STF

Zanin envia à Justiça Eleitoral do Acre pedido para investigar fala de Bolsonaro sobre ‘fuzilar a petralhada’

Zanin participa de primeira sessão presencial no STF nesta quarta-feira,  com julgamento da validade do juiz de garantias | Política | G1Foto: FELLIPE SAMPAIO/SCO/STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Justiça Eleitoral do Acre um pedido de investigação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pela declaração sobre “fuzilar a petralhada”. Fala ocorreu na disputa presidencial de 2018.

De acordo com a ação, na ocasião, Bolsonaro fez um gesto de “fuzilamento”, ao utilizar um tripé de câmera de vídeo como simulacro de arma de fogo, e disse: “Vamos fuzilar a petralhada toda aqui do Acre. Vamos botar esses picaretas pra correr do Acre. Já que eles gostam tanto da Venezuela, essa turma tem que ir pra lá. Só que lá não tem nem mortadela, galera; vão ter que comer é capim mesmo”.

Na decisão, Zanin atendeu à Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu na Corte o envio do caso às instâncias inferiores. Zanin assumiu a relatoria do caso por ter sucedido ao ministro Ricardo Lewandowski no tribunal. O ministro afirmou que, com o fim do mandato de Bolsonaro, houve a perda do foro privilegiado.

“Com o advento do término do mandato de presidente da República, no qual se encontrava investido o representado Jair Messias Bolsonaro, e não sendo ele reeleito para pleito subsequente, houve a superveniente causa de cessação da competência jurisdicional do Supremo Tribunal Federal”, disse o ministro.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

STF

(VÍDEO) Moraes leva 10 a 1 no STF, e Gilmar brinca: “Vai colocar esse pessoal no inquérito”

Na mesma sessão que oficializou, nesta quarta-feira (9), o nome de Luís Roberto Barroso como presidente do STF, os ministros votaram também em Edson Fachin (foto) para exercer a função de vice-presidente da corte.

A votação é um rito meramente formal, já que o cargo caberia a Fachin de qualquer jeito: a sucessão no comando do Supremo é pelo critério de antiguidade. A “apuração dos votos”, porém, registrou um placar de 10 a 1 para Fachin contra o presidente do TSE, Alexandre de Moraes (foto).

Depois de Rosa Weber, que está deixando a presidência do tribunal, anunciar o resultado rindo, Moraes brincou: “É que a votação não foi no TSE”. E Gilmar Mendes completou: “Vai colocar esse pessoal no inquérito”.

O Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

STF

Gilmar Mendes libera retomada do julgamento no STF sobre porte de drogas para uso pessoal

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, liberou nesta terça-feira (8) para retomada de julgamento a ação que discute descriminalização do porte de drogas para uso próprio.

Relator do caso, o ministro sugeriu que o processo seja incluído na pauta a partir do dia 16 de agosto. Agora, cabe à presidente do STF, Rosa Weber, marcar a data do julgamento.

Na semana passada, Mendes pediu mais tempo para analisar os votos apresentados e prometeu liberar o processo em breve. A suspensão ocorreu após voto do ministro Alexandre de Moraes para descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal. O placar está em 4×0 nesse sentido.

O STF julga a constitucionalidade de um dispositivo da chamada Lei de Drogas, que considera crime adquirir, guardar e transportar entorpecentes para consumo pessoal.

No julgamento, porém, os ministros não vão tratar da venda de drogas, que vai seguir como ilegal.

Atualmente, embora seja crime, o porte de drogas para consumo pessoal não leva à prisão. Os processos correm em juizados especiais.

As punições aplicadas normalmente são advertência, prestação de serviços à comunidade e medidas educativas. A condenação não fica registrada nos antecedentes criminais.

Já a pena para o tráfico de drogas varia de 5 a 20 anos de prisão.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

STF

Ricardo Coutinho vai ao STF para suspender audiência da Operação Calvário

Recurso do ex-governador Ricardo Coutinho será julgado pelo ministro Gilmar Mendes, do STF

O ex-governador Ricardo Coutinho (PT) voltou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender mais uma audiência no âmbito da Operação Calvário. Desta vez, a defesa do petista tenta adiar a audiência marcada para o mês de setembro e trata sobre a contratação de servidores codificados.

A denúncia do Ministério Público da Paraíba acusa Ricardo de ter envolvimento, enquanto governador do Estado, na nomeação e inclusão na folha de pagamento de servidores no modelo “codificados”, ou seja, sem ser efetivo, comissionado ou contratado pela administração pública.

Os advogados apontam a falta de acesso à conteúdo da acusação. “Embora o Ministério Público estadual tenha compartilhado algumas conversas do aplicativo WhatsApp, extraídos a partir do  Relatório de Análise de Polícia Judiciária n° 036/2020, o inteiro teor dos documentos e mídias que acompanham os referidos diálogos, como, por exemplo, as imagens, planilhas, notas fiscais, e-mails e arquivos de áudio e de vídeo que foram extraídos das referidas conversas, não foram disponibilizados à defesa”, diz a petição.

A audiência foi marcada para o 21 de setembro, às 8h30. A ação, que será relatada pelo ministro Gilmar Mendes, pede a suspensão da audiência e que a Justiça da Paraíba seja obrigada a fornecer todo o conteúdo da denúncia contra Coutinho.

MaisPB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

STF

Barroso dá 10 dias para Presidência e Congresso se manifestarem sobre revisão da Lei de Cotas

Foto: Carlos Alves Moura/SCO-STF/Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso deu dez dias à Presidência da República, à Câmara dos Deputados e ao Senado para que enviem à Corte informações sobre a Lei de Cotas — política pública para o acesso de pessoas pretas, pardas, indígenas e com deficiência e estudantes da rede pública às instituições de educação superior.

No mês passado, o STF recebeu uma ação que pede que seja fixado prazo para que o Congresso Nacional faça a revisão da lei. Aprovada pelos parlamentares e sancionada em 2012, a Lei de Cotas deveria ter passado por revisão até 29 de agosto de 2022, quando completou dez anos, mas isso não aconteceu.

A ação foi apresentada pelo Partido Verde (PV), que pediu ao Supremo que fixe o prazo de um ano para que o Congresso legisle sobre a matéria. A legenda pediu, ainda, que o STF determine ao poder público que a aplicação da lei seja mantida, mesmo encerrado o prazo de dez anos para a revisão da iniciativa.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

STF

‘Dessa vez, vai ter que ser uma mulher’, diz Lula sobre nova vaga no STF

Lula agora cogita indicar mulher para lugar de Rosa Weber no STFFoto: Reprodução

Numa recente conversa com um dos seus interlocutores mais próximos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou pela primeira vez que mudou o seu critério para a escolha da próxima vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), que será aberta com a aposentadoria da ministra Rosa Weber, ainda este ano.

Lula passou a reconhecer a necessidade de que a vaga seja ocupada por uma mulher, mesmo que haja postulantes homens que, hoje, sejam mais próximos do presidente. Se a vaga de Rosa não for preenchida por uma mulher, a Corte de 11 ministros terá uma única representante do gênero feminino: Cármen Lúcia.

Esse interlocutor foi defender junto ao presidente um dos três nomes mais cotados para a vaga. Até aqui, o presidente Lula estava se fixando nos nomes dos ministros Flávio Dino (Justiça), Jorge Messias (AGU) e do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas.

“Mas dessa vez, vai ter que ser uma mulher”, respondeu Lula ao ouvir atentamente os argumentos para a escolha de um dos cotados.

No entorno mais próximo de Lula, a mudança de critério para a escolha da futura vaga no STF é atribuída à influencia direta da primeira-dama, Janja da Silva.

Gerson Camarotti – G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

STF

Moraes indica voto pela descriminalização da maconha: “Uma droga mais leve”

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a maconha é uma “droga mais leve”, durante o julgamento da Corte, retomado nesta quarta-feira, sobre o porte de entorpecentes para uso pessoal.

O Supremo decide se é valido o artigo da Lei de Drogas que define como crime adquirir, guardar e transportar entorpecentes para consumo próprio.

“A maconha é uma droga mais leve. Não se trata de opinião, é uma comprovação científica”, afirmou o magistrado durante a sessão. Ele defendeu que o Supremo deve aplicar a lei igualmente a todos e que “não é possível que na capital [um indivíduo] seja considerado usuário e no interior, traficante”.

Ele apresentou um estudo mostrou que uma mesma pessoa com determinada quantidade de droga pode ser considerada usuária em uma cidade e traficante em outra. Na capital de São Paulo, por exemplo, os limites são considerados 33 gramas de cocaína, 17g de crack e 51g de maconha, enquanto no interior há outro índice: 20g de cocaína, 9g de crack e 32g de maconha.

“Pessoas absolutamente idênticas são consideradas ora traficantes e ora usuários”, prosseguiu Moraes. Ele ainda defendeu que a quantidade “precisa ser o critério” para evitar injustiças.

“Alguém preso com 100kg de pasta de cocaína, ninguém acha que é usuário. Não há nariz para tanto. Alguém preso com duas toneladas de maconha, também não é possível. Da mesma forma, alguém pego com dois cigarrinhos de maconha: ‘É um traficante perigosíssimo, é o nosso Pablo Escobar!’”, ironizou o ministro.

O STF começou a analisar o tema em 2015 e já foram dados três votos pela descriminalização. Os magistrados vão decidir se é valido o artigo da Lei de Drogas que tipifica como crime adquirir, guardar e transportar entorpecentes para consumo próprio.

Com MaurílioJR

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

STF

Toffoli anula provas de acordo de leniência da Odebrecht contra Sérgio Cabral

Toffoli anula provas de acordo de leniência da Odebrecht contra Sérgio Cabral

O ministro Dias Toffoli, do STF, anulou as provas obtidas por acordos de leniência da Odebrecht contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Cabral fora condenado por corrupção passiva por recebimento de propina da empreiteira.

Em troca, a Odebrecht foi beneficiada em diversas obras no estado. Dentre elas, a reforma do Maracanã e a construção da linha 4 do metrô carioca.

A decisão de Toffoli estende a Cabral entendimento do STF que já o uso das provas em processos contra Lula (PT) e Geraldo Alckimin (PSB), pela sua gestão no estado de São Paulo.

O Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

STF

STF julga nesta quarta se porte de drogas para uso pessoal é crime; debate já dura 8 anos

STFFoto: Rosinei Coutinho/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (2) a análise de uma ação que questiona a criminalização do porte de drogas para uso pessoal. O assunto é discutido na Corte desde 2015 e chegou a ser levado para julgamento duas vezes, mas a discussão não foi concluída.

O caso em avaliação no Supremo tem repercussão geral. Dessa forma, o entendimento que for tomado ao fim do julgamento vai valer para todos os processos que tratem do mesmo assunto, inclusive, por instâncias que sejam inferiores ao STF.

Os ministros analisam uma ação que pede a derrubada de um artigo da lei das drogas que diz que comete crime quem “adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”.

O caso tinha sido pautado inicialmente para a sessões em maio e junho, mas foi adiado. Atualmente, embora seja crime, o porte de drogas para consumo pessoal não leva à prisão e as punições aplicadas normalmente são advertência, prestação de serviços à comunidade e aplicação de medidas socioeducativas.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

STF

STF invalida uso da ‘legítima defesa da honra’ em feminicídios

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela inconstitucionalidade do argumento de “legítima defesa da honra” em casos de feminicídio julgados no tribunal do júri. A análise do caso foi concluída nesta terça-feira (1º), durante a sessão que reabriu os trabalhos da Corte.

Os ministros acompanharam o voto do relator do caso, ministro Dias Toffoli. Em junho, já havia maioria para considerar inconstitucional o uso do argumento. Pela decisão dos ministros, a “legítima defesa da honra” não poderá ser usada por advogados, policiais ou juízes — de forma direta ou indireta.

A proibição vale tanto para a fase de investigação dos casos quanto para as situações em que os processos chegam ao tribunal do júri. Além disso, a defesa não poderá usar o argumento e depois pedir a anulação do júri popular. Ou seja, o acusado não pode agir de forma irregular e depois tentar se beneficiar disso.

Os ministros concluíram ainda que tribunais de segunda instância poderão acolher recursos pela anulação de absolvições, caso estas se baseiem na legítima defesa. A Corte entendeu que, se o tribunal determinar novo júri, não vai ferir o princípio da soberania dos vereditos dos jurados.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.