Brasil

Presidente do Banco Central diz que cartão de crédito deixará de existir

Foto: Reprodução

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o cartão de crédito deixará de existir em breve. Ele afirmou que o “open finance“, modalidade pela qual os clientes disponibilizam seus dados a diferentes instituições, deve acelerar o processo. Com isso, não haverá mais a necessidade de diversos aplicativos de bancos.

Ele prevê que até 2024 já esteja disponível uma moeda digital em que cada pessoa terá um aplicativo integrador que cuidará da vida financeira virtual e física no mesmo lugar. Além disso, ele ressaltou que o Pix já faz muitas questões relacionadas a pagamentos e soluciona problemas, inclusive oferecendo aos usuários compras através da modalidade de crédito.

Campos Neto também falou sobre uma possível regulação das criptomoedas no Brasil, para que haja mais transparência na maneira como são transacionadas, criadas e negociadas.

“A gente tem que ter certeza de que as pessoas sabem o que estão comprando. A tarefa do regulador é essa da transparência. Ele não deveria entrar no campo de ‘eu acho que esse produto é bom para você ou não’, acho um pensamento anti-inovação. As pessoas, diante da informação, é que tem que tomar a decisão se é bom ou não”, disse Campos Neto.

Jovem Pan

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Economia

Governo amplia renegociação de dívidas com a Receita Federal com descontos de até 70%

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal publicou uma portaria nesta sexta-feira (12) em que facilita a renegociação de dívidas com o Fisco e permite descontos de até 70% do montante devido após a incidência de imposto.

Em regra, essas transações podem ser quitadas em até 120 meses. Para pessoas física, Microempreendedor Individual (MEI), microempresa, empresa de pequeno porte (EPP), Santas Casas, as sociedades cooperativas e instituições de ensino, o prazo para o pagamento da dívida a ser negociada poderá ser de até 145 meses.

Para os débitos das contribuições sociais, este prazo fica limitado a 60 meses.

As novas modalidades de renegociação permitem acordos sobre débitos que estejam em contencioso administrativo fiscal, com valor acima de R$ 10 milhões. Também fazem parte do público-alvo da portaria:

  • devedores falidos, em recuperação judicial ou extrajudicial, em liquidação judicial ou extrajudicial ou em intervenção extrajudicial;
  • autarquias, fundações e empresas públicas federais; e
  • estados, Distrito Federal e municípios e respectivas entidades de direito público da administração indireta.

A portaria publicada também permite utilizar precatórios ou direito creditório para amortização de dívida tributária principal, multa e juros. As negociações têm início em 1° de setembro.

g1

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Economia

Argentina tem maior inflação da América Latina em julho

Foto: Divulgação

A Argentina registrou a maior inflação para julho entre os países da América Latina. O índice subiu 7,4% no mês.

O país passa por uma grave crise financeira. A população perdeu poder de compra de forma acentuada nos últimos meses e o peso argentino teve recordes de desvalorização frente ao dólar durante o 1º semestre de 2022.

A inflação argentina superou em julho a inflação da Venezuela, que foi de 5,3%, segundo o Observatório Venezuelano de Finanças, uma consultoria sem vínculo com o governo de Nicolás Maduro.

No mesmo período, o Brasil foi o único da América Latina a ter deflação. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu 0,68% em julho. Essa foi a maior redução de preços mensal da história.

Poder 360

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Economia

Colômbia e Canadá mostram interesse no Pix, diz presidente do Banco Central

Foto: Patricia Monteiro/Getty Images

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que outros países estão interessados em replicar a experiência brasileira de pagamentos instantâneos do Pix.

“Estamos fazendo uma parte de Pix internacional. Eu tenho conversado bastante que o banqueiro central da Colômbia (Leonardo Villar). Ele me diz que querem fazer igual. Acho que podemos expandir o Pix pelo menos na América Latina em um primeiro momento.

O Canadá também esta interessado, porque o Pix é muito barato, custo R$ 5 milhões para o BC”, disse, em palestra sobre “A regulamentação das criptomoedas no Brasil e no mundo”, promovida pelo Escritório Figueiredo & Velloso Advogados Associados.

Campos Neto citou ainda a agenda evolutiva do instrumento, com o Pix Cobrança, o débito automático e a liquidação não prioritária.

O presidente do BC listou ainda os resultados do Open Finance, com mais de 7,5 milhões de compartilhamentos e 4 bilhões de chamadas de API na plataforma.

Moeda digital (CBDC)

Campos Neto argumentou também que a moeda digital (CBDC) deve ter uma “trilha principal” produzida pela autoridade monetária, que seria usada pelos demais bancos que queiram emitir suas moedas em cima de seus depósitos.

“É a única forma de ter certeza de que tudo funcionará de forma harmônica como o Pix. Isso envolve uma mudança de custo do projeto para o BC que não é trivial. Se fizéssemos só a central de liquidação, era um custo bem menor. O que aprendemos no processo do registro de recebíveis nos mostra que tem que ser centralizado, porque foi um pouco de caos”, afirmou.

Exame com informações de O Globo e Estadão Conteúdo

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Brasil

Desemprego cai em 22 estados no segundo trimestre, diz IBGE

Divulgação

Durante a retomada de atividades econômicas, a taxa de desemprego teve queda em 22 estados no segundo trimestre de 2022, frente ao trimestre anterior

De acordo com o IBGE, houve estabilidade nas outras cinco unidades da federação, de acordo com os critérios da Pnad Contínua.

As maiores taxas de desocupação foram registradas na Bahia (15,5%), em Pernambuco (13,6%) e em Sergipe (12,7%). As menores ficaram em Santa Catarina (3,9%), Mato Grosso (4,4%) e Mato Grosso do Sul (5,2%), informou o IBGE nesta sexta-feira (12).

O instituto destacou as reduções de mais de 3 pontos percentuais de Tocantins (de 9,3% para 5,5%), Pernambuco (de 17% para 13,6%) e Alagoas (de 14,2% para 11,1%). Em São Paulo, a taxa de desemprego passou de 10,8% para 9,2%.

Distrito Federal (11,5%), Amapá (11,4%), Ceará (10,4%), Rondônia (5,8%) e Mato Grosso (4,4%) mostraram estabilidade, segundo os critérios da pesquisa.

O levantamento retrata tanto o mercado de trabalho formal quanto o informal. Ou seja, são avaliados desde empregos com carteira assinada e CNPJ até os populares bicos.

No Brasil, a taxa de desemprego recuou para 9,3% no segundo trimestre, conforme dados divulgados pelo IBGE no último dia 29. É o menor patamar para o período desde 2015. À época, o indicador estava em 8,4%, e a economia atravessava recessão.

O número de desempregados no país, por sua vez, diminuiu para 10,1 milhões de abril a junho deste ano, em um contexto de menores restrições a atividades econômicas.

Pelas estatísticas oficiais, a população desocupada reúne quem está sem trabalho e segue à procura de novas vagas. Quem não tem emprego e não está buscando oportunidades não entra nesse cálculo.

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19, mais brasileiros voltaram para o mercado de trabalho. A renda média no país, contudo, ainda dá sinais de fragilidade, impactada pela inflação elevada. ​

Folha de São Paulo 

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Economia

Indústria se une contra decisão de Moraes que suspende redução do IPI

Foto: Felipe Sampaio/STF

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), federações e associações de todos os segmentos industriais do País se uniram contra a suspensão pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, do novo decreto do governo federal que reduziu em 35% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

No manifesto “Indústria pede solução imediata para impasse do IPI”, publicado nesta quinta-feira nos principais jornais do País, os empresários sobem o tom, afirmam que o decreto suspenso pelo STF resolvia o problema da insegurança jurídica e apelam à corte para uma solução rápida.

“A decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes traz um ambiente de incertezas quanto ao recolhimento IPI, impacta diretamente a redução do preço dos produtos ao consumidor, adiciona graves dificuldades à retomada econômica”, diz o manifesto divulgado no mesmo dia do ato em defesa pela democracia, organizado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Na última segunda-feira, Moraes suspendeu o decreto 11.158, editado pelo governo federal em 29 de julho, que especificou os produtos fabricados no Brasil que teriam a redução de 35% do IPI.

Moraes determinou que a redução não vale para produtos produzidos pelas indústrias da Zona Franca de Manaus que possuem o Processo Produtivo Básico (PPB) válido. É por meio da aprovação e do PPB e do seu controle da execução que as empresas da Zona Franca se habilitam a receber os benefícios da região. Segundo apurou o Estadão, por trás do impasse jurídico está a falta de informação da lista dos PPBs válidos e atualizados.

O ponto é que a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) não consegue fornecer a lista de PPB existentes, válidos, fiscalizados e regulares. Essa ausência de informações é que trava a redução do IPI. No PPB, a empresa instalada na Zona Franca apresenta a proposta de agregação de valor na região amazônica para ganhar o incentivo. A empresa descreve em detalhes como vai produzir o bem, como por exemplo, que matéria-prima utilizará. Com base nesses dados, a Suframa avalia se a empresa pode receber o benefício.

O imbróglio em torno do IPI começou em fevereiro, quando o Ministério da Economia fez uma primeira redução de 25% no tributo, valendo para todos os produtos, inclusive para a Zona Franca. O caso foi parar no STF. Para sair do impasse jurídico, o governo editou o novo decreto, agora suspenso por Moraes.

A decisão do ministro atende recurso apresentado pelo partido Solidariedade com a justificativa de que a norma prejudica a competitividade dos produtos fabricados na Zona Franca, onde as empresas se beneficiam da isenção do IPI. A alegação do partido é de que os decretos diminuem a vantagem comparativa da Zona Franca em relação aos produtos produzidos no resto do País, ameaçando esse modelo econômico diferenciado que se beneficia de incentivos tributários.

Segundo o governo federal, o corte do IPI beneficiava quatro mil produtos que não são fabricados na Zona Franca de Manaus. Na região são produzidos eletrodomésticos, veículos, motocicletas, bicicletas, TVs, celulares, aparelhos de ar-condicionado, computadores, entre outros produtos.

Estadão

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Brasil

Bolsonaro edita decreto que autoriza crédito consignado aos beneficiários do Auxílio Brasil

Foto: Divulgação

O governo federal regulamentou o processo de empréstimo consignado vinculado ao Auxílio Brasil. O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, assinaram decreto que foi publicado na edição desta sexta-feira (12) do “Diário Oficial da União (DOU)”. O início da liberação, entretanto, depende de regulamentação de normas complementares do Ministério da Cidadania, que ainda não foi publicada.

Quem recebe o Auxílio Brasil, assim como outros benefícios de transferência de renda do governo, poderá fazer empréstimo consignado (com desconto direto na fonte). O governo sancionou lei que permite descontar até 40% do valor do benefício para pagamento de empréstimos e financiamentos.

De acordo com o decreto, o Ministério da Cidadania poderá, em ato próprio, diminuir o limite máximo de margem consignável — estabelecido hoje em 40%.

O beneficiário também poderá ter mais de um desconto relativo a empréstimo ou financiamento, desde que não seja superior ao limite previsto em lei, observado, no momento da contratação, o comprometimento desse percentual.

E, na hipótese de o valor das consignações ultrapassar, de forma isolada ou combinada com consignações anteriores, o limite máximo previsto em lei, serão descontadas prioritariamente as parcelas relativas aos contratos mais antigos.

Segundo o ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, a operação deve ser iniciada até o início de setembro.

G1

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Paraíba

Gasolina no Nordeste é a mais cara do Brasil e fecha julho com preço 4,4% acima da média nacional

Foto: Sérgio Lima/Poder360

De acordo com o último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), a Região Nordeste fechou julho com o litro da gasolina 11,94% mais barato, se comparado ao preço de junho.

Porém, o preço médio de R$ 6,79, ainda é o mais caro do Brasil e está 4,4% mais caro que a média nacional, que fechou em R$ 6,50.

 

 

O litro do etanol na região foi comercializado a R$ 5,86, com uma redução de 5,81%. Já o diesel comum e o S-10 fecharam o mês a R$ 7,81 e R$ 7,87, com altas de 4,00% e 3,67%, respectivamente, em relação ao mês anterior.

“Nos destaques nacionais, a Bahia foi o único Estado em todo o território nacional a apresentar redução no preço do litro do diesel comum e do tipo S-10. Seguindo a tendência de meses anteriores, o Piauí permanece no topo do ranking da gasolina com o preço médio mais caro de todo o País.

A gasolina, quando comparada ao etanol, segundo o IPTL, é o combustível economicamente mais vantajoso para abastecimento em todos os Estados nordestinos”, destaca Douglas Pina, Diretor-Geral de Mainstream da Divisão de Frota e Mobilidade da Edenred Brasil.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo.

A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

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Economia

Salário mínimo deve ser de R$ 1.294 em 2023, prevê LDO

Aloisio Mauricio/fotoArena/Estadão Conteúdo-5/03/2022

O salário mínimo passará de R$ 1.212 para R$ 1.294 no ano que vem. É o que prevê a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2023, sancionada nesta quarta-feira (10) pelo presidente Jair Bolsonaro, com vetos.

Caso o valor se confirme, a remuneração mínima paga aos trabalhadores subirá R$ 82,00, um aumento de 6,7%. O valor é menor do que a estimativa em relação ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), divulgado no último boletim macroeconômico do Ministério da Economia. O piso subiria dos atuais R$ 1.212 para R$ 1.301,81, um aumento de R$ 89,81.

O indicador é responsável por medir a inflação das famílias mais pobres e serve de base para o reajuste do salário mínimo e das aposentadorias.

Já a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), teve a primeira queda dos preços em julho, de 0,68%, o menor resultado da série histórica, iniciada em janeiro de 1980. A redução dos preços dos combustíveis (-14,15%) e das tarifas de energia elétrica (-5,78%) aliviou o bolso dos brasileiros e contribuiu para a primeira deflação brasileira desde maio de 2020.

As estimativas de que a inflação será menor em 2022 são justificadas pela redução das alíquotas do ICMS sobre gasolina e energia elétrica — após o governo federal ter zerado o PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol até o fim deste ano.

R7

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Economia

Grande JP é a quarta região metropolitana mais pobre do país, revela estudo

 

Foto: Reprodução

A Região Metropolitana de João Pessoa é a quarta no país com o maior percentual de passos em extrema pobreza. É o que mostram os dados divulgados nesta segunda (8), no Boletim Desigualdade nas Metrópoles.

De acordo com o estudo, no ano passado a Grande JP tinha mais de meio milhão de pessoas em situação de pobreza, o que representa mais de 38% da população.

 

 

Além disso, cerca de 142 mil vivem em extrema pobreza, pouco mais de 11% que vivem na região.

 

Somando-se os dois percentuais, é possível dizer que cerca de metade da população da Grande JP é pobre ou extremamente pobre. São 49% de pessoas nessas situações.

O levantamento foi feito pelo Observatório das Metrópoles, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul e a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL).

O documento aponta que há mais de 19,8 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza no Brasil. Isto diz respeito a pessoas que vivem em domicílios em que a renda per capita é menor que R$ 160 por mês.

O pesquisador da PUCRS André Salata, um coordenadores do Boletim Desigualdade nas Metrópoles, explicou que fatores como a crise econômica entre 2014 e 2017, a pandemia e a inflação fizeram com que a pobreza aumentasse em todas as metrópoles.

Segundo Salata, as metrópoles do Nordeste, em geral, têm um nível de desigualdade e de pobreza mais alto por algumas razões.

“O nível de pobreza responde pela renda média e pela distribuição dos recursos. No Nordeste, em geral, o nível de rendimento médio tende a ser um pouco mais baixo do que no Sudeste e o Sul, por exemplo. E ao mesmo tempo você tende a ter uma distribuição de renda pior, ou seja, você tende a ter uma desigualdade maior”, disse.

Blog do BG PB 

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