Brasil

‘New York Times’ questiona se decisões de Moraes ameaçam a democracia

Foto: LR Moreira/TSE

O jornal norte-americano The New York Times, considerado o mais importante do mundo, publicou artigo questionando as decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

No texto, o jornal chega a perguntar se o ministro “é realmente bom para a democracia” e conclui que sua crescente autoridade é motivo de ameaça ao regime democrático.

O texto destaca as decisões de Moraes e o fato do ministro estar à frente das investigações e julgamento do processo que o STF também é vítima. No artigo, a conduta de Moraes é chamada de “tática agressiva”.

A ainda registra destaca que Alexandre de Moraes é considerado por alguns como o “salvador” da democracia. O NYT não questiona o silêncio dos demais ministros do STF sobre o assunto.

Diário do Poder

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Judiciário

Liminar obtida por prefeitos da PB é cumprida e 19 municípios recebem valores do FPM sem descontos; prejuízo seria de R$ 86 milhões

Famup realiza encontro “Nordeste Unido pelo Desenvolvimento” – Os Guedes
Os 19 municípios paraibanos incluídos na ação movida pela Federação das Associações de Municípios (Famup) irão receber os valores do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de forma integral nesta sexta-feira (20). É que a liminar solicitada à Justiça foi cumprida e garantiu a suspensão dos efeitos da Decisão Normativa/TCU 201/2022 em relação aos municípios representados pela Famup, que sofreram perda no coeficiente populacional na divulgação da prévia do IBGE do Censo 2022, sendo afetados no primeiro repasse do último dia 10 de janeiro. O prejuízo total seria de R$ 86 milhões para os cofres públicos municipais.

“Com a força do municipalismo e da Famup conquistamos mais uma vitória importante. Agora os municípios terão seus repasses do FPM mantidos sem descontos por conta do Censo que ainda não foi concluído 100%. As alterações só podem ser feitas com o Censo 100% concluído, uma vez que existem localidades em municípios paraibanos com mais de 600 pessoas e que ainda não foram recenseadas”, destacou o presidente da Famup, George Coelho.

A liminar, concedida pelo juiz federal Frederico Botelho de Barros Viana, ainda determina que deve ser utilizado como parâmetro para o cálculo da quota do FPM o mesmo coeficiente utilizado no ano de 2022, até que seja devidamente concluída a análise dos dados para o exercício de 2023, cabendo à União adotar as providências legais cabíveis no prazo de dois dias, sob pena de multa de R$ 10 mil por cada dia de atraso, em caso de descumprimento.

A ação foi impetrada pela Famup contra a União e a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por conta do resultado preliminar do Censo 2022 já repassado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e que afetou diretamente as cidades que apresentaram um número populacional menor.

Para George Coelho, o erro está quando não se utiliza as hipóteses legais (contagem populacional e estimativa populacional), e passa a dotar como critério para a redução do FPM os cálculos a partir de dados parciais coletados pelo IBGE. “Não é correto se utilizar de dados parciais para uma determinação de quotas definitivas ao longo de todo o exercício financeiro de 2023. Isso viola determinação expressa da Lei Complementar nº 165/2019, a qual prescreve a utilização de estimativas populacionais até a finalização de novo Censo”, disse.

Nos termos da Lei 14.341/2022 e do seu Estatuto Social, a Famup somente pode representar judicialmente os municípios que concederam autorização, os quais estão abaixo relacionados e que poderiam ser prejudicados sem essa ação judicial.

Municípios que garantiram os repasses do FPM de forma integral:

  1. Água Branca
  2. Arara
  3. Araçagi
  4. Barra de Santa Rosa
  5. Bayeux
  6. Belém
  7. Bonito de Santa Fé
  8. Cachoeira dos Índios
  9. Cacimba de Dentro
  10. Cruz do Espírito Santo
  11. Imaculada
  12. Itabaiana
  13. Itaporanga
  14. Juripiranga
  15. Natuba
  16. Nova Floresta
  17. Pirpirituba
  18. Sumé
  19. Tacima

Blog do BG PB

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Judiciário

TJPB nega pedido de Pâmela e mantém guarda compartilhada do filho com Ricardo Coutinho

A desembargadora Maria das Graças Morais Guedes, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), rejeitou no final da manhã desta quinta-feira (19) o recurso impetrado pela ex-primeira-dama da Paraíba e suplente de deputado, Pâmela Bório, contra a decisão da 3ª Câmara Especializada Cível que tinha determinado a guarda compartilhada do filho da jornalista com o ex-governador Ricardo Coutinho (PT).

O colegiado tinha acatado um recurso de Ricardo, ainda em 2021, para permitir que a criança pudesse ficar duas semanas consecutivas com cada gestor, desde que fosse assegurado o direito de visita dos pais durante o período em que o menor estivesse pernoitando no domicílio com outro genitor.

A desembargadora escreveu que “o agravo interno não é o recurso cabível para combater decisão colegiada, não merece ser conhecido. Este é passível de interposição apenas contra decisão monocrática do relator”.

Na semana passada, Coutinho informou que iria acionar a Justiça para pedir a guarda do filho, levando em consideração as imagens divulgadas por Pâmela durante os atos extremistas em Brasília, no último dia 08, com a presença da criança.

De acordo com a defesa do ex-governador, no pedido ele alega o “grave crime cometido pela genitora, levando o menor a ser partícipe do ato delituoso” como argumento para obter a guarda.

MaisPB

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Brasil

Flávio Dino diz que Robinho pode cumprir pena no Brasil

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou nesta quarta-feira (18) que o ex-jogador Robinho, condenado por estupro na Itália, pode cumprir pena no Brasil. A informação foi confirmada em entrevista exclusiva à rádio BandNews FM.

Condenado a 9 anos de prisão, pelo estupro de uma mulher albanesa em 2013, o ex-jogador teve a extradição negada em novembro de 2022. No entanto, a Constituição brasileira proíbe o governo federal de forçar cidadãos natos que estejam no país a cumprir sentenças em outros países.

Caberá ao Ministério da Justiça avaliar um eventual pedido do governo italiano para que Robinho cumpra a pena em um presídio brasileiro. “Pode, em tese, haver o cumprimento de pena. Mas é algo a ser examinado posteriormente quando isso efetivamente tramitar. Até o momento não chegou em minhas mãos”, destacou o ministro.

Flávio Dino acrescentou que não pode “emitir opinião ou antecipar uma decisão” neste momento, mas ressaltou que criminosos devem ser punidos.

Nesta quinta-feira (19) marca um ano da condenação de Robinho na Corte de Cassação da Itália, última instância do judiciário no País.

Robinho chegou a ser especulado recentemente como possível jogador da Portuguesa Santista. Ele visitou o clube nesta semana, mas a negociação foi descartada pelo clube.

Band

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Brasil

PF aguarda depoimento de Anderson Torres nesta quarta; Acareação com Ibaneis é dúvida

O ex-secretário da Segurança Pública do Distrito Federal e ex-ministro da Justiça Anderson Torres deve prestar depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (18) em relação ao ataque aos Três Poderes.

Recaem sobre ele suspeitas de ser conivente e omisso diante dos atos criminosos promovidos por extremistas no dia 8 de janeiro, ocasião em que os criminosos depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

Torres foi exonerado do cargo de secretário de Segurança Pública do DF no dia seguinte, e está preso preventivamente desde o último sábado (14).

De acordo com informações do analista de política da CNN Gustavo Uribe, autoridades das forças de segurança não descartam a realização de uma acareação entre Torres e o governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Aliados de Ibaneis Rocha estariam preocupados com o depoimento do ex-ministro. A estratégia de defesa do governador afastado se baseia na argumentação de que ele não teria tido acesso a todas as informações que Torres saberia sobre a possibilidade de atentados criminosos nas sedes dos Três Poderes.

O entorno do governador afastado teme que Torres apresente alguma prova que possa contradizer o depoimento de Rocha para a PF. O melhor cenário, para aliados de Ibaneis Rocha, seria a palavra de um contra o outro, por avaliarem que a credibilidade do ex-ministro com a Justiça esteja mais baixa.

CNN

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Brasil

Legislação brasileira não classifica atos do 8 de Janeiro como terrorismo


Foto: Sérgio Lima/Poder360

As investigações de crimes cometidos por extremistas no 8 de Janeiro levam em consideração possíveis atos terroristas contra as sedes das instituições dos Três Poderes. No entanto, a legislação que estabelece o crime de terrorismo traz restrições que não contemplam as condutas identificadas nos ataques até agora.

Ainda naquele domingo (8.jan.2023), a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou o afastamento do governador do DF (Distrito Federal) Ibaneis Rocha (MDB) de suas funções, reconheceu as atitudes dos vândalos como “atos criminosos e terroristas”.

De acordo com o artigo 2º da Lei nº 13.260 de 16 de março de 2016, conhecida como Lei Antiterrorismo, podem ser definidas como terrorismo apenas práticas motivadas “por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública“.

Para Rodrigo Faucz Pereira e Silva, advogado criminalista e pós-doutor em direito, as especificações trazidas pela lei impedem que os atos de 8 de Janeiro sejam tipificados como crime de terrorismo.

Ele explica que o princípio da legalidade exige que a conduta do investigado esteja prevista “estritamente” na lei penal, e que o uso da palavra “terrorismo“, até o momento, deve ser entendido só como “força de expressão“.

Poder360

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Brasil

Preso há 3 dias, Anderson Torres ainda não prestou depoimento


Foto: Divulgação/SSP-DF

O ex-ministro e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal Anderson Torres foi preso na manhã de sábado (14) e ainda não prestou depoimento sobre a suposta omissão em relação aos atos de vandalismo que terminaram com a depredação das sedes dos Três Poderes da República. Torres pode ser transferido para a Papudinha, ala especial no Complexo da Papuda para acomodar militares e policiais, após a declaração para a polícia.

Por questões de segurança, é possível que a oitiva seja realizada no 4º Batalhão da Polícia Militar, onde Torres está preso desde sábado e permaneceu após decisão em audiência de custódia. O ex-ministro pode ser ouvido, ainda, na Superintendência da Polícia Federal, e, em seguida, ser encaminhado para a Papudinha. O trâmite é sigiloso.

O depoimento é um dos momentos mais aguardados desde a prisão e aguarda instruções do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-ministro da Justiça do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-secretário de Segurança do DF terá que esclarecer o motivo pelo qual não estava no Brasil durante as manifestações de 8 de janeiro, que culminaram na invasão e depredação do Planalto, Supremo Tribunal Federal e do Congresso.

R7

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Judiciário

Ricardo Coutinho aciona STJ contra Pâmela Bório após jornalista levar filho para protestos em Brasília

A defesa do ex-governador Ricardo Coutinho (PT) urecorre ao Superior Tribunal de Justiça contra a ex-primeira-dama Pâmela Bório (PL), após a jornalista gravar vídeo com o filho participando de protestos em Brasília, no último dia 8.

Coutinho e Pâmela travam uma disputa judicial pela guarda do pré-adolescente, fruto de um relacionamento do casal.

Em um dos conteúdos postados no instagram, Bório afirma estar “fazendo história” participando do protesto junto ao filho de 12 anos. Ao longo do conteúdo, o garoto faz declarações contrárias ao governo eleito.

“Diante desses últimos acontecimentos, peticionamos nos autos a informação do grave crime cometido pela genitora, levando o menor a ser partícipe do ato delituoso”, diz trecho da petição. Uma decisão em primeiro grau havia concedido à guarda ao ex-governador, no entanto um recurso permitiu que Henri Bório tivesse guarda compartilhada, passando 15 dias com o pai e 15 dias com a mãe.

Confira a nota da defesa do petista:

“A ação judicial que se discute a guarda do menor Henri Lorenzo Bório Vieira Coutinho já existe, inclusive em primeiro grau. Houve sentença condenando a genitora em prática de alienação parental, baseando-se nas provas contundentes apresentadas ao processo. No entanto, em sede de recurso, a relatora reformou a sentença para conceder a guarda compartilhada, alternado a residência do menor a cada 15 dias. Diante desse julgamento em segundo grau, nós recorremos ao STJ visando que seja reformado o acordon, para que se mantenha na íntegra a sentença de primeiro grau, no sentido de permanecer a guarda unilateral em favor do genitor. Diante desses últimos acontecimentos, peticionamos nos autos a informação do grave crime cometido pela genitora, levando o menor a ser partícipe do ato delituoso”.

ClickPB

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Judiciário

MP pede ao TCU o fim do cartão corporativo da Presidência ou mudanças nos critérios para uso

O subprocurador-geral Lucas Furtado apresentou na sexta-feira (13) junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) um pedido para que o CPFG (Cartão de Pagamento do Governo Federal), popularmente conhecido como cartão corporativo, da Presidência da República seja cancelado ou que se definam novos critérios para seu uso “em face dos abusos ou desvios apontados em sua utilização”.

O site Poder360 teve acesso a trecho do pedido enviado pelo subprocurador à presidência do TCU. Leia abaixo:

“Exmo. Sr. Ministro Bruno Dantas,

“Presidente do Tribunal de Contas da União – TCU.

“REPRESENTAÇÃO

“Em face de matéria jornalista apresentada pelo Uol […] solicito a V. Exa. que:

“1. seja cancelado ou definidos novos critérios para o uso do cartão corporativo da Presidência da República em face dos abusos ou desvios apontados em sua utilização; e

“2. remeta cópia desta representação e da decisão que vier a ser proferida à Procuradoria-Geral da República para verificar se a utilização de referido cartão pelo ex-presidente Jair Messias Bolsonaro caracterizaria crime de acordo com a legislação penal em vigência.”

No mesmo documento, Furtado também solicita a apuração dos gastos feitos no cartão pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de janeiro de 2019 a dezembro de 2022, período em que esteve à frente do Palácio do Planalto.

No período em que esteve na Presidência da República, Bolsonaro gastou R$27.621.657,23 em 4 anos no cartão corporativo. Quando as despesas de cada ano são corrigidas pela inflação anual, o total gasto é de R$ 32.659.369,02.

O valor é inferior ao que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou em cada um de seus 2 mandatos anteriores na Presidência.

Leia os gastos de todos os presidentes com o cartão corporativo desde o 1º mandato de Lula, corrigidos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) anual:

Lula 1 – R$ 59.075.679,77
Lula 2 – R$ 47.943.615,34
Dilma 1 – R$ 42.359.819,13
Dilma 2 – R$ 10.212.647,25
Temer – R$ 15.270.257,50
Bolsonaro – R$ 32.659.369,02

Poder 360

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Brasil

Justiça concede liberdade condicional a ex-goleiro Bruno

A Justiça do Rio de Janeiro concedeu liberdade condicional ao ex-goleiro Bruno, condenado a vinte anos e nove meses de prisão pelo assassinato de Eliza Samúdio. O crime aconteceu em 2010. O ex-atleta cumpria pena em regime semiaberto domiciliar desde julho de 2019. Na quinta-feira, 12, a juíza Ana Paula Abreu Filgueiras, da Vara de Execuções Penais, decidiu acatar o pedido de liberdade condicional feito pelo advogado de Bruno, Luiz Gregório.

A partir de agora, o ex-goleiro não é obrigado a obedecer restrição de horário para ficar fora de sua casa. Seu único compromisso é se apresentar de três em três meses a agentes da Secretaria de Administração Penitenciário do estado.

Argumento

De acordo com a juíza, Bruno vinha cumprindo as regras da prisão domiciliar e não existem apontamentos em sua Folha de Antecedentes Criminais. Os argumentos respondem ao questionamento do Ministério Público, que havia dado dois pareceres contrários à concessão de liberdade condicional ao ex-atleta.

Eliza Samúdio era amante do goleiro e foi morta em Vespasiano, em Minas Gerais, depois de ter sido levada à força do Rio de Janeiro, onde morava, para o sítio do ex-jogador em Esmeralda, no estado mineiro. Na ocasião, Eliza buscava de Bruno o reconhecimento de paternidade do filho, Bruninho, comprovada posteriormente ao seu assassinato.

O ex-goleiro, à época titular do Flamengo, confessou ter sido o mandante do crime. O corpo de Eliza nunca foi encontrado. A criança encontra-se com os avós maternos.

Veja

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