil reais, o perfil sócio-econômico dos novos contratantes foi principalmente de pessoas com menor poder aquisitivo. “Até mesmo a população humilde da zona rural da região de Campina Grande”.

Há pelo menos dois perfis, no Instagram, com informações para as “vítimas da Braiscompany”. Em uma pesquisa feita pelo blog na rede social, é possível constatar a participação de pessoas com diferentes atividades profissionais: líder religioso, advogado, comerciante, comunicador, assistente administrativo, professor universitário, administrador, estudante universitário, arquiteto, entre outros.  Algumas vítimas acompanham ambos os perfis, enquanto outras seguem apenas um.

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