Economia

BENEFÍCIO: Auxílio Gás começa a ser pago a 5,4 milhões de famílias em janeiro

Foto: Havolene Valinhos / Folhapress

O governo federal começará a pagar o Auxílio Gás a partir do dia 18 de janeiro a 5,4 milhões de famílias em todo o país que fazem parte do programa Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família.

Nesta segunda-feira (27), 108 mil atingidos pelas chuvas na Bahia e em Minas Gerais já terão acesso ao benefício.

O pagamento do vale-gás, no valor de R$ 52, é feito pela Caixa Econômica Federal. Inicialmente, o Ministério da Cidadania havia informado que o auxílio seria pago a partir dezembro para todas as famílias, o que não ocorreu. As famílias que terão o benefício nesta segunda fazem parte de uma lista de cem municípios que tiveram o estado de calamidade pública decretado.

Para receber o auxílio, o beneficiário irá usar os mesmos cartões e senhas utilizados para o saque dos valores do Auxílio Brasil. A regra vale tanto para quem vai sacar o benefício nesta segunda quanto para quem vai ter acesso ao vale-gás em janeiro.

Segundo a Caixa, as famílias que já recebiam o Bolsa Família pelo aplicativo Caixa Tem, na poupança digital, poderão continuar movimentando seu benefício pelo aplicativo. É possível fazer o saque também nos caixas eletrônicos, nas lotéricas e nos correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.

No mês que vem, o dinheiro poderá ser sacado a partir do dia 18, seguindo o calendário do Auxílio Brasil. Os valores são liberados conforme o final do NIS (Número de Identificação Social). O dinheiro cai na conta de dois em dois meses.

A consulta para saber se vai receber pode ser feita em três canais diferentes de atendimento: pelos aplicativos Auxílio Brasil e Caixa Tem ou por telefone, no Atendimento Caixa ao Cidadão, por meio do telefone 111.

Têm direito ao benefício as famílias inscritas no CadÚnico com renda familiar mensal per capita (por pessoa da família) menor ou igual a meio salário mínimo (R$ 550 neste ano). Também serão beneficiadas as famílias com integrantes no BPC. O valor recebido de Auxílio Brasil não vai contar na análise do critério de renda familiar.

Segundo o Ministério da Cidadania, haverá revisão mensal da lista de quem pode ou não receber os valores. Famílias que atendem aos critérios e tenham mulheres vítimas de violência doméstica sob monitoramento de medidas protetivas de urgência têm prioridade.

Ao todo, serão gastos, inicialmente, R$ 300 milhões para o pagamento do Auxílio Gás. O valor foi liberado na última quarta-feira (22) pelo governo Bolsonaro. Segundo a Cidadania, o programa tem como objetivo diminuir o efeito do preço do GLP (gás liquefeito de petróleo) sobre o orçamento das famílias de baixa renda.

Pela lei que criou o vale-gás, o valor a ser pago de auxílio tem como base o preço do botijão de gás de 13 quilos conforme levantamento feito pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) com base nos últimos seis meses. A publicação dos valores do botijão deve ocorrer até o décimo dia útil do mês de pagamento.

Pesquisa feita pela ANP mostra que, entre os dias 12 e 18 de dezembro, o preço médio do botijão de gás no país estava em R$ 102. O valor mínimo é R$ 78, mas há locais onde o botijão pode chegar a R$ 140. No estado de São Paulo, o preço médio é de R$ 100,20.

CADASTRO PARA O PAGAMENTO

Não haverá abertura de cadastro para receber o benefício. O governo utiliza as informações do CadÚnico para definir os beneficiários. Pela lei, o programa será financiado com recursos dos royalties da União na produção de petróleo e gás natural sob o regime de partilha de produção, de parte da venda do excedente em óleo da União e bônus de assinatura nas licitações de áreas para a exploração de petróleo e de gás natural.

Com informações FolhaPress

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Economia

Exportação de vinhos nacionais salta 62% dentro do país, rosé vira moda

As exportações de vinhos e espumantes nacionais deram um salto neste ano em relação a 2020. Entre janeiro e setembro de 2021, o país vendeu 690,4 mil caixas de nove litros de vinhos e espumantes, o que representa aumento de 62% em relação ao mesmo período do ano passado. No mercado interno, vinhos e espumantes rosé viraram queridinhos do consumidor.

Os dados são da Ideal Consulting, uma empresa de auditoria de importação e inteligência de mercado, e foram divulgados pelo Consevitis-RS (Conselho de Planejamento e Gestão da Aplicação de Recursos Financeiros para Desenvolvimento da Vitivinicultura do Rio Grande do Sul).

A vinícola Salton, por exemplo, atingiu a meta de exportação já em novembro. O objetivo da empresa era vender R$ 14 milhões em produtos para o exterior. Em novembro, as vendas para fora já somavam R$ 14,8 milhões. A expectativa é fechar 2021 com R$ 16,5 milhões exportados, aumento de 50% na comparação com 2020.

Segundo Maurício Salton, presidente da vinícola, o bom resultado pode ser atribuído ao câmbio favorável e ao “reconhecimento da qualidade do produto brasileiro”. “O espumante brasileiro está se consolidando lá fora, com reconhecimento de qualidade”, diz.

Ele também afirma que a cotação alta do dólar ajudou. As exportações são favorecidas quando o dólar sobe porque o importador compra mais produtos brasileiros com a mesma quantidade de dólar.

Aumento de consumo interno

As vendas de vinho no mercado interno também cresceram: houve uma alta de 2% entre outubro de 2020 e setembro de 2021, na comparação com o mesmo período de 2019 e 2020. Foram 492,5 milhões de litros comercializados.

Segundo representantes do setor, os números apontam que o aumento no consumo de vinho registrado em 2020 veio para ficar. A OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho) afirma que a alta foi de 18,4% no ano passado.

Rosé está na moda

Os dados da Ideal Consulting não têm o detalhamento por tipo de vinho ou espumante. Mas, segundo as vinícolas, os novos consumidores do mercado interno estão se interessando mais por bebidas rosé.

Oscar Ló, presidente da cooperativa Vinícola Garibaldi, diz que 50% do que ele vende de espumantes já é rosé.

Rafael Conceição, gerente de marketing do Consevitis-RS, afirma que esse tipo de bebida “entrou na moda” por ser “despretensiosa, mais leve e divertida”. O novo público, diz Conceição, é “desapegado de técnicas e classificações”.

“Estamos tentando incentivar as pessoas a trazerem o vinho para outros momentos que não são só os clichês, quando esfria ou em um jantar romântico. Queremos mostrar que o vinho pode estar no cotidiano, em um churrasco, na beira da praia”, explica Rafael Conceição, do Consevitis-RS.

Alexandre Miolo, diretor comercial da vinícola Miolo, diz que os consumidores que já bebiam vinho passaram a conhecer melhor os rótulos nacionais, o que também impulsionou as vendas.

“Mas eu acho que o mais importante foi a entrada de novos consumidores no mercado. Não perdemos isso em 2021 e temos a expectativa de crescer mais”, afirma Alexandre Miolo, da vinícola Miolo.

Falta de garrafas impede crescimento maior

Outra vinícola, a Aurora, também comemorou bons resultados durante a pandemia. Em 2020, o volume comercializado cresceu 26% na comparação com o ano anterior —o que levou a um faturamento R$ 150 milhões mais alto.

Em 2021, segundo Hermínio Ficagna, diretor superintendente da vinícola, os resultados “só não serão melhores” pela falta de um insumo básico: a garrafa.

“A Aurora vai deixar de vender e até de crescer porque não tem garrafa. São entre oito e dez milhões de litros de vinhos, sucos e espumantes que não chegarão ao mercado por causa disso”, disse Hermínio Ficagna, da Aurora

Segundo ele, o cenário deve persistir no ano que vem e até em 2023. Por isso, as empresas estão pensando em alternativas, como comercializar as bebidas em latas.

“No caso do vinho, o que percebemos é que o consumidor ainda não assimilou bem o uso da lata. É algo muito incipiente. Mas estamos com outros projetos em andamento, que ainda não posso detalhar. Não adianta ficar esperando [o fornecimento de garrafas voltar ao normal]”, afirma.

UOL

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Economia

Pais solteiros vão receber pagamento retroativo do auxílio emergencial

Os pais solteiros chefes de família que receberam as cinco primeiras parcelas do auxílio emergencial em 2020 receberão pagamento retroativo. O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta sexta-feira (24) medida provisória com crédito extraordinário de R$ 4,1 bilhões para o Ministério da Cidadania pagar parcelas antigas em dobro após a derrubada de um veto pelo Congresso Nacional em junho deste ano.

Em julho do ano passado, Bolsonaro havia vetado um projeto de lei de autoria de deputados da oposição que estendia ao homem provedor de família monoparental o recebimento em dobro do auxílio emergencial criado durante a pandemia de Covid-19. Com o veto, somente mulheres solteiras chefes de família receberam as parcelas de R$ 1,2 mil (o dobro do valor original, de R$ 600).

Em 1º de julho deste ano, o Congresso Nacional, em sessão conjunta, derrubou o veto. Até agora, o governo não tinha se manifestado sobre a questão, mas a medida provisória (MP) confirmou a ampliação do benefício.

“Com a edição da MP, o Estado brasileiro reitera seus esforços para garantir a oferta regular de serviços e programas voltados à população em geral, principalmente àquela mais vulneráveis, franqueando aos órgãos e agentes públicos o acesso a instrumentos capazes de mitigar os efeitos danosos da pandemia sobre a sociedade brasileira”, informou o Palácio do Planalto em nota.

A medida vale apenas para as cinco primeiras parcelas do auxílio emergencial pagas em 2020. As quatro parcelas de extensão do auxílio emergencial de R$ 300, pagas de setembro a dezembro do ano passado, e as sete parcelas pagas neste ano não terão pagamentos retroativos.

R7

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Economia

Resultados do Caged mostram acerto nas políticas econômicas do governo, diz Onyx

O Brasil criou 324.112 postos de trabalho com carteira assinada no mês de novembro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Trabalho e da Previdência na última quinta-feira, 23. Com o resultado, o país soma 2.992.898 empregos no acumulado desde janeiro, o que para o ministro Onyx Lorenzoni representa o acerto das políticas econômicas adotadas pelo governo federal.

“É um número histórico de quase 3 milhões de empregos gerados, o que demonstra um acerto de políticas desde 2019”, disse, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News.

Entre os programas que permitiram a recuperação e manutenção dos empregos e da renda em 2021, Onyx cita o Pronampe e o auxílio emergencial, além das ações para simplificação fiscal.

“Para um cenário tão complexo que foi o ano de 2020, com aquele fica em casa que a economia a gente vê depois, onde milhares e milhares de empresas fecharam, houve super esforço de todo o time do presidente Jair Bolsonaro“, afirmou, reforçando sua visão de que os resultados econômicos para o próximo ano “serão melhores que os prognósticos”.

“Nós conseguimos, de 2019 para cá, caminhar muito na simplificação, na facilitação na desburocratização, o que permitiu que o resultado aparecesse com uma forte geração [de empregos]. Tem uma outra realidade onde quase 40 milhões de brasileiros estão na economia informal. O Brasil vem reduzindo a informalidade, mas tem muito para ser feito”, completou o ministro, que ressaltou a posição do governo na pandemia de equilibrar os cuidados com a saúde e a economia.

“Contrariando o que era senso comum, e que estava equivocado, buscamos um caminho de equilíbrio e aí foram tomadas muitas medidas, como o Pronampe, que destinou bilhões e bilhões de reais para as microempresas pudessem se manter em funcionamento”, disse o ministro.

Jovem Pan

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Paraíba

REAJUSTE: Cícero Lucena aumenta em 10,74% o IPTU para 2022

Foto: Reprodução

O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e a Taxa de Coletas Residuais (TCR) de 2022 em João Pessoa virá com um reajuste de 10,74%. O novo decreto municipal foi publicado na edição desta quinta-feira do Semanário Oficial do Município.

O último reajuste no IPTU da capital aconteceu em janeiro deste ano, quando houve uma atualização de 4,31%. A gestão muncipal levou em consideração o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado dos meses de novembro de 2019 a novembro de 2020.

O calendário e a receita prevista, no entanto, ainda não foram divulgados.

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Economia

CRESCIMENTO: Brasil cria 324 mil vagas de emprego com carteira assinada em novembro

Imagem: reprodução

Durante o mês de novembro, o Brasil registrou a criação de 324.112 vagas de emprego com carteira assinada, um crescimento em relação ao mês anterior.

De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (23) pelo Ministério do Trabalho e Previdência, o saldo de novembro decorreu de 1.772.766 admissões e de 1.448.654 desligamentos.

O acumulado de 2021 registra, até então, saldo de 2.992.898 empregos, decorrente de 19.136.617 admissões e de 16.143.719 desligamentos.

Os dados divulgados, nesta quinta-feira (23), revisam o número de outubro para 241.766 vagas criadas. O destaque de outubro foi o setor de serviços, seguido do comércio, indústria, construção e, por fim, a agropecuária, que teve retração.

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Economia

Bolsonaro sanciona lei que libera R$ 300 milhões para viabilizar auxílio-gás a 5 milhões de famílias

O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou, nesta quarta-feira (22), projeto de lei que libera R$ 300 milhões para o financiamento do auxílio-gás, no valor de R$ 55. O crédito adicional visa mitigar o efeito do preço do gás de cozinha sobre o orçamento das famílias de baixa renda.

O projeto, de autoria do poder Executivo, que previa o auxílio havia sido aprovado em outubro, mas a liberação de crédito orçamentário para custear o programa só foi aprovada na última sexta-feira (17).

A perspectiva é que o benefício alcance mais de cinco milhões de famílias de baixa renda e que, a partir do próximo exercício, com os recursos recém-aprovados no Orçamento de 2022, seja possível mantê-las de forma permanente.

De acordo com a Secretaria-Geral, a concessão do crédito adicional permitirá que sejam realizadas despesas não computadas na Lei Orçamentária sem, com isso, afetar o cumprimento do teto de gastos.

Quem tem direito?

Para realizar o pagamento, o Ministério da Cidadania vai utilizar o mesmo cadastro do Auxílio Brasil, programa que subistituiu o Bolsa Família neste mês. O benefício será pago às famílias com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo (R$ 550) e que estejam inscritas no CadÚnico (Cadastro Único do Governo Federal). Também serão beneficiadas famílias que tenham entre os seus integrantes quem recebe o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Com o programa, cada família elegível receberá, a cada dois meses, um valor correspondente a uma parcela de, no mínimo, 50% da média do preço nacional de referência do botijão de 13 kg de GLP.

O valor é estabelecido pelo SLP (Sistema de Levantamento de Preços) da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), conforme regras a serem definidas em decreto. De acordo com o levantamento, o valor médio do botijão em 2021 é de R$ 102,48. Já a estimativa para o ano que vem chega a R$ 112,48.

R7

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Brasil

PARECER: Relator do Orçamento propõe salário mínimo de R$ 1.210 em 2022

Divulgação

O relator do projeto de lei do Orçamento de 2022, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), propôs o salário mínimo no valor de R$ 1.210 para o próximo ano. O valor consta do parecer apresentado hoje (20) na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso.

Esse montante representa aumento de 10,04% em relação ao salário mínimo atual de R$ 1,1 mil. A variação corresponde à projeção oficial da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para este ano. O que indicaria mais um ano sem ganhos reais (reajuste acima da inflação).

No entanto, o próprio parecer menciona que a projeção está defasada e cita uma previsão atualizada de 10,18% para o INPC. Caso esse valor prevaleça, o salário mínimo subiria para R$ 1.212 no próximo ano. A proposta original do governo, enviada em agosto, previa salário mínimo de R$ 1.169, mas não contemplava a inflação acima do previsto no segundo semestre deste ano, provocada principalmente pelo reajuste da energia e dos combustíveis.

O relatório de Hugo Leal precisa ser aprovado pela CMO e depois pelo plenário do Congresso, em sessão conjunta da Câmara e do Senado.

Mesmo sem aumento real (acima da inflação), o valor exato do salário mínimo só será conhecido no fim de janeiro, após a divulgação do INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor] consolidado de 2021 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Hugo Leal rejeitou o pedido do Ministério da Economia para incluir, em seu parecer, um reajuste salarial para servidores. Na semana passada, a pasta enviou um ofício com pedido para reservar R$ 2,8 bilhões do Orçamento do próximo ano para reajustar o salário de algumas categorias.

Desse total, R$ 2,5 bilhões viriam do Orçamento primário (formado pela arrecadação de tributos) para pagar os reajustes. Os R$ 355 milhões restantes sairiam da emissão de títulos públicos para financiar o aumento da contribuição da União para a Previdência dos servidores.

O documento não informa que categorias serão atendidas. No entanto, no último dia 14, o presidente Jair Bolsonaro tinha prometido aumentos salariais para policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes penitenciários.

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Economia

Governo federal prepara projeto para impulsionar transporte ferroviário de passageiros; Proposta tem potencial de gerar 65 mil empregos diretos e indiretos

Após ganhar um marco legal que deve turbinar o transporte ferroviário de cargas, o Brasil poderá ter em 2022 uma nova lei para incentivar também o uso e a construção de ferrovias focadas no transporte de passageiros.

O meio de locomoção, comum até meados do século passado e abandonado nas últimas décadas pelo País, é tema de uma proposta de política pública estruturada pelo Ministério da Infraestrutura com a colaboração de uma entidade do setor, a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos). A expectativa do governo é de que o texto seja enviado e aprovado pelo Congresso até o fim do próximo ano.

Com o projeto, o governo e o mercado esperam ter um conjunto de regras consolidado capaz de atrair investimentos privados e destravar diversos empreendimentos no Brasil. De acordo com o presidente do conselho da ANPTrilhos, Joubert Flores, existem mais de 100 ideias de projetos ferroviários para passageiros – muitos ainda em fase conceitual – que poderiam ser levadas à execução no País.

Flores cita o projeto de trem para ligar, inicialmente, Campinas a São Paulo, e que deve envolver mais de R$ 8 bilhões em investimentos. Mas há outros empreendimentos que já são alvo de estudos nos últimos anos, como um traçado ligando o Distrito Federal e Goiás e outro conectando Minas Gerais e o Rio.

“Tudo isso demanda investimento, e a capacidade de investir do setor não é grande. Se tiver indicação de prioridade, com política que crie marco que dê essa segurança regulatória, atratividade, acho que isso alavanca”, avaliou Flores. Ele compara esse tipo de mudança legal com o novo marco do saneamento, em vigor desde julho de 2020, pensado para atrair investidores num setor até então permeado de insegurança jurídica. “Esse marco dá uma segurança jurídica que permite que você faça investimento. São investimentos de longo prazo, longa maturação, não pode ser um projeto de governo, mas de Estado.”

A proposta do governo prevê, entre outros pontos, que os empreendimentos na área poderão ser financiados com um linha exclusiva em um banco de financiamento, como o BNDES. A proposta de projeto de lei, lançada na quarta-feira passada, ficará disponível para consulta pública por 45 dias.

O governo também ressaltou outros efeitos do crescimento desse tipo de transporte, como a redução de gases de efeito estufa e a geração de empregos. Estudo da ANPTrilhos aponta que, para cada mil quilômetros de ferrovia em operação para esse fim, 65 mil empregos diretos e indiretos poderão ser gerados.

O secretário nacional de Transportes Terrestres, Marcello Costa, ressaltou que o novo marco legal das ferrovias, que permite a construção de traçados privados e que já foi aprovado pelo Congresso, também ajudará a fomentar o transporte de passageiros pelo modal – além do incentivo a ferrovias focadas em carga.

Segundo ele, por sua vez, os empreendimentos voltados ao cidadão ainda demandam uma legislação específica. “E tenho certeza de que ainda em 2022, talvez até o fim do ano, se consiga a aprovação dessa legislação. Talvez esse seja um dos legados deste governo mais importantes no setor de transporte do País”, disse.

Estadão Conteúdo

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Economia

Guedes critica pedidos de reajuste salarial para o funcionalismo

Depois de ceder à pressão do presidente Jair Bolsonaro (PL) para o reajuste dos salários dos policiais e de carreiras do Ministério da Justiça, o ministro Paulo Guedes (Economia) reclamou dos pedidos de governos regionais para voltarem a conceder reajustes ao funcionalismo.

“É como se falasse: já consegui a vacina, agora me dá aqui o que eu perdi. Mas dar o quê? Perdeu Numa guerra a gente perde”, afirmou.

O ministro também lembrou que o compromisso motivado pela pandemia de não reajustar salários acaba em 31 de dezembro.

Nesta semana, Guedes enviou um ofício ao Congresso pedindo que sejam reservados R$ 2,5 bilhões no Orçamento de 2022 para reajustes salariais em ano eleitoral.

Teto fragilizado

No documento, o ministro defende a reserva e destaca a necessidade dos R$ 2,5 bilhões para despesas primárias, que fragilizam o teto de gastos, a regra que limita o avanço das despesas à inflação.

Outros R$ 355 milhões são para despesas financeiras, que não estão embaixo do teto. A reserva deve pagar a contribuição da União para o regime previdenciário desses servidores.

Na segunda-feira (13/12), ele também recebeu autoridades das polícias pedindo o reajuste salarial. Na caravana, juntaram-se o ministro da Justiça, Anderson Torres, os diretores-gerais da Polícia Federal, Paulo Maiurino, da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Marques, e do Departamento Penitenciário, Tânia Fogaça.

Metrópoles

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