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TARIFAÇO: Se Lula sinalizar pra mim, eu negocio com o Trump, diz Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira (17) que, caso o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sinalizasse positivamente e seu passaporte, apreendido pela PF (Polícia Federal), fosse devolvido, ele mesmo poderia negociar as tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

“Se o Lula sinalizar para mim, eu sei que não é ele que vai dar o passaporte, eu negocio com o Trump. (…) Quem não vai conversar vai pagar um preço alto”, afirmou em coletiva de imprensa.

CNN

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“Pra quê deputado e senador?!”, questiona Cabo Gilberto sobre decisão de Moraes que manteve aumento do o IOF

O deputado federal Cabo Gilberto (PL) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em manter o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Moraes é relator de ações que contestam ou defendem o decreto no STF, ponto central de um impasse entre o Executivo e o Congresso Nacional.

O ministro aceitou os argumentos do governo e decidiu que “não houve desvio de finalidade” na mudança de alíquotas do IOF e na incidência do imposto sobre planos de previdência complementar (VGBLs).

Com isso, o decreto legislativo aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado no mês passado deixa de ter validade e restabelece-se a decisão original do governo.

Na tribuna da Câmara, Gilberto criticou duramente a decisão e questionou a serventia dos deputados e senadores. “O Congresso Nacional, mais uma vez, foi fechado pelo STF. Aí eu pergunto aos senhores que estão aqui, pra que deputado, pra que senador? Um ministro só de uma canetada de respeito à decisão soberana do país, que é representado pelos parlamentares eleitos, pelo voto direto da população. Nós representamos mais de 200 milhões de brasileiros. Isso é uma vergonha o que está acontecendo na data de hoje, onde a Suprema Corte fecha o parlamento mais uma vez, igual ao que aconteceu na Venezuela. Os parlamentares, todos eles sem exceção, senadores e deputados, tomam vergonha na cara ou eu pergunto, pra que é deputado, pra que é senador? Uma vergonha!”.

Blog do BG PB

 

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PF apura vínculos de ministros do STJ com empresário investigado por corrupção no Judiciário

Foto: STJ/Divulgação

A investigação da Polícia Federal sobre venda de decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) identificou indícios da existência de vínculos de um dos empresários investigados, Haroldo Augusto Filho, com ao menos dois ministros do tribunal.

As informações foram obtidas na análise dos celulares e documentos apreendidos nas primeiras fases da Operação Sisamnes. No celular do empresário, foram encontrados diálogos com parentes de ministros e citações a essas autoridades, conforme informações obtidas com exclusividade pelo Estadão.

Uma das descobertas foi que o ministro João Otávio de Noronha, ex-presidente do tribunal, usou uma aeronave privada disponibilizada pelo empresário para viajar de Brasília a Cuiabá, em abril de 2024. A viagem foi para participar de um evento jurídico organizado pela seccional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil e patrocinado pela Fource, empresa de Haroldo Augusto.

A PF também identificou diálogos entre Haroldo e a advogada Catarina Buzzi, filha do ministro Marco Buzzi. O ministro ainda participou de eventos jurídicos em Cuiabá patrocinados pela Fource. No dia de um desses eventos, Haroldo conversou com um interlocutor sobre a organização de jantar para um ministro. Apesar de não citar o nome de Buzzi, o empresário afirmou na conversa ser amigo da filha desse ministro.

As informações tramitam sob relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. Os ministros citados não são formalmente investigados. A PF ainda analisa se as citações aos ministros, em conjunto com outras provas colhidas, constituem indícios de irregularidades ou se tratavam apenas de tentativas do empresário para se aproximar das autoridades públicas. Eles negam ter proximidade com o empresário.

Haroldo Filho foi um dos alvos de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro do ano passado com autorização do STF. Ele é um dos sócios da Fource, consultoria de Mato Grosso especializada em comprar empresas em situação de crise, como recuperação judicial ou enfrentando disputas de terras. Procurado pela reportagem, ele não se manifestou.

As informações levantadas pela Polícia Federal até agora indicam que a Fource não aparece diretamente nos processos judiciais de seu interesse. A investigação aponta que a empresa compra o que está sob litígio e atua nos bastidores desses processos.

No STJ, uma das suspeitas é que a Fource tem atuado em um processo que tramita na relatoria do ministro Marco Buzzi e envolve uma disputa fundiária em Mato Grosso. A Fource não consta como parte, mas um dos advogados que trabalha para a empresa ingressou formalmente nos autos.

A parte representada nos bastidores pela Fource apresentou uma ação judicial na primeira instância alegando ser dona de um terreno cujo antigo proprietário havia morrido. A Justiça de Mato Grosso entendeu que a prova dessa propriedade se baseava em um contrato falsificado após a morte dele. Em setembro de 2022, o ministro Marco Buzzi proferiu uma liminar favorável, mandando anular todas as decisões das instâncias inferiores. O processo ainda vai ser julgado na Quarta Turma, presidida por Noronha. São justamente os dois ministros com os quais o empresário Haroldo buscou aproximação.

A PF já concluiu um dos inquéritos envolvendo Haroldo e apontou que ele comprou decisões judiciais de dois desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso envolvendo litígios sobre a posse de terras. Agora, a PF investiga se Haroldo também tentou comprar decisões no STJ.

Como funcionava o esquema

A suspeita inicial detectada pela investigação foi que, para executar esses atos de corrupção, ele usou os serviços do advogado Roberto Zampieri e do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves.

Assassinado em dezembro de 2023 em Cuiabá, Zampieri se tornou o pivô dessa investigação sobre venda de decisões judiciais. O seu celular foi apreendido para a investigação sobre os motivos do crime, mas os diálogos encontrados no aparelho indicaram também diversas suspeitas de corrupção de magistrados. Por isso, o material foi enviado para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e usado para abertura de investigação da Polícia Federal no ano passado.

Andreson atuava como lobista junto aos gabinetes de ministros do STJ. Nos diálogos, ele compartilha minutas antecipadas de decisões de ministros e diz ter influência no tribunal. As conversas entre os dois citam interesse de Zampieri em processos que passaram pelos gabinetes de Buzzi e Noronha. Em um dos casos, por exemplo, Andreson enviou a Zampieri uma minuta de decisão que seria proferida por Noronha durante seu período na presidência do STJ, mas essa decisão nunca chegou a ser efetivada. A defesa do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves foi procurada, mas não se manifestou.

Com base nessas provas, a PF abriu um inquérito para apurar se eles corromperam assessores dos gabinetes de quatro ministros: Isabel Gallotti, Nancy Andrighi, Og Fernandes e Moura Ribeiro. Na ocasião, o STJ afastou os servidores investigados e disse ter tomado providências para apurar os fatos. De acordo com a assessoria do tribunal, os processos administrativos ainda estão em andamento e não há prazo para conclusão.

Até aquele momento, a PF não havia encontrado nenhum indício direto de relacionamento dos personagens investigados com ministros ou parentes de ministros. Esses vínculos só foram detectados mais recentemente, com a análise das provas apreendidas com o empresário Haroldo Augusto Filho.

Ministro se declarou suspeito em inquérito
A OAB de Mato Grosso organizou, entre os dias 10 e 12 de abril de 2024, um evento sobre falências e recuperação judicial. Uma das empresas patrocinadoras era a Fource. O ministro do STJ João Otávio Noronha foi um dos convidados –outros ministros da Corte também foram chamados para o evento.

Documentos da empresa Fource indicaram que Noronha voou a Cuiabá, na ocasião, em uma aeronave particular cedida por Haroldo. A PF também detectou diálogos de Haroldo com uma filha do ministro, a advogada Anna Carolina Noronha, que ainda estão sob análise.

Questionado, Noronha afirmou que já conhecia o empresário Haroldo Augusto Filho porque ele havia comparecido ao seu gabinete em Brasília para um despacho com um advogado, mas disse que a aeronave foi disponibilizada pela organização do evento.

“Não fui só eu. Teve um evento da OAB, a OAB colocou um avião para nos levar e nos trazer. Eu sequer sabia que ele era dono de avião, embora já conhecesse o Haroldo, que já tinha despachado com alguém lá no STJ. Eu simplesmente entrei no avião, fui para Mato Grosso, fiz a palestra e voltei no outro dia, nada mais. E por indicação da OAB, que nos convidou, nos levou e arrumou tudo isso”, afirmou ao Estadão. A presidente da OAB de Mato Grosso, Gisela Cardoso, disse desconhecer a informação.

Noronha afirmou que foi acompanhado por outros ministros na viagem, mas disse não se recordar de quais. Ele afirmou não ter relação de amizade com Haroldo, mas disse que se declarou suspeito para conduzir o inquérito sobre a venda de decisões do Tribunal de Justiça de Mato Grosso por ter realizado esse voo no avião do empresário.

“Esse processo do Haroldo foi originalmente distribuído a mim e eu me dei por suspeito, exatamente porque eu tinha feito essa viagem”, disse Noronha.

Estadão

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Quaest: Pela 1ª vez, mais brasileiros acham que economia vai piorar em vez melhorar

Pela primeira vez na série histórica da pesquisa da Quaest, iniciada em junho de 2023, Pela 1ª vez, mais brasileiros acham que economia vai piorar em vez melhorar nos próximos 12 meses. O percentual dos que têm essa perspectiva superou o de quem acredita em uma melhora no cenário econômico.

Segundo a pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, 43% dos entrevistados disseram que a expectativa é de que a economia vai piorar. Na última pesquisa, realizada em maio de 2025, 30% tinham essa opinião.

Agora, 35% dos entrevistados responderam que acreditam na melhora da economia. Esse percentual era de 45% em maio.

Outros 19% acham que a situação vai continuar como está, e 3% não souberam responder.

Veja os números

  • 43% acreditam que a economia vai piorar (era 30% na última pesquisa)
  • 35% acreditam que a economia vai melhorar (era 45% na última pesquisa)
  • 19% acreditam que a economia vai permanecer igual (era 21% na última pesquisa)

Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a expectativa atual do brasileiro sobre a economia pode estar relaciona ao cenário internacional.

“Essa mudança deve estar associada à preocupação que as tarifas de Trump provocaram na população”, disse Nunes.

G1

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Quaest: Desaprovação do governo Lula atinge 53%; aprovação registra 43%

Foto: Ricardo Stuckert

A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (16/7), mostra que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu 53%, enquanto a aprovação ficou em 43%.

O resultado mostra melhora em relação à pesquisa anterior (a pior desde o início do mandato), que registrava 57% de desaprovação e 40% de aprovação. A recuperação, segundo o levantamento, ocorreu especialmente fora das bases tradicionais de apoio do presidente.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 14 de julho, em entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Entre os entrevistados com renda mensal entre dois e cinco salários mínimos, a aprovação ao governo subiu de 39% para 43%. Já entre aqueles que recebem mais de cinco salários mínimos, a taxa passou de 33% para 37%.

O crescimento também foi verificado entre pessoas com ensino superior completo, cuja aprovação avançou de 33% para 45%, enquanto a desaprovação caiu de 64% para 53%. No Sudeste, região mais populosa do país, a aprovação passou de 32% para 40%. Entre quem não é beneficiário do Bolsa Família, 41% disseram aprovar o governo.

Apesar da melhora nos números, a imagem pessoal de Lula segue dividida. Para 49% dos entrevistados, o presidente não é bem-intencionado, contra 45% que acreditam que ele tem boas intenções. Em relação às promessas de campanha, 69% afirmam que o petista não está conseguindo cumpri-las, enquanto 27% consideram que sim.

Metrópoles

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Governo Lula pede a Moraes que permita a volta imediata do IOF

Foto: Antonio Augusto/STF

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio da AGU (Advocacia Geral da União), pediu nesta terça-feira (15) para o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes uma medida cautelar (provisória) que torne o decreto que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) válido novamente.

A solicitação foi feita em audiência de conciliação com o Congresso no Supremo. O advogado-geral da União, Jorge Messias, não quis negociar com os representantes do Legislativo e pediu que Moraes decida sobre o assunto. O governo diz que o decreto é constitucional.

“Requereu-se a concessão da medida cautelar pleiteada, visando à imediata restauração plena da vigência do Decreto 12.499/2025. A medida é de fundamental importância para que o princípio da separação de poderes seja restabelecido”, disse Messias em nota oficial depois da reunião, que terminou sem acordo.

Os pleitos foram os seguintes:

  • governo – quer insistir na judicialização e espera decisão do Supremo para manter a alta no tributo;
  • Senado – pediu mais tempo para negociar enquanto a alta do imposto estiver suspensa.

Na prática, o movimento da AGU joga pressão para o Judiciário, que terá que decidir sobre o tema. O governo espera, inclusive, que a resposta saia em até 7 dias, por conta da urgência do tema, segundo apurou o Poder360.

Sem o pedido de liminar, Moraes teria mais conforto para esperar até agosto antes de dar uma solução para o impasse. Agora, terá de dizer se concede ou não essa decisão provisória.

Uma decisão de Moraes em favor do governo tem o risco de causar uma indisposição com o Congresso se derrubar a decisão de deputados e senadores que em grande maioria vetaram o aumento do IOF pretendido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e por Lula.

Quando precisou decidir sobre o tema pela 1ª vez, o ministro suspendeu tanto o decreto do governo quanto a medida do Congresso que os derrubou, ou seja, mantendo o cenário inalterado. Agora, terá que decidir em favor de um lado ou de outro.

O ministro do STF é um dos mais criticados pela direita, com setores mais radicais propondo o seu impeachment. Se Moraes derrubar a decisão do Legislativo sobre o IOF, aumentará um pouco mais a indisposição de deputados e senadores contra o magistrado.

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), esperam que Moraes não tome nenhuma decisão antes de o próprio Congresso apresentar alguma solução, o que só deve ser feito em agosto por conta do recesso legislativo.

Motta e Alcolumbre já mostraram um cardápio de possíveis cortes de despesas para a equipe econômica, bem como opções para aumentar a arrecadação, como a distribuição de dividendos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para o governo federal.

O governo, no entanto, defende que seu decreto para elevar o imposto é constitucional e sua derrubada fere o princípio da separação dos Poderes.

REUNIÃO SEM RESULTADO

A ata da reunião desta terça-feira (15) diz que a advocacia do Senado pediu mais tempo para negociação. Já o governo Lula deixou a determinação nas mãos do STF.

O texto afirma que Moraes “indagou se seriam possíveis concessões recíprocas que pudessem resultar na conciliação”. Logo depois, o documento diz que o governo optou por manter a judicialização.

“Os presentes disseram que, apesar da importância do diálogo e da iniciativa desta audiência, preferiam aguardar a decisão judicial”, lê-se na ata.

Messias publicou um comunicado depois da reunião. Defendeu que o movimento veio alinhado às determinações do Ministério da Fazenda, comandado por Haddad.

“A medida é de fundamental importância para que o princípio da separação de poderes seja restabelecido”, disse o ministro na nota.

Audiências de conciliação são realizadas para que os envolvidos em um processo tentem chegar a um acordo antes de uma decisão judicial.

O IMPASSE DO IOF

O governo Lula queria emplacar a alta no imposto financeiro para fortalecer a arrecadação e evitar congelamentos no Orçamento. O Congresso e o empresariado reagiram em massa contra a determinação.

A Câmara e o Senado decidiram derrubar o texto que aumentou o IOF em 25 de junho.

Na Casa Baixa, foram 383 votos a favor da revogação e 98 contra. O decreto legislativo com as novas normas é o número 176 de 2025. Já no Senado, a votação foi simbólica –sem contagem nominal.

O caso está no Supremo. O ministro da Corte Alexandre de Moraes suspendeu tanto os decretos do Executivo que elevaram o IOF quanto o texto aprovado pelo Congresso que derrubava a medida.

Moraes também convocou a audiência de conciliação sobre a questão. O encontro é realizado para que as partes de um processo entrem em acordo sobre o tema.

Os deputados e senadores derrubaram os decretos de Lula por considerarem os textos abusivos. Além disso, mencionaram que o IOF tem função regulatória e não poderia ser utilizado para arrecadar.

A equipe econômica argumenta que é sua função definir as taxas. Segundo o time de Haddad, o ponto principal do decreto não era elevar a receita pública.

Leia uma cronologia com os principais desdobramentos do impasse do IOF:

  • 22.mai – durante a tarde, a equipe econômica aumenta o IOF via decreto para fortalecer a arrecadação. Impacto estimado é de R$ 20,1 bilhões em 2025;
  • 22.mai – perto da madrugada, Fazenda revê parte do decreto. Arrecadação no ano diminui para R$ 19,1 bilhões;
  • 28.mai – depois de reunião, Alcolumbre e Motta dão 10 dias para Haddad apresentar alternativas ao decreto do IOF;
  • 8.jun – é feita uma nova reunião. Haddad anuncia que vai reduzir a alta do IOF e enviar medida provisória com aumento de outros impostos para compensar. O impacto do decreto para 2025 cai para perto de R$ 12 bilhões;
  • 11.jun – Haddad lança medida provisória com aumento de outros impostos e com mudanças em compensação tributária. Fazenda espera fortalecer arrecadação em aproximadamente R$ 10 bilhões em 2025;
  • 16.jun – Câmara aprova urgência para votação do projeto para derrubar a alta do IOF;
  • 24.jun – de surpresa, Motta anuncia votação do projeto às 23h35 em uma rede social;
  • 25.jun – Câmara aprova a queda do decreto por 383 votos a favor e 98 contra;
  • 25.jun – Senado derruba em votação simbólica (sem contagem de votos);
  • 1º.jul – governo aciona oficialmente o STF para judicializar o impasse.

Poder 360

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Hugo Motta emprega em gabinete da Câmara trio de funcionárias fantasmas

hugo motta

Hugo Motta – Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

 

Segundo a Folha de São Paulo, o presidente da câmara dos deputados Hugo Motta empregou uma estudante de medicina, uma fisioterapeuta e uma assistente social de uma prefeitura na Paraíba, todas no cargo de secretária parlamentar, com 40 horas semanais de jornada de trabalho, proibidas de exercer outra função pública e sem exigência de registro de ponto com biometria na Câmara.

Além disso, a Câmara dos Deputados já pagou R$ 807,5 mil à fisioterapeuta Gabriela Batista Pagidis, funcionária fantasma lotada no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A jovem de 30 anos está lotada como secretária parlamentar no gabinete de Hugo Motta desde 1º de junho de 2017. Nesse período, o salário dela variou de R$ 1.550,66 a R$ 16.714,06.

A coluna Tácio Lorran acompanhou a rotina da fisioterapeuta nos últimos dias. Nessa segunda-feira (14/7), Gabriela Pagidis bateu ponto por volta das 10h30 da manhã em uma das clínicas que trabalha, o Instituto Costa Saúde, no fim da Asa Norte, em Brasília. Ela mesma recepcionou a reportagem e deu orientações sobre como agendar uma consulta.

No Instituto Costa Saúde, Gabriela Pagidis trabalha às segundas e quartas-feiras. Já no Centro Clínico Bandeirantes, no Núcleo Bandeirante, também em Brasília, Gabriela Pagidis trabalha às terças e quintas à tarde. Na última sexta-feira, Gabriel Pagidis foi à academia por volta das 11h e, à tarde, foi ao Zoológico, em horário que deveria estar na Câmara dos Deputados.

A coluna Tácio Lorran solicitou, via Lei de Acesso à Informação (LAI), os registros de acessos de Gabriela Pagidis à Câmara, assim como eventuais crachás e vagas na garagem. A Casa respondeu que servidores com crachá não são registrados na portaria; que o acesso à garagem exige apenas credenciamento; e que o controle de frequência é responsabilidade do gabinete.

Antes de constar como secretária parlamentar de Hugo Motta, Gabriela foi nomeada em 5 de fevereiro de 2014 na mesma função no gabinete do ex-deputado federal Wilson Filho, hoje secretário de Educação da Paraíba e aliado do presidente da Câmara. Se somar ambos os períodos como funcionária fantasma, a remuneração supera R$ 890,5 mil.

Metropoles

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Indústria defende que governo tente adiar por 90 dias taxação dos EUA

Em nota publicada nesta terça-feira (15) com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, que possui diversos empresários pelo país, pediu para que o governo Trump não imponha tarifas de 50% contra o Brasil.

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos é a maior organização empresarial do mundo e diz, em seu site oficial, que trabalha para colaborar pelo crescimento do comércio nos EUA.

De acordo com o texto, a taxa ‘impactaria produtos essenciais para as cadeias de suprimentos e os consumidores dos EUA, aumentando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de indústrias-chave americanas’.

Além disso, a Câmara defende que ocorra uma negociação entre os dois governos ‘para evitar a implementação de tarifas prejudiciais’ (leia nota na íntegra abaixo).

‘Mais de 6.500 pequenas empresas nos EUA dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas americanas investem no país. O Brasil é um dos 10 principais mercados para as exportações dos EUA e o destino de quase US$ 60 bilhões em bens e serviços americanos todos os anos’, continua.

O comunicado completa afirmando que uma relação comercial estável e produtiva seria essencial entre os dois países:

‘A Câmara dos EUA e a AmCham Brasil estão prontas para apoiar os esforços que conduzam a uma solução negociada, pragmática e construtiva — uma solução que evite a escalada e garanta a continuidade do comércio mutuamente benéfico’.

Leia a nota completa:

‘A Câmara dos EUA e a AmCham Brasil instam os governos americano e brasileiro a se engajarem em negociações de alto nível para evitar a implementação de tarifas prejudiciais. Impor tais medidas em resposta a tensões políticas mais amplas corre o risco de causar danos reais a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos e estabelece um precedente preocupante. A tarifa de 50% proposta impactaria produtos essenciais para as cadeias de suprimentos e os consumidores dos EUA, aumentando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de indústrias-chave americanas.

Mais de 6.500 pequenas empresas nos EUA dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas americanas investem no país. O Brasil é um dos 10 principais mercados para as exportações dos EUA e o destino de quase US$ 60 bilhões em bens e serviços americanos todos os anos.

Uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias do Hemisfério beneficia os consumidores e sustenta empregos e a prosperidade mútua. A Câmara dos EUA e a AmCham Brasil estão prontas para apoiar os esforços que conduzam a uma solução negociada, pragmática e construtiva — uma solução que evite a escalada e garanta a continuidade do comércio mutuamente benéfico’.

Indústria defende que governo tente adiar por 90 dias taxa

A Confederação Nacional da Indústria revelou que defendeu para o governo Lula tentar um adiamento por 90 dias da taxa de 50% contra produtos importados que será imposta pelos Estados Unidos a partir do dia 1º de agosto.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, se reuniu com diversos presidentes das federações das indústrias de todo o país, além da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Tatiana Lacerda Prazeres.

‘Esse prazo é considerado essencial para que a indústria brasileira possa analisar de forma mais aprofundada os efeitos da medida, além de buscar soluções diplomáticas para evitar perdas mais amplas. A estimativa preliminar apresentada durante a reunião aponta para uma possível perda de pelo menos 110 mil postos de trabalho, caso a medida entre em vigor nos termos anunciados, além de forte impacto negativo no PIB’, diz o comunicado publicado nessa segunda-feira (14).

A secretária afirmou que as solicitações do setor serão enviadas para o governo federal.

CNN

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Decreto que regulamenta Lei da Reciprocidade Econômica é publicado

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade Econômica foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) nesta terça-feira (15). O ato já havia sido assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na segunda-feira (14).

Apesar de não fazer referência ao governo dos Estados Unidos, a norma é uma resposta às tarifas econômicas impostas ao Brasil de forma unilateral, como o anúncio de 50% ao Brasil feito pelo presidente Donald Trump e a futuras decisões de outras economias mundiais.

O decreto do governo brasileiro permite a suspensão de “concessões comerciais, de investimentos e obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a ações unilaterais de países ou blocos econômicos que afetem negativamente a sua competitividade internacional”.

Aprovada pelo Congresso Nacional em 2 de abril, a Lei da Reciprocidade estabelece critérios de proporcionalidade para a adoção de medidas em resposta a barreiras impostas a produtos e interesses brasileiros.

Pela norma, o Brasil pode oferecer a cidadãos e governos estrangeiros o mesmo tratamento que eles conferem ao país, seja em questões comerciais, concessão de vistos, relações econômicas ou diplomáticas.

A legislação autoriza o governo brasileiro a reagir a ações externas que afetem negativamente a competitividade internacional do país.

Comitê interministerial

O decreto também cria o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O grupo será responsável por deliberar sobre a possibilidade de adoção das contramedidas provisórias e acompanhar as negociações para a superação das medidas unilateralmente impostas em detrimento da competividade internacional brasileira.

O comitê será formado pelas seguintes pastas federais:

  • Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
  • Ministro de Estado da Casa Civil da Presidência da República
  • Ministro de Estado da Fazenda
  • Ministro de Estado das Relações Exteriores

Contramedidas

O decreto autoriza que o governo adote contramedidas provisórias, com efeito imediato, e ordinárias.

As contramedidas provisórias podem ser adotadas com mais agilidade, já que são analisadas diretamente pelo comitê interministerial previsto no decreto.

O grupo pode ouvir representantes do setor privado e outros órgãos antes de deliberar, mas essa escuta é opcional.

Uma vez aprovadas, essas medidas são instituídas por resolução e podem ser alteradas ou revogadas a qualquer momento, conforme evolução do cenário internacional.

Já as contramedidas ordinárias seguem um rito mais formal. O processo começa com um pedido ao Comitê-Executivo de Gestão da Camex (Câmara de Comércio Exterior), que precisa detalhar a medida adotada por país estrangeiro, os setores brasileiros afetados e o impacto econômico causado.

Essa proposta, obrigatoriamente, passa por consulta pública, com prazo de até 30 dias, para que a sociedade e os setores interessados se manifestem.

Após a consulta pública, a proposta é encaminhada ao comitê interministerial, que decide sobre a adoção da contramedida ordinária. Se aprovada, a medida também é instituída por resolução, mas tem caráter mais estável em relação às provisórias.

O objetivo é garantir resposta coordenada e proporcional do Brasil diante de práticas comerciais consideradas injustas ou ilegais no âmbito internacional.

CNN

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Operação da PF investiga crimes de pornografia infantil em Monteiro, no cariri paraibano

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (15) a Operação Mauna para combater os crimes de pornografia infantojuvenil praticada pela internet e abuso sexual infantil em Monteiro, no cariri paraibano.

Durante as investigações, levantou-se indícios de que o investigado, alvo de um mandado de busca e apreensão, tenha adquirido, armazenado e compartilhado arquivos de vídeo contendo cenas de pornografia infantojuvenil e zoofilia, além de elementos indicando que possa ter produzido alguns destes conteúdos.

O investigado tem passagens por tráfico de drogas, entrega de direção de veículo automotor a adolescente não habilitado, fornecimento de bebida alcoólica a criança ou adolescente, porte de drogas para consumo pessoal e crime eleitoral.

A operação foi batizada de ‘Mauna’, uma palavra sânscrita que significa “silêncio”, e faz alusão ao vulcão localizado no Havaí, que é uma montanha cuja maior parte fica oculta embaixo d’água, submersa, fazendo referência às ações comuns dos criminosos, que agem sempre de forma encoberta e camuflada.

Blog do BG PB

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