Brasil

Planalto alega ‘agenda de viagens’ para justificar gastos de R$ 8 mi no cartão corporativo de Lula

Presidente Lula embarca para Cuba para a Cúpula do G77 | Agência BrasilFoto: Agência Brasil

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) afirmou nesta segunda-feira (18) que a maior parte dos gastos no cartão corporativo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se deve às viagens oficiais para cumprir agendas no exterior. Dados do Portal da Transparência, que monitora o uso do Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF) pela Secretaria de Administração da Presidência da República, revelam que no chamado “cartão corporativo” do chefe do Executivo foram gastos quase R$ 8 milhões de janeiro a julho deste ano.

“O Brasil havia abandonado o seu protagonismo internacional e para reverter esse quadro o presidente Lula vem realizando uma intensa agenda de viagens internacionais em 2023, que resultaram diretamente em 111,5 bilhões de reais em novos investimentos para o país nos seis primeiros meses do ano”, disse a Secom, em nota.

O Palácio do Planalto ainda informou que a maior parte dos gastos com o cartão corportativo é referente a serviços de apoio de solo das aeronaves em viagens internacionais.

“Além de recuperar a imagem do país no exterior, o objetivo das viagens é também restabelecer as relações comerciais com parceiros importantes, o que resulta na atração de investimentos estrangeiros em áreas estratégicas que contribuem diretamente para recuperação da capacidade do mercado interno, impulsionando a geração de emprego e renda no Brasil”, completa a nota.

R7

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Brasil

Onda de calor faz vendas de ar-condicionado e ventiladores dispararem no Brasil

Melhor opção de ar-condicionado para o comércio | Blog da FrigelarFoto: Reprodução

As previsões do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) sobre a nova onda de calor que se espalha pelo Brasile vai deixar os dias bem quentes na última semana de inverno estão levando muita gente às lojas em busca de um ar-condicionado. De janeiro a junho, as vendas desses equipamentos tiveram um aumento de 16%, na comparação com o mesmo período do ano passado, e devem disparar neste mês.

Segundo a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), no primeiro semestre de 2022 foram vendidas 1.279.074 unidades de ar-condicionado split, que é um dos modelos mais comuns para instalação residencial, e nos mesmos meses deste ano, 1.483.492 equipamentos saíram das lojas. Todos esses produtos são fabricados no país.

O aumento registrado nas vendas de ventiladores nesse mesmo período foi ainda maior. Os modelos de mesa tiveram alta de 34%, já que, em 2022, até junho, foram vendidos 2.011.355 unidades e, neste ano, foram 2.692.983. A saída de ventiladores de coluna cresceu 18%, com 757.780 aparelhos vendidos no ano passado, contra 895.206 em 2023.

R7

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Brasil

VÍDEO: Grupo de mulheres xinga Lula em Nova York: “Ladrão, pinguço”

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi hostilizado por um grupo de mulheres ao sair de hotel em Nova York, nos Estados Unidos (EUA), nesta segunda-feira (18).

https://www.instagram.com/reel/CxVbwWiL3KC/?igshid=MzRlODBiNWFlZA%3D%3D

Metrópoles

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Brasil

Governo deve ter cuidado com “excessos” da PF, diz Lira

Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP, foto), disse à Folha de S. Paulo, em entrevista publicada nesta segunda-feira (18), que o governo federal deve ter cuidado com “alguns excessos que estão aflorando” na Polícia Federal.

Para o parlamentar, o órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, de Flávio Dino, não pode ser político, nem receber “autonomia para fazer o que quer”.

“O atual governo, eu tenho dito, tem que ter esse cuidado com alguns excessos que estão aflorando. Eles tinham sido resolvidos e estão aflorando de novo com muita particularidade”, afirmou Lira.

“O que não deve ter é uma polícia política, para nada. Isso é o pior dos mundos. Nem um polícia com autonomia para fazer o que quer. Nós não temos isso. Polícia é órgão de estado para cumprir determinações legais”, acrescentou.

À Folha, Arthur Lira disse que sua relação com Flávio Dino é “muito boa” e classificou as dificuldades do ministro com a oposição como “normais”.

O Antagonista.

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Brasil

Onda de calor atinge todas as regiões do país e temperaturas podem chegar a 45ºC

Foto: Divulgação/MetSul

Uma onda de calor vai atingir o Brasil nas próximas duas semanas. Segundo a MetSul, as cinco regiões do Brasil serão atingidas pelo fenômeno, que pode provocar as maiores temperaturas do mês de setembro e até quebrar recordes em alguns lugares. O pico do calor deve se dar entre o final desta semana e o começo da semana que vem.

Uma massa de ar extremamente quente vai cobrir o país nos próximos dias. Na segunda metade da semana, a massa de ar se reforça ainda mais com temperaturas atipicamente elevadas. O calor intenso e extremo pode ser perigoso.

A previsão indica que temperaturas em torno de 40ºC serão registradas, por exemplo, no Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Rondônia, Amazonas, Pará, Tocantins, Bahia, Piauí e Maranhão.

O Globo

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Brasil

Ministro de Lula enviou R$ 4,9 milhões em “emendas pix” para prefeitura do pai

Foto: Igo Estrela

Novo ministro do Esporte de Lula, André Fufuca (PP-MA) já enviou neste ano quase R$ 5 milhões para cidade de Alto Alegre do Pindaré (MA), cujo prefeito é seu pai, Fufuca Dantas, por meio das chamadas “emendas pix”.

O município é o principal beneficiado pelo hoje ministro por meio desse tipo de emenda, que é enviada diretamente para o caixa das prefeituras sem necessidade de indicar destino ao dinheiro.

Como deputado federal, Fufuca já conseguiu enviar em 2023 R$ 7,2 milhões em “emendas pix”. Deste montante, R$ 4,9 milhões foram destinados aos cofres da cidade comandada por seu pai.

O município maranhense tem 25,7 mil habitantes, segundo dados do censo do IBGE de 2022. Isso daria uma média de R$ 190,5 reais por morador enviados via “emendas pix”.

Alto Alegre do Pindaré foi citada por Fufuca em seu discurso de posse como ministro. O pai dele foi o 1º prefeito da cidade, entre 1997 e 2004. Em 2021, ele foi eleito para um terceiro mandato.

Igor Gadelha – Metrópoles

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Brasil

No terceiro mandato, Lula passa 28 dias a menos viajando pelos estados do que em seu primeiro governo

Foto: Ricardo Stuckert

Criticado por ter viajado à Índia na semana passada em vez de visitar cidades do Rio Grande do Sul assoladas por enchentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inverteu a lógica na escolha de destinos em relação aos seus mandatos anteriores e reduziu o tempo que passou rodando o país.

De janeiro até agora, o presidente ficou fora de Brasília por 57 dias para cumprir agendas dentro do território nacional — 28 a menos do que quando assumiu a Presidência da República pela primeira vez, em 2003. Enquanto isso, passou mais tempo no exterior, 67 dias, superando o início de seus dois primeiros mandatos.

O Nordeste aparece como a região favorita de Lula para as suas viagens nacionais. Até este mês, foram 16 passagens, incluindo períodos de descanso nos feriados de carnaval e Corpus Christi. Só para a Bahia o presidente foi sete vezes, inclusive em seus dias de folga.

O presidente também escolheu a Bahia para fazer lançamentos importantes do governo, como a retomada do Minha Casa Minha Vida, programa vitrine das gestões petistas; o Programa Escola em Tempo Integral; e a sanção da Lei Paulo Gustavo, uma das principais políticas para a área cultural. O estado é governado pelo petista Jerônimo Rodrigues, que sucedeu Rui Costa, atual ministro da Casa Civil.

Entre os estados, contudo, o principal destino foi São Paulo, que recebeu o presidente 11 vezes. Foi para lá que Lula fez sua primeira viagem após assumir seu terceiro mandato, para participar do enterro do Pelé e foi também onde escolheu passar o seu feriado de Páscoa. Essa viagem, no entanto, precisou ser interrompida em razão dos temporais no Maranhão.

Diferentemente da Bahia, São Paulo é comandado por um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas, que chegou a ser atacado após encontros com Lula.

Ausência incômoda

Antes de embarcar para mais um tour internacional, na sexta-feira, Lula chegou a pedir a auxiliares que incluíssem no roteiro uma passagem por Pernambuco, onde pretendia anunciar a retomada das obras da refinaria Abreu e Lima. A visita chegou a ser confirmada pelo Planalto, mas foi cancelada na véspera por falta de tempo. O presidente seguiu direto para Cuba, onde cumpriu compromissos ontem, antes de ir a Nova York para participar da abertura da Assembleia Geral da ONU, na terça-feira.

Apesar da agenda nacional mais enxuta, o tempo que o presidente passou fora do país é o que vem gerando mais ruídos internos. No começo da sua gestão, por exemplo, o governo teve uma série de derrotas no Congresso, e a ausência de Lula nas negociações foi um dos principais pontos citados por parlamentares para justificar as dificuldades. À época, o petista sofria críticas em razão do desequilíbrio entre volume de sua agenda internacional na comparação com a dedicação para a construção da base do governo.

Contabilizando a viagem para Nova York, o número de dias ausente é 55% maior do que o total registrado em 2003, quando ficou 43 dias fora do Brasil de janeiro até o fim de setembro.

As viagens de Lula também são interpretadas como uma estratégia para ganhar tempo e arrastar decisões. Um exemplo foi a última reforma ministerial, desenhada para acomodar o PP e o Republicanos. Lula finalizou o arranjo às vésperas de embarcar para a Índia, após dois meses de negociação. As mudanças chegaram a ser adiadas em meio a agendas de viagens.

“Essas viagens têm feito Lula ganhar tempo de algum modo. O Lula é um sujeito forjado na negociação, e com o Arthur Lira e com o Centrão não é nada fácil. O Lula opera também nos silêncios. Ele ganha tempo com essas viagens”, analisa o cientista político Carlos Melo, professor do Insper.

A agenda intensa de Lula deve ter uma pausa de aproximadamente seis semanas para que o presidente se recupere de uma cirurgia do quadril, prevista para acontecer entre a última semana deste mês e a primeira semana de outubro.

O presidente sofre com intensas dores na cabeça do fêmur, provocadas por uma artrose. Em julho, Lula reclamou publicamente de suas dores durante uma live e afirmou que que tem ficado “irritado, “nervoso” e de “mau humor”. No mês passado, quando esteve na África, conforme o GLOBO apurou, Lula voltou a reclamar de dores e em alguns momentos, apareceu mancando.

A falta de conforto do atual avião presidencial é uma das justificativas do Palácio do Planalto para estudar trocá-lo por um mais moderno. O objetivo é que a nova aeronave tenha autonomia suficiente para fazer voos diretos nas viagens internacionais, além de oferecer mais estrutura de trabalho. A Aeronáutica deve abrir, ainda neste ano, um edital para adquirir um modelo — provavelmente usado — já adaptado para o segmento VIP, com valor próximo de US$ 80 milhões.

O Globo, por Alice Cravo

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Brasil

Eleitores de Lula estão menos otimistas com economia, diz Datafolha

Foto: Evaristo Sá/AFP

Pesquisa Datafolha mostra que a parcela de eleitores de Lula (foto) que projeta melhora na economia vem caindo desde dezembro do ano passado.

Levantamento indica ainda que aumentou a fatia de pessimistas entre os que declararam voto em Jair Bolsonaro.

Na pesquisa realizada em dezembro, 79% dos que declararam voto em Lula projetavam que a economia do país iria melhorar. Agora em setembro, essa parcela caiu para 66%.

Entre os eleitores de Bolsonaro, o Datafolha registrou aumento no pessimismo. Em dezembro, 43% dos bolsonaristas previam piora no cenário econômico. Em março, a parcela subiu para 50%, em setembro, passou para 52%.

A nova pesquisa, realizada nos dias 12 e 13 deste mês, promoveu 2.016 entrevistas em 139 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

O Antagonista

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Novos registros de armas para civis despencam em 2023 após decreto de Lula

Bóton Redondo 5.08cm A proibição atira no pacifista da Anti-Arma | Zazzle  BrasilFoto: Reprodução

A Polícia Federal emitiu 38,9% menos registros novos de armas para civis em agosto na comparação com julho deste ano, quando 2.654 documentos foram expedidos. No mês passado, foram 1.622 pedidos atendidos. O período de queda coincide com a publicação do decreto de Luiz Inácio Lula da Silva, em 21 de julho, que limitou o acesso de civis a armamentos e munições.

Os dados são do Sistema Nacional de Armas (Sinarm), área da PF responsável pelo controle de armas de fogo em poder dos brasileiros. Confira os números:

Novos registros de armas para civis 
• Junho: 2.472
• Julho: 2.654
• Agosto: 1.622

O registro é a emissão de um certificado do Sinarm, válido por até cinco anos, que autoriza o dono da arma a mantê-la, exclusivamente, dentro de casa ou no local de trabalho, desde que seja o proprietário legal do estabelecimento ou da empresa. Para dar entrada no registro, é preciso apresentar a nota fiscal da compra da arma e a autorização de aquisição.

Veja matéria completa no R7

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PAPELÃO: Diante de plenária quase vazia, Lula condena embargo a Cuba e exalta cooperação Sul-Sul na cúpula G-77+China

Foto: Mariana Sanches/BBC News Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou seu discurso na cúpula G-77+China a uma plateia que deveria estar repleta de delegações de cem países e ao menos 16 chefes de Estado, mas que estava praticamente vazia na manhã deste sábado (16/9).

Quando o anfitrião da cúpula, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, o chamou ao púlpito, pouco depois das 9h local, não houve aplausos e Lula parecia nem entender que já estava com a palavra.

Avisado por integrantes da delegação brasileira, ele caminhou ao palco para um discurso de cerca de 10 minutos no qual criticou o embargo americano a Cuba e a inclusão do país na lista de nações patrocinadoras de terrorismo, elogiou a diversidade do G-77, que corresponde a 79% da população mundial, apontou a falta de representatividade dos atuais mecanismos multilaterais, voltou a cobrar dos países ricos a conta pelas mudanças climáticas e exaltou a cooperação Sul-Sul, da qual disse que o Brasil era pioneiro.

“O G-77 foi fundamental para expor as anomalias do comércio global e para defender a construção de uma Nova Ordem Econômica Internacional. Infelizmente, muitas das nossas demandas nunca foram atendidas”, afirmou Lula em seu discurso.

Diplomatas brasileiros ouvidos pela BBC News Brasil defendiam que o evento mais importante de Lula em Cuba era justamente sua participação no fórum, e não a visita bilateral ao governo cubano.

Criado nos anos 1960, o bloco é composto por mais de 130 países do chamado Sul Global, mas historicamente tem tido pouca voz nas definições tomadas em ambientes geopolíticos centrais, como a ONU.

“A governança mundial segue assimétrica. A ONU, o sistema Bretton Woods (em uma referência à primazia do dólar no comércio global) e a OMC (Organização Mundial do Comércio) estão perdendo credibilidade”, complementou o presidente brasileiro.

Segundo um de seus auxiliares mais próximos, ao comparecer ao G-77 e, na próxima terça, 19/9, abrir a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Lula terá concluído o processo de “devolver o Brasil a todos os tabuleiros internacionais mais importantes”.

Neste ano, Lula também esteve no encontro do G-7, do G-20, dos Brics e da Celac/União Europeia.

Durante a fala do líder brasileiro no Palácio de Convenções em Havana, a plateia foi aos poucos enchendo, mas ainda longe de completar 50% de sua capacidade.

Além de Díaz-Canel, a BBC News Brasil presenciou apenas uma rápida troca de palavras entre Lula e Ralph Gonsalves, o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, um pequeno país da América Central com pouco mais de cem mil habitantes. Durante o discurso, não estavam presentes, porém, o presidente argentino, Alberto Fernandéz, o venezuelano Nicolás Maduro e nem mesmo o líder nicaraguense Daniel Ortega. Fernandéz e Ortega chegaram depois da fala de Lula e o cumprimentaram no período em que o líder brasileiro assistiu aos discursos de outros representantes diplomáticos.

Lula defendeu justamente que as nações em desenvolvimento se unam para que tanto a transição energética quanto a revolução digital não sejam conduzidas por “um punhado de economias ricas” e contem com presença decisiva da América Latina, do Caribe e da África Subsaariana.

“Não podemos nos dividir. Devemos forjar uma visão comum que leve em consideração as preocupações dos países de renda baixa e média e de outros grupos mais vulneráveis”, disse o brasileiro.

Lula defendeu a inclusão de especialistas dos países em desenvolvimento nos painéis de discussões tecnológicas e sinalizou que há oportunidades de desenvolvimento no processo de combate às mudanças climáticas.

“Vamos promover a industrialização sustentável, investindo em energias renováveis, na socio-bio-economia e na agricultura de baixo carbono”, afirmou o presidente para em seguida ressaltar que “faremos isso sem esquecer que não temos a mesma dívida histórica dos países ricos pelo aquecimento global”.

“É por isso que o financiamento climático tem de ser assegurado a todos os países em desenvolvimento, segundo suas necessidades e prioridades. No caminho entre a COP-28 (conferência climática da ONU, agendada para novembro), em Dubai, e a COP-30, em Belém, será necessário insistir na implementação dos compromissos nunca cumpridos pelos países desenvolvidos”, afirmou Lula.

Por fim, o mandatário sugeriu uma reedição da chamada Comissão do Sul, grupo de intelectuais de países em desenvolvimento, entre eles os brasileiros Celso Furtado e Paulo Arns, que se reuniu nos anos 1990 para criar uma visão comum sobre o caminho a seguir no pós-Guerra Fria.

BBC News Brasil, por Mariana Sanches

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