O Ministério da Economia diz esperar que o Brasil receba R$ 203 bilhões de investimentos, em 2023, por meio de concessões e privatizações. Essas medidas devem ser implementadas até o fim de 2022.
Se todos os projetos elaborados pelo governo deram certo, o Brasil terá R$ 2,9 trilhões em investimentos na próxima década. Os números variam de R$ 200 bilhões por ano a R$ 300 bilhões daqui a 10 anos.
A projeção considera o compromisso de investimentos feitos por meio de privatizações e concessões que foram ou estão sendo implementadas pelo governo.
O ministro Paulo Guedes (Economia) diz que R$ 860 bilhões foram firmados na gestão Bolsonaro. Afirma que o país está chegando a 20% do PIB (Produto Interno Bruto) de investimento por ano. Se a projeção for confirmada, será o melhor número desde 2013.
O mercado financeiro reduziu a projeção de inflação para 2022, passando de 7,3% para 7,15%. Os números são do Boletim Focus do Banco Central (BC), publicado nesta segunda-feira (1º). O documento reúne a estimativa de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos.
Essa é a quinta semana seguida em que o relatório mostra expectativas positivas para a economia brasileira. No caso do PIB (Produto Interno Bruto), a projeção é que a economia chegue a 1,97% de crescimento ao ano, bem próximo do esperado pela equipe econômica do governo federal. Na semana anterior, a previsão era de 1,93%.
Entretanto, o cenário esperado pelo mercado para 2023 é de avanço de 5,30% para 5,33% para a inflação.
É a 17ª alta semanal consecutiva na mediana das previsões para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Já a estimativa do PIB para o ano que vem, caiu de 0,49%, para 0,40%.
Inflação acima da meta
As projeções de inflação para os anos de 2022 e 2023 estão acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), respectivamente de 5% e 4,75%. O BC já admitiu que este deve ser o segundo ano consecutivo em que haverá o rompimento do limite superior da meta de inflação.
Os analistas mantiveram as previsões para a taxa básica de juros em 13,75% ao ano em 2022. A Selic, que está agora em 13,25% ao ano, deve ser elevada em 0,5 ponto percentual na reunião do Copom desta semana. Mas essa pode ser a última alta seguida, segundo especialistas ouvidos pelo CNN Brasil Business. O aperto monetário pode encerrar seu ciclo em meio aos resultados recentes de arrefecimento da inflação.
Já para 2023, o mercado elevou para 11% ao ano a perspectiva dos juros. A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a pressão inflacionária.
Um levantamento da plataforma Serasa Experian aponta que quase 38% dosmparaibanos estão com alguma conta atrasada e, consequentemente, com o nome sujo nos cadastros de proteção ao crédito.
No Amazonas está o dado mais preocupante: há mais adultos inadimplentes (51,8%) do que adultos com as contas em dia. Em seguida, aparecem outros Estados onde a parcela de inadimplentes é de praticamente metade dos adultos, como Rio de Janeiro, Amapá e Distrito Federal — os três com índices superiores a 49%.
Na outra ponta, com o índice mais baixo do país, está o Piauí, com “apenas” um terço dos adultos com nome sujo. Santa Catarina (34,8%), Rio Grande do Sul (36,3%) e Alagoas (36,8%) também aparecem entre os Estados onde uma proporção maior de adultos está conseguindo pagar as contas em dia.
Veja dados por estado:
AM 51,8
RJ 49,6
AP 49,3
DF 49,2
MT 47,7
RR 47,5
MS 45,3
AC 44,1
SP 43,5
RO 42,3
TO 42,2
ES 41,5
PE 41,5
SE 41,08
GO 40,4
CE 40,3
RN 39,9
PR 39,7
MA 38,4
MG 38,3
PB 37,9
BA 37,2
PA 37,1
AL 36,8
RS 36,3
SC 34,8
PI 33,6
Uma pessoa está inadimplente a partir do momento em que não consegue pagar uma conta até a data do vencimento. Ela só entra nas estatísticas de inadimplência da Serasa, no entanto, a partir do momento que a empresa comunica que determinada conta não foi paga.
Depois disso, “a Serasa encaminha comunicação —via SMS, email, carta— para o devedor, falando que a pessoa tem dez dias para resolver essa situação e que, caso contrário, o nome dela vai ser negativado”, explica Rabi.
Inadimplência recorde no Brasil
No Brasil como um todo, são quatro adultos inadimplentes a cada dez, ou 41%. O número de 66,6 milhões de pessoas com nomes negativados registrado em maio é o recorde — o maior desde o começo da série histórica da Serasa Experian, iniciada em 2016. Em relação a maio do ano passado, houve um aumento de 4 milhões de nomes negativados.
Na análise por área, os dados de maio mostram que o segmento de bancos e cartões gerou o maior volume de dívidas negativadas (28,2% do total), seguido por contas básicas (água, luz e gás), com 22,7%. Em terceiro lugar, aparecem varejo e financeiras, com 12,5%.
O preço da gasolina registrou queda nos postos pela quinta semana seguida, de acordo com pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Na bomba, o preço do litro da gasolina caiu de R$ 5,89, na semana passada, para R$ 5,74 nesta semana (entre os dias 24 e 30 de julho). É uma queda de 2,54%.
O preço desta semana é o menor patamar desde julho do ano passado, quando o preço médio da gasolina ficou em R$ 5,81 no mês, informou a ANP.
O menor preço da gasolina ocorre após a redução do ICMS sobre combustíveis nos estados e vem ganhando força com as reduções promovidas pela Petrobras na refinarias. Foram duas quedas em dez dias. A mais recente começou a valer nessa sexta (29), com recuo de 3,88%.
Durante a pandemia, o governo federal pagou auxílio emergencial a 135,7 mil pessoas mortas, segundo relatório de auditoria da Controladoria-Geral da União. Além dos mortos, o benefício também foi repassado de forma indevida a pessoas com vínculo formal de trabalho, menores de idade, membros das Forças Armadas e agentes públicos.
O prejuízo aos cofres públicos nos anos de 2020 e 2021, considerando todas as fraudes, foi de quase R$ 11,3 bilhões, atingindo 5,2 milhões de beneficiários – 7,7% do total.
Só em relação aos beneficiários com “indicativo de óbito”, foram pagos mais de R$ 390 milhões. Em resposta à CGU, o Ministério da Cidadania reconheceu falha nos pagamentos: “fazíamos a avaliação do óbito pelo CPF da pessoa sem utilização da data de nascimento para uma dupla checagem”.
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 9,3% no trimestre encerrado em junho, queda de 1,8 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, informou o IBGE nesta sexta-feira (29). É o menor patamar para o período desde 2015, quando a taxa ficou em 8,4%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.
Segundo o IBGE, o número de desempregados recuou 15,6% em relação ao trimestre anterior, chegando a 10,1 milhões de pessoas. Isso representa 1,9 milhão de pessoas a menos em busca por trabalho no país.
“A retração da taxa de desocupação no segundo trimestre segue movimento já observado em outros anos. Em 2022, contudo, a queda mais acentuada dessa taxa foi provocada pelo avanço significativo da população ocupada em relação ao primeiro trimestre”, destaca a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy.
A população ocupada é a maior desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012, disse o instituto. Esse contingente foi estimado em 98,3 milhões, o que representa uma alta de 3,1% frente ao trimestre anterior. São 3 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho, sendo 1,1 milhão na informalidade. Na comparação com o mesmo período de 2021, a alta é de 8,9 milhões de trabalhadores.
O número de trabalhadores informais, estimado em 39,3 milhões, também foi o maior da série histórica do indicador, iniciada em 2016. Fazem parte dessa população os trabalhadores sem carteira assinada, empregadores e conta própria sem CNPJ, além de trabalhadores familiares auxiliares.
“Nesse segundo trimestre, houve a retomada do crescimento do número de trabalhadores por conta própria sem CNPJ, que havia caído no primeiro trimestre. Além disso, outras categorias principais da informalidade, que são os empregados sem carteira no setor privado e os trabalhadores domésticos sem carteira, continuaram aumentando”, diz a pesquisadora. A taxa de informalidade foi de 40% no trimestre encerrado em junho.
A redução de R$ 0,15 no preço médio de venda da gasolina nas refinarias às distribuidoras começa a vigorar a partir desta sexta-feira (29). O valor do litro passa de R$ 3,86 para R$ 3,71, uma queda de 3,88%, que não é repassada imediatamente ao consumidor. É a segunda redução feita pela Petrobras em menos de um mês.
Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela recebida pela estatal no preço ao consumidor passará de, em média, R$ 2,81 para R$ 2,70 a cada litro vendido na bomba.
Com a nova determinação, o valor cobrado pela gasolina nas distribuidoras vai apresentar um recuo de R$ 0,35 (8,26%) no período de dez dias. No último dia 20 de julho, o combustível teve redução de 4,9% no valor cobrado pelo litro, de R$ 4,06 para os atuais R$ 3,86.
O Brasil abriu 277.944 empregos formais (com carteira assinada) em junho deste ano, segundo o Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Previdência.
Esse resultado decorreu de 1.898.876 admissões e 1.620.932 desligamentos.
No acumulado do ano de 2022, foi registrado saldo de 1.334.791 empregos, decorrente de 11.633.347 admissões e 10.298.556 desligamentos (com ajustes até junho de 2022). Em 2021, esse valor foi de 1.478.998.
O estoque, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, em junho de 2022 contabilizou 42.013.146 vínculos, o que representa uma variação de +0,67% em relação ao estoque do mês anterior. É a primeira vez na história que esse valor é atingido.
“O setor de serviços foi o principal, que sempre está à frente na criação de novos empregos”, afirmou o ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira. “A meta é chegar ao final do ano com 1,5 milhão. Já é possível sonhar que teremos resultado bastante positivo no fim deste ano.”
As atualizações recentes têm mostrado defasagem nos dados do Caged. Somente em 2020, as revisões revelam que foram cortados mais de 190 mil postos de trabalho com carteira assinada, ante 142.690 contratações anunciadas inicialmente.
Os dados positivos da contratação formal surgem no mesmo momento em que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registra que o desemprego figura no menor nível desde 2015 mas ainda atinge 9,8% da população, o equivalente a 10,6 milhões de profissionais.
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, em reunião realizada nesta quarta-feira (27), a Diretriz de Formação de Preços no Mercado Interno a ser aplicada aos derivados de petróleo e gás natural, comercializados no mercado interno, incluindo o próprio Conselho de Administração e o Conselho Fiscal na supervisão da execução das políticas de preço da petroleira.
A diretriz incorpora uma camada adicional de supervisão da execução das políticas de preço pelo Conselho de Administração e Conselho Fiscal, a partir do reporte trimestral da Diretoria Executiva, “formalizando prática já existente“.
A diretriz, no entanto, não vai alterar a política de equilíbrio de preços da empresa com os mercados nacionais e internacionais. “Vale destacar que a referida aprovação não implica em mudança das atuais políticas de preço no mercado interno, alinhadas aos preços internacionais, e tampouco no Estatuto Social da companhia”, informou a estatal.
“Na execução das Políticas de Preços, buscando maximizar a geração de valor para Companhia, a Diretoria Executiva, ou alçada por ela delegada, deverá acompanhar a evolução do mercado brasileiro de derivados de petróleo [considerando, por exemplo, o efeito da venda de ativos de refino], dos produtos substitutos e a atuação dos importadores, tendo como principal balizador de preço competitivo o equilíbrio dos preços da Petrobras com os mercados nacional e internacional e observando também a participação de mercado necessária para a otimização de seus ativos, bem como a preservação de um ambiente competitivo salutar, nos termos da Legislação em vigor”, explicou a Petrobras.
Embora acrescente os conselhos de Administração e Fiscal, a diretriz reiterou a competência da Diretoria Executiva na execução das políticas de preço, para “preservar e priorizar o resultado econômico da companhia, na direção de maximizar a sua geração de valor”.
“Os procedimentos relacionados à execução da política de preço, tais como, a periodicidade dos ajustes dos preços dos produtos, os percentuais e valores de tais ajustes, a conveniência e oportunidade em relação à decisão dos ajustes dos preços permanecem sob a competência da Diretoria Executiva”, observou.
Ainda de acordo com a diretriz, “a Diretoria Executiva deverá reportar trimestralmente ao Conselho de Administração e ao Conselho Fiscal a evolução dos preços praticados no mercado nacional para diesel, gasolina e GLP, bem como da participação da Petrobras nestes mercados”.
Após 25 meses de preços em alta, o Brasil deve registrar deflação em julho. É o que preveem economistas consultados pelas CNN Brasil.
A expectativa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre) é de que a inflação no país recue em até 0,6% em julho, como resposta ao barateamento dos combustíveis e da energia elétrica.
Caso a projeção se concretize, será a maior queda inflacionária para um mês desde o início do Plano Real, em 1994, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até então, o recuo mais expressivo no país aconteceu em agosto de 1998, de 0,51%.
Nesta terça-feira (26), a desaceleração da inflação neste mês foi indicada no IPCA-15, que ficou em 0,13%. Para o economista do FGV-Ibre, André Braz, a análise, devido à data da coleta, não conseguiu mensurar o total impacto da redução da gasolina e da energia elétrica, motivada pela limitação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
“A prévia do IBGE não contemplou todo o impacto gerado pela queda no imposto do ICMS. Esse resultado não mostra que estamos com a inflação controlada, muito pelo contrário, ainda seguimos com números altos e descontrolados. O bom resultado deste mês acontece apenas por conta dessa redução do imposto. Ainda não é uma luz no final do túnel”, declarou o economista.
Totalizando mais de 10% dos gastos mensais de um brasileiro, segundo Braz, combustíveis e energia tiveram uma diminuição significativa após a aprovação de uma lei nacional que obriga um teto de 17% a 18% no ICMS.
Para Fábio Romão, da LCA Consultores, que projeta uma deflação de 0,63% em julho, a redução da gasolina de R$ 4,06 para R$ 3,86, anunciada pela Petrobras às distribuidoras, também atua para o resultado no mês.
Segundo o último boletim da ANP, o combustível está com preço médio de R$ 5,89 no país, patamar que não era atingido desde agosto do ano passado.
O Levantamento da LCA Consultores estima uma queda de 3,76% no segmento de transportes. Quanto ao segmento de habitação, o estudo estima que queda de 1,75%, influenciada pelos preços do botijão de gás e, sobretudo, da energia elétrica residencial, que deve cair 8,08%.
Já a alimentação deve continuar em alta, puxada especialmente pelas frutas, aves, ovos, carnes, peixes, leites e seus derivados.
O economista e professor da PUC-Rio Roberto Simonard alerta que a queda nos preços em julho não deve ser uma tendência para os próximos meses.
“Penso que essa queda realmente deve ser pontual e não deva se manter até o fim do ano. As pressões inflacionárias, inclusive internacionais, são um cenário que está colocado. Vemos aumentos de preços que vêm do exterior, causados por problemas de produção, e que estão pressionando as inflações desses países. E esses efeitos inflacionários do exterior acabam chegando no Brasil e impactando também preços brasileiros”, avalia o economista.
O resultado oficial da inflação brasileira de julho será divulgado no dia 9 de agosto pelo IBGE.
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