Brasil

“Quer tratar militares como segunda categoria”, diz Mourão sobre governo Lula

null

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva quer tratar os militares como “cidadãos de segunda categoria”. A fala do senador é uma reposta ao projeto petista de barrar militares da ativa em cargos políticos.

“A legislação é muito clara: se o militar vai concorrer a um cargo eletivo, ele vai ter que se filiar a um partido político e entrar em licença”, disse Mourão em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo publicada neste domingo, 19. “‘Ah, o militar da ativa não pode ocupar um cargo do governo.’ Por que não pode?”, questionou.

“Se você tem uma pessoa dentro do Exército, Marinha ou Força Aérea com competência específica para um cargo, você vai deixar de usar aquele servidor que nós, a nação, treinamos, conseguimos os meios para ele estudar e se aperfeiçoar?”, completou.

Sobre a intenção do PT de modificar o artigo 142 da Constituição para acabar com a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), Mourão disse que a ideia é só para “é só para tacar fogo no parquinho”.

“A missão constitucional é clara. A Garantia da Lei e da Ordem é por iniciativa de qualquer um dos Poderes constituídos. Então retirar não vai mudar em nada porque não existe outra força capacitada”, explicou. “Não adianta ficar sonhando com guarda nacional, com sei lá o quê, porque isso não vai sair do papel jamais.”

Revista Oeste

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Servidores federais aceitam proposta de reajuste de 9% oferecida pelo governo

Servidores públicos do Executivo federal aprovaram a proposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reajuste salarial de 9% e acréscimo de R$ 200 no auxílio-alimentação, que passará de R$ 458 para R$ 658. Segundo a proposta, os novos valores passam a valer a partir de 1º de maio, com o pagamento em junho.

Em reunião realizada com a categoria na sexta-feira (17), a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) ratificou a aprovação da proposta, que foi aceita por mais da metade das assembleias das entidades filiadas à confederação.

A proposta de recomposição, que contempla servidores ativos, aposentados e pensionistas da Lei nº 8.112/90, foi oficializada pelo governo federal na terça-feira (14).

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) aprovaram a proposta na quarta (15) e terça-feira (14), respectivamente. Segundo o presidente da Fenapef, Marcus Firme, todos os participantes da categoria votaram pela aceitação do reajuste apresentado pelo governo. “Não é o ideal, precisamos urgentemente de uma real reestruturação salarial, mas continuaremos a defender a nossa proposta que foi enviada ao diretor-geral da Polícia Federal e encaminhada ao ministro da Justiça”, afirmou.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Ipec: 41% dos brasileiros avaliam governo Lula como ótimo ou bom

Pesquisa Ipec divulgada neste domingo (19) pelo jornal O Globo aponta que 41% dos brasileiros classificam a administração de Lula como boa ou ótima. Para 24%, ela é ruim ou péssima. Já 30% consideram o início do governo regular.

A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 6 de março de 2023, com 2 mil pessoas de 128 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Confira como os brasileiros avaliam o governo Lula, segundo a pesquisa Ipec:

  • Ótimo/bom: 41%
  • Regular: 30%
  • Ruim/péssimo: 24%

Parte das pessoas que compõem o grupo que classifica a administração de Lula como “regular” declara ter votado em Bolsonaro no segundo turno de 2022.

Entre quem diz ter apoiado o ex-presidente, 36% avaliam agora a gestão do petista como regular. Já 54% a reprovam.

Entre os que falam que votaram em Lula nas últimas eleições, 77% avaliam o governo como bom ou ótimo, e 22% o classificam como regular.

Aprovação por região

Segundo a pesquisa, o Nordeste é a região em que o Lula tem o seu maior percentual de aprovação: 53% de ótimo ou bom.

A maior rejeição está no Centro-Oeste e no Norte: 31% reprovam a atual administração.

No Sudeste, a região mais populosa do país, 36% aprovam e 26% reprovam o atual governo.

O Ipec também perguntou aos entrevistados sobre os atos golpistas de 8 de janeiro, quando bolsonaristas radicais atacaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Para 51% dos brasileiros, o ex-presidente Jair Bolsonaro não é culpado pela destruição causada por parte de seus apoiadores.

22% dizem que Bolsonaro deve ser julgado e perder o direito de disputar as próximas eleições. Já 19% defendem que o ex-presidente seja preso pelos ataques promovidos por seus apoiadores.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Lula relança Mais Médicos na próxima segunda-feira

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com a promessa de dar prioridade para brasileiros e com atuação de outros profissionais da área de saúde como dentistas, enfermeiros e assistentes sociais nas equipes, o Ministério da Saúde vai retomar o antigo programa Mais Médicos. Rebatizado de Mais Saúde para o Brasil, o programa será lançado na próxima segunda-feira (20), no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Além de ampliar o número de profissionais na saúde, [o programa] vai trabalhar para melhorar o SUS com investimentos para construção e reformas de Unidades Básicas, ampliando o atendimento no Brasil”, comemorou pelo Twitter o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta, neste sábado (18).

Na mesma publicação, Pimenta lembrou que o programa, criado pela então presidente Dilma Rousseff, “chegou a ser responsável por 100% da atenção primária em 1.039 municípios, contratou mais de 18 mil profissionais e beneficiou 63 milhões de brasileiros. “O desmonte do programa, nos últimos anos, mostra o descaso que sofreu o SUS”, acrescentou. No novo formato, a expectativa é que sejam anunciados incentivos de permanência dos profissionais nos municípios.

Agência Brasil 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Em 2022, brasileiros gastaram R$ 216 bilhões com alimentação fora de casa

Foto: Fabio Tito/g1

Os brasileiros gastaram R$ 216,2 bilhões com alimentação fora de casa no ano passado, marcando um aumento de 27,6% em comparação a 2021.

Só no último trimestre de 2022, foram R$ 56,5 bilhões gastos com esse tipo de serviço – nesse caso, a alta foi de 10% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são do estudo CREST, feito pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB) em parceria com a Mosaiclab.

Além de representar uma melhora para o setor, o número também se aproxima aos níveis pré-pandemia: em relação a 2019, por exemplo, houve um aumento de 1% dos brasileiros com esse tipo de gasto no ano passado.

Segundo o responsável pela área de marketing do IFB, Lucas Roberto, os números indicam uma recuperação importante para o setor de alimentação fora de casa, que foi um dos mais “afetados pelas restrições impostas para conter o avanço da Covid-19”.

“O setor é altamente resiliente e vem comprovando que pode se ressignificar. Não haverá um retorno ao normal, mas sim novos comportamentos e novas expectativas, e os empresários estão se adaptando”, afirmou o executivo.

O levantamento ainda aponta para um aumento de 8% na quantia gasta pelos consumidores, com um ticket médio de R$ 19,27. O movimento, diz o estudo, é reflexo do maior fluxo de visitação das pessoas aos estabelecimentos físicos: houve um aumento de 2% na mesma base de comparação.

“Finais de semana também ampliaram seu espaço no foodservice, sinalizando que o consumo voltado para o cotidiano comum das pessoas tem como desafio não apenas a recuperação [do segmento], mas também [a adaptação] aos novos hábitos do consumidor”, informou o IFB em nota oficial.

O estudo também aponta que o uso do delivery também aumentou sua participação no setor, saindo de 9% em 2019 para 16% em 2022. O levantamento mostra ainda que os pedidos feitos exclusivamente por aplicativos dobraram em relação aos níveis pré-pandemia e já apresentam um aumento de mais de 1.000% em comparação a 2016.

“Agora, a meta é trazer de volta antigos clientes e atrair novos, dentro da nova dinâmica de consumo. Observamos uma nova configuração, com novos desafios para o foodservice, mas, acima de tudo, vemos a capacidade de adaptação e reinvenção do segmento”, completa Lucas Roberto, do IFB.

g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

O aniversário de Bolsonaro e Michelle em Orlando

O aniversário de Bolsonaro e Michelle em Orlando
O ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comemoraram antecipadamente seus aniversários. A festinha, com bolo do Palmeiras e temática pet, foi realizada na sexta-feira, em Orlando, na Flórida.

Michelle publicou nas redes sociais fotos da comemoração. O ex-presidente completará 68 anos no próximo dia 21, enquanto a ex-primeira-dama fará 41 anos em 22 de março.

Nesta semana, os dois participaram de evento com empreendedores nos Estados Unidos. Bolsonaro afirmou que planeja voltar ao Brasil no dia 29 de março.

Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Incêndio atinge prédio do Ministério da Defesa em Brasília


Foto: Divulgação/CBMDF

Um incêndio atingiu uma sala do sexto andar do prédio do Ministério da Defesa, em Brasília, na manhã deste sábado (18). As chamas começaram pouco depois das 6h.

O fogo e a fumaça podiam ser vistos do lado de fora do edifício, que fica na Esplanada dos Ministérios. O calor foi tão forte, que estourou o vidro de uma janela.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e levou cerca de cinco minutos para combater o incêndio. Os militares informaram que os armários da sala ficaram totalmente queimados. Ninguém ficou ferido.

A perícia da corporação foi acionada para investigar as causas do incêndio.

g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Operação conjunta resgata 212 nordestinos escravizados na produção de cana em GO

Uma operação de combate à escravidão contemporânea, que terminou nesta sexta (17), resgatou 212 trabalhadores do plantio de cana-de-açúcar em Goiás. Eles estavam alojados em Itumbiara e Porteirão (GO) e Araporã (MG) e atuavam para a mesma prestadora de serviços que fornecia mão de obra a quatro fazendas e uma usina. Este é o maior resgate de 2023, batendo o recorde dos 207 “escravizados do vinho” de Bento Gonçalves (RS).

A operação do grupo especial de fiscalização móvel contou com a participação da Inspeção do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

Arregimentados em seus estados de origem através de “gatos” (contratadores de mão de obra) e transportados de forma clandestina para atuar na produção de cana em Goiás, os trabalhadores estavam submetidos a condições de degradantes, segundo a fiscalização.

“Quem tinha um pouco de dinheiro, comprava um colchão. Quem não tinha, dormia no chão, em cima de panos ou de papelão”, explicou à coluna o auditor fiscal Roberto Mendes, coordenador da operação.

“Como a empresa não fornecia alimentação, eles comiam o que tinham, muitas vezes só arroz com salsicha. Estavam em barracos extremamente precários, sem ventilação, mofados, com paredes sujas, goteiras, sem chuveiro. A empresa terceirizada vendia as ferramentas aos trabalhadores, como enxadões, o que, por lei, deveria ser fornecido gratuitamente”, afirma Mendes.

Não havia instalações sanitárias nas frentes de trabalho, nem equipamentos de proteção individuais e agrotóxicos eram aplicados em áreas onde as pessoas estavam trabalhando.

A prestadora de serviços terceirizados SS Nascimento Serviços e Transporte e cinco tomadores – quatro fazendas de cana e a unidade de Edéia (GO) da usina BP Bunge Bionergia – assumiram a responsabilidade e se dividiram para pagar os trabalhadores.

“Conseguimos negociar o pagamento das verbas rescisórias e o ressarcimento daquilo que foi cobrado ilegalmente, como compra de colchões e de ferramentas de trabalho”, afirmou à coluna o procurador do trabalho Alpiniano Lopes, que participou da operação.

Ao todo foram R$ 2,57 milhões de verbas rescisórias e direitos trabalhistas, mais 50% desse valor em dano moral individual, totalizando R$ 3,85 milhões pagos às vítimas. Lopes explica que mais R$ 5 milhões estão sendo negociados como dano moral coletivo.

À imprensa, a SS Nascimento Serviços e Transporte disse que “se colocou à disposição para colaborar com as investigações e resguardar todos os direitos dos trabalhadores”. E que “todos os fatos alegados serão devidamente esclarecidos no bojo dos processos administrativos e judiciais”.

Já a BP Bunge Bioenergia disse, também em nota, que a empresa “agiu rapidamente em defesa dos trabalhadores para garantir as prioridades sociais e humanas e arcou prontamente com os pagamentos indenizatórios”. Também afirmou que estão colaborando com as autoridades e apurando as responsabilidades.

Afirmou que “não compactua com situações que exponham as pessoas à condição degradante de trabalho” e que exige que as empresas de sua cadeia produtiva tratem com seriedade dos direitos trabalhistas. Por fim, lamenta o ocorrido.

A reportagem não conseguiu contato com os proprietários das fazendas, mas atualizará o texto assim que possível.

Vítimas eram do Piauí, do Maranhão e do Rio Grande do Norte

“O resgate concluído nesta sexta é o maior realizado em uma mesma operação neste ano”, afirmou o auditor fiscal Maurício Krepsky, chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae) do Ministério do Trabalho e Emprego.

“O perfil das vítimas de tráfico de pessoas para fins de trabalho escravo é muito parecido com os 207 trabalhadores resgatados na produção de uva no Rio Grande do Sul: nordestinos, negros e com pouca escolaridade”, explica.

Em Bento Gonçalves, 93% eram baianos. Neste caso, eles eram do Piauí, do Maranhão e do Rio Grande do Norte.

Com estes 212 resgatados na cana, o total acumulado de 1º de janeiro até 17 de março chegou a 893 trabalhadores em situação análoga à de escravo flagrados pela fiscalização em 2023. Desde 2008, não havia tantos nos três primeiros meses. Naquele ano, foram 1.456 trabalhadores neste trimestre, segundo dados do ministério.

Italvar Medina, vice-coordenador da área do Ministério Público do Trabalho voltada ao combate à escravidão contemporânea e ao tráfico de pessoas, destaca a incidência de casos na produção de cana.

“É lastimável, que justamente no setor da cana-de-açúcar, historicamente vinculado à escravidão clássica e à escravidão contemporâneo, e um dos setores mais fiscalizados no meio rural, ainda verifiquemos índices alarmantes de trabalho escravo. Este ano, além dos 212 resgatados nessa operação, neste ano também tivemos 139 em Acreúna (GO) e mais de 32 em Pirangi (SP), fornecedor da Caravelas”, afirma.

Para Medina, isso demonstra a necessidade de manter uma política consistente de enfrentamento a esse crime, tanto no âmbito social, com a redução da vulnerabilidade dos trabalhadores, o atendimento a vítimas e a reinserção social, quanto no âmbito repressivo. Para tanto, destaca a necessidade de concursos público para suprir o déficit de auditores fiscais do trabalho e a retomada de fiscalizações rurais de rotina.

UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Mais da metade dos brasileiros não tem grana suficiente para passar o mês, revela pesquisa

Atravessar o mês sem perrengues financeiros é uma dificuldade para mais da metade dos brasileiros (58%), de acordo com um levantamento apresentado pela Zetra, empresa com sistema que busca promover o bem-estar financeiro aos consumidores.

Segundo o estudo realizado com 800 trabalhadores, 84% afirmam não ter recursos para arcar com uma emergência financeira que superar os R$ 10 mil. A educadora financeira da Zetra, Andreza Stanoski, avalia que o cenário estimula a contratação de empréstimos.

Uma opção é o crédito consignado, tipo de empréstimo em que a prestação é descontada da folha de pagamento. A modalidade, exatamente por ser desconto direto, é uma das operações com os menores juros de mercado. Ainda que os juros sejam mais baixos, Andreza alerta para os riscos que envolvem a linha de crédito.

“A contratação do crédito consignado precisa ser feita com responsabilidade. Planejar e priorizar os gastos é muito importante. Então, ao receber o valor, é preciso saber que ele tem destino certo e juros menores. Assim, as contas poderão ser reestabelecidas prontamente”, orienta a educadora financeira.

Andreza ressalta que o modelo é uma excelente opção em caso de necessidades, principalmente para fugir de linha de crédito com taxas de juros maiores, como o cartão de crédito e o cheque especial. “É interessante ainda ao começar um negócio ou fazer reforma na sua casa. Assim, não faltará nenhum dos materiais necessários”, avalia.

Por outro lado, o crédito consignado não é interessante, por exemplo, quando o dinheiro for destinado a um terceiro, como empréstimo ou para as compras do dia a dia. “Nesse caso, é melhor você rever o orçamento e cortar gastos desnecessários”, avalia Andreza.

A educadora alerta ainda que a modalidade não é eficaz em aplicações. “Os juros desse empréstimo, mesmo sendo baixos, não superam os rendimentos de investimentos conservadores.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Para formar base, governo vai liberar dinheiro bloqueado do extinto orçamento secreto

Reprodução

Com dificuldades para conseguir formar uma base sólida no Congresso, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai começar a liberar, ainda no final deste mês, o dinheiro para execução de emendas parlamentares. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, os recursos vão ser disponibilizados para as emendas individuais impositivas, mas também para emendas do relator, conhecidas como orçamento secreto, que estão bloqueadas desde o ano passado.

Esses recursos são dos restos a pagar do orçamento secreto, um montante de quase R$ 9 bilhões que foi contingenciado pela equipe econômica do governo anterior para conseguir fechar as contas depois de uma série de medidas durante o período eleitoral.

Os parlamentares indicaram ações em seus estados. O recurso chegou a ser empenhado, mas as obras e serviços não foram executados porque não houve a liberação do dinheiro. Há forte pressão dos deputados e senadores para que o Planalto libere esses recursos.

Auxiliares do presidente dizem que o governo vai exigir transparência para liberar esse dinheiro. Ou seja, ao contrário do que acontecia até o ano passado, os responsáveis pelas emendas vão ter que concordar em vincular seus nomes a essas emendas.

Emendas individuais

Em relação às emendas individuais, o governo é obrigado a liberar os recursos indicados pelos parlamentares. O montante disponível para essas emendas supera os R$ 21 bilhões neste ano.

O instrumento que o governo vai utilizar para tentar atrair apoio, usando essas emendas individuais impositivas, é o tempo de liberação dos recursos. O parlamentar que votar junto com o governo poderá executar suas emendas nos próximos meses. Os outros vão para o final da fila, e só terão acesso ao recurso no final do ano.

Espólio do orçamento secreto

Para negociar com os parlamentares, o governo também tem à disposição um valor de R$ 9,8 bilhões herdado do extinto orçamento secreto no acordo feito no final do ano passado com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). É o espólio das emendas do relator.

Esses recursos estão distribuídos por alguns ministérios, sobretudo naqueles que lidam com obras de infraestrutura. O controle da destinação dessas verbas é da Secretaria de Relações Institucionais, chefiada pelo ministro Alexandre Padilha, mas a negociação com os deputados passa por Arthur Lira.

Nesse caso, não há qualquer tipo de transparência sobre quem indicou os recursos.

G1

Opinião dos leitores

  1. Esse pilantra q diz ser presidente, só sabe formar quadrilha p/ destruir cofres públicos… essa gestão está um Deus nos acuda… Essa Gov do RN é o retrato da porcaria q é esquerdalha em adms em governos 🤮🤮🤮🤮🤮

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.