O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (5) que o governo federal vai regular as big techs no país “doa a quem doer”.
Segundo o presidente, as redes sociais facilitam a propagação de informações falsas sem nenhum tipo de controle.
“Queremos regular e vamos a regular, doa a quem doer”, declarou Lula em entrevista ao “SBT Brasil”.”Não pode brincar com a verdade. Não, não é censura. Quando você fala em regular, fala em censura? O país tem que ter regras, o que vale na vida real, vale na digital”, prosseguiu.
A declaração do presidente Lula também é uma resposta ao posicionamento do governo dos Estados Unidos, que já chegou a afirmar que o Brasil estaria censurando empresas americanas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta sexta-feira (5), que não passou da hora de ligar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para falar sobre a taxação dos EUA de 50% sobre produtos brasileiros.
“Não, não passou da hora porque ele não quer conversar. Tenho [o vice-presidente Geraldo] Alckmin, o [ministro da Fazenda, Fernando] Haddad e [o ministro das Relações Exteriores] Mauro Vieira para conversar. Pergunte se alguém tem interlocutor [com os EUA]? Não tem. Os americanos estão tendo comportamento político com relação ao Brasil”, disse Lula durante entrevista ao SBT, em Brasília.
Lula criticou o governo Trump por associar a taxação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal. “Cada um dá palpite no seu quintal, cuida do seu galinheiro, do nosso nós cuidamos.”
Apesar de criticar Trump, Lula disse que está disposto a negociar, quando os EUA estiverem dispostos a isso. “Se tem uma coisa que aprendi foi negociar, e negociar com magnatas. Então no dia que Trump quis negociar ele tem um metalúrgico preparado para negociar (…) O Lula paz e amor está de volta.”
Lula ainda falou que a população dos Estados Unidos pode, no seu entendimento, ser prejudicada pelo tarifaço do governo de Donald Trump.
“Se os Estados Unidos acham que seu presidente virou imperador e que ele pode ficar ditando regras para o mundo, eles vão ver o que pode acontecer. O que vai acontecer nos Estados Unidos é que o povo americano vai pagar mais caro os produtos que eles estão comprando da gente”, afirmou o presidente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (5) que o governo do Brasil é “radical de esquerda”, ao responder a uma pergunta da imprensa sobre a avaliação que sua gestão está fazendo de impor restrições de visto às delegações do Brasil, Irã, Sudão e Zimbábue durante a Assembleia Geral da ONU, que será realizada este mês em Nova York.
A informação foi revelada pela agência Associated Press (AP) nesta quinta-feira (4), com base em um memorando interno do Departamento de Estado.
Segundo a reportagem, as medidas em estudo poderiam limitar os deslocamentos das delegações citadas fora da zona da assembleia, reforçando o controle sobre diplomatas e líderes desses países que participam do encontro.
“Estamos muito chateados com o Brasil. Nós aplicamos tarifas muito altas contra eles, porque eles estão fazendo algo muito injusto”, disse Trump nesta sexta-feira durante entrevista coletiva na Casa Branca, em referência ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), que o republicano chamou de “caça às bruxas”.
“Eu amo o povo do Brasil. Temos um ótimo relacionamento com o povo do Brasil, mas o governo do Brasil mudou radicalmente, foi muito para a esquerda, se tornou radicalmente de esquerda, e está prejudicando muito o Brasil. Eles estão indo muito mal, então veremos”, disse o presidente americano, a respeito das possíveis restrições de visto.
Em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa de 50% na importação de produtos brasileiros imposta por Washington.
O governo Trump mencionou como um dos motivos para a tarifa o processo contra Bolsonaro no STF. Entretanto, a taxa não foi aplicada para cerca de 700 produtos brasileiros, entre eles, suco e polpa de laranja e aeronaves civis.
No final de julho, o Departamento do Tesouro americano impôs sanções econômicas contra o ministro do STF Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, uma legislação dos Estados Unidos que permite a Washington aplicar punições contra acusados de violação de direitos humanos e corrupção em todo o mundo.
Antes disso, o Departamento de Estado havia anunciado a revogação dos vistos de Moraes, de “aliados dele” no STF e seus familiares, que ficaram assim impedidos de entrar nos Estados Unidos.
O procurador do Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB), Rogério Sitônio, disse, nesta sexta-feira (5), que os contratos de trabalho por PJ – Pessoa Jurídica – é uma ‘prática fraudulenta’ e traz prejuízos para sociedade.
De acordo com o procurador, este tipo de contrato é prejudicial, uma vez que não garante o direito à férias, descansos semanais e o recolhimento da previdência social.
Procurador do MPT-PB, Rogério Sitônio. (Foto: Clilson Júnior)
Segundo Rogério Sitônio, a prática causa desequilíbrio das receitas previdenciárias e suas consequências não se restringem apenas ao trabalhador ‘PJ’.
“A PJotização está ligada à uma prática fraudulenta de evitar a formalização do contrato de emprego e traz prejuízos enormes para a sociedade. Aquele PJ, além de ele ter o comprometimento, ele não terá direito à férias, descansos semanais, vai deixar de fazer o recolhimento da previdência e daqui a uns anos ou décadas essa pessoa vai estar envelhecida, talvez doente e como que o estado vai arcar com esse déficit? Então, isso contribui para esse desequilíbrio das receitas previdenciárias. É um debate que a sociedade tem que enfrentar, pois ela não traz consequências apenas para a pessoa que trabalha como PJ, mas para toda a sociedade”, explicou o procurador.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu nesta sexta-feira (5) mais sessões para o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pedido foi encaminhado ao presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin.
Moraes pediu uma sessão extra na quinta-feira, 11 de setembro. Bolsonaro e outros sete réus são julgados no STF por plano de golpe. As próximas sessões estão previstas apenas para leitura do voto dos ministros.
Inicialmente, para a próxima semana, estavam previstas sessões na terça-feira (9), pela manhã e pela tarde; na quarta-feira (10), pela manhã; e, na sexta-feira (12), pela manhã e pela tarde.
“Solicito ao Excelentíssimo Presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, o agendamento de novas sessões complementares para a realização do julgamento, a serem realizadas na quinta-feira, dia 11/9/2025”, diz o pedido de Moraes.
Após encontro na Granja Santana com o governador João Azevêdo (PSB), nesta sexta-feira (5), o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, divulgou uma nota pública anunciando a sua desfiliação do PP e reafirmando seu projeto de concorrer ao governo da Paraíba em 2026.
No texto, ele destaca que pesquisas que indicam a preferência do seu nome pelo eleitorado foram desconsiderados pelo PP para a definição do nome mais competitivo do grupo. O partido pretende lançar o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), com o apoio do governador João Azevêdo.
“Apesar de todos os apelos por critérios justos e transparentes na escolha do candidato do grupo liderado pelo governador João Azevêdo, e diante da decisão da direção dos Progressistas na Paraíba, de não apoiar esse desejo popular, somada à indefinição sobre o comando da federação União Progressista, que gera instabilidade em todo o projeto, comunico minha desfiliação da legenda”, diz, na nota.
Com a humildade e a lealdade que sempre guiaram minha vida pública, registro que, nos últimos meses, tenho recebido nas ruas o carinho e o incentivo do povo para que eu dispute o Governo do Estado.
Todas as pesquisas, qualitativas e quantitativas, confirmam que a população reconhece o nosso trabalho à frente da Prefeitura de João Pessoa, pela quarta vez, e enxerga que a cidade vive o seu melhor momento.
Esses levantamentos também revelam que meu nome é o que melhor representa um projeto de desenvolvimento sustentável para a Paraíba, consciente de que, para continuar crescendo, o Estado precisa de um gestor experiente e com coragem para enfrentar os desafios.
Apesar de todos os apelos por critérios justos e transparentes na escolha do candidato do grupo liderado pelo governador João Azevêdo, e diante da decisão da direção dos Progressistas na Paraíba, de não apoiar esse desejo popular, somada à indefinição sobre o comando da federação União Progressista, que gera instabilidade em todo o projeto, comunico minha desfiliação da legenda.
Agradeço a todos que fazem parte do PP e reafirmo que levo comigo respeito, amizade e boas lembranças. No momento oportuno, anunciarei minha nova legenda partidária.
Apresento, com confiança e determinação, minha pré-candidatura ao Governo da Paraíba. Vou seguir ouvindo os paraibanos em todas as regiões e, a partir desse diálogo, elaborar o Plano de Desenvolvimento Estratégico da Paraíba, que vai garantir um futuro seguro para nosso estado, preservando as conquistas e fazendo a Paraíba avançar ainda mais.
Funcionários da Enel fazem manutenção em poste de energia elétrica Rovena Rosa/Agência Brasil
O furto de energia, conhecido como perdas não técnicas de energia elétrica no Brasil, representaram um custo de R$ 10,3 bilhões em 2024, de acordo com relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Conhecido como “gato”, o furto de energia ocorre no mercado de baixa tensão, que é composto por consumidores residenciais, pequenos comércios, escritórios e pequenas indústrias. Esse furto de energia gera também um consumo sem controle da carga distribuída. Inúmeros aparelhos, tecnicamente precários, estão conectados a essa carga furtada, o que provoca danos ao sistema e prejudica o atendimento aos demais consumidores.
As concessionárias de grande porte, que têm o mercado maior do que 700 Gwh (gigawatt-hora), são as responsáveis por fazer a gestão dos níveis dessas perdas comerciais, devido à amplitude do mercado de distribuição e à complexidade de combater práticas irregulares.
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) detalha a complexidade e os desafios impostos por essa prática, considerada crime, no estudo “Furto de energia: Perdas não técnicas”, que acaba de ser lançado. O material explica de que forma os custos com furtos impactam a tarifa de energia de todos os consumidores regulares.
O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), afirmou nesta sexta-feira (5) que irá cobrar comprometimento total de seus aliados nas eleições de 2026. Ao comentar as movimentações do prefeito Cícero Lucena (PP), João mandou um recado:
“Não existe estar em dois cantos. Você não vai estar no palanque fazendo pedido para o adversário. Vamos raciocinar”, disparou ao ser perguntado se “aceitaria” o voto de Cícero que, em diversas oportunidades, garantiu que votaria nele para o Senado.
João ainda disse que, diferente dele, “são projetos pessoais que estão sendo colocados na pauta”. E cobrou fidelidade dos aliados: “O nosso grupo terá um projeto e nós vamos cobrar de todos os aliados nossos que estejam integrados. Isso será uma cobrança que será feita para todo mundo.”
Perguntado sobre a relação com o vice-prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), João disse que precisa saber qual vai ser a atitude de Leo “quando ele sentar na cadeira”. “Preciso entender um bocado de coisa ainda pela frente. “Então, essa discussão vai ser feita num momento adequado. Agora, que nós vamos cobrar de todos os nossos aliados a total de integração ao projeto que nós estamos apresentando, é claro que nós vamos cobrar.”
O Banco Central anunciou nesta sexta-feira (5) a criação de um teto para transações via Pix para algumas instituições com o intuito de evitar lavagem de dinheiro pelo crime organizado.
Para instituições de pagamento não autorizadas e as que se conectam à Rede do Sistema Financeiro Nacional via PSTI (Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação) fica limitado em R$ 15 mil o valor de TED e Pix.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirma que, para transações de valores maiores, será necessário fazer mais de uma operação.
Muitas instituições, de diversos tipos, se conectam ao sistema financeiro nacional por um prestador de serviço terceirizado, as PSTIs.
Galípolo, explica que o BC identificou uma “infraestrutura crítica” desses prestadores de serviço, o que levou a autoridade monetária a endurecer as regras vigentes.
Segundo o presidente do BC, 99% das transações de Pix ou TED de pessoas jurídicas estão abaixo desse valor de R$ 15 mil. A ideia é identificar movimentações suspeitas com mais facilidade, especialmente as feitas pelo crime organizado. Essa restrição fica vigente até que a intuição financeira se torne autorizada ou que o PSTI atenda os novos processos de controle do BC.
O BC aumentou os requisitos e controles para o credenciamento dos PSTI. Passa-se a exigir capital mínimo de R$ 15 milhões dessas terceirizadas.
O descumprimento estará, segundo o BC, sujeito à aplicação de medidas cautelares ou até ao descredenciamento.
“Vamos requerer tanto requisitos de governança e gestão de riscos e capital mínimo de R$ 15 milhões”, disse Galípolo.
A norma entra em vigor imediatamente e os PSTI em atividade têm até quatro meses para se adequarem. As novas regras serão publicadas pelo BC às 18h00 desta sexta.
Nas novas regras publicadas nesta sexta, o BC também impôs controles adicionais às instituições de pagamento.
Somente integrantes dos segmentos S1, S2, S3 ou S4 que não sejam cooperativas poderão atuar como responsáveis no Pix por instituições de pagamento não autorizadas. Os contratos vigentes deverão ser adequados em até cento e oitenta dias.
O BC também informou que nenhuma instituição de pagamento poderá começar a operar sem autorização prévia.
Além disso, o prazo final para que instituições de pagamento não autorizadas a funcionar pelo BC solicitem autorização para funcionamento é antecipado de dezembro de 2029 para maio do ano que vem.
A Polícia Civil da Paraíba realizou, nesta sexta-feira (5), a prisão em flagrante de duas mulheres suspeitas de praticar os crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico na cidade de Coremas, no Sertão do Estado.
As equipes da investigação foram realizar o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no endereço das suspeitas, após o levantamento investigativo de que o local seria utilizado para o comércio de entorpecentes. Ao chegarem na residência, as mulheres foram encontradas com quase 100 pedras de substância semelhante à crack prontas para venda, além de dinheiro em espécie fracionado e aparelhos celulares. Diante da situação, as suspeitas foram presas em flagrante.
Ainda durante a busca no local da prisão, foi constatado que uma das mulheres utilizava as fraldas do próprio filho, de apenas três meses de idade, para esconder drogas e barrar a ação repressiva da Polícia Civil. As suspeitas foram encaminhadas à autoridade policial para os procedimentos legais e encontram-se à disposição da Justiça.
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