Polêmica

Empresa que fornecia garantias para Braiscompany diz que também foi lesada

Reclamações contra Braiscompany aumentam após crise e atrasos de  pagamentos; clientes relatam aflição: "não cumpre contrato. Um absurdo" -  ClickPB
O departamento jurídico de uma empresa chamada Columbia Investimentos & Participações, que fornecia garantias para a Braiscompany, publicou uma nota no site, onde afirma que foi “lesada em sua boa-fé e financeiramente” pela empresa de Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos, que se encontram foragidos das autoridades brasileiras.

Segundo o comunicado, os contratos entre as partes tiveram que ser encerrados por causa das fraudes da Braiscompany que vieram à tona, e que seu departamento jurídico tem mantido esforços para resolver o problema.

A Columbia Investimentos & Participações fornecia uma garantia que era descontada da rentabilidade dos clientes da Braiscompany a uma taxa de 1,1% e então era cedida uma carta de fiança.

A Braiscompany, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal no último dia 16, é investigada por vários crimes, dentre eles, crime contra a economia popular, por supostamente atuar no ramo de criptomoedas como uma pirâmide financeira, que pode ter movimentado R$ 1,5 bilhão.

Os responsáveis pela empresa, Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos, que rasparam suas suas contas bancárias, estão foragidos desde então.

A Polícia Federal tenta incluir os nomes do casal na lista de procurados da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal.

PortalDoBitcoin

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Polêmica

BRAISCONFIDENCIAL: Perfil afirma que ex-deputado da PB retirou investimentos nas eleições antes da crise

NO INTERIOR: Os planos da Braiscompany de inaugurar escritório luxuoso na Paraíba - F5 Online
O perfil @Braisconfidencial, em stories publicados recentemente, disse que o ex-deputado federal Julian Lemos teria tirado todo o investimento em dinheiro vivo dos lucros obtidos com a Braiscompany meses antes do golpe dado pela empresa de criptomoedas.

Ao responder uma caixa de perguntas de um seguidor, questionando se o empresário teria muito dinheiro investido na empresa, “não sei valores, mas pessoas próximas a ele disse que sacou o dinheiro meses atrás, próximo das eleições. Inclusive a filha dele trabalha na empresa e fez vários contratos para a mesma (sic)”, diz a resposta do perfil.

Como apurou o ClickPB, o advogado e dono da empresa Antônio Neto Ais não agiu sozinho e contou com mentes e articulações das mais ousadas para sumir com mais de R$ 1 bilhão – segundo o Portal Bitcoin, de quem acreditou na incrível ‘fábrica’ de dinheiro do estelionatário. Além dele, a esposa Fabrícia Campos também está foragida.

A dupla está foragida desde que a Polícia Federal deflagrou a operação Halving para derrubar a pirâmide financeira de R$ 1,5 bilhão construída pelo casal usando “aluguel” de Bitcoin. Assim como eles, o paradeiro de seus fundos também é desconhecido das autoridades.

Na última sexta-feira (24), a 4ª Vara Federal de Campina Grande (PB) determinou que a Superintendência da Polícia Federal na Paraíba solicitasse a inclusão dos nomes dos líderes da Braiscompany na lista de procurados da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal, mesmo assim, nenhuma informação do paradeiro do casal foi encontrada e seguem foragidos.

Em resposta sobre a publicação do @braisconfidencial, Julian Lemos respondeu: “Não, não respondi nada, minha crítica foi ao portal mesmo, para mim, tal informação simplesmente nao existe, isso não é notícia, isso não é fato, eu existo, só posso responder o que existe, você só teve minha atenção por educação, pois jamais deixaria de responder a uma pessoas educada, mas estou decepcionado com tal pergunta, sobre algo sem fundamento, se um fake, como falei, uma lastima para o jornalismo do meu estado. Isso não é notícia, isso é sensacionalismo do mais baixo expediente. Em suma, não tenho nada a responder sobre o que não existe.”

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Polêmica

(VÍDEO) ”Acreditei 1000% na Braiscompany e hoje minha mãe mora de aluguel ”, diz Clélio Cabral, gerente da empresa

”Ser líder é sempre estar presente, trabalhando com a verdade, enfrentado toda e qualquer circunstância sem abrir mão dos seus princípios e valores”.

Esse é um dos trechos da declaração feita hoje (02), do gerente select da Braiscompany, Clélio Cabral.

O especialista em criptoativos, mais uma vez, saiu em defesa da empresa que está com os donos foragidos, Antônio Neto e Fabrícia Farias, após serem alvos da operação Halving da Polícia Federal por atrasos em pagamentos milionários aos clientes.

Durante transmissão nas redes sociais, o gestor disse que acreditou 1000% na empresa, até a mãe dele também; ”ela vendeu a casa e investiu na Braiscompany e hoje mora de aluguel porque vivia dos rendimentos e porque acredita na empresa. Eu ainda dou o benefício da dúvida e estou aqui como líder,” defendeu Cabral.

Blog do BG PB

 

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Polêmica

(VÍDEO) Toim da Braiscompany já disse ter sofrido golpe: ”pegou dinheiro e foi para Dubai”

Antes do escândalo da Braiscompany estourar, o empresário Antônio Neto Ais narrou em uma palestra como nasceu a sua financeira.

Segundo Toin, tudo começou quando ele e a sua família foram vítimas de um golpe aplicado também na área de moedas digitais.

Antônio Neto Ais afirmou que o dono da empresa pegou o dinheiro de todo mundo e desapareceu, segundo ele, para Dubai.

Agora é o Toin que é acusado de aplicar um golpe semelhante, deixando milhares de clientes na mão. Ais e a sua esposa Fabrícia Campos são considerados foragidos da Justiça.

Com informações do MaurílioJr

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Polêmica

Apesar de donos foragidos, carteira da Braiscompany movimenta R$ 735 mil; entenda

Braiscompany realiza evento para celebrar as conquistas de 2022 - TV  Nacional

Mesmo com os donos da BraisCompany, Antônio Neto Ais e Fabrícia Farias foragidos da Justiça, alguns líderes ligados à corretora de criptoativos sediada em Campina Grande seguem movimentando as carteiras com os investimentos em criptomoedas. O Paraíba Já teve acesso com exclusividade às movimentações de uma carteira ligada à empresa que é investigada pela Operação Halving, da Polícia Federal.

A carteira movimentou mais de U$ 141 mil (dólares), algo em torno de R$ 735,1 mil na cotação atual, num intervalo de 10 dias – tendo como referência o dia 26 de fevereiro. Inclusive, chegou a ter movimentação no dia de deflagração da operação da PF contra a BraisCompany e seus donos, no dia 16 de fevereiro.

Uma entrada de U$ 20 mil (R$ 104 mil) aconteceu no dia 16 de fevereiro, e uma hora depois houve a transferência do valor. No dia seguinte, 17 de fevereiro, houve a entrada de U$ 50 mil (R$ 260 mil) na carteira, e em menos de uma hora já aconteceu a transferência do mesmo valor.

Já no dia 19 de fevereiro, uma entrada de U$ 38 mil (R$ 198,9 mil) foi registrada nesta carteira ligada à BraisCompany. Também num intervalo de menos de uma hora os R$ 38 mil foram transferidos.

A carteira então ficou uma semana sem movimentação. Até registrar a entrada de U$ 33,1 mil (R$ 172,4 mil) no último sábado (25), a menos de uma semana. Os destinos das transferência não foram identificados. As movimentações foram em stablecoins pareadas em dólar.

As cifras das movimentações blockchain foram enviadas por uma fonte ao Paraíba Já, que pediu anonimato. O detalhamento dos dados referente à carteira pode atrapalhar as investigações do caso.

Confira movimentações:

Dia 16 de fevereiro: entrou U$ 20 mil e saiu U$ 20 mil
Dia 17 de fevereiro: entrou U$ 50 mil e saiu U$ 50 mil
Dia 19 de fevereiro: entrou U$ 38 mil e saiu U$ 38 mil
Dia 25 de fevereiro: entrou U$ 33,1 mil

Suspeita

A carteira que ocorreu as movimentações pode ser de um broker ou gerente da BraisCompany. A fonte preferiu não especificar a titularidade da conta na exchange.

O Ministério Público da Paraíba apontou no curso da investigação que a BraisCompany opera por meio de carteiras de pessoas físicas, dos brokers ou gerentes, nas exchanges. A carteira de Fabrícia Farias seria a principal.

Inclusive, as contas dos brokers que operam em exchanges, como a Binance, para a BraisCompany foram alvo de pedidos de bloqueios por parte do Ministério Público. Indicando assim a participação efetiva da classe nos negócios da empresa. As carteiras de vários brokers foram bloqueadas 24 horas antes da operação da Polícia Federal contra a corretora de criptoativos.

Juiz aponta pirâmide financeira

Em sua decisão, o juiz da 5ª Vara Cível da Capital, Onaldo Rocha de Queiroga destacou inicialmente que a BraisCompany tem fortes indícios de ser uma pirâmide financeira, algo negado pelos empresários Antônio Neto Ais e Fabrícia Farias, juntamente com seus brokers, gerentes e traders.

“Em uma visão preliminar do feito, convém afirmar que existem fortes indícios de que este seja mais um, dentre os vários casos de pirâmides financeiras que lesam pessoas incautas e que desejam obter lucro fácil”, afirmou Queiroga.

“Através de informações extraídas da mídia, já se tornou público o fato de que o negócio da ré fracassou, pois a empresa Braiscompany, encontra-se envolvida em escândalos policialescos por possível prática do pichardismo, ou, na expressão mais comum, de pirâmide financeira”, completou mais à frente.

Donos foragidos

O juiz Vinício Costa Vidor, da 4ª Vara da Justiça Federal em Campina Grande, determinou na sexta-feira (24), mandados de prisão preventiva contra Antônio Neto Ais e Fabrícia Farias Campos, donos da corretora de criptoativos BraisCompany.

Magistrado também solicitou que a Polícia Federal na Paraíba envie aviso para a Interpol, a polícia internacional. Com isso, Ais e Fabrícia passam a ser procurados no mundo inteiro. Casal é considerado foragido desde o dia 16 de fevereiro, quando não foram localizados pela Polícia Federal para cumprimento de mandado de prisão temporária à época.

ParaibaJá

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Polêmica

Sudema admite impacto ambiental em construção de prédio no mar de JP; confira fotos

Secretário de Meio Ambiente não vê impactos em edifício construído no mar  de João Pessoa – Maurílio Júnior
A Sudema (Superintendência de Administração do Meio Ambiente) admitiu em nota nesta quinta-feira (02/03) que a construção do edifício ‘Avoante’, da Construtora Delta, na areia da praia do Bessa, causa impacto ambiental considerado “baixo”.

A construção praticamente dentro do mar é alvo de críticas de ambientalistas e banhistas de João Pessoa após o levantamento de um paredão como forma de conter o avanço do mar para não atingir o prédio de luxo.

Confira imagens do projeto:

Avoante - Apartamento à Venda, João Pessoa, Bessa, 1, 2 e 3 quartos, Beira  Mar - Leandro Sá Imóveis

Avoante – Delta Engenharia

A nota do órgão, que emitiu licença juntamente com a Prefeitura de João Pessoa, também se torna um contraponto a fala do secretário de Meio Ambiente da Capital, Welison Silveira, que disse não ver nenhum impacto ambiental sobre a obra.

A nota completa

A Sudema informa que o tipo de intervenção retratado nas imagens (“módulo bloc”) é de baixo impacto ambiental, consistindo em uma técnica de contenção do avanço do mar, solução já usada amplamente em outros estados do Brasil, como Rio Grande do Norte e Pernambuco. Ressalte-se que a técnica permite reversibilidade, transposição e adequações dos módulos, tendo as equipes da Sudema realizado visitas a esses pontos para melhor conhecer e verificar o resultado prático desse tipo de intervenção. Desse modo, o empreendimento encontra-se regular perante a autarquia, com a devida licença e autorização ambiental.

O que diz a Prefeitura de João Pessoa 

A Prefeitura de João Pessoa emitiu nota na quarta-feira (01/03) afirmando que a “a obra do edifício “Avoante” tem licenciamentos independentes da obra de contenção e a construção tem conformidade com o projeto licenciado.”

MPF vai apurar danos ambientais

O Ministério Público Federal da Paraíba (MPF-PB) vai apurar supostos danos ambientais na construção do Edifício Avoante, da construtora Delta. O MPF informou que recebeu uma representação sobre o caso e a notícia de fato está seguindo os trâmites formais para ser distribuída a um gabinete a fim de ser investigada.

Secretário diz que não vê impacto

Na terça-feira (28/02), Welison Silveira, secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, disse que não vê impactos ambientais na construção do Edifício Avoante. O secretário atribuiu as críticas pelas críticas “e pelo momento” e disse que irá se limitar a informações técnicas do ponto de vista, segundo ele, ambientais.

O que diz a Delta

Após a enxurrada de críticas de ambientalistas e banhistas de João Pessoa, a Delta informou que “tal execução foi legalizada/autorizada pelos órgãos competentes: Prefeitura Municipal de João Pessoa, através da SEMAM; Marinha do Brasil, através da Capitania dos Portos da Paraíba; Governo do Estado da Paraíba, através da SUDEMA; CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba; Alvará de construção do empreendimento, através da Prefeitura Municipal de João Pessoa; Licença de instalação do empreendimento, através da SUDEMA.”

Com informações do MaurílioJR

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Polêmica

População envia bolo para Câmara de Rio Tinto para ‘comemorar’ aniversário de 7 meses sem ambulância do Samu

População de Rio Tinto envia para Câmara Municipal bolo comemorando aniversário de 7 meses sem ambulância do Samu

A população da cidade de Rio Tinto enviou durante a sessão de ontem (1), da Câmara Municipal de Rio Tinto, um bolo para comemorar o “aniversário” de 7 meses que a cidade se encontra sem ambulância. O vereador da Câmara de Rio Tinto, Raphael José (Cidadania), aproveitou o tempo na tribuna para falar sobre o caso.

“As cinco ambulâncias que estão no município de Rio Tinto é de se parabenizar, mas o problema de acidentes, quem resolve é a Samu, então não tem nada haver uma calcinha com uma cueca, veste de todo jeito, mas a Samu é especializada emnder acidentes”, disse o parlamentar.

Raphael já havia protestado antes, quando completaram dois meses que a cidade estava sem ambulância do Samu.

PolíticaETC

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Polêmica

“Braisconfidencial”: Perfil relata que foi criado após pessoas serem “despejadas”

Juiz aponta BraisCompany como pirâmide financeira, determina ressarcimento e aciona seguradora | Paraíba Já
O perfil anônimo @braisconfidencial, criado no Instagram, realizou na noite de ontem (01) novas publicações sobre a atuação da empresa de criptomoedas do casal Antônio Neto e Fabrícia Brais, que está foragido há quase três semanas.

Em uma delas, ao responder mensagens enviadas na ‘caixa de perguntas’ a pessoa que comanda a conta respondeu sobre o porquê de ter criado a conta. Entre os motivos, cita “pessoas despejadas e sem feira”.

 

“Enrolação de Antônio Neto, respostas e lives vazias”; “Descaso com pessoas passando necessidade dentro da empresa”; “Pessoas despejadas e sem feira” são algumas das razões. Além disso, segundo o denunciante, a empresa continua devendo a maioria e não dá nenhuma satisfação e o alto escalão da Brais estaria agindo “como se estivessem em outro planeta”. “Poderia dizer pelo menos aos colaboradores o que está de fato acontecendo mesmo depois de ações e investigações”, cobra.

A conta criada no último mês, utiliza uma foto do anonymus e já possui quase 10 mil seguidores.

Clickpb

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Polêmica

“Alô PF”: Perfil anônimo denuncia novas fugas de colaboradores da Braiscompany

Balanço de 2022 da Braiscompany mostra que esquema tinha R$ 774 milhões de  clientes | Portal do Bitcoin
O perfil anônimo @Braisconfidencial segue revelando os segredos por trás do golpe dado pela empresa de alugueis de criptomoedas. O advogado e dono da empresa Antônio Neto Ais não agiu sozinho e contou com mentes e articulações das mais ousadas para sumir com mais de R$ 1 bilhão – segundo o Portal Bitcoin, de quem acreditou na incrível ‘fábrica’ de dinheiro do estelionatário.

Dessa vez, em stories publicado recentemente no Instagram, a denúncia é sobre a possível fuga também de três ex-funcionários que eram braço direito do foragido ‘Toin’ e de sua esposa Fabrícia Campos.

“Atenção, ao que tudo indica novas fugas a caminho de mais gente do núcleo. Alô Polícia Federal. Operação Halving não vai incluir braço direito não?”, diz um dos comentários em stories publicado na rede social.

A dupla está foragida desde que a Polícia Federal deflagrou a operação Halving para derrubar a pirâmide financeira de R$ 1,5 bilhão construída pelo casal usando “aluguel” de Bitcoin. Assim como eles, o paradeiro de seus fundos também é desconhecido das autoridades.

Na última sexta-feira (24), a 4ª Vara Federal de Campina Grande (PB) determinou que a Superintendência da Polícia Federal na Paraíba solicitasse a inclusão dos nomes dos líderes da Braiscompany na lista de procurados da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal, mesmo assim, nenhuma informação do paradeiro do casal foi encontrada e seguem foragidos.

Blog do BG PB com clickpb

 

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Polêmica

“Não tinham vergonha de mentir”, diz advogado especialista que prevê fim da Braiscompany

Blockchain para empresas: especialista Artêmio Picanço explica como a tecnologia revoluciona negócios – Money Times
Advogado especialista em blockchain e mercado cripto, Artêmio Picanço – Foto: Reprodução
O advogado especialista em blockchain, Artêmio Picanço acompanha clientes da Braiscompany há cerca de três anos. Ele atuou no conhecido caso do ‘Faraó dos Bitcoins’ e detém hoje uma das maiores cartelas de clientes do país em processos que envolvem golpes financeiros dessa natureza. Apesar do “epicentro do problema” ter se dado na Paraíba, explica, os casos que atende ligados à Braiscompany envolvem pessoas de norte a sul do Brasil, além de países como Portugal e Suíça. A alta demanda tem levado o especialista a atender praticamente de meia em meia hora, das 8h da manhã às 18h, com algumas poucas pausas. Um volume financeiro de R$ 20 milhões, considerando a Braiscompany e outros casos semelhantes.

Artêmio acha que ainda não é o momento para bater o martelo e afirmar que a corretora paraibana de ativos digitais atuava como pirâmide, mas “isso é um caso indiscutível de crime contra o sistema financeiro”.

Para o advogado, a ostensiva “publicidade enganosa” feita pela Braiscompany e a própria figura do sócio fundador, Antônio Inácio da Silva Neto “pegava as almas das pessoas”.

A “aparência de legalidade” do negócio, o ar de glamour e sofisticação trazido por Antônio Neto e a aparente organização da empresa também são citados como diferenciais em comparação à outros casos, além da estrutura física da companhia, com sedes em Campina Grande, João Pessoa e São Paulo. Outro peculiaridade é o dress code mantido pelos brokers da empresa, que atuavam como espécies de consultores.

“Relacionamento com pessoas de credibilidade, a forma como ele falava, ele utiliza muito gatilhos mentais, armas da persuasão, engatilhar as pessoas com autoridade, quando ele consegue estar no Congresso falando da regulação [do mercado cripto]… também usava muito a figura de outras celebridades“, comenta Artêmio Picanço sobre como a empresa conseguia atrair cada vez mais investidores.

A simbiose perfeita entre os sócios idealizadores

Havia uma “simbiose perfeita” entre o casal Antônio Neto Ais e Fabrícia Ais, idealizadores da Braiscompany, afirma Picanço: “Eles sabiam de tudo e não tinham muita vergonha de mentir não”.

“Todo um teatro pros clientes, ele é muito bom nisso […] o Antônio Neto mentia que era perceptível pra quem é técnico e pra quem averiguasse mais a fundo”, acrescenta o advogado especialista no combate a golpes financeiros.

Segundo investigações da Polícia Federal, cerca de R$ 1,5 bilhão em criptoativos foram movimentados nos últimos 4 anos, em contas vinculadas ao casal de suspeitos. Neto Ais e Fabrícia são considerados foragidos da Justiça e tiveram os seus pedidos de prisões temporárias convertidas em preventivas. Eles são investigados pelo suposto esquema de pirâmide, crimes contra o sistema financeiro e contra o mercado de capitais.

“Eles sabiam que tava próximo de algo acontecer, tenho certeza, é bem comum toda vez que tá próximo da queda de um golpe, existe um momento de inflexão e alteração numa regra do jogo, no caso dele você pode ver que os contratos antes tinha limite mínimo de valor a ser colocado e ele reduziu isso drasticamente”, pontua Artêmio.

Ele também conta que a Braiscompany não recebia só valores em dinheiro como investimentos. “Falavam que entravam nas contas dinheiro só de cripto, mentira, recebiam dinheiro de todo tipo, se você quisesse dar um bode pra eles eles aceitavam e trocavam por contrato […] recebia de tudo que você quisesse, relatos comprovados de clientes que depositaram dinheiro na conta dele, transferências, cliente que entregou carro, entregou lote, casa”.

Artêmio acrescenta que, com mais de 10 CNPJs, o casal de sócios passou a receber dinheiro tanto em conta de pessoa física quanto jurídica. “O dinheiro não desaparece, ele muda de mão, ele tá sendo pulverizado em outros CNPJs ou na aquisição de bens tangíveis, imóveis, em nome de outra coisa”, afirma Picanço, que revela ainda que Fabrícia Ais recebeu pagamentos do Bolsa Família no ano de 2019, já com a empresa em funcionamento.

F5Online

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