Sem categoria

Traficante de armas do RN é preso na Paraíba transportando várias armas e munições

Foto: Divulgação / PRF-PB

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Paraíba apreendeu armas e munições na noite deste domingo (13), no município de Alhandra, litoral sul paraibano. Ao todo, foram retirados de circulação quatro pistolas, um revólver, 16 carregadores de munição e 2.405 munições. Um homem foi detido após disparar arma de fogo contra equipe policial e tentar fugir.

De acordo com a PRF, um veículo trafegava na região de Alhandra, quando foi abordado. No entanto, o condutor desobedeceu e iniciou uma fuga em alta velocidade, realizando manobra proibida e dirigindo na contramão, forçando outros veículos a desviarem para o acostamento. Em determinado momento, o indivíduo perdeu o controle do veículo e colidiu no acostamento. Ao descer do veículo, ele efetuou dois disparos contra os policiais. O suspeito fugiu pela vegetação, mas foi localizado e detido após buscas.

Visivelmente nervoso, o homem de 31 anos, relatou que fugiu por estar transportando “coisa errada” no veículo e que efetuou os disparos por medo.

Ao ser questionado sobre o que transportava, o homem, que afirmou ser aliado de facção criminosa do Rio Grande do Norte-RN, revelou estar realizando o transporte de diversas armas de fogo e munições da capital do Rio Grande do Norte, Natal, para Caaporã, litoral sul paraibano.

Durante a busca veicular, os policiais encontraram um arsenal: 1.762 munições de calibre 9mm, 473 de calibre .40, 70 de calibre .357, 50 de calibre .38 e 50 de calibre .45, além de 4 pistolas 9mm, 1 revólver calibre .357, 1 coronha de fuzil, 12 carregadores de 9mm, 4 carregadores de fuzil .556, 2 placas balísticas de proteção, 1 capa tática e 1 bandoleira.

Diante do flagrante, o homem foi detido por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, tentativa de homicídio e comércio ilegal de arma de fogo. O envolvido e todo o material apreendido foram encaminhados à Polícia Federal para os procedimentos cabíveis.

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Procuradoria da Fazenda defende cobranças contra Lulinha por sonegação

 

Foto: Alex Silva/Estadão

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) defende que sejam mantidas as cobranças por sonegação fiscal contra o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os débitos fiscais foram resultado de ação da Receita Federal e estão ligados a denúncias da operação Lava Jato.

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi investigado por ter recebido cerca de R$ 132 milhões da companhia telefônica Oi por meio de uma de suas empresas, a Gamecorp, de 2004 a 2016, durante as administrações petistas. Em troca, o grupo econômico teria obtido vantagens junto ao governo.

Procurada, a defesa de Lulinha diz que acredita que as cobranças da Receita serão anuladas.

Por meio de nota, a Procuradoria da Fazenda diz que atua no caso livre de qualquer ingerência política. “O processo judicial trata de discussão sobre autuações fiscais, recolhimento de imposto de renda e contribuição previdenciária”, explica a nota.

“A PGFN tem o dever legal de defender a manutenção do auto de infração no âmbito judicial. Ao advogado do contribuinte cabe exercer o contraditório e a ampla defesa. A situação não é excepcional. Não cabe ao Ministério da Fazenda interferir de qualquer forma no processo”, diz a PGFN.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, Lulinha teria ocultado rendimentos e feito repasses a outras companhias sem comprovar a prestação de serviços. Mas na esfera penal o caso foi anulado devido às decisões em que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou a Justiça Federal de Curitiba o foro inadequado para a tramitação dos processos e decretou a suspeição do ex-juiz Serio Moro, hoje senador pelo União Brasil do Paraná.

Aquelas acusações, contudo, culminaram na abertura de seis autos de infração pela Receita Federal no valor total de mais de R$ 10 milhões. Trata-se de processos que correm fora do Judiciário, na esfera administrativa, e por isso foram mantidos.

Parte deles mira sócios de Fábio Luis, como Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar e antigo dono do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), propriedade atribuída a Lula na Lava Jato.

Em março do ano passado, o juiz Diego Câmara, da 17ª Vara do Distrito Federal, suspendeu as cobranças da Receita com uma decisão liminar. Os advogados do filho do presidente alegam que as autuações, ainda em trâmite na esfera administrativa, se tornaram inválidas após decisões do STF que anularam atos da investigação.

Dois meses depois, a PGFN apresentou uma manifestação no processo da Justiça Federal. Nela, o órgão vinculado ao Ministério da Fazenda sustenta que as decisões do STF anularam as sentenças de Moro, mas não as provas coletadas pela Lava Jato e utilizadas para embasar as autuações da Receita.

“A decisão do STF anulou as decisões proferidas pelo então juiz condutor do processo penal e hoje senador Sérgio Fernando Moro. A operação Lava Jato não foi em sua totalidade anulada. De sorte que as provas produzidas não foram anuladas, podendo ser reanalisadas pelo novo Juízo”, diz o parecer.

A PGFN defende também que os auditores que lavraram os autos fizeram sua própria análise, além de diligências para verificar as irregularidades. “A constituição do crédito se pautou em uma análise acurada de elementos como contratos sociais, notas fiscais, diligências, etc, realizadas no âmbito do procedimento administrativo fiscal, garantindo ampla defesa e contraditório à parte autora. Ainda que elementos de prova pontuais, extraídos da Operação Lava Jato, tenham sido utilizados para reforçar a existência do crédito tributário, não o torna nulo”, sustenta a PGFN”.

A defesa de Lulinha apresentou sua contestação ao parecer da procuradoria da Fazenda somente neste ano. Nela, classifica a manifestação como “genérica” e “vazia”.

Afirma ainda que nenhum dos pontos abordados pela PGFN apresenta “qualquer enfrentamento concreto dos argumentos de nulidade”. O caso ainda está pendente de decisão final na Justiça Federal.

Provas coletadas pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre supostos ilícitos fiscais foram enviadas à Receita por meio de um acordo firmado entre as duas entidades com vistas ao compartilhamento de informações. Com base nesses dados, os auditores abriram processos administrativos com tramitação independente das ações na Justiça e procederam sua própria apuração, ao cabo da qual confirmaram ilícitos e estipularam multas de 150%.

Fábio Luís teria transferido recursos da Gamecorp a título de serviços prestados a outras empresas das quais é sócio, a G4 Entretenimento e a LLF Participações. A operação, na visão da Receita, foi uma tentativa de evitar a cobrança de Imposto de Renda como pessoa física e pagar alíquotas mais baixas por meio das pessoas jurídicas.

Ele também é acusado de repassar valores à FLEXBR Tecnologia Ltda, uma empresa que pertencia a dois de seus irmãos, também filhos de Lula, sem justificativa legal.

Além da manifestação da PGFN na esfera judicial, a Receita Federal também agiu no caso Lulinha recentemente. Em março deste ano, o Fisco federal enviou à Junta Comercial de São Paulo uma solicitação de arrolamento de bens de Lulinha.

De acordo com tributaristas consultados pelo Estadão, o procedimento serve para identificar patrimônio que poderia ser alvo de uma possível ação de execução, mas não garante que isso será feito. Portanto, não tem efeito de bloqueio.

Neste ato, foram arrolados quotas no valor de R$ 100 mil da LLF Tech Participações, da qual ele é o único proprietário. A G4 Entretenimento, de que é sócio junto com Kalil Bittar, está arrolada desde 2021.

A reportagem buscou contato com Otto Medeiros, advogado que representa Lulinha na ação de anulação das cobranças, mas não teve retorno. Marco Aurélio de Carvalho, líder do grupo de juristas de esquerda Prerrogativas e responsável pela defesa de Lulinha e Bittar junto à Receita, foi quem se manifestou.

“Nós temos a confiança de que os autos serão anulados. Há inequívoca prestação de serviços já comprovada de forma farta. Todos os casos relacionados ao Fábio foram anulados e, realmente, ele foi vítima de uma perseguição, assim como o pai e a família toda.”

Procurado, o Ministério da Fazenda informou que quem se manifestaria sobre o caso é a PGFN.

Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Moraes manda bloquear perfis da Rumble e empresa aciona Justiça dos EUA

Foto: EVARISTO SA/AFP

A plataforma de vídeos Rumble enviou uma petição à Justiça na Flórida neste domingo (13) reclamando de uma nova decisão mirando a empresa emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A ordem do magistrado foi enviada ao Rumble, na última sexta-feira (11), dois dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% ao Brasil.

Moraes solicita o bloqueio total, em todo o território nacional, de uma conta associada ao comentarista Rodrigo Constantino e determina o compartilhamento de dados do usuário sob pena do pagamento de multas diárias de RS 100 mil (cerca de US$ 20 mil) a partir da noite deste domingo (13).

A petição também é assinada pela Truth Social, rede social de Trump.

No documento enviado à Justiça da Flórida, onde corre um processo das empresas contra o ministro, elas reclamam que a decisão foi enviada por e-mail e seria irregular. O documento visa informar o juiz responsável pela ação para depois acrescentar novas solicitações.

Na petição, as empresas dizem que Constantino é cidadão americano e que a plataforma não poderia enviar seus dados sob pena de infringir leis do próprio Estados Unidos. Afirmam ainda que ela é obsoleta, porque o perfil ligado ao comentarista estaria inativo no Rumble desde dezembro de 2023 e porque os conteúdos da empresa estão bloqueados no Brasil desde fevereiro.

“A Rumble não pretende cumprir com as exigências do réu porque são inválidas e inexequíveis”, informam.

Constantino, alvo da decisão, foi alvo do inquérito das fake news e teve seu passaporte cancelado no início de 2023 por ordem de Moraes. Em 2024, ele obteve cidadania americana.

A Rumble alega que o pedido de Moraes para o bloqueio da conta seria um pretexto.

“A ordem de 11 de julho foi emitida apenas dois dias após o Presidente Donald J. Trump enviar uma carta formal ao Presidente Lula da Silva expressando preocupação com o tratamento do Brasil às empresas de tecnologia dos EUA”, dizem em outro momento da petição.

Os advogados das redes sociais afirmam ainda que as decisões de Moraes se contrapõem a uma carta enviada pelo Departamento de Justiça dos EUA ao ministro no qual o órgão diz que, para valerem em outro país, as ordens precisam passar por um rito diferente do envio do e-mail.

“A ordem não foi entregue através de qualquer mecanismo legal de tratado e parece ter sido emitida sem notificação ao governo dos EUA”, afirmam.

A Rumble e a Truth Social questionaram as ordens de Moraes na Flórida em fevereiro. Depois, em maio, pediram a responsabilização civil do magistrado, e que a Justiça determine o pagamento de “danos compensatórios” às empresas. No documento, os advogados chamam as decisões de Moraes de “ordens da mordaça” e o acusam de censura.

Em fevereiro, o Rumble já pedia que a corte declarasse como inexequíveis as ordens de Moraes pedindo a remoção do perfil de Allan dos Santos da plataforma. Na avaliação dos advogados do Rumble, a ordem não se restringiria ao perfil do youtuber no Brasil, mas valeria no mundo inteiro, o que, para as empresas, a torna ilegal.

O Rumble não cumpriu a decisão e, como resultado, em fevereiro (já alvo da ação nos EUA), o ministro do STF mandou suspender a plataforma de vídeos em todo o território nacional. Desde então, ela é alvo de aplicação de multa diária de R$ 50 mil.

Na decisão desta sexta-feira, porém, Moraes deixa claro que o bloqueio se refere a “todo o território nacional”.

As decisões de Moraes mirando big techs são parte da justificativa de Trump para aplicar as tarifas de 50% sobre produtos importados ao Brasil. A atitude do presidente americano foi fruto de empresas de mídia e do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Nos bastidores, pessoas ligadas à empresa viram a ordem de Moraes como provocação. Dizem ainda que ela contraria o espírito de carta enviada pelo Ministério da Justiça em resposta ao Departamento de Justiça, na qual o governo diz querer manter a cooperação no direito internacional com os EUA e que decisões da Justiça se aplicam ao Brasil.

O presidente americano e bolsonaristas apostam em recuos de ordens pelo governo e pelo Judiciário brasileiros, embora integrantes de ambos tenham frisado que não vão ceder à pressão.

A expectativa é que a nova decisão de Moraes possa provocar novos desdobramentos na semana.

Na carta endereçada ao presidente Lula, Trump cita “centenas de ordens” que representariam censura à liberdade de expressão de americanos.

A decisão do republicano foi também impulsionada pelo recente julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) do Marco Civil da Internet, que aumenta a responsabilização das redes sociais.

Nas palavras do advogado da plataforma Rumble, Martin de Luca, a ordem desta sexta seria “uma escalada irresponsável que expõe ao Brasil a uma crise diplomática ainda mais grave”.

Folha de S.Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Roberto Carlos é a principal atração da Festa das Neves em João Pessoa; veja atrações

 

A Prefeitura de João Pessoa divulgou a programação oficial da Festa das Neves 2025, em comemoração ao aniversário de 440 anos da cidade.

O evento, que acontece de 27 de julho a 5 de agosto, no Parque Solon de Lucena e na Praia de Tambaú, envolve missa, shows, apresentações de cultura popular, desfile de carros antigos, literatura de cordel e exposições, além do show do cantor Roberto Carlos, no Busto de Tamandaré, no dia 05 de agosto, dia do aniversário da Capital.

A festa começa no dia 27 de julho, no palco montado no Parque da Lagoa. Às 17h haverá a missa de abertura, seguida por show da Banda Colo de Deus, a partir das 19h. Na segunda-feira (28), às 19h, se apresentam o Padre Márcio, o cantor Elson Júnior e o Padre Puan.

Na terça-feira (29), o público poderá conferir shows da cantora Polyana Resende e o Axé do Yuri, a partir das 20h. Para a quarta-feira (30), também às 20h, estão programados shows da Banda Tentáculos e do cantor Chico Forrozado.

A programação segue na quinta-feira (31), com apresentações do grupo Psyckhé e da Banda Brega é Você, a partir das 20h. Já na sexta-feira (1º de agosto), no mesmo horário, tem shows do grupo Os Neiffs e do cantor Gera Almeida.

O Padre Nilson Nunes fará show no sábado (2), a partir das 19h. No domingo (3), tem shows da Banda Caronas do Opala e da dupla Matheus Gael e Maria Ercília, a partir das 20h. O grupo Forró Saudade e o cantor Zé Orlando se apresentam na segunda-feira (4), a partir das 20h.

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Tarifas de Trump: Itamaraty é pressionado por diplomacia “menos ideológica”

Longe dos holofotes da polarização política, o corpo diplomático brasileiro se mobiliza para desarmar uma bomba com potencial de causar bilhões de dólares em prejuízos ao Brasil com a possibilidade de taxação de 50% pelos Estados Unidos dos produtos nacionais.

A crise expõe a necessidade urgente de uma diplomacia pragmática, que consiga navegar entre as divisões internas e as tensões externas, defendendo uma abordagem de “cabeça fria” nas negociações, avaliam diplomatas ouvidos na quinta-feira (10) pela CNN.

À CNN, o ex-chanceler Aloysio Nunes defendeu uma reação firme, invocando a Lei da Reciprocidade — instrumento recém-aprovado que autoriza sanções comerciais. A rapidez e a forma como a carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi publicada, antes mesmo de ser formalmente recebida, são vistas como um ato “cafajeste” que exige resposta à altura.

“Nunca se viu uma coisa dessa natureza, um comportamento cafajeste inclusive, porque o presidente Trump manda uma carta para o presidente Lula e, antes mesmo que o presidente Lula tenha recebido a carta, publica o teor da carta na sua rede social. Então é uma coisa absolutamente inadmissível por qualquer que seja o ponto de vista”, afirmou.

Para o ex-embaixador do Brasil em Washington Rubens Ricupero o momento exige calma e muita serenidade.

“Nós temos que examinar isso de uma maneira calma, sem perder a serenidade, porque, entre o dia de hoje e 1º de agosto, quando foi anunciada a entrada em vigor das novas tarifas, nós temos um pouco mais de 20 dias”, afirmou Ricupero, ao ser questionado sobre o que o Brasil deve fazer diante da ação dos EUA.

O desafio do Itamaraty, segundo o ex-embaixador em Washington Rubens Barbosa é resgatar seu protagonismo e sua característica técnica em um cenário que ele descreve como “contaminado por ideologia”.

“Você vê que o Itamaraty está com dificuldades para colocar posições técnicas, posições tradicionais da política externa brasileira. Nós temos uma dualidade. As coisas que o presidente fala se chocam muitas vezes com as posições técnicas, profissionais da política externa”, afirmou Barbosa à CNN.

Para o ex-embaixador, a quebra de canais de diálogo com a gestão Trump por motivos partidários foi um erro, e a devolução da carta do líder norte-americano um equívoco que acentuou o problema.

“Quem vai negociar é o Itamaraty, não a Casa Civil”, disse, sublinhando o domínio necessário para lidar com o intrincado jogo diplomático dos Estados Unidos.

Ideologia

A urgência de uma abordagem menos ideológica e mais técnica também ecoa no setor produtivo. Entidades da indústria e do comércio de todo o país reagiram ao “tarifaço”, pedindo mais diplomacia e menos ideologia.

A Centrorochas (Associação Brasileira de Rochas Naturais), por exemplo, demonstrou preocupação com a desvantagem competitiva do Brasil frente a outros fornecedores como Itália, Turquia, Índia e China, que não enfrentam tarifas tão elevadas.

A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) também manifestou preocupação, reiterando a importância de fortalecer as tratativas bilaterais sem isolar o Brasil, defendendo que “a diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas”.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, qualificou a ação de Trump como “indecente”, mas destacou a mobilização do governo em buscar novos mercados no Oriente Médio, Sul da Ásia e Sul Global. Essa busca por diversificação, embora estratégica a longo prazo, não elimina a necessidade de uma ação diplomática imediata para evitar perdas bilionárias.

A diplomacia brasileira tem defendido que se adote “cabeça fria” na negociação com os Estados Unidos, uma postura de cautela que, na avaliação de assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é crucial, já que a nova tarifa só entraria em vigor em 1º de agosto. Esse tempo é visto como uma janela para observar os cenários com calma e articular uma resposta efetiva.

Lula tem reiterado a disposição de cobrar reciprocidade, afirmando que “se ele vai cobrar 50 de nós, nós vamos cobrar 50 dele”.

Além disso, o governo brasileiro considera recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio), uma medida que, segundo Celso Amorim, ex-chanceler e atual assessor de Lula, deve ser avaliada não apenas pelo mérito legal, mas também por seu “valor político e simbólico”.

No Palácio do Planalto e no Itamaraty, a articulação é intensa. A possibilidade de convocar a embaixadora Maria Luiza Viotti, em Washington, para consultas formais é uma das medidas sendo avaliadas. Embora não haja consenso imediato, o gesto seria um sinal diplomático forte de desagrado, uma forma de demonstrar a seriedade com que o Brasil encara a ameaça.

Ainda que a retórica política externa do governo Lula em relação aos EUA venha sendo questionada, a necessidade de pragmatismo neste momento é inegável.

A diplomacia brasileira, com sua tradição de profissionalismo, está empenhada em montar uma estratégia que combine o diálogo, a mobilização de aliados (tanto dentro do Brasil quanto nos EUA) e a eventual aplicação de contramedidas legais, buscando evitar um desgaste ainda maior e minimizar os impactos bilionários que as tarifas de Trump poderiam causar à economia brasileira.

A capacidade do Itamaraty de isolar a questão técnica da efervescência política será decisiva para o desfecho dessa crise.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

CONFUSÃO: Manifestantes tentam invadir gabinete de Hugo Motta na Câmara

Manifestantes tentam invadir gabinete de Hugo Motta na Câmara
Foto: Reprodução

Sindicalistas que protestavam contra a reforma administrativa tentaram invadir o gabinete do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta terça-feira (8), em Brasília.

Sob os gritos de “não é reforma, é demolição”, os manifestantes entraram no prédio do Congresso Nacional por meio de um dos estacionamentos e seguiram em caminhada nos corredores da Câmara.

Por causa do protesto, a segurança foi reforçada na sala de Hugo Motta. Os manifestantes também foram impedidos de acessar o plenário.

No momento, Hugo presidia a sessão plenária.

Com Sony Lacerda

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Segurança e impostos têm pior desempenho sob Lula em comparação a Bolsonaro, aponta Atlas

Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (8), mostra que pautas como a segurança pública, impostos, responsabilidade fiscal e controle de gastos têm pior desempenho durante o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se comparado com o governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL).

O levantamento mostra que, quando falamos de segurança pública, por exemplo, 52% acreditam que no atual mandato a situação está pior do que quando Bolsonaro estava à frente da Presidência. Em contrapartida, 40% preferem a situação da atual gestão.

Quando perguntados sobe impostos e carga fiscal, 54% dos entrevistados dizem que o governo de Bolsonaro era melhor do que o de Lula.

No caso da responsabilidade fiscal e controle de gastos, 53% caracterizam a gestão de Lula como pior do que a do ex-presidente.

Lula leva vantagem em moradia, turismo, cultura e eventos, direitos humanos e igualdade racial, por exemplo.

Para a pesquisa foram ouvidas 2.621 pessoas, entre os dias 27 de junho e 30 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

CNN

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Investigado pela PF, Careca do INSS inicia call center para consignados

Foto: Reprodução

Apontado pela Polícia Federal (PF) como principal operador da farra dos descontos indevidos sobre aposentadorias, o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS (foto em destaque), montou nova empresa de call center para atuar com crédito consignado destinado a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.

O novo negócio vai funcionar no mesmo local, em Brasília, em que ele mantinha as empresas de call center Truetrust e Callvox, usadas no esquema bilionário de fraudes em mensalidades associativas, revelado pelo Metrópoles. Como já mostrou a reportagem, quebras de sigilo feitas pela PF apontaram conexões entre entidades envolvidas na farra dos descontos e empresas que operam empréstimos consignados.

No último dia 30 de maio, os funcionários da Truetrust e da Callvox foram demitidos. Em seu lugar, o Careca do INSS montou a empresa Amigo Center S/A juntamente com seu filho, Romeu Carvalho Antunes, que também é investigado pela PF. O novo call center foi registrado na Receita Federal em 31 de março, antes da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril, mas está contratando novos operadores agora.

O e-mail de registro da nova empresa está em nome de Milton Salvador de Almeida Junior. Ele é sócio do Careca do INSS e de seu filho na empresa Brasília Consultoria e na Callvox. Segundo a PF, as firmas do lobista receberam R$ 53,5 milhões de entidades envolvidas nas fraudes e repassaram R$ 9,3 milhões a dirigentes do INSS, por meio de empresas e parentes.

Em um grupo de 60 ex-funcionários da Callvox e da Truestrust, apenas 12 receberam o salário referente ao trabalho de maio e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Segundo relatos, os trabalhadores que foram pagos assinaram acordo abrindo mão de multas rescisórias e outros direitos.

Um ex-funcionário filmou, na semana passada, as dependências da Amigo Call Center e mostrou que até mesmo as cadeiras da nova empresa estão etiquetadas com a logomarca da Truetrust. Na prática, a empresa opera no mesmo endereço, mas tem nome, CNPJ, funcionários e clientes diferentes. Agora, o call center vai operar para bancos e instituições financeiras que dão crédito consignado a aposentados.

Ainda fechada ao público, a conta do Instagram da Amigo Center tem cerca de 60 seguidores e diz que a empresa cuidará dos clientes. “Mais que crédito, é cuidado de amigo.”

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Trump promete tarifa de 10% para quem se alinhar às políticas dos Brics

 

Foto: REUTERS/Nathan Howard

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo (6) que os países que se alinharem às “políticas antiamericanas” dos Brics pagarão uma tarifa adicional de 10%.

“Qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas dos BRICS pagará uma tarifa ADICIONAL de 10%. Não haverá exceções a esta política. Obrigado pela atenção!”, disse Trump em uma publicação no Truth Social.

Trump não esclareceu nem expandiu a referência às “políticas antiamericanas” em sua publicação.

Brics

Atualmente com onze membros oficiais, o grupo Brics — o qual o Brasil preside e sedia neste domingo (6) o início da cúpula anual, no Rio de Janeiro — também conta com outras dez nações parceiras.

Os países compartilham entre si relações financeiras e de cooperação institucional. Em conjunto, baseado em dados do Banco Mundial, o Brics conta com um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 24,7 trilhões, além das maiores dimensões territoriais e populações.

O grupo original nasceu em 2009 e era composto por Brasil, Rússia, Índia e China. O nome inicial era BRIC, é uma referência às iniciais dos quatro países, culminado pelo economista inglês Jim O’Neil, em 2001.

O’Neil, que na época atuava como economista-chefe do Goldman Sachs, escreveu em relatório intitulado “Building Better Global Economic BRICs”, apontando os quatro iniciais como países emergentes com potencial de crescimento e investimento.

O “S” passou a compor oficialmente a classe em 2011, com a África do Sul (South Africa, em inglês). Nos últimos anos, os membros aumentaram.

Membros titulares

Dezesseis anos após a primeira cúpula do Brics, o agrupamento cresceu e hoje abarca onze países membros:

  • Brasil
  • Rússia
  • Índia
  • China
  • África do Sul
  • Arábia Saudita
  • Egito
  • Emirados Árabes Unidos
  • Etiópia
  • Indonésia
  • Irã

Apenas entre 2024 e 2025, seis novos imigrantes foram admitidos. A expansão segue a Declaração de Johanesburgo, feita em agosto de 2023. Ela também contemplava um convite a outros países, como a Argentina, que acabou recusando.

Em termos de comércio exterior, o Brics responde por 24% das trocas mundiais, aponta a COMEVIX (Balança Comercial e Estatísticas de Comércio Exterior).

Na outra ponta, no que diz respeito ao território, o grupo representa 48,5% da população do planeta, contando com os dois maiores países em nível demográfico: Índia e China.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

PT gasta R$ 173 mil para impulsionar campanha ricos X pobres

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O PT (Partido dos Trabalhadores) gastou ao menos R$ 173 mil de 26 de junho até esta sexta-feira (4) para impulsionar anúncios nas redes sociais pedindo uma maior taxação dos chamados “super-ricos”.

As publicações foram veiculadas no Instagram e no Facebook. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está num esforço para retomar o controle da narrativa no pior momento político do presidente desde o início do mandato. Há insatisfação no Legislativo e na opinião pública com o trabalho do petista.

Os conteúdos patrocinados defendem que bilionários, bancos e casas de apostas esportivas (as chamadas bets) passem a pagar mais impostos. A campanha tem sido chamada pelos petistas de “taxação BBB”.

Foto: Poder 360

Em tom de confronto, as peças sugerem resistência do Congresso Nacional à agenda econômica do Executivo.

Uma das imagens promovidas mostra Lula segurando uma placa com a frase “taxação dos super-ricos!”. Apenas essa peça recebeu R$ 3.000 em impulsionamento em um único dia.

Já a campanha com maior investimento até agora foi a “Quem tem mais paga mais: taxação BBB”, que consumiu ao menos R$ 90.000 em 5 dias.

Segundo a advogada eleitoral Marilda Silveira, não há ilegalidade no impulsionamento, desde que seja feito fora do período eleitoral. “A lei autoriza impulsionamento em redes, mas não na TV ou rádio”’, disse.

Na 5ª feira (3.jul), militantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) entraram em um prédio do banco Itaú, em São Paulo, cobrando essas pautas defendidas pelos petistas.

O Poder360 procurou o PT para que se manifestasse sobre o conteúdo deste texto, mas não obteve resposta até a publicação. O espaço segue aberto.

CLIMA POLÍTICO

A campanha digital do PT é realizada em meio à queda de popularidade de Lula e do avanço da pauta conservadora no Congresso.

O retorno ao discurso “ricos X pobres” busca reforçar a identidade do partido e mobilizar sua base social. Deu certo no passado. Seu resultado hoje, em um mundo diferente daquele que Lula governou antes, é incerto.

O presidente tem reiterado a necessidade de “corrigir injustiças” no sistema tributário e já pressionou por medidas como a taxação de offshores e fundos exclusivos. O tema enfrenta resistência no Congresso, que cobra cortes de gastos como forma de ter equilíbrio fiscal.

Dirigentes petistas avaliam que o embate simbólico nas redes pode reacender o apoio popular e pressionar o Legislativo. A expectativa é que novas peças sejam lançadas nas próximas semanas, mantendo a cobrança dos mais ricos e tentando reposicionar o governo no debate público.

Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.