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Hugo Motta emprega em gabinete da Câmara trio de funcionárias fantasmas

hugo motta

Hugo Motta – Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

 

Segundo a Folha de São Paulo, o presidente da câmara dos deputados Hugo Motta empregou uma estudante de medicina, uma fisioterapeuta e uma assistente social de uma prefeitura na Paraíba, todas no cargo de secretária parlamentar, com 40 horas semanais de jornada de trabalho, proibidas de exercer outra função pública e sem exigência de registro de ponto com biometria na Câmara.

Além disso, a Câmara dos Deputados já pagou R$ 807,5 mil à fisioterapeuta Gabriela Batista Pagidis, funcionária fantasma lotada no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A jovem de 30 anos está lotada como secretária parlamentar no gabinete de Hugo Motta desde 1º de junho de 2017. Nesse período, o salário dela variou de R$ 1.550,66 a R$ 16.714,06.

A coluna Tácio Lorran acompanhou a rotina da fisioterapeuta nos últimos dias. Nessa segunda-feira (14/7), Gabriela Pagidis bateu ponto por volta das 10h30 da manhã em uma das clínicas que trabalha, o Instituto Costa Saúde, no fim da Asa Norte, em Brasília. Ela mesma recepcionou a reportagem e deu orientações sobre como agendar uma consulta.

No Instituto Costa Saúde, Gabriela Pagidis trabalha às segundas e quartas-feiras. Já no Centro Clínico Bandeirantes, no Núcleo Bandeirante, também em Brasília, Gabriela Pagidis trabalha às terças e quintas à tarde. Na última sexta-feira, Gabriel Pagidis foi à academia por volta das 11h e, à tarde, foi ao Zoológico, em horário que deveria estar na Câmara dos Deputados.

A coluna Tácio Lorran solicitou, via Lei de Acesso à Informação (LAI), os registros de acessos de Gabriela Pagidis à Câmara, assim como eventuais crachás e vagas na garagem. A Casa respondeu que servidores com crachá não são registrados na portaria; que o acesso à garagem exige apenas credenciamento; e que o controle de frequência é responsabilidade do gabinete.

Antes de constar como secretária parlamentar de Hugo Motta, Gabriela foi nomeada em 5 de fevereiro de 2014 na mesma função no gabinete do ex-deputado federal Wilson Filho, hoje secretário de Educação da Paraíba e aliado do presidente da Câmara. Se somar ambos os períodos como funcionária fantasma, a remuneração supera R$ 890,5 mil.

Metropoles

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Indústria defende que governo tente adiar por 90 dias taxação dos EUA

Em nota publicada nesta terça-feira (15) com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, que possui diversos empresários pelo país, pediu para que o governo Trump não imponha tarifas de 50% contra o Brasil.

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos é a maior organização empresarial do mundo e diz, em seu site oficial, que trabalha para colaborar pelo crescimento do comércio nos EUA.

De acordo com o texto, a taxa ‘impactaria produtos essenciais para as cadeias de suprimentos e os consumidores dos EUA, aumentando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de indústrias-chave americanas’.

Além disso, a Câmara defende que ocorra uma negociação entre os dois governos ‘para evitar a implementação de tarifas prejudiciais’ (leia nota na íntegra abaixo).

‘Mais de 6.500 pequenas empresas nos EUA dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas americanas investem no país. O Brasil é um dos 10 principais mercados para as exportações dos EUA e o destino de quase US$ 60 bilhões em bens e serviços americanos todos os anos’, continua.

O comunicado completa afirmando que uma relação comercial estável e produtiva seria essencial entre os dois países:

‘A Câmara dos EUA e a AmCham Brasil estão prontas para apoiar os esforços que conduzam a uma solução negociada, pragmática e construtiva — uma solução que evite a escalada e garanta a continuidade do comércio mutuamente benéfico’.

Leia a nota completa:

‘A Câmara dos EUA e a AmCham Brasil instam os governos americano e brasileiro a se engajarem em negociações de alto nível para evitar a implementação de tarifas prejudiciais. Impor tais medidas em resposta a tensões políticas mais amplas corre o risco de causar danos reais a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos e estabelece um precedente preocupante. A tarifa de 50% proposta impactaria produtos essenciais para as cadeias de suprimentos e os consumidores dos EUA, aumentando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de indústrias-chave americanas.

Mais de 6.500 pequenas empresas nos EUA dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas americanas investem no país. O Brasil é um dos 10 principais mercados para as exportações dos EUA e o destino de quase US$ 60 bilhões em bens e serviços americanos todos os anos.

Uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias do Hemisfério beneficia os consumidores e sustenta empregos e a prosperidade mútua. A Câmara dos EUA e a AmCham Brasil estão prontas para apoiar os esforços que conduzam a uma solução negociada, pragmática e construtiva — uma solução que evite a escalada e garanta a continuidade do comércio mutuamente benéfico’.

Indústria defende que governo tente adiar por 90 dias taxa

A Confederação Nacional da Indústria revelou que defendeu para o governo Lula tentar um adiamento por 90 dias da taxa de 50% contra produtos importados que será imposta pelos Estados Unidos a partir do dia 1º de agosto.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, se reuniu com diversos presidentes das federações das indústrias de todo o país, além da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Tatiana Lacerda Prazeres.

‘Esse prazo é considerado essencial para que a indústria brasileira possa analisar de forma mais aprofundada os efeitos da medida, além de buscar soluções diplomáticas para evitar perdas mais amplas. A estimativa preliminar apresentada durante a reunião aponta para uma possível perda de pelo menos 110 mil postos de trabalho, caso a medida entre em vigor nos termos anunciados, além de forte impacto negativo no PIB’, diz o comunicado publicado nessa segunda-feira (14).

A secretária afirmou que as solicitações do setor serão enviadas para o governo federal.

CNN

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Decreto que regulamenta Lei da Reciprocidade Econômica é publicado

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade Econômica foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) nesta terça-feira (15). O ato já havia sido assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na segunda-feira (14).

Apesar de não fazer referência ao governo dos Estados Unidos, a norma é uma resposta às tarifas econômicas impostas ao Brasil de forma unilateral, como o anúncio de 50% ao Brasil feito pelo presidente Donald Trump e a futuras decisões de outras economias mundiais.

O decreto do governo brasileiro permite a suspensão de “concessões comerciais, de investimentos e obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a ações unilaterais de países ou blocos econômicos que afetem negativamente a sua competitividade internacional”.

Aprovada pelo Congresso Nacional em 2 de abril, a Lei da Reciprocidade estabelece critérios de proporcionalidade para a adoção de medidas em resposta a barreiras impostas a produtos e interesses brasileiros.

Pela norma, o Brasil pode oferecer a cidadãos e governos estrangeiros o mesmo tratamento que eles conferem ao país, seja em questões comerciais, concessão de vistos, relações econômicas ou diplomáticas.

A legislação autoriza o governo brasileiro a reagir a ações externas que afetem negativamente a competitividade internacional do país.

Comitê interministerial

O decreto também cria o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O grupo será responsável por deliberar sobre a possibilidade de adoção das contramedidas provisórias e acompanhar as negociações para a superação das medidas unilateralmente impostas em detrimento da competividade internacional brasileira.

O comitê será formado pelas seguintes pastas federais:

  • Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
  • Ministro de Estado da Casa Civil da Presidência da República
  • Ministro de Estado da Fazenda
  • Ministro de Estado das Relações Exteriores

Contramedidas

O decreto autoriza que o governo adote contramedidas provisórias, com efeito imediato, e ordinárias.

As contramedidas provisórias podem ser adotadas com mais agilidade, já que são analisadas diretamente pelo comitê interministerial previsto no decreto.

O grupo pode ouvir representantes do setor privado e outros órgãos antes de deliberar, mas essa escuta é opcional.

Uma vez aprovadas, essas medidas são instituídas por resolução e podem ser alteradas ou revogadas a qualquer momento, conforme evolução do cenário internacional.

Já as contramedidas ordinárias seguem um rito mais formal. O processo começa com um pedido ao Comitê-Executivo de Gestão da Camex (Câmara de Comércio Exterior), que precisa detalhar a medida adotada por país estrangeiro, os setores brasileiros afetados e o impacto econômico causado.

Essa proposta, obrigatoriamente, passa por consulta pública, com prazo de até 30 dias, para que a sociedade e os setores interessados se manifestem.

Após a consulta pública, a proposta é encaminhada ao comitê interministerial, que decide sobre a adoção da contramedida ordinária. Se aprovada, a medida também é instituída por resolução, mas tem caráter mais estável em relação às provisórias.

O objetivo é garantir resposta coordenada e proporcional do Brasil diante de práticas comerciais consideradas injustas ou ilegais no âmbito internacional.

CNN

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Operação da PF investiga crimes de pornografia infantil em Monteiro, no cariri paraibano

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (15) a Operação Mauna para combater os crimes de pornografia infantojuvenil praticada pela internet e abuso sexual infantil em Monteiro, no cariri paraibano.

Durante as investigações, levantou-se indícios de que o investigado, alvo de um mandado de busca e apreensão, tenha adquirido, armazenado e compartilhado arquivos de vídeo contendo cenas de pornografia infantojuvenil e zoofilia, além de elementos indicando que possa ter produzido alguns destes conteúdos.

O investigado tem passagens por tráfico de drogas, entrega de direção de veículo automotor a adolescente não habilitado, fornecimento de bebida alcoólica a criança ou adolescente, porte de drogas para consumo pessoal e crime eleitoral.

A operação foi batizada de ‘Mauna’, uma palavra sânscrita que significa “silêncio”, e faz alusão ao vulcão localizado no Havaí, que é uma montanha cuja maior parte fica oculta embaixo d’água, submersa, fazendo referência às ações comuns dos criminosos, que agem sempre de forma encoberta e camuflada.

Blog do BG PB

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Traficante de armas do RN é preso na Paraíba transportando várias armas e munições

Foto: Divulgação / PRF-PB

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Paraíba apreendeu armas e munições na noite deste domingo (13), no município de Alhandra, litoral sul paraibano. Ao todo, foram retirados de circulação quatro pistolas, um revólver, 16 carregadores de munição e 2.405 munições. Um homem foi detido após disparar arma de fogo contra equipe policial e tentar fugir.

De acordo com a PRF, um veículo trafegava na região de Alhandra, quando foi abordado. No entanto, o condutor desobedeceu e iniciou uma fuga em alta velocidade, realizando manobra proibida e dirigindo na contramão, forçando outros veículos a desviarem para o acostamento. Em determinado momento, o indivíduo perdeu o controle do veículo e colidiu no acostamento. Ao descer do veículo, ele efetuou dois disparos contra os policiais. O suspeito fugiu pela vegetação, mas foi localizado e detido após buscas.

Visivelmente nervoso, o homem de 31 anos, relatou que fugiu por estar transportando “coisa errada” no veículo e que efetuou os disparos por medo.

Ao ser questionado sobre o que transportava, o homem, que afirmou ser aliado de facção criminosa do Rio Grande do Norte-RN, revelou estar realizando o transporte de diversas armas de fogo e munições da capital do Rio Grande do Norte, Natal, para Caaporã, litoral sul paraibano.

Durante a busca veicular, os policiais encontraram um arsenal: 1.762 munições de calibre 9mm, 473 de calibre .40, 70 de calibre .357, 50 de calibre .38 e 50 de calibre .45, além de 4 pistolas 9mm, 1 revólver calibre .357, 1 coronha de fuzil, 12 carregadores de 9mm, 4 carregadores de fuzil .556, 2 placas balísticas de proteção, 1 capa tática e 1 bandoleira.

Diante do flagrante, o homem foi detido por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, tentativa de homicídio e comércio ilegal de arma de fogo. O envolvido e todo o material apreendido foram encaminhados à Polícia Federal para os procedimentos cabíveis.

Blog do BG PB

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Procuradoria da Fazenda defende cobranças contra Lulinha por sonegação

 

Foto: Alex Silva/Estadão

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) defende que sejam mantidas as cobranças por sonegação fiscal contra o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os débitos fiscais foram resultado de ação da Receita Federal e estão ligados a denúncias da operação Lava Jato.

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi investigado por ter recebido cerca de R$ 132 milhões da companhia telefônica Oi por meio de uma de suas empresas, a Gamecorp, de 2004 a 2016, durante as administrações petistas. Em troca, o grupo econômico teria obtido vantagens junto ao governo.

Procurada, a defesa de Lulinha diz que acredita que as cobranças da Receita serão anuladas.

Por meio de nota, a Procuradoria da Fazenda diz que atua no caso livre de qualquer ingerência política. “O processo judicial trata de discussão sobre autuações fiscais, recolhimento de imposto de renda e contribuição previdenciária”, explica a nota.

“A PGFN tem o dever legal de defender a manutenção do auto de infração no âmbito judicial. Ao advogado do contribuinte cabe exercer o contraditório e a ampla defesa. A situação não é excepcional. Não cabe ao Ministério da Fazenda interferir de qualquer forma no processo”, diz a PGFN.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, Lulinha teria ocultado rendimentos e feito repasses a outras companhias sem comprovar a prestação de serviços. Mas na esfera penal o caso foi anulado devido às decisões em que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou a Justiça Federal de Curitiba o foro inadequado para a tramitação dos processos e decretou a suspeição do ex-juiz Serio Moro, hoje senador pelo União Brasil do Paraná.

Aquelas acusações, contudo, culminaram na abertura de seis autos de infração pela Receita Federal no valor total de mais de R$ 10 milhões. Trata-se de processos que correm fora do Judiciário, na esfera administrativa, e por isso foram mantidos.

Parte deles mira sócios de Fábio Luis, como Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar e antigo dono do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), propriedade atribuída a Lula na Lava Jato.

Em março do ano passado, o juiz Diego Câmara, da 17ª Vara do Distrito Federal, suspendeu as cobranças da Receita com uma decisão liminar. Os advogados do filho do presidente alegam que as autuações, ainda em trâmite na esfera administrativa, se tornaram inválidas após decisões do STF que anularam atos da investigação.

Dois meses depois, a PGFN apresentou uma manifestação no processo da Justiça Federal. Nela, o órgão vinculado ao Ministério da Fazenda sustenta que as decisões do STF anularam as sentenças de Moro, mas não as provas coletadas pela Lava Jato e utilizadas para embasar as autuações da Receita.

“A decisão do STF anulou as decisões proferidas pelo então juiz condutor do processo penal e hoje senador Sérgio Fernando Moro. A operação Lava Jato não foi em sua totalidade anulada. De sorte que as provas produzidas não foram anuladas, podendo ser reanalisadas pelo novo Juízo”, diz o parecer.

A PGFN defende também que os auditores que lavraram os autos fizeram sua própria análise, além de diligências para verificar as irregularidades. “A constituição do crédito se pautou em uma análise acurada de elementos como contratos sociais, notas fiscais, diligências, etc, realizadas no âmbito do procedimento administrativo fiscal, garantindo ampla defesa e contraditório à parte autora. Ainda que elementos de prova pontuais, extraídos da Operação Lava Jato, tenham sido utilizados para reforçar a existência do crédito tributário, não o torna nulo”, sustenta a PGFN”.

A defesa de Lulinha apresentou sua contestação ao parecer da procuradoria da Fazenda somente neste ano. Nela, classifica a manifestação como “genérica” e “vazia”.

Afirma ainda que nenhum dos pontos abordados pela PGFN apresenta “qualquer enfrentamento concreto dos argumentos de nulidade”. O caso ainda está pendente de decisão final na Justiça Federal.

Provas coletadas pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre supostos ilícitos fiscais foram enviadas à Receita por meio de um acordo firmado entre as duas entidades com vistas ao compartilhamento de informações. Com base nesses dados, os auditores abriram processos administrativos com tramitação independente das ações na Justiça e procederam sua própria apuração, ao cabo da qual confirmaram ilícitos e estipularam multas de 150%.

Fábio Luís teria transferido recursos da Gamecorp a título de serviços prestados a outras empresas das quais é sócio, a G4 Entretenimento e a LLF Participações. A operação, na visão da Receita, foi uma tentativa de evitar a cobrança de Imposto de Renda como pessoa física e pagar alíquotas mais baixas por meio das pessoas jurídicas.

Ele também é acusado de repassar valores à FLEXBR Tecnologia Ltda, uma empresa que pertencia a dois de seus irmãos, também filhos de Lula, sem justificativa legal.

Além da manifestação da PGFN na esfera judicial, a Receita Federal também agiu no caso Lulinha recentemente. Em março deste ano, o Fisco federal enviou à Junta Comercial de São Paulo uma solicitação de arrolamento de bens de Lulinha.

De acordo com tributaristas consultados pelo Estadão, o procedimento serve para identificar patrimônio que poderia ser alvo de uma possível ação de execução, mas não garante que isso será feito. Portanto, não tem efeito de bloqueio.

Neste ato, foram arrolados quotas no valor de R$ 100 mil da LLF Tech Participações, da qual ele é o único proprietário. A G4 Entretenimento, de que é sócio junto com Kalil Bittar, está arrolada desde 2021.

A reportagem buscou contato com Otto Medeiros, advogado que representa Lulinha na ação de anulação das cobranças, mas não teve retorno. Marco Aurélio de Carvalho, líder do grupo de juristas de esquerda Prerrogativas e responsável pela defesa de Lulinha e Bittar junto à Receita, foi quem se manifestou.

“Nós temos a confiança de que os autos serão anulados. Há inequívoca prestação de serviços já comprovada de forma farta. Todos os casos relacionados ao Fábio foram anulados e, realmente, ele foi vítima de uma perseguição, assim como o pai e a família toda.”

Procurado, o Ministério da Fazenda informou que quem se manifestaria sobre o caso é a PGFN.

Estadão

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Moraes manda bloquear perfis da Rumble e empresa aciona Justiça dos EUA

Foto: EVARISTO SA/AFP

A plataforma de vídeos Rumble enviou uma petição à Justiça na Flórida neste domingo (13) reclamando de uma nova decisão mirando a empresa emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A ordem do magistrado foi enviada ao Rumble, na última sexta-feira (11), dois dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% ao Brasil.

Moraes solicita o bloqueio total, em todo o território nacional, de uma conta associada ao comentarista Rodrigo Constantino e determina o compartilhamento de dados do usuário sob pena do pagamento de multas diárias de RS 100 mil (cerca de US$ 20 mil) a partir da noite deste domingo (13).

A petição também é assinada pela Truth Social, rede social de Trump.

No documento enviado à Justiça da Flórida, onde corre um processo das empresas contra o ministro, elas reclamam que a decisão foi enviada por e-mail e seria irregular. O documento visa informar o juiz responsável pela ação para depois acrescentar novas solicitações.

Na petição, as empresas dizem que Constantino é cidadão americano e que a plataforma não poderia enviar seus dados sob pena de infringir leis do próprio Estados Unidos. Afirmam ainda que ela é obsoleta, porque o perfil ligado ao comentarista estaria inativo no Rumble desde dezembro de 2023 e porque os conteúdos da empresa estão bloqueados no Brasil desde fevereiro.

“A Rumble não pretende cumprir com as exigências do réu porque são inválidas e inexequíveis”, informam.

Constantino, alvo da decisão, foi alvo do inquérito das fake news e teve seu passaporte cancelado no início de 2023 por ordem de Moraes. Em 2024, ele obteve cidadania americana.

A Rumble alega que o pedido de Moraes para o bloqueio da conta seria um pretexto.

“A ordem de 11 de julho foi emitida apenas dois dias após o Presidente Donald J. Trump enviar uma carta formal ao Presidente Lula da Silva expressando preocupação com o tratamento do Brasil às empresas de tecnologia dos EUA”, dizem em outro momento da petição.

Os advogados das redes sociais afirmam ainda que as decisões de Moraes se contrapõem a uma carta enviada pelo Departamento de Justiça dos EUA ao ministro no qual o órgão diz que, para valerem em outro país, as ordens precisam passar por um rito diferente do envio do e-mail.

“A ordem não foi entregue através de qualquer mecanismo legal de tratado e parece ter sido emitida sem notificação ao governo dos EUA”, afirmam.

A Rumble e a Truth Social questionaram as ordens de Moraes na Flórida em fevereiro. Depois, em maio, pediram a responsabilização civil do magistrado, e que a Justiça determine o pagamento de “danos compensatórios” às empresas. No documento, os advogados chamam as decisões de Moraes de “ordens da mordaça” e o acusam de censura.

Em fevereiro, o Rumble já pedia que a corte declarasse como inexequíveis as ordens de Moraes pedindo a remoção do perfil de Allan dos Santos da plataforma. Na avaliação dos advogados do Rumble, a ordem não se restringiria ao perfil do youtuber no Brasil, mas valeria no mundo inteiro, o que, para as empresas, a torna ilegal.

O Rumble não cumpriu a decisão e, como resultado, em fevereiro (já alvo da ação nos EUA), o ministro do STF mandou suspender a plataforma de vídeos em todo o território nacional. Desde então, ela é alvo de aplicação de multa diária de R$ 50 mil.

Na decisão desta sexta-feira, porém, Moraes deixa claro que o bloqueio se refere a “todo o território nacional”.

As decisões de Moraes mirando big techs são parte da justificativa de Trump para aplicar as tarifas de 50% sobre produtos importados ao Brasil. A atitude do presidente americano foi fruto de empresas de mídia e do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Nos bastidores, pessoas ligadas à empresa viram a ordem de Moraes como provocação. Dizem ainda que ela contraria o espírito de carta enviada pelo Ministério da Justiça em resposta ao Departamento de Justiça, na qual o governo diz querer manter a cooperação no direito internacional com os EUA e que decisões da Justiça se aplicam ao Brasil.

O presidente americano e bolsonaristas apostam em recuos de ordens pelo governo e pelo Judiciário brasileiros, embora integrantes de ambos tenham frisado que não vão ceder à pressão.

A expectativa é que a nova decisão de Moraes possa provocar novos desdobramentos na semana.

Na carta endereçada ao presidente Lula, Trump cita “centenas de ordens” que representariam censura à liberdade de expressão de americanos.

A decisão do republicano foi também impulsionada pelo recente julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) do Marco Civil da Internet, que aumenta a responsabilização das redes sociais.

Nas palavras do advogado da plataforma Rumble, Martin de Luca, a ordem desta sexta seria “uma escalada irresponsável que expõe ao Brasil a uma crise diplomática ainda mais grave”.

Folha de S.Paulo

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Roberto Carlos é a principal atração da Festa das Neves em João Pessoa; veja atrações

 

A Prefeitura de João Pessoa divulgou a programação oficial da Festa das Neves 2025, em comemoração ao aniversário de 440 anos da cidade.

O evento, que acontece de 27 de julho a 5 de agosto, no Parque Solon de Lucena e na Praia de Tambaú, envolve missa, shows, apresentações de cultura popular, desfile de carros antigos, literatura de cordel e exposições, além do show do cantor Roberto Carlos, no Busto de Tamandaré, no dia 05 de agosto, dia do aniversário da Capital.

A festa começa no dia 27 de julho, no palco montado no Parque da Lagoa. Às 17h haverá a missa de abertura, seguida por show da Banda Colo de Deus, a partir das 19h. Na segunda-feira (28), às 19h, se apresentam o Padre Márcio, o cantor Elson Júnior e o Padre Puan.

Na terça-feira (29), o público poderá conferir shows da cantora Polyana Resende e o Axé do Yuri, a partir das 20h. Para a quarta-feira (30), também às 20h, estão programados shows da Banda Tentáculos e do cantor Chico Forrozado.

A programação segue na quinta-feira (31), com apresentações do grupo Psyckhé e da Banda Brega é Você, a partir das 20h. Já na sexta-feira (1º de agosto), no mesmo horário, tem shows do grupo Os Neiffs e do cantor Gera Almeida.

O Padre Nilson Nunes fará show no sábado (2), a partir das 19h. No domingo (3), tem shows da Banda Caronas do Opala e da dupla Matheus Gael e Maria Ercília, a partir das 20h. O grupo Forró Saudade e o cantor Zé Orlando se apresentam na segunda-feira (4), a partir das 20h.

Blog do BG PB

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Tarifas de Trump: Itamaraty é pressionado por diplomacia “menos ideológica”

Longe dos holofotes da polarização política, o corpo diplomático brasileiro se mobiliza para desarmar uma bomba com potencial de causar bilhões de dólares em prejuízos ao Brasil com a possibilidade de taxação de 50% pelos Estados Unidos dos produtos nacionais.

A crise expõe a necessidade urgente de uma diplomacia pragmática, que consiga navegar entre as divisões internas e as tensões externas, defendendo uma abordagem de “cabeça fria” nas negociações, avaliam diplomatas ouvidos na quinta-feira (10) pela CNN.

À CNN, o ex-chanceler Aloysio Nunes defendeu uma reação firme, invocando a Lei da Reciprocidade — instrumento recém-aprovado que autoriza sanções comerciais. A rapidez e a forma como a carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi publicada, antes mesmo de ser formalmente recebida, são vistas como um ato “cafajeste” que exige resposta à altura.

“Nunca se viu uma coisa dessa natureza, um comportamento cafajeste inclusive, porque o presidente Trump manda uma carta para o presidente Lula e, antes mesmo que o presidente Lula tenha recebido a carta, publica o teor da carta na sua rede social. Então é uma coisa absolutamente inadmissível por qualquer que seja o ponto de vista”, afirmou.

Para o ex-embaixador do Brasil em Washington Rubens Ricupero o momento exige calma e muita serenidade.

“Nós temos que examinar isso de uma maneira calma, sem perder a serenidade, porque, entre o dia de hoje e 1º de agosto, quando foi anunciada a entrada em vigor das novas tarifas, nós temos um pouco mais de 20 dias”, afirmou Ricupero, ao ser questionado sobre o que o Brasil deve fazer diante da ação dos EUA.

O desafio do Itamaraty, segundo o ex-embaixador em Washington Rubens Barbosa é resgatar seu protagonismo e sua característica técnica em um cenário que ele descreve como “contaminado por ideologia”.

“Você vê que o Itamaraty está com dificuldades para colocar posições técnicas, posições tradicionais da política externa brasileira. Nós temos uma dualidade. As coisas que o presidente fala se chocam muitas vezes com as posições técnicas, profissionais da política externa”, afirmou Barbosa à CNN.

Para o ex-embaixador, a quebra de canais de diálogo com a gestão Trump por motivos partidários foi um erro, e a devolução da carta do líder norte-americano um equívoco que acentuou o problema.

“Quem vai negociar é o Itamaraty, não a Casa Civil”, disse, sublinhando o domínio necessário para lidar com o intrincado jogo diplomático dos Estados Unidos.

Ideologia

A urgência de uma abordagem menos ideológica e mais técnica também ecoa no setor produtivo. Entidades da indústria e do comércio de todo o país reagiram ao “tarifaço”, pedindo mais diplomacia e menos ideologia.

A Centrorochas (Associação Brasileira de Rochas Naturais), por exemplo, demonstrou preocupação com a desvantagem competitiva do Brasil frente a outros fornecedores como Itália, Turquia, Índia e China, que não enfrentam tarifas tão elevadas.

A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) também manifestou preocupação, reiterando a importância de fortalecer as tratativas bilaterais sem isolar o Brasil, defendendo que “a diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas”.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, qualificou a ação de Trump como “indecente”, mas destacou a mobilização do governo em buscar novos mercados no Oriente Médio, Sul da Ásia e Sul Global. Essa busca por diversificação, embora estratégica a longo prazo, não elimina a necessidade de uma ação diplomática imediata para evitar perdas bilionárias.

A diplomacia brasileira tem defendido que se adote “cabeça fria” na negociação com os Estados Unidos, uma postura de cautela que, na avaliação de assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é crucial, já que a nova tarifa só entraria em vigor em 1º de agosto. Esse tempo é visto como uma janela para observar os cenários com calma e articular uma resposta efetiva.

Lula tem reiterado a disposição de cobrar reciprocidade, afirmando que “se ele vai cobrar 50 de nós, nós vamos cobrar 50 dele”.

Além disso, o governo brasileiro considera recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio), uma medida que, segundo Celso Amorim, ex-chanceler e atual assessor de Lula, deve ser avaliada não apenas pelo mérito legal, mas também por seu “valor político e simbólico”.

No Palácio do Planalto e no Itamaraty, a articulação é intensa. A possibilidade de convocar a embaixadora Maria Luiza Viotti, em Washington, para consultas formais é uma das medidas sendo avaliadas. Embora não haja consenso imediato, o gesto seria um sinal diplomático forte de desagrado, uma forma de demonstrar a seriedade com que o Brasil encara a ameaça.

Ainda que a retórica política externa do governo Lula em relação aos EUA venha sendo questionada, a necessidade de pragmatismo neste momento é inegável.

A diplomacia brasileira, com sua tradição de profissionalismo, está empenhada em montar uma estratégia que combine o diálogo, a mobilização de aliados (tanto dentro do Brasil quanto nos EUA) e a eventual aplicação de contramedidas legais, buscando evitar um desgaste ainda maior e minimizar os impactos bilionários que as tarifas de Trump poderiam causar à economia brasileira.

A capacidade do Itamaraty de isolar a questão técnica da efervescência política será decisiva para o desfecho dessa crise.

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CONFUSÃO: Manifestantes tentam invadir gabinete de Hugo Motta na Câmara

Manifestantes tentam invadir gabinete de Hugo Motta na Câmara
Foto: Reprodução

Sindicalistas que protestavam contra a reforma administrativa tentaram invadir o gabinete do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta terça-feira (8), em Brasília.

Sob os gritos de “não é reforma, é demolição”, os manifestantes entraram no prédio do Congresso Nacional por meio de um dos estacionamentos e seguiram em caminhada nos corredores da Câmara.

Por causa do protesto, a segurança foi reforçada na sala de Hugo Motta. Os manifestantes também foram impedidos de acessar o plenário.

No momento, Hugo presidia a sessão plenária.

Com Sony Lacerda

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