
Um levantamento da plataforma Serasa Experian aponta que quase 38% dosmparaibanos estão com alguma conta atrasada e, consequentemente, com o nome sujo nos cadastros de proteção ao crédito.
No Amazonas está o dado mais preocupante: há mais adultos inadimplentes (51,8%) do que adultos com as contas em dia. Em seguida, aparecem outros Estados onde a parcela de inadimplentes é de praticamente metade dos adultos, como Rio de Janeiro, Amapá e Distrito Federal — os três com índices superiores a 49%.
Na outra ponta, com o índice mais baixo do país, está o Piauí, com “apenas” um terço dos adultos com nome sujo. Santa Catarina (34,8%), Rio Grande do Sul (36,3%) e Alagoas (36,8%) também aparecem entre os Estados onde uma proporção maior de adultos está conseguindo pagar as contas em dia.
Veja dados por estado:
AM 51,8
RJ 49,6
AP 49,3
DF 49,2
MT 47,7
RR 47,5
MS 45,3
AC 44,1
SP 43,5
RO 42,3
TO 42,2
ES 41,5
PE 41,5
SE 41,08
GO 40,4
CE 40,3
RN 39,9
PR 39,7
MA 38,4
MG 38,3
PB 37,9
BA 37,2
PA 37,1
AL 36,8
RS 36,3
SC 34,8
PI 33,6
Uma pessoa está inadimplente a partir do momento em que não consegue pagar uma conta até a data do vencimento. Ela só entra nas estatísticas de inadimplência da Serasa, no entanto, a partir do momento que a empresa comunica que determinada conta não foi paga.
Depois disso, “a Serasa encaminha comunicação —via SMS, email, carta— para o devedor, falando que a pessoa tem dez dias para resolver essa situação e que, caso contrário, o nome dela vai ser negativado”, explica Rabi.
Inadimplência recorde no Brasil
No Brasil como um todo, são quatro adultos inadimplentes a cada dez, ou 41%. O número de 66,6 milhões de pessoas com nomes negativados registrado em maio é o recorde — o maior desde o começo da série histórica da Serasa Experian, iniciada em 2016. Em relação a maio do ano passado, houve um aumento de 4 milhões de nomes negativados.
Na análise por área, os dados de maio mostram que o segmento de bancos e cartões gerou o maior volume de dívidas negativadas (28,2% do total), seguido por contas básicas (água, luz e gás), com 22,7%. Em terceiro lugar, aparecem varejo e financeiras, com 12,5%.
BBC News



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