Economia

Contas do governo tem superávit primário recorde para meses de julho: R$ 19,3 bilhões

Foto: Divulgação

O aumento da arrecadação, o pagamento de dividendos recordes da Petrobras e o adiamento de precatórios ajudaram as contas públicas em julho. No mês passado, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – registrou superávit primário de R$ 19,308 bilhões, divulgou hoje (30) o Tesouro Nacional. Este é o maior superávit para o mês desde o início da série histórica.

O resultado veio melhor que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado positivo de apenas R$ 474 milhões em julho.

Esta foi a quarta vez no ano em que o Governo Central registrou superávit primário. Os outros meses foram janeiro, abril e junho. Com o resultado de julho, o Governo Central fechou os sete primeiros meses do ano com resultado positivo de R$ 73,088 bilhões. Esse também é o melhor resultado para o período desde o início da série histórica.

O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apesar do superávit acumulado no ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estipula meta de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para este ano.

No fim de julho, o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas reduziu a estimativa de déficit para R$ 59,354 bilhões. No entanto, o valor levado em conta para o cumprimento das metas fiscais é o da LDO. A redução da previsão de déficit ocorreu mesmo com a emenda constitucional que aumentará gastos sociais em R$ 41,25 bilhões no segundo semestre.

Arrecadação recorde

O superávit de julho ocorreu porque as receitas cresceram, enquanto as despesas caíram. No mês passado, as receitas líquidas cresceram 17% em relação a julho do ano passado em valores nominais. Descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o crescimento atingiu 6,3%. No mesmo período, as despesas totais caíram 9,6% em valores nominais e 17,9% após descontar a inflação.

Em relação ao pagamento de impostos, houve crescimento de R$ 7,8 bilhões acima da inflação no Imposto de Renda, motivado principalmente pelo aumento do lucro das empresas. Em grande parte, essa alta reflete o aumento do lucro das empresas e energia e de petróleo no início do ano, o que ajuda a compensar parcialmente as desonerações para a indústria e para os combustíveis.

A alta na receita líquida também pode ser explicada pelo recebimento de R$ 6,9 bilhões da Petrobras. Os dividendos são a parcela do lucro que uma empresa distribui aos acionistas. No caso das estatais, como o maior acionista é a União, o governo fica com a maior parte dos dividendos.

A alta do petróleo no mercado internacional fez as receitas com royalties crescerem R$ 2,509 bilhões (+14,4%) acima da inflação no mês passado na comparação com julho de 2021. Atualmente, a cotação do barril internacional está em torno de US$ 100 por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Despesas

Do lado das despesas, o principal fator que contribuiu para a diminuição dos gastos foi a antecipação da primeira parcela do décimo terceiro de aposentados e pensionistas, que reduziu os gastos da Previdência Social em cerca de R$ 20 bilhões na comparação entre julho deste ano e do ano passado. Em 2022, o pagamento da ocorreu de abril a junho. No ano passado, o desembolso foi realizado de maio e julho.

Em contrapartida, aumentaram os gastos com despesas obrigatórias com controle de fluxo, que subiram R$ 6,309 bilhões (+53,6%) acima da inflação em julho na comparação com o mesmo mês de 2021. No acumulado do ano, o aumento chega a R$ 37,597 bilhões (+42,1%) acima do IPCA. A alta foi impulsionada pelo pagamento do benefício mínimo de R$ 400 do Auxílio Brasil, cujo valor passou para R$ 600 de agosto a dezembro.

Em contrapartida, os gastos com o funcionalismo federal caíram 11,8% no acumulado do ano descontada a inflação. A queda reflete o congelamento de salários dos servidores públicos que vigorou entre julho de 2020 e dezembro de 2021 e a falta de reajustes em 2022, apesar de diversas categorias estarem em greve. O adiamento dos precatórios também contribuiu para a queda.

Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 23,92 bilhões nos sete primeiros meses do ano. O valor representa queda de 10,5% descontado o IPCA em relação ao mesmo período de 2021.

Agência Brasil

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Paraíba

Paraíba tem a maior queda no preço do etanol do país, diz ANP

Foto: Reprodução

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 17 Estados e no Distrito Federal na semana passada e subiram em apenas outros 7. No Amapá, não houve levantamento e no Amazonas os valores não variaram, informa a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol subiu 2,56% na semana em relação à anterior, de R$ 4,680 para R$ 4,800 o litro.

Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média caiu 0,21%, de R$ 4,870 para R$ 4,860 o litro. A Paraíba foi a unidade da Federação com maior recuo porcentual de preços na semana, de 19,37%, de R$ 5,110 para R$ 4,120 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,4509 o litro, em Sergipe. Já o preço máximo na semana foi registrado no Rio Grande do Sul, a R$ 6,99 o litro. O menor preço médio estadual foi observado em Mato Grosso, de R$ 3,53 o litro, enquanto o maior preço médio estadual foi verificado em Roraima, de R$ 5,39.

Na comparação mensal, o preço médio do biocombustível no País subiu 11,11%. O Estado com maior baixa porcentual no período foi o Maranhão, com 35,13% de desvalorização mensal do etanol. E o com maior alta porcentual no período foi Mato Grosso, com 24,29%.

Estadão

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Economia

SEGUNDO CAGED: Paraíba gera saldo de 4.130 empregos com carteira assinada em julho

Foto: Reprodução

O mercado de trabalho da Paraíba registrou saldo positivo pelo quinto mês consecutivo no ano. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, mostram que a Paraíba gerou um saldo de 4.130 postos formais em julho, resultado de 17.269 admissões contra 13.139 desligamentos.

Todos os setores tiveram saldo positivo, mas o setor da indústria (2.658) liderou o saldo de vagas do mês de julho, seguido mais atrás de serviços (+806), enquanto comércio (+335), construção  (+258) e agropecuária (73) completaram as cinco atividades.

Além de julho (4.130), os meses de março (729), abril (2.378) e maio (3.032) e junho (3.602) também haviam registrado saldo positivo.

No acumulado de janeiro a julho, a Paraíba acumula saldo de 10.978 postos, diferença de 111.281 admissões contra 100.303 desligamentos. A Paraíba acumula um estoque total de 445.342 de empregos com carteira assinada, alta de 2,53% no mês de julho.

 

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Economia

Brasil cria quase 220 mil empregos em julho, diz Ministério do Trabalho

Divulgação

Brasil criou 218,9 mil empregos com carteira assinada em julho de 2022. É o 7º mês consecutivo com saldo positivo. Totalizou a abertura de 1,6 milhão de postos no acumulado do ano.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. Atualmente, o Brasil tem 42,2 milhões de empregos com carteira assinada. O patamar é recorde.

Com relação aos segmentos, todos fecharam o mês no azul. O setor de serviços teve o melhor desempenho:

serviços: 81.873;

indústria: 50.503;

comércio: 38.574;

construção: 32.082;

agricultura: 15.870;

 

EMPREGOS POR REGIÃO

 

Houve criação de empregos em todas as 5 regiões do país:

Sudeste: 99.530;

Nordeste: 49.215;

Sul: 28.152;

Centro-Oeste: 25.179;

Norte: 16.080.

 

SALÁRIO MÉDIO

 

Os trabalhadores tiveram salário médio de R$ 1.926,54 em julho. O valor é 0,8% maior que o registrado em junho. Representa um acréscimo acima da inflação de R$ 15,31.

Com informações do Poder360

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Economia

Após 9ª queda seguida, gasolina é mais vantajosa que etanol na Paraíba e mais 23 estados

Foto: Carol Garcia/GOVBA

Após nove semanas seguidas de queda, o preço médio da gasolina chegou a R$ 5,25 nos postos do país, o menor valor desde fevereiro de 2021. Com isso, o combustível já é mais vantajoso que o etanol em 23 estados e no Distrito Federal, de acordo com dados divulgados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis) na última sexta-feira (26).

Apenas em Mato Grosso vale a pena abastecer com etanol, já que o preço fica abaixo de 70% do valor cobrado pela gasolina. No caso de São Paulo, o preço médio dos dois produtos se equiparou a esse limite, o que permite que o motorista escolha o combustível. Por fim, no Amapá não houve registro do valor do etanol e por isso não é possível fazer o cálculo.

A conta considera que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, deve ter um preço-limite de 70% do valor do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso.

Nesta semana, o diesel também registrou redução de 6,5%, passando de R$ 7,05 para R$ 6,93, em média. Já o etanol recuou 3,8%, de R$ 3,98 para R$ 3,84, na média do país.

O recuo no preço do combustível é motivado pela isenção da alíquota do ICMS sobre a gasolina e a energia elétrica. Além disso, a queda se segue a três reduções do valor nas refinarias autorizadas pela Petrobras em menos de um mês.

O resultado, que já se reflete na economia, provocou a maior deflação desde 1980, ano que marca o início da série histórica do indicador, e deve causar uma nova queda de preços neste mês de agosto. Em julho, o recuo de 0,68% do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi guiado justamente pelos valores dos combustíveis (-14,15%).

Segundo dados da prévia da inflação deste mês, o IPCA-15, os combustíveis registraram redução de 15,33%. A gasolina ficou 16,80% mais barata e foi a principal responsável por puxar o índice para baixo.

Veja onde a gasolina é mais competitiva que o etanol

ACRE –  COMPENSA ABASTECER COM GASOLINA
Gasolina – R$ 5,78
Etanol – R$ 4,97
Porcentagem – 85,99%

ALAGOAS – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,35
Etanol – R$ 4,77
Porcentagem – 89,16%

AMAPÁ – CÁLCULO INDEFINIDO
Gasolina – R$ 4,84
Etanol – x
Porcentagem – x

AMAZONAS – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,54
Etanol –  R$ 4,65
Porcentagem – 83,94%

BAHIA – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,48
Etanol – R$ 4,59
Porcentagem – 83,76%

CEARÁ – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,33
Etanol – R$ 4,90
Porcentagem – 91,93%

DISTRITO FEDERAL – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,03
Etanol – R$ 4,21
Porcentagem – 83,70%

ESPÍRITO SANTO – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,44
Etanol – R$ 4,66
Porcentagem – 85,66%

GOIÁS – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,02
Etanol – R$ 3,62
Porcentagem – 72,11%

MARANHÃO – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,15
Etanol – R$ 4,81
Porcentagem – 93,40%

MATO GROSSO – COMPENSA ETANOL

Gasolina – R$ 5,30
Etanol – R$ 3,53
Porcentagem – 66,60%

MATO GROSSO DO SUL – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,07
Etanol – R$ 4,04
Porcentagem – 79,68%

MINAS GERAIS – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,21
Etanol – R$ 3,85
Porcentagem – 73,90%

PARÁ – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,37
Etanol – R$ 5,12
Porcentagem – 95,34%

PARAÍBA – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,37
Etanol – R$ 4,57
Porcentagem – 85,10%

PARANÁ – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,35
Etanol – R$ 4,12
Porcentagem – 77,01%

PERNAMBUCO – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,32
Etanol – R$ 4,79
Porcentagem – 90,04%

PIAUÍ – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,44
Etanol – R$ 4,54
Porcentagem – 83,46%

RIO DE JANEIRO – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,44
Etanol – R$ 4,56
Porcentagem – 83,82%

RIO GRANDE DO NORTE – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,31
Etanol – R$ 4,88
Porcentagem – 91,90%

RIO GRANDE DO SUL – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,11
Etanol – R$ 5,14
Porcentagem – 100,59%

RONDÔNIA – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,30
Etanol – R$ 5,16
Porcentagem – 97,36%

RORAIMA – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,71
Etanol – R$ 5,39
Porcentagem – 94,40%

SANTA CATARINA – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,30
Etanol – R$ 4,86
Porcentagem – 91,70%

SÃO PAULO – CONSUMIDOR ESCOLHE
Gasolina – R$ 5,13
Etanol – R$ 3,64
Porcentagem – 70,96%

SERGIPE – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 4,96
Etanol – R$ 4,71
Porcentagem – 94,96%

TOCANTINS – COMPENSA GASOLINA
Gasolina – R$ 5,49
Etanol – R$ 4,80
Porcentagem – 87,43%

R7

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Economia

Aneel mantém bandeira tarifária verde para o mês de setembro nas contas de luz

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (26) que a bandeira tarifária vigente para o mês de setembro permanece a verde. É o quinto mês seguido que as contas de energia não terão cobrança adicional.

Segundo a Agência, a decisão “reflete boas condições de geração de energia elétrica, mesmo considerando previsão de crescimento do consumo de energia no país.”

A bandeira é válida para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SNI).

Bandeiras tarifárias

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Brasil

PIB deve crescer mais que o esperado em 2022

Divulgação

O mercado vêm realizando revisões em série para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, indicando que a alta será maior que o esperado durante o primeiro semestre. E, segundo especialistas, o chamado PIB potencial do Brasil indica uma margem ainda maior de expansão.

O último Boletim Focus, divulgado em 22 de agosto, traz a previsão de alta de 2,02% neste ano. No início de 2022, a projeção do mercado era de 0,28%. Considerando o primeiro trimestre, a alta foi de 1%.

Segundo Juliana Trece, pesquisadora do Ibre-FGV, o chamado hiato, ou distância, entre o PIB real e o potencial calculado pelo instituto tem reduzido. Considerando o primeiro trimestre, ele foi de 1,4%. No último trimestre de 2021, chegou à menor diferença em mais de sete anos, com -0,4%.

Isso indica que uma recuperação da economia brasileira em relação aos anos anteriores, quando o hiato era maior, mas também um potencial para um crescimento ainda maior no ano.

O chamado PIB potencial é uma medida teórica, que leva em consideração o quanto a economia cresceria em um cenário sem inflação descontrolada, com emprego em patamar que não pressiona a economia, ou seja, um ambiente sem pressões inflacionárias, afirma Juliana Inhasz, professora do Insper.

Nesse sentido, os cálculos de PIB potencial do país podem variar, mas Paula Magalhães, economista-chefe da AC Pastore, diz que as estimativas variam em um intervalo de crescimento potencial entre 1% e 2% ao ano.

Por isso, ela avalia que o país “tem ficado perto do PIB potencial, tanto que a inflação não acelerou em momentos que crescia ao redor de 1% desde 2016. Ela acelerou recentemente por causa de choques, mas vemos um componente de demanda também, por isso espera-se um crescimento acima do potencial, de 2%”.

A economista considera que esse cenário de crescimento, maior que o esperado inicialmente pelo mercado, se apoia em uma dinâmica externa, de alta nos preços das commodities, além de um impulso fiscal a partir de medidas do governo federal, com mais gastos.

Ela ressalta que essa diferença menor não se deve apenas a um crescimento maior, mas também a uma tendência de estagnação do PIB potencial do Brasil nos últimos anos.

Para a economista, essa aproximação “não é de agora, desde que não gere inflação é bom, está crescendo dentro do potencial, o que precisa é de políticas para crescer mais, ter mais potencial, crescer 1%, 2% é pouco para uma economia emergente”.

Trece avalia que o PIB tem “surpreendido positivamente”, em parte devido a medidas do governo como antecipação do FGTS e o teto do ICMS, gerando uma expansão que não vinha sendo precificada pelo mercado, além de uma reação do setor de serviços com a concretização da reabertura da economia.

Inhasz também vê uma surpresa positiva em 2022, que atribui, de um lado, a um carrego estatístico pela inércia da atividade em 2021, assim como pelas medidas do governo.

CNN

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Brasil

IPCA registra a maior queda de preços em 30 anos, diz IBGE

 

Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) registrou a maior queda de preços da série histórica, iniciada em novembro de 1991. Considerada a prévia da inflação, a taxa teve queda de 0,73% em agosto contra julho.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o resultado nesta quarta-feira (24).

O índice indica que haverá a 2ª queda mensal consecutiva no índice oficial de preços do país, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Em julho, o IBGE registrou uma deflação de 0,68%, a maior da série histórica.

O presidente do BC (Banco Central), Robert Campos Neto, afirmou que o índice de preços oficial do Brasil deve ter 2 ou 3 meses de taxas negativas seguidas.

As quedas nos índices de preços se devem às medidas adotadas pelo governo e Congresso para limitar as alíquotas do ICMS dos combustíveis e energia elétrica.

De acordo com o IBGE, houve deflação em 3 dos 9 grupos pesquisados do IPCA-15. O resultado de agosto foi influenciado pela queda de 5,24% nos preços do grupo de Transportes. Os valores dos combustíveis tombaram 15,33% no mês contra julho. Só a gasolina caiu 16,80% –a maior contribuição para a queda do índice, com impacto de 1,07 ponto percentual. O etanol recuou 10,78%. O óleo diesel caiu 0,56%. Além disso, as passagens aéreas diminuíram 12,22%.

O IPCA-15 teve alta de 5,02% no acumulado do ano. Em 12 meses, a inflação passou de 11,39% em julho para 9,60% em agosto. Está no menor patamar desde julho de 2021. Também houve recuo nos grupos de Habitação (-0,37%) e Comunicação (-0,30%). No 1º segmento, se deve aos preços da energia elétrica residencial, que caíram 3,29% em agosto.

Nesta semana, o mercado financeiro diminuiu pela 8ª vez consecutiva a projeção para a inflação de 2022. Passou de 7,02% para 6,82% a alta esperada para o IPCA deste ano. Campos Neto afirmou que a inflação de 2022 será de 6,5% ou menos.

Poder360

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Paraíba

Aneel homologa redução na tarifa de energia elétrica na Paraíba

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) homologou nesta terça-feira (23) o Reajuste Tarifário Anual (RTA) da Energisa Paraíba.

Os clientes residenciais de baixa tensão (tarifa B1) perceberão uma redução de 0,46%. Na alta e média tensão, a exemplo da indústria, que possui uma tarifa diferenciada, haverá reajuste de 3,49%. O efeito médio a ser percebido pelos clientes, em geral, será de 1,03%. O percentual entra em vigor a partir de domingo, 28 de agosto.

O reajuste tarifário anual é um processo regulado, previsto no contrato de concessão e acontece para todas as distribuidoras de energia do país. Do total da fatura, geradoras e transmissoras ficam com 37%, e 36,5% são encargos e tributos.

A correção tem como objetivo cobrir os custos referentes a compra de energia e da infraestrutura de transmissão, que leva energia para os estados.

Blog do BG PB 

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Economia

Preço da gasolina cai 8% após 3 últimas reduções da Petrobras, mostra pesquisa

Foto: Estadão Conteúdo

Após o anúncio da última redução no preço da gasolina vendida às refinarias, o preço médio do litro do combustível recuou 0,47% nas bombas de abastecimento do país, e o valor passou de R$ 5,75 para R$ 5,72. É o que mostra o novo levantamento do Indíce de Preços Ticket Log (IPTL).

No acumulado das três últimas reduções, o IPLT registoru um recuo de 7,99% no preço médio da gasolina. No comparativo com o fechamento da primeira quinzena de agosto, período em que fechou a R$ 5,88, o combustível já está 2,72% mais barato. Já em relação ao fechamento de julho, em que o preço estava R$ 6,50, o recuo chegou a 12%.

Antes desse reajuste, a Petrobras havia feito duas reduções em julho: de 4,9% no dia 20 e de 3,89% no dia 29.

Em relação ao fechamento de julho, em que o preço da gasolina estava R$ 6,50 o litro, o recuo foi de 12%.

“É preciso aguardar o comportamento dos preços nos próximos dias, mas o mais provável é que o preço médio da gasolina continue apresentando queda”, disse em nota o diretor-Geral de Mainstream da Divisão de Frota e Mobilidade da Edenred Brasil, Douglas Pina.

CNN Brasil

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