
Os preços de produtos industrializados da cesta básica, em supermercados de João Pessoa, chegaram a aumentar até 52% no acumulado de janeiro a novembro deste ano. Além da diferença de preços por causa da inflação do período, há uma variação dos valores dependendo do local de consumo.
Em um supermercado localizado no bairro Ernesto Geisel, a inflação da embalagem de manteiga de 200g foi de 1,53%, no período. Já no bairro de Aeroclube, o preço do mesmo produto aumentou 52,39%.
A partir de pesquisas de preços de alimentos realizadas pela Secretaria de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa (Procon-JP), nos dias 6 de janeiro e 29 de novembro, a reportagem constatou a evolução de preços de oito produtos que compõem a cesta básica definida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese): açúcar refinado, arroz, café em pó, cuscuz, feijão carioca, leite integral UHT e manteiga.
Ao comprar sempre nos locais com as menores ofertas, é possível ter uma economia de pelo menos R$ 57 por pessoa. Apenas a farinha de mandioca não foi pesquisada pelo Procon-JP. Outros alimentos que compõem a cesta básica são: banana, tomate, pão francês, carne bovina de primeira e bandeja de ovos.
Para demonstrar o aumento de preços e a variação em um mesmo recorte temporal, a reportagem escolheu cinco supermercados pesquisados pelo Procon-JP e instalados em cinco áreas da cidade: Aeroclube,
Bairro dos Estados, Varjão, Ernesto Geisel e Bancários.
Para definir os valores de cada item por supermercado, foi feita uma média de preços entre as marcas disponíveis no estabelecimento no momento da pesquisa. A embalagem de 200g de manteiga custava R$ 10,69, em janeiro (Aeroclube). Em novembro, o valor era de R$ 16,29. Já no supermercado do Ernesto
Geisel, os valores foram de R$ 11,80 e R$ 11,98, respectivamente. Conforme o Dieese, a cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês, é composta por 750g de manteiga. Entre os cinco estabelecimentos avaliados, os valores variam de R$ 11,32 (Varjão) a R$ 16,29 (Aeroclube), o que corresponde a uma diferença de 43,90%. Ao comprar quatro embalagens, no mês, o consumidor pode economizar R$ 19,88.
O leite UHT é o grande vilão da cesta básica, em 2022.
Os preços subiram mais de 50% ao longo do ano, com o aumento do custo de produção de gado e a maior demanda por parte das indústrias de laticínios, aponta o Dieese. Os valores reduziram nos últimos meses, em razão da queda na demanda dos consumidores.
O maior aumento de preços do leite também ocorreu no supermercado do Aeroclube (35,86%). Os valores passaram de R$ 4,74 para R$ 6,44. Em janeiro, a variação de preços era de 13,50% – de R$ 4,74 (Aeroclube) a R$ 5,38 (Geisel). Em novembro, o litro de leite custava de R$ 5,94 (Varjão) a R$ 7,21 (Geisel), com diferença de 21,38%.
Considerando o consumo mensal de seis litros de leite, a economia pode ser de até R$ 7,62. Outro produto que apresentou grande aumento de preços foi o feijão carioca, até 49,73%, em um supermercado do Bairro dos Estados.
A inflação do produto acarretou em variação de ofertas. Se em janeiro, o quilo do alimento custava de R$ 6,59 (Bancários) a R$ 7,65 (Aeroclube), com oscilação de 16,08%, a diferença de preços chegou a 43,74%, em novembro, custando de R$ 7,75 (Varjão) a R$ 11,14 (Bairro dos Estados). Conforme o Dieese, um adulto consome 4,5kg de feijão no mês. Desta forma, o custo pode ser de R$ 38,75 a R$ 55,7, uma diferença de R$ 16,95.
Blog do BG PB com União
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