Economia

Selic sobe para 10,75%, maior patamar desde abril de 2017

A taxa básica, a Selic, subiu de 9,25% para 10,75% ao ano nesta quarta-feira (2). A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) foi unânime e era esperada pelo mercado.

Os juros chegaram ao maior nível desde abril de 2017, quando esteve em 11,25% ao ano.

O colegiado aumentou a Selic pela 8ª vez consecutiva. Foi a 3ª alta consecutiva de 1,5 ponto percentual. O Copom começou a subir os juros em março de 2021, de 2% para 2,75%. Relembre:

  • março de 2021 – de 2% para 2,75% (+0,75 p.p.);
  • maio de 2021 – de 2,75% para 3,5% (+0,75 p.p.);
  • junho de 2021 – de 3,5% para 4,25% (+0,75 p.p.);
  • agosto de 2021 – de 4,25% para 5,25% (+1 p.p.);
  • setembro de 2021 – de 5,25% para 6,25% (+1 p.p.);
  • outubro de 2021 – de 6,25% para 7,75% (+1,5 p.p.);
  • dezembro de 2021 – de 7,75% para 9,25% (+1,5 p.p.);
  • fevereiro de 2022 – de 9,25% para 10,75% (+1,5 p.p.).

ENTENDA O COPOM

O comitê é formado pelos diretores do BC (Banco Central). Reúnem-se a cada 45 dias para definir os juros. A Selic é o principal instrumento para controlar a inflação.

O mercado financeiro esperava a alta de 1,5 ponto percentual na Selic nesta quarta-feira (2). As estimativas das principais instituições já indicavam Selic de 10,75% ao ano. O colegiado havia sinalizado elevar o percentual para este patamar.

A Selic subiu 7,25 pontos percentuais em 2021, a maior alta da série histórica.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) terminou 2021 em 10,06%, patamar que é 6,31 pontos percentuais acima da meta de inflação. O presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, precisou divulgar uma carta pública com as justificativas para o descumprimento do objetivo inflacionário.

Poder 360

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Economia

ENERGIA ELÉTRICA: Bandeira tarifária mais cara deve ser cobrada até abril, diz ministro

Foto: Reprodução

O Brasil vivenciou, no ano passado, a maior crise de escassez hídrica dos últimos 90 anos. Por conta disso, o país precisou comprar energia elétrica do exterior e acionar as usinas termelétricas que funcionam em solo brasileiro. Para financiar os gastos extras, foi criada uma nova bandeira tarifária de energia elétrica: a bandeira de escassez hídrica. A previsão do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, entretanto, é que ela deixe de ser necessária em meados de março ou abril.

Segundo Albuquerque, ainda não há como prever como será o cenário hídrico em 2022, mas há uma expectativa de que seja melhor do que o do ano passado. O ministro disse que as condições hídricas de 2021 foram 8% melhores que em 2020 graças às medidas adotadas pelo governo.

“A nossa expectativa para o fim do período úmido (março, abril) é estarmos em condições bem melhores do que estávamos no ano passado”. De acordo com ele, os consumidores – grandes , médios e pequenos – fizeram a sua parte. “Eu digo que foi um esforço coletivo”, garante.

Ainda segundo o ministro, o governo trabalhou para que não houvesse a possibilidade nem de racionamento nem de apagão. Bento Albuquerque citou que países como os Estados Unidos e a China tiveram que racionar energia, o que não ocorreu com o Brasil.

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Economia

Mais de 300 mil trabalhadores deixam de sacar R$ 208 milhões do abono salarial

O abono salarial é um direito do trabalhador inscrito no PIS, que pode receber uma remuneração de até um salário mínimo, referente aos meses trabalhados no ano anterior. Esse dinheiro pode ser de grande ajuda. Mesmo assim, mais de 300 mil trabalhadores ainda não sacaram o abono a que têm direito referente ao ano de 2019. São R$ 208,5 milhões nos cofres do Estado ainda aguardando seus beneficiários.

Os 320.423 trabalhadores que não sacaram o abono, que já está disponível desde 2020, ainda podem fazê-lo. Eles podem solicitar o pagamento no próximo calendário vigente. Ou seja, podem sacar o valor atrasado do abono de 2019 junto com o abono de 2020, que começa a ser pago em 8 de fevereiro.

O calendário estipula as datas de pagamento pelo mês do aniversário, se for trabalhador da iniciativa privada, ou pelo número da inscrição, se for trabalhador do setor público.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência, 22,2 milhões de trabalhadores têm direito ao Abono Salarial referente ao ano base de 2019. Desses, 21,9 milhões fizeram o saque de sua quantia correspondente, totalizando R$ 17,2 bilhões já retirados. Segundo a pasta, 98,56% dos trabalhadores com direito ao saque já o fizeram.

Quem tem direito

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há, pelo menos, cinco anos, e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Os trabalhadores também podem checar se têm direito ao saque pelo site do governo federal ou da Carteira de Trabalho Digital. A central Alô Trabalhador, telefone 158, também está disponível para atendimento.

Valor

O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2020. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 101, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, que atualmente é de R$ 1.212.

Agência Brasil

 

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Economia

Em 5 anos, construir casa no Brasil ficou quase 50% mais caro

O custo do metro quadrado na construção de uma casa no Brasil ficou quase 50% mais alto nos últimos cinco anos. Dados do Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil) mostram que, do fim de 2016 para o fim de 2021, o valor médio do metro quadrado de uma construção subiu 47,43%, indo de R$ 1.027,30 para R$ 1.514,52. No mesmo período, a inflação acumulada foi de 28,15%.

Os valores consideram as despesas com mão de obra e material. Não entram na conta gastos com terrenos, projetos e licenças, entre outros.

Por trás do movimento mais recente, conforme especialistas ouvidos pelo UOL, está a disparada dos preços do material de construção, em especial nos últimos dois anos, durante a pandemia de covid-19.

Calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o índice Sinapi possui dois componentes: mão de obra e material. No primeiro caso, o custo subiu 21,84% nos últimos cinco anos, abaixo da inflação de 28,15%. Mas a despesa com material desde 2016 disparou 71,32% —duas vezes e meia a inflação do período.

UOL

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Economia

IBGE: Desemprego cai para 11,6% no Brasil no trimestre encerrado em novembro

Foto: Reprodução

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 11,6% no trimestre encerrado em novembro de 2021, informou nesta sexta-feira (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Se comparado com o mesmo período de 2020, houve uma queda de 14,5%, o que equivale a mais de 2 milhões de brasileiros que conseguiram uma oportunidade de trabalho.

Apesar da queda do desemprego, o rendimento real habitual caiu 4,5% frente ao trimestre anterior, para R$ 2.444, o menor da série histórica iniciada em 2012. A falta de trabalho ainda atinge 12,4 milhões de brasileiros.

“Esse resultado acompanha a trajetória de recuperação da ocupação que podemos ver nos últimos trimestres da série histórica da pesquisa. Esse crescimento também já pode estar refletindo a sazonalidade dos meses do fim de ano, período em que as atividades relacionadas principalmente a comércio e serviços tendem a aumentar as contratações”, explica em nota a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

 

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Economia

ESTRATÉGIA: ICMS dos combustíveis será congelado por mais 60 dias na Paraíba

Divulgação

O cálculo do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) dos combustíveis será congelado por mais 60 dias, na Paraíba, segundo confirmação do governador do estado, João Azevêdo.

O valor nominal, sem considerar a inflação, para cálculo do imposto será o mesmo até o dia 31 de março.

De acordo com o governador, a estratégia é aguardar uma solução do governo federal em relação ao preço alto nas bombas de combustíveis em todo o país. A decisão foi tomada em conjunto com os demais governadores do país e do Distrito Federal.

Esse é mais um esforço dos estados na tentativa de atenuar os efeitos da política de preços dos combustíveis em vigência”, disse João Azevêdo.

Segundo o secretário de estado da Fazenda, Marialvo Laureano, a responsabilidade pelos reajustes é da Petrobras e do governo federal.

“Hoje estamos, mesmo com todo o reajuste que a Petrobras deu, estamos tributando com o valor de outubro. Esperamos que nos próximos 60 dias o governo federal possa sair da cadeira e tomar alguma atitude em prol da sociedade brasileira”, ressaltou o secretário.

G1 Paraíba

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Economia

DESESTABILIZOU: Banco Central suspende temporariamente o acesso a consulta de valores “esquecidos” em bancos

Divulgando

Depois de o site do Banco Central (BC) ficar fora do ar durante todo o dia, o órgão decidiu suspender temporariamente o acesso ao Sistema de Informações de Valores a Receber (SVR), que permite a consulta de possíveis valores ‘esquecidos’ em contas de banco.

Segundo o BC, o SVR uma demanda de acessos acima da esperada o que levou a decisão de suspender o funcionamento para estabilizar o sistema e as páginas do Banco Central, do Registrato e do site “Minha Vida Financeira”.

“Estamos trabalhando para que o funcionamento dos sites seja normalizado o mais breve possível e também para o retorno do SVR. Manteremos o público informado quanto a esses desenvolvimentos e pedimos desculpas pelo transtorno”, apontou o BC em nota.

O site já havia saído do ar na noite de segunda-feira (24), horas após o BC anunciar oficialmente que a ferramenta já estava funcionando.

O Globo

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Economia

INSTABILIDADE: Site do Banco Central fica fora do ar após aumento de consultas a valores devidos por bancos

Foto: Reprodução

A página do Banco Central na internet ficou fora do ar na manhã desta terça-feira (25), um dia após a instituição disponibilizar um novo sistema para consultas de valores devidos por bancos a pessoas e empresas.

De acordo com o Banco Central, o sistema “recebeu demanda acima da esperada” o que causou “instabilidade” no site. “O Sistema Valores a Receber (SVR) recebeu demanda acima da esperada e estamos ajustando a capacidade de atendimento”, informou a instituição.

Esse novo sistema permite que pessoas e empresas consultem se têm valores a receber de instituições financeiras das quais já tenham sido clientes. Esses valores são, por exemplo, depósitos que não foram retirados por esses clientes após encerramento de contas.

O serviço pode ser acessado a partir da aba “Valores a Receber” no sistema Registrato, por meio do site do Banco Central. Para acessar o site, o cliente fazer um cadastro, pela internet, junto ao Banco Central.

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Economia

BC cria sistema para clientes consultarem valores a receber de bancos

O Banco Central (BC) informou nesta segunda-feira (24) que está disponível o sistema para que pessoas e empresas possam consultar se têm algum valor a receber de bancos e demais instituições financeiras.

O serviço pode ser acessado a partir da aba “Valores a Receber” no sistema Registrato, disponível no site do Banco Central.

Caso tenha valores a serem resgatados, o usuário poderá receber o dinheiro de duas formas:

diretamente via PIX na conta indicada no sistema do Registrato, para bancos e instituições financeiras que aderiam a um termo específico junto ao BC;em um meio de pagamento ou transferência a ser informado pela instituição bancária, nos demais casos. Aqui, o beneficiário informará seus dados de contato no sistema para receber a comunicação.

Para acessar o site, o cliente precisa precisa estar cadastrado no login único do governo federal ou fazer um cadastro, pela internet, junto ao Banco Central.

Até R$ 8 bilhões

Segundo o Banco Central, nesta primeira fase do serviço são cerca de R$ 3,9 bilhões de valores a serem devolvidos decorrentes de:

contas-correntes ou poupança encerradas com saldo disponível;tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, desde que a devolução esteja prevista em Termo de Compromisso assinado pelo banco com o Banco Central;cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito; erecursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados.

Ao todo, o Banco Central estima que os clientes tenham a receber cerca de R$ 8 bilhões. O restante dos valores será disponibilizado no decorrer deste ano de 2022, fruto de:

tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, previstas ou não em Termo de Compromisso com o BC;

contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível;

contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários encerradas com saldo disponível; e

outras situações que impliquem em valores a devolver reconhecidas pelas instituições.

Publicidade

Na época em que anunciou a criação da funcionalidade, o Banco Central disse que objetivo do sistema é dar publicidade a valores que clientes de instituições financeiras têm direito e, muitas vezes, nem sabem.

“Além disso, a perspectiva de recebimento de valores baixos pode não motivar as pessoas a procurarem as instituições financeiras com as quais mantém ou mantiveram relacionamento atrás de informações”, afirmou o BC em nota na época.

A autoridade monetária informa que as informações disponibilizadas no novo serviço são de responsabilidade das próprias instituições.

“Em algumas situações, os saldos a receber podem ser de pequeno valor, mas pertencem aos cidadãos que agora possuem uma forma simples e ágil para receber esses valores”, diz o Banco Central em nota divulgada nesta segunda.

g1

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Brasil

R$ 4,7 TRILHÕES: Com vetos, Bolsonaro sanciona Lei Orçamentária Anual de 2022

Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a LOA 2022 (Lei Orçamentária Anual de 2022), que estima a receita da União para o exercício financeiro deste ano, no valor total de R$ 4,7 trilhões, sendo R$ 1,9 trilhão referente ao refinanciamento da dívida pública. A sanção será publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (24).

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência da República informou que houve vetos a algumas programações orçamentárias com intuito de ajustar despesas obrigatórias relacionadas a pessoal e encargos sociais. Com isso, será necessário encaminhar, posteriormente, projeto de lei de crédito adicional com o aproveitamento do espaço fiscal resultante dos vetos das programações.

O resultado primário previsto na lei orçamentária é de déficit de R$ 79,3 bilhões. A quantia é inferior à meta prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022, correspondente aos orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União, no valor de R$ 170,5 bilhões.

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